Ataques Teleguiados de Pilotos Kamikazes Acéfalos

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E aí meu povo,

Esse post é um auxílio que o blog O Catequista está prestando a um de nossos leitores, um estudante do ensino médio (André) que deseja saber como refutar as imbelicilidades anticristãs pregadas por seu professor. A relevância do pedido desse rapaz nos motivou, até porque, o que ele está passando é lugar comum na vida de muitos de nós e, precisamente por conta das implicações sociais advindas, muitos também acabam por ter sua própria fé abalada.

Trata-se do vil ataque anticatólico das “Tias Tetecas” e dos “Tios Pafúncios” – professores de história de péssima qualidade que estão espalhados por aí. Essas pessoas não têm preparo intelectual, mas estão armadas com diplomas de universidades públicas e particulares, embebidos até o tutano em marxismo, esterco iluminista e historiografia francesa.  Temos que ter paciência com eles amigos, afinal, sofrer influência francesa e ser capaz de pensar ao mesmo tempo é uma coisa bem difícil nos dias de hoje.

Que fique entendido: admiro muito a tradição francesa, pois muito da nossa cultura, muito de bom, veio lá das Gálias. Mas o país se afundou num charco em 1789 e até hoje não conseguiu sair dele, com nobre e raras exceções, exceções essas, fique claro, que são muito mais relevantes para a história humana do que toda burritzia desse país onde Deus nos colocou.

Vou responder pontualmente às afirmações que o nosso amigo André nos passou, ouvidas por ele de seu professor.

1 – “Um teólogo francês canonizado (Santo Laud de Angers) dizia que apenas os senhores feudais precisavam prestar culto a Deus, enquanto que todos tinham obrigação de amar e venerar o seu senhor.”

O texto exato de onde o tal professor extraiu esta informação é esse aqui:

“Deus quis que, entre os homens, uns fossem senhores e outros, servos, de tal maneira que os senhores estejam obrigados a venerar e amar a Deus, e que os servos estejam obrigados a amar e venerar o senhor…”

Fonte: St. Laud de Angers, Documents d Historie Vivante. In: FREITAS, Gustavo de. “900 textos e documentos de história”. Vol. 1 Lisboa, Plátano, 1975.

Aí eu faço o seguinte questionamento: e daí? Fica patente aqui a desonestidade do dito e a empulhação de cunho marxista do “professor”. É pura ideologia tosca. Ele não colocou o contexto em que esse tipo de fonte estava, colocou?

Vejam bem, o que temos aqui é uma questão que nada tem a ver com teologia, mas sim com política.  Santo Laud mencionava o papel dos homens dentro do sistema feudal.  Tanto é que nem a academia brasileira foi contra, uma vez que incorreria num delírio de inversão. Provo o que digo porque esse texto foi utilizado no vestibular da UNESP, conforme podemos conferir acessando esse endereço:

http://professor.bio.br/historia/provas_topicos.asp?topico=Baixa%20Idade%20M%E9dia&curpage=18

Para ficar bem claro, vou transcrever exatamente a questão:

Pergunta:

TEXTO I “Deus quis que, entre os homens, uns fossem senhores e outros, servos, de tal maneira que os senhores estejam obrigados a venerar e amar a Deus, e que os servos estejam obrigados a amar e venerar o senhor…” St. Laud de Angers, Documents d Historie Vivante. In: FREITAS, Gustavo de. “900 textos e documentos de história”. Vol. 1 Lisboa, Plátano, 1975.

TEXTO II “Capítulos do projeto de concórdia entre os camponeses da Catalunha e seus senhores. […] VIII – que o senhor não possa dormir a primeira noite com a mulher do camponês: Pretendem alguns senhores que, quando o camponês toma a mulher, o senhor há de dormir a primeira noite com ela, e, em sinal de senhorio, a noite em que o camponês deva contrair núpcias, a mulher, estando deitada, vem o senhor, sobe à cama, passando sobre a dita mulher e como isso é infrutuoso para o senhor e uma grande humilhação para o camponês, um mau exemplo e uma ocasião para o mal, pedem e suplicam que isso seja totalmente abolido”. PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe. “História: textos e testemunhas”. São Paulo: UNESP, 2000.

Os documentos se referem às práticas do:

a) helenismo grego.
b) anglicanismo.
c) germanismo.
d) catolicismo medieval.
e) feudalismo europeu.

Resposta certa? Letra E. Em outras palavras, é óbvio que Santo Laud não se referia à teologia cristã, mas sim à realidade política e econômica da sua época.  Vergonha professor, vergonha!  Teria errado essa.

Assim como hoje, algumas pessoas são privilegiadas e podem se preocupar apenas com o espírito, enquanto outras são obrigadas a dar foco no seu trabalho diário e lutar para comer todos os dias.  Ok.  Isso é verdade!  Mas ninguém está dizendo que os pobres não podem ou não devem adorar a Deus!

Gostaria que seu professor apontasse em que momento Santo Laud disse que os servos não precisam prestar culto a Deus? Se ele não consegue entender semântica, o problema é dele, e não é de história, mas sim de português.  Mais um tentativa de impressionar pela retórica do que através de uma argumentação baseada na realidade contextual.

2 – “Leão I foi o primeiro Papa. Só a partir do século V que a autoridade máxima da Igreja passou a ser o Papa”

É mesmo? Que legal!  O fessô aqui demonstra não só um desconhecimento pueril daquilo que está falando, mas também desrespeito a seu título de “historiador”.  São Leão I foi o primeiro realmente… O PRIMEIRO DOS PAPAS MAGNOS!  Na realidade, ele foi o 45º papa. Já falamos nisso aqui n´O Catequista.  São Leão teve sua vida esmiuçada aqui no nosso blog (clique aqui para ler o post).

O fessô talvez tenha tido a intenção de se referir a questão das disputas entre o Papa e os outros patriarcas, assunto que também já investigamos (clique aqui para ler). Mais uma: QUE AUTORIDADE MÁXIMA É ESSA, CÁSPIDE?  A primazia do bispo de Roma (que mais tarde começou a ser chamado de “Papa) sempre foi questionada, muito embora esta autoridade não seja oriunda dele, mas da sucessão de Pedro, do próprio Jesus Cristo! Claro que ele vai dizer que isso é armação da Igreja…

O fessô parece desconhecer que antes de ser um título, o termo “Papa” designa um tratamento carinhoso e, nesse caso, nem sequer o Bispo de Roma foi o primeiro a ser chamado de Papa, cabendo antes esse epíteto ao Bispo de Alexandria.  Talvez esse assecla de Che Guevara ache mais legal dizer que antes de São Leão I não havia Bispos em Roma.  Neste caso, chamem o Dr. Freud!

Procure o livro de Ranke – La História de los Papas, ou de Richard P. McBrien – Os Papas. Dê uma cópia deles ao professor e você já vai ter ganho a Quaresma.

3 – “A Igreja pregava abertamente que o dízimo (Tostão de Pedro) era uma forma de garantir “vaga” no céu”

Não duvido que algum padre ignorante ou mal intencionado como seu professor realmente assim o pregasse, ou mesmo que algumas fontes tenham caluniado a Igreja colocando na boca de seus ministros palavras que eles não disseram.  É chover no molhado dizer que o dízimo é bíblico (ver Êxodo:22,29a, Provérbios 11,24-26, por exemplo).  A salvação é tão independente do dízimo que o Catecismo da Igreja Católica (CIC) sequer o menciona!

Fora isso, quando foi que a Igreja deixou de prestar ajuda, amparo e abrigo a quem quer que seja? Dizimista ou não? Fique bem claro que estou falando da Idade Média, não dos dias de hoje.  Sã doutrina é infalível, a morada do Espírito Santo na Terra é Nossa Santa Madre Igreja.  Esse senhor não percebe isso porque o cartesianismo já deve ter destruído metade de suas sinapses cerebrais.

4 – “A Igreja não oferecia educação à população (salvo os aspirantes à vida religiosa) porque com uma sociedade esclarecida, racional, pensante, ela não poderia exercer o mesmo controle que exercia devido ao analfabetismo e alienação”

Que chance uma criança, dentro do sistema feudal, tinha de melhorar de vida? Só quem oferecia oportunidade para tal era a Igreja.  Todas as grande universidades européias foram fundadas pela Igreja e quem inventou a maioria das ciências modernas foram padres medievais.  Além disso, todos os mosteiros ofereciam educação básica para todos aqueles que quisessem.  O problema é que, muitas vezes, a dureza da vida não permitia que os pais se dessem ao luxo de ter filhos estudando, longe da lavoura.  Será que esse professor não sabe disso?

Foi por acaso a Igreja que destruiu o Ocidente? Claro que não! Mas foi nas costas dos padres que recaiu a tarefa de reconstruí-lo, para que hoje esses mesmo professores que se orgulham tanto do seu diplominha possam cuspir-lhes na cara.  Na Idade Média se ensinava de verdade, coisas que só de pensar em aprender esse professor choraria como um bebezinho, já que não teria uma plateia de bocós para aplaudi-lo.  Resumindo: a Igreja não jogou o mundo na ignorância, mas foi o guindaste que o tirou de lá.

Procure o livro do professor Thomas Woods Jr., A Igreja Católica: Construtora da Civilização Ocidental ou digite o nome do autor no youtube e assista ao maravilhoso documentário em treze partes que praticamente disseca o livro.  Você encontra com legendas em português.

5 – “Graças aos Monges Copistas medievais, grande parte da literatura clássica foi terminantemente perdida, visto que eles só reproduziam as obras aprovadas pela Igreja”

Aí já abusou do direito de ser burro.  O nome disso aí é “estratégia das tesouras” e foi definida pelo aprendiz de anticristo Vladimir Lenin: acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é.  Se um dia esse cara pôde comprar um edição bem bonitinha das obras de Platão de Aristóteles, deve muito disso à Igreja.

A verdade é que grande parte da literatura clássica não sobreviveu justamente porque NÃO FAZIA PARTE DO ACERVO DA IGREJA e sim de coleções particulares.  Daqui a pouco o cara vai dizer que a Igreja foi responsável pelo terremoto que destruiu a biblioteca da Alexandria…

Resposta bem comum que esse tipo de canalha procura dar é que foram os árabes os responsáveis pela redescoberta de Platão, Socrátes e Aristóteles no Ocidente. MENTIRA! Os árabes realmente conheciam a obra dos grandes filósofos gregos e eram senhores de um grande refinamento intelectual (vide Averróis e Avicena) incomum para os europeus daquele tempo. Repare que eu disse incomum, não DESCONHECIDO. Os monges copistas já faziam a recuperação dos textos clássicos na França muito antes desdes serem traduzidos do árabe para o grego e o latim.

Claro que o seu professor deve estar chiando que os livros condenados pela Igreja não eram copiados pelos monges.  Em primeiro lugar, estes tais “livros proibidos” (o povo adora esse termo) eram tratados como tal por se oporem à doutrina da Igreja.  Ok.  Isso posto, o que o seu professor queria?  Que a Igreja copiasse MANUALMENTE e guardasse livros que não lhe interessavam?  Como assim?  Você gosta de Justin Bieber?  Não?  Pois é… mesmo assim, eu acho que você deveria comprar todos os CDs dele e guardar em um lugar muito seguro.  Vai que o mundo acaba mesmo em 2012…

6 – “Foi apenas em 1075 que foi decretado o celibato, pelo Papa Gregório VII. Medida que visava a não-divisão das terras eclesiásticas”

Antes de mais nada, diga a seu professor que pra ele é São Gregório VII.

Essa assertiva merece umas poucas considerações antes. É de cunho amplamente marxista. Não pretendo aqui explicar todos os meandros dessa nojeira, mas preciso que vocês, caros leitores, tenham uma coisa em mente: o marxismo é uma ideologia estruturalista e seus fundamentos são todos econômicos; em poucas palavras, para o marxista tudo se reduz aos estratos econômicos ou seja, o que importa na vida e no processo histórico é dinheiro.  Acho que isso vem do fato de Karl Marx ser um pobre frustrado e patético.

Pois bem… por conta dessa obsessão por dinheiro, os marxistas teimam em interpretar qualquer fato sob esta ótica.  E como no feudalismo terra significava riqueza, a única razão que os seguidores de Carl Marx conseguem enxergar para o celibato está na questão econômica.  MAS A IGREJA NÃO É MARXISTA!  Nós não nos movemos pelos mesmos motivos.  Então é uma besteira enorme tentar entender um fenômeno religioso sob o ponto de vista econômico.

A menção mais antiga ao celibato católico diz respeito ao Concílio de Elvira (295-302).  Nesta época ainda estávamos no IMPÉRIO ROMANO!!! No delírio marxista, os bispos espanhois, provavelmente foram em alguma cartomante para ADIVINHAR que NO FUTURO haveria o feudalismo e aí, começaram a se preparar pra ele.  Talvez tenham pensado: “Hahahahaha! Quando o feudalismo chegar vamos dominar o mundo pelo celibato”.   E nós, o que estamos fazendo que não nos preparamos para dominar o mundo na era de aquarius????

Mas não basta matar a cobra.  Vamos mostrar o pau e combater história com história: o feudalismo se instalou na Europa apenas após o declínio do Império Romano, entre o final do século IV e início do V, com as invasões bárbaras.  O Concílio de Nicéia, amplamente documentado, aconteceu em 325 e o terceiro dos 20 cânones estabelecidos neste concílio dizia:

Cânon III – Nenhum deles deverá ter uma mulher em sua causa, exceto sua mãe, irmã e pessoas totalmente acima de suspeita.

Fora um monte de legislações a respeito do celibato ao longo de toda a história da cristandade Ocidental. Aliás, um dos mais ferrenhos defensores e apologista do celibato foi justamente São Leão Magno, que impôs o celibato ao clero regular.

São Gregório VII não criou o celibato, ele simplesmente pôs ordem na bagunça; foi o consolidador de uma longa legislação sobre o assunto e agiu com firmeza para salvar os princípios da Santa Igreja. Isso era muito necessário, porque o negócio estava ficando descarado, tinha bispo esfregando sua devassidão na cara dos fiéis. Culpa da Igreja? Não, mas da fraqueza dos homens. O CIC fala disso melhor do que eu.

O indivíduo que derrama sua pestilência na sua sala de aula, André, jamais aceitará essa argumentação, em virtude de ferir sua ideologia de vida; mas na verdade não houve interesse econômico escuso por trás do celibato.

Seu professor simplesmente ignorou documentos históricos que não interessavam à ideologia obsessiva dele.  Isso se ele chegou a conhecê-los!

7 – “A Inquisição se valia de métodos de tortura e aniquilação bárbaros, macabros. Foi no tribunal da “Santa” Igreja que se utilizaram: a Dama de Ferro, a roda de despedaçamento, a guilhotina, a mesa de evisceração, o berço de judas, as garras-de-gato, o esmaga-joelho, a forquilha, a pêra, a empalação, o cavalete, a estiração, entre outros instrumentos eclesiásticos.”

Estudo inquisição a mais de 20 anos e sei bem que se mente uma barbaridade a respeito.  Primeiramente, para cada um que ia a fogueira, mais de 1000 se salvavam.  Segundo, separe inquisição: medieval, espanhola etc. Tem muito mais coisa, como condenação em epígrafe… Só para começar, posso te dizer que a Inquisição nasceu de uma necessidade de se estabelecer um sistema de justiça para evitar as barbaridades que os senhores, reis de fato dos seus territórios, cometiam, tendo em vista a ausência de um poder central mais forte, julgassem e executassem soa acusados de heresia ao seu bel prazer.  Sobre isso, já publicamos aqui um texto do renomado historiador americano Thomas F. Madden (veja aqui).

A Igreja fazia o que podia para diminuir as barbáries desse povo, mas nem sempre conseguia, e pior, as peripécias deles caiam na conta da noiva de Jesus. O direito moderno é um amálgama, como ciência, da herança clássica e do direito canônico.

Os instrumentos de tortura mencionados não eram propriedades da Igreja e sobreviveram antes. E bem depois, aliás os amáveis senhores que promoveram a Revolução Francesa – Marat, Danton e Robespierre – tinham um especial apreço por alguns deles. Aí pode, né? Sim, a tortura era usada, como é usada até hoje no Brasil, mas principalmente nas ditaduras comunistas.  Em qualquer época, esse tipo de expediente foi utilizado para obter confissões.  Imagine na idade média…  De qualquer forma, nem sempre eram utilizados, pois a simples menção desta era capaz de soltar línguas.  Esse tipo de coisa exige bom-senso para evitar o malfadado anacronismo, mas como evitar anacronismo de um marxista?

É isso aí meu povo, fiquem com Deus e não temam esses professores. Deixo-os aqui com um pensamento: para ensinar o que esses cretinos ensinam, eles são realmente mal pagos?

19 comments to Ataques Teleguiados de Pilotos Kamikazes Acéfalos

  • Diego

    Ai… Uma ótima idéia pra uma série MythBusters (inspirado na série caçadores de mitos do Discovery)!
    Vcs já fazem isso, é claro… mas poderia ser em forma de série!
    Abraços Amigos do site!

  • Muito bom Paulo,
    acho engraçado que a maioria destas pessoas gosta de atacar a igreja e seus membros, mas só atacam quando não sabemos defender a nossa igreja e as razões de nossa fé.

    é dificil vermos estes “historiadores” e “portadores da luz” debater com aqueles que possuem conhecimento do que ocorreu de fato.

    um abraço
    Deus abençoe
    Pax et Bonum
    Lipe

  • André,

    Posso estar sendo pessimista, mas creio que o seu professor não mudará nenhum milímetro de opinião, nem jamais reconhecerá que vomitou um monte de conceitos preconceitusos, que ele não pode provar, justamente porque é tudo mentira.

    Então, o seu foco deve ser buscar matar a semente da mentira e do anticatolicismo que ele plantou no coração de seus colegas. Mostrar aos seus companheiros de turma um outro olhar sobre esses fatos históricos é uma grande caridade que você pode fazer. Como diz aquela oração de São Fracisco – que eu nem mesmo sei se foi mesmo feita por este santo – “Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade”.

    Você pode fazer isso de duas formas:

    1- Questionando abertamente seu professor em sala de aula – “Olha, aquilol que o senhor falou na aula passada, eu andei pesquisando, e vi que há diversos autores que têm uma visão muito diferente sobre isso…”

    2 – Fazer um trabalho de formiguinha, e ir conversando sobre o assunto com seus colegas, fora da aula – “Sabe aquilo que o professor falou da Igreja naquele dia? Não é nada daquilo, ele é muito tendencioso, eu pesquisei e… etc.”

    O importante é que você tenha em mente o sentido de tudo isso: o amor a Cristo e o amor ao destino dos seus colegas, que merecem saber a verdade.

    • André

      Realmente, tentar mostrar aos colegas que o que o prof disse foi tendencioso é mais proveitoso do que tentar convencê-lo. Aliás, é essencial, muita gente católica da minha turma ficou perplexa sobretudo na hora da Dama de Ferro, que foi a que o prof deu mais atenção e ênfase…
      Enfim, se eu vir que o clima da aula também cabe uma cutucada no prof, eu não vou me omitir como antes; se não, também não é vontade de Deus que eu interrompa a aula como um barraqueiro falastrão. Estava pensando em levar material impresso e ficar depois da aula sozinho pra “tirar dúvida”, no começo bem despretencioso, até poder mostrar a ele que me enganar não vai dar certo rs.

  • Tato Diego

    Muito boa a matéria !

    Cada vez mais fico “de cara” como todos atacam a Igreja, afirmo isso como um dos que já atacaram a Santa Igreja =\, mas que vejo que o problema estava em mim, que não a conhecia.
    Quanto a esse professor, todo mundo já tive um desse tipo que acabam deixando nosssa fé ate “abalada” por não conhecer a história verdadeira.
    Durante esse ano assiti os videos do Padre Paulo Ricardo sobre o “Marxismo Cultural” que conseguiu tirar muitas das minhas dúvidas sobre todos que querem destruir à Igreja.
    “Por que meu povo se perde por falta de conhecimento” Oseias 4;6
    Graças ao bom DEUS têm me ajudado a professar a minha e fé e saber o que de fato acontece.

    A Paz contigo

  • ADOREI! Cabei de ter duas aulas de Historia Medieval, so q eram do começo da Alta Idade Media: Imperio Bizantino e Imperio Franco. Vimos as heresias em Constantinopla: iconoclastas, monofisistas, etc. Ainda nao entramos na fase digamos “complexa” q atacam a Igreja por todos os lados.

    Meu professor é “catolico” mas tem algumas coisas bem esquerdistas. Acho q ele faz pq quer me ver debatendo com ele. É um cara legal msmo tedo algumas coisas um tanto quanto idiotas.

    Amei o post de hj! Mais e mais gabarito na mochila! Valeu Paulao!
    Pax et ignis!

  • Eu considero que o trabalho mais proveitoso seria o de “formiguinha”. Quanto ao professor, só o que é possível fazer é desqualificá-lo, o que não vai dar em nada pois para cada cabeça que se corta dessa Hidra duas novas nascem no lugar. Trabalhando mais esmiuçadamente a verdade se propagaria, alguns tornariam-se curiosos e buscariam ainda mais conhecer uma verdade ventilada a partir de um, dois, três estudantes heróis malucos que ousaram enfrentar o bicho-papão da mentira.
    O exemplo do padre Paulo Ricardo, meu xará, [estou começando a achar que nossa “burrice” e “teimosia” em sempre nadar contra a maré é mal do nome (latim + saxão = Pequeno Rei) é um exemplo de como se luta. Com todo respeito aos brasileiros que lá vivem, condenar nosso melhor padre aos cafundós do Mato Grosso enquanto o canalha, nojento, espúrio do Frei Betto recebe todos os louros da glória por ser um petista canalha, mostra bem o estado de coisas em que vivemos.

    • André

      Antes de tudo, obrigado novamente! Texto perfeito, louvável! Servirá a todo leitor do “O Catequista” que está na controversa vida escolar.

      Sobre o meu prof, acho que desqualificá-lo seria uma tarefa hercúlea (pelo menos pra mim, um mero “aluno”). Afinal de contas, por mais que – na minha ótica – ele tenha perdido todo o prestígio como prof e como ser umano (com u mesmo), para a “sociedade” ele ainda é um professor doutor. Irônico a maneira pela qual a índole da maioria dos historiadores se revela quando o assunto é Igreja, impressionante… Graças a Deus temos exceções!

      Salve Maria, e mais um OBRIGADO nunca é demais!

      • Gustavo Silva

        Acho que você poderia tentar conversar com ele depois da aula e caso percebesse que não está adiantado nada, colocasse a conversão dele em suas orações. Além do mais procure sempre respeitar o outro, evitando ofensas desnecessárias, e confiar na capacidade de aceitar a Verdade, uma vez que talvez este seu professor talvez nunca tenha escutado argumentos sólidos contra o que ele pensa, já que em seu meio a maioria pensa igual a ele.

  • Victor Picanço

    Ele deve questionar o professor a cada batatada que ele falar. Até porque o debate com o professor não é para convencer o professor, mas para convencer a plateia.

  • Bruno Linhares

    Bravo! Fico muito feliz em ver que o Espírito Santo os inspira de maneira a sintetizarem de maneira tão clara as explicações e desmistificações acerca das acusações de que nós católicos somos alvo.

    Complementando o tópico da Inquisição, sugiro a assistência do documentário da BBC que o blog “Deus Lo Vult!” divulgou: http://www.deuslovult.org/2011/07/30/o-mito-da-inquisicao-espanhola/

    Paz e Bem

  • Fantástico post! Este está esplêndido! Gostei muuuuito do assunto abordado, parabéns pelo espetacular post, Paulo Ricardo! Eu passei a estudar muito mais história e coisas afins para justamente entender e desmascarar a maioria das histórias que inventam mundo afora, depredando a Santa Igreja. Muitas vezes me vi sem argumentos quando me vi sob ataque, por isso passei a estudar muito mais. Além do mais, tento desmistificar todas estas histórias nos encontros que faço de catequese. Sugiro que criem outros posts, respondendo outros ataques que são mais comuns contra a Santa Igreja. Novamente agradeço e parabenizo pelo texto, Paulão!

    Que Deus vos abençoe, meus caros!

  • André

    Paulão e Viviane, faz quase dois meses dos nossos contatos, mas eu não esqueci de vocês… É que quem faz ensino médio em instituto federal e ainda tem que estudar pro vestibular não tem tempo pra certas besteiras, como respirar e beber água rsrs. O fato é que, como eu passo 8 horas do dia estudando e mais 8 em aula, só tenho tempo de acessar a internet pelo celular, e no site de vocês não consigo escrever comentários… MASSSS, como eu estou de férias (em abril?? rs É que o IF teve greve ano passado e até março estávamos no período 2011.2) resolvi ligar esse aparelho medieval chamado notebook só pra escrever um comentário de retorno sobre “as consequências do post do paulo na minha vida” (ou algo que soe menos meloso que isso)…

    Enfim, uma semana depois da nossa “conversa” o prof acéfalo de marxistória pegou a peste bubônica (ou sei lá que diabo que fez ele ficar TRÊS SEMANAS sem ir dar aula). E (como o ano letivo terminou em março) eram as 3 últimas semanas de aula!! Nessas aula ele deveria terminar de dar Medievo a aplicar a provinha básica de final de semestre, mas – como ele estava doente – não deu o resto do conteúdo (a última aula que eu tive com ele foi essa da qual eu retirei os tópicos que paulão rebateu) nem passou a prova. Pra gente não ficar com zero no boletim, esse passou um trabalho de conclusão que era responder módicas 35 questões e entregar impresso seguindo as regras da ABNT (esqueci de falar, ele é muito compreensível com os alunos…). Como eu não teria mais oportunidade de defender a Igreja cara a cara (e talvez nem o fizesse, do jeito que eu sou tímido), e como estávamos na Quaresma, período de penitências, eu fiz uma bem radical: respondi as questões exatamente do jeito que ele não queria, acho que até peguei pesado em algumas de tão radicalmente eu defendi a Igreja Medieval… Assim que eu achar o arquivo (se é que eu ainda o tenho), eu posto uma ou duas das respostas mais “vorazes” num comentário pra vocês verem o nível da coisa rsrs Enfim, Eu já tava rezando pra tirar pelo menos um 4 e que nota ele me deu? DEZ! (calma, o doido não se converteu, foi porque ele com as dores da doença não acabou nao tendo tempo de ler os trabalhos, apenas correu o olho pra ver se todas as questões haviam sido feitas e… deu 10 pra meio mundo). Mas acho que essa contratempo não invalidou meu sacrifício rsrs.

    Continuando, como estou em ano de vestibular, me matriculei recentemente num cursinho e lá as aulas de história tem meras QUATRO HORAS de duração cada (uma vez por semana). Aí, eu pensei, agora pronto, como é que eu vou aguentar um desocupado falando 4 horas mal da Igreja no meu ouvido?? (porque prof de história consegue achar uma brecha pra criticar a Igreja até falando de período ágrafo kkkkk, quanto mais o medievo ou a colonização brasileira ). Mas, não sei o que eu fiz pra merecer que Deus botasse tal criatura na minha vida, que o meu prof de história do cursinho é tão indescritível (aliás, dá pra descrever, mas o tamanho do comentário tá me assustando, então vou começar a resumir) que vocês entenderão a mensagem só de correr o olho pelo twitter dele e andem a timeline até chegar nos vídeos e comentários sobre as arquiteturas dos mosteiros, sobre os Padres e Bispos potiguares, os religiosos que lutaram contra a ditadura, além dos RTs que ele dá em Dom Odilo, etc.) Vai um exemplo caso: “A vida é um dom único, e Deus é o único para dá-la e exigi-la” Papa Bento XVI”. Ter um prof de hist não-ateu já é muito, ter um que é católico praticante e que atua até em pastorais sociais é um privilégio de poucos. Mas, ainda terei com certeza de enfrentar certos seres. De qq modo, obrigado pela enésima vez por terem me ajudado, que Deus e a Virgem vos recompensem, como me recompensou pela defesa à Igreja que eu fizera.

    • Oi, André!
      Que bom ver uma mensagem sua de novo.
      Obrigada por compartilhar conosco esse seu desafio. Fiquei mesmo comovida com a sua disponibilidade para defender o nome de Jesus em uma situação tão desfavorável.

      Grande abraço!

  • Allan

    Tenho aula com uma professora que é católica que quer brincar de Papa e mudar a doutrina: ela acredita e tenta fazer os outros acreditarem (tem gente que já entrou na onda) de que temos que especificar o nosso pedido para Deus, senão não vamos receber uma coisa boa e não seremos felizes (exemplo que ela mesmo deu: “se eu peço um namorado para Deus, ele vai me arranjar um monte de namorados, mas nenhum como eu quero e eu não serei feliz”), além de outras bobagens (como ficar mentalizando pedidos para recebê-los – e ainda fica falando que tudo o que ela mentalizou no passado (família, casa,…) se realizou como ela pensou – esquece totalmente da intervenção divina).

    Eu já tentei argumentar contra, mas ela, quando contrariada, começa a falar muito rápido e jogar argumentos que parecem ser reais (além de alguns entusiastas dela, incluindo uma evangélica que tem uma rixa comigo e uma católica que acha que essa professora é digna de crédito, que ajudam e reforçam o discurso dela). E como não sou muito hábil em argumentação (sempre demoro para pensar num argumento bom – nunca estou muito preparado: a professora me pega de surpresa com essas histórias da carochinha), acabo me perdendo e ela sempre ganha o debate e acaba convencendo mais e mais algumas pessoas que essa doutrina perversa dela está certa. Por isso peço para a equipe do O Catequista que por favor me auxilie como argumentar com argumentos que demonstrem claramente que ela está errada e que encerrem a discussão de uma vez só.

    Deus abençoe
    Salve Maria

    • Allan, especificamente sobre a questão da oração, a argumentação é muito simples: Jesus mesmo disse que não precisamos multiplicar as palavras, pois o Pai do Céu sabe tudo o que precisamos. Se a sua professora se diz cristã, ela não pode contrariar essas palavras saídas da própria boca do Deus Encarnado. Ademais, o que ela diz não tem base alguma na palavra dos santos e dos textos da Tradição. Então, é superstição e ponto, cabô.

      No mais, se você quer apurar sua capacidade de debater, o Paulo Ricardo,membro da equipe do blog, recomenda a leitura do livro “Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão” do Arthur Schoppeiheimer. Essa obra te ajuda a identificar e a quebrar as argumentações furadas.

      Deus te abençoe tb! Salve Maria!

  • João Pedro Strabelli

    Allan, acho que posso passar um pouco da minha experiência de caladão. Eu, por natureza, não tenho a menor vontade de discussão (e acho que nem a capacidade) e por isso precisei achar outros métodos. Primeiro, analisar com quem se fala. Falar rápido quando é contrariado é um sintoma de falta de segurança. Não só isso, mas também. Se além de falar rápido, aumentar a voz, mais ainda. A pessoa sente que não tem argumento e instintivamente tenta achar um jeito de não ser contrariada. Também tem a questão de achar que existe um jeito específico e formalizado de pedir as coisas a Deus. A maioria das pessoas assim que conheço até que não tem má intensão, elas acreditam em Deus e querem achar um jeito dos outros também acreditarem e partem para essa de que se você fizer certas coisas que chegam a parecer rituais, Deus atende.

    Bom, Deus nem é catálogo da Avon que só serve para você pedir as coisas, nem game que só consegue as coisas com um monte de códigos “secretos”. Traduzindo: Deus não é burro para não entender o que você quer e o principal é fé. Ou será que Deus não entendeu quando Jesus Cristo pediu que, se possível, passasse aquele cálice para longe? O principal quando se pede alguma coisa é a fé. E Deus não vai ficar resolvendo as coisas que você pode. (Aliás, lembrei agora: eu pedi com nome e sobrenome uma Gibson Les Paul Standard com um Marshall Modern Vintage e não consegui. Inclusive era até para tocar no grupo de canto da Igreja. Pelo critério aí eu teria que ter sido atendido, não?)

    Sei que a gente tem vontade de defender Deus e a Igreja, e entrar neste tipo de discussão — e vencer — não é o único. Apresentar dúvidas sobre o pensamento do outro, no seu caso, parece ser mais fácil. Diga com calma e clareza as dúvidas que você tem (o catálogo ali talvez ajude). Nunca como quem sabe tudo e está querendo derrubar o outro, pois isso joga a pessoa na defensiva, mas educadamente e como pessoa que pensa um pouco diferente. Outra estratégia é pedir que fale mais devagar pois não está entendendo. Ainda, pode dizer que respeita a opinião das outras pessoas mas que pensa um pouco diferente. Pode, também conversar desta forma com seus colegas.

  • Allan

    Muito obrigado. Nunca tinha pensado em muitas coisas que você me disse no seu comentário. Reze por mim!

    Deus abençoe
    Salve Maria

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