Nossa Senhora não usava calça… Eu também não devo usar?

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Continuando a responder às dúvidas da nossa leitora Mariele. Não, a Igreja NÃO condena o uso da calça feminina. O que a doutrina nos alerta é sobre os males do travestismo, quando as mulheres se vestem de forma masculinizada ou quando os homens assumem um visual afeminado.

Como dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras… Eis acima uma foto do Papa Bento XVI, em 2010, chegando ao porto de Malta. Alguns jovens tiveram o privilégio de acompanhá-lo no catamarã. Reparem que há diversas meninas a bordo, e ao menos duas delas estão vestidas com calças jeans. Imagino que os catolicrentes devem ter se roído por dentro:

– É o fim do mundo, sinal do Apocalypsoooooo! O segurança gigante e careca lá atrás deveria jogar estas imorais na água! Queima elas, Jeová!

Menos, gente, muito menos… Não dá pra dizer que essa foto é uma prova de que o Vaticano incentiva o uso de calças pelas mulheres. Mas, por outro lado, me parece um sinal de que o papa não vê mal algum nisso. Afinal, será que ele seria imprudente a ponto de se expor ao lado de jovens imodestas?

Já houve um dia – num tempo em que não havia computador nem telefone celular – em que o uso de calças compridas por mulheres realmente afrontava os valores cristãos, por menosprezar a diferenciação entre os sexos. Calça era roupa de homem, e ponto. Por isso, com muita razão, em 1960, o Cardeal Siri publicou um documento reprovando o uso de roupas masculinas por mulheres, em especial, o uso da calça.

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A personagem Sandy

Quem vê a cena final do famosérrimo filme “Grease – nos Tempos da Brilhantina” (ambientado nos anos 50), entende um pouco do que o Cardeal Siri queria combater. A personagem principal, Sandy, sofre deboches de suas amigas biscates por ser recatada. Até que um dia, cansada de ser boa moça, ela aparece “vestida pra matar”, requebrando numa calça ultracolante e fazendo cair o queixo do John Travolta. Fica evidente que o novo traje – bem diferente das suas saias rodadas – compõe o visual de uma “nova mulher”, com atitude ousada e “viril”, como a de um homem.

Assim, naquela época, o uso da calça por parte das mulheres estava fortemente ligado à falta de recato e ao estímulo para que as mulheres agissem “como homens”. Mas hoje, francamente… o cenário é outro! A maior parte das mulheres que vestem calças apresenta visual e atitudes bem femininas. A calça feminina não é um traje unissex; tanto é que, se um homem vestir uma calça feminina, não tem como a gente não pensar: “acho que esse Batman é Robin!”.

Alguns podem opinar que, ainda que o uso da calça não seja pecaminoso para as mulheres, as saias e vestidos as deixam mais graciosas e femininas. Sim, pode ser. Mas é preciso ficar claro que a condenação do Cardeal Siri, muito justa em seu tempo, não se aplica mais ao uso da calça feminina pelas mulheres ocidentais nos dias de hoje. Quem afirmou isso foi D. Estevão Bettencourt (Revista: “Pergunte e Responderemos”, nº 257 – 1981 – pág. 271).

“Nossa Senhora jamais vestiria calça!”

Os santos sempre nos ensinaram que, em relação à castidade, ao pudor e ao recato, a Santíssima Virgem deve ser a inspiração máxima de todas as mulheres. Com base nisso, algumas pessoas concluem que devemos necessariamente adotar um padrão de vestimentas similar ao de Nossa Senhora. E isso inclui abolir as calças do nosso guarda-roupa.

“Ora, você imagina Nossa Senhora usando usando calça?”. Não, claro que não! E também não imagino a nossa Mãe do Céu deslizando num tobogã, depilando as sobrancelhas, torcendo na arquibancada de um estádio de futebol ou praticando cooper. E nem por isso essas são coisas pecaminosas.

Gente, canja de galinha e BOM SENSO não faz mal a ninguém. Certamente, não combina com uma filha de Maria sair por aí vestida que nem piriguete. Mas o modo de imitar Nossa Senhora em sua aparência exterior poderá sofrer algumas adaptações conforme a nossa vocação (nem todo o mundo precisa se vestir com o rigor de uma freira) e o contexto cultural em que vivemos.

É bom notar que Nossa Senhora se vestia daquela forma por dois motivos:

  • estava de acordo com a moda e o padrão de recato daquela época e lugar;
  • ela era inteiramente consagrada a Deus, à semelhança das freiras atuais. Então, ainda que vivesse nos dias de hoje, certamente se vestiria de modo igual, por causa da Sua vocação.

Se você, de acordo com a sua consciência, conclui que imita mais perfeitamente a Virgem usando somente saias e vestidos, faz assim uma bela opção. Só não vale sair por aí dizendo que as demais moças que não seguem este padrão estão pecando.

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Santa Gianna e seu marido, Pietro Molla.

O uso de calças decentes não é obstáculo para o caminho de santidade das mulheres leigas. Vejam ao lado a “escandalosa” foto de Santa Gianna Beretta Molla, médica e mãe. Ela foi canonizada por João Paulo II, que a chamou de “mártir do amor materno”. Será que Jesus deu pito na santa quando ela chegou ao Céu, censurando-a pelo uso de calças? Será?

Repito, é preciso atenção à doutrina da Igreja e bom senso. E, levando em conta a sua realidade vocacional, cultural, social, o seu tipo de corpo e tantos outros fatores, você poderá perceber o que é digno ou não de ser vestido.

*****

Atenção: este post NÃO é um tratado teológico de moral cristã. Encarem como um papo informal entre mulheres católicas, que discutem moda e modéstia enquanto comem uma pizza.

83 comments to Nossa Senhora não usava calça… Eu também não devo usar?

  • Fabiana

    Olá catequistas!

    Amei o post. Realmente o que importa é o não exagero. Existem sim umas calças que fazem parecer que a pessoa foi embalada à vácuo, entra tudo em tudo quanto é canto. Tem que ter bom senso e bom gosto!!!
    Que Deus os abençoe e São Miguel Arcanjo os proteja em sua missão.

    Um forte abraço,
    Fabiana

  • Juliana

    Olá Vivi. Que bom ver um post com bom senso. Tem algumas pessoas que são extremamente radicais, a ponto de condenar totalmente a calça – vide alguns blogs católicos – fiquei até me sentindo mal quando li alguns desses blogs.
    Agradeço pelo trabalho que vocês vem fazendo… esse é o Ano da Fé, e pra mim está sendo mesmo. Realmente descobri o que é ser católica, estou aprendendo cada dia mais e tentando aplicar tudo que aprendo. Estou mais feliz que nunca e vocês também tem parte nisso, em ensinar, tirar dúvidas e esclarecer várias coisas.
    É muito bom saber que não estou sozinha.
    Continuem sempre com esse trabalho maravilhoso!
    Abraços à toda a equipe.

    • Juliana, que Nossa Senhora te dê perseverança na sua caminhada de fé. Obrigada pelo incentivo ao nosso trabalho. Abraço!

    • Juliana, a paz!

      Sobre os blogs que são absolutamente sem bom senso, que estão na verdade agindo como os fariseus, desinteressados no ensino da Sã Doutrina, e se apegando somente a radicalismos pseudo-verdadeiros fique tranquila, a gigantesca maioria deles não quer viver a radicalidade evangélica que nos pede o Santo Padre, mas sim apegar-se a radicalismos que causam sim muita confusão no seio da Igreja.

      A vestimenta, como excepcionalmente evidenciou A Catequista, precisa ter três características pra ambos os sexos: ser modesta, bela e que ressalte a virilidade nos homens ou a feminilidade nas mulheres. A Igreja não dita quais são as roupas que os católicos devem usar porque isso muda de cultura pra cultura, não podemos dizer que os asiáticos precisam usar calça e saia ocidental sem considerar a cultura de cada povo, sem contar que mesmo a cultura ocidental hoje não remete mais ao que se vestia a cem ou cinquenta anos atrás.

  • Dispensa comentários Vivi, excelente post.

  • César Santos

    Oi pessoal de O Catequista

    Parabéns por esse que é o melhor blog católico do Brasil. Estou lendo quase que diariamente e sempre recorro a uma pesquisa aqui antes de preparar um encontro no meu grupo.

    Esse post me faz pensar uma coisa: A Igreja é tolerante com as mudanças culturais, desde que essas mudanças não atinjam as verdades básicas, essências em nossa doutrina. Mas diante de uma mudança, ela que é por natureza tradicional, se posiciona contra. Não deveria então se desapegar mais do ponto de vista temporal, e focar somente na essência?
    Como nessa questão da calça: Certamente quando a calça para as mulheres surgiu, foi um escândalo, uma mudança de padrões, mas hoje é aceita de forma natural (tanto q me assustei ao saber q tem gente q acha ser pecado). Então pra q essa mudança fosse possível, foi necessário esse ato de ‘rebeldia’, digamos, alguém teve q se opôr aos padrões da época e consequentemente a Igreja, e só depois esse comportamento foi entendido como não-pecaminoso, e aceito. A Igreja nao devia ser mais flexível a mudanças culturais q não ferem a Sagrada Doutrina?

    Não me chamem de relativista, please, kk

    • Fernando Henrique

      Boa tarde amigo como foi dito no post foi reprovado (nunca entenda como pecado) por: Naquela época, o uso da calça por parte das mulheres estava fortemente ligado à falta de recato e ao estímulo para que as mulheres agissem “como homens”. Isso era parte da cultura sim e respondendo sua pergunta de uma vez por todas, se a Igreja não fosse flexível ela não teria aceitado nem santas nesse aspectos.

      Olhe para nosso irmãos de fé evangélicos muitos deles acreditam que assistir TV, ou lerem alguns livros de fantasia (Narnia exemplo) é pecado,a nossa Sã Doutrina nunca parou no tempo, ela é a mais flexível em mudanças que não ferem a Sagrada Doutrina.

      Abraços

  • Anne

    tem “catolicrente” (adorei a expressão) que considera pecaminoso não só uso de calça, mas, inclusive abominam saias que não sejam 10 cm abaixo dos joelhos, blusas que não tenham mangas, no mínimo, tamanho 3/4, maquiagem e sapatos abertos que mostrem os dedos dos pés. Isso mesmo! Tem católicos que acham que é pecado e imodesto mostrar os dedos dos pés!

  • Karina

    Só sei de uma coisa: nunca mais consegui vestir uma calça. Aliás, uns tempos atrás, coloquei uma e cheguei em casa com o corpo todo doído 😀

    Infelizmente, ainda não consegui me aperfeiçoar em outros aspectos tão facilmente quanto larguei as calças… 🙁

    • tiago

      Parabéns pela conquista!
      Existem realmente hábitos exteriores que por incrível que pareça são mais fáceis de serem largados que interiores, maneiras de pensar..

      que o Senhor nos ajude a perseverar e agirmos conforme Sua vontade!

  • Ricardo

    ‘Queima elas, Jeová’ foi ótimo.. hahahaha

  • Bianca

    Muito bom o artigo! =)

    ps: a personagem do filme Grease não se chama Sandra Dee e sim Sandy. Hhehe.

    Abraços ao pessoal d’O Catequista.

  • Karina

    Agora, só uma pergunta: se, naquela época, condenava-se o uso de calças pois estava fortemente ligado ao ideal de que a mulher tinha que ser como o homem, será que eles não conseguiram isso ao fazer com que a grande maioria das mulheres usassem calça? Ou a ocorrência maciça de um comportamento errado faz com que esse comportamento se torne correto ao passar do tempo?

    • Karina,

      Paz e Bem!

      Se foi erro antes não quer dizer que continue sendo, porque o erro estava na intenção e não no ato. A mesma coisa vale para tatuagens, por exemplo, que foi um post muito polêmico e muito comentado.

      A cultura muda e as intenções também. A mulher que veste calça hoje não faz isso por rebeldia, nem para se masculinizar.

      Se você se sente melhor usando somente saias e vestidos, pode ser que esse seja um caminho de santificação (ou apenas de melhor identificação com o feminino) para você, mas não se trata de doutrina da Igreja e nem de algo a ser pregado como necessário para a salvação de ninguém.

    • Boa pergunta, Karina. Em parte, o Fabão ja me ajudou a respoder (obrigada!).
      Para entender o que ocorreu – um comportamento errado se tornar correto ao passar do tempo – precisamos entender que algumas coisas não são intrínsecamente más; elas são más, boas ou neutras conforme a situação. Esse é o caso do uso da calça feminina.

      Já outras coisas – como o estupro, por exemplo – são más por si mesmas, ou seja, não há nenhuma situação possível em que elas não sejam más.

      “…se, naquela época, condenava-se o uso de calças pois estava fortemente ligado ao ideal de que a mulher tinha que ser como o homem, será que eles não conseguiram isso ao fazer com que a grande maioria das mulheres usassem calça?”

      Acredito que sim, Karina, acho que colaborou um pouco naquela época, hoje não mais. Assim como, na época do A.T. , havia um povo idólatra vizinho aos hebreus, que usava cavanhaque. Um hebreu que usasse cavanhaque poderia dar a impressão de estar adorando a outro deus que não o Deus de Israel. Então, a lei mosaica proibia o povo de raspar a barba do lado, para se diferenciar. E isso os judeus ortodoxos seguem até hoje, mas, vamos combinar… não tem mais nenhuma motivação prática para isso.

      Raspar a barba do lado não é nenhum mal em si, é algo moralmente neutro. Mas, no A.T., isso trazia um forte simbolismo, e incorria em falta grave, em idolatria. E assim como a calça feminina, andar de cavanhaque, que um dia foi algo ofensivo a Deus, hoje nem fede nem cheira. Tanto faz!

  • Daniel Pires

    Mulher de vestido fica um trenzim lindo demais!

    • É mesmo, rsrs! Também acho que as mulheres ficam mais bonitas e graciosas de saia ou vestido. Mas a maioria de nós não ignora este fato, Daniel, tanto é que 99% das mulheres, quando vai a uma festa de casamento, na formatura ou algo assim, se veste com vestido. O que quisemos com este post foi simplesmente tirar o fardo da palavra “imodéstia” dos ombros daquelas meninas que usam calça.

      • Jaidson

        A coisa mais horrível é ver uma mulher sentada com as pernas abertas parecendo um homem coisa que se tornou comum com o uso da calça. Existem três tipos de calça: as pertadas, que deixam as formas da mulher marcada inclusive da região íntima, um pouco mais folgadas, que dependendo da posição ou do movimento que a mulher precise fazer marca as suas formas também e as muito folgadas que parecem de homem de acordo com minha namorada perece que a mulher tem “pipi”. Existe a questão da possibilidade do uso da calça dificultar o desenvolvimento do corpo feminino em garotas que começam usar a calça muito cedo, minha namorada diz que nos dias abençoados incomoda muito usar calça. O uso da calça favorece tanto a feminilidade quanto o Feminismo!

        Quanto ao impacto das formas na percepção humana existe a teoria de Gestalt que esclarece muita coisa.

        • Aline

          É bom não esquecermos que, quando se fala em calça feminina, não se está falando especificamente de calça jeans… Há as corsários, as leggings, as bermudas femininas, as calças sociais, etc…

          E, pra ser sincera, saia ou vestido nenhum me dão mais liberdade de movimento do que uma boa calça legging, principalmente naqueles dias… Quando usada com uma camiseta ou uma túnica, por exemplo, são extremamente confortáveis, femininas e nada vulgares… Por isso que são peças básicas no meu guarda-roupa, sejam as de malha, as de suplex ou de qualquer outro tecido…

          Usar saia e vestido é bonito, concordo, mas não são tão confortáveis assim como se pensa também… Eu, por exemplo, nunca uso saia e vestido sem colocar um short por baixo. Primeiro porque é incômodo demais ficarmos naquele medo de que um vento venha e levante a saia, ou de que alguém veja o que não deve quando nos sentamos ou abaixamos para pegar algo no chão, por exemplo…

          A não ser que a saia vá até os pés, temos que ficar sempre tomando cuidado e, quando sentadas, as pernas tem que ficar sempre duras, grudadas uma na outra, pra não dar mole pro azar… É algo muito chato e muito incômodo… Mas o pior mesmo é quando está calor… Sem um short ou algo parecido por baixo, as coxas suam e ficam pegando uma na outra, sendo extremamente irritante, principalmente ao andar… Sem contar que pode dar alergias e irritar bastante a pele… Não é nada confortável assim como os homens pensam…

          Saias e vestidos são lindos, uso quando posso e apoio quem usa também, mas sinceramente não tem nada mais confortável pra mim quanto uma boa calça legging ou uma corsário… A gente consegue ser feminina, livre e leve ao mesmo tempo… sem nada que nos prenda os movimentos nem que nos deixe bitoladas com a ideia de que vai aparecer o que não deve se nos descuidarmos…

          Uso muito pouco calças jeans, mas sem minhas leggings e corsários eu não vivo… Pra mim foram uma das melhores coisas que já inventaram… 😀

        • Aline

          Ressaltando que eu disse “leggings usadas com camisetas (compridas) ou túnicas”, ou seja: nada de sair por aí usando calça agarrada e blusa justa na altura da cintura…

          As leggings são ótimas, mas devem sempre ser usadas com blusas mais soltas e compridas, que cubram pelo menos até a altura do bumbum e da virilha…

          Eu, por exemplo, gosto de usar mesmo é com minivests… Aquela peça que chega na altura das coxas e é chamada de vestido, mas só serve para ser usadas como blusas mesmo, com leggings por baixo…

          Acho muito feminina uma mulher usando legging com um minivest de saia soltinha… Justamente porque dá-lhe um ar juvenil, de menina moça, bem o oposto da imagem de mulher fatal…

          Uma das coisas mais indecentes que acho é a mulher usar essas calças sem nada por cima, mostrando todo o contorno do traseiro e da virilha…

  • Alex

    Interessante postagem.

    Deixou a claro que não é pecado nenhum usar calça, se a intenção for o conforto pessoal, de que não seja para a trans-vestição, que é desvirtuoso; e também levou-se em conta que é recomendável usar saias, conforme a tradição social, desde que também, não seja demasiadamente imodestas.

    Essa situação é similar às bebidas alcoólicas e ao cigarro, podem conduzir ao pecado em ambos os lados (abuso x puritanismo), mas não são pecados em si. Cabe a cada usuário conhecer suas limitações e procurar tender àquilo que lhe conduz mais à virtude que ao pecado.

    Mulheres, o que lhe conduz mais à virtude? Saias ou calças? Saias cumpridas ou curtas? Calças agarradas ou largas? Viram? É muito mais que isso ou aquilo.

  • Eu me sinto *muito mais seguro* sabendo que minha esposa está andando de calça por aí, sem mim.

    O mal dos “catolicrentes” é confundir a problemática do uso da calça no quotidiano com o uso da calça (colada ou não) enquanto roupa própria para os ritos religiosos.
    E, claro, confundir, por sua vez, essa problemática com o “ser católico dentro e fora da igreja”.

    E, não raro, confundir os nomes das meninas superpoderosas… 🙂

  • JR

    Engraçado este mundo! Mulheres PODEM usar calças mas homens NÃO PODEM usar saias! rsrsrs!

    • Não é engraçado, é natural. Mulheres de calça não causam estranhamento em ninguém, justamente porque a calça no Ocidente já deixou de ser roupa de homem faz tempo. A calça feminina não causa escândalo nem masculiniza a mulher. Já se um homem sair de saia, certamente vai “causar”. Mas é claro que há excessões. Escoceses podem usar kilt sem problemas, assim como não é imodesto que os homens usem “saias” em algumas regiões da África e da Polinésia.

      • Jaidson

        Não causam hoje mas já causaram e se os homens começassem a usar saia no Brasil iria causar mas se for interesse da mídia podre e estragada com um tempo vai se tornar comum, é assim a verdade do mundo muda com o tempo, mas a verdade e a moral da Igreja não muda, por isso o argumento de que “ouve uma época” não pode ser usado por quem busca a verdade que não passa.

      • Cláudio

        Olá Catequista!
        Tenho acompanhado o blog com frequencia e aprecio bastante os posts, mas acho que neste houve uma derrapada.
        Mais do que tirar o peso do uso de calça, achei que o texto caiu na banalização do uso. E senti quase uma tentativa de auto-justificação cheia “entretantos”. Me lembrei de algumas falas do Pe. Paulo Ricardo de que o ser humano tem uma grande tendência de criar argumentos para se enganar. Não seria esse o caso?

        Essa resposta ao JR foi bem no ponto: “Não é engraçado, é natural” Pelo raciocínio de defesa no post, não seria natural seria cultural, e esse é um perigo eminente de pequenas verdades culturais começarem a comprometer a compreensão da verdade, como o Jaidson apontou.

        Não condeno quem usa calça, nem o uso em todas as situações (minha namorada estaria perdida!rs). Mas essa é uma coisa que deixa uma pulga atrás da orelha, e recomendaria cautela mais que “bom senso”. Como disse Descartes, bom senso cada um tem o seu. E como sabemos, o que pensamos nem sempre se adequa à Verdade.

        Mas continuem o bom trabalho, tem me ajudado bastante!

        Abraço!

  • Francisca de Paula Alvim

    Gostei do assunto abordado.

    Não importa a roupa calça, vestido, saia, é preciso tomar cuidado com os exageros da roupa que se veste, isto eu defendo.
    Roupas transparentes ou muito justas, curtas demais, decotes ousados etc… Tanto para mulheres como para meninas. Não é roupa de uso para o cristão mesmo.

  • Mariele

    Oiee Vivi, eu pedi a postagem das modestia, gostei muito das postagens deu pra entender melhor… I tirou algumas dúvidas de minha cabeça… Eu vi em alguns sites que a calça modela o corpo da mulher, que deveria não mostrar…

    • Oi, Mariele, que bom que você está nos acompanhando.
      Veja, a única roupa de esconde o corpo da mulher, que não mostra as suas formas de modo algum, é o hábito das freiras.
      Claro que não é adequado que andemos por aí com calças atochadas, mas mesmos nos blogs que criticam o uso da saia os modelos de roupas sugeridos sempre revelam de uma forma ou de outra, as formas da mulher.

      Pra você ver como esse argumento de que “as calças modelam o corpo da mulher” é furado, nem mesmo o Cardeal Siri concordava com isso. Segundo ele, muitos modelos de calças cobriam melhor o corpo da mulher do que certas saias e vestidos. Veja:

      “Em primeiro lugar, quando a questão é cobrir o corpo feminino, não se pode dizer que o uso de roupas masculinas pelas mulheres seja uma grave ofensa contra a modéstia, pois as calças certamente cobrem mais do corpo da mulher que as saias das mulheres modernas.” (Cardeal Siri)

      Ou seja, o problema não é que as saias deixavam a mulher sensual, mas sim que a deixavam “viril”, masculinizada, contrariando a diferenciação entre os sexos. E, isso, segundo D. Estêvão Bettencourt, um grande bispo, já não se aplica mais aos dias de hoje.

      Em suma: esse povo deve parar de inventar pecado onde não tem.
      Ah, Mariele, ainda nesta semana falaremos sobre a questão do biquíni.

      • Dan.C

        Mas tem a parte seguinte do raciocínio dele né:

        “No entanto, as vestes para serem modestas não necessitam apenas cobrir o corpo, e tampouco devem estar coladas ao corpo. É verdade que muitas roupas femininas colam mais do que muitas calças, mas as calças podem ser feitas para apertarem mais, e de fato geralmente apertam. Por isso, este tipo de roupa, colada ao corpo, nos dão a mesma preocupação quanto às roupas que expõem o corpo. Então a imodéstia das calças masculinas no corpo feminino é um aspecto do problema que não pode ser deixado sem uma observação geral sobre elas, ainda que não deva ser superficialmente exagerado também.”

  • Thiago

    Sei que estou totalmente fora do assunto, mas por que essa mania deles de invocar Deus sob o título de Jeová? Não seria o certo Javé de Iahweh? Um dia um irmãozitcho das Testemunhas vei na minha casa e me perguntou se eu sabia qual era o nome de Deus (pensei,’cê tá brincando né?’) mas deixei pra ver no que ia dar e ela disse que era Jeová k, será que não seria uma tradução errada, já que o tradutor deles não era lá aquelas coisas?

    • Não Thiago, é que os protesta, que na verdade eles não são, são uma seita pseudo-cristã, cada um deles se diz iluminado e portando verdadeira intérprete e/ou tradutor das Sagradas Escrituras.

    • Aline

      Thiago, o nome de Deus em hebraico se escreve YHWH, pois não existe vogal nessa linguá, o som das vogais é dado apenas vocalmente…

      Assim, nós que fazemos parte do Cristianismo desde o seu início, com nossa Igreja que já passa os 2 mil anos, sempre unimos, seguindo a Tradição Apostólica, a palavra escrita YHWH à sua pronúncia YAHWEH, o que no Português acabou ficando grafado como Javé, assim como YESHUA se tornou Jesus para nós…

      Contudo, aqueles que pegaram o Cristianismo já no meio do caminho (ou melhor dizendo, no fim) e, num ataque de estrelismo, quiseram eles mesmos interpretarem tudo a seu próprio gosto, desconsiderando a Igreja, passaram a pronunciar YHWH como YEHOWAH, o que deu origem ao Jeová… Foi isso..

  • Guilherme

    Boa noite meu irmãos, gostaria de compartilhar um pouco do que penso sobre isso. A modéstia ao vestir, é extremamente importante, pois uma roupa curta, ou colada demais, pode levar nos homens a termos pensamentos impuros. Não que sejamos “tarados´´,mas é difícil pra nós homens, e também mulheres vivermos a santidade com tudo que o mundo nos apresenta. Firmados em cristo, tudo se é possível, mas temos que fazer nossa parte também. A paz do nosso senhor Jesus e o amor de Maria.

  • Ana Cristina

    Olá! Eu acredito que o uso da saia e do vestido deixa a mulher mais feminina e delicada, e sempre que tenho oportunidade faço uso dessas peças prezando sempre guardar o que é sagrado, e claro me vejo mais feminina quando uso esse tipo de vestimenta. Faço o uso da calça no dia-dia já que minha profissão não me permite usar vestidos e saias (sou desenhista e frequentemente trabalho no canteiro de obras). Acredito que dependendo de como se utiliza a calça sim estamos nos masculinizando ou sensualizando levando os homens ao pecado. Mesmo que a mulher use uma calça feminina é preciso ter cuidado com o tipo de camiseta que ela usa, de preferência mais soltinha e que cubra a região do quadril para evitar que a parte intima tenha destaque na composição do visual, e claro, sempre ao se vestir preocupar sempre em agradar a Deus porque o nosso corpo pertence a Ele, já que somos templos do Espirito Santo. Que Deus os abençoe e que Maria seja sempre nosso exemplo de mulher.

  • Jaidson

    Quando não vemos o princípio das coisas fica mais fácil aceitar como certo o que é errado, tudo que tem valor é bem guardado e revelado apenas num certo momento de acordo com a sua finalidade, ao valorizar suas curvas mulheres vocês devem saber esconder, veja o que diz o catecismo:
    O pudor protege o mistério da pessoa e do seu amor […] Exige que se cumpram as condições do dom do compromisso definitivo do homem e da mulher entre si. O pudor é modéstia; inspira a escolha do vestuário…”, com o uso da calça elas(curvas) são reveladas a qualquer um para usarem como bem entenderem, infelizmente nem todo mundo tem um olhar de misericórdia, as pessoas que convivem com vocês não as amam como desejam amá-las e são pecadores e por causa da fraqueza humana podem usá-las e ofederem o mistério que é Dom de Deus dada a cada uma de vocês. Não atirem vossas pérolas aos porcos! Deus abençoe.

  • Felipe

    E enquanto a o que Padre Pio falava?

    • Felipe,
      Sei que anda circulando por aí a informação de que Padre Pìo não tolerava que as fiéis usassem calças. Pode até ser verdade, mas eu não conheço nenhuma fonte segura para acreditar nisso.

      A afirmação de que Padre Pio teria obrigado uma comerciante canadense a se desfazer do estoque de calças femininas de sua loja é do livro de Anne McGinn Cillis: “Arrivederci, Padre Pio, A Spiritual Daughter Remembers”. Bem, andei pesquisando este nome… Essa senhora, que se diz filha espiritual de Padre Pio, está ligada a duas teorias conspiração. São duas histórias que ela apóia por meio de artigos:
      1) A irmã Lúcia verdadeira foi substútuída por uma farsante;
      2) O corpo de Padre Pio que está em San Giovani Rotondo é falso, o verdadeiro teria sumido.

      Convenhamos! Essa senhora tem boas histórias pra contar.

      Mas, vamos partir do princípio que a história das calças seja mesmo verdadeira. É preciso notar que o fato ocorreu há cerca de 50 anos! Será que o valor simbólico das mulheres usando calças (a questão da equiparação entre os sexos) tem o mesmo efeito de hoje? Precisamos entender o contexto em que os santos dizem certas coisas.

  • Maria Alice

    Obrigada Pelo Artigo.
    Vi em um site que falava sobre a modéstia católica condenando totalmente o uso de calças, estranhei porque muitas das missionarias da canção nova, por exemplo, usam calças jeans assim como muitas das grandes cantoras católicas. Não vejo mal em por exemplo usar uma calça reta. Mas acho que na santa missa devemos preferir saias e vestidos longos, já usei calças na missa mas mudei, mas no dia a dia eu uso, inclusive para ir no meu grupo de jovens que é dentro da igreja.
    Se não for muito incomodo, você pode me mostrar sobre o uso do véu, porque nesse mesmo site (sobre a modéstia católica)dizia que era quase obrigatório.
    Obrigada Desde Já e Deus a Abençoe

  • Ana Cláudia Marques

    Não sabia que foi um cardeal o autor desse decreto esdrúxulo, porém me lembro das consequências: nos anos 60-70 minha mãe não saía à missa usando calças compridas (as dela eram daquele tipo “básico”, sem ser cigarette ou pantalona justinha nas pernas) e ainda sobrou pra mim, que ainda era criança, quando eu ia à missa com ela!
    Ideia criada por alguém que se esqueceu que a Bíblia foi escrita por homens que usavam saias… OK, eram túnicas, mas calça é que ele não usavam.

  • “Vesti com modéstia e muito pudor; olhai como veste a mãe do senhor.”
    Lembrando que a calça foi uma atitude de revolta, e que a vestimenta adequada à mulher católica é a saia ou vestido. Como diria Santo Padre Pio “20 centímetros abaixo do joelho”.

    Essa questão da calça é muito mais uma posição espiritual do que regra.

  • Gianna Emanuella

    Prezados, Salve Maria!
    Gostaria de propor uma reflexão…
    Diversas pessoas exaltam tanto que Santa Gianna usava calças, porém, fazendo uma pesquisa bem detalhada, pode-se perceber que a única foto em que consta ela usando calças é quando estava esquiando, pois convenhamos, esquiar de saia ou vestido seria muito mais imodesto, principalmente havendo quedas. No mais, em sua rotina diária as fotos sempre mostram ela usando saia ou vestido, e bem modestos. Alguém teria mais fotos de Santa Gianna usando calças, que não sejam em momentos de prática esportiva? Eu desconheço…
    Santa Gianna foi uma mulher com virtudes heroicas, que deveriam ser mais explícitas e seguidas, porém, infelizmente sua biografia ao invés de ser explorada contra o feminismo e suas virtudes e atitudes exaltadas, passou a ser exemplo para combates entre uso de calças e saias, entre exagero e modéstia. Sem contar a questão que fazem em publicar que ela gostava de festas, danças, ouvir músicas e etc… como se isso fosse basicamente a sua vida! Quanta injustiça! Querem justificar suas quedas, seu estilo de vida para alcançar a santificação, apontando o que uma santa fazia em pequenos momentos de lazer, porém, convém esclarecer que a vida de Santa Gianna foi intenso padecimento nessa terra, até a morte, o martírio materno. Ela era uma mulher de saúde frágil, seus filhos adoeciam com frequência, seu esposo, Pietro, viajava constantemente a trabalho e cuidava de tudo praticamente sozinha, e ela com todo sofrimento, jamais reclamou, cumpria sua missão de mãe, esposa e dona de casa com fiel amor, e ainda assim, conseguia ser uma excelente profissional, onde cuidou e salvou a vida de muitas crianças. Os momentos de diversão, tais como citados em sua biografia, eram poucos, e obviamente bem aproveitados, pois ela tinha consciência que isso era apenas um pequeno presente divino nesse vale de lágrimas. Que possamos imitar, sobretudo, as virtudes heroicas de Santa Gianna, que saibamos ser mulheres agradáveis aos olhos de Deus como ela foi, e que, os momentos de alegria que Deus nos concede nessa terra, sejam aproveitados com morigeração e ternura, como ela o fez.

    Santa Gianna Beretta Molla, rogai por nós!

    • Gianna, vou vestir a carapuça.
      Me parece – é o que eu entendi – que você nos acusa de dar destaque demais a certos aspectos da vida de Santa Gianna que você preferia que não fossem divulgados. Por que incomoda tanto que deixemos o povo saber que ela usava calças (para esportes, que seja, mas usava), usava maquiagem, que pintou as unhas antes do parto? Acha que estamos justificando as “quedas” da santa? Acaso esses aspectos de sua vida – o cuidado com a aparência, o gosto moderado pela diversão – seriam censuráveis na sua opinião? Que coisa…

      Que ela tinha virtudes heróicas, é evidente pela sua forma como se deu a sua morte. Uma mulher fútil não seria capaz de se doar assim. E tal doação, naturalmente, é fruto de um cotidiano de mortificações amorosas, no trabalho diário como médica e na maternidade. Então, acho que é RELEVANTE SIM que o povo saiba que um santo não necessariamente é alguém que não dança, que não gosta de se enfeitar, que não tem vida social. Ninguém aqui tá dizendo que Santa Gianna vivia se em função de uma vida de diversões e frivolidades, mas sim que a dança era presente em sua vida e, ao que parece, não a impediu de carregar a sua cruz e de viver por Cristo.

      E durmam com essa!

  • Gianna Emanuella

    A Catequista, Salve Maria!

    Primeiramente gostaria de esclarecer que não trouxe carapuça para vestir em ninguém, muito menos em você. A ideia era simplesmente propor uma reflexão, após observar muitas pessoas que infelizmente não conhecem a bela história de Santa Gianna e se apegam somente no lado bom de sua vida. Como sou devota de Santa Gianna e busco aprofundar em sua vida e espiritualidade, achei importante destacar esse outro lado pouco divulgado. Ressalto que não me incomoda de forma alguma a divulgação dessa parte da vida da santa, até por que eu também uso maquiagens, pinto as unhas, procuro cuidar sempre da minha aparência e me divirto. Em breve, passarei pela terceira cesárea, e se Deus quiser, estarei na sala de parto de cabelo escovado, unhas feitas e bem cuidada, como sempre faço… Isso não é problema e muito menos pecado, desde que saibamos aproveitar esses momentos cristãmente, que é inclusive o que sempre leio no site, por isso não entendo o motivo do ataque. Penso que estamos em pleno acordo nisso. A intenção era que além disso, da divulgação dessa parte da vida dela, que é amplamente divulgado, não aqui, ou só aqui. Como iniciei no comentário anterior: “vejo tantas pessoas” destacando ou se apegando só a essa parte da vida dela, não disse: “vocês só se apegam nisso e isso deveria ser escondido”, de forma alguma! Minha intenção era dar um destaque merecido às virtudes e serenidade da santa, sinceramente, só isso! Perdão se não foi dessa forma que ficou exposto o meu texto anterior. Quanto a justificar as quedas, não são as quedas de Santa Gianna, e sim, vejo pessoas, não estou dizendo que é você e nem lhe colocando carapuça, mas sim, conheço pessoalmente e virtualmente, pessoas que não sabem nada sobre a história de Santa Gianna, dos seus sofrimentos e suas virtudes, e se apoiam no fato da santa ter curtido os bons momentos da vida, gostado de artes, dança, músicas, e ter trabalhado fora, para justificarem suas vidas somente com isso, curtindo e trabalhando fora, sem saber que por trás disso tudo havia uma mulher sofrida e virtuosa. A intenção era direcionar a reflexão aos leitores do site e é claro, que lendo esse artigo, ao ver a foto de Santa Gianna e escolher esse site por gosto pessoal, resolvi comentar, propor um destaque para esse lado espiritual da vida da santa. Portanto, isso não era uma ofensa, acusação ou qualquer outra coisa do tipo, direcionada a vocês. Até porque convém explicitar que sou leitora assídua do site, e foi a primeira vez que resolvi comentar, por se tratar de uma reflexão pessoal que pensei que pudesse ajudar ou acrescentar na espiritualidade das pessoas.
    Destaco que gosto muito desse site e continuarei lendo os artigos, apesar de, em alguns casos, não concordar com algumas coisas, mas, convenhamos, a discordância é algo normal, proveniente muitas vezes da cultura, fontes de estudo, caminhada espiritual e personalidades diferentes, e sinceramente, não vejo isso como uma necessidade de ataques ou ofensas. O fato de eu não concordar com alguns artigos não me faz melhor ou pior do que vocês, e não tenho intenção de acusá-los em nada, tanto que esse foi o primeiro comentário que fiz no site após tanto tempo de leitora, onde na verdade não foi minha intenção, de forma alguma, atacá-los ou jogar indiretas. Peço perdão mais uma vez se foi assim que ficou subentendido.
    E ainda, digo que realmente fui “dormir com essa”… pois li e reli o que escrevi e realmente não retiro nada, pois “dormi com essa” certeza da minha intenção em ajudar a enriquecer o site, porém, caso não agrade, informo que continuarei a ser leitora assídua mas me absterei de comentar, ou redobrarei meus cuidados para não causar inquietações.
    No mais, espero que fique esclarecido e que a verdade seja reluzente!

    Que Deus abençoe o trabalho de vocês!

    Santa Gianna, rogai por nós!

  • Amanda

    Prezados, o importante aqui é o bom senso. Devemos, nós, mulheres, nos vestirmos de forma digna sempre, independente de onde estamos, pois Deus está em toda parte. (Não adianta ir de vestidão para a Igreja e ir de minissaia pro trabalho).

    Infelizmente somos bombardeados por uma cultura hedonista, que falsamente prega como uma liberdade da mulher usar roupas curtas e andar seminua.
    Mas isso é só mais uma estratégia para nos colocarmos como objetos e não como pessoas…

  • DENISE

    Então vamos ver se eu entendi: Hoje em dia tudo bem as mulheres usarem calças (desde que modestas) inclusive para participar da missa, certo? Agora eu queria saber sobre o véu. Seria incorreto uma mulher usar véu usando calças?

    Um forte abraço! 🙂

  • “Nossa Senhora não usava calça. Eu também não devo usar.” Que argumento imbecil! É como dizer: “Nossa Senhora não usava internet. Eu também não devo usar.”

  • Jaqueline

    Olá, meu nome é Jaqueline,tenho 15 anos,e estava realmente na dúvida em que tipo de roupas uma menina de minha idade católica deveria usar quais não deveria,gosto muito de usar saias acima do joelho mas não tinha ideia de que talvez alguém me olhasse com olhar maldoso, alguma vez me chamaram atenção para as roupas que eu usava,só que eu gostava de usar por ser meu estilo somente,vou começar a tomar cuidado com as roupas que eu uso para mais parecer com uma católica e não roupas indecentes.

  • Anacy Nunes

    Parabéns pelas excelentes e ponderadas colocações!

  • maria

    Olá, gostaria de falar aqui da forma mais cautelosa possível. Eu gosto muito desse blog, sou leitora assídua, como a maioria aqui. Eu já tirei várias dúvidas lendo os posts aqui e converso sempre com amigas católicas praticantes sobre os temas apresentados. Algumas vezes não concordo, outras vezes concordo plenamente (o que é extremamente normal!)
    Acontece que muitas vezes eu e minhas amigas não temos coragem de comentar aqui porque nos parece que os leitores que têm opiniões diferentes são atacados. Muitas vezes parece que nem se procura entender o que a pessoa está realmente dizendo. Fica difícil até ler a opinião dos outros leitores, como é o caso da leitora Gianna Emanuella que deu sua opinião sem ofender ninguém, de forma bem contida e razoável e foi logo atacada.
    Estou fazendo essa crítica porque é uma crítica construtiva (acredito eu). Pelo bem do blog que gostamos tanto. É sempre positivo tentar melhorar e refletir sobre nossa ações.
    Salve Maria

    Eu

    • Maria, eu não vi ataque nenhum. É preciso diferenciar uma resposta firme ou mesmo inflamada pela discussão de um ataque.
      Foi o caso da Gianna, que teve um comentário ponderado e foi respondida com firmeza, mas sem ataque. E depois que ela explicou o que queria dizer e seus objetivos com o comentário foi entendida e tudo ficou bem, então não é exatamente um bom exemplo do que você quis colocar.

      O que vejo acompanhando o blog são artigos fundamentados, sempre apontando o que diz o Magistério e divulgando as fontes, mas com comentários contrários geralmente infundados ou baseados numa visão romântica da fé, ou as duas coisas. E esses comentários muitas vezes descambam para o ataque e o julgamento gratuito. Repito, não foi o caso da Gianna.

      Nesses comentários sem-noção, não vejo o menor problema na defesa veemente da posição (que é sempre a posição da Igreja, perceba), inclusive expondo as falhas de argumentação e raciocínio (quando há argumentação ou raciocínio) e a depender do tom do comentário, mostrando o ridículo do comentário. Isso tudo é mais recurso estilístico que ataque ao comentarista, uma coisa difícil de entender nestes tempos da ditadura do politicamente correto.

  • maria

    Vou ser obrigada a discordar Fabão, eu achei bem desrespeitoso sim a resposta que a Gianna recebeu. Na verdade, achei BEM desproporcional. Não só durante a resposta, como no final o “e durmam com essa”… Não conheço a Gianna e não sei se ela se sentiu ofendida, mas pareceu quando ela disse que não iria mais comentar nos posts. Acho bem compreensível, já que ela queria apenas enriquecer o post (que foi o que ela fez). Inclusive, muitos provavelmente não sabiam a parte da vida da santa que ela citou, eu mesma nao conhecia. Acho que como você disse, uma coisa é está no meio de em debate caloroso e ficar emburradinho por qualquer coisa ou por nao ter tido a resposta mais fofa e carinhosa do mundo, poré nao foi o caso. Eu só dei esse exemplo da Giana porque foi nesse post e eu nao ia ficar procurando outros casos parecidos ou piores.. mas que TEM tem. Isso como eu disse nao é uma visao so minha, como de varios outros leitores que eu conheco que nao se sentem muito confortaveis em comentar.

    • Jotacê

      Desculpe a franqueza, maria, mas eu, que não conheço tantas pessoas como você, comento aqui há cerca de 6 ou 7 meses – em determinados dias várias vezes – e nunca levei nenhuma resposta “desproporcional”. Ao contrário, sempre fui muito bem tratado.
      Todas as respostas mais – digamos assim – diretas que eu vi a Catequista dar, foi quando o autor do comentário se utilizava de linguagem dúbia, as famosas “charadinhas”.

    • Pois é, Maria. Você confunde assertividade e uma resposta direta com um ataque. Normal para os nossos tempos em que qualquer defesa mais firme do próprio argumento é vista como intolerância, ou como ataque, como você mesma interpretou.

      Perceba que a Catequista respondeu de forma direta, inclusive dizendo o que entendeu do que a Gianna escreveu, ou seja, uma resposta à altura do que foi entendido. Depois a Gianna explicou melhor suas intenções e a Catequista respondeu dizendo que entendeu e agrradecendo. Tudo normal.

      No mais, a firmeza está se perdendo nos nossos tempos, inclusive dentro da Igreja! Alguns católicos acham que, como Jesus pregou o amor incondicional, ele era uma espécie de riponga-paz-e-amor que pregava a não-violência e era todo “flores e perfumes”. Para quem pensa assim, dizer claramente “você está errado” virou grosseria! Não percebem essas pessoas que Nosso Senhor não dizia “voce está errado”, ele dizia “raça de víboras”, “hipócritas”, “sepulcros caiados”…

      Quem está certo não tem motivo para ter medo de defender o que é certo. Então se você e os vários outros leitores que não se sentem confortáveis em comentar tem confiança de que defendem o que é certo, por quê o receio? Comentem! Vamos debater na busca pela Verdade! Esse tipo de debate nunca e infrutífero! 😉

      • Gabriela A.

        Ótima colocação irmão! Hoje em dia as pessoas tem medo de defender a verdade, principalmente quando ela soa contrária à opinião da maioria das pessoas… e quem tem a coragem, argumenta já sabendo que será muito mais atacado do que contra-argumentado, porque, atualmente, as pessoas não discutem mais para buscar a verdade, mas sim para se defenderem da opinião alheia. Na verdade, eu tenho observado dois caminhos: a relativização e o ataque… e nenhum desses conduz à verdade. Precisamos buscar a verdade e conhecê-la, para melhor defendê-la, e compreender porque o errado é errado. Muitos gostam de atacar a nós Católicos pelo fato de defendermos nossa opinião baseada em nossa fé, gostam de dizer que temos ‘aquela velha opinião formada sobre tudo’, mas se estudarmos o que nos ensina nossa doutrina, compreenderemos que não se tratam apenas de ‘opiniões pré-formadas’, mas sim que se trata da verdade, e que tudo que a Igreja nos ensina têm um sentido. Se conhecemos essa verdade, melhor a amamos, melhor a vivemos, melhor a defendemos e melhor podemos difundi-la. Gostam de nos chamar por aí de ignorantes, sem opinião própria, mas infelizmente, a maioria das pessoas vive segundo uma ‘doutrina’ ensinada pelas telinhas ‘plin plin’ e defendem com unhas e dentes os valores e opiniões que as novelas e demais programações educam… Nos chamam de intolerantes, mas com eles nem adianta argumentar…porque logo somos atacados por diversos nomes (homofóbicos, carolas, intolerantes, radicais etc).
        Infelizmente essa cultura de discussão baseada em ataques e não em argumentos vêm emburrecendo nossa população… e todos se apressam em reproduzir discursos impensadamente, sem uma reflexão séria, e em pouco tempo todos vão às ruas protestar sem saber ao certo por quê…e depois votam da mesma forma. Disseram que o gigante acordou, pra mim ele era só um sonâmbulo mesmo…

  • Francine

    Post maravilhoso! Gostaria de deixar aqui um testemunho…
    Quando descobri alguns blogs que tratavam do uso da calça como um hábito “imoral”, quase que “demoníaco”, eu passei dias sem dormir direito, mal conseguia comer, tive ataques de medo de ir para o inferno. Até que, ao ler aqui no blog que o Papa Francisco (Deus o abençoe!!) falou sobre a confissão, fui me confessar e me deparei com ninguém mais que o Bispo na sala de confissões. Aproveitei o momento e perguntei sobre isso. Ele disse: “Deixe de lado essas posturas rigoristas. Isso está te deixando com medo de Deus Nosso Senhor. Isso sim é pecado. Veja, quantas mulheres boas usam calça!! Religiosas, irmãs diretoras de escolas católicas usam calça! Tu só não podes usar roupas que insitem os homens ao pecado!”

    Depois, percebi que no próprio YouCat, há várias fotos de meninas jovens vestidas de calça. O próprio beato Joao Paulo II, ao referir-se aos jovens, disse: “precisamos de santos de calças jeans!”

  • Fran

    Bah, tenho umas coisas a complementar:

    – Se procurarmos a nota oficial do Vaticano sobre São Pio, NÃO HÁ NADA QUE CONFIRME QUE ELE NÃO ACEITAVA O USO DE CALÇAS.
    Disponível em: http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20020616_padre-pio_po.html

    – No Catecismo Jovem (YouCat), há várias fotos de meninas usando calças jeans, inclusive, dentro da igreja.

    – Na entrada do Vaticano, há uma placa que mostra a roupa feminina como vestido OU calça, desde que esteja na altura dos joelhos.

    -O Santo Papa João Paulo II dirigiu-se aos jovens: “Precisamos de santos de calça jeans e tênis”. Em nenhum momento disse: “Precisamos de santos de calça jeans, mas que sejam meninos…”

    -Alguns “catolicrentes” vangloriam tanto a modéstia da sociedade do início do século XX, em que as mulheres só usavam saias. Não discordo de que, realmente, a moda não dava tanta abertura ao pecado e à imodéstia. Mas esse exagero acaba gerando a ideia de que, naquela época, tudo era perfeito. O que não é verdade: Na primeira metade do século XX, eclodiram duas Guerras Mundiais.

  • Edymara

    Nem mesmo Jesus usava calças, né? Ô pecinha imodesta!!! U_U [/ironia]

  • joicemara jesus da silva

    Denise até onde sei não devemos usar o véu quando estamos usando calça. só vestido, assim se você for A IGREJA USANDO CALÇA É MELHOR Q NAO USE O VÉU. O VÉU SÓ SE USA SE ESTIVER USANDO SAIA.

  • Lara

    Pessoal leio muito o blog, mas se não me engano essa é a 1ª vez que comento aqui, também não gosto desses blogs que demonizam a calça, afinal o pecado está na intenção e não no ato, acho saias e vestidos lindos, e estou estudando corte e costura para fazer os meus, mas estudando de manhã, não tenho condições de ir de saia (exeto com legging), e vou usando blusas compridas e calças sempre mais larguinhas e tentando destacar minha feminilidade, parabéns pelo post!

  • Andréa

    Muito obrigada, eu uso calças decentes mas passei a semana encucada e me sentindo mal porque andei lendo um blog de catolicrentes.

  • olá Catequista
    sou uma leiga consagrada- fiz votos de maneira particular- e quero muito me vestir sempre de maneira modesta, porém tenho uma dificuldade: estou obesa, por isso tenho de fazer ginástica em academia (já tentei malhar sozinha, não dá muito certo, e devido a problemas de coluna preciso de orientação e equipamentos apropriados). Por isso, fica a dúvida: já que não posso malhar de saia porque a saia levantaria piorando a situação, e de bermuda largona também não dá muito certo porque dá pra a coxa no espaço sobrando entre a roupa e perna… Enfim, o que fazer? acabei indo malhar com bermuda colada mesmo e camiseta comprida, mas queria uma solução melhor.

    • Oi, Mariana! Vamos pensar juntas em uma solução. Será que um short de tactel larguinho em cima da calça legging ou bermuda colada ficaria legal? Acho que o short larguinho ajuda a disfarçar as formas do bumbum e da parte da frente. Se essa não for uma boa solução, me avise, aí a gente pensa em outra coisa (ah, eu não entendi o que você falou sobre a coxa).

  • Jacinta

    “Ão de vir umas modas que ofenderão muito o nosso senhor,
    Quem segue a Jesus não deve seguir a moda,
    Pois nosso Deus é sempre o mesmo”

  • Reannan

    Calça apertada que delineia o corpo é pecado sim, se quiserem assistir o video do Padre Paulo Ricardo: Como as mulheres devem se portar, eu recomendo! A Paz!

  • Rafael Brodbeck

    Artigo da minha esposa Aline, a meu ver, colocando um ponto final nessa discussão (e apoiando o texto de O Catequista): http://www.blogfemina.com/2014/05/pode-mulher-crista-usar-calcas.html

  • Só quero ver se vão achar natural quando o homem resolver usar saias e vestidos.”No mundo há de surgir umas modas que irão desagradar muito a Nosso Senhor “N.S.de Fátima.Eu não duvido nada que as ” calças femininas” estão entre essas modas.

  • Querem ver como deve vestir uma moça, vejam Jacinta de Fátima, há ali a modéstia e a elegância simples inspirada pelo espirito do EVANGELHO.Há uma escolha a fazer Nos dias de hoje como nos dias do paraíso: EVA E MARIA… A moça moderna de Calças jeans e Jacinta. A Moça sedutora filha de Eva que segue a voz da serpente. Do outro lado a moça virtuosa, modesta, pura, elegante, que segue a Lei de Deus, que dá bons exemplos, a modéstia é simplesmente p espirito de Deus refletida na matéria. Essa matéria que deve se vestir como Deus quer pois são Templos do
    Espirito Santo.

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