Dom Evaristo Arns admite que suas homilias esvaziavam a igreja

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Dia desses, por acaso, dei de cara com uma entrevista de Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo emérito (aposentado) de São Paulo. Não pude conter o riso ao ler este trecho:

EC – O que o senhor acha de afirmações que sustentam que a ação política da Teologia da Libertação acabou afastando muitos fiéis da Igreja Católica?

Dom Paulo – Em parte isso é verdade. Cada vez que eu, por exemplo, tornava conhecida uma ação negativa do governo, no tempo da ditadura, a igreja se esvaziava. Nos domingos posteriores vinha menos gente, porque as pessoas tinham medo (…). No fundo, elas próprias queriam isso. Queriam lutar pela libertação, só que tinham medo de serem presas ou consideradas subversivas, ou serem consideradas minhas amigas.

Fonte: Extra Classe (publicação do SINPRO/RS)

Medo, eminência? TÉDIO agora mudou de nome? Convenhamos: o discurso da TL é um grande pé no saco!

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O crescimento das igrejas evangélicas se deu, em grande parte, graças ao bla-bla-blá marxista dos padres da Teologia da Libertação. O fiel ia pra paróquia querendo ouvir palavras de vida eterna, e, em vez disso, tinha que aturar um sermão enfadonho contra o “capetalismo”, sobre os oprimidos etc. (tudo muito teórico e distante da realidade do povo, pra variar). Um belo dia, cedendo ao convite de um amigo crente, o sujeito resolvia dar uma passadinha no culto, e o que ele via? Um pastor falando das coisas de Deus, falando de Cristo, explicando as coisas da Bíblia… Opa, finalmente!

E aí, entre uma paróquia transformada em filial do partido comunista e uma igrejola cheia de gente histérica, mas que, ao menos, ainda lembra que Jesus existe, com quem vocês acham que o povo simples fechava?

Incoerência pouca é bobagem

Enquanto esteve à frente da Arquidiocese de São Paulo, Dom Paulo Evaristo travou uma dura luta contra as práticas de tortura na época da ditadura militar. Além disso, estimulou a sua falecida irmã, Dra. Zilda Arns, a lançar as atividades da Pastoral da Criança. Que o Senhor o recompense por estas obras.

Porém, por algum motivo incompreensível, seu notável empenho em combater os abusos da ditadura de direita não se repetiu em relação ao sangue derramado pelas ditaduras de esquerda. Diante da negação das liberdades essenciais e das milhares de vidas inocentes ceifadas pelo socialismo em Cuba, Dom Arns fez vista grossa.

Em 1988, ele enviou uma carta melosa ao grande homicida Fidel Castro, dizendo que a Revolução Cubana era “uma obra de amor” e que via nela “os sinais do Reino de Deus”.

coracao_mao“Queridíssimo Fidel,

“(…) A fé cristã descobre, nas conquistas da Revolução, os sinais do Reino de Deus, que se manifesta em nossos corações e nas estruturas que permitem fazer da convivência política uma obra de amor. (…)

“Tenho-o presente diariamente em minhas orações, e peço ao Pai que lhe conceda sempre a graça de conduzir os destinos de sua pátria”.

Fraternalmente, Paulo Evaristo, Cardeal Arns

Vejam: Dom Arns, a quem muitos consideram como um “símbolo da democracia”, desejava que Fidel ficasse no poder pra sempre (!!!). É fundamental notar que, naquele ano, graças à dura repressão do “queridíssimo” ao catolicismo, o número de sacerdotes em Cuba havia reduzido muito e apenas 1% dos cubanos frequentavam a igreja.

Ao lerem essa carta bizarra publicada em um jornal da ilha, três bispos cubanos tomaram a iniciativa de escrever uma longa carta a D. Arns, na esperança de lhe devolver o juízo:

“Cuba sofre, já há trinta anos, uma cruel e repressiva ditadura militar, num estado policial que viola, constante e institucionalmente os direitos fundamentais da pessoa humana. (…)

“Deus queira que seu país nunca tenha que passar pela trágica experiência que nós estamos atravessando”.

Deus queira, caríssimos bispos cubanos, Deus queira. Porque se dependesse da vontade de Dom Arns (que, aliás, foi um dos pais do PT)… a gente tava lascado!

Venerado por grande parcela de religiosos, artistas e intelectuais de todo o país (católicos ou não), o arcebispo emérito de Sampa vive recluso num Convento Franciscano em Taboão da Serra. Certamente desfruta de uma velhice tranquila e digna, coisa que, infelizmente, muitos idosos nos asilos fétidos e infernais de Cuba não têm acesso. Que, no Céu, eles possam receber o carinho de Jesus e Maria, cujo consolo os homens lhes negaram aqui na Terra.

*****

Para saber mais sobre:

  • a situação ultrajante dos idosos nos asilos em Cuba:
    • Blog Mídia Sem Máscara. A verdade proibida sobre Cuba;
    • fotos de hospitais e asilos que mostram como é o “maravilhoso” sistema de saúde gratuito cubano: http://tpo.net/cuba/ e Blog Noticuba Internacional (ATENÇÃO: as imagens contidas nestes dois blogs são extremamente deploráveis. Só acesse se tiver muito estômago. A reportagem é da jornalista Adela Soto Alvarez e as imagens são do fotógrafo Luis Alberto Pacheco Mendoza).

56 comments to Dom Evaristo Arns admite que suas homilias esvaziavam a igreja

  • Rodrigo

    Senhor Jesus, livrai-nos do PT!

  • Rafael Rosa

    Eu já havia pensado nisso uma vez, quando eu era da PJ: Se a culpa das pessoas irem para as Igrejas protestantes não era justamente do discurso da TL.
    Vejo que não sou o único a compartilhar desta teoria! E vejo isso porque em geral que traz de volta é a RCC, que tem muitos dos elementos das denominações pentecostais! Precisamos cuidar e estar atentos para viver fé e obras de maneira que uma não exclua a outra… JAMAIS!

  • Dom Paulo Arns é uma incógnita para mim a muitos meses, seu trabalho contra a ditadura fora muito importante, mas ele é um Cardeal de Santa Romana Igreja da Teologia da Libertação?! #Nónocérebro.

    Triste.

  • Rafael Rosa,

    Lembrando que quando você fala da RCC, trata-se da verdadeira RCC.
    Não do que acham ser RCC…

    Obrigado pessoal por estas notícias/estes comentários. Tenho muito o que aprender sobre diversos temas relacionados à nossa querida Igreja.

    Abraços!

  • P#T@ Q%$ P@#*%!!!

    Desculpa ai gente, sei que aqui é lugar de Cristão, palavrão não é bem vindo, mas meu Deus do Cééééu essa foi demais pra mim.

    Só aguentei ler até a carta do Eminentíssimo Cardeal ao “Queridíssimo Fidel” (sic), que até então eu não tinha conhecimento.

    Que dizer então, Caríssimo Cardeal, que as conquistas de La Revolución são “sinais do Reino de Deus” que os cristãos descobrem em seus corações??

    Mas meu Deus do Céu que m3$&@ é essa?!?

    Acho que tem alguma coisa errada, pois as pessoas preferem os dentes dos tubarões a ficarem na ilha onde se “permitem fazer da convivência política uma obra de amor” por meio de La Revolución!!

    Puxa vida essa foi capaz de estragar minha manhã.

  • Quero assistir esse episódio do Mr Bean, ilustrado na foto ..alguém sabe o nome ou tem o link?

  • Carlos Eduardo de Abreu e Lima

    Faz todo sentido dom Arns estar gozando da tranquilidade de uma aposentadoria em um estabelecimento franciscano. Há muito que esta ordem está infectada pela TL. Atuo numa paróquia franciscana e logo percebi isto.

    • Sou MESCE numa paróquia franciscana e posso dizer que não há sombra da TL por lá, graças a Deus.
      Como a Ordem dos Frades Menores foi dividia em três, temos os Menores, os Menores COnventuais e os Capuchinhos.
      Pelo que tenho ouvido, parece que os capuchinhos estão mais envolvidos com a TL, dado o carisma ser mais ligado à opção preferencial pelos pobres, então é mais fácil de um frade desavisado ou mal formado confundir as coisas.
      No caso dos Conventuais, da minha paróquia, por exemplo, o carisma é mais voltado para a Liturgia e a devoção ao Santíssimo Sacramento. Lá ouço palavras de vida eterna, graças a Deus!

    • Não só eles, Betto I, o Pulha é dominicano. São Francisco e São Domingos devem estar batendo o maior papo:

      – Pô Chico, olha aí esses caras meu, Bofe e Arghs não dá!
      – E tu Domingão, esqueceu do Betto?
      – É realmente… Onde a gente errou Chico?
      – Sei não… Chama o Antônio e o Martinho aí que tá feia a coisa!

  • Wesley

    Sou um adimirador das obras de Don Arns,
    creio que algumas pessoas tinham medo sim de manifestarem-se contra a Ditadura, porém também conheço muitos que defendiam as propostas do pensamento Positivista, os mesmos pensamentos dos militares, o pensamente de “ordem e progresso”, onde defendem que a sociedade deva caminhar para um progresso cientificista e tal progresso se dá pela ordem e, para manter a ordem justifica-se a violência. Muitos que defenderam esse pensamento é pelo motivo de interesses pessoais, pois lhe gerava lucros, e outros defendiam por desinformações e informações destorcidas criadas pelos militares.

    E o esvaziamento nas Igrejas, [faço uma antítese] é grande parte consequência de desinteresse das pessoas por causas sociais, pois elas foram educadas para, apenas, a sua subjetividade, não receberam educação para a auteridade. E o que acho o cumulo; são aqueles que fazem o “bem” a outros para garantir que sua alma vá ao céu, fazem uma troca de favor com Deus, ridiculo isso. O fazer o “bem” deve ser uma atidude moral e ética de qualquer ser humano sem interesses particulares, a não ser como fim apenas o “bem”, se isso nos garantirá o céu, somente o Transcendente responderá.

    e deixo uma dica pra leitura a quem desejar debater o assunto: “BRASIL: nunca mais” com prefácio de Don Arns.

    • Wesley, a paz!

      Vamos lá irmão:

      1) O positivismo de Emile Durkheim se baseia sim na “ordem e progresso” mas é preciso ir mais a fundo. Durkheim dizia que existem duas forças que movem a sociedade (a estática e a dinâmica). A estática é a ordem e a dinâmica o progresso. Para o sociólogo, isso significa que as duas vertentes que criariam uma sociedade desenvolvida eram aquelas que seguissem essa cartilha. Quando deu-se o golpe militar que instaurou a República, os militares tinham em seus líderes, caras como Benjamim Constant, claramente positivista e o que eles queriam era realemente criar uma sociedade cientificista em que a religião tolerada seria a religião da Razão, do homem sobre a religião. Nosso pensamento passa longe dessa triste escola realmente.

      2) A sua argumentação é claramente enghiana do conceito dialético (tese, anti-tese, antítese e conclusão) aqui nós não pretendemos usar a cartilha marxista de Enghles porque logicamente a nossa Fé não se aplica a teorias marxistas como os hereges da libertação muito querem, aqui ficamos com o pensamento escolástico aristotélico-tomista que edificou a Igreja em graves crises e que hoje clama por adeptos que querem salvar a Igreja desse esvaziamento da Fé que os TLs tanto estão fazendo.

      3) Ninguém que estuda a Sã Doutrina da Salvação vai crer que é possível chegar ao Céu só com obras (procure o Concílio de Trento na declaração sobre a justificação). Sabemos que a salvação vem do Batismo, enraizado e alicerçado na Fé da Igreja e que se torna operante no amor. Quem faz o bem não deve olhar a quem mas deve sim perceber que ao assim fazer, Deus (que é Amor e sumo Bem), é levado ao irmão, e quando levamos Deus ao irmão devemos ficar sim esperançosos na salvação que Cristo conquistou para nós nAquela Santíssima Cruz, o amor é Deus e Deus é amor, portanto ao abrir o coração ao irmão estamos sim abrindo o coração a Deus e podemos e devemos crer na recompensa eterna.

      Certa bonum certamen fidei.

    • Você admira as obras de Dom Arns, Wesley? Todas elas?
      Pelo visto, Dom Arns tem o senso crítico bem mais apurado do que o seu. Afinal, ele reconhece que fez a maior “m” ao ajudar na criação do PT, essa verdadeira máquina de ferrar com o Brasil.
      Em 2005, Dom Evaristo se disse muito decepcionado com toda a corrupção no partido, e assumiu que foi o responsável por infestar a PUC-SP com professores petistas:

      “A igreja certamente apoiou Lula em muitas circunstâncias. Eu mesmo fui diversas vezes a São Bernardo. Eu fui à prisão para tirá-lo de lá. Eu me envolvi no PT de tal maneira que, ao perguntar ao reitor da Universidade Católica, a PUC, como é que são os professores aqui? A que partido costumam aderir? Ele respondeu: são todos do PT. Quer dizer, a Igreja Católica seria envolvida e seria certamente, de alguma forma, machucada com o desastre que esse processo pode trazer ao país.” (Dom Paulo Evaristo Arns, em entrevista ao Diário de São Paulo. 24/07/2005).

      Reproduzido pelo blog do Noblat:

      http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2005/07/24/eu-estou-muito-decepcionado-com-governo-2-25206.asp

      Ou seja, fica claro que as ervas daninhas que D. Odilo está tentanto arrancar da PUC-SP com muito custo foram, no passado, fartamente semeadas pelo “grande democrata” Dom Evaristo Arns.

  • Caro Wesley, seu comentário me soa um pouco estranho quanto a realidade dos fatos no período citado. Talvez o Paulo Ricardo possa esclarecer alguma coisa com mais propriedade.

    Mas daí meu amigo, querer usar como fonte referência um livro de orientação Marxista/Comunista já demais!

    Só para citar, este projeto teve como um de seus colaboradores o Frei Betto! Putz..

    Nenhuma espécie de tortura é louvável e até aceitável, mas querer demonizar a ação dos militares porque torturaram e mataram é no mínimo caso de gente tendenciosa ou muito mal inteirada da realidade fatos.

    Escuta aqui meu caro, você sabe contra o que os militares estavam lutando? Mesmo que tenham lutado de maneira errada e imbecil?

    Aquilo lá era COMUNIIISMO!!

    Você sabe o que é isso?

    Você acaso faz idéia do que teria acontecido se por ventura a repressão aos agentes revolucionários tivesse falhado?

    O Comunismo é o regime mais sanguinário que já passou por este planeta, e se tivesse obtido êxito aqui, provavelmente, o próprio Dom Arns não o prazer de gozar de tamanha liberdade para publicar e pesquisar este projeto.

    Não me leve a mal amigo, mas de literatura de cunho Marxista/comunista já estamos bem vacinados.

    Só de ver aquela capinha vermelha então… argh..

    • A ditadura perseguiu filhinhos de papai. Alguém conhece pobre comunista? As pessoas tem mais o que fazer do que a “revolución”.
      Comunista é um cara que nasce da formação do exército de reserva de profissionais. Um conceito burguês iluminista. Acontece que esses sábios acham-se o supra sumo da humanidade e não aceitam o banco (de reservas). Em resmo, todo comunista tem síndrome de Romário.
      O conceito de Ordem e Progresso não é de Durkheim, um psicótico com certeza, mas de Comte, que era ainda mais psicótico. Todo pensamento dele é um imenso flatus mentalis.
      Desde quando a Igreja virou clube da salvação proletária? O carinha que falar em transcendência X subjetividade e me sai com essa? Por falar em obras era bom procurar uma laje pra virar.
      Cadu, se um TL chegar pelo menos perto da Summa Teologica acho que ele se metamorfoseia em um trilobita.
      Já li “Brasil Nunca Mais”, cataloguei-o na minha biblioteca na seção “coprologia”. Quem gosta o tem como livro de receitas culinárias. Mas aviso: tem que gostar muito de comer mer……….da.
      Pra terminar, acho que em vez de utilizar o método hegeliano-marxistas os TL´s deveriam iniciar com alguma coisa mais a feitio da inteligência deles, tipo uni-duni-tê.

    • Eduardo Araújo

      Pedro, o “combate nas trevas” (adotando a expressão do militante Jacob Gorender), era, num certo sentido, uma guerra ou, talvez com mais exatidão, um protótipo de guerrilha.

      Seja como for, houve vítimas de ambos os lados, embora a parte hoje vencedora instale comissão “da verdade” (hahaha) para condenar anacronicamente os seus inimigos de quarenta e tantos anos atrás, enquanto, por outro lado, num revisionismo tacanho, pilantra e extremamente vagabundo, para ser bem educado, reabilita assassinos da laia de um Marighela, ora tornado um “santo” da estúpida esquerda brasileira.

      No tocante às vítimas dessa corja imunda, quando não paira um cretino silêncio, afloram o cinismo e a hipocrisia de afirmações como “foi em defesa da democracia”. Aí, nesse caso, para a corja esquerdista vale o fato de que era uma guerrilha, muito mais do que uma simples repressão política, como se levou a acreditar por anos a fio. E diga-se: uma guerrilha em que o lado dos militares lutava para evitar a tomada do poder por um bando de assassinos vagabundos – filhinhos de papai, como muito bem observado pelo Paulo – que pretendia instaurar no país uma “democracia” (hahaha) no estilo cubano, se é que me entendem.

      A propósito: sim, eu também li, na minha fase esquerdóide, essa “obra-prima” da visão parcialíssima dos fatos, intitulada “Brasil Nunca Mais”. Nela, os coitadinhos comunistas são elevados a um grau quase de mártir cristão, mas nada diz dos pais de família fria e cruelmente assassinados por aquela malta de vagabundos.

      • Pois é Eduardo, as manobras da esquerda se traduzem numa picaretagem ululante.

        A turba esquerdista instaurar uma comissão para trazer a tona os fatos segundo sua própria ótica é o que provavelmente se dará.

        O que mais chama a atenção é o nome previamente estabelecido: “comissão da VERDADE”.

        Putz… pintem minha cara e me ponham um nariz de palhaço, será menos vergonhoso.

        Geralmente quando tentamos colocar esse ponto de vista, nas rodas de conversa, quando surge esse assunto, as pessoas só não nos chamam de santos.

        Algumas pessoas custam a entender a coisa. Não é que sejamos, exatamente, a favor da ditadura, ou ainda, do seu “modus operandi”.

        Tenho para mim que, a questão mais imperiosa, é saber precisamente, contra o que ela lutava. Qual era seu real inimigo e o que ele representava.

        Isto parece que está longe de entrar na cabeça do povo.

  • “O problema da Igreja Católica na América Latina são os padres-espíritas que pensam que Che Guevara foi a reencarnação de Jesus Cristo”, disse-me um sábio teólogo brasileiro. Grande abraço e parabéns pelo texto.

  • Hahaha… essa foi boa Padre.

    É o famoso “Chêsus”.

    Gosto daquela parábola dele: “o caminho do jovem revolucionário, passa pelo caminho da bala”.

    Ui.

    X(

  • Carlos Eduardo de Abreu e Lima

    A diferença entre um militante da teologia da libertação e um católico verdadeiro é que o primeiro ama a pobreza e o segundo, os pobres.

  • […] Dom Evaristo Arns admite que suas homilias esvaziavam a igreja. Simplesmente faço […]

  • As igrejas estão às moscas por causa dos padres. E destas modernidades todas, pastoral do isto e do aquilo, e os padres cada vez fazendo menos, nem confissão mais querem ouvir hoje. Não tenho pena dos católicos de pouca fé que migraram para outras religiões, mas também não os invejo. E a maioria fez isto porque praticamente foram empurrados para fora das suas igrejas. Eu se ainda vou à igreja é porque tive boa formação, não adoro imagem, e nunca adorei, bem como não caio em papo-furado de padre ou de religiosas/os. Sempre digo que ainda freqüento a igreja porque tenho fé em Deus, na doutrina, nos sacramentos, nos dogmas e nos mandamentos, se assim não fosse não perderia o meu tempo ouvindo lorotas contadas por gente como D. Evaristo. ACarlos

  • Antônio Pereira

    Como explicar,então, que a cidade do Rio de Janeiro,tenha sido tornado uma das cidades menos católicas do Brasil,mesmo a Igreja lá, sendo comandada por Dom Eugênio Sales, que estava em posição oposta a Dom Paulo Evaristo Arns?
    Penso que o crescimento dos protestantes no Brasil é uma realidade bem mais complexa. Não pode ser considerada de modo simplista.
    E mais: seja a atuação dos defensores da Teologia da Libertação ou a postura daqueles que a rejeitam, em ambas, existem autênticas sementes do verbo e numa e outra podem se encontrar o germe do mal. O exercício da humildade cristã e a busca sincera da verdade revelada por Jesus nos leva a reconhecer que na Igreja,ninguém é perfeito. Ao contrário,todos podemos aprender uns com os outros. O Espírito age em todos e por todos, sem se negar, é claro, a autoridade do magistério do sucessor de Pedro.
    Atenciosamente,
    Antônio Pereira

    • André C.A.

      No Rio de Janeiro outras coisas devem ser levadas em consideração. Por exemplo, se compararmos a cidade do Rio de Janeiro com cidades da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu (que foi contaminada pela TL até os ossos), o Rio de Janeiro nem está tal mal assim.

      Obviamente que a TL não atingiu apenas os lugares onde os bispos eram claramente favoráveis a ela. O bispo poderia ser conservador, mas os padres eram? Os teólogos? Os auxiliares? A transferência entre dioceses é muito comum. Com um bispo conservador, no máximo os simpatizantes do modernismo ficam mais tímidos em seus discursos, mas não mudam de posição. A TL paralisou a Igreja evitando que surgissem novas iniciativas de evangelização fora do seu âmago – iniciativas que seriam extremamente necessárias em um período onde as cidades inchavam, surgiam novos bairros e comunidades e um percentual enorme da população migrou para os subúrbios, onde não havia um estrutura pré-existente da Igreja. A TL protagonizou a política pastoral da Igreja nesse período e bispos conservadores como Dom Eugênio poderiam no máximo conter algumas extravagâncias.

      Além disso, é comum que um bispo não contradiga publicamente outro. Com a divergência de visões dentro da própria Igreja no campo moral (os progressistas, dentre eles os TL, são bastante liberais nessas questões), faltaram indicações enfáticas em um período de mudanças radicais nesse mesmo campo (ou seja, a Igreja ficou prejudicada em sua função de farol da sociedade em um momento em que ela ainda tinha influência sobre praticamente toda a população). É óbvio que na medida em as pessoas tenham moral mais permissiva, elas se posicionem contra a Igreja; e também é óbvio que essa permissividade explodiu a partir dos anos 70, sobretudo nas grandes cidades (nas pequenas demorou mais).

  • Carlos d'Amore

    Dom Paulo, porque será que em todos os Países socialistas (comunistas) as fronteiras só servem para impedir, violentamente, que o próprio povo fuja desses “paraísos”?

  • Pe. Dirceu

    Particularmente, penso que o problema não seja a “Teologia da Libertação”, ao menos na sua origem. O próprio G. Gutierrez, num pequeno opúsculo “Onde Dormirão os Pobres?” explícita o sentido da opção pelos pobres no seu sentido profundo que nada tem que ver com “luta de classes”, mas com o que afirmou Bento XVI, advêm da “opção cristológica”. O mesmo faz Paulo VI na Envagelii Nuntiandi trabalhando o real sentido da libertação que é também social, mas não só e que, nem de longe, é a libertação marxista.
    Do meu ponto de vista o que fez a Teologia da Libertação perder o seu rumo foi, justamente, deixar de ser Teologia para se transformar numa espécie de “teoria do apocalipse zumbi” criando um ser híbrido que, trocou o crucifixo pelo quadro de Chê, a bíblia pelo manifesto comunista, etc, etc…. chegando ao que se chegou em muitos lugares. Ao invés de se defender os oprimidos se defendia a ideologia marxista. Aí veio a luta de classes eclesiástica (tadinho do Boff ele foi perseguido por que ele era o teólogo que fazia a igreja pensar (?) e não porque abandou Cristo!)… Ao menos, penso por aí….

    • Tem razão, Pe. Dirceu!
      A TL, originalmente, partia de um princípio positivo, que é a necessidade de os cristãos se organizarem e agirem na área política para buscar o cumprimento dos valores do Evangelho também nesse meio, tendo os pobres como opção preferencial. O problema é que a ideia original caiu na lama marxista e se afundou cada vez mais.

      • O padre Gutiérrez nunca quis uma “preferência cristológica pelos pobres” e sim criar desde o começo criar um setor que se separasse da “ideologia do Magistério” e que fosse auto-gestor. A TL nasceu contrária ao Magistério desde sua raiz. O problema é de identidade mesmo. Gutiérrez depois descambou para o marxismo radical justamente porque a “ideologia magisterial” viu o que estava acontecendo e pediu explicações. Aí Boff, Sobrinho e toda aquela caterva de gente apoiou o Gutiérrez e através da investida gramsciana o propósito de destruir o Magistério tornou-se claro. A TL vem justamente dos diagnósticos do modernismo que São Pio X nos alertou na “Pascendi Dominici Gregis”, vindo de uma filosofia agnóstica, relativizando o conceito de dogma, e colocando os bispos e os padres contra o Papa.

  • Ai gente, não posso deixar de dar a minha opinião nessa.
    Não tenho profundos conhecimentos na política mas nas minhas misérias humanas, sou PHD.
    Quem me dera, nascer com todo conhecimento, moral e ética para nunca errar nessa minha vida.
    Felizmente errei muito e graças a esses erros, conheci a misericórdia de Deus e o Ágape de Jesus.
    Antes de julgar, acolhamos a pessoa e rezemos pela conversão e para que a trava saia dos olhos dele, mas que antes saia do nosso. Quem não tem pecado, que atire a primeira pedra.
    Não me levem a mal, com simplicidade, acolham o meu dito como uma crítica construtiva.
    Que a Paz esteja com vocês!

    • Ju, que a Paz também esteja com vc!
      Me parece que o seu entendimento sobre o ensinamento evangélico do “não julgar” está um tanto equivocado. Se fosse do modo como vc está pensando, o bispo de Bauru estaria errado em excomungar aquele padre herege, pois não de veria “julgá-lo”, já que o bispo, como todos os seres humanos, é pecador também. Sendo assim, o bispo deveria deixar o padre envenenando as almas com suas palavras imorais e suas distorções doutrinárias. E o povo católico mal guiado que vá para o inferno, pq o padre herege num pódi sê julgado! Não, Ju, Jesus não quis dizer isso.

      Se você ver as cartas de São Paulo, verá que ele citava nomes de hereges e dizia em alto e bom som que estavam nas mãos de Satanás (coisa que não dizemos aqui, e nem podemos), pois pregavam um evangelho falso. Não falamos essas coisas aqui pelo gosto de apontar os pecados de ninguém, mas sim para prevenir o povo católico de ser ludibriado por uma falsa doutrina. Ainda mais quando tal doutrina venenosa é pregada por pastores de grande relevância, que deveriam, ao contrário, ensinar em comunhão com Roma.

      Por fim, recomendo que você reflita sobre esse trecho:
      “Que pensariam vocês da caridade de um homem que deixasse envenenar os seus irmãos com receito de, advertindo-os, arruinar o prestígio do envenenador? Eu sustento que em semelhante hipótese a caridade consiste em protestar e que o amor autêntico deve ser implacável. Isto porém supõe uma virilidade, hoje em dia tão ausente que já não pode proferir-se o seu nome sem se atentar contra o pudor… Não possuo autoridade nem para julgar nem para punir – diz-se. Deverei inferir deste baixo sofisma, cuja perfídia é bem minha conhecida, que não possuo sequer autoridade para observar, e que é mesmo interdito erguer o braço para esse incendiário que, cheio de confiança na minha inércia fraterna, vai sob as minhas vistas detonar a mina que destruirá uma cidade inteira? Se os cristãos não houvessem dado tantos ouvidos às lições dos seus inimigos mortais, saberiam nada haver mais justo que a misericórdia, pois nada é mais misericordioso que a justiça, e os seus raciocínios ajustar-se-iam a estas noções elementares.”

      – León Bloy em “O Desesperado” (Fonte: http://beinbetter.wordpress.com/2012/10/16/a-necessidade-de-ser-viril/ )

      • A correção quando por amor e obediência à doutrina da Santa Igreja, fundamentada em Cristo, é sempre bem-vinda.
        Condenar o ato e não a pessoa é o que entendo por não julgar.
        Corrigir o ato, sim! Isso não quer dizer que devo condenar a vida desse homem por viver num mosteiro em sua velhice, mas que deveria arder no mármore e sofrer uma velhice como a daqueles que ele em algum momento da vida, teve a infelicidade de mencionar como tendo feito um bom trabalho.
        Seria o mesmo que julgar um rapaz por matar uma garotinha de 9 anos, após estupro e agressão, e saber que quando criança esse mesmo rapaz foi pego e abusado por vários homens, sendo um deles o pai dessa menininha. Faz a gente pensar, quem matou mesmo a menina? Não podemos julgar a pessoa, o ato sim.
        Obrigada por abrir os meus olhos para as questões políticas mas crucificar a vida hoje de alguém que cometeu um erro no passado, é não acreditar na misericórdia de Deus e no arrependimento humano.
        Se for assim, não sobra um pra contar história lá no céu!

  • Luis Fernando Lemos

    Uma vez eu viajei com meu chefe e ele veio a viagem inteira falando “sabe qual é o problema dos católicos?” e ele descarregava um monte daquele discurso pé no saco de protestantes… Enfim.. certa hora ele me disse q era de familia tradicional católica, mas ficava chateado de ir na missa e ouvir o padre falar sobre reforma agrária o tempo todo. E ele entao foi convidado a participar de uma igreja protestante onde ele ouviu falar de Deus… ai já viu né…

  • Amigos e irmãos do Blog Catequista,

    eu realmente gosto muito o conteúdo e todas as matérias que são postadas aqui. Mas eu queria deixar uma reflexão. Um pensamento que andei tendo recentemente, observando as falas e o modo de agir de alguns católicos como nós. Por isso, irei expor algumas reflexões. Por favor, não briguem comigo! Não falo como se fosse dono da verdade mas apenas para buscar alcançar o melhor entendimento.

    1 – Não há dúvidas de que a Teologia da Libertação promoveu e disseminou equívocos. O principal deles, na minha opinião, foi a relativização de alguns conceitos e da liturgia.

    2 – Acredito que todos os males e equívocos da Teologia da Libertação já estão bem expostos nos ensinamentos de Dom Estevão Bettencourt, do Prof. Felipe Aquino, do Cardeal Agnelo Rossi e do Papa Emérito Bento XVI.

    3 – No entanto, o que eu venho reparando, é que, em razão das críticas ao segmento, radical e marxista da Teologia da Libertação, passou-se, agora, ao outro extremo.

    4 – Tudo que é visto, atualmente, como apoio da Igreja às lutas do povo, às demandas populares, e à busca pela maior aproximação da Igreja com o povo é encarado como Teologia da Libertação e, portanto, relegado a segundo plano e criticado ferozmente.

    5 – Observo que posicionamentos, no espectro políticos, próximos à esquerda são combatidos ferozmente como se um desvio cristão fosse. E, em contrapartida, exaltação de posicionamentos políticos conservadores, de direita, são tolerados e estimulados, como se, por natureza, representassem valores cristãos.

    6 – A título de exemplo, vi na minha cidade uma disputa entre dois candidatos. Um, favorável à descriminalização do aborto. O outro, torturador na época do Regime Militar. Alguns setores da Igreja, não todos, apoiaram de olhos vendados o torturador sob a argumentação de que a outra era comunista, assassina de criança e etc. Enquanto que o outro setor, observando o passado do primeiro candidato, torturador e colaborador do Regime Militar, optou por fazer um apoio crítico ao segundo candidato.

    7 – Logo, este último setor foi taxado de desvirtuar os valores cristãos, de serem adeptos da Teologia da Libertação e etc.

    8 – Não sei se ficou claro o ponto onde quero chegar. Se por um lado as críticas à Teologia da Libertação, à ideologia Comunista e à perseguição que os Comunistas empreenderam aos religiosos é fato notório e de conhecimento geral, sendo, portanto, corretamente, combatidos, vejo um silêncio enorme ao posicionamento extremo oposto.

    9 – Verifico em blogs, em setores da Igreja e etc uma certa atitude de completa arrogância e intolerância. Uma postura de que acreditam ser os donos da verdade e de negação da política (se esta for para favorecer setores do espectro político da esquerda).

    10 – Li na 3ª Edição da revista Guia Prático de Teologia um artigo do Prof. Carlos Ramalhete falando dos Princípios da Fé e da Moral na doutrina social da Igreja, dizendo que para o Católico tanto o socialismo quanto o capitalismo são inaceitáveis pois ambos negam a noção católica de pessoa. Ou seja, ambos erram só que nos sentidos opostos.

    11 – Cheguei a verificar uma vez, uma certa atitude irônica de um leitor do Blog O Catequista ou em algum outro que começou a escrever um texto defendendo questões sociais e etc. Logo partiram para cima dele, enchendo-no de críticas e atitudes de reprovação. Quando, de repente, ele publica um novo post mostrando que o que ele estava fazendo era meramente transcrever o próprio Compêndio da Doutrina Social da Igreja.

    12 – Portanto, irmãos e irmãs em Cristo, queria refletir com vcs até que ponto as críticas e avaliações à Teologia da Libertação não estão sendo acompanhadas de uma atitude extrema oposta, ou seja, elitista, arrogante, desagregadora, intolerante e farisaica?

    Meus sinceros cumprimentos!

    P.S. Eu vos escrevo com sinceridade e completa humildade para buscarmos, juntos, a melhor compreensão sobre o tema.

    • Oi, Marcelo!
      Excelentes observações. Obrigada!

    • Marcelo, a paz!

      Peço que da mesma forma que seu comentário fora lido por mim, você venha a ler o meu.

      Vamos lá:

      1) A Teologia da Libertação tal qual vemos no Brasil é a grande responsável da situação deplorável que vemos. A heresias e apostasias advindas daquele povo até hoje, 30 anos depois do “igreja carisma e poder”, continuam a ASSOLAR seminários, escolas, creches, famílias e tudo o mais que vemos.

      2) A TL é fruto direto do marxismo gramsciano e recomendo que você veja as conferências de Pe. Paulo Ricardo sobre o tema para que você compreenda o que DE FATO está acontecendo com a Igreja.

      3) Porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, sabemos que o apelo evangélico ao desprendimento e o exemplo para com os pobres é algo da DSI e que é DEVER de nossa fé.

      4) Blogs, nem mesmo este aqui de fé ortodoxa, pode ser visto como a oposição oficial da Igreja, portanto não dê credibilidade a qualquer blog e nem o levante como bandeira.

      5) O ato de exigir do povo de Deus coerência é algo também próprio do cristianismo pois estamos falando para os nossos. A Igreja tem o direito sim de denunciar os lobos e de expulsá-lo do rebanho para poupar as ovelhas. Poupar o lobo por “respeito humano” é TRAIR CRISTO E SUA IGREJA, e isso quem é de Cristo simplesmente não aceita e nem aceitará.

      6) A TL não é a única responsável da situação delicadíssima que vivemos.

      7) Leia no artigo sobre o 5º Mandamento do Catecismo, toda a Doutrina da Igreja sobre a sociedade. Leia todos os parágrafos, ali tem uma aula do que a Igreja pensa da sociedade.

      8) O socialismo é essencialmente anticristão e materialista, portanto incompatível com a nossa fé. O capitalismo, por outro lado, pode sim ser purificado. O marxismo é naturalmente oposto à verdade, e nada pode ser feito para torna-lo cristão; com o capitalismo não é assim. Uma economia de livre mercado, desde que seja verdadeiramente humana (ou seja, desde que seja purificada), é sim compatível com nossa fé.

      Espero ter ajudado meu caro.

  • Carlos Roberto Pereira

    Lembrando que Taboão da Serra, apesar desse nome de cidade de interior, fica na Região Metropolitana de São Paulo, fazendo fronteira com a capital paulista.

  • Augusto Paiva

    ”Ai dos pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho miúdo de minha pastagem! – oráculo do Senhor. Por isso, assim fala o Senhor, Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Dispersastes o meu rebanho e o afugentastes, sem dele vos ocupar. Eu, porém, vou ocupar-me à vossa custa da malícia de tal procedimento – oráculo do Senhor.” (Jeremias 23,1-2)

  • Ronaldo Ribeiro

    Depois o povo vem com o “Não julgueis”…… aff!!!!!

  • Albari

    Quem sabe após a beatificação de Dom Helder Câmara não teremos mais um santo. Piada a parte, O que mais me preocupa é a CNBB. Não precisa ser Santo Tomás de Aquino para perceber a relação carnal entre a CNBB e o PT, e como rigorosamente a CNBB segue a cartilha petista. Há uma Suma Teológica de evidências, que qualquer leitor menos atento saberia apontar. Tudo o que a CNBB faz beneficia politicamente o PT, tudo. Aliás, quando algo não beneficia o PT até ficamos admirados. Cito um único exemplo, aquelas listinhas de reforma política que ano passado – felizmente! – frustramos. Toda aquelas propostas eram propostas que beneficiariam politicamente o PT. TODAS. Aliás, até mesmo o PT alardeou que tinha apoio da CNBB… Desafio é me provarem, sistematicamente, que a CNBB não está alinhada com o PT. Esperem ai que vou me sentar confortavelmente para esperar.

  • MArcio nery

    É muita gente maluca dando opinião. Aqui no Rio de Janeiro não tem essa chamada TL em grandes proporções e com dom Eugênio e companhia perdemos católicos a rodo e aí, muita conversa fiada, a igreja tem que reaprendera lidar com o povo ela está atrasada na promoção do Reino e principalmente pelo que percebi e percebo que ela não quer salvar o mundo e sim se salvar do mundo.

  • Kenia. Fernandes

    Ver a Sé lotada durante todo o dia, ler, ver, ouvir, sentir a trajetória pastoral mais espetacular que um religioso nesse país já teve é a melhor resposta que poderia existir para o absurdo que é essa postagem. Que a luz de D.Paulo ilumine os cristãos para que eles se livrem de dogmas e se apeguem à busca pela felicidade de seu semelhante, exatamente como Cristo faria. Como Arns demostrou. Que se faça Natal de verdade. No coração dos homens, principalmente dos cristãos.

    • Sidnei

      “Que a luz de D.Paulo ilumine os cristãos para que eles se livrem de dogmas ”

      Você sabe do que está falando?

      Sabe o que são dogmas?

      Sabe quais os dogmas da Igreja Católica?

      Desse um belo testemunho que quanto a T.L é nociva a Igreja, se é isto que a T.L ensina, que devemos negar os dogmas, os Papas São João Paulo II e o Papa emérito Bento XVI fizeram muito bem em condena-la.

  • Mario Umetsu

    Acabei de sair do velório de D. Arns na catedral da Sé. Observei e vi pessoas (e quase nenhuma com a emoção fora do comum de quem foi visitar não como fã mas como curioso) que nada sabiam de religião, nunca ligaram para a Igreja e nem sabem quem foi D. Arns. Viram a Globo proclamar um ‘santo’ e foram lá curiar.

    Não tinham qualquer conceito sobre Igreja, episcopado, Teologia da Libertação…assim como essa Kenia Fernandes, que assume não querer pensar na frequência desta postagem e mesmo assim não deixou de registrar sua opinião, que não vale nada.

    Abraços aos leitores!

    Umetsu

    • Kenia. Fernandes

      Você não me conhece meu caro. Sou católica praticamente de verdade. Nasci em 1975 na cidade operária de Contagem/MG. Aqui, os padres operários , brasileiros, espanhóis e holandeses estabeceram una catequese sim- amparada pela TO é com forte envolvimento de uma população massacrada pela pobreza e pela repressão da Ditadura. Por aqui as CEBs foram centros de formação espiritual e políticas que transformaram a vida de muitos jovens. Um dos padres da cidade, o holandês José Maria Deman, comprou um terreno (com dinheiro enviado por sua rica família) e fundou uma Escola Técnica, gratuita, que construiu carreira e futuro para muitos jovens pobres da cidade. Meu irmão mais velho foi um deles. Anis depois, depois da morte de Deman, a arquidiocese lentamente engoliu o terreno, instalou uma PUC no lugar e destruiu a escola. Sempre trabalhei na igreja, nas pastorais e na liturgia. Mesmo depois da Arquidiocese ter , lentamente, substituído os velhos e corajosos missionários por padres diocesanos. Alguns, por sinal, muito bons. Sou da SSVP e acompanho a dor dos pobres. Na adolescência estudei em colégio Salesiano. Descobri que D. Bosco também não era dogmático s tinha um carinho ímpar pelos jovens. Católica, conhecedora da religião (e de seus problemas, inclusive), né tornei grande amiga das freiras, que eram excelentes professoras e batia muito papo com o padre Salesiano, professor de religião. Pe.Roberto, também uma figura ímpar, que não dava aula de Catolicismo, mas de história das religiões, por que dizia que nenhum aluno da escola era obrigado a ser católico. A igreja é parte fundamental da minha vida, meu caro. Em breve serei ministra da eucaristia. Paz e bem.

      • Sidnei

        “Pe.Roberto, também uma figura ímpar, que não dava aula de Catolicismo, mas de história das religiões, por que dizia que nenhum aluno da escola era obrigado a ser católico.”

        Se era uma escola confessional, e se havia alunos de outra religião, estes deveriam ser convidados a se retirar quando houvesse aula de religião, agora, se este padreco pensa que nenhuma aluno de escoa era obrigado a ser católico, mesmo em um colégio confessional, e o aluno ainda vinha de famílias católicas, que fechasse o colégio então. Para que um colégio confessional católico se nem aula de religião católica se tem, e os padrecos que a administram não fazem questão de ensinar aos seus alunos católicos, os fundamentos da fé católica. Vá uma colégio protestante para ver se eles pensam assim, vai a um colégio protestante mais ligado a fé para ver se os pastores não darão aulas de religião, fundamentados na fé protestantes aos seus alunos protestantes, só na Igreja Católica há estes padrecos contaminados por esta porcaria da T.L., que vem com este papinho que não se deve dar aula de religião, mesmo aos alunos católicos, porque nenhum aluno é obrigado a ser católico, mesmo os já católicos?.

      • Pois agora me lembrei de uma coisa que o Sídnei uma vez me perguntou; se eu era católico, pois tudo quanto é Hoffmann que ele conhece é tudo protestante.
        Ao que respondi: sou católico.
        Depois disto fui perguntar para meu pai e ele apenas respondeu que o bisavô dele já era católico.
        Fui pesquisar e verifiquei que tirando este ramo da família Hoffmann, todo o resto é protestante, então só posso dizer o seguinte, talvez meu trisavô tenha sido convertido a força e na marra por algum padre ao mais puro: ou te converte ou te matamos; literalmente.
        Se foi assim que aconteceu só posso agradecer ao padre que pôs o revolver na cabeça desse antepassado protestante porque graças a isto, sou católico de batismo, católico crismado, posteriormente abandonando a fé para a poucos anos voltar para casa.
        A lição que tiro disto?
        Nunca se viu ninguém morrer arrependido de ser católico.
        Fulton Sheen.
        Já aos cismáticos, aos protestantes, hereges, ateus, comunistas, o temor e o terror sempre lhes bate às portas na hora derradeira.
        Para terminar, queres dar a entender que os dogmas são uma pestilência e algo que impede a verdadeira ação pastoral, bom crer nisto é um dogma, tanto que defendes.
        Por isto pergunto: o que é um dogma para você?

        • Sidnei

          Alex, verifique da aonde da Alemanha seus antepassados vieram, se do sul da Alemanha, mais especificamente a Baviera, terra de nosso querido Papa emérito Bento XVI, ou do norte da Alemanha. Não sei se você sabe, mas na época da reforma protestante liderada por Martinho Lutero, todo o norte e oeste da Alemanha, que na época era o Sacro Império Romano Germânico, seguiu a Martilho Lutero, já o sul e o leste da Alemanha, ficaram fieis ao Papa, sendo assim quando há esta dúvida entre os descendentes de alemães, porque uma família tendo o mesmo sobrenome alemão, como no caso o seu, alguns são protestantes e outros católicos, e isto acontece um monte aqui na minha cidade, é só verificar de que parte da Alemanha um ramo da família venho e a outra parte da onde o outro ramo da família vieram, e se irá entender o porque pessoas que tendo o mesmo sobre nome uns são católicos e outros luteranos.Então podes ficar tranquilo, que nenhum padre no passado colou um revolver na cabeça de algum antepassado seu e disse: sejas católico ou morra, creio que se você e todo o ramo de sua família são católicos, foi devido ao bom senso de algum antepassado seu, que na Alemanha, preferiu continuar a ser fiel a Papa e a Igreja, do que seguir a Martinho Lutero.

          E quanto a pergunta: “o que é um dogma para você?”, desculpe, ista pergunta foi dirigida a mim ou a Kenia?.

          • A pergunta: o que é um dogma é para a Kenia, afinal ela decasca a lenha nos dogmas católicos e fica promulgando o dela e nem se toca.
            Quanto ao antepassado, claro que não tenha sido uma conversão forcada, mas se foi dou graças a Deus, um antepassado contrariado futuros descendentes salvos por se tornarem católicos seguidores de dogmas.

  • Juliana

    Deu a entender que a maçonaria liberal do regime militar não fazia nada que fosse passível de críticas. Não dá para retirar o contexto histórico conturbado e de polarização acirrada, somando a isso a falta de informação que se tinha do “comunismo real” seja lá o que isso for. A TL foi uma resposta equivocada de uma América Latina sufocada por regimes que odiavam nossa herança católica, associavam-na ao subdesenvolvimento, ignorância e atraso e usaram do medo e da mentira para se manter no poder. Na Guatemala chegaram ao cúmulo proibir o Magnificat por seu teor “subversivo”. Mataram e perseguiram muitos padres. Cuidar dos pobres passou a ser coisa de comunista. Enfim, deixando claro que o problema fundamental da TL é o materialismo histórico. Não dá pra combater uma heresia (liberalismo) com outra (comunismo).

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