Catemusic – Roberto Carlos 1973

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Salve meu povo!

Sim, voltamos com a Catemusic e já de cara vamos para o popular. Hoje falaremos de um disco do, nem sempre querido e assim considerado, Rei Roberto Carlos (é hoje que eu apanho!).

Sem entrar no mérito das coisas horrorosas cometidas pelo Robertão a partir de meados dos anos 1970 até os dias de hoje em que pouquíssima coisa se salva, Roberto Carlos, entre o final dos anos 1960 e os referidos meados dos 70, após a sua fase “iê-iê-iê”, construiu sua lenda. Seus discos de 1969 a 1972 beiram a perfeição e são, junto com os três da fase “tô maluco” do Ronnie Von, alguns dos melhores discos populares (pelo menos na linguagem) já produzidos aqui no Bananistão.

Estamos falando do disco de 1973, que foi o seu canto do cisne em termos de qualidade. Mas é também o disco que aponta o caminho que Roberto seguiria. Seus discos anteriores foram construídos em cima de músicas antológicas e inesquecíveis e eram álbuns de soul. Músicas como “Jesus Cristo”, “Todos Estão Surdos”, “O Astronauta”, “A Janela”, “Eu Só Tenho Um Caminho”. Bom, mas o que tem esse disco de notável?

A motivação principal para esse post é a música de louvor mais linda e profunda que Roberto Carlos já gravou, com perdão mesmo ao super clássico “Jesus Cristo”. Nada gravado por ele é comparável a “O Homem”, a nona faixa do disco de 73, que por si só justificaria toda carreira dele (para ouvir a música, acesse este site).

O Homem

Roberto e Erasmo Carlos

Um certo dia um homem esteve aqui
Tinha o olhar mais belo que já existiu
Tinha no cantar uma oração.
E no falar a mais linda canção que já se ouviu.

Sua voz falava só de amor
Todo gesto seu era de amor
E paz, Ele trazia no coração.

Ele pelos campos caminhou
Subiu as montanhas e falou do amor maior.
Fez a luz brilhar na escuridão
O sol nascer em cada coração que compreendeu

Que além da vida que se tem
Existe uma outra vida além e assim…
O renascer, morrer não é o fim.

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Eu sei que Ele um dia vai voltar
E nos mesmos campos procurar o que plantou.
E colher o que de bom nasceu
Chorar pela semente que morreu sem florescer.

Mas ainda há tempo de plantar
Fazer dentro de si a flor do bem crescer
Pra Lhe entregar
Quando Ele aqui chegar

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir.

Há uma lenda que diz ser essa letra uma psicografia de Chico “sprita” Xavier, mas nunca ouvi Roberto ou Erasmo, creditados como autores, fazerem a menor menção ao Sr. dos “Spritos”. Isso nasceu do fato de, em uma entrevista, Roberto ter considerado Chico um bom sujeito. A pergunta de um milhão de doletas: e daí?  Leiam a letra e verifiquem que não há menor veleidade “sprita” nela.

Emociono-me até hoje ouvindo essa música, que possui uma entrada dramática e um instrumental lindíssimo. Vale muito a pena, apesar de, mais uma vez, alguém tentar passar a mão naquilo que é fruto da Sã Doutrina. Mas fazer o quê? Tem protestante que quer se apoderar de Santo Agostinho, ateus de Duns Scotto, Ortodoxos de Constantino, anglicanos de São Patrício e por aí vai… Mas, como diz o narrador do Conan, isso são outras histórias.

14 comments to Catemusic – Roberto Carlos 1973

  • EDNA

    é muito linda e emocionante mesmo essa musica, nem me lembrava mais dela.

  • Daniel Pires

    Ouço essa música numa base semanal. Apesar de ter 25 anos, sou fã do Roberto Carlos, só acho que ele deveria parar com declarações politicamente corretas, como quando disse ser a favor do “casório” gay.

    Porém, fã de Roberto Carlos, via de regra, é que nem torcedor do botafogo e atlético mg: não nasce mais, não, só morre.

    • Nem sabia que ele andava falando esse tipo de coisa. Aliás, faz tempo que nem me interesso pelo que ele fala. Sinais de senilidade ele já vem apresentando desde meados dos anos 70, quando gravou “Cavalgada” por exemplo. Que p#$#@&$%#orra esquisita e desrespeitosa é aquela? Acho também que ele pode ter falado esse negócio aí por questões mercadológicas. O que tem de fru-fru que gosta de disco dele não tá nos comics.

      • Paulo, fiquei muito decepcionada na época (sou muito fã do Roberto), ele falou isso sim, foi no programa do Jô:

        http://www.youtube.com/watch?v=O_pJ9opTWHM

        Também creio que tenha sido por questões mercadológicas, afinal, foi o próprio empresário dele que pediu pro Jô fazer a pergunta.
        Ou seja, o Roberto quer continuar vendendo pro público conservador católico, mas, ao mesmo tempo, não quer passar a imagem de ser um cara “retrógrado”, “fanático”, “intolerante” ou “homofóbico”.

        Como bem disse Jesus, não podemos servir a Deus senhores. Ou servimos a Deus ou ao dinheiro. Se quisermos servir aos dois ao memso tempo, certamente um dos dois ficará insatisfeito.

  • Eduardo Araújo

    Sem dúvida, “O Homem” é superior a “Jesus Cristo” e olhe que esta já é uma música louvável.

    A inspiração do Roberto no intervalo citado foi, também, singular em toda a carreira dele.

    Algumas músicas, de tão simples para ouvir, escondem uma genialidade ímpar, caso de “A Montanha”. A princípio, até parece música de crianças (sem desmerecer as músicas infantis, dependendo do caso muito boas): é uma marchinha. Isso mesmo, uma marchinha, já notaram? O detalhe que sugere a subida na montanha (para ficar mais perto de Deus) é a subida, também, na escala tonal, enquanto o arranjo vai ficando cada vez mais denso com a aproximação da chegada ao cume.

    Outro detalhe, também dessa fase, Paulo: contribuiram para beirar a perfeição nesses discos os ótimos, melhor, excelentes arranjos. Poucas vezes, nos discos que se seguiram ao de 1973, as faixas conseguiram o equilíbrio refinado entre (por vezes) orquestras de cordas e metais e o intimismo do violão do Rei. Músicas como a citada “O Astronauta”, começavam em pianíssimo até evoluir para fortíssimo, assim como outras do mesmo disco (“Uma Palavra Amiga”, “Preciso lhe Encontrar”).

    Por fim, o que acham do “gospel” do Antônio Marcos da mesma época? Músicas como “Oração de um Jovem Triste” (Eu tanto ouvia falar em Ti, por isso hoje estou aqui …), “Se Eu Pudesse Conversar com Deus” e aquela de 1973 (Ei irmão, vamos seguir com fé tudo que ensinou o Homem de Nazaré ..).

  • Gizelle Aparecida Galvão

    Eu acho linda a música Jesus Cristo do Roberto Carlos. Essa música O Homem eu nunca ouvi!!! Não gosto mto dele, pois acho muito mascarado e coloca pras pessoas como se fosse um rei mesmo…e além do mais é mega “sprita” (como diz o Paulo Ricardo). Usa azul e branco por causa de Iemanjá (Deus nos livre!!) e não por causa de Nossa Senhora. Vcs lembram da novela Mulheres de Areia? O malvado era seu Donato e usava colares das cores de Iemanjá, ou seja, azul e branco. Ele se dizia filho da mesma.

    • Bom Gizelle,

      Iemanjá é entidade de Umbanda, que é uma mistura dos infernos, literalmente; ou de candomblé. Como no bananistão tutti vira bagunça, bagunçaram até isso com relação ao kardecismo, que é francês, antropológico e RACISTA.
      Nesse país de mentes desgraçadas, capazes de atrocidades como, por exemplo, votar em moluscos cefalópodes, fizeram essa mistureba, mais gostosa do que frango com leite condensado e suco de melão batidos no liquidificador.
      Creio que o Robertão seja “sprita” estilo “Pagador de Promessas”. Faz promessa pra Iansã em terreiro de macumba e paga em Igreja Católica. Como é difícil botar na cabeça das pessoas que isso não é normal. Ouso dizer que em muitos desses casos não há maldade, mas sim uma cavalar e irresponsável burrice. Burrice essa que beira o invencível.

  • João Nunes

    “Esse cara sou eu!…” rsrsrs

  • Boa noite Catequistas!

    Aproveitando o post Catemusic, gostaria de ver um post de vocês falando sobre a música católica hoje. Na minha opinião, falta muito investimento em cantores católicos, sendo que a música é um ótimo meio de conduzir pessoas à Deus.

    Obrigado!

  • Tiago Noronha

    Muito linda mesmo! Gosto de várias músicas do Robertão, apesar de achar que “O Cara”, não é ele…(Não vou dizer quem acho o cara pra não polemizar muito…). Choro quando ouço esta canção, assim como não consigo me conter qd ouço “Um certo Galileu” do Pe. Zezinho, “Meu Cristo Jovem” do Antonio Marcos e outas…
    Salve Maria!

  • Aline Celuppi

    Essas músicas o Robertão escreveu depois que fez o curso de Emaús em São Paulo (não lembro de qual diocese). Segundo “reza a lenda”, O Homem e Jesus Cristo foram escritas logo após ele sair do curso. Aliás, pra quem já viveu a caminhada de Emaús, essas músicas refletem muito o que se vive dentro do curso!
    Abraço!

  • Cláudia

    Realmente, pela única frase: “E assim, o renascer, morrer não ó fim…” viram nesta música uma letra espírita. Eu não creio que seja psicografada. As pessoas gostam de interpretar do jeito que lhes convém.

  • Tenho a impressão de um certo oportunismo espírita nisso tbm! Linda canção mesmo! Concordo com o seu comentário, meu xará!

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