Poligamia: por que antes podia, e hoje não pode mais?

poligamia

Intrigante… no Antigo Testamento vários heróis bíblicos viviam com mais de uma mulher: Abraão, Jacó, Davi, Salomão… E aí, por que Deus permitia isso naquela época, e hoje não permite mais? O que mudou?

É importante que fique claro: Deus nunca aprovou a poligamia, Ele apenas a tolerou por um determinado tempo, durante a “infância espiritual” do povo hebreu. Porém, já no Antigo Testamento, o profeta advertia:

“Guarde-se também o rei de multiplicar suas mulheres, para que não suceda que seu coração se desvie (de Deus).”

(Deuteronômio, 17,17)

O plano original de Deus para o casamento nunca incluiu a poligamia. Porém, quando o Senhor estabeleceu a Primeira Aliança com os hebreus, eles tinham uma consciência moral ainda muito precária, afinal, foram séculos de convivência com povos pagãos. Por isso, Deus decidiu fazê-los compreender certas coisas pouco a pouco: enquanto os pecados mais abomináveis foram combatidos com muito vigor – como o assassinato, o roubo, o incesto, a idolatria etc. –, a poligamia foi temporariamente tolerada, assim como o divórcio.

“Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés o permitiu: a princípio, porém, não era assim”. (Mateus 19,8)

Vamos comparar com o exemplo da catequese dos índios na época da colonização do Brasil: os nativos andavam nus, mas os jesuítas não chegavam, logo de cara, mandando a galera se vestir. Se assim fizessem, certamente não seriam compreendidos. Pedagogicamente, eles a princípio faziam vista grossa para a nudez do povo, priorizando o ensino das questões de fé mais urgentes e essenciais. Só depois é que orientavam sobre a importância do uso das roupas.

Nem a Bíblia nem a Tradição da Igreja especificam porque Deus tolerou a poligamia no A.T., mas, além da dureza do coração do povo, podemos imaginar que havia outro forte motivo. Naquela época, uma mulher sem um homem – pai ou marido – ficava numa situação social e econômica muito crítica, estando sujeita à mendicância e à prostituição.

poligamia_bolo_casamento

Para entendermos melhor, consideremos uma jovem viúva nos dias de hoje, com dois filhos pequenos para criar. É muito provável que ela consiga sustentar a sua família sozinha, com o seu trabalho. Entretanto, uma viúva na época no A.T. correria grande risco de passar fome, pois as mulheres não eram economicamente ativas. Além disso, não sendo mais virgem, teria muitas dificuldades para se proteger de abusos sexuais (isso explica a insistência dos profetas sobre a obrigação de ajudar os órfãos e as viúvas).

A poligamia sempre contrariou a vontade de Deus, e isso nunca mudou. Mas naquela circunstância específica, ainda não fosse o ideal, havia o atenuante de ampliar a oferta de maridos para as mulheres desamparadas e necessitadas de casamento.

Monogamia no N.T.: Jesus veio levar a lei à perfeição

Era preciso que o plano de Deus sobre o casamento se cumprisse na vida de seu povo, e que a poligamia fosse extinta. No Novo Testamento, Jesus veio para dar à lei o seu pleno cumprimento. E, a partir da vinda do Espírito Santo, o povo de Deus pôde ser capaz de compreender muitas coisas. Por isso, o Mestre disse na Última Ceia:

“Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade…” (João 16,12)

Na comunidade cristã primitiva, já era clara a consciência de que um homem deveria ter uma só mulher, e vice-versa. Na carta de São Paulo a Timóteo, entre as características necessárias para um candidato a bispo, o santo cita o casamento monogâmico:

“É preciso, porém, que o dirigente seja irrepreensível, esposo de uma única mulher, ajuizado…” (I Timóteo, 2)

Em toda a Escritura, fica evidente o paralelo entre a relação de marido e esposa e o amor de Deus pelo seu povo, pela Sua Igreja. Assim como Cristo possui uma só Esposa, a Santa Igreja Católica, os maridos devem possuir uma só esposa.

41 comments to Poligamia: por que antes podia, e hoje não pode mais?

  • Thiago Henrique Batista

    OI! Sou acólito e membro da patoral do batismo aqui na minha paróquia, São José Operário – candangolândia – DF.
    a muito tempo venho acompanhando este blog, mas nunca comentei nada, quebrando esse jejum de “coments” quero parabenizá-los pelo ótimo trabalho que fazem com este blog, gostei muito do Catecast, pegando onda de outros postcast conhecidos, parabéns mais uma vez, continuem assim.
    E para comentar sobre o post, interessante a explicação, nunca compreendi essa relação de poligamia no A.T. e da monogamia no tempos atuais. Achava que a sagradas escrituras se contradizia neste assunto. obrigado pelo esclarecimento!!!

    • Paulo Ricardo

      Obrigado a você e não seja tímido! Vivemos e nos dedicamos pelo feedback de vocês. Sem vossos comentários “O Catequista” não tem razão de ser.

  • “Assim como Cristo possui uma só Esposa, a Santa Igreja Católica, os maridos devem possuir uma só esposa.”

    E VICE-VERSA… rs

  • JR

    Soube que o Governo Federal através do Diário Oficial autoriza a poligamia e os cartórios estãos autorizados ao registros. E agora como é que fica? Poligamia oficial?

  • Muito bacana e didático!

    Aconteceu a mesma coisa com o divórcio (como vocês lembraram), incesto (Lot e suas filhas), lei do viriato (o cunhado casar-se com a mulher do irmão se o marido dela morrer sem deixar herdeiro), dormir-se com a escrava para garantir herdeiros (Abrão e Lia), apedrejar adúlteros, praticamente todo o Deuteronômio… hehehe

    Deus não mudou de idéia, foi o homem que deixou de ser nômade e saiu da Idade do Bronze =)

  • As palavras finais da Vivi mostram o “X” da questão. Todo Santo Matrimônio tem um espelho, uma referência para com a qual os cônjuges devem buscar imitar que a relação esponsal de Cristo com a Igreja.

    No NT, São Paulo, São Tiago, São Pedro e São João, advertem para o amor de Cristo para conosco (sua Igreja), seu sacrifício por Ela, seu amor e sua vida dada inteiramente a Ela, a ama, a cuida e a santifica. É assim que os cônjuges devem proceder um com o outro, e da mesma forma com que Cristo edificou e vive as núpcias com sua Igreja, e somente com Ela; os em Matrimônio devem seguir esse exemplo e se entregar somente e inteiramente um ao outro.

    Lindo texto Vivi!
    Certa bonum certamen fidei!

  • Tato Diego

    Boa analise!

    Eu sempre digo que e a Igreja continua afirmando que é contra a livre interpretação dos textos sagrados, p/ q essas possam se apresentar sanadas mediante ao estudo de 2000 anos por isso precisamos de orientação de pessoas com mais experiência.

    Mas as pessoas começam a “livre interpretação”,daqui a pouco começam a dizer que Jesus era a favor da poligamia, que ele era comunista, que a pedra não era Pedro, aborto é aprovado, que castidade não existe, Jesus era casado, etc. ¬¬³³

    Não é a toa que desde a difusão desse modo “poligâmico” libertino, os casamentos começaram a desmoronar de maneira tão voraz, fazendo a alegria do demônio quando este vê mais e mais lares desfeitos e famílias sendo destruídas.

    Viviane sei que são do Rio de Janeiro.

    Viu essa notícia:
    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/09/padre-celebra-missa-com-ipad-e-usa-facebook-para-falar-com-fieis-no-rio.html

    “Padre celebra missa com iPad e usa Facebook para falar com fiéis no Rio”

    O problema não é o IPad e sim sobre Jesus.
    Conhece esse sacerdote?
    Claro que sei que a mídia anti-cristã adora difamar a Igreja mas será msm que ele falou isso sobre nosso Senhor?

    Espero que não =\

    A paz contigo!

  • Natália Oliveira

    Parabéns, queridos!
    Texto muito esclarecedor!

  • Natália Oliveira

    Pode ser ignorância da minha parte, mas o que o Padre falou demais sobre Jesus? ._.

  • Paulo

    Uma pergunta, amigos: se Deus vai conduzindo as leis de acordo com o”desenvolvimento espiritual” de seu povo (o termo “infância espiritual”, por exemplo, denota isso), em que estágio estaríamos agora? 2. O que garante que as leis que nos são apresentadas agora são de fato a Palavra de Deus para “adultos espirituais”? Obrigado!

    • Oi, Paulo!
      Sobre a sua 1a pergunta: o estágio em que estamos agora (não individualmente, mas como coletividade, como povo) é o da maturidade espiritual. Entenda, isso não se refere a cada um de nós individualmente (obviamente, há uma multidão de pessoas que não possui maturidade espiritual alguma), mas a uma condição cultural mais propícia, e também às graças que são oferecidas hoje ao povo, que não eram oferecidas na época do Antigo Testamento. Por exemplo, o pessoal do A.T. não tinha a graça de ser iluminado pelos sete dons do Espírito Santo (conferidos pelo sacramento da Crisma) nem tampouco poderia ser fortalecido pelo Pão do Céu (a Eucaristia). Na Bíblia mesmo está escrito que os Apóstolos só puderam entender certas coisas depois de Pentecostes (quando receberam o Espírito Santo). Antes, mesmo convivendo três anos com Jesus e recebendo mil explicações, não tinham a capacidade de entender muitas coisas.

      Então, podemos dizer que, como povo de Deus, como Igreja, estamos num estágio muito mais avançado do que o do pessoal do A.T. Contamos com sacramentos, dons e revelações que eles, coitados, não tinham. Individualmente, podemos fazer pouco caso destes dons, e sermos superficiais e imaturos. Explicamos isso melhor em outro post, chamado “Deus, o maior Pedagogo que já existiu“:
      http://ocatequista.com.br/?p=2277

      Quanto à 2a pergunta, o que nos garante isso é a Tradição da Igreja, que herdamos dos Apóstolos. Ela nos garante que, por meio da Igreja, que foi fundada e é sustentada pelo próprio Cristo, recebemos toda a revelação necessária para sermos salvos, e temos acesso à plenitude dos dons santificantes de Deus. Podemos, assim, chegar à santidade, ou seja, à maturidade espiritual individual.

  • Paulo

    “Contamos com sacramentos, dons e revelações que eles, coitados, não tinham.”
    Pois é!! Coitados mesmo!! E a culpa nem era deles, no fim das contas!!!
    Perdão, mas não consigo fechar o raciocínio, talvez por colocar valores humanos a Deus. Deus é soberano, certo?

    • “E a culpa nem era deles…” mais ou menos, Paulo. De certa forma, podemos dizer que a culpa era deles sim, porque devido ao pecado original, todos se tornam culpados diante de Deus. Somente o batismo, pelos méritos de Cristo, nos faz ser apresentados como inocentes e santos novamente diante do Pai.

      Então, se eles ainda não tinham acesso a esses dons, era porque Deus, na Sua sabedoria (quem vai contestar? Sim, Ele é soberano), havia preparado um caminho, uma trajetória para que o seu laço com a humanidade fosse refeito (essa amizade havia se rompido com o pecado original). Em certo momento, Ele achou que era a hora certa de revelar o Seu Rosto ao mundo, por meio de Seu Filho.

      Mais do que isso, não dá pra falar muito, porque tem um aspecto de mistério aí também. Então, há certas coisas que só compreendemos por meio de muita oração, e com o tempo.

  • Paulo

    “Mais do que isso, não dá pra falar muito, porque tem um aspecto de mistério aí também. Então, há certas coisas que só compreendemos por meio de muita oração, e com o tempo.”

    Só uma coisa tenho a dizer, então… Me dei bem! Eu posso ser salvo! Aqueles caras… não!

    Bem, já que há tanto “mistério” nas leis de Deus, calemo-nos. Né?

    • Paulo,
      Acho que você tá com um problema sério de interpretação de texto (ou coisa pior). Em nenhum momento dissemos que o pessoal do A.T. não será salvo. Ressaltamos, inclusive, que eles terão um julgamento diferenciado, com menor rigor, justamente por não terem podido contar com tantas graças para a sua santificação.
      E, quando falamos de “mistério”, não é pra nos furtar de dar explicações (se fosse assim, não teríamos nos empenhado em escrever tantas coisas pra vc, por consideração à sua pessoa, com respeito às suas dúvidas), mas porque, de fato, as coisas de Deus são grandes demais, e algumas simplesmente não podem ser explicadas como 2 + 2 = 4. Precisa rezar pra entender, precisa pedir, precisa crescer no tempo.

      Deu pra entender agora? Fazer comentários malcriados não adianta nada. Aqui no blog damos atenção pra quem tem dúvidas, não pra quem duvida. Precisa estar aberto. Faça esse exercício de consciência e volte a ler tudo outra vez. Todas as respostas que você precisa já foram dadas.

  • Paulo

    “Aqui no blog damos atenção pra quem tem dúvidas, não pra quem duvida.”
    Desculpe, mas qual a diferença? E desculpe se soou malcriada alguma colocação minha, não quis mesmo ser malcriado.

    • Paulo irmão, a paz!

      O que A Catequista quis dizer, é que aqui no blog queremos esclarecer as dúvidas daqueles que acreditam na fé da Igreja, e gostariam que essa fé fosse explicada de forma mais simples, aqui não queremos ajudar quem não crê e que fica fazendo alvoroço, queremos ajudar os católicos a conhecer melhor sua fé.

      O problema dessa discussão é que você pareceu à Viviane, um cara que não ainda se converteu e portanto não deseja acatar àquilo que cremos, posso estar errado e se caso estiver me perdoe, mas foi sim o que pareceu. Se você busca aqui a posição da Igreja para viver na santidade, veio a um bom lugar para tal, se não acho que qualquer coisa que seja aqui postada, gerará conflito pois como nos diz São Paulo: “a loucura da Cruz escandaliza.” E é verdade.

  • Paulo

    Paz, Cadu!! 🙂

    Sinceramente, sem ofender, acho uma pena que discordâncias soem como “alvoroços”. Confesso que fui irônico em algumas postagens, sim. Não imaginei que ofenderia ou criaria alvoroço com isso. Peço perdão à Viviane e a todos aqui. Porém, lamento muito que não haja espaço para argumentação dentro da Igreja.
    A Natureza, o Universo, o ser humano, enfim, tudo é perfeitamente ajustado, há uma harmonia lógica em tudo, como não analisar logicamente coisas que soam ilógicas? Como deixar que Deus me dê consciência lógica e inteligência e não me permita “questioná-lo”?
    Mas, é isso mesmo. Não desejo acatar várias destas coisas que são colocadas aqui. E acho ruim que pessoas tão inteligentes não percebam o quão desumanas são algumas leis, regras, etc. Por isso eu venho aqui questionar.

    Questionar. Não arruaçar, zoar, encher o saco… apenas questionar.

    Mas, que pena.

    A Paz pra vc, de verdade!

    • A paz irmão mas deixe-me ajudá-lo nessa jornada:

      1) Dúvidas são coisas boas na medida que pedmitimo-nos buscar a Verdade; toda a dúvida voluntária a Deus, é pecado contra o 1• Mandamento pois quem o faz não está amando a Deus e sua Revelação na Pessoa de Seu Filho, Nosso Senhor. Não tenha medo das dúvidas Paulo. Se a partir delas você quiser descobrir a Verdade, a dúvida será uma “arma” na sua conversão pois ela te levará, pela Razão, a descobrir o Autor da Razão, o Autor da Vida, o sentido de tudo: Deus.

      2) A função do blog irmão é ajudar os católicos a conhecer a fé da Igreja, é auxiliar as pessoas a descobrirem a Verdade. G. K. Chesterton dizia algo extraordinário: “Só a Ortodoxia católica pode fazer o homem feliz”; porque a Ortodoxia é a Verdade, e sem a Verdade, o homem é um mentiroso que mente pra si mesmo, completo eu.

      3) Se você quer a Verdade está no lugar certo. Pode ficar tranquilo em relação à isso, mas a cada coisa que se diga, não só por você, mas por qualquer um que seja, que destoe da Sã Doutrina da Salvação será por nós aqui refutadas sim, a intenção do blog é esta mesma: separar o certo do errado, a fé da heresia, o que cremos e o que não cremos.

      Essa é a ideia.

      Pax et ignis!

  • Paulo

    Pra deixar mais claro: é uma pena PRA MIM, por tantos anos meus devotados à Igreja. Pena pra mim que a Igreja que tanto trabalhei e lutei é assim.

    Mas acredito no poder da oração e peço a vcs, se puderem: orem por mim.

    abraços!

    • Paulo, não somos contrários à argumentação ou a contestações. Mais uma vez, você se precipita nos seus julgamentos.
      Se você prestar atenção, vai reparar que oferecemos aqui um amplo espaço para o diálogo. Mas é muito complicado você usar de ironia com gente que não foi irônica com você. Então, não se coloque na posição de vítima de um blog que aceita argumentações ou contestações. Preste atenção: você é que deve reavaliar a forma como se comunica com as pessoas. Você diz que não quer ofender, mas não é o que parece. Abraço!

  • Paulo

    Legal, tá feito! Arcarei com as consequências das minhas escolhas quando morrer. Sem ironia, juro.

    Grande abraço!

  • Paulo

    Ah, acabei de ver uma frase nos comentarios que eu concordo e que reforça a minha ideia de ironia em debates:

    “Leilah
    junho 6, 2012 at 3:32 pm
    Muito bacana esse post. Sugiro que vocês possam ir pensando num projeto de livro, viu?Um livro assim cheio de charges, ironias, piadas e ao mesmo tempo sério (o humor é seríssimo! Tanto que muitos são levados às barras dos tribunais devido à seriedade crítica do seu humor) seria extremamente útil na formação cristã das pessoas, especialmente dos jovens.”

    Obrigado, Leilah!! Viva a ironia, o humor!! 🙂

    A Paz!!!

  • Paulo

    Olá, caros moderadores!

    Acredito entender o motivo de meus posts estarem”aguardando moderação”. Entendo que o blog é feito para católicos e que discussões como a que eu levantei acabam esbarrando nas questões de “fé: cada um na sua”.
    Mas eu realmente gostaria de respostas a estes questionamentos que fiz. Assim, seria muito legal receber suas respostas no meu email. Não precisa ser no blog, entendi que por aqui se encerrou a discussão.

    Recebendo as respostas por email, fico tranquilo, não comento mais nada aqui e permito que apaguem todos meus outros posts, se acharem que é válido e bom para o objetivo do blog. De boa mesmo!

    Sendo assim, fico no aguardo!

    Paz!

  • Paulo

    Desculpem postar isso aqui, mas é que não achei um lugar que eu pudesse escrever pvt para vocês. Obrigado!

  • Henrique Weizenmann

    Tenho que admitir que não leio muito, mas aprendo algo sempre que leio.
    Parabéns pelo trabalho!

  • Vânia Perdigão

    Muito bem explicado! Eu também achava essa questão confusa. Agora está claro. Parabéns!

  • Thiago Castro

    Galera do Catequista, a Paz do Senhor!

    Eu quero registrar aqui minha alegria quando leio posts como esses. Rapaz, o negócio é bom demais. Esclarecedor, verdadeiro e sem rodeios. Vocês fazem exatamente o que o nosso “Papitcho” pede… Temos que ser da verdade… E a forma que vocês pregam essa verdade é magnifica. Uma linguagem jovem, atual, que traz as pessoas à realidade sem rodeios.
    Cara, parabéns!
    Continuem assim, sou entusiasta do trabalho de vocês, pena que ainda não consegui assistir a liga dos blogueiros católicos ao vivo, mas sempre assisto a gravação. É demais também.
    Sou coordenador de um grupo de oração aqui em Barra Mansa/RJ, e sempre que vou levar alguma formação aos meus irmãos servos, eu dou uma passada aqui pra me inspirar.

    Deus abençoe muiiiiiiiiiito vocês. Força e paz! Conte sempre com minhas orações.

    Thiago

  • Vinicius Galvão

    Ola pessoal do Catequista!
    Mais uma vez agradeço pelo esclarecimento em relação a Poligamia, pois eu estava em duvida em relação a isso por causa que a Bíblia mostrava que Deus permitia a Poligamia e isso me deixou um pouco confuso, mas eu já imaginava que era algo da explicação que vcs deram, só não tinha certeza.

    Bem, não sei se vcs de tão cientes, mas estão fazendo uma propaganda maciça da Poligamia na internet (até recebeu o nome de Poliamor para ficar mais bonitinho). Eu acho que seria interessante vocês esclarecerem os motivos que a Poligamia não é viável para o ser humano e explica tbm os motivos dessas recentes propagandas a favor desse ato.

    É isso, espero muito que vcs esclareçam, pois estou a muito tempo tentando achar argumentos sobre o assunto( apesar de que muita coisa eu cheguei a alguma conclusão por mim mesmo).Ficarei num aguardo pela resposta. 🙂

  • Evy

    Olá, acredito que muitos dos costumes do povo de Israel não eram aceitáveis por Deus, mas eram comuns culturamente. Apesar de Deus ser contra a mentira, assassinato e adultério, o ser humano tem uma natureza pecaminosa e livre arbítrio para fazer o que bem entende. Digamos que Deus permitiu a poligamia, porém as consequências dessa escolha vão vir.
    Se lermos a bíblia veremos que quando Deus aconselha sobre os relacionamentos, o diz apenas no singular. Gênesis 2. 24: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”, o plano inicial de Deus foi que os casais fossem formados de UM homem e UMA mulher e não mais do que isso, porém com o pecado e a desvalorização da mulher, tais atitudes foram se tornando normais.

  • Clebson Oliveira

    No penúltimo parágrafo vc fala que para o bispo se candidatar era preciso ter um casamento monogâmico. Por isso me responda, bispo há algum tempo atrás podia casar? Ou eu interpretei errado?

    • Não, bispo nunca pôde casar depois de ordenado. Porém, nos primórdios no cristianismo, nos dois primeiros séculos, homens casados foram sagrados sacerdotes e bispos. Entretanto, mais comum era a prática de elevar ao sacerdócio aqueles que espontaneamente viviam de modo celibatário. E seguindo o conselho de São Paulo, de que seria melhor que todos fossem celibatários, a Igreja, logo nos primeiros séculos, começou a sancionar leis estabelecendo que somente os celibatários deveriam ser ordenados. Explicamos isso no post abaixo.

      Padres católicos casados: isso não é novidade
      http://ocatequista.com.br/archives/14882

  • Sandro

    Sobre a poligamia no antigo testamento, também havia uma influência de costumes políticos do período da antiguidade, um rei de uma nação muitas vezes tinha que se casar com uma mulher importante de outra nação para evitar que ocorresse uma guerra, ou para dar fim a um conflito e estabelecer uma aliança pacífica entre nações diferentes.

  • Anderson Tomás

    Tô lendo agora em 2016, e o post é… Perfeito!

    Parabéns O Catequista! Trabalho maravilhoso!

  • Damiã Tchipilica Lima

    Ola sou Damiã Tchipilica Lima, de Nacionalidade Angolana, provincia de Benguela, sou Acólito da paróquia de Santo Estêvão Gostei dessa blog, na verdade Deus nuca permitiu a poligamia

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