Católicos e balada: #partiu?

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Qual é a posição da Igreja em relação aos jovens católicos em festas e baladas do mundo? Vale aquela ideia de que “posso ir numa boate, tudo bem, é só ser cristão lá…”? É sobre isso que vamos refletir aqui.

As festas e baladas “do mundo”, em geral, NÃO são condenadas pela Igreja (estamos falando de festas normais, não de inferninhos com show de striptease). Se fossem condenáveis, certamente tal advertência estaria exposta no Catecismo. Afinal, o Papa e bispos sabem que muitos jovens católicos gostam de sair à noite para dançar e se divertir, e fazem isso com a consciência tranquila.

Sei que vai ter gente aqui nos comentários citando São João Maria Vianney, que aboliu os bailes na cidade de Ars, e via as danças sempre como algo pecaminoso (conheça seu sermão sobre os bailes aqui).

Porém, entendo que, como Mãe, a Igreja jamais deixaria de alertar os jovens de modo claríssimo, caso frequentar festas “do mundo” fosse pecado. E, se a dança em si fosse algo mau, os dois últimos papas não teriam recebido grupos de dança no Vaticano, e muito menos demonstrariam prazer em ver suas apresentações (Bento XVI acompanhava muitas danças com palmas ritmadas).

Entretanto, não podemos ser ingênuos e pensar: “vou às festas que eu quiser, não há problema, basta ser cristão lá!”. Não é bem assim! Há festas e festas; há jovens católicos maduros e jovens católicos que ainda estão dando os primeiros passos na fé; há companhias e companhias para a night

São Francisco de Sales dizia: “As danças e os bailes são coisas de si inofensivas; mas os costumes de nossos dias tão afeitos estão ao mal, por diversas circunstâncias, que a alma corre grandes perigos nestes divertimentos” (livro Filotéia). Essas palavras estão de acordo com o que dissemos aqui: as festas do mundo não são más em si, mas não podemos fingir que não sabemos quanta “eme” a galera faz nos agitos.

Às vezes, olhamos a nossa fé, o cristianismo, como um conjunto de regras a seguir. Não! Cristo nos dá amor pelo bem e pela verdade, de forma que, em qualquer situação, possamos, com a luz do Espírito Santo, julgar o que é bom e o que é mau para a alma.

Então, se nas festas você costuma agir como um pagão, certamente é uma coisa má. Se você entra na ondinha de se embebedar, de se drogar, de “ficar” como se o outro fosse um pedaço de carne, de dançar sem qualquer senso de pudor e dignidade… Aí, amigo, o melhor mesmo é você evitar essas ocasiões de pecado. Sem falar, no caso das meninas, da tentação de aderir ao uniforme de piriguete.

Mas se você, com sinceridade, percebe que não trai a sua identidade cristã ao ir em determinadas festas, então… HAVE FUN!

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Vou dar o meu testemunho. O período em que eu comecei a frequentar a Igreja – aos 15 anos – coincidiu com a fase em que eu comecei a sair à noite com um grupo de amigos não-católicos. Em muitos pontos, isso não foi legal. Não impediu a minha conversão, nem tampouco impediu que eu desse muitos passos na fé. Ainda assim, dessa fase, carrego arrependimentos. Sei que agi como pagã algumas vezes.

Por outro lado, já no meu tempo de universitária, o grupo de amigos cuja companhia eu priorizava era de católicos. Saímos à noite e nos divertíamos de forma muito digna. Desses momentos, só me lembro de ter me alegrado e de ter apertado os laços de amizade. Examinando a minha consciência, não vejo no que posso ter ofendido a Deus.

Quanto aos amigos da faculdade, em quatro anos de convivência, fui a, no máximo, três festas com eles. Afinal, eu chegava lá e em pouco tempo ficava sem companhia para conversar ou dançar. Umas amigas estavam drogadas, outras quase desmaiadas de tanto beber e outras se esfregando com os caras pelos cantos.

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Assim, creio que, para os mais jovens, não há mal em frequentar baladas na companhia de outros cristãos que desejam se divertir sem ofender a Deus. Não vejam isso como uma regra intransponível, mas para quem ainda dá os primeiros passos na fé, pode ser confuso saber o limite entre a diversão inofensiva e o pecado. E os amigos católicos podem nos ajudar a não esquecermos quem nós somos, e a quem nós pertencemos.

Mais tarde, no ambiente de trabalho, é muito provável que esses mesmos jovens católicos sejam convocados a frequentar as confraternizações das empresas. Nesses ambientes, talvez não tenham nenhum amigo cristão para lhes acompanhar. Porém, já tendo a experiência de que é possível se divertir sem avacalhar, poderão frequentar essas ocasiões sem que seja, necessariamente, uma ocasião de pecado. E saberão também a hora certa de deixar a festa: quando todo o mundo começa a ficar bagaceiro.

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Sei que vai ter muita gente torcendo o nariz pra esse post. Desejam ardentemente a proclamação de regulamentos morais rígidos que devem ser aplicados universalmente por todos os católicos.  Bem, catolicrentes estão sempre querendo transformar as santas recomendações – que servem muito bem para determinadas pessoas, em determinados casos – em mandamentos indiscutíveis da lei divina. Papai Calvino está orgulhoso de vocês (leiam sobre a ditadura de costumes que ele implantou em Genebra)!

Conclusão: em alguns casos, o melhor será evitar as festas do mundo e, para outros, não haverá mal no #partiu #balada (se você, honestamente, não se sente tentado a agir como pagão ou se está cercado de amigos católicos e conscientes).

Então, vá às festas. Mas entenda os seus limites e não minta para si mesmo. Acima de tudo, seja verdadeiro com Jesus. Com olhar atento e amor, você saberá se as festas estão sendo ocasião de pecado ou não para você.

E, na dúvida, já sabe: S.O.S diretor espiritual!

142 comments to Católicos e balada: #partiu?

  • Allan Farias

    O Blog do O Catequista chutou o Balde, quer por que quer se justificar ou querer reconhecimento humano. Creio que pode ser até em função acerca de sua ida ao Rock in Rio e do incentivo as mães a enviarem seus filhos ao Rock in Rio através daquele post vazio. Agora com esse post, que nada mais é, o reforço da “santa tese” de que não importa o lugar que se vá curtir, o que importa é não cair em tentação. A falácia é a mesma da do Post do Rock in Rio. Bom, se a meta era se satisfazer com muitas pessoas concordando e elogiando o post, missão cumprida!!! Realmente muitos pensam como você por fazerem o mesmo e como ambos não abrem mão de estar com um pé no mundo (desde que não caia em tentação) e o outro é na Igreja. Então tá fechado!

    • Allan,
      Antes de tudo, chamo a sua atenção para um detalhe: esse post é BEEEEM mais antigo do que o do Rock in Rio.

      Se quiséssemos reconhecimento humano, postaríamos artigos que enaltecessem uma espiritualidade mais facilmente admirada pela massa: ascetismo e rigorismo. Assim, teríamos um ar, quem sabe, de maior respeitabilidade e crédito no meio católico. Como não buscamos isso…

      O fato é que muitos erram em ver justas recomendações subjetivas com peso de um dos Dez Mandamentos. Ou seja, se um bom sacerdote recomenda que os jovens não devam ouvir qualquer tipo de rock ou frequentar bailes, o sujeito, em vez de ver nisso um conselho edificante, o toma de modo absoluto e legalista, censurando quem não o segue. Os outros, que não aplicam em sua vida os mesmos meios de mortificação, são vistos como “mornos” ou “relativistas”.

      Estamos polarizados. Por um lado, temos os católicos liberais, que não veem pecado em nada. Por outro, os que buscam sua segurança tomando conselhos justos como leis e regras fixas e universais, dispensando a necessidade e a liberdade do cristão julgar cada situação, caso a caso.

      Louvo a Deus por quem opta por uma caminho pautado numa interpretação mais exigente da Doutrina do Evangelho. E assim, por exemplo, abrem mão de bailes e danças, completamente.

      O problema – e isso é enganoso e pecaminoso – é quando apresentamos os nossos passos individuais de santificação como caminho obrigatório para todos os católicos. Muitos seguem os conselhos de São Paulo, e escolhem uma forma de vida cristã mais exigente: o celibato. E nem por isso saem por aí dizendo que quem se casa está pecando, é morno, está com “um pé no mundo”.

      Aliás, qual o problema de se estar com um pé no mundo? Não foi nesse mundo que Deus nos colocou pra viver? Temos a opção de sair dele e ir para um mosteiro ou convento, mas se estamos aqui, se casamos, temos filhos, trabalhamos etc, é porque fizemos esta escolha e aí, temos que usar nossa liberdade com critério para fazer o que realmente nos convém.

      E é disso que o nosso blog fala. De critérios para viver a vida. Não somos um compêndio de regras e jamais seremos. Até porque, Cristo não o foi! Quando João e André foram procurá-lo para perguntar quem Ele era, receberam como resposta um: “Vinde e vede” e não um livro de regras para seguir.

      A Igreja sempre apostou e sempre vai apostar na liberdade do Homem. Mesmo que isso implique no risco de cair. Para isso existe o arrependimento e a confissão. Nosso blog segue a Igreja e sempre vai falar de todo e qualquer assunto, apostando na liberdade do homem.

    • Adriano Matos

      Allan, creio que o texto deixou bem claro como deve ser as atitudes dos católicos em relação às festas do mundo. Com o post aprendi que, avaliando a possibilidade de ir à uma balada sem ofender a Deus, então posso ir. Caso contrario, devo não ir.
      Podendo ir, me comportarei como Cristão Batizado.
      Se toda festa fosse proibida por lá acontecer coisas que desagradam a Deus, então eu não poderia ir para o meu trabalho, pois lá, muitas pessoas fazem o que desagradam a Deus. Então eu escolho em aderir essa forma de trabalhar ou permanecer Cristão Católico.
      Fui a uma festa de um amigo de Igreja, com os colegas do grupo de jovens dele e voltei para casa em menos de uma hora, pois achava que seria um ambiente agradável de se “badalar”, mas não foi.
      Outro dia fui a outra festinha para acompanhar minha noiva, mas tinha a impressão que seria uma baderna só, porém virei a noite dançando e me divertido com minha noiva e uns amigos dela. Paramos às 07 da manhã do outro dia.
      Não incentivo ninguém a ir para festas, mas se queres ir, seja prudente.

  • Emely

    Muito legal! Seu testemunho foi fundamental para a complementação da matéria e só veio confirmar que ser católico é bom demais, e que Deus, com todo o seu amor, nos deixa sempre livres em nossas escolhas…

  • Flávia

    Parabéns pelo post e também pelas respostas aos comentários. Esse blog tem sido pra mim uma referência importante. Sobre o tema, vejo que precisamos fortalecer nossa identidade católica (sem poluição protestante, por favor), e a partir disso, buscar discernimento para “saber apreciar retamente todas as coisas, segundo o mesmo espírito”. Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Onde estivermos, seja na noite, no trabalho, enfim, na vida, temos que filtrar o que é bom, belo e verdadeiro. Uso esse critério para frequentar os mais diversos ambientes. Gosto de sair para dançar, conversar, descobrir lugares e conhecer gente. Com o tempo e orientação espiritual, sinto que o “radar” vai ficando mais apurado para “pular fora das roubadas” e também para interceder (elegantemente, por favor) por aqueles que estão afastados de Deus e de si mesmos. Vejo que ser católica é uma coisa, e ser “catolicrente” (amei a expressão) é outra, e que o “neofariseísmo” é também uma cilada. Como diz São Paulo, a caridade, o amor, é a maior das virtudes. Bom fim de semana para todos, divirtam-se (com moderação)!

  • O interessante aqui é que não é porque muitos tenham opiniões diferentes que somos catolicrentes, isso é como se fosse uma ditadura de uma opinião. Ou não podemos discordar? Tenho uma opinião ao contrário, e isso se deve ao modo de vida que encaro, oração, silencio, jejum e etc, não acho errado “algumas danças e musicas”, mas prefiro ficar com este tipo de espiritualidade baseada nos santos. Eu acho que o termo balada … é algo que não nos cabe, concordo que dança não errado e nem algumas musicas, mas a ocasião, o lugar propriamente dito, com determinadas situações que há somente neste lugar, nos faz impróprios para estar lá. Enfim eu não discordei de você, o que não gostei foi o termo CATOLICRENTES, eis um direito meu discordar.

    • Mateus,
      É claro que pensar de modo diverso do nosso não faz de você um catolicrente! Não vista a carapuça tão rápido…
      O catolicrente, de modo algum, é aquele que segue uma vida regular de oração, silêncio, jejum, além de outros exemplos de mortificações praticados pelos santos. De modo algum! Louvo a Deus por quem opta por uma caminho pautado numa interpretação mais exigente do Doutrina do Evangelho. E assim, por exemplo, abre mão de bailes e danças, completamente.

      O problema – e isso é enganoso e pecaminoso – é quando apresentamos os nossos passos individuais de santificação como caminho obrigatório para todos os católicos. Muitos seguem os conselhos de São Paulo, e escolhem uma forma de vida cristã mais exigente: o celibato. E nem por isso saem por aí dizendo que quem se casa está pecando.

      Então, o catolicrente não é aquele que abraça um modo de vida mais ascético, mas sim aquele que entende que as suas mortificações específicas são obrigatórias e universais para todo católico. E quem não viver como ele, está pecando. Seria como São João Batista, que só comia gafanhotos, dizer que quem não segue a sua dieta está pecando.

  • Tariza Campos

    Agora com 36 anos percebo que a maturidade na fé é o que difere o modo como um cristão se relaciona com o mundo. Não são só as baladas que oferecem tentações. Quero lembrar que Jesus não venceu o mundo se afastando dele, ao contrário, Ele não fazia distinção entre pessoas, as amava e esse amor grandioso as salvava delas mesmas, dos seus pensamentos, atos e omissões. É mais fácil vencer as tentações do mundo se afastando, mas Deus quer de nós testemunhos de fortaleza e graça.
    Não sinta vergonha de rezar antes de ir para a balada, e que o Espírito Santo te ilumine a reconhecer o que lhe convém.

  • Cleodé Lúcio

    é meio como dizer posso ir a balada é só ser cristão lá, então posso ir ao inferno é só ser cristão lá, não cabe para a vida de santidade as baladas, para que eu dance e me divirta não preciso buscar as coisas do mundo, pois assim diz a palavra, adúlteros não sabeis que aquele que amigo do mundo torna-se inimigo de DEUS, (Tg 4,4). Eu posso dançar, mas porque não em um louvor, cristoteca ou coisa parecida.

    • Adriano Matos

      Bom dia, Cleodé!
      Eu não entendi o texto dessa forma. Entendi que precisamos avaliar os lugares que vamos (Não só baladas). Assim como convivemos no ambiente de trabalho e escolar sem aderir à forma de comportamento dos que estão a nossa volta, também devemos fazer nas festas. Existem festas que você pode ir sem deixar de ser Cristão. Já outras que devemos evitar.
      Eu evito a maioria.

  • Jeniffer Andrade

    Acredito que a consciência cristã é a melhor forma de “medir” o que se deve ou não fazer. Se somos cristãos e por livre e espontânea vontade queremos viver como tais, no fundo, no fundo sabemos o que é certo ou errado para nós. Acredito que não há mal em dançar e se divertir de forma saudável, mas é preciso ter cuidado em que local o estamos fazendo. Não nos esqueçamos que é uma grande graça poder evangelizar e se começamos a nos assemelhar muito com as pessoas do mundo, como o faremos? A radicalidade atrai!

    “Jeniffer, mas o que importa não é o que Deus pensa de mim?” Sim, mas como cristãos devemos no mínimo dar testemunho de Cristo, mostrar ao mundo a alegria de ser de Deus e muitas vezes as pessoas não querem saber se você está ou não se comportando, elas olham para onde você vai. Se você frequenta uma casa de shows famosa por rolar drogas e bebida, você será rotulado como um cristão que se embriaga e se droga. Infelizmente é assim.

    Antes da minha conversão, eu olhava para os jovens cristãos da comunidade a qual pertenço e via uma alegria e uma vida diferente, baseada na radicalidade. Tudo era diferente, a maneira de se portar, de vestir-se, os lugares onde frequentavam… Somos livres para escolher, mas tomemos cuidado para não nos tornarmos escravos de nossas próprias vontades a ponto de não poder abrir mão de certos divertimentos por causa de Cristo. Shalom!

  • André L. Brito

    Não discordo do seu post, mais acho que deve ter um grau muito avançado de santidade para ir para as festas que tu citou e não pecar. A ocasião do pecado creio eu que não está apenas na ação física, mas no que os olhos estão vendo, vendo o pecado por toda a parte, e certas festas o clima e tudo mais esta propicio a pecar, mesmo que não seja um com show de striptease. Eu mesmo não me encorajo tanto a ir em festas.

  • Deivison Souza

    Boa tarde,
    Esse post só veio para enriquecer o meu pensamento sobre o assunto. Muitas pessoas optam por seguir esse caminho “radical” rumo à Santidade, mas ditam regras e julgam os irmãos que não optam pelo mesmo caminho. “Esfregando” mil leituras bíblicas na cara das pessoas, como em Apocalipse 3: 15-16, “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente!
    Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te.”
    Então, não vejo radicalismo na forma como as pessoas usam esses versículos e muitos outros. Usam para julgar e esfregar na cara das outras pessoas a sua santidade como, mas como vaidade. Se realmente querem viver o evangelho com o radicalismo de que falam, devem seguir o evangelho inteiro com radicalismo. Lá em Mateus 7: 1-5, Jesus diz: “Não julgueis, e não sereis julgados.
    Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos.
    Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu?
    Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu?
    Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão.”

    Ninguém vai converter ninguém julgando e condenando seus atos, mas no fim é a solidão que espera pessoas que pensam assim. O maior ensinamento que Jesus nos deixou foi o amor e devemos colocá-lo em primeiro lugar.
    Devemos evitar situações de que para nós são situações de pecado: pessoas, lugares, etc.
    Não me sinto tentado ao pecado quando vou numa festa de forró (no interior do RN é a única opção que temos), não sinto vontade de beber todas e “passar o rodo” nas garotas. Não bebo e não passo o rodo e entro e saio dela mais feliz do que as pessoas que o fazem, não ofendi a mim e nem a ninguém e o mais importante é que não ofendi a Jesus. Estamos no mundo, mas não somos dele. Lá em Mateus 10:16 Jesus diz: “Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas.”
    Nós estamos no meio pra fazer a diferença e sou feliz sendo diferente e essa diferença deve ser mostrada aos outros. De que adianta eu me esconder nas igrejas e nos Grupos de Oração? Falar do amor de DEUS pra quem já é evangelizado é a coisa mais fácil do mundo. Devemos ir justamente onde as pessoas não buscam Jesus, devemos ir onde elas precisam e é isso que o Papa Francisco nos pede.
    No milagre das Bodas de Caná, Jesus estava numa festa e nem por isso ele se deixou contaminar pelo ambiente onde as pessoas se bebiam e acabavam se embriagando e nem por isso ele pecou e somos imagem e semelhança. Nós também podemos resistir ao pecado e não nos deixar levar.
    Como citado no artigo, a maturidade na caminhada é que nos mostrará se podemos resistir ou não. Não me sentia bem nas festas, pois sentia saudade da vida antiga e as festas me remetiam isso, mas hoje estou liberto e não vou numa festa de consciência tranquila.
    Obrigado pelo post.
    DEUS abençoe.

  • Me vem a pergunta: Católico não pode se divertir?

  • Pedro

    Eu até entendo você dizer que dá para ir em festas do mundo sem pecar, talvez isso possa ser verdade, mas para um homem isso é muito difícil, e ao se tratar de uma balada do mundo, posso afirmar que é praticamente impossível não ser tentado ou não cair em tentação. Todos sabem que o homem tem o olhar mais aguçado, e que as mulheres são mais vaidosas que os homens, é algo da natureza do homem e da mulher. Conclusão, não dá pra dizer que os católicos possam ir em festas e não pecarem, primeiro que ir em uma festa para evangelizar é uma coisa, exemplo, uma vez fui com uns amigos evangelizar na porta da uma festa e rezamos lá fora e tudo mais, claro que sem entrar na festa, segundo, ir em uma festa e se portar como cristão somente não é ser exemplo, é estar num ambiente mundano omitindo seus deveres de corrigir o irmão e ainda se colocar em ocasião de pecado pelo fato de ter pessoas totalmente mundanas no local. O fato é que as pessoas que dizem que é tranquilo ir em festas só se enganam porque na verdade não conseguem renunciar porque gostam muito de festas, e isso é algo ruim. Sigamos o exemplo dos santos que foram as pessoas mais felizes do mundo e não precisam frequentar nem estar com pessoas mundanas para isso. É como o padre diz na missa tradicional rezada por praticamente todos os santos: “Julga-me, ó Deus, e separa a minha causa duma gente não santa. Livra-me do homem iníquo e enganador.” Então logo existe uma separação, não dá pra conciliar santidade com festas mundanas.

  • uelton alves

    É simples. Aquele qe fez seu Encontro com o Verdadeiro Amor de Deus ele se completa com esse amor e morre para as coisas do mundo. Como católicos não podemos mais da essa desculpa SOU LUZ AONDE EU FOR VOU P BALADA E NÃO PECO! Mano é dificil quem frequenta uma balada ver uma mina praticamente pelada e não pecar. O Jovem que qer ser com Cristo não frequenta balada ele fica na frente com seu violão e biblia evangelizando aqueles qe estão p entrar na balada Falando VC É MAIS QE ISSO DEUS TE AMA!

  • Kaelison Miranda

    A posição da Igreja em relação as baladas jovens é corretíssima, pois não podemos julgar o outro se não o estamos acompanhando. Por outro lado, esta também pode ser uma metodologia para fazer com que outros jovens se acheguem à Igreja. “A Evangelização é possível em qualquer lugar!” Já evangelizei jovens amigos meus meus em festas e eles começaram a participar das missas aos domingos, uns até casaram e seguiram o caminho missionário. Por isso afirmo, não adianta querer radicalizar e dizer que “quem entra em balada já está condenado ao fogo do inferno’, isso é hipocrisia. Até mesmo Jesus participava de festas em seu tempo, mas, é claro, que Ele sabia quais locais era próprio para isso, o mesmo é preciso ser compreendido por nós Jovens Católicos. Se sabemos que precisamos frequentar locais decentes, então vamos frequentar somente locais decentes… na de boate de strip-tease, por exemplo. Somos todos e todas chamados a sermos santos, santos jovens, de calça jeans e tênis no pé.
    Axé, Auerê, Aleluia.

  • Lucas Salomão

    Igualmente não se acende uma candeia para colocá-la debaixo de um cesto. Ao contrário, coloca-se no velador e, assim, ilumina a todos os que estão na casa. Assim deixai a vossa luz resplandecer diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus. A Lei se cumpre em Cristo. (Mateus 5:15)

    Sou cristão e também trabalho como DJ em baladas de rap. Eu amo o rap e amo sair a noite, não pra praticar coisas do mundo, mas por gostar da noite e da lua. O pecado é muito forte e a tentação também, se não estivermos firmes no Espirito Santo, a carne ganhará e iremos ceder.

    Mas isso eu acho que é algo muito particular, e vai de estilo de cada um, tem gente que gosta e tem gente que nem música do mundo escuta… Então não tem como ter uma regra única para todos. Valeu !!

  • Fran

    Vivi, o que tu quer dizer com “inferninhos com show de striptease”?
    Festas muito lotadas? Ou aquelas em que as gurias se vestem como periguetes?

    • Fran, já viu o filme “Embalos de sábado à noite”? Então… inferninho com show de striptease é tipo aquela boate em que a personagem do John Travolta frequentava. Há danceterias que, literalmente, tem umas mulheres peladas dançando.

      • Fran

        Ah, ok! Não frequento essas! hahah
        Mas amei o post!! Uma pessoa que não evita as ocasiões de pecado pode estar pecando, mesmo que venialmente. Só que o conceito “ocasião de pecado” varia de pessoa para pessoa. Eu frequento baladas (depende a balada também), mas nunca entrei nessa de cair na bebedeira, nas drogas ou na pegação. Para mim, a expressão “ocasião de pecado” se refere mais aos restaurantes (sim, já confessei pecado de gula) do que às festas do mundo.
        E gente, daqui alguns meses estarei me mudando em função dos estudos, para a capital do meu estado. Mal sei fritar um ovo, obviamente vou precisar dos restaurantes. Eu vou lutar contra a gula, mesmo frequentando-os. 😀

        • Jami

          Embalados do sábado à noite não seria este vídeo? https://www.youtube.com/watch?v=RMcempYIpD4

          Mas não vi nada de tão errado nas roupas das mulheres ali… só a dancinha do cara achei meio ridícula, mas né hahaha

        • Luiz Antônio Pereira

          Acho que balada não é lugar para jovens católicos, não importa se a companhia que vai junto é boa, enquanto a companhia que espera lá é má. Esse ambiente é carregado de coisas nocivas ao jovem católico que quer levar uma vida o mínimo santa possível.

          Já sabe que lá tudo convida para o pecado, então, pra quê? Alguém morre se não ir a uma balada? Não existe outros meios de entretenimento e diversão mais compatíveis?

          • Fran

            Luiz, então só porque eu pequei por gula em restaurantes significa que nunca mais posso ir a nenhum? Quando morar sozinha, terei que aprender a cozinhar para poder comer? Como eu falei no comentário, eu nunca caí na bebedeira, nas drogas nem em qualqur outra coisa do tipo. Pequei mais em restaurantes e na escola (por fofocas, por exemplo) do que nas festas. Só porque os laboratórios farmacêuticos fabricam anticoncepcionais (muitos deles são abortivos) não significa que não possam produzir bons remédios para diabetes. Se as festas fossem más em si mesmas, certente um cardeal ou algum dos últimos papas (João Paulo II era muito atento à realidade dos jovens) teria deixado isso bem claro.

            Não é estranho que o YouCat (catecismo jovem) não condene as festas, em momento algum? Somos universitários, queremos comemorar nossas comquistas: festas dos calouros, 100 dias… Só isso. Não queremos (eu, pelo menos, não quero) sair colecionando pecados. Se divertir com responsabilidade NÃO É PECADO.

          • gustavo

            Meus parabéns Luiz antônio por sua postura. “a porta é estreita e poucos são os que entram”. não sou o melhor nem o mais santo, mas creio na santidade.

        • Luiz Antônio Pereira

          Fran, o pecado da gula não tem nada a ver com restaurantes. Se pesquisar o fim do Império Romano, vai entender o grande abismo que há nessa suposição.

          O caso dos medicamentos é uma analogia sem sentido.

          Veja bem que em baladas tudo feito para o pecado. O ambiente, o som, o clima, tudo arquitetado para prazeres que não condizem aos que sejam lícitos a jovens católicos.

          Não estou dizendo que é pecado ir em baladas, mas não vejo razão em um jovem católico ir a um lugar desses, que (julgo meu) foi feito para o pecado e não para o entretenimento.

          Esse lance de posar de santo em meio ao profano parece-me a historinha daquele casalzinho de jovens que toda noite parava em frente a um motel para rezar pelos perdidos que ali dentro se encontravam, até que um dia resolveram entrar, e …

          Mas como disse, a balada em si não é pecado, mas na minha opinião, totalmente desaconselhável para jovens católicos.

          • Fran

            Mas bah, achei um parágrafo no Catecismo que pode estar se referindo às baladas. E, vejam, não há proibição alguma!

            §2187 […] Os fiéis cuidarão, COM TEMPERANÇA E CARIDADE, de evitar os EXCESSOS E VIOLÊNCIAS causadas às vezes pelas diversões de massa. […]

            Balada pode ser considerada uma diversão de massa? Acredito que sim. Portanto, o Catecismo diz exatamente o que defende A Catequista: temperança e bom senso. Em nenhum momento proíbe as diversões de massa ou as considera más em si mesmas. Isso pode valer para festas, estádio de futebol, barzinhos, shows, entre outros.
            Como disse a Vivi em um post aí, “durmam com essa!”

        • Luiz Antônio Pereira

          Descobriu a pólvora?
          Mas creio sinceramente que os santos que escreveram o catecismo não pensavam nas baladas ao colocar “diversões de massa” no papel. Balada é tão inocente, né, é só mó passa mão; preparadas; drogas à reviria; pegação, coisas sem nenhuma nocividade, e se tenho bom senso, não há problema algum em eu – uma católica – estar nesse ambiente. E creio que, em se tratando de baladas como diversões de massa, o excesso é uma redundância, pois é disso que em grande parte depende o faturamento das casas.

          A livre interpretação, ou seja, conforme convier aos meus desejos. Para os adeptos de swing ou suruba, essas coisas são diversões, e pode ser considerada de massa, principalmente na segunda, logo, o catecismo abona o ato de católicos frequentarem esses locais, afinal, basta ter bom senso e temperança, e ir lá só tomar um drinkzinho ou refri.
          – ah, mas lá o local é para pecado mesmo!
          – oh, sim, as baladas não foram feitas para o pecado, é só para a diversão sadia.

          “Não vos moldeis ao mundo”.

          Em tempo, não mencionei a palavra “proibido” em nenhum momento, mas continuo irredutível na MINHA OPINIÃO que balada é algo totalmente desaconselhável para um jovem católico.

          Mas se é tão importante para sua vida, para seu crescimento como homem ou mulher, para sua existência, vá em baladas, oras! Não é pecado nem proibido, não é mesmo!

  • Fernando

    Como podemos saber se estamos maduros na fé? Não acha que qualquer criança se acha madura? Qualquer adolescente acha que sabe de tudo, não creio que dizer a eles que “se for e não cair em tentação, não tem problema!” seja o certo a se dizer. Acredito até que casas noturnas precisariam ser frequentadas somente por pessoas um pouco mais velhas (com 18 anos a maioria é criança), e ser proibida a venda de bebidas alcoólicas… talvez essa devesse ser uma de nossas lutas a favor da vida, pois pense bem, quantos são os casos de jovens que morrem nessas baladas sem ter nada a ver com a confusão em alguns casos? Quantos adolescentes dão o primeiro gole ou fumam seu primeiro baseado nessas festas? Gosto muito de vocês e admiro o trabalho informativo! “Que briguem as ideias e não as pessoas”.

  • Suellen Rodrigues

    Gostei muito do post, sempre fui católica e após completar meus 18 anos minha mãe me autorizou a sair para as baladas (aqui no Ceará,para um forró) fui por diversas vezes questionada por este hábito inadequado, já q desde os meus 17 anos participo ativamente de grupos na minha paróquia, minha mãe sempre confiou em mim, eu levava cmg o que aprendi com ela e principalmente o que Deus nos ensinou HONRAR PAI E MÃE(ou seja, não decepciona-la). Essa questão do amadurecimento da fé faz toda diferença, vc pode e deve ser cristão em qualquer lugar.

  • Suellen Rodrigues

    Completando o texto, hj sou casada, tenho 32 anos e graças a Deus continuo servindo na mesma paróquia. Foi uma fase bacana(nao fiz nada que me arrependesse), hj meu lazer não é mais dançar, ao longo dos anos a gente descobre outras formas de diversão. Deus sabe de tudo!!!

  • Mirella

    Olá!

    Salve Maria!

    Acho que o texto foi muito genérico na análise desse assunto. Primeiramente, quando pensamos em festas, acho que uma palavra que cairia bem para o cristão é “temperança”. Quando sito a virtude, refiro ao contato prolongado com as festas. Não vejo mal algum em ir uma vez ou outra para um bar, uma casa de show, etc. Desde que tenha-se uma análise de sua frequência, buscando evitar excessos, não excedendo horários, priorizando a responsabilidade do outro dia (acordar duas horas da tarde do outro dia não é algo muito ordenado, na minha concepção). O Filotéia, sitado no texto, tem alguns capítulos fantásticos que falam sobre isso, é muito importante que meditemos nossas ações como católicos, de forma que não excedamos em nada e permaneçamos com consciência tranquila. Pontos a se meditar antes de ir a esses lugares, seriam sobre a fragilidade da vida, como existem pessoas sofrendo ao mesmo tempo que estamos nessa festa, como existem religiosos vivendo uma rotina rigorosa de oração pela salvação de nossas almas, etc. Não para tirar nosso divertimento, mas com sentido de fazermos tudo sem perder a consciência de que estamos na presença de Nosso Senhor constantemente e seremos cobrados por cada segundo que passamos na terra. Acho que é sempre bom acrescentar isso e não deixar o texto “frouxo” para más interpretações… Sem puritanismos, mas conscientes!

  • Gabriela A.

    Olá, achei interessante a reflexão, porém ainda tenho dúvidas…
    Bem, o fato é que aos poucos eu venho percebendo que a minha fé vêem amadurecendo, e logo assim que a gente se converte, geralmente tomamos posições mais extremistas e tudo parece que vira coisa do capiroto. Mas com o caminhar da fé, vamos aprendendo a enxergar melhor as coisas, e a vida de oração parece que se torna menos sentimentalista e mais decisiva e um tanto mais racional também eu diria…
    Então, no princípio, eu desprezava totalmente a possibilidade de qualquer divertimento, porque tudo me parecia deveras pecaminoso. Atualmente não vejo mais as coisas dessa forma, mas reconheço melhor as situações que me levam mais facilmente a pecar. Tipo, nem toda música “do mundo” me leva à pecar, hoje minha playlist tem tanto músicas católicas quanto algumas seculares; nesse caso basta prestar atenção na letra, no contexto, e também tomar cuidado com ritmos muito depressivos, porque não faz bem… O mesmo critério eu uso para assistir tv ( eu particularmente evito toda a programação da Globo, pois ainda que haja um programa bom, existem os péssimos comerciais das demais programações e não quero dar ibope pra eles… mas os demais canais, eu curto assistir algo de culinária, algo sobre moda, algo sobre cultura, esporte, notícias etc.)
    Agora, com relação às festas, eu ainda tenho muita dúvida… estou na metade da faculdade, e fui à duas festas da minha turma pela primeira vez no ano passado. Algumas amigas não acreditam como eu consigo não ir nas festas!Pois bem, na primeira eu não dancei absolutamente nada, só fiquei zanzando pela festa e comendo pra caramba, e também achando ridículo a galera ficando bêbada até desmaiar e passar mal (foi péssimo ver a turma praticamente inteira nesse estado, o que tem de divertido nisso? sério..). Achei que me diverti bastante mesmo sem beber ou dançar.. só comendo, conversando e rindo com as amigas. Já na segunda festa, me insistiram pra dançar e eu fui. Foi legal, mas o problema é que você escolhe resolver ir dançar em uma música do tipo “Flor”(Jorge Matheus), que não tem nada de maldoso na letra, dancei com um colega que me convidou, e então do nada muda pra “gatinha assanhada”, e você já está ali dançando e fica chato parar do nada… se eu fosse escolher cada música eu ia ter que ficar entrando e saindo que nem doida da pista de dança… então como ser Cristão dançando numa festa se a maioria das músicas são péssimas? A maioria é sensual, as letras são sobre a distorção do amor, do sexo, e algumas até mesmo ofendem a nossa fé.. Como dançar numa festa e não pecar?

    • Luiz Antônio Pereira

      Gabriela, se você está em uma festa que ocorre a possibilidade de intercalação de músicas “honestas” de músicas “pagãs”, acho que deve abster-se por completo de dançar nessa festa, para não acontecer o que você falou, de ter que ficar saindo e entrando na pista toda hora, criando uma situação estranha. Essa ronda pela entre a pista e a mesa uma hora pode acabar cansando e você se decidir por ficar na pista, ainda mais se houver pressões de “amiguinhas”.

      Mas avalie o quanto é importante para você dançar numa festa. Se não é algo que você tem muito apreço, que não seja um hobbie, uma lazer realmente importante para você, será fácil abster-se.

      Eu prefiro comer e cair fora, rsrs.

      • Gabriela A.

        Pois é, nesse caso, acho que também prefiro comer e cair fora… eu me senti muito mal depois de ter que dançar “gatinha assanhada” com meu colega de classe… depois dessa acho que na próxima festa vou ficar só andando pela festa e conversando e depois ir embora… ou me decidir por dançar só uma música mesmo (se essa for honesta, claro), só para descontrair um pouco.
        Acho que as baladas realmente não favorecem um jovem Cristão, tendo em vista as péssimas músicas da moda. Minhas colegas da PJ chegaram a dançar “show das poderozas” na reunião e na festa julina da igreja…música que estão acostumadas a dançar nas baladas, e elas sempre dizem “que não tem nada a ver… o importante é você ser cristão em qualquer lugar” enfim, acho que esse post acaba abrindo uma brecha pra galera que pensa assim, porque acho que não ficou muito clara a questão dos estilos de dança nem as letras das músicas que são geralmente tocadas nessas festas.

        Eu evito ir nas chopadas da faculdade, porque são festas mais abertas à todo público, e o pessoal possui como objetivo definido dessa festa a “pegação”, e jamais iria em uma rave, ou Boate… acho que o ideal é também saber selecionar as festas;
        também uma amiga evangélica me deu um conselho que acho bem válido: é bom você saber a hora de partir, porque conforme vai ficando mais tarde, a festa geralmente vai ficando pior, as pessoas vão ficando cada vez mais fora de si, e o ambiente se torna insuportável… pude perceber que isso é verdade! Então, para não deixar de confraternizar com a minha turma, eu achei melhor participar somente das nossas festas fechadas, e ir embora assim que a galera começar a ficar meio estranha.
        Obrigada pela resposta Luis!

        • Luiz Antônio Pereira

          De nada, Gabriela!
          E gostaria de atentar para algo: festa e balada não são sinônimos. Baladas (danceterias, raves) eu desaconselho para jovens católicos, pois creio que a grande maioria é feita para prazeres ilícitos a jovens católicos (drogas, sexo, etc). Estando em uma balada, de certa forma o jovem católico apoia aquilo tudo, e está inclusive patrocinando com seu ingresso.

          Já festas são diferentes, têm outro apelo, apesar de algumas se afastarem demais daquilo que seja saudável, mas nem se compara com uma balada, porém, festas de acadêmicos se equiparam a baladas, pois há intenções semelhantes. É minha opinião.

          Fica em paz!

  • Roberto

    E por que tu coloca como exemplo os últimos papas, que não eram e nem são exemplos de papas realmente católicos? Por que não indica como exemplo o PIO X?

    • Gabriela A.

      aff… como um Papa pode não ser realmente Católico, que bobeira ¬¬

    • Luiz Antônio Pereira

      Eu admiro muito o Papa Pio X, só não o acho melhor que Bento XVI. Admiro algum posicionamento do pessoal da FSSPX, mas discordo veementemente de que a Sé Apostólica está com sede vacante após o Concílio Ecumênico Vaticano II.

      Às vezes quem quer ser muito conservador, acaba sendo herege e apóstata, à revelia do que dizem defender. Cuidado!

  • Gabriela A.

    Ah outra dúvida que eu tenho é sobre como praticar esportes com modéstia… já existe um post assim?

  • gustavo

    Bom,discordo em parte do artigo, pois imagino como alguém que teve um encontro com Deus consegue se divertir em um ambiente onde o tipo de musica, letra,deturpam todos os valores morais e cristãos?e como se divertir em um lugar onde vejo o meu próximo se destruindo no álcool,drogas,sexo,violência,(quantos já vimos morrer em meio a esses ambientes na sua grande maioria hostis) sem isto me incomodar? perdoe-me a sinceridade, mas há muita hipocrisia por trás disso tudo, “amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo”. se não me incomoda testemunhar os absurdos que acontecem neste meio, me desculpem não estou pensando em Deus,mas na minha alegria e que o outro se dane. absurdo certos conceitos e filosofias baratas. Não destruas a obra de Deus por questão de comida. “Todas as coisas, em verdade, são puras, mas o que é mau para um homem é o fato de comer provocando um escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem outra coisa que para teu irmão possa ser uma ocasião de queda” Rom.14,20-21. Eu posso ate ir e me comportar, mas quem me vê só dirá se ele pode eu posso, posso tomar um cerveja em publico, mas dirão ele bebe! se ele pode eu posso, “tudo posso mas nem tudo me convêm”1cor.6,12.

    • “…e como se divertir em um lugar onde vejo o meu próximo se destruindo no álcool,drogas,sexo,violência…” Esse tipo de generalização é que dificulta o entendimento sobre o tema. Nem toda festa, nem toda balada possui essas características infernais. A maioria das baladas é assim? É, pode ser. Todas são assim? Não, nem todas.

      Então, em vez de entregar ao jovem um manual duro e inflexível de “pode” / “não pode”, a Igreja, bem diferente dos hereges puritanos, dá ao jovem católico os critérios de discernimento. Assim, em vez de seguir regras fixas sobre as mais minunciosas questões morais, somos obrigados a usar a inteligência e o senso de prudência. Talvez seja um caminho mais difícil do que o proposto pelos puritanos moralistas, mas certamente é mais feliz, mais livre e mais consciente.

  • maykon colman

    Não tenho duvida de como seguir nosso catolicismo, pois bem sei o que temos que buscar para nossa edificação. Mas fica aqui uma parabenização por esta linda mensagem de seguimento, e de vigilância que nossa juventude precisa ver. muito linda esta mensagem
    e Deus continue sempre abençoando esta obra evangelizadora. Muito obrigado pela tua coragem de anunciar o evangelho.

  • Josué Santos

    Eu gostei muito do post, me fez lembrar algumas coisas que já sabia e me ajudou a reforçar algumas outras. Vou a festas e sei que “Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine.
    1 Coríntios 6:12.
    E eu também fico com a opinião dos santos.
    Precisamos de santos que vivam no mundo, que se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
    São João Paulo II.
    Paz e bem a todos 🙂

  • mariana

    Galeraaa ninguém nunca evangelizou na balada?
    Tenho um testemunho eu encontrei um rapaz na balada ele não acreditava em religião dizia crer em deus mas não participava de nenhuma igreja…..
    fiz a proposta dele ir ao
    nosso grupo de oração jovem ele questionou argumentou n curtiu clarooo ….mas abordei que ele fosse no grupo não pela igreja mas sim pelo encontro com deus se ele quisese
    No dia seguinte domingo lá estava o pia no grupo. Isso tem mais de um ano hoje ele é servo ….
    IDE e vazei discípulos pregar onde todos querem te ouvir é fácil, converter corações fechados é digno….
    O jovem pode sim ser o cristão maduro e utilizar sua fé e razão para se divertir, e surpreender algumas vezes jája ouvi …. ” VC e suas amigas são da igreja ? Como assim vcs são tão legais!!! ” quem flo q quem esta na cinhada de Jesus precisa deixar de ser e se divertir muitos c afastam por isso infelizmente por favor quebros este tabu.
    Ótimo post catequista

  • Vandão Alencar

    Esse blog é simplesmente d+!!! amo cada postagem deste blog, e sempre leio tudo q diz respeito a este tipo de assunto. Sou catolico, catequista, amo festa, balada, carnaval (blocos de rua), curtição em geral ou os chamados “furduncinhos”. Nunca neguei minha fé, ando com pessoas q são cristãs e não cristãs, nunca fui influenciado por nenhuma delas a fazer qqer coisa q vai contra aquilo que prego para as crianças da catequese. Acho q tudo vai da consciencia de cada um e do quanto cada um se sente, enquanto cristão, em fazer o certo ou o errado. ninguém precisa estar acompanhado pra fazer uma “M”, basta uma mente ociosa pra se fazer a ocasião. A palavra de ordem é “Vigilancia” para q tudo corra bem. Sucesso pros editores do blog, mto obrigado por cada informação aki postada, Deus abençoe e guarde cada um em particular que segue este luzeiro informativo!!!

  • Amarildo

    Este post reflete um pensamento que sempre defendi nos dezessete anos que participo ativamente da Igreja, muitos deles trabalhando com jovens (até porque entrei com 17 anos).

    Respeito o poscionamento de quem acha que só alcançará a santidade se mantendo afastado de qualquer coisa “do mundo”, ou quem sustenta que é possível o católico frequentar “baladas santas” (Cristoteca, etc.), sem precisar frequentar outro tipo de balada.

    Entretanto, tenho pra mim que isso é viver em uma redoma de vidro, isolado de quem realmente precisa do nosso testemunho. É óbvio que, em um retiro, no grupo de jovens na Igreja ou em um lugar como a Cristoteca, é mais fácil manter a santidade, já há vários “filtros” para que não sejamos tentados. Entendo ser importante mostrarmos que é possível, mesmo com tantos “incentivos” externos, se manter afastado das “orgias, bebedeiras, devassidão e libertinagem” (Cf. Rm 13, 13) e se divertir, seja com amigos católicos ou não-católicos.

    No meu caso, durante muito tempo frequentei baladas, mas nunca bebi, me droguei, nem fiquei de pegação…sempre gostei de dançar e de apreciar boa música, ainda que secular. Consegui fazer com que muitos de meus amigos não-católicos refletissem sobre isso e creio ter ajudado a, pelo menos, fazerem com que eles tomassem cuidado com os excessos.

    Não podemos esquecer que o primeiro milagre de Jesus foi em uma festa!!!

    A paz

  • Thalita

    Gosto muito de dançar e tento não expor o meu corpo, mas se por acaso eu estiver dançando e algum cara olhar para mim, não estarei pecando?
    o melhor não seria, não dançar para não fazer o outro pecar?

    • Kaline Alckmin

      O melhor mesmo seria nem ir em baladas. Nem tudo me convém, sabe! Se o lugar é um antro de pecados, não imagino como um cristão possa se sentir bem ali, mesmo que “não pecando”

  • uma balada com musicas religiosa é muito bom , pois eu ja participei de uma balada com musicas religiosa e não tive essa questão da pecar …. sede santo como meu pai do céu é santo ( edinilson assis … face. whatsapp . 08494937347 )

  • Ana Carolina

    Tudo me é permitido mais nem tudo me convêm.
    Primeiro façamos uma pergunta a nos mesmo.
    Será que Jesus frequentaria este local?
    Será que Maria Santissima frequentaria este local?
    Um local que talvez você não vá com a intenção de pecar, mais muitos que estão la sim.
    Imagina você mulher ser objeto de pecado para outra pessoa, e você homem?
    Aos olhos de muito pode ser um pouco radical.
    Mais quando se tem o encontro com o verdadeiro Jesus, ele supri as carências do nosso coração, se precisamos ir para a balada para não ficar estressado, só nos basta dobrar o joelhos e clamar e nossas forças são renovadas.

    Quando se conhece a Deus tudo muda, nada mais do mundo faz sentido..

    Talvez alguns aqui vieram a procurar uma publicação positiva para apoiar aquilo que você acha que convem para si mesmo.
    Mais tomem cuidado, nunca foi pecado ir numa balada, mais você se perder..

  • Jaildson Andrade

    Poxa vida, são tantas coisas interessante que quase não dá pra falar muita coisa a respeito.. Mas eu simplismente vejo algo disfarçado de cristão, depois que me converti eu abandonei o mundo, como diz São Paulo em 1 Coríntios 10,21-22,
    Eu hoje só comungo do cálice de Cristo, eu danço sim nos grupos,me diverti nas festas que é organizada pela igreja.. Mas ir à um show mundano eu não vou,pois ali se encontra as ocasiões de pecado,ale está o pecado não digo os pecadores pq muitos vão querer dizer é até já pensaram em dizer que Jesus andava no meio dos pecadores, isso não tem nada haver… Eu digo pelo seguinte,seria o mesmo passear numa boca de fumo!! Eu sei o que tem lá,sei que aquelas pessoas tem a mente fechada, então o que vou fazer lá?? Assim também penso sobre as festas mundanas, como eu vou a um show sertanejo onde o cantor canta músicas que falam sobre sexo,mas ela está disfarçada, e meio que uma mensagem subliminar, onde o sexo está com o nome de “tche, tcherere, tche, tche”?? Eu sei que ele tá falando sobre o sexo,mas o sexo como um pecado, pois sexo dentro do matrimônio é sagrado… Eu né consigo me ver em um show do Gustavo Lima,Jorge e Mateus e outros famosos, sabendo que as músicas deles falam de traição,bebida,sexo,droga ou outras coisas, eu não consigo…

  • Eruann

    Sair pro cinema na sexta-feira santa, é pecado?

  • Juliana

    Vcs me fazem ser mais de Deus. Gratidão!

  • Diego Corrêa

    Eu entendi perfeitamente o post, já fui mais legalista condenando tudo e todos, só que entendo diante de todos os riscos que se corre, principalmente nós homens por conta das moças que não fazem uso da modéstia (não vamos ser hipócritas), fora as músicas indecentes que entram pelos nossos ouvidos, devastando toda moral que aprendemos na palavra, vejo que diante disso tudo era oportuno que todos evitassem tais práticas e quem evita tome pra si tais virtudes sem condenar quem não faz porque ai nos tornamos fariseus, e o Senhor não se agrada disso. Tenho 24 anos e comecei muito cedo me livrar disso tudo então digamos que me “diverti” pouco, mas louvo a Deus pois me sinto mais perto dEle, adquiri tais virtudes, mas também o legalismo que precisei lidar com isso. Gosto de dançar e aproveito quando tem esses bailes com bandas católicas que tocam músicas que da pra dançar dois. Por tudo Deus seja louvado!

    • Luiz Antônio Pereira

      O problema não é esse, o problema é o apelo a isso, como pareceu o post. E a coisa é bem simples: não é pecado ir, beleza, pronto. Não precisa matérias e artigos mostrando como as baladas são gostosinhas e salutar a um jovem católico.

      • Diego Corrêa

        Mas irmão ir em festas em si não é pecado, beber não é pecado e sim a embriaguez não temos base bíblica nenhuma pra afirmar tal coisa, temos sim é que ver se expomos a nossa alma em risco, ou somos motivo de escândalo para nosso irmão assim como diz São Paulo em Rm 10. Enfim o post deixa a liberdade, agora eu reafirmo era melhor que todos se abstivessem de tais práticas. Por tudo Deus seja louvado.

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