iPadres: a maçã continua sendo o fruto proibido?

Morde a maçã, Povo Catolicooooo!!!!

A leitora Marilia Barros enviou a mensagem abaixo, relatando que alguns padres modernosos estão introduzindo uma nova modinha nas celebrações: usar tablets no lugar dos Livros Litúrgicos. Muitcho muderno, não é?  Os padres estão definitivamente antenados com as novidades tecnológicas…  Mas, será que pode?

“Olá Catequistas!! Tudo bem?? Sou catequista aqui em Maceió – AL e tento acompanhar sempre o blog… Há algum tempo tem uma moda que está me deixando curiosa e intrigada… Missas celebradas com tablets.  Essa moda já chegou por aí? Será que vai pegar? O que vocês acham disso??

É errado?? Muitas perguntas hein?? Será que minha dúvida vira um post!!?? hauhauhuahua

Obrigada! Felicidades!!!”

Marília Barros

Viu Marília?  Virou post mesmo!  Obrigado pela colaboração!

Começando a responder a sua pergunta… jáaaaa… a moda já chegou por aqui!  O Youcat demorou um ano, mas a ondinha de celebrar com o iPad foi rápida.

Mas e aí????  Devemos aplaudir a modernidade ou nos armar de foices e tochas pra resolver a situação?  Bem… aplaudir não rola, já que o bonito mesmo seria usar os Livros Litúrgicos e pronto.

Mas muita calma nessa hora… guardem as tochas!!!  Não vamos encontrar nenhum documento da Igreja falando sobre tablets, mas podemos fazer uma analogia: já que usamos amplamente o famoso folhetinho da Missa pra simplificar a vida, porque um tablet não poderia?  Afinal, só estamos substituindo o papel por um trambolho eletrônico, que executa exatamente a mesma função.  Se um pode, o outro pode também.

Tudo resolvido então?  Não ainda…  Vamos considerar 3 questõezinhas antes de entrar na Igreja com cacarecos eletrônicos na mão:

1 – ADEQUAÇÃO: será que alguém que vai pedir doações no meio da Missa (a famosa cestinha) deveria estar ostentando desnecessariamente (afinal temos os folhetinhos… necessário não é) algo inacessível para a maioria da população, justamente por causa do preço?  Pode ser que em alguns lugares mais abastados passe até desapercebido, mas em outros certamente vai chamar mais atenção do que Cristo, que é o verdadeiro sentido da Missa!

Veja bem… não estou dizendo que padres não devem ter tablets! Estou chamando atenção para duas coisas: a atitude de ostentação e o desvio da atenção na Missa!  Uma coisa é o padre chegar de carro na paróquia… outra é chegar de Ferrari.

2 – DISTRAÇÃO: um tablet também pode ser um excelente meio de fuga para aquele diácono ou padre concelebrante que não está muito a fim de prestar atenção na homilia… afinal, a internet está ali, ao alcance dos dedos! E o altar não é o melhor lugar pra conferir as novidades dO Catequista! Pra que dar mole pra tentação?

3 – CONHECIMENTO DOS LIVROS: esse é o mais grave de todos!!!! Se o padre está se escondendo atrás de um tablet por falta de habilidade ou paciência com os Livros Litúrgicos, temos um problema seríssimo!  Nem falo nada…

Enfim, povo católico, cá entre nós: não há nenhum motivo pra alguém usar tablets na Missa, já que o papel é muito mais leve e conveniente.  Maaaaaass, porém e contudo… não há porque demonizá-los, uma vez que exercem a mesmíssima função dos folhetos! Basta pesar bem as questões colocadas acima.

Com criatividade, cuidado e muito respeito, dá pra aproveitar bem as novas tecnologias e colocá-las a serviço do que realmente interessa: Cristo e o Seu povo.

Abraços!

58 comments to iPadres: a maçã continua sendo o fruto proibido?

  • ALERTA GERAL NO CATEQUISTA: ALEXANDRE DESCONSIDERA O PEDIDO DA CNBB EM NÃO USAR OS APARELHOS ELETRÔNICOS.

    Alê, a comissão Litúrgica da CNBB já pediu que não se substitua jamais os Missal, o Lecionário e a Sagrada Escritura em papel pelos mesmo livros na forma digitalizada, neste aspecto tenho que admitir que nossa conferência episcopal meio, digamos, lerda, acertou porque o ambiente do Santo Sacrifício não deve comportar um aparelho eletrônico como instrumento dele.

    Da mesma forma, nunca eu imaginaria o Santo Padre celebrar uma Missa usando um tablet, não é o local pra mexer nisso muito menos usá-lo na Liturgia; o argumento que você usou faz sentido mas não tem razão porque nós sabemos que antes de se inventarem coisas na Missa, primeiro se precisa da aceitação da Santa Sé e como bons e zelosos católicos não devemos pensar “tudo o que não foi ainda condenado é permitido”, para mim indubitavelmente no Calvário de Nosso Senhor não caberia um tablet em hipótese alguma.

    • Cadu,

      O documento que conheço da CNBB sobre o uso de aparelhos eletrônicos se restringe a um parecer sobre o projetor multimídia:
      “CNBB: O USO DO PROJETOR MULTIMÍDIA NA LITURGIA – Elementos para reflexão”
      “http://www.arquidiocesebh.org.br/vicariato/2010/05/14/cnbb-o-uso-do-projetor-multimidia-na-liturgia-elementos-para-reflexao/

      Não fala nada sobre outros aparelhos, nem tampouco sobre IPad.
      É a esse documento que vc estava se referindo, outro tem outro mais específico, falando de outros aparelhos eletrônicos?

      • O documento falava sobre os aparelhos digitais (tablets, iPads, iPhones) não lembro onde li mas não era sobre os projetores posso garantir.

        • Cadu,
          Achei um texto com declarações de um teólogo do Vaticano, membro do Pontifício Conselho das Comunicações. Seria este?

          http://cnbbleste1.org.br/2012/08/vaticano-explica-o-por-que-ipads-e-smartphones-nao-podem-substituir-missal-na-liturgia/

          O parecer não é da CNBB, foi apenas divulgado pelo Regional Leste 1 da CNBB.

          • Sim esse mesmo, mas eu errei, não foi a CNBB foi a Conferência Episcopal da Nova Zelândia, aqui tá o documento:

            “CONFERÊNCIA EPISCOPAL DA NOVA ZELÂNDIA

            30 de Abril de 2012

            Caríssimos sacerdotes,

            desde a publicação do Missal Romano para uso na Nova Zelândia, temos recebido algumas questões sobre o uso de iPads ou outros tablets, e-readers e telefones celulares por sacerdotes, ao invés do Missal, durante a Missa e outras liturgias.
            Os bispos consideraram cuidadosamente este assunto e analisaram o que passa em outros países.
            Todas as culturas religiosas [N.T.: todas as fés, no original] possuem livros sagrados que são reservados para aqueles rituais e atividades que estão no coração dessas mesmas culturas [N.T.: fés, no original]. A Igreja Católica não é diferente, e o Missal Romano é um dos nossos livros sagrados. Sua forma física é um indicativo de seu papel especial em nosso culto.
            O Missal é reservado para o uso na liturgia da Igreja. IPads e outros disposivitos eletrônicos têm uma variedade de usos, por exemplo: jogar, navegar na internet, assistir vídeos e ler e-mails. Isto basta para tornar seu uso inadequado na liturgia.
            A Conferência Episcopal da Nova Zelândia tomou a seguinte decisão sobre o uso de dispositivos eletrônicos no lugar do Missal. Esta decisão aplica-se a todos os sacerdotes nas dioceses da Nova Zelândia:

            Com a publicação do Missal Romano surgiu um [grande] número de aplicativos com o Missal para iPad e outros tablets, telefones celulares e e-readers.
            Enquanto estes aplicativos são excelentes para propósito de estudo, o iPad (e seus equivalentes), e-readers e telefones celulares não devem ser usados pelo sacerdote na liturgia.
            Somente a cópia oficial impressa do Missal Romano pode ser usada na Missa e nas outras liturgias da Igreja.

            +John Dew
            Arcebispo de Wellington
            Presidente

            +Patrick Dunn
            Bispo de Auckland
            Secretário

            +Denis Browne
            Bispo de Hamilton

            +Colin Campbell
            Bispo de Dunedin

            +Charles Drennan
            Bispo de Palmerston North

            +Barry Jones
            Bispo de Christchurch

            +Peter Cullinane
            Bispo Emérito de Palmerston North”

  • Cadu… a CNBB já se pronunciou sobre eletrônicos na liturgia, mas estava falando precisamente de PROJETORES (algumas paróquias o utilizavam no lugar dos folhetos) e a justificativa era a que chamavam atenção demais e tiravam a centralidade da Missa.

    Outro ponto: o post é bem claro em relação a isso. Não discordamos jamais de que os Livros Litúrgicos não devem ser substituídos por nada… mas… já que os Livros Litúrgicos quase caíram em desuso, sendo substituídos por folhetos… tanto faz se o meio é papel, plástico ou alumínio…

    • “O presbítero [Padre Antônio Spadaro, membro do Pontifício Conselho para as Comunicações que segundo o artigo é conhecido como ciberteológo do Vaticano] explicou que ‘é inimaginável que se leve em procissão um iPad ou um computador portátil, ou que em uma liturgia um monitor seja solenemente incensado e beijado’, e portanto, ‘a liturgia, é o baluarte de resistência da relação texto-página contra a volatilização do texto desencarnado de uma página de tinta; o contexto no qual, a página permanece como o ‘corpo’ de um texto’.”

      FONTE: http://jigarodrigues.wordpress.com/2012/08/10/sacerdote-explica-por-que-os-ipads-smartphones-e-tablets-nao-podem-substituir-o-missal-romano-na-liturgia/

      • Peraí… tá faltando muito bom senso nessa discussão toda. O post fala sobre tablets usados como se fossem o FOLHETO da Missa. Alguém já viu um padre incensando ou beijando um folheto???? Essa é a discussão! Vou repetir: não é pra substituir o Livro Litúrgico! Se você vai fazer uma celebração com turíbulo (para incensar), o livro não é mais um instrumento para ler os textos da Missa… passa a representar a Palavra de Deus!

        Pensem nos tablets substituindo o FOLHETO. Ponto final.

        • Alê, a função do tablet nesta circunstância seria a de uma dignidade “similar” ao das Escrituras pois ali estaria contida a Palavra a ser proclamada, portanto a crítica é sim procedente.

          O ambiente do Sacrifício de Nosso Senhor não comporta essa ideia, daqui a pouco vão digitalizar as velas e colocar tablets mostrando velas virtuais no altar… Não precisamos de nada disso.

          • Cadu,
            Você não entendeu a questão, leia de novo o post. Primeiro vc foi afobado dizendo que tinha certeza a CNBB havia proibido tablets, quando na verdade era a Conferência dos bispos da Nova Zelândia, com a qual não temos nada a ver.
            Pare, pense e entenda: estamos falando do caso de tablets substituindo os FOLHETOS da missa, já amplamente utilizados, e não substituindo os Livros Litúrgicos, que são sempre o ideal.
            O peso e o significado disso é bem diverso.

          • Vivi, eu compreendi a opinião de vocês mas não corcordo com ela em hipótese alguma: o ambiente do Sacrifício de Cristo não comporta o uso dos aparelhos eletrônicos em nada, tenho certeza que no Vaticano jamais se permitiria que os livrinhos fossem digitais.

          • “…o ambiente do Sacrifício de Cristo não comporta o uso dos aparelhos eletrônicos em nada…”
            Então não podemos usar microfone e caixas de som nas missas? Nem teclado eletrônico, ventilador, ar condicionado…

          • Vivi, você entendeu o que eu quis dizer. Os folhetos são partes intrigantes do culto oficial (a Liturgia) e portanto para mim não tem nada a ver, é muito mais “insertivo” na história da Liturgia em XX séculos o uso do papel.

          • Cadu. A dignidade da Palavra está no Livro Litúrgico. O correto é usá-lo. Em determinadas circunstâncias, pode-se usar outra coisa no lugar para facilitar. Tanto é assim, que o Missal é amplamente substituído por folhetos, apostilas, folhas soltas, etc.

            Você seria coerente em não aceitar nenhuma substituição ao Missal, mas não faz nenhum sentido defender que o folheto tenha alguma dignidade superior… ele é sumariamente rasgado e jogado no lixo depois da celebração.

            Você está discutindo apenas materiais. Literalmente opondo um pedaço de papel qualquer (não um Livro Liturgico) a um aparelho de alumínio. Tanto faz!

            E repetindo o que A Catequista disse, rejeitar os eletrônicos é quase impossível uma vez que já os utilizamos amplamente em diversos pontos da Liturgia.

            Seguindo o seu raciocínio, Bençãos e Missas pela televisão não valem… Mas até o Papa celebra…

          • A benção é um sacramental, sacramentais podem ser recebidos à distância; o folheto é parte da Liturgia e é bem verdade que fazemos mau uso dele, mas na minha opinião não cabe no ambiente do sacrifício algo assim.

          • Ian VR

            Pelo o que eu sei, o Padre não pode utilizar o folheto. Nem nas leituras, nem na Oração Eucarística, nem em nada. Folheto é para a assembleia.

  • Weber

    Eu conheço um padre, muito santo por sinal, que utiliza um notebook no lugar dos livros liturgicos (ele é um pouco mais antigo, hehehe) e o motivo é muito simples, ele já está quase cego e com o notebook ele coloca fonte 72 (não estou brincando) o que facilita a celebração.

  • Poderiam me indicar qual documento da CNBB trata dos eletrônicos na liturgia? Na paróquia que participo usam o datashow para projetar as letras da música e SOMENTE ISSO! Não há jornalzinho para o povo acompanhar o rito, nem mesmo para acompanhar as leituras. Sinto muita falta, pois na minha cidade natal sempre se usou os jornalzinhos. E caso, o Padre esteja em erro agindo dessa forma, gostaria de saber a quem devo recorrer para que seja resolvido o problema?

    • Oi Elder, A Catequista colocou o link para o documento na resposta para o Cadu, um pouco acima!

      Adianto que a CNBB condena o uso dos projetores na Missa justamente porque o povo olha mais pra projeção do que pra Cristo…

      Mas aproveitando que você perguntou se o seu pároco está errado… ERRADO não está. A CNBB condenou, mas o seu pároco tem que obedecer somente ao seu Bispo. Oficialmente o Vaticano não se pronunciou sobre o assunto e usa telões a torto e a direito nas grandes celebrações, justamente por serem muito grandes.

      Ou seja, ainda não há uma regra claramente estabelecida. Portanto, talvez o melhor seja avaliar a necessidade do uso do projetor junto com o seu pároco.

  • Gente… só pra deixar uma coisa clara. A CNBB não dita regras. Ela somente faz recomendações, que podem ser ou não aplicadas pelos Bispos locais.

  • Eu desconsidero tudo ou quase tudo que a CNBB faz, não quero ir para o inferno, mas concordo com a proibição de tablets.

  • Caríssimo Catequista, também sou de Alagoas, assim como a leitora que levantou a questão, e venho aqui apenas para esclarecer… O padre ao qual ela se refere não substuiu o Missal, ou qualquer livro litúrgico, pelo tablet. Inclusive, indaguei-lhe sobre isso, e ele me respondeu que utiliza o aparelho apenas como um subsídio para a homilia, visto que consulta diversas traduções da bíblia (inclusive com os textos em hebráico, grego…), e isso lhe ajuda a discernir o real significado das palavras. Tanto é que entre os Acílitos e Ancilas que o acompanham, sempre há um Librífero, que entra com o Missal. Espero ter ajudado. Fiquem todos com Deus!

    • Perfeito, Alex! Existem muitas formas criativas de usar tecnologia sem agredir a liturgia. O post foca em uma questão critica, baseada em um padre do RJ que substituiu o folheto, mas muitas outras aplicações são possíveis. Desde que feitas e pensadas com muito cuidado e zelo.

      Abs!

  • Mauro Geovanini

    KKKkkk, estou imaginando aqui, uma velhinha se ajoelhando na frente de uma tela onde passa a imagem dos santo padroeiro, de Nossa Senhora e do Sagrado Coração de Jesus, esperando aparecer cada imagem e fazer sua oração pra leas,:S

    • Hahahahahahahaha… não precisa ir muito longe: já temos “Capelas Virtuais” onde você pode se concentrar pra rezar. Tinha uma no site do Vaticano!!!! Já não está mais lá… provavelmente Bento XVI mandou tirar. rs.

      Mas em muitos lugares você pode acender velas virtuais com lâmpadas, mesmo remotamente através de doações em um site! E não estou falando de qualquer coisa, mas de santuários consagrados como o de Fátima em Portugal!

  • Kamyla

    É, desnecessário né? Por aqui – Luziânia – GO – a moda não pegou ainda (pelos menos eu nunca vi), e enquanto o pároco da minha paróquia for o mesmo, não vai pegar mesmo, ele é conservador (para minha alegria 😀 ).
    E os livros litúrgicos, além de tudo, são tão bonitos!

    Agora, fugindo um pouquinho do tema, eu vi seu comentário sobre o ‘Youcat’. No site tem algum artigo sobre? Desculpa, se tiver eu não consegui encontrar. Senão, eu queria saber sua opinião sobre, meu pai diz que o certo é usar o Catecismo mesmo, mas eu definitivamente acho o Youcat mais fácil de entender.
    E mais uma vez, parabéns!

    • Oi Kamyla! Ainda não escrevemos nada sobre o Youcat… vamos acrescentar o tema a nossa longa lista de dívidas! Rs.

      Sobre o que o seu pai disse, não tem isso de ser mais certo usar um do que outro, afinal, os dois livros são publicações oficiais da Igreja, sob as bênçãos do Papa! Mas talvez seu pai queira apontar para o fato de que o Catecismo ê realmente muito mais completo. O Youcat é justamente uma versão mais resumida e fácil de ler.

      Posso dar uma dica? Leia o Youcat e aprofunde no Catecismo os temas que mais lhe chamarem a atenção.

      Abraços!!!

  • Johnny de Queiroz

    Padre Jorjão fazendo vergonha à arquidiocese do Rio. haha

    • Johnny,
      Não creio que seja apropriado dizer que o padre Jorjão está agindo mal em relação ao uso do tablet na missa. Afinal, os outros padres ao lado dele na foto estão utilizando o FOLHETO, em vez do Livro Litúrgico. Se ninguém os censura por isso, não vejo porque censurar o padre que usa o tablet. O tablet, neste caso, exerce a mesma função do folheto. Mais um detalhe: Pe. Jorjão pertence a uma paróquia em Ipanema, uma região nobre do Rio. Ninguém deve estranhar um iPad por lá.

  • Marília

    Oi Pessoal!!! Agradeço por terem publicado minha pergunta!! Fiquei muito feliz!!! E mais ainda com as contribuições nos comentários!!

    Um caso que eu ouvi falar foi que o padre usa o tablet para proclamar o Evangelho sim…mas esse eu não vi! O que eu presenciei foi o uso de retroprojetor e também de tablet ao inves do missal…
    Acho que para tudo deve haver discernimento e eu particularmente valorizo o uso do “livro de papel”!

    Fiquem com Deus!!

    🙂

  • Marília

    Alex?? Você mora onde?? Eu na verdade não me referi a padre nenhum, nem citei nomes, nem paróquia específica…Não entendi sua colocação…

  • Thiago Puccini

    Pessoal,

    Prefiro ficar fora da discussão uma vez que não tenho propriedade sobre o assunto.

    Parabéns pelo trabalho!

    Mudando bem o assunto, vocês poderiam publicar algo sobre feminismo?

    Grande abraço!

  • Thiago Puccini

    Muito obrigado!

    Outra sugestão é sobre Ideologia do gênero. Vou pesquisar aqui se já falaram algo sobre o assunto, mas é uma boa pedida de qualquer forma!

  • Eu uso o iPad para rezar a Liturgia das Horas, os volumes são caros e precisam de uma boa habilidade para usá-los. Com o iPad qualquer leigo pode usar e a um custo mínino (estou falando do app iLiturgia hehe).
    Post muito sensato, gostei mesmo! Ah e vale também ressaltar que o que é sagrado é o texto, ñ sua media. Beija-se os livros pq ele contém os textos, só isso.

  • Mauro Geovanini

    Eu acho que o medo maior é que o Missal seja trocado pelo tablet,Ipad é coisa de rico, muitos já têm tablets de outras marcas, muito mais barato e que faz a mesma coisa.
    O problema é que o modernismo começa a tomar conta de tudo, é missa pela tv,rádio e internet,belas virtuais, logo teremos confissões via Skype, ou seja daqui a pouco o católico não vai ter vontade de ir à igreja, vai fazer tudo em casa, pra poupar tempo.

  • Jr.

    Galera, nego ta fazendo confusão entre acompanhar a missa apenas e celebrar. O que os documentos sugerem é a não utilização dos aparelhos para o segundo caso, onde aliás os proprios folhetos não substituem o missal e o lecionario.

  • Já vi a equipe de música da Canção Nova usando. O que vocês acham?

    • Para ler as letras de músicas durante a Missa, partituras, coisas assim? Não vejo problema algum, Juliana.
      Contanto que ninguém se distraia fazendo uso das demais funcionalidades do aparelho (Internet, jogos etc.), tudo bem.

  • Hugo

    Não consegui compreender totalmente o artigo por causa da analogia com os folhetos. Na minha paróquia não se usa isso, quem (dentre os fieis) acompanha os textos da liturgia usa um daqueles livrinhos com os textos do mês inteiro: Liturgia Diária, Deus Conosco, etc.
    Fala-se apenas de um substitutivo para esses subsídios ou realmente de um uso no local de, por exemplo, o Missal, o Lecionário, etc? Por aqui os Livros Litúrgicos mais “comuns” são sempre usados, os que tem seu texto deslocado são apenas as preces, onde não se usa o livro da Oração Universal, e o Cerimonial dos Bispos, embora tenhamos.

    • Engraçado Hugo que nos EUA eles usam as Escrituras somente, em cada igreja têm em cada banco tem algumas Bíblias e cada um na Missa pega as Escrituras.

      • Hugo Farias

        Interessante essa disponibilização… Particularmente eu tenho uma opinião distinta, mas acho muito interessante esse dado! Especialmente porque meu pároco está movendo uma pequena cruzada para ensinar o hábito de usar as Escrituras na Missa. Acho que só não temos dinheiro para fazer como essas igrejas dos EUA. =p

  • André

    Indubitavelmente há coisas bem mais graves que os modernistas andam fazendo para que nos preocupemos com tablets na missa! Foi interessante o blog ter abordado o assunto mas a discussão provocada pelo Cadu que descambou pros comentários beira o ridículo… Há pouquíssimo tempo tenho tablet mas esse curto período foi suficiente pra me encantar como quão poderosa essa ferramenta se apresenta no contexto da evangelização! ! Com alguns poucos apps (cujo principal pra mim é o Católico Orante) tem-se acesso à liturgia diária comentada, CIC, CDC e toda qualidade que vc imaginar de documentos da Igreja, bíblia em várias versões e idiomas, inúmeras orações em latim, letras e vídeos dos cânticos clássicos, todas as orações eucarísticas como também todos os prefácios…enfim,é um jornalzinho turbinado com três diferenciais: inclui tanto leituras/liturgia quanto músicas (que geralmente são dadas em folha avulsa); não tem as heresias TL da Paulus no verso;é uma economia estrondosa de papel,o meio ambiente agradece (mal comparando, são as sacolas reutilizáveis de Jesus kkkk). Resumindo, se é pra quebrar a tradição com folhetos (papeizinhos esses que já se consolidaram e difundiram, não são sacrilégio de meia dúzia de paróquias), me soa ridículo demonizar os tablets ou colocar num patamar abaixo do dos folhetos! ! Eu sinceramente só não levo meu tab pra missa pelo motivo de chamar a atenção, mas numa das paróquias em que eu frequento que o padre não dá jornalzinho e os fiéis levam a bíblia até que seria uma boa pelo peso menor…) Nos states, em que vc compra um tablet de excelente qualidade com o troco da feira, eles já se difundiram, espero que aqui logo ocorra o mesmo.
    Ps.: eu até agora estou imaginando o incenso no tablet kkkkkkkkkk
    Ps2.: pra mim o que a cnbb fala e o que eu %*#&$ merecem igual respeito (um dos documentos dessa ramificação do PCdoB abençoa a dança litúrgica,p.Ex.!! O bispo de Roma ignora os documentos dela mais do que o Alexandre, tenho absoluta certeza )

    • André, concordo plenamente que os tablets, smartphones, iPhones, etc; têm um papel hoje absolutamente extraordinário no dia-a-dia, eu agora mesmo estou te respondendo via iPhone, mas eu penso que no Santo Sacrifício, não é cabível o uso desse tipo de material pois além de dar brecha para distrações, eu não consigo imaginar estar vendo o meu Senhor voltar para a Cruz e eu usar meu celular enquanto isso mesmo que seja para seguir a Liturgia, é minha opinião apenas.

    • André

      Sinceramente pra quem já chamou a conferência do anel de coco de CNBBosta não sei pq meu comentário realista porém sem palavrão foi censurado…
      Quanto a vc, Cadu, fico feliz que admita que sua oposição aos tablets é somente opinião…continuo com a minha de que são ótimos substitutos dos jornalzinhos (não sou ecoxiita mas pensamento ecológico anti-desmatamento como tbm livros digitais estão se proliferando com rapidez) mas sem as paulusbaboseiras…acho que num futuro (próximo ou não) os tablets entrarão sem alarde no ambiente litúrgico (fico imaginando que na época da inclusão de cada item eletrônico — Luz elétrica, microfone, som, ar condicionado etc — também houve discussão p.ex: “como vamos deixar pôr essa lâmpada inventada pelo homem habitar a casa de Deus? Deve ser coisa do capeta, vai quebrar a sacralidade, chamar muita atenção! Imagina o padre celebrando eo povo olhando pro teto? E nos lugares pobres? as igrejas não vai terdireito pra comprar, temos que manter a unidade! !”hoje elas são tão naturais! É questão de tempo…só não consigo encarar a tecnologia como um assedio modernista, mas sim como realidade comum).

      • Andre,

        Foi censurado da mesma maneira que fizemos com o nosso próprio post. Estes termos que você citou já não estão mais lá.

        Quanto aos tablets, concordo amplamente com você. A questão foi a de sempre: muito barulho por nada. A tecnologia vai continuar entrando na Igreja e naturalmente vai, em maior ou menor grau, tomar parte também nos ritos. Assim como foi com a iluminação, sonorização e ar condicionado, que mudaram para sempre a arquitetura dos nossos templos.

        Abs!

  • Carlos

    Vocês comentam as coisas parecendo protestantes, ou seja, tem que ter num documento. Gente, precisamos ter em mente que há uma tradição de 2000 anos, que claro que existem algumas adaptações, mas é preciso que o essencial esteja no centro de tudo. A Missa é o santo sacrificio do calvario, porém de forma incruenta como ensina a Santa Igreja, explica-nos o catecismo. Se tivermos isso em mente certamente deixaríamos de cometer na Missa tantos abusos liturgicos, tanta desobediência a Igreja, inclusive não usaríamos mais folheto, e assim tantas outras coisas como o tablet, o celular, as conversinhas, as roupas, as palmas, os cantos inadequados, e tudo o mais que nã condiz com o momento mais importante e mais sublime do católico que é a Santa Missa. Interessante que na Missa do Rito Extraordinário é impossível acontecer essas coisas, por que será?

    • De fato, Carlos…
      Tem gente que só sabe pensar o catolicismo com base em documentos. Temos uma Tradição de 2 mil anos, e com esse excessivo apego a documentos ficamos mais parecendo o pessoal da Sola Scriptura. Uma chatice…
      Estamos planejando falar sobre isso em um próximo Catecast: a protestantização dos católicos.

      • Hugo Farias

        Acho que é uma atitude defensiva. Quando surgem até sacerdotes que pregam os seus próprios ensinamentos, o povo de Deus fica sem saber o que é a voz e ensino da Igreja. Se padre A e padre B ensinam coisas diferentes, só nos resta ver qual dos dois se assemelha mais à carta do papa C.
        Em meio a uma Babel de má vontades, com muita gente querendo se converter pela metade, os documentos da Igreja se tornam uma fonte de segurança, afinal se ficamos desconfiados de quem nos devia guiar a Deus (não apenas clérigos, mas qualquer pessoa que de algum modo represente a Igreja para alguém), só nos resta nos fiar ao que é decididamente igreja. Nem em nós mesmos podemos confiar, porque podemos querer nos converter pela metade. 😉

  • Wescley Silva

    Gosto muito de tecnologia, mas com suas ponderações. Achei interessante a defesa do Cadu sobre a não substituição do tradicional pelos tablets. A Igreja Tradicional realmente é algo que não entra na cabeça de muitos “atualizados”. Dizer que não se deve usar uma lâmpada porque foi inventada por homens, é tão contracenso quanto dizer que não devemos ficar no espaço restrito (Templo) porque as paredes foram erguidas por homens, os bancos onde sentamos foram feitas por homens, as imagens foram feitas por homens e por aí vai… e outra coisa: dizer que usar as tecnologias é uma forma de “preservar” a natureza, acredito que deveria ser mais pesquisado antes de levantar a bandeira de “a natureza agradece”: http://blog.physissda.com.br/2010/12/cuidado-com-o-presente-de-natal.html#.UXXLr8qwWSo ou http://grupoiphone.blogspot.com.br/2011/10/impactos-ambientais-na-producao-de.html. Como disse, gosto de tecnologia, mas acho que há momentos e locais para isso…. minha opinião!

  • Angelo Viccenzo

    Ola Irmaoos!!
    Por favor!! preciso de ajuda para entender o que de Litúrgico tem nos folhetinhos da Missa?!!
    Se, ao meu ver, eles ajudam a roubar parte do ‘Sagrado’ do Santo Sacrifício da Missa.
    Olhe bem, não sou um tradicionalista que não aceita as mudanças, mas sim um Católico que ama a Igreja e todos os ensinamentos.
    Por isso preciso da ajuda de vcs, para poder melhor entender essa questão!
    Obrigadoo!!!
    Deus abençoe!

  • Amanda

    OLá, acho que o padre não deveria usar tablet, pela questão da ostentação, mesmo sendo em um bairro “nobre”.

    Realmente, há momentos e momentos!

    Com relação a esquisitices na missa, gostaria de chamar a atenção para um problema recorrente aqui na minha paróquia. Pessoas atendendo celular na hora da missa! Gente, que falta de respeito! Outro dia, estava eu na missa quando uma mulher atende o celular no meio da comunhão. Na hora, todos saindo em direção ao altar, acho que não prestaram tanta atenção, mas eu sim, e Deus que me perdoe, mas fiquei muito irritada e por pouco não me virei e dei um puxão de orelha nela!

  • Christiane

    Acho que o Missal não pode ser substituído no altar, salvo em casos muito específicos, como o do sacerdote ceguinho. E também o sacerdote não precisa levar o tablet para o púlpito para ajudar na homilia, eu penso que ele tenha se preparado antes e não vá ficar procurando nada na hora.

    Agora, o datashow pode ser sim muito útil, principalmente para abolir o famigerado folhetinho da Paulus. (Huuuuum, pq será que a CNBB não quer que use? #pulgaatrásdaorelha). Para os cânticos, então, é uma mão na roda.

    A idéia de utilizar a Bíblia para a liturgia da Palavra na Missa é boa, só que tem vezes que a leitura não é um só trecho (tipo Lc 1, 4-8) e sim a junção de vários trechos, aí complica. O datashow ajudaria muito nessa parte.

  • Ludi

    Oi, gente! Só agora cheguei neste post.
    Bom, ano passado estava de férias em Maceió. Durante a semana fui à missa na Paróquia São Pedro, que por sinal tem um vitral lindo!
    Por ser missa de meio de semana, não havia folhetos.
    Sem nenhum problema, na 1ª leitura e salmo usei o aplicativo “Católico Orante” do meu celular para acompanhar.
    No Evangelho apenas ouvi, preferi.
    Depois, voltei com o aparelho ( no silencioso como sempre) para a bolsa.
    Nem pensei em tantas questões…
    Fiz o uso que é devido e pronto. De forma respeitosa.
    Bjos para todos. O blog está 10 como sempre.

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