Catemusic – Fratello Metallo, o frade metaleiro

Fratello_Metallo

"Não uso a música para ganhar dinheiro, mas para difundir os valores ligados à Igreja. Se a linguagem é dura, é somente porque assim é a realidade" - Frei Bonazzi

Metal na cabeça, yeah. Sinceramente, eu gosto, mas ainda acho muito esquisito. Mas eu gosto…

É isso aí gente! Hoje vamos falar do frade capuccino mais bacana e – por que não? – mais lelé da atualidade: Cesare Bonazzi, o Fratello Metallo. Para quem não conhece é um choque; para quem não gosta de metal é um choque e um soco nos tímpanos. Bom, eu sempre gostei de rock pesado – heavy metal pra mim é um lingote de ferro de 200 kg.

O frade Cesare é um capuchinho italiano que adora todo tipo de música. Tanto que, na sua juventude, ele elaborou uma espécie de projeto em que viajaria através de diversos gêneros musicais. O metal para ele era apenas mais um gênero. Só que foi justamente o metal aquele gênero que acabou provocando mais alarde. Quer saber? Ele fez até show, mas até onde sei nunca rezou uma missa vestido de Deus louco do rock; muito diferente de certos sacerdotes da nossa República da Banânia, onde sacerdotes celebram a Santa Missa vestidos de Orixá das Águas. As missas celebradas por Cesare são tradicionais.

Fratello_Metallo_CD_MisteriBom, mas falando de música, vale muito a pena ouvir o Fratello. Seu único disco de metal chama-se Misteri e é bacana mesmo. O frade é quem escreve as letras das canções – que falam sobre fé, família, problemas com alcool, sexo e drogas – e os outros três componentes da banda compõem as músicas.

A banda Fratello Metallo conquistou respeito e notoriedade relevantes no continente Europeu. Em 2008, eles participaram do festival italiano Gods of Metal em Bolonha, onde também tocaram o Iron Maiden e o Judas Priest.

Mas o sucesso não subiu à cabeça do frei. O Irmão Cesare não faz mais do que um disco de cada gênero musical e, portanto, o Fratello Metallo não existe mais. Que eu saiba, seu novo projeto é um álbum de Jazz.

Aliás, ele já declarou isso à imprensa e muita gente reclamou, porque queriam que a banda continuasse em atividade, mas o Irmão Cesare permanece irredutível. Acho isso muito bacana porque, a contrário do mainstream, o Irmão Cesare só tem compromisso consigo mesmo e com Jesus, não estando nem aí para grana. Pela repercussão, óbvio que ele já deu seu recado.

O metal, de todas as formas de rock, com certeza é aquela mais acusada de associação com o capiroto. Pois é, Jesus nos deu o Fratello.

32 comments to Catemusic – Fratello Metallo, o frade metaleiro

  • Eu certa vez vi no fantástico uma matéria sobre o Frade Cesare, e realmente quando vi fiquei meio chocado pois nunca tinha pensando que um monge se interessaria por rock pesado.

    Pelo que sei, os superiores dele também veem com estranheza a produção musical do Frade mas não o impedem, e se não impedem é porque ele deve ser bem fiel a Sã Doutrina da salvação. Portanto que Deus o abençoe em sua missão.

  • Me encheu de orgulho, como bom metaleiro e católico que sou, hohoho. Ainda não parei para escutar, mais tomei conhecimento da fama deste frade durante a divulgação dos meus artigos que tratam desta relação de possível coexistência entre o heavy metal e a fé católica. Para quem ainda não conhece:
    http://oandarilho01.wordpress.com/2011/09/21/o-metal-e-o-madeiro-parte-1/
    http://oandarilho01.wordpress.com/2012/04/18/o-metal-e-o-madeiro-parte-2/

    Nos comentários da segunda parte tem, inclusive, outras sugestões de artistas cristãos dedicados ao estilo.

    Paz e Bem

  • Ah, sim! A observação quanto à fidelidade do frade nas celebrações de missa é importantíssima. É muito tranquilizador ver também que ele não faz pouco caso do traje tradicional apesar do trabalho artístico. Deve ser muito “irado” assistí-lo no palco de show vestido assim :)

  • Paulo Ricardo

    É verdade Bruno,

    Esse palhaços que gostam de se fantasiar de Iansã para celebrar a Santa Missa trazem a blasfêmia para nossos altares. Já o Irmão Cesare leva sua pureza e suas intenções para jovens no ambiente por eles frequentados. É o evangelho em prática, de verdade, não da boca pra fora.

  • Luis

    Eu não quero ser o careta aqui do sítio, mas ouvir heavy metal e ser cristão são duas coisas incompatíveis. Fala alguém que ouvia bastante heavy metal. Mas não é só heavy metal. É pop, rock, balada, etc etc. E até mesmo uma grande parte da música clássica.

    • Paulo Ricardo

      Até música clássica Luis?

      Qual é a alternativa? Silêncio? Ou pior, Marcelo Rossi e Padre Zeca? Desculpe-me mas música é música, levar a ferro e fogo também não dá, é um estilo apenas, com suas características, é agressivo sim, mas pode ser melodioso também. Ouvir Gospel de evangélico é uma outra medida? Jesus gostava de canto e dança, no seu devido momento e local, e nunca disse para todos fazerem voto de silêncio. A Santa Igreja não disse nada contra o trabalho do irmão Cesare, que eu saiba, também nunca disse nada contra o rock do Rosa de Sharon. Cada um na sua, gosto não se discute: lamenta-se. Quem gosta de “erguer as mão e dar Glória a Deus”, é válido, sempre louvar ao Senhor, sempre. Mas, só um momento, musicalmente alguém vai dizer que a musica de Marcelo Rossi é um Vivaldi? Nem ele diria isso, creio que o Padre tem plena consciência que é muito, muito ruim. Mas também creio que seu objetivo é alcançar os mais humildes, aqueles que estão se lixando para se a música é boa ou não. Nosso caso aqui é bem diferente. Muito mais profundo, embora não intelectualmente superior.
      No fim das contas, se, através do seu trabalho, o Padre Cesare, tiver aberto o coração de uma alma que seja (eu sei que foram muito mais), já vai ter valido a pena ter enveredado por essa “highway to hell”.

  • Carlos

    Mas Paulo, a coisa não 8 ou 80. Não precisamos decidir entre Pe Marcelo Rossi ou Rosa de Saron, ou Rock, especialmente heavy metal. Existem generos musicais que a própria Igreja usa nas Missas, como por exemplo os cantos gregorianos. Ou clássicos. Aliás prefiro realmente pensar como seu xará o Padre Paulo Ricardo a respeito do assunto, como nestes posts que ele fez e que estão no site dele:

    http://padrepauloricardo.org/episodios/rock-in-rio-e-o-orgulho-dos-porcos
    http://padrepauloricardo.org/episodios/rock-in-rio-pe-paulo-ricardo-responde-as-criticas

    A opinião dele, que me parece está mais em sintonia com a Igreja é de que realmente o rock é incompatível com a espiritualidade católica. Realmente me causa surpresa o Vaticano não ter se posicionado a respeito desse frade.

    E essa de que existem mensagens bonitas e verdadeiras na musica dele, huummm, e será que os fins justificam os meios? Este meio é digamos meio esquisito.

    Bem, certamente, este ritmo não favorece em nada o espírito, apenas o corpo. E este realmente quer dominar o espírito.

    • Paulo Ricardo

      Só pra constar,

      Música clássica tem esse nome hoje por convenção. Bach foi redescoberto quase 100 anos depois de sua morte e suas partituras estavam sendo usadas para embrulhar peixe no mercado. Ele fazia dezenas de músicas por mês, era um sujeito voltado para o popular, nem sabia que seria um dia chamado de clássico.
      Eu escuto clássico, de Orlando di Lasso a Richard Strauss. E gosto muito de cantochão. Concordo em muitas coisas com o Padre Paulo, meu xará, mas não no que tange a esse assunto, música pode ser diversão, pura e simples. Por que não ouvir metal como quem assiste a um filme de terror? Talvez não devêssemos assistir a filmes de terror? Quer dizer, esqueça a mensagem de “O Exorcista” e “O Ritual”. Como diria o Professor Olavo: não estou nessa de ser “alminha pura”.

      E, no seu caso, o Vaticano não precisa se pronunciar. Você já se posicionou. Particularmente, eu também me posicionei com respeito ao que diz o Padre Paulo: desconsidero. O mesmo vale para o Padre Marcelo Rossi: é péssimo. No final das contas, são apenas posições.

      • Paulo,
        Pó pará de falar mal das músicas do Pe. Marcelo Rossi, porque eu sou capaz de voltar ao meu passado de umbandista e botar teu nome na boca do sapo.
        I LOVE PE. MARCELO ROSSI.
        Pari minha 1a filha ao som de “Noites traiçoeiras”.

        Só de vingança, vou te rogar uma praga: tu vai ficar três dias com essa música na cabeça: “OS ANI-MAIZINHOS/ SUBIRAM DE DOIS EM DOIS. A MI-NHO-QUI-NHA/ E OS PINGUINS COMO OS FILHOS DO SENHOR!!!”

        • Sorry,

          Só que ele é muito chatinho. No meu passado headbanger eu começava um estranho processo de transformação em zumbi quando ouvia “Erguei as maõs…” Começava a babar, abriam-se feridas na minha pele e eu começava a salivar quando pensava em cérebros humanos. Deus me curou, ahahahahah.

          • Olha, eu fico com o Paulo Ricardo daqui com relação ao Pe Marcelo Rossi. Ele conseguiu fazer umas belas canções. Não sei se o problema é com a pessoa Marcelo Rossi enquanto padre, ou com o padre Marcelo Rossi enquanto pessoa, mas tem algo esquisito nos últimos tempos. Depois das pinimbas dele com a visita do papa em Aparecida (tem aquela entrevista na Veja) eu me decepcionei novamente recentemente quando vi ele abrir uma missa transmitida na Rede Vida com “Como Zaqueu” Oo
            Por via das dúvidas, privarei meus futuros filhos de lerem “Agapinho”, hehehe

            No mais, eu não condeno o discurso do grande Pe. Paulo Ricardo com relação ao Rock in Rio. Também não endosso. Qualquer padre em sã consciência condenaria o evento RiR. É o trabalho dos padres nos apontarem as ocasiões de queda. E não dá pra ser muito flexível nisso. Ainda mais quando ele não tem contato mais aproximado, mais pessoal, com sua audiência. Não vale a pena correr esse risco espiritual, de aconselhar frouxamente uma alma e ela vir a se perder por fazer mau uso dos conselhos dele.
            Vemos que é um reflexo da profissão (de fé) de padre.

            Quanto à opinião da Igreja sobre o rock, de fato não há nada de concreto. Parece que o Cardeal Ratzinger já havia falado contra o rock, mas isso não implica na condenação do gênero, obviamente. Tomar uma opinião por um dogma é coisa de quem ouve rock em inglês sem se dar o trabalho de conferir e compreender a tradução da letra.

            Up the Irons! ops, hehe… quer dizer.. .. Lavdate Dominum :)

          • Esse ebó vai me custar o olho da cara. O pai-de-santo cobra mais caro quando tem que costurar dois nomes na boca do sapo, em vez de um.

          • Dênis Costa

            Epa, epa, epa, epa! Que história é essa, Vivi, que você LOVE o Pe Marcelo?? Duvido conseguir ver 5 min da Missa dele na Grobo ou Rede Morta sem encontrar uma “heresiazinha”. É palma na consagração, é música do Irmão Lázaro na comunhão, é cada presepada que me faz ter inveja dos europeus que assistem Missa numa capelinha escura em estilo românico com meia dúzia de pessoas e um sacerdote rezando em latim, enquanto na terra canarinha a missa é uma reunião de cianobactérias procariontes amontoadas num galpão vulgo “santuário do terço bizantino” e levantando suas bolsas/carteiras de trabalho pra serem molhadas com o BALDE D’ÁGUA que o marcelito joga nos fiéis antes da bênção final! E a propaganda do Ágape que Dom Fernando faz em TODA homilia??? E o merchandising da HP, se eu não me engano, que o marcelito faz quando mostra aos fiéis também antes da bênção o site da “velinha virtual”????????????

            Epa, epa, epa, epa! Que história é essa, Paulo, que você desconsidera a opinião do seu xará? Teve até um post aqui em defesa ao Padre Paulo!! O ponto de vista dele é bastante consoante ao da Igreja e nessa questão do rock ele foi ímpar! Não faz bem ao espírito, não é uma melodia reflexiva… E nem venha com essa que carioca nasce gostando de rock! Eu sou nordestino e ABOMINO esses forrozinhos sexualizados que todo mundo da gangrena do IDH brasileiro escutam SEM FONE DE OUVIDO! Gosto é questão de adaptação! Se o rock faz mal a sua alma tente substitui-lo, só não diga que esse frade está certo e que a fé católica e heavy metal são plenamente adaptáveis, pelo amor!

          • Dênis,
            Eu teria também muitas críticas a fazer ao Pe. Marcelo Rossi e, confesso, não curto assistir às missas dele na TV, nem tenho o menor interesse de assistir a uma pessoalmente, rsrs. Mas, com meus pobres olhos, vejo que ele ama Jesus e as pessoas de verdade, que deseja ser fiel ao Papa e que faz muito bem ao Corpo da Igreja.

            Ele já fez aparições desastrosas em programas de TV (e eu só querendo esganar ele, do outro lado da telinha), mas, no meu entendimento, ele errou querendo fazer o melhor.
            Por outro lado, eu, que tenho contanto com muita gente simples, sou testemunha de todo o bem que ele faz a muitos católicos, mesmo àqueles que nunca o viram. Já vi gente sair de uma depressão braba só por começar a ouvir o programa de rádio dele (que eu nunca me interessei em ouvir).

            Então, sou grata. Não por mim, diretamente, que me limito a cantarolar uma de suas músicas melosas vez em quando. Mas pela multidão de gente a quem ele faz chegar o amor de Cristo, com toda a sua tosquidão, com seus baldes d´água benta (ok, isso é péssimo mesmo), com o seu merchand chatíssimo do Ágape e do Agapinho… Sou grata pelo Evangelho e pelo amor à Igreja que ele cultiva no coração da gente simples que você chama de “cianobactérias procariontes”. Esse pessoal nunca vai ler São Tomás de Aquino, nunca vai ver um vídeo do Pe. Paulo Ricardo na internet, nunca vai saber quem é Chesterton. Sabendo disso, Jesus mandou para eles o Pe. Marcelo Rossi. O meu amado Pe. Marcelo Rossi.

            Quanto às críticas aos abusos litúrgicos, assino embaixo de tudo o que você disse. São lamentáveis, e muito, mas não anulam o fato de que ele é um instrumento de Deus para os católicos mais simples.

            Recomendo a leitura deste artigo do blog Acarajé Conservador:

            http://acarajeconservador.blogspot.com.br/2012/03/carismatica-opcao-preferencial-pelos.html

    • Ahnnnnn…
      Então católico só pode ouvir música de missa, Carlos? Santa Carolice, Batman!

      Já apresentamos aqui um post sobre a possibilidade de se conciliar rock e fé cristã (“Headbangers de Cristo“):

      http://ocatequista.com.br/?p=868

      “Bem, certamente, este ritmo não favorece em nada o espírito, apenas o corpo.”
      No Juízo Final, tudo isso ficará claro. Porém, eis a minha aposta: muitos ficarão chocados com as almas apresentadas diante de Deus, resgatadas com o auxílio da presença estranha e inusitada de um religioso franciscano em festival de heavy metal.

      • Carlos

        Bem ACatequista, parece que aqui exatamente temos opiniões completamente divergentes. Já curti rock quando então não conhecia sua origem e qual o pano de fundo do ritmo. Quando a verdade me é apresentada através de pessoas que tem sabedoria melhor do que eu e que está em sintonia com a Igreja, leia-se Pe Paulo Ricardo, que creio ter um pouco mais de conhecimento nesta questão espiritual do que o xará catequista, a catequista eu e ao que parece os comentaristas, então eu dou mudo de opinião. Não que tenhamos que ouvir sempre música de Igreja, não foi isso que quis comentar, até porque as musicas clássicas, que também inclui no comentário, são universais. E convenhamos comparar o que provoca em nós uma música clássica e um rock metal é muito diferente. Outra coisa que foi comentado sobre alminha pura, vocês são de opinião que não devemos procurar então purificar nossa alma já aqui nesta vida? Procurando nos livrar de coisas que não edificam o espírito, mas aceitando coisas como um rock metal que tanto mal faz a algumas pessoas que curtem esse ritmo? Vamos lá gente, vocês não são assim tão mundanos.

  • Luis

    O problema do rock e do pop e de uma porção de estilos de música (incluindo muita da música clássica) é que fazem parte de toda uma cultura anti-cristã de revolta e idólatra (reparem como a grande maioria dos grupos/cantores se apresenta como uma espécie de pequenos gurus). Quantos às letras (que apenas espelham o que já está dito na própria música) todos sabemos do que elas falam: sexo, drogas, sentimentalismo barato, revolta (mais um vez) etc etc
    Mas também não basta pegar numa música rock e cantar “i love Jesus”. Isso não torna uma música cristã. Aliás, um cristão não é obrigado a só ouvir música cristã. Mas é no mínimo recomendável que não ouça música anti-cristã. E se a opção for o silêncio, então eu me fico com o silêncio.
    Quanto a esse frade eu não o estou julgando porque não sei em que contexto se insere isso, e pelo que é dito aqui nos comentários é uma coisa mais abragente que o rock. Mas deixo a pergunta: alguém aqui imagina um Santo Agostinho, um Santo António, um São Francisco de Assis, uma Santa Teresinha, cantando ou defendendo o rock como um caminho para Deus?
    Quem por exemplo ouve John Lennon cantando Imagine (aparentemente tão inofensiva) consciente do que uma música dessas significa não é cristão. Jesus o disse: quem não está comigo está contra mim.
    Passei vinte e cinco anos seguindo esse bando de idolatras. Foi tempo a mais perdido.

    • No século XII alguém deve ter olhado pra São Francisco de Assis peladão no meio da praça, e deve ter dito:
      “Alguém imagina um Santo Antão, uma Santa Perpétua, um São Gregório ficando nú no meio da rua por causa de Jesus?”

      • Luis

        Devo então concluir que rock, heavy metal, pop, etc, todo o universo dessa música de revolta são um caminho para Deus, vão ao encontro da mensagem pregada por Jesus, fazem de um Homem um melhor cristão e são estilos de música espiritualmente elevados. Se nada disso é verdadeiro então um cristão não deve ouvir rock nem apoiar um movimento (porque de certo modo é de um movimento que se trata) anti-cristão.

        • Muito mais herege é Chico Buarque, ateu, comunista, anticlerical e não tem ninguém, absolutamente ninguém, que diga uma única palavra contra esse infeliz. Ninguém, claro, que queira ser visto como um fulano inteligente.
          Ei Dênis, eu não sou carioca, sou cearense, e detesto forró também. Aliás também não me acho engraçado como Didi, Tom Zé e Chico Anysio. O que eu quis dizer é que não concordo com o Padre Paulo Ricardo quando ele fala do rock, mas concordo quando desanca o RIR, que, aliás, não é um evento de rock; é um showzinho para a playboyzada da Zona Sul e da Barra exibirem seus piercings da H. Stern e suas mochilas rasgadas da Prada.

          • Luis

            por falar contra o rock eu não estou apoiando chico buarque e outros iguais. é a mesma coisa. fazem parte do mesmo universo.
            Se você quer uma palavra contra chico buarque aqui vai ela: a música de chico buarque é anti-cristã, tanto como qualquer rock pop ou heavy metal.

      • Leilah

        Olá meninos e meninas, posso participar um “pouquinho” desse diálogo? Sabe que a única objeção que de fato ouvi, da “igreja”, contra o rock, é exatamente essa mesma do Pe.Paulo Ricardo, já apontada em alguns comentários? Mas ainda assim, a objeção dele não é tão absoluta, pois ele admite a possibilidade do seu uso na primeira evangelização. Eu teria objeções pessoais ao rock, mas de outra ordem. De ordem estética (que é algo talvez subjetivo e relativo) e de ordem médica. Não sei se há estudos comprovando o prejuízo do rock à saúde humana, mas creio que haja. O fato é que o ouvido humano suporta certo grau de decibéis e ultrapassando-se isso, já existe prejuízo à audição humana. Normalmente o rock pesado é ouvido num volume extremo e aqui temos um fato puramente médico. Mas me parece haver estudos também na esfera da psiquiatria. Creio que a igreja jamais vá se pronunciar acerca seja do rock desse frade, ou do gosto estético de quem quer que seja. Talvez seria entrar muito em minúcias das vidas pessoais e a tradição da igreja é de dar principios gerais sólidos, confiando no discernimento das pessoas. Eu acho, que mesmo humanamente falando, a pessoa humana precisa ter muita atenção à própria vida interior, precisa escutar com cuidado o próprio coração, sob pena de ficar muito superficial e medíocre, muito na casca das coisas. E ocorre bastante, que muitas pessoas usam o barulho exterior (inclusive do rock) para abafar o próprio barulho interior, para fugir das próprias questões que tendem a aflorar nos momentos de silêncio. Creio que faça parte de uma vida saudável,psicologicamente falando, certo gosto pelo silêncio e pelo recolhimento. Em termos cristãos então, mais ainda e com maior razão. É preciso fazer ressoar em nosso coração, a experiência de Deus que temos tido, ruminar sua palavra em nós, saborear e incorporar ao fundo do nosso ser, a personalidade de Cristo. Enfim o processo todo da conversão e do amadurecimento na fé, pede necessariamente o silêncio e a harmonia interior. E nesse sentido, penso que, com certeza algumas canções e formas musicais ajudam mais que outras, sendo que essas outras, dependendo do modo como são usadas, podem interferir negativamente. Acredito, pela experiência e observação, no trabalho com jovens, que uma grande parte da juventude tenha esse consumo negativo e viciado do rock e creio haver respaldo ciêntifico para esse fato. Como o rock tem origem pagã, secularista, certamente uma boa parte de suas letras traz mensagens fortemente opostas e até hostis à visão cristã da realidade, mas isso ocorre também com outros gêneros. Não se pode ignorar também que, arte alguma é fenômeno neutro e isolado do contexto sócio-cultural. Assim, os diversos tipos de rock são expressões de tendências comportamentais e sentimentos predominantes nas épocas em que surgem. Alegria de viver, gosto pelo movimento, entusiasmo, rebeldia, irreverência são sentimentos expressos por algumas formas de rock, não necessariamente negativos. Mas algumas outras formas de rock (sobretudo o heavy metal) muitas vezes expressam, esteticamente, tendências e sentimentos extremamente negativos e ruins: angustia desesperada, revolta imatura, descrença absoluta do bem, depressão e até tendencias suicidas. E é exatamente aqui que, penso eu, entra o discernimento maduro, humano e cristão. Como eu tenho uma relaçao visceral com a música, no sentido de que ela me entra fundo, me faz chorar e rir, me serve de veículo de expressão emocional, o rock pesado nao me serve, pois normalmente os sentimentos que ele expressa não são aqueles presentes em meu interior. Mas consigo apreciar e curtir a presença do rock pesado em certas cenas de filme ou teatro, sobretudo quando a música escolhida vem mesmo a calhar com o sentimento e o comportamento do personagem mostrado no filme/peça e talvez, outra música nem conseguisse surtir o mesmo efeito dramático ali produzido. Assim, nessa postura de expectadora externa, creio que vejo o rock do mesmo modo como se vê um filme de terror, para ficar no exemplo dado por Paulo Ricardo. Mas dificilmente esse mesmo rock seria veículo da expressão da minha vida emocional, pois mesmo os sentimentos mais fortes (ira, revolta) que passam por minha alma, são vivenciados, a partir da minha conversão a Jesus, de um modo absolutamente diferente daquele que aparece veiculado no rock pesado. Os meus momentos de ira e revolta, não são desesperos fechados, becos sem saídas, já que sou marcada pela certeza do bem futuro, por causa da experiência de um bem já presente. (isto é: já que sou marcada pela esperança cristã, por causa daquilo que a fé já me dá agora). Desse modo, sendo a música (a arte toda enfim) expressão e alimento da vida emocional, é a atenção ao que vai dentro do meu coração que me serve de parâmetro para me identificar ou não com essa ou aquela peça de arte (musical, teatral, visual, etc). E definitivamente eu não costumo viver certas emoções humanas (iras, revoltas etc) de modo pagão, ou seja, de modo fechado e desesperado, como se não houvesse saída e luz ao fim do túnel, como se eu desejasse a morte. Por isso, o rock pesado não me serve como catarse, como meio de identificação interior e emocional e de expressão estética do que se passa na minha alma, já que me acho em outra sintonia emocional. Contudo,na posiçao de expectadora mais externa, consigo perceber nitidamente como ele, o rock (o pesado sobretudo) é expressão estética de certos sentimentos presentes na cena sócio-cultural contemporânea. Assim o aprecio como quem aprecia o “Guernica” de Picasso. Não me identifico com os sentimentos de desespero daquele quadro que expressa o terror da guerra civil espanhola, até porque não vivi qualquer experiência semelhante. Mas percebo bem e aprecio a genialidade com que Picasso soube captar o caos e o desespero (e soube expressar isso esteticamente) gerados na Espanha, pela dita guerra. Então vejo aqui dois níveis de relação com a arte (e portanto com o rock heavy metal): o nível em que ela se presta à expressão estética (e alimento) da minha vida interior e nesse sentido o rock não tem absolutamente nada a ver comigo e, o nível em que a vejo externamente, como expectador curioso do que se passa no mundo e na humanidade. Isto é, existem hoje em dia, muitos sentimentos de desespero, de angustia, de sensaçao de estarmos num beco sem saida e num túnel sem luz, e muitas formas de rock pesado, são expressões estéticas desses sentimentos, que não são os meus. Portanto elas não me alimentam emocionalmente, no máximo atraem minha curiosidade acerca da alma humana e das tendencias comportamentais na cena cultural contemporânea. Como expressão e alimento da minha vida emocional, existem formas de arte (diretamente inspiradas pelo fato cristão ou então como sinais da espera de Cristo que perpassa o mundo) que correspondem muitissimo mais ao que está dentro de mim. E aqui,exatamente nesse ponto, concordo inteiramente, com a séria advertência do Pe.Paulo Ricardo acerca do rock e do seu uso na evangelização sobretudo dos jovens. Se fosse só uma observação de caráter estético, de mero gosto, nem era tão sério. Mas dada a natureza da arte (como expressão e alimento da vida emocional) e mais ainda, à natureza da evangelização, o alerta do Pe.Paulo é extremamente oportuno e pertinente e deve ser ouvido, na fé. Vez por outra, ocorre de eu me deparar com um programa da Tv Canção Nova chamado REVOLUÇÃO JESUS que faz um uso abundante do rock. Ora, se esse programa pretende despertar os jovens (usando a linguagem do rock) para o cristianismo e depois deixá-los apenas nessa fase inicial, tudo bem, chegou ao seu objetivo. Mas não creio que eles queiram tão pouco. Pois se de fato, o programa quer que esses jovens, uma vez despertados da letargia espiritual, amadureçam, cresçam em Cristo e no Espírito, deve dar alimento mais sólido e não se aferrar ao rock, como instrumento recorrente e principal, deve ampliar (e aprofundar) o leque, sob pena de nem gerar cristãos maduros e nem sequer de gerar personalidades humanas ricas e criativas, capazes de uma rica vida emocional, expressada e alimentada por uma estética e arte igualmente ricas e profundas.À uma vida interior rica, corresponde uma rica forma estética.O coração humano tocado e transformado pela graça do Senhor, certamente tende a conhecer uma inédita riqueza também em termos de vida emocional e essa tende a se expandir e se expressar em formas estéticas ricas, carregadas do sentido da esperança e da alegria, sobrenaturais, sejam essas formas eruditas ou populares (e aqui comungo com a crítica ao piedoso e bom Pe.Marcelo Rossi, pois popular não precisa ser pobre e há preciosidades na arte popular cristã, mas o bom padre, cheio de reta intenção,tende mais ao massificado que ao popular). A arte, elemento presente na evangelização e pastoral dos mais jovens, deve acompanhar e corresponder à riqueza e maturidade da experiência cristã. E como parte integrante dessa pastoral, há que se dar lugar especial à educação do olhar estético e à correspondência estética-fé, arte-cultura-fé, como tão frequentemente e tão bem o faz, esse site/blog de vocês. Muitissimo Parabéns por isso! Abração.

    • Luis,

      Você está entrando em paralaxe cognitiva. Seu texto está contraditório. Decida-se uma vez qual a questão relevante na sua discussão generalidade X especificidade, os dois não pode ser. Releia o que você escreveu. Fora isso, procure os demais “catemusic”, nossa proposta é diversificada, não fazemos apologia desde ou daquele gênero por gostar desse ou daquele gênero. De qualquer forma, aceitamos sugestões do que é considerado “boa-música-cristã-para-alminhas-puras”.

    • Cara, eu tenho que te dar o braço a torcer em alguns pontos.

      Lembrei de nosso debate aqui e comecei a pesquisar por aí para ver o que existia de rock – especialmente metal – com temática cristã. Me deparei com esse site de “evangélicos” metaleiros: https://amngospel.wordpress.com/category/igreja/page/14/

      Putz, tá legal, ainda acho que ouvir rock é divertido, só isso. Mas pera lá!!!!! Do que é que esses caras estão falando e fazendo? Olha só as bandas que esses fulanos estão querendo emular (perdão pelo neologismo) – bandas de Death Metal, Black Metal e Grindcore? Qualquer cristão que ouvir Marduk tem a sacro-santa obrigação de quebrar o disco e a cara de quem colocou a coisa pra tocar!
      Não quero aqui atacar crentes, mas, por outro lado, opiniões pedem sempre uma reavalização quando confrontadas com novos fatos. Ainda não cheguei uma conclusão definitiva sobre esse assunto, mantenho meus conceitos, mas quando se vê esse tipo de coisa, sinto uma crise incontrolável de vergonha alheia.

  • Amados, sem relativismos por favor. Música LITÚRGICA é uma coisa. Algo que nunca pode acontecer é na Santa Missa tocar rock. E por quê? Porque em si traz uma atitude revolucionária contrária a disciplina da Igreja. Isso é uma coisa.

    Por outro lado, nada impede que um católico ouça heavey metal desde que entenda que existem SIM bandas que produzem esse tipo musical que estão em total desacordo com o Evangelho. Muitas bandas são sim satânicas e têm uma mensagem realmente com o intuito de destruir o Cristianismo.

    “Ahhh mas se existe isso então ninguém pode ouvir!” Não é por aí. Nem todas as músicas de rock pesado são assim, um exemplo é justamente o Rosa de Saron que usa o rock como meio para levar o amor de Deus ao mundo. O Rosa e Frade Cesare não são hereges por causa disso.

    O importante, reitero, é compreender que ao ouvir bandas de rock pesado, o católico se arme contra várias dela que querem destruir a Fé.

    Quanto ao Pe Marcelo idem. Com suas músicas ele tem ajudado a muitos a reencontrar a Fé. Não podemos excomunga-lo por isso. Agora que é bem verdade que várias Missas dele e de Dom Fernando estão com inúmeras irregularidades, isso é sim.

    Praedica Verbum!

  • Marcos

    Bom, eu por muito tempo ouvi rock e blues, de alguns anos pra cá não fazem mais parte do meu quotidiano.
    Quanto as tais músicas clássicas, grande parte também já foi (e é) alvo de várias críticas (são movimentos católicos que vou pesquisar depois posto).
    Se bom ou mal, segue um trecho de um texto que li num site:
    http://www.defesacatolica.org/index.php?option=com_content&task=view&id=49&Itemid=30

    “O rock é uma expressão básica das paixões que, em grandes platéias, pode assumir características de culto ou até de adoração, contrários ao cristianismo.” (Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI)
    Pensam esses “católicos românticos” que a fé é um sentimento, fruto de emoções irracionais. E no intuito de provocar “conversões” coletivas por vias sentimentais, instigam a comoção, as lágrimas de um doce arrependimento interior, o toque mágico na alma, e completam com uma pitada de um eufórico rock “cristão”.

    Pobres jovens iludidos! Já não sabem mais o que é fé e são facilmente enganados pelos frutos de uma antiga Revolução que tanto mal trouxe a humanidade. Cantam, pulam, choram, e fazem do nome de Cristo e de Maria Santíssima, veículos de delírios e pura emoção. O que entendem de música sacra esses cantores que disseminam o sensualismo e paixões diabólicas contra a caridade e contra a fé? Pensam que é só colocar um Jesus na letra que tal cacofonia torna-se canto sacro? O que entendem de beleza musical se jamais estudaram Santo Agostinho que sabia amar verdadeiramente músicas belas?

    Esses sentimentais deveriam aprender que fé é uma virtude intelectual e não sentimental. E que protestem contra o Papa São Pio X se coragem tiverem para isso. Fé não é um Dom que se adquire através de um processo de ataques eufóricos ou por meio de uma emoção irracional que ilumina docemente o coração. Tal heresia fora condenada com veemência pelo Papa São Pio X, que em seu tempo, já afloravam os delírios do romantismo:

    (…) eu mantenho com certeza e confesso sinceramente que a Fé não é um sentimento cego de religião que se alevanta das profundezas do subconsciente pelo impulso do coração e pela moção da vontade treinada para a moralidade, mas um genuíno assentimento da inteligência com a Verdade recebida oralmente de uma fonte externa. (Juramento Contra o Modernismo – Papa São Pio X). (negrito meu).

    • Carlos

      Mandou bem Marcos. Mas infelizmente a maioria de nós católicos não lê nem escuta o maior teólogo da atualidade, nosso grande pastor. Tenho lido alguns livros dele e me impressiona a sua simplicidade e sabedoria. Não me causa escândalos mais quando vejo padres fazendo exatamente o contrário da sua orientação e mesmo nós leigos, pessoas que estão levando o evangelhos através de diversos meios.
      Obrigado pela informação. Espero que os demais façam algum exame de consciência e contestem de forma mais consistente o papitcho.

  • Paula Borges

    Vish, vou ter que parar de ouvir The Flanders!

    Engraçado, foi ouvindo essas músicas que tive a graça de ter um encontro mais profundo com Deus. Hoje essas bandas como Rosa de Saron, The Flanders, Frutos de Medjugorje, Iahweh, Cerymonia dentre outros.. Não fazem mais parte da minha playlist, mas reconheço a importância delas no meu processo de evangelização, e acredito sim que pessoas podem ser tocadas por vários tipos de estilo musicais! “Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão”! Como fazer um metaleiro amar a Deus? Levando Deus onde ele mais gosta!

    Coitada da Irmã Kelly Patrícia, com o lançamento do seu novo CD Busca de Deus. Querendo alcançar mais os jovens fez um cd com estilo pop rock/Rock, nunca pensei que iria escutar uma distorção em alguma música dela, mas ficou surpreendente o trabalho dela.. Pena que vou ter que parar de ouvir….

  • “Como fazer um metaleiro amar a Deus? Levando Deus onde ele mais gosta!”

    É com esse intuito que adequam letras cristãs aos variados estilos de música, e acho muito válido.

  • Marcos

    A fé dá-nos a certeza de que Deus não permitiria o mal se do próprio mal não extraísse o bem. Deus realizou admiravelmente isso mesmo na morte e ressurreição de Cristo: com efeito, do maior mal moral, a morte do Seu Filho, Ele retirou os bens maiores, a glorificação de Cristo e a nossa redenção.

  • Marcos

    Pois é, eu mesmo experimentei minha conversão em uma dessas Missas de Cura e libertação, que de missa não tem nada. Inclusive, a o padre que celebrava as tais missas que me levaram a buscar Deus e a Igreja foi proibido pelo Bispo daqui de celebrar tais missas devido aos flagrantes abusos litúrgicos.
    Porém, depois do frenesi causado pela “missa” fui compelido a estudar e conhecer minha igreja, e vi que a referida celebração é inadequada a fé católica, apesar de arrebatar milhares de pessoas em suas apresentações, o referido padre destoa do que ensina a Igreja Católica.
    Da mesma forma, as músicas e apresentações no geral, comovem, atingem diversos públicos, e até podem converter várias pessoas, porém, não são compatíveis com a piedade católica.
    Não podemos esquecer que nosso objetivo aqui é voltar para Deus, de onde viemos, e que a santidade deve ser nosso maior projeto de vida.
    É duro admitir, mas nem tudo que nos é agradável nos convém.
    I Coríntios 13:11 Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Agora que sou adulto, parei de agir como criança.

  • Gabriel Lula

    Quanto preconceito de algumas pessoas com o rock.
    Tudo bem que esse não é um estilo muito agradavel a fé cristã, mas no caso do Frade, o estilo está sendo usado para levar a palavra de Deus aos ouvintes. Já pararam pra pensar em quantos rockeiros podem ter se interessado pela palavras de Deus depois de ouvir as musicas do frade?
    O rock só não é bonito quando fala de coisas que denigrem a nossa paz e a nossa espiritualidade com Deus. No caso do frade, a coisa é bem diferente. Ele usa este meio para evangelizar as pessoas, e isso não tem nada de mais. Afinal de contas, evangelizar é errado? Não. E então?

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