Noivos dissimulados, casamentos simulados

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Às vésperas do nosso casamento, O Catequista e eu participamos de um curso de noivos na nossa paróquia. Havia cerca de 50 casais e, com tristeza, constatamos que muitos deles estavam caminhando rumo a um matrimônio inválido.

Durante uma das dinâmicas propostas (argh!) muitos noivos não tiveram o menor pudor em revelar que:

  • não acreditavam na indissolubilidade do matrimônio;
  • não estavam dispostos a receber os filhos que o Senhor desejasse lhes enviar;
  • não pretendiam educar os filhos na fé católica (“Ah, quando meu filho crescer, ele é quem escolherá a própria religião”).

O mais deprimente de tudo foi notar a irritante e indesculpável passividade dos organizadores do curso – casais do ECC – diante dessas declarações. Não houve o menor esforço em esclarecer os noivos que esses pontos não são facultativos, mas constituem o fundamento de um matrimônio católico. Se um ou ambos ou noivos não creem sinceramente neste sagrado tripé – indissolubilidade, sexualidade fecunda, educação dos filhos na fé da Igreja – seu casamento, para Deus, é simplesmente NULO.

bolo_divorcioDiante de casais de noivos que mostram intenções absolutamente inconciliáveis com a fé católica, a única atitude adequada é informá-los, com muita caridade, que a sua postura invalida o casamento na Igreja. Querem um casamento pagão? Que vão se juntar em outras bandas!

Se os responsáveis pela pastoral do casamento tivessem a coragem de aplicar a doutrina da Igreja nesses casos – ou seja, negar o sacramento àqueles que não têm a mínima condição de recebê-lo – não haveria tantos pedidos de reconhecimento de nulidade do matrimônio nos tribunais eclesiásticos. Porém, não são poucos os que sofrem de covardia crônica: para não contrariar nem causar qualquer constrangimento aos pombinhos de mentalidade pagã, deixam as orientações da Igreja de lado. Preferem mil vezes desagradar a Cristo a desagradar aos homens.

Assim, sob a vista grossa de todos, os noivinhos seguem em frente com seu teatrinho hipócrita: na cerimônia religiosa, prometem tudo, dizem que terão 200 filhos, que ficarão juntos forévis, que os seus guris vão ser todos coroinhas… O celebrante finge que acredita, eles fingem que são piedosos, a plateia aplaude, a cortina se fecha, as luzes se apagam e… O Senhor fica sozinho, no sacrário. Os noivos se recusam a levá-Lo consigo, pois não querem que Ele se meta em suas vidinhas.

Fica um apelo a todos os responsáveis pela pastoral do casamento, sacerdotes, diáconos ou leigos: não deixem que os nossos templos sejam utilizados como palco para a simulação de uniões sabidamente inválidas. Não tenham vergonha de Jesus nem da sã doutrina, para que Ele não se envergonhe de vocês no dia do Juízo.

*****

Quem dera se todas as pessoas que pedem para se casar na Santa Igreja fossem radicalmente honestas, a exemplo do noivo do vídeo aí abaixo. Assim, muitos casamentos, nulos desde o princípio, não se realizariam!

79 comments to Noivos dissimulados, casamentos simulados

  • O que de fato é mais triste Vivi é o fato de termos tantos casos de invalidade matrimonial quando de fato o Matrimonio existiu. O Sacramento do Matrimonio é um dom de Deus tao maravilhoso, algo tao sagrado que simplismente não pode ser um joguinho barato. As pastorais pros noivos precisam ter mais que um pulso firme, elas precisam fazer os noivos se ligarem que o Sacramento é algo muito sério!

    • Tbem concordo com vc Cadu, qdo fiz o curso aqui na minha cidade, fiquei surpreso com jeito “Católico Light” de ser. Os casais que conduziam, muitas vezes eram ‘superficiais’.

  • Mais um post excelente ! Vcs são exemplos para mim, tbem sou catequista de Crisma, e me identifico muito com o estilo de vcs. Paz e bem !

  • Infelizmente, essa é uma realidade dos cursos de noivos… vou me casar em breve, e quando eu e meu noivo fizemos o curso, a minha vontade era de chacoalhar o pessoal pra ver se acordava pra vida! Tivemos uma espécie de dinâmica (sei lá), e lá pelas tantas a pessoa tinha que dizer quem/o que era Jesus para si… saiu cada resposta maluca (teve um cara que definiu Jesus como “equilíbrio”!)!
    Há que se rezar muito pelas vocações, não só a sacerdotal e a religiosa, mas hoje talvez, de modo especial, pela vocação ao Matrimônio!
    Abraços!

  • Paulo Ricardo "O Historiador"

    O casamento é o único sacramento que a Igreja não dá, na verdade, ela confirma, segundo a vontade das partes. Se é católico e tem vergonha na cara sabe o que casar significa. Por outro lado estando diante de Deus achando que sua libido vai ser ainda o determinante de teu caminho dali em diante, o fulano e a dona pomboca só vão estar garantindo um período extra no purgatório. Mas como na República da Banânia todo mundo acredita que merece o céu, não tão nem aí. Haja paciência!

  • Victor Picanço

    DE fato, é isso que acontece. E acredito que as equipes das paróquias não queiram falar algumas verdades para os noivos com receio de ter o casamento cancelado e perder o $$ que a igreja ganharia, hehe.

  • Como bem disse o Paulao, o Matrimonio é o unico Sacramento que quem celebra sao os noivos. Foi no Concilio de Trento que o Matrimonio foi disciplinado. Antes do Concilio o Matrimonio era simplismente qndo os esposos deixavam suas casas pra ter um só e constituir familia.

    Nao tinha uma cerimonia bonitinha e patati-patata. Isso dava um rolo muito grd pq era muito comum um dos conjuges ter + d 1 familia. O esposo nao tinha um documento que dizia que ele era esposo de tal esposa e vice-versa, por isso podia acontecer q um cara pecasse por poligamia.

    O Concilio acabou com essa farra. Agora pra casar é preciso 3 testemunhas 3 padrinhos e da certidao de batismo. Imagina oq os padres do Concilio pensariam se vissem isso, iam dar o maior pito nas dioceses.

  • Adorei o texto, parabéns. Acho que é um assunto pra lá de complexo e vocês o abordaram bem. Só é um pouco complicado mesmo avaliar a nulidade ou não de um casamento… Tarefa das mais difíceis.

    • Tem razão, Matheus, é uma questão delicadíssima esta do reconhecimento da nulidade de um matrimônio.
      E, pelo visto, o Papa anda desconfiado que as autoridades dos tribunais eclesiásticos de todo o mundo andam sendo um tanto levianas na hora de dar o seu parecer.
      Tanto que, em janeiro deste ano, ele pediu a esta galera para ter mais rigor em suas decisões. Veja:

      “Corre-se o grave risco de ficar sem um ponto de referência objetivo para os pronunciamentos de nulidade, transformando qualquer dificuldade conjugal em um sintoma de falta de existência da união”.

      A matéria está no link:
      http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23062

      Só pra vc ter uma ideia, saiu recentemente uma matéria na Revista o Globo dizendo que aqui no Rio, 90% dos pedidos de nulidade apresentados no tribunal eclesiástico são atendidos. Meu juízo pode até estar sendo temerário, mas isso me cheira a leviandade. Espero mesmo estar errada.

      • Marlon Arraes

        Pessoal, parabéns pelo texto e pela coragem em abordar um tema tão delicado quanto este.
        Acho que os processos abertos nos tribunais eclesiásticos deveriam ser revestidos de um caráter investigativo. Porque hoje em dia, as pessoas têm acesso fácil aos principais argumentos que caracterizam a nulidade. Então a dissimulação se estende até no tribunal. Cabe aos juízes destes tribunais esgotarem o contraditório para extrair nas declarações das partes a verdade dos fatos.
        Mas, ao fim e ao cabo, tudo recairá sobre a consciência do cônjuge que defende a tese de que seu casamento foi nulo porque muitos argumentos dependem unica e exclusivamente daquilo que a pessoa declara.
        Realmente, seria tudo muito mais tranquilo se a orientação no curso de casais fosse mais clara em relação à doutrina católica. No entanto, o curso é apenas pro forma e feito quando todo o casamento já está preparado e se está ali apenas para cumprir uma mera formalidade.

  • Tato Diego

    Olá.

    Parabéns por esse alerta a tantos noivos e principalmente às pastorais e responsáveis pelos casamentos.
    Nós não seguimos mais os SACRAMENTOS e os ensinamentos de DEUS. É triste pq esses mesmos noivos são os que não ensinam sobre DEUS, a Igreja, dogmas etc, as seus filhos e teremos mais cristãos “ZUMBI’s” em nossas paróquias.

    Cabe a nós mudar essa triste realidade

    A paz contigo!

  • Eduardo Araújo

    Ótimo alerta.

    Sem dúvida, um post que deveria ser lido e relido por noivos.

    A propósito, já tentaram imaginar como há católicos “soi dissant”, esses que exercem uma religiosidade de aparência? O caso é que ninguém é obrigado a ser católico e, como disse a Catequista, as pessoas deveriam ser radicalmente honestas para se casar na Igreja em estrita observância aos fundamentos do matrimônio católico ou, senão, se juntarem noutras bandas.

  • Carlos

    Ahh, se sou pároco muita gente ia falar mal de mim por conta do montão de casamentos que não permitiria serem celebrados…

  • Penso em primeiro lugar que a questão se oriunda na base, ou seja, na formação cristã.Muitos desses casais não tiveram uma boa inciação cristã, leia-se catequese, pois em muitos lugares a preparação para o batismo, a primeira eucaristia e crisma (quando são crismados) são precários.
    Em segundo lugar é a falta de uniformidade nacional em quem coordena os tais cursos de preparação de casais, em alguns lugares estão a cargo de cerimonialistas, em outros da ECC – como a Viviane disse no texto dela -, em mais alguns a cargo da Pastoral Familiar, em outros tantos pela Equipes de Nossa Senhora, enfim um samba de crioulo doido.Na minha opinião, tudo deveria, no ambito nacional, ficar a cargo de um modelo ou tipo de pastoral – na minha opinião a Familiar, por questões mais técnicas e terem mais instrumentais de doutrina para lidar com preparações de casais – ainda que em alguns lugares, tenha a sua deficiência tbm, mas poucas .No ano passado, não sei se vcs lembram daquele casamento da Fionna e do Shrek em Caxias do Sul, foi o fim da picada e o bispo coitado foi duramente atacado pela midia “progressistas” e comentaristas igualmente “progressistas”.
    Em quarto lugar está a questão – embora pareça não ter a ver com o tópico – os casamentos mistos – entre católicos e protestantes.Embora digam que dá certo em certos casos, para mim, acontece muito proselitismo e a parte católica ou “católica” abandona a fé católica para ir na igreja ou seita protestante,Já vi muitos casos assim.
    Em quinto e último lugar, para terminar, todos os pontos anteriormente dito por mim, converge na perda da visão de que o matrimônio é algo sagrado, logo, é um sacramento com uma riqueza semântica impar, ou seja, tem uma profundidade em que se urge formação.
    Vejam o que diz o texto de Hb 5,13ss e que tem a ver com isso:
    12. A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus; e vos tornastes tais, que precisais de leite em vez de alimento sólido!
    13. Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança.
    14. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal.

    • Oi Leniéverson! Irmão tenho 2 comentarios complementares ao seu.

      1)Na minha opinião a CNBB podia fazer com que nas dioceses de todo o país, hovesse um mesmo curso e uma mesma apostila para os aspirantes a noivos, isso uniformizaria o ensino e faria com que as coisas ficassem mais organizadas.

      Também acho que os noivos deveriam ser avaliados para casar (se possível incluive pelo bispo da diocese, ou entao a um ou dois padres por ele delegados para tal), e que essa avaliação fosse séria. Algo para de fato provar que o Matrimônio ali é válido e será instrumento de vida e santidade para a família ali nascente.

      2)Os casamentos mistos que vc comentou tbm foram disciplinados pelo Concílio de Trento. Pra que um católico possa se casar fora do ambiente eclesial, ou seja, pra que haja Sacramento válido, é preciso que o bispo conceda uma dispensa para o(a) noivo(a). Aqui tbm se aplica o conceito Unam catolicam semper catolicum (uma vez catolico sempre catolico). Portanto todo “catolico convertido ao protestantismo” é catolico e está sob jurisdiçao da Igreja, pq a Verdade é eterna. Um protestante só tem o sacramamento do matrimonio valido caso tenha nascido protestante, se nao é invalido. Muito interessante isso. Recomendo o “Resposta Católica” nº35 do Pe Paulo Ricardo que explica isso. Aqui está o link.

      http://www.youtube.com/watch?v=BaiI389fVJE

      Ok irmao? Abraço!

  • Cadú, concordo com a universalização e questão das apostilas, mas quanto ao casamento misto, já li e reli algo sobre o assunto no Codigo de Direito Canônico, mas mesmo assim, não vejo muitas luzes sobre a questão, há muito proselitismo, muita confusão doutrinal, dentre outras coisas.

    • Leniéverson vou dar um exemplo bem simples que vai ilustrar o caso. O chefe da Casa Imperial e Real da Alemanha, um descendente dos Hohenzollern e do Kaiser Guilherme II, luterano, se casou no ano passado com uma princesa da Casa de Isenburg, descendente dos eleitores do Sacro-Império.

      Ela, católica, se casou com ele protestante, no rito luterano, mediante a dispensa do Bispo. Ela manteve e manterá sua fé católica e ele na sua protestante. Coisa das Casas Reais europeias. O Sacramento do Matrimônio foi realizado nesse caso. Agora sobre os filhos do casal ai eu não tenho certeza. Acredito que infelizmente serão educados no luteranismo.

  • Excelente post! Nas várias instâncias (paróquias, regionais, dioceses, pastorais, comissões, etc.) são feitas reuniões intermináveis para discutir o sexo dos anjos e outras questões que não tem qq sentido prático. Enquanto isso, problemas gritantes, como os cursos de noivos sem pé nem cabeça, são simplesmente ignorados, todo mundo faz que não vê, num “me engana que eu gosto” coletivo. Pq não arregaçam as mangas e atacam as questões que importam, em vez de ficar com conversa mole?
    Será que é só A Catequista que é capaz de enxergar que o rei está nu?

  • Anne

    To meio atrasada para comentar, mas não poderia deixar de fazê-lo. Na paróquia que eu casei (em Montes Claros-MG) o curso de noivos é um verdadeiro desastre. É dado por casais da ECC em 10 encontros totalmente superficiais. Em um dos encontros a “catequista” da ECC nos deu um testemunho dizendo que regulava “naturalmente” o nascimento dos filhos usando camisinha e que, depois do 4° filho, decidiu fez laqueadura, um método “natural” ´permitido pela Igreja. E no fim do curso eles nos orientaram a procurar a Pastoral Familiar da Catedral da cidade que ensinava aos casais tudo sobre o uso “seguro” da camisinha!
    Isso entre outros absurdos!
    Com certeza a coisa deveria ser mais séria.
    Conheci a dois anos atrás um Padre italiano que era missionário do Caminho neocatecumenal na Holanda. Lá ele ficou responsável pelo curso de noivos onde, dizia ele, o curso durava 1 ano e, no final, ele avaliava se o casal estava ou não preparado para contrair o sacramento.

    • André

      Anne, no curso de noivo que fiz na última palestra veio um medico e citou, subentendendo que era liberado pela igreja todos estes métodos contraceptivos: camisinha, anticoncepcional, vasectomia. Deu vontade de ir embora do local. Isso porque ele e a esposa eram da pastoral a mais de 10 anos.

  • Paulo

    Tempo de preparação para a vocação sacerdotal: cursos de filosofia e teologia, com duração de 7 anos, no mínimo.
    Tempo de preparação para a vocação matrimonial: curso de 16horas … no máximo.

    Não tem como dar certo, né?

  • Fernando

    Como já afirmava o falecido Pe Léo.
    “A Igreja Católica não realiza casamentos, mas SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO”.

  • Flávia Cabral

    Perfeito o artigo e os comentários!

  • Ana Carol

    Bem que eu desconfiava! Mas se participasse de um eu não ficaria calada! E eu parei nesse site justamente porque estou desconfiando que um casamento irá ser invalido porque ouvi de um dos noivos dizer que falaram que não precisa batizar! (Um dos noivos não é batizado)

    Sendo que só é permitido no caso de avaliação e autorização do bispo! Duvido que isso tenha sido feito num casamento preparado em poucos meses…Por isso vou conversar com a noiva católica a respeito! Quem puder aja!

    Segue trecho do canone:

    Cân. 1086 § 1 – “É inválido o matrimônio entre duas pessoas, uma das quais tenha sido batizada na Igreja católica ou nela recebida e que não a tenha abandonado por um ato formal, e outra que não é batizada.

    § 2. Não se dispense desse impedimento, a não ser cumpridas as condições mencionadas nos cânn. 1125 e 1126”.

    Cân. 1125 – “O Ordinário local [Bispo] pode conceder essa licença, se houver causa justa e razoável; não a conceda, porém, se não se verificarem as condições seguintes:

    1°- a parte católica declare estar preparada para afastar os perigos de defecção da fé, e prometa sinceramente fazer todo o possível a fim de que toda a prole seja batizada e educada na Igreja católica;

    2°- informe-se, tempestivamente, desses compromissos da parte católica à outra parte, de tal modo que conste estar esta verdadeiramente consciente do compromisso e da obrigação da parte católica;

    3°- ambas as partes sejam instruídas a respeito dos fins e propriedades essenciais do matrimônio, que nenhum dos contraentes pode excluir.

    Cân. 1126 – “Compete à Conferência dos Bispos estabelecer o modo segundo o qual devem ser feitas essas declarações e compromissos, que são sempre exigidos, como também determinar como deve constar no foro externo e como a parte não-católica deve ser informada”.

  • Dirceu Oliveira

    Por favor preciso de uma informação; me perguntaram como fica a situação de uma pessoa católica que conseguiu a nulidade de seu matrimônio e pretende casar com um luterano separado, bem aqui a pergunta o casamento dele é válido perante a Igreja Católica?

    • Dirceu, para se casar com uma pessoa de outra religião, o católico precisa obter autorização do bispo local. Isso é feito por meio da Pastoral do Casamento da paróquia onde ele pretende se casar.

      Esta autorização, em geral, é dada mediante a confirmação de que a pessoa da outra religião aceita formalmente que os filhos do casal sejam criados batizados na Igreja Católica e educados EXCLUSIVAMENTE na fé desta mesma Igreja. A pessoa não-católica também deve garantir que não porá empecilhos para que o seu marido/esposa pratique livremente a religião católica.

    • Oi, Dirceu,
      Lendo novamente a sua pergunta, percebi que havia entendido errado: agora que notei que o luterano com quem a tal pessoa católica pretende se casar é DIVORCIADO. Não sei se a Igreja Católica reconhece como válido os casamentos celebrados na igreja luterana (acho que sim). Bem, sou mesmo ignorante no assunto.

    • Dirceu, a paz! Isso vai depender. Ele já foi católico? Se já foi o casamento que ele contraiu não existiu, se ele não foi e a sua ex-mulher também nunca tinha sido então o matrimônio é válido a pesar de não ser Sacramento. Se este for o caso ele não pode se casar de novo.

    • Christiane

      Sei que o assunto é antigo, mas é bem importante!
      Olha o que eu achei no site da paróquia da Piedade:
      http://paroquiadapiedade.com.br/formacao/canonica/catolico-pretende-nupcias-com-uma-luterana-divorciada/

  • Karina

    Que artigo excelente!

    Sabe o porquê disso? A Igreja Católica é ultrapassada, é intolerante, é caduca, é retrógrada, mas nenhum ateu ou “semi ateu” quer casar apenas no civil porque, afinal de contas, everybody loves a cerimônia católica. Ela é “bonitinha” para apresentar aos amigos.

    Que Deus e Nossa Senhora possam iluminar os corações de párocos e nubentes!

  • Rose

    Nossa, como este texto veio a calhar! Terminei ontem meu curso de noivos. Foram 8 encontros com 5 casais, um casal nem terminou, parece que vão pq é obrigatório.

    É bem o que todos disseram, superficial demais. Os preparadores não abordam os assuntos com efeito.
    Leem o livro, falam alguma coisa daquilo e pronto!

    Ontem mesmo, na parte tocante aos filhos, o homem disse que não ia abordar este assunto, pq nos dias de hoje cada um planeja os filhos de acordo com suas possibilidades e como convém….ein?!

    A parte boa é que instruíram a não fazermos da cerimonia um evento. Que para alguns entraram num ouvido e saíram pelo outro….muito triste!

  • Ótimo texto!
    Sou noivo e, infelizmente, passei pela mesma situação. É triste ver o despreparo dos casais responsáveis pelo curso.
    Mas é uma daquelas situações na qual as pessoas não querem afastar os outros da igreja e acabam errando para criar uma falsa paz!
    Gostaria de saber onde você fez esse curso, qual paróquia, pois achei a experiência tão parecida com a minha que me pergunto se não foi na mesma paróquia. Meu curso foi na igreja Santa Margarida Maria no Rio de Janeiro.
    Enfim, parabéns pelo texto e pelo grande trabalho que realiza.
    Paz!

    • Oi, Pedro!
      Eu fiz o meu curso na Paróquia N. Sra. de Copacabana (Rio de Janeiro). Inclusive, no final do curso, havia um questionário de avaliação do curso, e meu noivo e eu apreoveitamos para fazer todas as observações pertinentes.

      Falamos também diretamente com o padre que era Diretor daquela pastoral, e ele concordou conosco, a ponto de proibir que um dos palestrantes voltasse a falar na próxima edição do curso. Falamos para o padre, entre outras coisas, que um ginecologista “católico” havia dito que a Igreja apenas “recomendava” o método Billings, mas ninguém era obrigado a nada, cada um fazia o que bem entendesse em relação à questão do planejamento familiar (e ficava subetendido aí que não havia problema em um casal catolico usar anticoncepcionais).

      A Paz!

  • Rose meire

    Infelizmente, como já foi dito, a superficialidade não se aplica somente aos noivos. Conheço “ex-catequistas” que foram impedidas de continuar porque elas eram muito tradicionais.

    Dos catequistas atuais de minha paróquia, já ouvi “não ensinamos o que acreditamos, mas sim o que nos dizem para ensinar”.

    Quando padres e bispos sequer acreditam que existem céu e inferno, fica difícil ser católico.

    É uma benção muito grande que ainda existem alguns padres, bispos, catequistas e leigos que tentam viver um catolicismo de verdade. Que Deus os conserve assim.

  • Fabiana'

    Gente, me desculpem o comentário, mas sabe pq isso também acontece? Por causa de uma palavra chamada respeito humano…Vemos muitas pessoas indignadas aqui, mas pergunto, quando alguém vê essas coisas erradas acontecendo tem a caridade e a coragem de corrigir, ou sai do lugar bufando e falando mal??? ou muito mais do que isso, tem a coragem de assumir ou de se comprometer com aquelas pessoas, que vivem uma ignorância espiritual ou aquela pastoral e ajudar a mostrar o caminho da verdade? Pois sabemos muito bem, que muitos que estão na Igreja, precisam ser evangelizados novamente..é triste.. mas é uma realidade…Que Deus e Nossa Senhora nos abençoe e dê a sabedoria para agir, se comprometer e fazer as coisas conforme a vontade de Deus…

    • Gêneto eugenio

      É essa a questão…E seremos cobrados por nosso “respeito humano”(medo, covardia,etc).
      Agradeço a Jesus por lembrar de mim…

      Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
      Lucas 23:34

      Senhor converte meu coração e me dê coragem de ser o Seu rosto no mundo.

  • Airton

    Sei que o post é antigo, mas lá vai uma dúvida: E quanto aos locais que podem ser realizados o matrimônio? É exclusivamente na Igreja ou depende da Diocese? Qual o documento da Igreja que fala sobre isso?
    Obrigado desde já!

    • Airton,
      Se me lembro bem, depende de cada diocese. Aqui no Rio de Janeiro, só é permitido nas igrejas.

      • Oi Vivi…é em toda a Igreja. Sempre foi determinado assim, mas por causa dos artistas chamarem os padres para uma bênção em praias, clubes, castelos… foi mais do que proibido. Não se pode casar fora da igreja.
        E este post me fez lembrar de um filme chamado Licença para Casar com o ator Robin Williams. A noiva quer casar em uma determinada Igreja, mas pra isso passa o maior perrengue com o padre, pois tem que fazer o curso de noivos, e este curso é com o próprio padre kkkkkk quase que eles não se casam.

        Grande abraço

  • Elisangela

    Ontem foi o primeiro dia do curso de noivos obrigatório que eu e meu noivo temos que nos submeter a fazer para podermos nos casar. Somos católicos e temos formação. Já atuamos em vários movimentos da Igreja, mas confesso que estou muito decepcionada com o curso. Ontem o casal responsável por falar sobre o ciúme, encheu 60 minutos com piadinhas e brincadeirinhas bobas e os testemunhos mais imbecis sobre cenas de ciúmes que viveram. O que nos fez chegar à conclusão (minha e de meu noivo) de que a mulher é desequilibrada e precisava mesmo era de tratamento (acompanhamento psicológico) 1 hora escutando comentários que nada acrescentaram à nossa vida. Não utilizaram a Palavra de Deus para embasar a palestra… Não utilizaram o que o Catecismo da Igreja orienta. Ficaram presos às suas experiências chatas e cenas desequilibradas de seu ciúme doentio…

    Nos cursos de noivo perde-se uma oportunidade maravilhosa de evangelizar de verdade. Agora me questiono? Será que o curso de noivo é o lugar para que mulheres e homens venham vomitar suas experiências frustradas? Será que as 16 horas de curso é para ser usada desta forma? Concordo que haja uma apostila que padronize o que deve ser abordado. Mais ainda: no Movimento de Cursilhos, a fala que será ministrada pelo palestrante passa primeiro pelo crivo da Organização do Encontro. Ninguém chega no Encontro para falar (orientar) de forma que seja contrária ao que a Igreja orienta… Por isso que percebo que o descaso de quem promove os Cursos de Noivos acaba por virar motivo de desânimo para nós (noivos) que temos que participar por obrigação…

    Se me perguntassem: Elisangela, você quer ir no segundo dia do encontro hoje (vai começar às 13h20min e vai terminar às 22h)… Pelo amor de Deus… Infelizmente sou obrigada a ser honesta… Se for com o perfil de casal palestrante de ontem, prefiro mil vezes ficar em casa, pois tenho tanta atividade para fazer… me irrita só de pensar que vou ficar sentadinha escutando “balela” pois é essa a definição de curso de noivo aqui em minha cidade. E digo “cidade”, porque é uma constante… Em todas as paróquias é assim… Descaso e despreparo total…

    Ontem o coordenador comentou sobre a nova novela da Globo… Afff… Eu e meu noivo fizemos um trato: Vamos sim participar até o final deste curso… Porém, vamos ler e estudar sozinhos as orientações da Igreja, conversar com o Pároco para dirimir nossas dúvidas e quanto às orientações que receberemos no curso??? Bem, vamos conservar nossa formação que recebemos ao longo de nossa caminhada cristã, ou seja, conservar o que aprendemos para não nos corrompermos. Fiquem na paz de Cristo.

    • Elisangela, me identifico totalmente com seu comentário. Meu curso de noivos foi tão imbecil quanto o seu.

    • Gleidson Paz

      Olá, Elizangela.

      A paz!
      Tudo bem?
      Infelizmente sabemos que alguns “absurdos” ainda acontecem por aí.
      Não sei qual é sua diocese…
      Mas sou Assessor Arquidiocesano do Setor Pré-Matrimonial da Pastoral Familiar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e me coloco à sua inteira disposição e de seu noivo para dirimir quaisquer dúvidas.
      Quando vi a postagem no Face deste artigo logo me interessei pois se trata de um assunto da minha área pastoral.
      No princípio ne ia me identificar como membro da Arquidiocese, mas achei importante como forma de mediar esta questão.
      Eu e minha esposa assumimos esta função no ano passado, mas o casal anterior também lutou durante muito tempo pela conformidade dos Encontros de Preparação para a Vida Matrimonial, como hoje são chamados os antigos “Cursos de Noivos”.
      Outra realidade é que muitas paróquias ainda não possuem Pastoral Familiar e continuam sendo ministrados por pessoas que não conhecem as “novas” diretrizes para estes encontros.
      Como disse acima, me coloco a disposição para esclarecer temas que não tenham ficado claro.
      Do mesmo modo, no que diz respeito ao tema Planejamento Familiar e Métodos Naturais que hoje é denominado PATERNIDADE E MATERNIDADE RESPONSÁVEL.
      Somos usuários do Método Billings, fazemos palestras sobre este tema e até acompanhamento de casais.

      Caso se interesse pode entrar em contato conosco através de nosso email: pastoralfrj@gmail.com

      Fique com Deus

      Gleidson e Carla

  • Luciana

    Ninguém aqui fez os Encontros de preparação para o Sacramento do matrimônio com apenas um casal, assim como preparamos aqui em nossa diocese?

  • Raquel

    “dizem que terão 200 filhos, que ficarão juntos forévis, que os seus guris vão ser todos coroinhas…”

    Gente, eu adoro esse blog porque ele fala a verdade de um forma bem humorada e gostosa! Sempre me racho de rir com os artigos kkkkkkkkkkkkkk

  • Danilo

    Sinceramente, quando foi a época de fazer o curso de noivos, resolvemos fazê-lo numa paróquia em que o curso era de apenas um encontro, pois sabia do nível dos cursos de noivos/ECCs/EJCs e etc. das paróquias da cidade.
    Mesmo assim, foi triste aguentar os “formadores” aconselhando sobre pílulas e camisinhas, e ver como alguns dos participantes estavam interessados mesmo era saber uns dos outros qual salão haviam alugado para o casamento.

  • Gleidson Paz

    Prezada A Catequista,

    Na realidade meu comentário é em resposta ao seu artigo, mas também a muitos outros comentários feitos aqui.
    Atualmente, os Encontros de Preparação para a Vida Matrimonial (esse é o nome correto e não mais Curso de Noivos), de acordo com a CNBB, é realizado pela Pastoral Familiar. Pelo menos deveria…

    Antigamente, e eu também me enquadro nessa, pois já casei há quase 18 anos atrás, não uma diretriz ou algo que determinasse como estes encontros deveriam acontecer e quais temas deveriam ser abordados.

    Hoje, a coisa mudou… Existe um Guia para Encontros de Preparação para a Vida Matrimonial (EPVM) formulado pelo Conselho Episcopal para a Vida e Família, da CNBB, que traz os temas obrigatórios que devem ser abordados. Na Arquidiocese do Rio, foi elaborado um projeto que introduziu novos 4 temas nesta listagem, como complementação, em vista de observação do que ainda seria importante abordar para os casais.

    Portanto, aqui na Arquidiocese do Rio, qualquer encontro que hoje seja realizado com menos de 12 horas de conteúdo, em pelo menos 3 dias e sem os temas obrigatórios não está sendo realizado em unidade com a diocese.

    Em minha paróquia estamos em plena realização do EPVM. E este tema NULIDADE será apresentado no próximo fim de semana. De nossa parte não há nenhum melindre em falar a verdade, pois cremos que só a Verdade liberta.
    Na paz!

  • Lucas Farias

    Essa semana foi criada a Pastoral da Família em minha paróquia. E foi feito o convite as pessoas da comunidade para ajudar na Pastoral, inclusive no Pré Matrimonial , no Curso de Noivos..

    Como já trabalho com o Crisma, e apesar de solteiro sou apaixonado pelo Sacramento do Matrimônio, pensei em ajudar..

    Mas quando li aqui o que acontece nos cursos de noivos, acho que não me aceitariam não… Pois eu seria contra o casamento de muitos..

  • Roberto Carlos Gomes Zanin

    Texto excelente e o vídeo foi desnecessário e de mau gosto.

  • Any

    Obrigada meu Deus!!! Enfim alguém expressou aquilo que eu e meu marido pensamos quando fizemos o curso de noivos! Tinha garota dizendo que estava casando só pela festa. Tinha casal dizendo que era só pelo dinheiro da Lua de Mel, pois já viviam juntos há um tempão…. Olha, e o pior é que foi extremamente mal feito o curso, com pessoas de muita boa vontade, mas sem qualquer preparo para falar sobre o que deveria ser dito: casamento para a fé cristã, aos olhos de Deus…

  • Leonardo

    Isso é muito triste mesmo, e sei que em curso de batismo é por aí tb, prometem com todo o coração falso, no calor da emoção, que depois que acaba a cerimonia, nem pisam mais na igreja.
    É obrigatório fazer o curso de noivos antes de se casar? Não existe uma forma de não fazer?
    Fui catequista e até hoje leio sobre a fé Cristã, e sempre estou na Igreja.
    Sei que vc’s tem o site e conhecem muito bem o assunto, e fizeram o curso mesmo assim, não poderiam também pular esse curso?
    Porque vejo esses cursos, mais para as pessoas que não tem muita instrução religiosa.
    Meu ponto de vista, gostaria de saber o ponto de vista de vc’s Catequistas.
    A Paz

    • Christiane

      Leonardo, não é questão de não fazer e sim dar qualidade nas preparações que se fazem, para não serem apenas palavras ao vento, uma obrigação e sim um momento para o casal realmente refletir, à luz da fé cristã, sobre o enorme passo que estão dando.

      Acho que passa também pelo pastoreio dos sacerdotes, que muitas vezes implantam a pastoral familiar e não verificam o trabalho que está sendo feito, o que está sendo falado, como está sendo falado. PASTOREIO, essa é a expressão.
      É um trabalho de formiguinha!

      • Leonardo

        Obrigado pela resposta Christiane.
        O que me deixa confuso, é no dia que eu for fazer o curso, e não agregar nada, apenas um falatório de pessoas despreparadas (não culpo as pessoas, mas as lideranças que não ajudam com cursos, para eles se preparar melhor), e sair de lá com uma visão de: “Putz, o que li e aprendi, não era bem assim…”
        Eu, hoje, tenho a visão de que se na época que eu for para o curso, seja mais para receber experiencias de pessoas já casadas, por exemplo, na semana retrasada, quando fui com a minha noiva abençoar as alianças, na sacristia havia um casal, já casados a 31 anos, e sempre na Igreja (hj são ministros). Um curso, além de uma catequese ali para os noivos, deveria ter experiencia de vida de alguns casais, no exemplo que citei.
        Não estou querendo pular essa etapa, só queria ir e aprender mais e não sair com um ar de que não valeu muito ter ido.
        A Paz

        • Christiane

          Exatamente, Leonardo! Há a necessidade de testemunhos sim, de como um matrimônio bem vivido deve ser regra e não exceção. Mas não pode ser o centro dos encontros e é isso que está ocorrendo na maioria das preparações, simplesmente troca de experiências e não é isso que a Igreja propõe.

  • Quando me casei pela lei civil, somente havia recebido o sacramento do batismo, mesmo assim, não quis me divorciar após a separação por 15 anos para não ferir o princípio de Cristo de nunca se divorciar. Não entendia que o sacramento é que era indissolúvel. Descobrindo isso me divorciei legalmente. Recebi após a Primeira Eucaristia e o Crisma. Agora, pretendo receber o Sacramento do matrimônio e compreendo o que ele significa e o farei conscientemente, até a morte, fecundo, educando os filhos na fé católica. Amém.

  • Rosangela Bondes

    Para mim casamento é assunto muito sério. os noivos devem ser bem preparados para este momento. e ninguém melhor que o Padre para fazer isso. os Padres devem estar sempre atentos a que tipo de preparação os noivos estão tendo, e fazer o possivel para acompanha-los. Se o sacerdote não leva este Sacramento a sério quem levará? sendo assim a família vai indo de mal a pior.

  • Carmen

    Concordo em partes, principalmente quando se trata de filhos, ter 200 filhos lindo, más quem vai sustenta-los, rezar 24 horas do día e pedir a Deus ñ vai dar comida para eles, tambem ñ dá educação e muito menos saude de qualidade. A pessoa querer ter sómente 1 filho, ñ é egoísmo nem querer curtir a vida, é sim ser responsavel porque fazer filho é fácil, quero ver sustentar, por mais fé cristã que a pessoa tenha. Vamos pensar um pouco.

    • Carmen,
      Creio que você precisa conversar com sacerdotes e leigos maduros na fé, para buscar entender o que a Igreja ensina sobre PATERNIDADE E MATERNIDADE RESPONSÁVEL, conforme o Gleidson citou em um dos comentários aqui no post. A Igreja não espera que tenhamos filhos de forma irresponsável, sem ter condições de criar, mas sim que possamos, quando necessário, usar os métodos naturais para espaçar o número de filhos.

  • Marilene Silva Fereira

    Muito interessante o artigo.Pena que, segundo o artigo, a responsabilidade é dos agentes da Pastoral Familiar, que infelizmente desconhecem as orientações do GPVM. Na nossa Arquidiocese (Arquidiocese de Olinda e Recife)no Plano Arquidiocesano de Pastoral na Dimensão Vida e Família, uma das propostas é que as orientações para o Encontro de Noivos sejam através do GPVM (Guia de Preparação para a Vida Matrimonial)elaborado pela Comissão da Pastoral Familiar,organismo vinculando a CNBB. Assim sendo, os noivos que desejam receber o Sacramento do Matrimônio,são orientados sobre vários aspectos da vida conjugal de acordo com os ensinamentos cristãos.
    ACREDITAR NA FAMÍLIA É CONSTRUIR O FUTURO!

  • Fran

    Vivi, faz um post sobre o Billings e Paternidade responsável? Sei que não pode usar o billings de maneira “egoísta”, mas não entendo o que seria tal “egoísmo”. Querer até 2 ou 3 filhos, por querer dar uma educaçao e saúde legal para eles, seria pecado? Claro, se Deus der mais algum, jamais faria algo contra… Até pq não me imagino com 6 filhos, mesmo com todo o dinheiro do mundo… Não é simplesmente dinheiro, é uma preferência, mas tenho me preocupado muito com isso ultimamente…

    • Sidnei

      Fran, já ouvi do prof. Felipe Aquino dizer que paternidade responsável seria o fato de uma casal puder criar tantos filhos que possam criar, ele dá uma exemplo, se uma casal pode ter três filhos, então não pare no segundo, se puder ter somente dois então não parta para um terceiro, porém, sempre deverá haver como diz o pe. Paulo Ricardo a disponibilidade e a generosidade de um casal para a geração e criação dos filhos, ou seja, enquanto os filhos forem menores e dependentes do pai e da mãe, sempre os dois deverão sacrificar algo para o bem dos filhos, não importa o número deles, se uma casal quer tirar férias e querer viajar mas não dá porque tem que direcionar seus gastos para a criação dos filhos, não importa, haverá um momento na vida, que se DEUS quiser quando ambos mesmo estando em uma idade avançada, porém, com os filhos todos bem criados, casados e já com suas família, finalmente eles poderão fazer a tão sonhada viagem, e isto pode muito bem acontecer nos dias de hoje, graças ao aumento da espectativa de vida. Porém, o que não é discupavel, é aquele casal que quer viver a sua via intensamente, que quer viajar, curtir o máximo, e evitam os filhos como o diabo da cruz, e só pensam em ter filhos quem sabe mais tarde, e aí passa da hora de ter filhos de forma natural, porque o relógio biológico não para, e aí terão que partir para inseminações artificiais, isto tudo se agrava, se o casal forem católicos e casados na Igreja e o qual prometeram diante do altar sob juramento, receber os filhos que DEUS os enviasse, mas quebram na maior cara dura estes votos por puro comodismo e egoismo. Mas existe um outro lado também, que atenua e muito a vários casais que infelizmente, muitos casais, mesmo aqueles que querendo ter um número mais elevados de filhos, mas não podem, justamente porque nos dias de hoje, tudo converge a esta política anti natalista, basta um pequeno exemplo para ver como isto esta ao nosso alcance e as vezes nem percebemos, a construção de casas e prédios populares, alguém já observou que estas casas e apartamentos são minúsculos, mau cabem três pessoas e se colocar mais uma fica apertado?, isto tem tudo a ver com esta politica anti natalista que esta aí, porque fazendo uma casa ou apartamento, que se poderia dizer, apertamento, menores, facilmente induzirá a um casal jovem a ter poucos filhos, quem sabe somente um, ao passo que se fizer uma casa ou apartamento maiores, um casal poderá querer ter de dois a três filhos, e isto a política anti natalista não quer, isto é só um exemplo, fora outros que poderíamos citar mas ficamos só com este exemplo que para mim parece o mais escrachado. Ai vem a pergunta, estes casais que infelizmente estão sendo induzidos a isto estão me pecado grave?, na minha opinião, não, há uma atenuante aí o qual muitos casais são forçados, a querer e gerar um número menor de filhos, devemos ter uma certa distinção a respeito disto. Ao meu ver, esta política anti natalista é uma política burra, pois esta se reduzindo um número considerável de pessoas que mais um tempo, afetará a previdência o qual não haverá tantas pessoas na ativa o qual sustentarão aqueles que já estão aposentados, e isto já aparece em muitos lugares, como a Europa, Japão e até aqui no Brasil, o qual o tempo de trabalho e contribuição esta para 65 anos para os homens, e 60 para as mulheres, e se cogita em aumentar 70 para homens e 65 para mulheres, e se continuar deste jeito, ninguém mais se aposenta neste país. Par se ter uma ideia, um país para se manter estável demograficamente, cada mulher tem que term no mínimo 2,1 filho, porém esta taxa de natalidade em alguns países esta muito abaixo disto o que agrava em muito o problema da previdência a até de mão de obra, haja vista, que alguns países estão incentivando os casais a terem mais filhos para repor a taxa de natalidade, porque o futuro esta sendo muito tenebroso para este países, se a taxa de natalidade continuar neste ritmo. O americanos, já estão prevendo isto a anos, e não é por nada que os E.U.A é a maior potencia do mundo atualmente, pois eles enxergam não somente no momento presente, mas para o futuro também, quem puder rever alguns seriados de TVs como por exemplo, a família dinossauro e até os Simpsons, notarão que cada uma destas família o número de filhos é sempre três, o porque de três?, é muito simples, se para um país, o número de filhos para recompor a população, é de 2,1 filho por mulher, três já é lucro, então esta aí a TV americana, que eu sei apresentam também muito lixo, como aqui, mas em se tratando de família eles ainda parecem ser mais conservadores, e até mesmo no que diz ao número de filhos para, pelo menos, recompor a população do país, para evitar um implosão demográfica, que é até pior que uma explosão demográfica.

  • Andre

    Prezada Catequista,
    li hoje seu texto e a parabenizo. A formação dos noivos ou a “catequese matrimonial” é um desafio. A Igreja tem diretrizes claras que são pouco conhecidas ou oportunamente ignoradas. Tenho atuado nesta área, como autor de livros e palestras com a Pastoral Familiar em todo o país e uma série de artigos, que agora se transformou em novo livro, aborda toda esta particularidade de como deveriam ser os “cursos” de noivos. Estão disponíveis em http://www.zenit.org/pt/authors/andre-parreira . Peço sua permissão para utilizar seu texto em nossos materiais. Paz e bem!

  • Leniéverson

    Esse artigo foi recompartilhado na time line do Facebook,. Putz tem um comentário meu de 2012. Quase três anos. Passa rápido, hein? kkk

  • Roberto Carlos Paixão

    Eu e minha esposa Cidinha, fizemos parte do ECC em Avaré e Itatinga, da Pastoral familiar de Itapetininga, Igreja Aparecida, bem como movimentos de jovens e Concílio, mas acho um absurdo esses processos de anulação de casamentos, anulação do Sacramento do Matrimonio. Isso é Bíblico e a Igreja jamais deveria faze-lo, salvo nos casos relatados nos direitos Canônico, que é muito raro e restrito.
    Os casamentos no religioso só deveria acontecer de pessoas que realmente frequentam assiduamente a Religião e a Igreja.
    Preparar melhor os noivos e caso fosse negar de faze-lo. Só assim as pessoas levariam a sério o compromisso de toda vida e de criar os filhos na doutrina Católica, pois não precisamos de quantidade e sim de qualidade.
    Do jeito que está sendo feito os casamentos, se tornará um problema no futuro, que a meu ver já chegou, que é muitos pedidos de anulação do Sacramento.
    Não devemos abandonar os divorciados e que queiram seguir a doutrina Católica, e sim acolhe-los com muito amor e orientação.
    Estou percebendo que existe muitos problemas com pessoas divorciadas no civil que se casam novamente e ficam se justificando para anular seu casamento no religioso, somente para ter a Benção de Deus na sua vida e na vida de sua família. Tenho certeza que Deus não os condenará se tiverem uma vida honesta e dar seguimento na doutrina e passar isso para seus filhos e viverem no amor de Deus e em harmonia.
    Deus é Amor, pode existir o perdão, mas o Sacramento do Matrimonio é indissolúvel.

  • Karine Grazielle

    Uma triste realidade, mas muito bem apresentada nesse post!! Que os noivos tenham mais consciência de suas atitudes na hora do SIM!
    Salve Maria!

  • Eu não duvido que 90% dos casos de nulidade de casamento sejam aprovados no Rio de Janeiro. Se fosse a minha diocese eu teria vergonha desse número crescente de nulidades aprovadas, sabem por que? Porque prova a incapacidade de se dizer não aos pretendentes ao matrimônio em nossa igreja, de orientá-los a reverem seus conceitos antes de tentarem casar-se, e de fazer com que os responsáveis pelo preparo dos casais façam exatamente o que a matéria acima sugere que se faça. Não vejo esse quantitativo elevado de 90% de aprovações como algo LEVIANO, vejo como a constatação da fraca CATEQUESE carioca, pelo afrouxamento no rigor desta diocese com os formadores da iniciação cristã, muitos deles despreparados para falar da doutrina da igreja, sem preparação sólida e sem reciclagem. Essa é a realidade que vejo a 20 anos participando desta diocese aqui do Rio de Janeiro. Mas isso não é só um problema estatístico desta diocese… ALOU CNBB!!!

  • ELOÁ DA ROSA SILVA

    A pastoral do matrimonio deve ter mais embasamento catequético e serem mais rigorosos c os pretendentes ao matrimonio.A CNBB precisa olhar c mais rigor p as pastorais.O leigo precisa trabalhar consciente e comprometido c a verdade do evangelho.

  • Amanda

    Então não existe casamento se o casal não desejar ter filhos, pois por LEI TODOS os casais DEVEM ter filhos; ateus são PROIBIDOS por LEI de se casarem em uma igreja, mesmo que decidam fazer isso pela felicidade de seus pais e amor aos mesmos, pois deixarão filhos livres para escolherem sua religião ao estarem mais velhos, ou nem precisa ser casal de ateu, pode ser também um casal cristão, mas não preconceituoso e ignorante. E quem não concordar com o SEU estilo de vida e o SEU pensamento deve queimar no inferno e jamais se casar.

    Agora entendi. Bem justo e maduro.

    • Não, não é justo e nem tampouco maduro. É uma postura muita feia e intolerante da sempre marvada Igreja Católica.

      Justo e maduro é que ateus e “cristãos” que renegam as leis da Igreja façam do sacerdote um ator do seu teatrinho pessoal. Afinal, ele passou quase uma década no seminário, abriu mão de esposa, carreira e filhos para ser figurante de luxo no dia de sonho de casaizinhos que desprezam a Deus e a Seus mandamentos. Isso sim, faz muito mais sentido!

      Ora, o casal acha tudo o que a Igreja prega sobre matrimônio uma grande besteira, mas diz: “Ah, vamos lá, vamos fazer um teatrinho para agradar os nossos velhos, coitados! Vai ser bonito!”. E dane-se se vão ter que mentir descaradamente, proferindo votos que não têm a menor intenção de cumprir diante de um homem sagrado, dentro de um templo sagrado e em um rito sagrado. Foda-se! O importante é fazer um teatrinho hipócrita para agradar os pais!

      Você tem razão, Amanda. Essa Igreja Católica é muito injusta e imatura mesmo.

  • Luciana Oliveira

    Depois dessa Amanda, se fosse vc eu iria dormir. rsrsrs

  • André

    Boa tarde, aproveitando o assunto vocês poderiam fazer um post sobre as normas para a celebração do casamento, quando me casei encontrei muita dificuldade para saber o que pode e o que não pode ser feito durante a celebração do casamento. Abraco.

  • Eliana

    colegas,
    Isto também acontece em meio protestante.O problema não está no casamento mas sim nas pessoas que se casam…

  • Felipe Martins

    Boa tarde,

    Hoje me surgiu uma dúvida sobre esse tema:
    Caso a pessoa casou na Igreja, mas não viveu as exigências do Matrimonio (como vocês mesmo citaram) o casamento torna-se nulo? Se sim, pode haver então um “divórcio”?

    Paz e Bem

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