Casamento gay: um impacto devastador sobre as crianças

Como reação ao post de ontem, que denuncia a intenção de certos políticos de empurrar a aprovação do casamento gay pela nossa goela abaixo, um dos comentários que surgiram no Facebook foi o seguinte:

gaga“A luta é pelo casamento CIVIL e não o religioso. E ninguém tem nada a ver a escolha individual dessas pessoas (…). É apenas uma questão de garantir igualdade de condições entre todos os brasileiros. Pq um gay tem menos direito que um heterossexual? Não faz sentido algum. E os católicos como seguidores dos mandamentos de Cristo acima de tudo (inclusive além da própria Igreja Católica) deveriam acolher essas pessoas e tratá-los com respeito, abraçando a causa. (…)

“Afinal, não foi Jesus que disse que devemos amar o próximo como a nós mesmos?”

– Paladina do Arco-Íris

Que discurso enfático e convincente (para os desavisados)! Todos os dias, milhares de católicos são desafiados com abordagens similares, e poucos são os que têm bala na agulha pra contra-argumentar e colocar os pingos nos is.

A maior parte dos católicos não entende as trágicas implicações do casamento gay para a sociedade como um todo, e acaba sem ter o que dizer quando os defensores da causa os colocam contra a parede. Por desinformação e falta de brio, muitos terminam por se ceder e se conformar com as ideias do mundo.

“Quem não está comigo está contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha.” (Mateus 12,30)

Neste Ano da Fé, precisamos, mais do que nunca, nos informar sobre as razões de nossas crenças, para que possamos ser verdadeiros missionários. E, diante das demandas, saber explicar de forma clara os motivos para a rejeição do casamento gay por parte da Igreja é fundamental.

A definição do casamento e da família não parte do Estado ou de preferências individuais

Não é porque eu quero uma coisa que toda a sociedade deve ser obrigada a reconhecer os meus caprichos de minorias sem noção (como os nudistas de San Francisco, que reivindicam o direito de andar peladões nas ruas). A definição de casamento não pode partir de forma autoritária do governo – isso seria abuso de poder – mas sim da cultura, da sociedade. A função do governo é PROTEGER, e não redefinir autoritariamente os conceitos de matrimônio e de família que brotam da nossa cultura.

ky_lubrificanteComo não estamos em um país comunista, nem tampouco em uma nação muçulmana, todos têm o direito de fazer o que bem entenderem com o seu brioco (do ponto de vista legal, não religioso, obviamente). Homem quer morder a fronha? Mulher quer colar velcro? Ninguém pode proibir, são questões de foro íntimo. Agora, exigir reconhecimento legal, cobrar que a sociedade aceite a equivalência das relações gay com o verdadeiro matrimônio… aí já é sandice!

A união gay não tem nada a ver com matrimônio, já que contraria a natureza. Se a natureza tivesse planejado que dois machos e duas fêmeas formassem casais, eles gerariam filhotes. Ah, e o KY seria dispensável, pois o furibóque seria naturalmente lubrificado pela excitação sexual. Tô mentindo?

E, por falar em natureza, ela mesma reagiu aos abusos da sodomia e mandou o seu recado: nenhum cientista nega que, nos anos 80, o vírus da AIDS se difundiu graças aos gays. Hoje, com a promiscuidade difundida também entre as mulheres hétero, a AIDS passou a afetar em grande quantidade este público, mas ainda não tanto quanto aos gays, que continuam a ser o principal grupo atingido pela doença.

E, pra quem diz que não existe grupo de risco, mas sim comportamento de risco (o que é só uma meia verdade), é bom dar uma olhada nos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em novembro de 2011:

  • quando comparado com os jovens em geral, a chance de um jovem gay estar infectado pelo HIV é 13 vezes maior;
  • em 2010, para cada 10 heterossexuais vivendo com o HIV/aids havia 16 homossexuais (Fonte: Fiocruz).

Então que fique claro: devemos respeitar as pessoas homossexuais, mas ninguém pode nos obrigar a aceitar o seu comportamento como saudável (o que contraria os dados científicos) e moralmente positivo (o que agride a cultura e as crenças da grande maioria da população).

Ingênuos, héteros não percebem que o casamento gay afetará seus filhos

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O casamento gay ainda não foi aprovado no Brasil – ainda. Mas as uniões homossexuais já estão oficialmente reconhecidas, já que, em maio do ano passado, o STF equiparou os direitos dos casais heterossexuais e homossexuais.

Tolamente, muitos heterossexuais pensam que a aprovação do casamento gay não terá qualquer influência em suas vidas. Quanta cegueira! O impacto na cultura e nas familias será devastador, especialmente em relação ao conteúdo apresentado às crianças nas escolas e na mídia.

gay_adormecido_2Com o reconhecimento oficial das uniões gay (o que já aconteceu) se reduz significativamente o respaldo legal para os pais reagirem quando seus filhos receberem na escola um livro com a foto de dois barbudos se beijando, ou com a ilustração de duas meninas namorando. As professoras poderão optar pela leitura de contos de fadas com casais gay, porque não?

Com o aval do Estado, os héteros serão cada vez mais obrigados a engolir a propaganda gay doutrinando seus filhos. As crianças e jovens brasileiros estão fadados a crescer em uma sociedade em que as relações sexuais antinaturais são apresentadas de forma positiva. Aguardem: haverá cada vez mais personagens gays nas novelas, nos comerciais de revistas e da TV, nos livros infantis, nos gibis e nos desenhos animados.

Aprovar o comportamento homossexual em breve não será mais uma opção, mas sim uma obrigação social.

Os gays clamam por seus direitos… mas como ficam os direitos dos demais?

Há uma frase popular que diz: “O meu direito termina onde começa o do outro”. Essa ideia básica os partidários da causa gay se recusam a entender. O direito deles termina onde começa o direito da sociedade de criar seus filhos de acordo com seus valores fundamentais. Mas lamentavelmente, em nome de um conceito distorcido de “igualdade” e “tolerância”, estamos aceitando passivamente (opa, vamos precisar de KY!) que uma minoria imponha a sua cultura sexual alternativa sobre os demais, interferindo profundamente na formação moral das crianças e jovens.

E pior são os cristãos bundões que, envergonhados de seus valores, ficam receosos de afirmar o que aprendem da Igreja, e se calam.

“Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na sua glória, na glória de seu Pai e dos santos anjos.” (Lucas 9,26)

Negar o direito do casamento aos gays é discriminação?

A Paladina do Arco-íris questiona: “Pq um gay tem menos direito que um heterossexual? Não faz sentido algum”. Os gays têm os mesmos direitos civis que os heterossexuais, claro que têm! Mas dentro dos limites da razoabilidade. Não podemos ignorar que o direito legítimo dos indivíduos só faz sentido em relação à sua condição social, à sua natureza.

Por exemplo, o acesso ao matrimônio é negado às crianças, por motivos óbvios. Poderíamos nos perguntar, de forma descabida: “Por que uma criança tem menos direito do que um adulto?”. Ou, uma pessoa de 25 anos, desejando também receber do governo uma aposentadoria, poderia questionar: “Por que um jovem tem menos direitos do que um idoso?”. Compreendem agora a armadilha falaciosa embutida na pergunta da Paladina?

heman_esqueletoNão há lógica em um grupo reinvindicar um direito alheio à sua natureza, que de modo algum lhe cabe! Ora, as relações homossexuais, em nenhum povo, em tempo algum (nem no auge dos bacanais em Roma) foram equiparadas às relações heterossexuais. As relações gays jamais foram elevadas à condição de matrimônio. E sabe por quê? Porque a estrutura fundamental do matrimônio, formada por um homem e uma mulher, está na essência do espírito humano. Por isso, a defesa da família formada por homem e mulher não é uma questão religiosa, mas, antes de tudo, é uma questão de defesa do humano.

A Paladina do Arco-íris disse que os católicos “deveriam acolher essas pessoas [os gays] e tratá-los com respeito, abraçando a causa. (…) Afinal, não foi Jesus que disse que devemos amar o próximo como a nós mesmos?”. Muito esperta, ela usa a velha chantagem em que muitos caem como patinho: se você se opõe à postura política, moral ou religiosa de uma pessoa, você não está sendo cristão, não está amando o próximo, está sendo tirano, mau como pica-pau.

Em primeiro lugar, nenhum cristão é obrigado a apoiar as bizarrices alheias, ainda mais quando estas lhe causam algum prejuízo (o que, no caso do casamento gay, degrada e prejudica o conceito da família normal). Em segundo lugar, parece que a Paladina nunca leu a Bíblia, que ensina que amar não significa coadunar com o erro, mas sim denunciá-lo. Isso é uma obrigação e uma caridade.

Jesus mesmo disse à mulher Samaritana: “Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu” (João 4,18), ou seja, ele apontou a ilegitimidade da relação em que ela estava envolvida. Em vez reagir com rancor, ela simplesmente reconheceu a verdade: “Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que és profeta!…”. Porém, o Jesus politicamente correto arquitetado pela mente criativa da Paladina diria: “Tiveste cinco maridos, e o que agora tens deve ser legalmente reconhecido como união estável, com a mesma dignidade dos matrimônios convencionais!”.

Se pode casamento gay, porque não pode casamento incestuoso e polígamo?

Vamos olhar agora a questão do ponto de vista filosófico. A partir do momento em que a noção do que é verdadeiramente o matrimônio é depreciada pela equiparação com as uniões gays, já nenhuma barreira mais poderá haver para impedir o surgimento de novas demandas esdrúxulas.

Se o conceito de casamento continuar a ser desconstruído pelo relativismo imoral, não haveria nenhum argumento para impedir o reconhecimento legal da união incestuosa de dois irmãos, e muito menos da poligamia. É o fim das bases morais e familiares tão duramente conquistadas pelo Ocidente. É a volta da barbárie.

Repito, para que ninguém esqueça: as maiores prejudicadas por esta loucura politicamente correta serão as crianças.

42 comments to Casamento gay: um impacto devastador sobre as crianças

  • Joao Henrique

    Você faz um excelente trabalho! Parabéns mais uma vez!
    Como catequista da Crisma eu fico muito feliz com seus posts e saber que não estou sozinho (nunca estamos, mas no campo das idéias, sabe?).
    Seu blog é show! 😀

  • Parabéns, um dos melhores textos já publicados por aqui. Só comentando que gay também pode se casar… Ou num cartório uma pessoa é impedida de se casar por ser gay? Se um homem e uma mulher chegam num cartório para se casarem, por acaso haverá algum questionamento sobre a sexualidade de ambos? Casamento é entre homem e mulher, e ninguém é impedido de se casar com alguém por ser gay! O fato é que hoje em dia, nesses tempos malucos em que vivemos, tá difícil de entender o óbvio: não existe “casamento” gay, ainda que a lei pervertida de uma sociedade maluca o “invente”!

  • Karina

    Muito bom.

    Ainda fico pensando outros pontos: eu vivi uma infância e adolescência feliz, eu tinha muitas amigas, nós andávamos juntas, de mãos dadas, não havia malícia. E olha que havia uma de nós que depois se declarou lésbica, mas nunca nos faltou com respeito, muito menos nós com ela.

    Hoje eu vejo os jovens, qualquer demonstração de carinho pode ser tida como uma cantada, é triste, muito triste isso. Para os héteros também, claro, fruto dessa sociedade doente, altamente sexualizada, mas em especial para amigos do mesmo sexo.

    Vejo meu esposo, quantos amigos de infância ele tem, amizade boa, daquela que xinga, briga, discute e continuam juntos, e fico perguntando se meu menino terá essa graça na sua vida.

    Meu esposo dividiu quarto durante 4 anos com um amigo, será que daqui para frente será tão tranquilo assim? Se hoje até namorado que não vive junto paga pensão pra filho dos outros, que dirá você poder confiar que aquela pessoa não vai dizer que viva em “união estável” com você.

    Fico vendo, ainda, quanto jovem é levado pela purpurina da vida gay, atraídos pelos caros presentes que recebem de homens e mulheres mais velhos.

    Outro ponto que acho absurdo é negar a uma criança adotada por “dois pais” ou “duas mães” o direito de conhecer suas origens biológicas, seja por omissão do nome de seus genitores biológicos, seja porque essa criança foi fruto de um verdadeiro cambalacho de espermatozóides e óvulos…

    Sem contar que já li a seguinte máxima “eu conheço uma crinça de 4 anos gay”. Meu Deus, 4 anos e gay??? Como assim, porque brincou de boneca? Porque usou camisa rosa?

    Eles dizem que nós, cristãos, colocamos na cabeça das crianças essa história de “padrão masculino x padrão feminino”, mas eles estão a fazer o que?? Dizendo para as crianças que se elas acham a amiga da escola bonita, é porque elas têm desejos homossexuais?? Fosse assim, eu seria lésbica, porque o que eu acho de mulher bonita por aí…

    Enfim, It´s the end of the world.

  • Daniel Pires

    Espero que essa pseudocristã coloque a mão na consciência e das duas uma: Ou pare de atacar a mão de Jesus que a alimenta ou então deixe de dizer que é cristã, porque na atual conjuntura ela não é, não.

  • Muito bom o post Vivi, só uma coisa (e desta vez estou certo de que estou certo hahaha), em “Porque uma criança tem menos direito do que um adulto?” e em “Porque um jovem tem menos direitos do que um idoso”, esse “porque” é separado pois é uma interrogativa, 1 a 1 agora kkkkkkkk.

  • Obs: agora vi que tá 2X1 pra mim! “As relações gays jamais foram elevadas à condição de matrimônio. E sabe porque?”, esse “porque” é separado e com acento; andou faltando a umas aulinhas de Gramática hein Vivi? Mkkkk

  • Paulo Ricardo

    Faltou mencionar naquela parte: colar velcro, morder fronha. Pode ser também espalmar azulejo e chupar carpete. Ah! Ah! Ah!

  • Diego Gonzalez

    Gostei muito do texto! São sempre os mesmo argumentos que usam pra defender a união homossexual e nenhum faz sentido. Compartilho o link de uma pesquisa bem interessante, que mostra as diferenças entre viver com um casal hétero e um homossexual http://www.familystructurestudies.com/

  • Rafael Rosa

    Um belo resumo para este texto: 21/12/2012
    #semmais

  • Pessoal, saca só a sintonia da nossa equipe com o Santo Padre, nosso amado Bento XVI: no discurso que ele fez hoje – HOJE! – ele falou justamente sobre a ideologia de gênero e sobre o ataque à família tradicional.

    http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2012/december/documents/hf_ben-xvi_spe_20121221_auguri-curia_po.html

    Irado!

  • Nisso de aprovar o casamento gay, esse pessoal nunca se atenta para a coisa mais óbvia: a sociedade não poderia tratar a união gay da mesma forma que a hétero porque a primeira não gera filhos, e a sociedade se inicia e se sustenta a partir dos filhos.

    Complementando o texto do post: nenhuma sociedade em nenhum tempo, nem mesmo ideal, nem mesmo na proposta maluca, pasteurizante e eugênica de Platão (Livro V da “República”) de manter uma “comunidade de mulheres e filhos” para gerar a melhor prole para a cidade, ignorou a obviedade de que morremos, de que dependemos de filhos para continuar nossa existência, e que eles surgem da conjunção entre um homem e uma mulher. Por mais variadas que fossem as formatações de famílias em culturas e tempos diferentes, incluindo as mais bizarras, nunca houve algo que não propiciasse, nem que apenas por princípio, a procriação.

    Assim, ma união gay NUNCA será igual para a sociedade a uma união entre homem e mulher. A união gay pode ganhar o crédito que for, pode ser mais adorada do que qualquer forma de relacionamento humano; mas nunca cumprirá o mesmo papel social que cumpre a união entre homem e mulher.

    Portanto, se são coisas diferentes, não existe o mesmo direito. Não tem dessa de que os gays já tem um direito escondido em algum lugar e que precisa ser reconhecido, como se fosse um direito natural às avessas. O princípio da legalidade não serve para dar todos os direitos para todo mundo, mas para tratar de forma igual os iguais e desigual os desiguais.

  • Vinícius Lopes

    Boa tarde. Achei seu texto ótimo, Catequista. Acabei de ver no facebook um “amigo” meu dizendo que a igreja católica tem uma doutrina hipócrita por conta daquilo que o Papa disse. Confesso que fiquei sem palavras quando li o que ele disse e não sei como “reagir” e defender a minha religião.

    • Oi, Vinícius, boa tarde!
      Em primeiro lugar, é importante saber pq o seu amigo acusa a Igreja de hipocrisia. Por que há dentro dela uma minoria de padres gays (imagino que este seja o argumento dele)? Ora, padres desobedientes, não só na questão da sexualidade, como também em relação à doutrina e à liturgia, sempre haverão, infelizmente. Sempre haverá maus pastores, infiéis ao Papa. Mas isso não altera em nada a essência da fé milenarmente pregada pela Igreja, nem tampouco obscurece o testemunho daqueles que são fiéis.

      Outra coisa: para a Igreja, pensando em termos humanos, seria muito mais conveniente pregar a mentalidade do mundo, em vez de combatê-la. Certamente, teríamos muito mais fiéis, e ficaríamos “bem na fita” com a mentalidade dominante e com a mídia.

      • Daniel Pires

        A Igreja é vítima de falsos sacerdotes, não culpada. Eles a traem. Condená-la por isso seria como condenar uma esposa vítima de adultério pelo crime do marido.

  • Excelente, mas só uma cosita: não podemos utilizar o termo “casamento” para homosexuais nem em hipótese. Casamento é para casal. E casal é homem e mulher. Por acaso alguém que tenha dois filhos meninos, ou dois cachorrinhos machos, diz que tem um casal de filhos/cachorros? É usurpação de definição.
    O nome pra esse “ajuntamento” fica com a criatividade de vocês.

  • Victor Picanço

    Recomendo o livro do português Fernando Catroga: “Entre Deuses e Césares – Secularização, Laicidade e Religião Civil”, em que é demonstrado como o Estado usurpou ritos religiosos (casamento, feriados etc.) como forma de tentar se legitimar através de uma ‘religião civil’ em que Deus é substituído ora pelo Soberano, ora pela Pátria, ora pelo Partido etc.

  • Flávia Cabral

    Muito bom! Infelizmente muitos cristãos se calam diante de um “Jesus disse: amai-vos uns aos outros”, e não rebatem essas bizarrices. Parabéns pelo ótimo post.

  • Leandro

    Infelizmente, a instituição do casamento, que era uma instituição tradicionalmente religiosa e não governamental, foi estatizada e quase ninguém percebeu isso. Antes, quem regulava o assunto era a Igreja. Hoje, é o Estado, e quase todo mundo acha isso normal.

    Recomendo este pequeno artigo sobre o assunto:
    http://lewrockwell.com/mcmaken/mcmaken135.html

  • Yuri

    Muito bom o texto!

    Só para esclarecimento, porém, recentemente “uniões estáveis” entre gays têm sido convertidas em “casamentos civis” e seguindo preceitos legais. Isso porque diz a lei que a união estável é como o casamento e sua conversão para este instituto deve ser favorecida pelo Estado. Assim, como gays formam “uniões estáveis”, após isso conseguem transformar suas relações em “casamentos civis”. Ou seja, o que houve com a decisão do STF foi uma aprovação tácita e anti-democrática do “casamento civil” gay.

  • Thiago Puccini

    Ontem enfrentei uma discussão com um ateu, um homossexual e uma dita católica sobre o assunto.

    – A católica defende os direitos iguais e “o que isso vai nos afetar”?;
    – O homossexual defende a divisão de esferas civil e religiosa (como se o assunto começasse no religioso, apesar de ter sua relação também);
    – O ateu fala pra gente se preocupar com outras coisas mais importantes, que nós atrasamos a cidade, ele pensa a partir dos próprios meios dele, e coisas do tipo.

    Este texto ajudou muito e hoje continuarei com as respostas para eles. Apesar de que o ateu já perdeu as estribeiras falando mal de Deus.

    A minha pergunta é fora do assunto:

    Como evangelizar pessoas com pensamentos tão distintos.

    Por uma reflexão considerável eu consiga a resposta.

    Mas queria que os catequistas nos ajudassem.

    Pode ser?

    Ah, falta falar de Ideologia do gênero que vai começar a pegar logo logo na minha roda de conhecidos…

    • Thiago, a paz!

      Irmão eu tenho um longo currículo nessas infelizes discussões via facebook e por experiência de causa eu digo: cada caso é um caso e é importante tratar cada um individualmente.

      Contra os ateus é preciso primeiro mostrar a profunda tristeza e solidão que o homem moderno vive tentando viver longe de Deus, pergunte o porquê desse ódio contra o Amor, pergunte por que é tão difícil eles pararem de mentir para eles mesmos porque é só isso que se consegue ao tentar viver uma vida sem Deus, pergunte se ele não quer mais do que esta vida efêmera de 80 e poucos anos, pergunte para um ateu o sentido da vida e ele começará a perceber que se esta vida tem algum sentido, o sentido tem que estar no Amor.

      Contra gaysistas é importante primeiro afirmar a vocação que Deus deu ao homem: a vocação do amar. Um gaysista tem uma visão deturpada e patológica do amor, eles acham que o amor seria um “liberador de gênero” quando na verdade o Amor é a regra para construir a felicidade e portanto o amor é algo que exige sacrifício e que tem regras que simplesmente não podem ser transgredidas porque se forem o amor se tornará desumano, descompromissado com os outros e se tornará prazer hedonista, algo que é pautado pela total falta de sentido, um gaysista nunca é feliz porque Deus criou-nos para amar e amar em abundância e por isso ele fez-nos homem e mulher para que um completasse o outro e fosse possível que ambos, juntos, colaborassem na transmissão da vida, formando a célula mater da sociedade que é a família.

      Agora, contra “católicos” que não têm a fé da Igreja aí o negócio é pedir coerência: como que alguém que diz fazer parte do Corpo de Cristo nega a moral que este mesmo Corpo nos pede? Isso é uma tremenda falta de coerência que você precisa explorar. Se ela não crê no que a Igreja crê como que ela pode se dize católica? Você precisa ser caridoso e dizer a ela que ela não é católica, que ela se desviou e precisa repensar alguns conceitos. Diga, todavia, os motivos da nossa fé. Apresente a ela o Catecismo, mostre o porquê que a Mãe Igreja tem essas posições e tente convencê-la, se ela recusar você não deve se preocupar: ela nunca foi católica e você apenas alertou isso para ela.

      Espero ter ajudado.
      Certa bonum certamen fidei!

      • Thiago Puccini

        Obrigado, Cadu!

        Creio que isso já esclarece alguns pontos.

        O primeiro ataque que sofri foi de me chamarem de preconceituoso ao postar uma imagem falando que os brasileiros deveriam agir como franceses.

        Expliquei a eles que não tinha preconceito contra a pessoa ser gay, mas não admito a prática homossexual.

        Nem sei se, sinceramente, vale a pena continuar discutindo.

        Refletindo, percebi que eu devo ter uma postura, sim, rígida, de acordo com o que acredito.
        Mas não jogar pérolas aos porcos. Os caras não querem acreditar nem se aprofundar e pronto.
        Talvez a minha atitude seja mais forte para ser testemunho e ocasionar possível conversão deles do que propriamente isso.

        O que acha? Vamos nos falando!
        Gerando boas ideias, agimos melhor!

    • Thiago,
      Desculpa se eu não te responder nem hj nem amanhã, tô atolada de trabalho aqui. Mas me cobra, depois a gente troca ideias sobre isso.

    • Oi, Thiago,
      O que vou dizer é uma visão muito pessoal… Eu acho que 99,9% desses debates em redes sociais com pessoas hostis ao catolicismo são uma grande perda de tempo. Claro, como Deus é grande e misericordioso, Ele pode aproveitar toda e qualquer situação… Porém, ainda acredito que a verdadeira conversão só se dá mesmo com o velho e bom OLHO NO OLHO.

      Debates em redes sociais, fóruns e blogs são interessantes e produtivos para pessoas que partem de uma base comum. Por exemplo, aqui nO Catequista, é legal a troca de ideias, muitas vezes os leitores discordam de nós, e a gente dialoga, mas repare que o público ao qual nos dedicamos é bem específico: católicos que se submetem ao papa e pessoas não-católicas (uma minoria) interessadas, sem cinismo, em conhecer melhor o catolicismo (ou até criticar, mas com respeito). O resto, a gente não dá papo. Vem aqui esculhambar, dizer que a Igreja é a prostituta do Apocalipse, que quem crê em Deus é trouxa etc., a gente não perde tempo: comentário direto pra lixeira.

      Agora, ao vivo é outra coisa. A interação é bem mais dinâmica, tem mais possibilidades. A pessoa pode notar a sua entonação, a sinceridade nos seus olhos, as respostas são mais imediatas. Enfim, o debate é mais humano. Dá pra perceber melhor se a pessoa só quer debater por debater, pelo gosto de contrariar o outro, ou se tem alguma abertura real pra dialogar.

      Então, eu não acredito em evangelização via web. Eu acredito, sim, na Internet como um lugar onde os católicos podem aprofundar conhecimentos e, assim, reforçarem a própria fé e se capacitarem para serem evangelizadores no “mundo real”. Agora, em conversão de ateu e protestante via web eu não acredito. Se acontecer (acontece de tudo nesta vida) é fato raríssimo. Sinceramente, não me sinto motivada a dedicar meu tempo a isso. Acho que é jogar pérolas aos porcos. Prefiro focar no povo católico, tão sedento de informações, tão carente de armas para defender a honra do Senhor e da Sua Igreja. São esses católicos devotos, mais bem-informados, mais capazes e confiantes que poderão fazer missão com seus amigos, OLHO NO OLHO.

      Acho mil vezes mais útil você pegar o terço e rezar pela conversão dos pecadores, do que se dedicar a esses debates via web.

      Não sei se te ajudei mas… É como penso.

  • Beatriz

    Buenas tardes! 🙂

    adorei o texto, mas eu tenho algumas duvida ainda, se alguém puder me ajudar…

    Sou católica, tento sempre ser fiel à doutrina da Igreja. Mas eu tenho dificuldade para compreender em como negar um direito de união aos homossexuais não seja discriminação. Eu não concordo com a homossexualidade, eu não vejo sentido nela. No entanto, eu compreendo o que vários amigos homossexuais meus querem dizer quando falam que sentem que não conseguem escolher algo livremente sem serem reprimidos por religiosos.

    Ao escrever esse comentário eu tenho medo de ser mal interpretada como uma cristã morna, e não ter minha duvida esclarecida afinal.

    É ainda mais dificil compreender como não discriminar os homossexuais com uma postura assim, quando muitas as fontes religiosas não conseguem receber o homossexual e dar um suporte pra ele. Não falo de aceita-lo como homossexual, mas de recebe-lo sem discrimina-lo, sem força-lo a ser algo que ele não quer no momento, mas que seria por força da circunstancia.

    Vou dar um exemplo. Um homossexual vai a um grupo de oracao e é discriminado. ele não quer mais voltar. Será q se ele tivesse sido acolhido, sem ser forçado, ele não teria se aberto, e se sentiria chamado por Deus a mudar sua vida?

    Essa é minha duvida: proibindo essa união, não aumenta a discriminação com o homossexual e o preconceito inclusive no meio religioso? Isso não pode criar várias resistências deles com a religião católica?

    Eu sempre defendo a Igreja em conversas como essa, mas me incomoda defendê-la sem esclarecer essa duvida, então por favor, quem puder me ajudar a entender o olhar da Igreja eu ficaria realmente grata!

    • Oi, Beatriz!
      Se um homossexual é discriminado em uma comunidade católica, certamente esses católicos não estão em sintonia com a doutrina da Igreja. Todos devem ser acolhidos com caridade e sem julgamentos: casais em segunda união, ateus, pessoas de outras religiões…

      Mas é preciso entender o que seus amigos estão querendo dizer com “discriminação” e “repressão”. Eu tenho amigos gays e ateus, mas jamais vou concordar com o que eles dizem sobre determinados temas só para não magoá-los. Se eles falarem alguma coisa contra as minhas crenças e valores, eu vou apresentar a verdade de forma clara. Então, fica aqui a minha dúvida: será que seus amigos gays estão chamando de “discriminação” e “repressão” o simples fato de os católicos afirmarem que as práticas homossexuais são pecaminosas? Se assim for, eles é que estão com uma postura errada, fechada para a verdade.

      É claro que um homossexual que entra em um grupo católico não deve ser abordado de forma insensível, ninguém deve ficar jogando na cara dele, sem mais nem menos, que as práticas homossexuais são pecaminosas. Até porque, ele deve saber muito bem disso. Entretanto, se o tema surgir naturalmente, ninguém deve se calar ou negar a doutrina da Igreja em nome da sensibilidade alheia. Caridade sim; abafar o Evangelho, não!

      Você diz que não entende “como negar um direito de união aos homossexuais não seja discriminação”. Não é discriminação, Beatriz, é simplesmente afirmar a verdade: uniões entre pares do mesmo sexo NÃO são a mesma coisa que as uniões entre casais. Não se pode tratar coisas diferentes como se fossem iguais; isso seria falta de realismo e injustiça!

      Em nome do “não discriminar”, não podemos ser forçados a dizer: uma criança criada por uma dupla gay pode ser tão feliz quando uma criada por um pai e uma mãe, porque isso é mentira! as crianças, por natureza, têm um direito básico e essencial: o de ter um pai e uma mãe. Esses dois pólos – o masculino e o feminino – são importantíssimos para a formação sadia de sua personalidade.

      Do ponto de vista dos direitos civis, os homossexuais já têm as suas demandas atendidas. Já conseguiram a tal “união civil”, que lhes confere uma série de direitos. Mas pra eles, do ponto de vista da luta ideológica, não basta. Eles querem fazer uma reengenharia social, querem reformular artificialmente o conceito de família. Isso é gravíssimo, pode ter consequências trágicas na sociedade, e é por isso que a Igreja luta contra a aprovação do tal “casamento gay”.

      A definição família como homem e mulher que se unem para gerar e criar filhos não é religiosa, não é da Igreja: é UNIVERSAL. Em nenhum tempo, em nenhum povo, em nenhuma tribo, as relações homossexuais foram elevadas ao nível de família. Nem em estados ateus, como a antiga União Soviética! Nem em Cuba! Mas agora, com base em uma ideologia que distorce o conceito de igualdade, estão querendo equiparar o que não é equiparável. E isso é uma violência.

      O nosso direito vai até onde não agride o direito alheio.
      Será mesmo que uma minoria (os gays) têm o direito de passar por cima como trator sobre os direitos da maioria, e ensinar para as gerações futuras um conceito modificado de família? Sim, os casais hétero têm o direito de criar os seus filhos em um mundo onde se as diferenças são respeitadas, porém, sem perder de vista a noção do que é uma família. Nós temos o direito de matricular nossas crianças em escolas onde não irão lhe doutrinar de modo absolutamente contrário aos nossos valores.

      Se o casamento de mesmo sexo se tornar a norma cultural (com base na lei que aprova o “casamento gay”), as crianças aprenderão na escola que “famílias” formadas por duplas do mesmo sexo são normais, e aqueles que pensam diferente serão rotulados como intolerantes.

      Pense: se dois machos podem formar uma família e registrar uma criança como seus pais, o que impede de uma “família” de 15 machos adotar uma criança e registrá-la com seus legítimos pais? Afinal, a “família” de 15 machos pode alegar que está sendo vítima de discriminação, que é melhor uma criança ser adotada por eles do que morrer de fome na rua, que ninguém tem o direito de impor seus dogmas sobre uma minoria marginalizada… E aí vem o caos jurídico. E o caos na civilização, por causa de uma redefinição autoritária do conceito de família e casamento.

      Peço que você olhe a essência da questão: se não é a lei natural que indica de forma clara o que é uma família (matrimônio), quem é que define? Cada um, com seus caprichos e desejos individuais?

      • Karen Medeiros

        Destacando: “Do ponto de vista dos direitos civis, os homossexuais já têm as suas demandas atendidas. Já conseguiram a tal “união civil”, que lhes confere uma série de direitos. Mas pra eles, do ponto de vista da luta ideológica, não basta. Eles querem fazer uma reengenharia social, querem reformular artificialmente o conceito de família. Isso é gravíssimo, pode ter consequências trágicas na sociedade, e é por isso que a Igreja luta contra a aprovação do tal “casamento gay”. PER FEI TO!

  • Quando eu era criança, eu não brinquei muito de boneca, talvez porque já naquela época eu sentia não ter a vocação do Matrimônio. Na adolescência, eu não sentia muita vontade de namorar os rapazes (muito menos as moças, para quem estiver maliciando) e conforme segui a vida de Igreja, me apaixonei por Jesus e descobri a minha vocação para a vida religiosa, a qual estou buscando.
    No entanto, minha irmã, que possui muitos amigos gays, chegou a mim e disse: “Já que você não quer casar com um homem, por que não vira lésbica ao invés de freira?” e ainda pediu para um dos amigos gays dela conversar comigo e me convencer a mudar de ideia, o que ele nem fez, pois disse que era uma boa opção ser freira, pois eu faria o bem a muita gente…
    Quero entender como a minha irmã, que já foi a muitos retiros comigo, já foi catequista de Crisma, já foi MINISTRA DA EUCARISTIA,e diz que até já pensou em virar freira consegue preferir que a própria irmã vire lésbica ao invés de freira.
    É O FIM DO MUNDO!

    • Harun Salman

      Mariana, é terrível mesmo e eu posso imaginar o seu choque e sua mágoa. Sua irmã está equivocada. Mas eu acho bastante compreensível. O lobby gay é forte e a propaganda mostrando a vida homossexual como uma variação atraente e sofisticada da vida heterossexual pode ser muito convincente. Na verdade, é preciso muita independência intelectual hoje em dia para ver por trás da propaganda. Não se deixe levar pela revolta. Ore pela sua irmã e, sobretudo, viva de um modo que deixe claro a verdade sobre a doutrina de Jesus Cristo e de Sua Igreja. Um grande e carinhoso abraço!

    • O amigo gay da sua irmã é uma pessoa mais ponderada do que ela. Sua irmã está querendo arrebanhar “discípulos”, pelo visto. Infelizmente, nas nossas paróquias, evitamos falar certos assuntos com clareza, para não magoar ninguém, e acabamos nos calando sobre a doutrina, ou, então, os prega de forma moralista, sem contexto. Por isso, tem muito católico dentro da igreja que ignora ou relativiza totalmente os ensinamentos do Catecismo.

  • Vinícius de Aguiar

    Se a Igreja apoiasse o casamento gay, ela não seria justa. Até porque, a Igreja defende a união entre o homem e a mulher e as relações devem ter o intuito de serem unitivas e procriativas. Os atos homossexuais só servem para satisfazer um prazer e se fosse algo aprovado, os heterossexuais pensariam: “Os gays podem se relacionar só por prazer, por que nós não podemos?”. Pessoalmente, eu tenho muita dificuldade em falar desse assunto, principalmente numa sociedade onde não se diferencia o “respeitar” do “concordar”.

  • jaspion

    a Phd em Psicologia, Trayce Hansen escreveu um longo artigo sobre como o casamento homossexual prejudica as crianças. Aqui está o artigo original e a tradução:

    http://www.drtraycehansen.com/Pages/writings_notinthebest.html

    http://diganaoaoesquerdismo.blogspot.com.br/2014/12/como-o-casamento-homossexual-prejudica.html

    ….

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