Mais uma calúnia contra Bento XVI: o apoio à pena de morte para gays

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Anda rolando pelas redes Internet uma imagem do Papa Bento XVI (veja acima) cumprimentando a Presidente do Parlamento da Uganda, Rebecca Kadaga, durante uma audiência no Vaticano. O encontro, que não durou mais de 30 segundos, aconteceu no dia 12 de dezembro.

Definitivamente, o nível dos inimigos da Igreja está cada vez mais baixo, e seus ataques, de tão fantasiosos, beiram o ridículo. O fato de o Papa abençoar uma pessoa não significa que ele esteja dando a sua aprovação para suas as convicções e ações políticas.

De qualquer forma, segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, “nenhuma bênção foi dada”. O grupo de deputados de Uganda saudou o Bento XVI “assim como quaisquer outras pessoas que frequentam uma audiência com o Papa” e este “não é de forma alguma um sinal específico de aprovação das ações de Kadaga ou de suas propostas”.

Pra vocês terem uma noção bem clara de quanto é absurda a tentativa de associar Bento XVI com o projeto de criminalização da prática homossexual na Uganda, basta aplicar a mesma lógica tosca em relação às imagens abaixo.

burrice

Pelamor…

Como podemos ver, tem que ser muito canalha para sair divulgando por aí que o papa está dando qualquer tipo de apoio ao projeto de lei de criminalização das práticas homossexuais apoiado por Rebecca Kadaga. E é bom notar que a criminalização e a perseguição aos gays não é uma característica típica dos países de raiz católica, mas sim das nações governadas por socialistas totalitários e dos países árabes. Kadaga, aliás, não é católica, e sim anglicana.

Em dezembro de 2009, quando o debate sobre a lei ugandense estava no auge – e ainda continha o artigo que previa a pena de morte, que no projeto atual não existe mais – o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Celestino Migliore, condenou “todas as formas de violência e discriminação injusta contra as pessoas homossexuais.” Algumas semanas mais tarde, o arcebispo de Kampala, Mons. Cipriano K. Lwanga, desaprovou o projeto de lei porque era orientado “ao pecador, não ao pecado” e não refletia uma abordagem cristã em relação à questão da homossexualidade (Fonte: Vatican Insider).

Sem recuar jamais na verdade revelada pela Bíblia e pela Tradição, a Igreja Católica prega o acolhimento amoroso de toda pessoa homossexual. A Igreja não deseja que os gays morram, pelo contrário! Deseja que eles tenham vida, e vida em abundância. Quem os conduz à morte (do corpo e da alma) é a cultura secularizante, que louva a promiscuidade e promove o ser humano como mero objeto para o prazer do outro.

Ainda que o mundo se recuse a compreender e continue a nos apedrejar, os católicos continuarão a defender a sacralidade da família, formada por homem e mulher. Muitos não toleram esta defesa – aqueles mesmos que nos chamam de intolerantes – e não hesitam em nos atacar com todo o tipo de ofensa contra a nossa fé.

Podem chiar e nos atacar o quanto quiserem, mas nada mudará esta verdade, revelada de modo inequívoco pela natureza: “Só não vale dançar homem com homem/ e nem mulher com mulher (o resto vale!)”. Valeu Tim Maia! Chama o síndico!

16 comments to Mais uma calúnia contra Bento XVI: o apoio à pena de morte para gays

  • Joálisson

    A Igreja Católica é tão “homofóbica” que o Catecismo diz que os homossexuais “Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza.” E deixa claro que “Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição.” (CIC, Nº 2358)
    Ah se os inimigos da Santa Mãe Igreja ao menos tentassem conhecê-la antes de sair acusando…

  • Salve!
    Faz um tempão que não leio nem comento! Mas sacumé… eu tenho uma certa atração por notícias que envolvam homossexualismo, uaheuahuaeuhae

    É óbvio que os detratores da ICAR usam boatos históricos para acusá-la de ser conivente com atrocidades, com mortes, escravidões, etc. Mas o olhar honesto e aproximado sempre revela que é a Igreja de Cristo quem realmente defende a vida, a liberdade e o amor de forma mais impávida.

    Um olhar mais cuidadoso e humilde, que percorresse a nossa história bimilenar, poderia facilmente apontar a condenação à pena de morte, conforme S. Thomas Morus sugeriu: http://oandarilho01.wordpress.com/2012/09/03/pena-de-morte/ e que, certamente, tantos outros doutores ratificaram.

    • Pessoal,

      Fiz uma tradução (não tá perfeita, mas quebra um galho) do texto indicado aqui no comentário do Pe. Anderson Alves:

      Os paladinos do orgulho gay não nos amam como Bento XVI

      (Rose Busingye, Uganda)

      Aqui os homossexuais não são vistos, porque a tradição do país é a normalidade do relacionamento entre uma mulher e um homem. Também por este motivo, não vejo a necessidade da lei proposta pela presidente Rebecca Kadaga contra os gays. Ao longo da minha vida, os únicos homossexuais que eu conheci eram europeus, enquanto na África jamais topei com nenhum. Talvez existam, mas não se mostram publicamente, porque a maior parte das pessoas vê isso como um fato vergonhoso, que contraria a Tradição, e não porquê o Papa disse, certamente. Para uma pessoa analfabeta que vive em uma ugandense a homossexualidade não é um fato normal.

      A opinião pública ugandense tem uma ideia positiva do Papa?

      Nós africanos apoiamos ou o Papa porque ele é o único que sempre nos amou e defendeu. Ninguém na Uganda apóia a polêmica contra Bento XVI. Aqui as pessoas morrem pelas armas, pela malária, pela fome, e quem fez qualquer coisa por nós? Somente ou Papa. Enquanto isso, a burguesia Ocidental, que não tem problemas com a malária e com a falta de água, pode se permitir atacar o Vaticano. Onde estão os defendores dos direitos humanos quando as crianças africanas morrem de fome ou saltando sobre as minas?

      O Papa protege cada homem, quer se trate de um homossexual, um portador de HIV-positivo ou um ladrão. E pode fazê-lo, pois ele aborda a pessoa inteira. Cada homem tem o desejo de infinito, cuja satisfação não está no seguimento de seus impulsos, sejam homossexuais ou heterrossexuais. Para respeitar verdadeiramente o homem é necessário considerá-lo de um modo integral, não a partir de suas exigências parciais, como comida, sexo, dinheiro ou poder. Cada pessoa é muito maior do que se pode imaginar, e também é responsável por suas ações, e percebe que deve ser educada.”

  • Layara

    Eu fico extremamente triste quando vejo a Santa Igreja Católica ser atacada de forma tão grotesca, impiedosa e cheia de ódio. O que na realidade essas ditaduras pós-modernas querem é que nos calemos. NÃO! Isso não, não ficaremos calados! Consolaremos o coração de Jesus dessas ofensas através das nossas orações, participações nas Santas Missas, Adorações ao Santíssimo Sacramento, recebendo a Santa Comunhão em favor do Papa e de toda a Igreja. Mas também defenderemos a verdade católica com nossas palavras, manifestações e repúdio a toda essa corja que é lobo em pele de cordeiro. Essa corja que quer implantar uma ditadura onde os gays, os abortistas e as famigeradas feministas serão os deuses. Nós jovens católicos temos que conhecer no que Cremos, para que possamos defender esta Verdade até o fim, como já disse antes com palavras, com a vida e em todas as manifestações públicas de aversão a essa ditadura da peversidade que quer se implantar. Hora de orarmos, hora de agirmos, chega de passividade! Essa semana fiquei extremamente horrorizada com as palavras proferidas no twitter daquele pseudo intelectual Jean Wyllys, deputado eleito sem votos (olha que absurdo!), e que agora se intitula o defensor dos direitos homossexuais. Vamos protestar nas redes sociais e nos site da Câmara dos Deputados contra as palavras desse Senhor que agora acha que irá conseguir implantar as sua idéias cheias de maldade e aversão aos Cristãos no Brasil. Vamos encher a caixa de e-mail dele, e o site da ouvidoria da Câmara dos Deputados mostrando a nossa indignação contra este que usa do seu cargo público para autopromover-se entre os gays e para atacar a igreja Católica. Segue o link da ouvidoria da Câmara: http://www2.camara.leg.br/participe/fale-conosco/ouvidoria

  • André C.A.

    Essa figura ironizando a situação (em que aparece o Obama e o Hawking) está disponível para ser compartilhada no facebook (onde suponho ser o canal onde circula a foto do Papa com a política ugandense)? Aliás, seria bom se na imagem que vocês criaram tivesse alguma referência de que é uma resposta diante da outra que está circulando (só não imagnino como fazer isso sem gerar um excesso que vira poluição visual). De qualquer forma, ficou bem legal.
    Essas redes sociais tem sido um canal de disseminação de ataques e mentiras contra a Igreja. Seria bom um movimento apologético oposto a isso. Como é uma propaganda baseada em imagem, pensar em uma resposta é trabalhoso. Mentir é fácil, uma palavra basta; explicar a inocência é difícil com poucas palavras.

  • Raphael

    Pessoal, fugindo um pouco do tema do post mas, sei que vcs tmb curtem o assunto então, segue sugestão pra futura matéria: “Guia Litúrgico-Pastoral Arquidiocesano”.http://www.arquidiocese.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm Será que agora, e de vez, teremos práticas como “Dança Litúrgica” dentre outras, abolidas de vez das santas missas celebradas em nossa Arquidiocese?! A Paz.

  • Pablo Fuchs Dias

    Nos consola, a verdade presente no Hino Pontifício:
    “A ti corremos, Angélico Pastor,
    Em ti nós vemos o doce Redentor.
    A voz de Pedro na tua o mundo escuta,
    Conforto e escudo de quem combate e luta.
    Não vencerão as forças do inferno,
    Mas a verdade, o doce amor fraterno!”

    Paz e Bem.

  • donizete

    Então … eu geralmente utilizo a lógica para chegar a conclusões mais acertadas …
    Neste caso … gays … eu penso que , se a natureza sempre colocou homen e mulher como sendo normal para o mundo em que vivemos , então qualquer coisa diferente disso é ilógica e pronto , pois senão realmente haverá margem para contestações por parte de poligamos e incestos por exemplo …
    Inclusive o casamento com animal , mulher e cavalo por exemplo ja que o cavalo trás mais vantagens sexuais para elas …. resumindo ta errado e ponto .
    Deixando de lado a questão religiosa e colocando a razão e a lógica chegamos a conclusão que não há espaço para este comportamento errado em nossa sociedade.

  • Rafael

    Bom dia! Tudo bem ?

    Excelente post. Devemos respeitar o direito da pessoa ser gay sem abandonar a doutrina tradicional da Igreja sobre a família, etc.

    Mas o que seria discriminação “injusta”, no caso citada no texto, em reação aos homossexuais. Não entendi isso.

    Por exemplo, há um tempo atrás um Cardeal, acho que de nome Raymond Leo Burke afirmou que a discrimnação contra os gays é aceitável e justa.

    Então, em relação a isso, que eu queria uma explicação. Existe diferença entre discriminação injusta e justa ?

    Por exemplo, uma pessoa que não fala com outro porque é homossexual, ou o demite de um emprego, o restringir de certas coisas na sociedade, emfim, atitudes dessa natureza.

    • Rafael, bom dia!
      Primeiro, é bom entender o sentido da palavra DISCRIMINAR: perceber a diferença, diferenciar, discernir.

      No momento, estou grávida. Em relação a mim, há uma discriminação em relação às mulheres não-grávidas. Eu tenho direito a fila preferencial em determinados estabelecimentos e a assento preferencial nos transportes públicos. Isso é uma discriminação justa. Os direitos das pessoas não devem ser iguais, isso seria injustiça. A dignidade das pessoas como cidadãos, perante a lei, é que deve ser igual, e assim a sociedade estabelece as devidas discriminações justas, para distribuir com justiça os direitos, conforme a necessidade de cada um (uns têm uma necessidade específica maior, outros menor).

      Também podemos falar do bolsa família. Ao menos em tese, só quem tem direito ao benefício são pessoas de baixíssima renda. Então, há uma discriminação justa, que impede o acesso a esse benefício às famílias com renda superior a um valor X. Isso é uma discriminação justa. Dignidade igual, necessidades diferentes, direitos diferentes.

      No caso dos gays, uma discriminação justa é defender que eles, ao formar duplas afetivas (ou trios, ou quartetos etc.) não têm, absolutamente, o direito de serem tratados pelo Estado ou pelas religiões como casais. Casal é um par de pessoas ou animais de sexos opostos, isso é fato. Duplas do mesmo sexo que se relacionam amorosamente não são casais, e tanto isso é verdade, que a natureza não permite que eles se reproduzam. A natureza mesma deixa evidente uma discriminação. Por isso, essas duplas não têm (ou não deveriam ter) o direito de obrigar toda a sociedade a redefinir o conceito básico e natural de família.

      • Rafael

        Obrigado. Muito bom mesmo! Boa explicação!

        Então no caso proibir a pessoa de ser gay, ou demiti-la de um emprego por isso, ou agir com violência, ou tratá-la mal, deixar de falar com uma pessoa por ser, enfim, marginalizá-los na sociedade ou proibi-los de cometerem práticas homossexuais, ainda que não sejam aprovadas e erradas, Aí sim nesse caso seria uma discriminação injusta ?

        • Rafael, a Igreja não tem nenhum documento especificando quais seriam as discriminações injustas, mas pela sua ação pastoral, certamente marginalizar uma pessoa ou tratá-la mal pelo simples fato de que ela pratica atos homossexuais, isso tudo é discriminação injusta. O Catecismo diz que os homossexuais devem ser tratados “com delicadeza”.

          Faço somente um aparte sobre demitir uma pessoa por ser gay. De modo geral, isso me parece muito injusto. Porém, há algumas situações específicas que vão muito além de “ser gay” ou “não ser gay”. Por exemplo, se amanhã a apresentadora de um programa infantil em uma rede de TV católica ou evangélica resolve fazer cirurgia de mudança de sexo e mudar o nome de “Josefina” pra “Rodrigão”, passando a se vestir como homem… Aí o negócio é mais embaixo! Se tal pessoa for demitida, não será caso de discriminação injusta, mas de total inadequação de seu modo de vida – que reflete a ideologia de gênero, repetidamente condenada pelo Papa Francisco – à proposta do programa e da empresa que está lhe contratando.

          Qual seria a outra opção? Escandalizar as crianças telespectadoras e suas famílias, obrigando todo o mundo a achar natural e saudável a mudança da Josefina. Tudo isso em nome de que? De não parecer preconceituoso aos olhos do mundo? Ora, antes desagradar ao mundo do que desagradar a Deus.

          • Rafael

            Mais uma vez, excelente resposta!

            Só mais uma dúvida, e última! rs Desculpa ficar interrompendo vocÊs!!!

            No post de vocês, quando vocês dizem que a Igreja é contra a criminalização da prática homossexual, devido a liberdade humana, etc. Esse “criminalizar” que vocês dizem é o mesmo que dizer que é contra a proibição da prática homossexual, por mais errada e inadequada que seja ?

            E por último, último mesmo rs, uma pessoa homossexual que vive a castidade pode servir à Igreja de forma efetiva, como por exemplo sendo Acólito, Ministro da Eucaristia, participante de alguma pastoral ou catequista ? Podem chegar à Diácono ?

          • Rafael,
            Um cristão que tenha atração por pessoas do mesmo sexo, e busque viver de forma casta, pode servir, a princípio, em qualquer pastoral da Igreja – inclusive na Catequese.

            Já o diaconato é outra história. Se for para diaconato permanente, é impossível, pois o diácono permanente deve ser casado. Se for ordenado diácono, continuando a estudar no seminário para ser padre, aí é possível – mas não deveria, segundo uma instrução de Bento XVI.

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