Lutero – “…peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo”

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No post anterior, falamos da infância e da juventude de Matinho Lutero, até a sua entrada no mosteiro. Lá, ele continuou sendo um devorador de livros e foi muito influenciado por Dun Scotto, São Bernardo e São Tomás de Aquino. Tiveram muito impacto sobre ele as obras de Gabriel Biel, conhecido como o último dos escolásticos, e também as obras do nem sempre bem entendido Guilherme de Occam, o doctor invencibilis,  frade franciscando inglês, criador do princípio da “Navalha de Occam”.

A “Navalha de Occam” diz que a explicação mais simples é sempre a mais provável, porque a natureza tende sempre a “solucionar os seus problemas” de forma simples, elegante e simétrica. É um princípio utilizado amplamente na física moderna, e sua maior contribuição é ajudar os pesquisadores a selecionar teorias a serem desenvolvidas, entre tantas que parecem corretas.  É também aplicado com extremo sucesso na matemática.  E ainda dizem que a Igreja e seus pensadores medievais eram burros e inimigos da razão…  Enfim.  Os princípios filosóficos de Occam influenciam todo o protestantismo.  O problema é usar um princípio formulado para estudar as leis da natureza dentro de discussões teológicas.  É mais ou menos como tentar medir a altura de uma pessoa usando uma balança… claro que não dá certo!

Depois de um ano, Lutero proferiu seus votos como monge de Santo Agostinho. No dia 2 de maio de 1507, ele rezou sua primeira missa. Em um relato posterior, o monge pirado disse que, ao erguer a hóstia sentiu-se indigno de seu posto (um momento de simancol?).

Certa vez, teve um ataque de piti quando narrou a história do “epilético endemoniado” do Evangelho de São Marcos. Essa história inundou de tal forma a sua alma negra o fez mergulhar num estado de espírito miserável. Emergiu desse fosso imbuído de sua crença mais fanática a Sola Fide, justificada por ele pela Carta de São Paulo aos Romanos (1, 17). O “princípio da navalha” de Occam inspirou Lutero a contruir esta tese.

A Sola Fide determina que as pessoas são justificadas (regeneradas e salvas) somente pela fé, independentemente da prática das boas obras.

“Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda… Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar… Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia.”

(LUTERO, Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521)

“Estas almas piedosas que fazem o bem para chegar ao céu não somente não o alcançarão, como serão arranjados entre os ímpios; e importa mais em impedi-los de fazerem boas obras que pecados.”

(LUTERO, Wittenberg, VI, 160, citado por O’Hare, in “The Facts About Luther“, TAN Books, 1987, p. 122)

Adulteração da palavra divina é dose! É preciso, cada vez mais, perseverar para salvar os protestantes. Convenientemente, Lutero se esqueceu que, na mesma Carta, São Paulo afirma que Deus “recompensará cada um conforme as suas obras” (2, 16).  Só essa deturpação já seria o suficiente para mandar o dito pro colinho do canho. Além disso, ele ignorou o evangelho de São Mateus, capítulos 15 e 16, e a Carta de São Tiago também. Façam seus estudos bíblicos crianças, vão lá nas sagradas escrituras e não caiam nesse tipo de esparrela.

O “princípio da navalha” de Occam, aplicado à teologia, resultou também no esvaziamento da liturgia. Quem já entrou num templo de protestantes – basicamente, uma igreja em forma de sala de aula – vai entender isso. O Frade Occam e o seu famoso princípio estão dentro de todos os templos dos protestantes e, claro, eles nem se dão conta disso.

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Comentário dA Catequista:

Não é incorreto dizer que somos justificados somente pela fé, e não pelas nossas obras. De fato, somos aceitos por Deus pelos méritos de Cristo, e não pelos nossos méritos. Entretanto, sem estar devidamente conectada a outras verdades de fé, esta fórmula luterana – a Sola Fide – pode gerar a CONFUSÃO em uma multidão de almas, levando-as ao erro e ao inferno. Afinal, muitos podem pensar: “Já que não é pela observação dos mandamentos que somos justificados, então posso pecar à vontade. Basta crer que Jesus é o Senhor, que serei salvo de qualquer modo!”.

Ao mesmo tempo que ensina que a justificação é dom gratuito de Deus, Santa Igreja reforça que o cristão não pode e não deve ficar sem obras, pois elas são sinal e fruto da fé verdadeira. “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mateus 7, 21). Os católicos entendem que a fidelidade aos mandamentos de Deus conserva e aprofunda a amizade com Cristo, e também com base nisso seremos julgados no Juízo Final. As boas obras têm a promessa de recompensa no céu, além de, nesta vida, contribuirem para o crescimento da graça em nós.

A simplificação extrema da fórmula “somente pela fé” serve, assim, como uma arapuca para muitos cristãos. Por isso, a tese da Sola Fide foi condenada pela Igreja Católica no Concílio de Trento (século XVI). E isso vale até hoje, porém, pode-se dizer que tal condenação não se aplica mais aos luteranos atuais, ao menos àqueles que entraram em acordo com o Vaticano.

acordo_catolicos_luteranos_2Durante muitos anos, teólogos católicos e luteranos dialogaram intensamente, buscando chegar a um consenso sobre a doutrina da justificação. O ponto central das discussões era: afinal como a pessoa decaída é resgatada e salva? Durante o papado de João Paulo II, em 1999, o Vaticano publicou a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação e um documento Anexo em que a Igreja Católica e a Federação Luterana Mundial declaram concordar em muitas verdades básicas, permanecendo, entretanto, algumas discordâncias.

O acordo foi visto por muitos como um grande passo para a superação das divisões entre as igrejas. O Pe. Dirceu Belotto fez um comentário no primeiro post desta série, dizendo que “Depois dessa declaração algumas comunidades luteranas voltaram ao seio da Igreja Católica”.

36 comments to Lutero – “…peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo”

  • Pessoal,

    Quero complementar aqui algumas informações sobre a tal Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação. A aprovação deste documento pelo Vaticano foi um processo muito turbulento e cheio de reviravoltas.

    A primeira versão desta declaração foi publicada sob a responsabilidade do cardeal australiano Edward Cassidy, em 1998. Cassidy era o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

    Mas no meio do caminho havia um Ratzinger (graças a Deus!). Reagindo criticamente à esta declaração comum entre católicos e luteranos, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou uma resposta, em que aponta uma série de pontos fracos no documento. Os luteranos ficaram tiriricas… foi o maior bafafá!

    Apesar de ter sido pixado como vilão pela imprensa (ohhhh, novidade!), o cardeal Ratzinger não tinha a intenção de minar o diálogo interreligioso, mas, sim, colocá-lo nos trilhos. Diálogo, sim; esculhambação da doutrina católica, não!

    Ainda em 1998, o futuro papa formou um grupo de trabalho com telólogos luteranos, para refazer a declação conjunta sobre a doutrina da justificação. No ano seguinte, o Vaticano publicou o documento oficial da Declaração, e também o Anexo.

    É bom frisar que muitos luteranos discordam fortemente do conteúdo desta declaração conjunta. Sobre estes, portanto, ainda pesam as condenações de Trento. Eles reclamam especialmente do fato desta declaração afirmar que as boas obras serão levadas em conta no nosso julgamento no Fim dos Tempos, entre outros pontos de discordância.

  • Vamos ver o que a Igreja nos fala no Catecismo Jovem, o YouCat:

    “Como somos redimidos?

    NENHUMA PESSOA PODE REDIMIR A SI MESMA. OS CRISTÃOS CREEM QUE SÃO REDIMIDOS POR DEUS, QUE PARA TAL SNVIOU SEU FILHO, JESUS CRISTO, AO MUNDO. A REDENÇÃO SIGNIFICA, PARA NÓS, QUE SOMOS LIBERTADOS PELO ESPÍRITO SANTO DO PODER DO PECADO E QUE, UMA VEZ RETIRADOS DO ÂMBITO DA MORTE, REENCONTRAMOS UMA VIDA SEM FIM, UMA VIDA NA PRESENÇA DE DEUS. [1987-1995, 2017-2020]

    São Paulo observa: ‘Todos pecaram e estão privados da glória de Deus.’ (Rm 3,23) O pecado não pode ter existência perante Deus, que no fundo é justiça e bondade. Se o pecado para nada serve, que acontece com o pecador? No Seu amor, Deus encontrou um caminho no qual Ele extermina o pecado, mas salva o pecador. Ele torna-o novamente correto, isto é, justo. Por isso, a redenção foi designada, desde muito cedo por justificação. De fato, não nos tornamos justos pela própria força; o ser humano não consegue perdoar a si mesmo o seu pecado, nem se consegue arrancar a si mesmo da morte. Portanto, Deus tem que agir em nós, e por misericórdia, não porque merecemos. Deus concede-nos pelo Batismo ‘a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo’ (Rm 3,22). Pelo Espírito Santo, que foi derramado nos nossos corações, somos assumidos no interior da morte e da ressurreição de Cristo – morremos para o pecado e nascemos para uma nova Vida em Deus.” (n• 337)

    “Pode alguém merecer o Céu com boas obras?

    NÃO. NENHUMA PESSOA PODE ALCANÇAR O CÉU SIMPLESMENTE PELA PRÓPRIA FORÇA. A NOSSA REDENÇÃO É PURA GRAÇA DE DEUS, QUE EXIGE, NO ENTANTO, A LIVRE COLABORAÇÃO DO SER HUMANO. [2006-2011, 2025-2027]

    São tão importantes a graça e a fé, através das quais somos salvos, com o nosso dever de, nas boas obras, mostrar o amor que a ação de Deus produz em nós” (n• 341)

    Fica bem claro. Somos salvos pelo livre amor de nosso Deus, porém esse amor nos precisa santificar. Sem a graça não seremos salvos, mas da mesma forma sem nosso sim também não seremos.

  • Eduardo

    Muito interessante o post!
    Agora sobre o Sola Fide em que as pessoas são justificadas (regeneradas e salvas) somente pela fé. Acredito, claro, isso é uma opinião que tirei de um filme que assisti, “A Igreja Católica Construtora da Civilização Ocidental” do Dr. Thomas Woods Jr.(Filme excelente por sinal, adquiri o livro também), que Lutero criou essa crença para evitar que os Cristãos realizacem as obras apenas para conseguir o céu e a vida eterna, ou seja, não é pelo simples amor a Deus e a ver o outro como irmão. Mas por interesse, “vou ajudar, realizar obras porque vou pro céu”. Com o Sola Fide, as obras não levam a salvação, portanto quem realizar as obras, será por livre amor a Deus. (PONTO)

    É claro que esse pensamento é ABSURDO, nós católicos realizamos as obras por amor a Deus e ao próximo, uma mostra de nossa Fé. E como diz na Carta de São Tiago: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.

    Vlew!

    • Sim, Eduardo, o Thomas Woods Jr. é uma ótima referência.
      Você está certo sobre a Sola Fide, esta foi a justificativa de Lutero ao afimá-la. De certa forma, podemos dizer que o Lutero disse faz sentido: não devemos fazer o bem para “comprar” o nosso lugarzinho no Céu, mas sim por amor. O problema é que a ênfase exagerada dos luteranos na “salvação somente pela fé” e o desprezo pelas boas obras (além da afirmação herética de que o homem praticamente não possui livre-arbítrio, estando quase que irremediavalmente destinado a pecar) produz uma aberração teológica. Lutero parece começar bem em seu raciocínio, mas o resultado prático de sua tese é um monte de bosta voando pra tudo o que é lado.

    • Vale a pena olhar um pouquinho do contexto também. Lutero era um cara extremamente inteligente e hábil. Se você olhar, todas as teses dele são colocadas dessa forma bem intencionada. Mas por baixo da fantasia de bom moço estava um frade que desafiava o Papa e as verdades de fé publicamente e as colocava em debate como se fossem meras opiniões.

      Não se engane. Esse cara estava mesmo é querendo explodir a Igreja por dentro. E fez um belo estrago.

      • Meu professor de história de igreja mensionou também a base filosófica que ele teve antes de entrar para o mosteiro, que nada (ou muito pouco) tinha a ver com Sto Agostinho, posso dizer que apontava em sentido contrário…

        • Acho que era porque Santo Agostinho não era maluco.

        • Não Philipe, a Doutrina de Santo Agostinho contra o herege Pelágio, foi a base para o Sola Fide, mas o anátema do monge radicalizou e depois Calvino vai transformar isso em jansenísmo.

          Santo Agostinho não é o “Doctor Gratie” a toa. Seu trabalho encima da graça é a mais pura e bela doutrina católica: sem a graça de Deus nada podemos fazer. Ninguém se santificará ou chegará à salvação sem a graça.

          Lutero fez uma releitura distorcida disso. Para ele, graça e fé se misturavam e ter Fé seria portanto ter a graça, (ele falava isso porque era extremamente viciado nos prazeres carnais), por isso ele quis se salvar afirmando que a Fé é a tábua de salvação pura e SIMPLESMENTE (Vivi vai entender 😀 kkkkk).

          Portanto até hoje os protestantes ditos “sabidos” atribuem a Santo Agostinho muito do protestantismo, o que é ridículo pois o próprio Santo Agostinho dizia: “Roma locuta, causa finita” (Roma falou, acabou o assunto), ou seja, se o cara estivesse entre nós mandaria os protesta que dizem isso a m**da.

          Pax et ignis.

          • Cadu, não sei se entendeu o que eu disse… digitei correndo…

            o que disse foi que o lutero, frequentou uma “faculdade” de filosofia que apontava em outra direção, sabe os cursos de ciencias humanas que temos hoje… mais ou menos por ai. e com esta bagagem filosofica, e com a cabecinha ja não muito boa, confundiu tudo que Sto Agostinho disse…

          • Ahh agora entendi. Pensei que você estivesse falando da doutrina dele somente. Sim é verdade. Lutero era extremamente culto, mas ao mesmo tempo muito perturbado e para ele era muito difícil vencer os impulsos carnais, somando tudo isso, viu-se no que deu a obra dele.

            O interessante irmão é que o próprio Lutero, vendo o mal que havia causado, enlouqueceu ainda mais. Virou no fim da vida esquizofrênico, tinha medo de tudo e era extremamente deprimido e infeliz; só não entendo que alguém que tenha uma biografia assim, pode ser considerado libertador ou iluminado, absolutamente incoerente.

  • Carlos

    Só lembrando que Lutero acrescentou a palavra somente no versiculo Rom 3,28, pois diz que “…o homem é justificado pela fé…”; não tem o somente. Lutero para justificar sua “Sola Fide” acrescentou este somente.

  • João Nunes

    Como sou iniciante em doutrina católica e apologética, gostaria que alguém, se possível, pudesse resumir como se dá a justificação segundo a Igreja Católica e segundo o Protestantismo, evidenciando a diferença entre ambas. Por exemplo: “Segundo a ICAR > 1º PASSO: Deus age sobre o homem dando-lhe a graça; 2º. PASSO: o homem corresponde a esta graça divina; 3º. PASSO: eteceteraetal”…..”Segundo o Protestantismo > 1º PASSO:…..” Só para eu entender melhor. Gostaria também de saber que outras doutrinas além da necessidade de boas obras o Sola Fide acaba por entrar em conflito…Obrigado! Deus abençoe!

    • João, a paz!

      Vou explicar usando o texto que já citei do YouCat. Para a Santa Igreja Católica Apostólica Romana a salvação se dá por graça, ou seja:

      1)Deus em seu infinito amor, não querendo deixar o homem preso pelo jugo do pecado e da morte, envia o Seu Filho, se Encarna, toma a condição humana em tudo, exceto no pecado, e através da sua morte e ressurreição salva todo o gênero humano por regeneração, Ele vai até o fundo do poço, e por amor e graça, resgata o gênero humano.

      2) Quando alguém recebe essa notícia (o Evangelho e a Redenção em Cristo Jesus), quem quer que seja, para salvar-se, precisa ser Batizado em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, neste instante começa a Vida com “V” máisculo (a ZOÉ, em grego), a Vida Eterna. No Batismo, a pessoa passa a fazer parte da Comunhão dos Santos, o Corpo de Cristo, isto é a Igreja.

      3) É preciso crer na Igreja, que guarda o tesouro e depósito da Fé initerruptamente a 2000 anos e nela perseverar.

      4) Viver conforme os Dez Mandamentos de Deus, jamais transgredindo gravemente os mesmos, e se caso o fizer, se aproximar do Sacramento da Penitência para ser perdoado no amor de Cristo. É isso o que significa viver conforme a graça, ou seja, permitir que a graça de Deus me santifique e me faça viver conforme os Mandamentos, portanto conforme o amor.

      5) Morrer sem estar em pecado grave, ou seja, em estado de graça.

      Isso é a Sã Doutrina Apostólica de 2000 anos.

      Já os protestantes creem que:

      1) A salvação se dá SOMENTE pela Fé; não há santidade, nem batalha, nem nada podemos fazer por nós mesmos, apenas crer, e se caso cremos, mesmo tendo agido não conforme os Mandamentos, a fé nos pode salvar.

      Tá aí, resumidamente melhor explicado.
      Certa bonum certamen fidei.

    • Oi, João!
      O Cadu resumiu bem a questão (obrigada mais uma vez, Cadu), mas há mais do que isso.
      O seu pedido para evidenciarmos as diferenças entre a Igreja Católica e a Luterana sobre a doutrina da justificação de forma esquematizada é muito justo, o problema é que não posso prometer isso para tão breve (andamos meio enrolados). Então, o que posso fazer por hora é recomendar a você a leitura da Declaração sobre a Doutrina da Justificação e o Anexo (os links estão no penúltimo parágrafo do post), que relatam detalhadamente todos os pontos em comum e todas as diferenças. De qualquer forma, o resumo do Cadu já esclarece os principais pontos. Deus te abençoe tb!

      Deus te abençoe tb!

  • Paulo Ricardo

    Hoje, ministrei uma palestra a respeito da inquisição, muito interessante falar para pessoas de boa fé. Em breve elucidarei nos post sobre Lutero a loucura que foi a caça às bruxas. Senti ali que a turma tem boas intenções.

    • André

      Como assim??? Onde essas palestras são ministradas? Quem as grava? Quando estarão no site? Nunca falaste que era palestrante!!!!!

      • Oi, André! Já faz dois anos anos que o Alexandre (O Catequista) e eu convidamos o Paulo Ricardo para falar sobre a Inquisição em nossas turmas de Crisma. Reservamos um encontro inteiro só para isso.
        Ontem, o Paulo foi na minha turma. Em breve (ainda não marcamos data), ele irá na turma do Alexandre, que é aos domingos.
        Nossa paróquia fica em Copacabana. Se você for do Rio e estiver interessado, me diz que eu te aviso por email depois. Estamos pensando em gravar esta segunda palestra do Paulo para divulgar aqui, espero que a gente consiga.

  • Natércia

    Faço o segundo semestre de História, estou tendo Idade Média. Já podem imaginar um punhado de evangélico falando abobrinha da Igreja e o professor nem se fale… Descobri o blog recentemente e fiquei muito feliz, pois ele tem me ajudado muito. Principalmente por ver um historiador no meio dessa turma toda.
    Que Deus abençoe e conserve!

  • Danilo,

    Deus fala por nós nestas horas, só pode ser inspiração divina, não tem outro nome. Exatamente dia 31, temos agendado um post enorme sobre justamente isso: Halloween. Aguarde, nele estão esmiuçados, tanto quando uma postagem de blog permite que se esmiuce, os principais elementos que integram o Halloween. Quanto a esse pastor idiota, miserável, pulha, desgraçado, um mentecapto desconhedor do contexto histórico, deve, primeiramente, ser alfabetizado.
    Logo em seguida, uma alma caridosa deve lembrar que, antes de mais nada o FDP do Lutero queria causar. Que dia melhor pra causar do que o dia de todos os santos? Então ele que vá pregar para as mulas sacripantas que perdem tempo ouvindo seus relinchos. Hoje acordei um tanto quanto influenciado por São Josemaria Escrivá.

    • Danilo

      Paulo Ricardo não tem “papas na língua” kkkk… Nesse post eles falam que A Igreja foi fundada em 300 e tantos anos ou 500 e tantos anos! rsrs… Mas é uma boa falar sobre Halloween. Aguardado o post entao…

  • Pessoal tenho aqui o Cânon do Concílio de Trento que excomunga os hereges:

    “Cân. IX – Se alguém disser, que o pecador se salva somente com a fé entendendo que não é requerida qualquer outra coisa que coopere para conseguir a graça da salvação, e que de nenhum modo é necessário que se prepare e previna com o impulso de sua vontade, seja excomungado.” (Decreto sobre a justificação)

  • João Nunes

    Muito Obrigado Cadu e A Catequista! Ótima explanação! Aguardo sempre maiores esclarecimentos. É muito bom conhecer profundamente a fé católica e não cair na conversa dos hereges, mas sim buscar resgatá-los.

    Que Deus abençoe a todos! Ichthys!

  • Amei o post!!!
    É motivo de alegria a perseguição se somos fiéis a Santa Igreja, como disse Jesus. Mas há uma problemática que eu vivi hoje e gostaria até de conselhos:
    FATO:vivemos cercados por protestantes, sejam amigos, professores ou familiares. Comentaram na aula hoje o mesmo absurdo que já mencionei: negros não tem alma, latinos e índios tbm não, a Igreja é preconceituosa com os negros, não há santos negros na Idade Média e, absurdo dos absurdos, Nossa Senhora Aparecida veio na verdade do candomblé. Misericórdia! Mas infelizmente existem pessoas que não sabem argumentar sob pressão, podem até falar e desafiar, mas não conseguem passar o conhecimento acumulado. Eu sou uma dessas e imagino não ser a única. O que devemos fazer?

    • Lara, não se preocupe com o que você consegue ou não fazer, mas sim se você está usando bem os dons que você tem, para o bem dos irmãos e para a glória de Cristo.

      Cada um serve a Jesus com o que tem, com o que é. Tem padre que não é bom pregador, que tem uma homilia confusa, mas que é excelente confissor; tem freira que não é boa educadora de jovens e crianças, mas é uma grande cuidadora de doentes, e por aí vai.

      Santa Teresinha do Menino Jesus, certa vez, estava “se lamentando” de não poder ir pregar em lugares longínquos, de não poder morrer como mártir, de não poder combater como um cruzado… Ela queria poder fazer tudo isso, servir a Jesus de todas as formas. Mas ela se deu conta que só precisava de uma coisa: amar Jesus, e servi-lo com todo o zelo dentro da vocação que ele deu a ela (no caso, a vida de clausura). E assim ela passou a ser bem mais feliz!

      Basta a você duas coisas: perseverança na oração e o desejo sincero de servir a Jesus da melhor forma possível. Ele te capacitará para servi-lo, mas sem imposição de modelos, sem pretensões de alcançar resultados. A nossa única preocupação deve ser a de amar, guiados pelo magistério da Igreja.

      Não fique medindo o seu “nível” de cristianismo pelas coisas que você consegue ou não fazer, mas sim pela disponibilidade de coração que você tem para ser fiel e para agradar Jesus.

  • Lara

    Deus os pague e abençoe eternamente! Me ajudou muito Vivi! Agradeço de coração!

  • Nossa! Lutero disse isso:’Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda… Se estamos aqui(neste mundo) devemos pecar…’.
    Só me resta concordar com São Pio de Pietrelcina .
    “Não sabeis que o protestantismo também possui um fundador sobrenatural?
    Sabeis agora,trata-se de um anjo, e seu nome é Lúcifer.”

  • Abri os olhos Protestantes senão: KEIMA ELES “ZEZUIS”!!!

  • Sem querer defender o cara, mas acho que a frase merece ser exposta no contexto:

    Se você é um pregador da misericórdia, não pregue uma misericórdia imaginária, mas uma misericórdia real. Se a misericórdia é real, então você deve arcar com o pecado real e não com um imaginário. Deus não salva aqueles que são apenas pecadores imaginários. Seja um pecador, e peque fortemente*, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente, porque ele é vitorioso sobre o pecado, sobre a morte e sobre o mundo. Enquanto nós estivermos aqui [neste mundo] nós pecaremos. Essa vida não é um lugar onde a justiça reside. É suficiente que pelas riquezas da glória de Deus nós tenhamos conhecido o Cordeiro que tira o pecado do mundo

    Ele parece fazer um contraste: por mais pecaador e mais fortemente você peque, creia em Cristo – afinal é somente nEle que se vence o pecado. Olhando assim, não é uma licença para o pecado mas uma mensagem aos pecadores.

  • Afonso

    Como conciliar a doutrina da sola fide com o fato de as seitas protestantes imporem diretrizes morais práticas aos seus seguidores?

  • Gustavo

    Olá Catequistas, há um tempo estou tentando mostrar para um amigo meu assembleiano as porcarias da reforma protestante. Ontem estávamos conversando e citei para ele a afirmação do zé lutero “peque fortemente…”, ele ficou bem assombrado e pediu para que eu trouxesse para ele as fontes e tal. Até aí tudo bem, eu já estou imprimindo um material anti-heresia com artigos do blog. Só que antes de levar isso para ele decidi dar uma pesquisada e encontrei o seguinte artigo:

    http://mortoporamor.blogspot.com.br/2013/10/lutero-exortou-os-cristaos-pecar.html

    Nesse artigo a citação é

    “Se você é um pregador da misericórdia, não pregue uma misericórdia imaginária, mas uma misericórdia real. Se a misericórdia é real, então você deve arcar com o pecado real e não com um imaginário. Deus não salva aqueles que são apenas pecadores imaginários. Seja um pecador, e peque fortemente*, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente, porque ele é vitorioso sobre o pecado, sobre a morte e sobre o mundo. Enquanto nós estivermos aqui [neste mundo] nós pecaremos. Essa vida não é um lugar onde a justiça reside. É suficiente que pelas riquezas da glória de Deus nós tenhamos conhecido o Cordeiro que tira o pecado do mundo”

    Aí ele justifica toda a afirmação do herege. Será que você poderia me dar uma luz sobre essa situação? não é que eu me compadeça das bos@#*! que Lutero fez, mas é que quando eu trouxer este amigo para a Igreja Católica, quero que ele esteja firme na verdade, sem encontrar contra-argumentos protestantes que o façam cair novamente.

    Obrigado!

    • Larissa R.G.

      Essa citação dele, mesmo em contexto é contrária à Bíblia, parece-me que ele esqueceu de ler a carta de São Paulo aos Romanos, onde o apóstolo diz:

      Capítulo 6
      1 Então que diremos? Permaneceremos no pecado, para que haja abundância da graça?2 De modo algum. Nós, que já morremos ao pecado, como poderíamos
      ainda viver nele?
      3 Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? 4 Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também
      vivamos uma vida nova.
      5 Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição. 6 Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado.
      7 (Pois quem morreu, libertado está do pecado.)
      8 Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele, 9 pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele.
      10 Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus!
      11 Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus. 12 Não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites. 13 Nem ofereçais os vossos membros ao pecado, como instrumentos do 10 mal.
      Oferecei-vos a Deus, como vivos, salvos da morte, para que os vossos membros sejam instrumentos do bem ao seu serviço. 14 O pecado já não vos dominará, porque agora não estais mais sob a lei, e sim sob a graça.
      15 Então? Havemos de pecar, pelo fato de não estarmos sob a lei, mas sob a graça? De modo algum. 16 Não sabeis que, quando vos ofereceis a alguém para lhe obedecer, sois escravos daquele a quem obedeceis, quer seja do pecado para a morte, quer da obediência para a justiça?
      17 Graças a Deus, porém, que, depois de terdes sido escravos do pecado, obedecestes de coração à regra da doutrina na qual tendes sido instruídos. 18 E, libertados do pecado, vos tornastes servos da justiça. 19 Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniqüidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade.
      20 Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. 21 Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte.22 Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna.
      23 Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

      Mesmo completa e envolta em aparente misericórdia, Lutero incentiva ao pecado, contanto que a pessoa se alegre em Cristo. Isso vai contra o que São Paulo ensina, que o salário do pecado é a morte. Também na parte onde Lutero diz que Deus não salva pecadores imaginários, ele ignora o pecado original, mesmo se uma pessoa não pecasse a vida toda, ela teria de ser salva do pecado original.
      Sem falar que incentivar as pessoas a pecar porque Jesus morreu pelos nossos pecados é cuspir na cruz de Cristo.
      O que a Igreja católica ensina é que devemos evitar o pecado, lutar contra a carne, cientes de que somos pecadores, mas fomos resgatados por um preço altíssimo e devemos ser imitadores de Cristo, quando cairmos pelas fraquezas da carne não devemos nos alegrar em Cristo, mas sim nos arrependermos, a alegria da redenção só vem após o arrependimento e confissão.
      Esse pensamento de Lutero também incentiva aquela atitude de, ah, vou pecar mas depois me arrependo, me confesso… E no fim não se arrepende coisa nenhuma, pois já está pensando em pecar de novo.
      Espero que ajude. Pax et Bonum.

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