Dízimo com quem andas, que eu te direi quem és!

Mete a mão no bolso, Povo Católico!!!

DIZIMOJá foi sócio de algum clube? Já fez algum esporte? Curso de inglês? Achou justo pagar? Possivelmente sua resposta foi sim.  Afinal, tudo tem seus custos e é preciso dinheiro para remunerar os prestadores de serviços.  Ótimo… então porque muita gente torce o nariz para o dízimo? Talvez não saibam direito o que é.  Ou talvez vivam mergulhadas em preconceitos gerados pela extorsão praticada por algumas igrejas protestantes…

Então vamos começar: o dízimo foi uma contribuição instituída por Deus, ainda no Antigo Testamento.  Partia do seguinte conceito:  se tudo lhe foi dado pelo Senhor, porque não reservar uma parte para as obras dEle?  A regra é clara, Galvão!  No caso do povo hebreu, parte do que o cultivo da terra e a criação de animais davam ao indivíduo deveria ser reservado para o sustento do templo (que, inicialmente, era uma tenda) e dos sacerdotes, ou seja, os levitas:

Todos os dízimos da terra, tomados das sementes do solo ou dos frutos das árvores são propriedade do Senhor: é uma coisa consagrada ao Senhor. (…) Todos os dízimos do gado maior e menor (…), o décimo (animal) será consagrado ao Senhor. (Lev 27,30;32)

Quanto aos levitas, dou-lhes como patrimônio todos os dízimos de Israel pelo serviço que prestam na tenda de reunião.
(Num 18,21)

E estas doações também eram voltadas para o socorro aos mais necessitados:

No fim de três anos, porás de lado todos os dízimos da colheita desse (terceiro) ano, e depô-los-ás dentro de tua cidade, para que o levita que não tem como tu partilha nem herança, o estrangeiro, o órfão e a viúva (…) possam comer à saciedade, e que o Senhor, teu Deus, te abençoe em todas as obras de tuas mãos. (Dt 14,28-29)

Mas e aí? O que você tem a ver com isso? O que seria o dízimo hoje em dia e qual a sua função? Vamos lá…

A paróquia que você frequenta requer manutenção periódica pra não cair aos pedaços, precisa pagar os funcionários e as contas de luz, gás e telefone.  Além disso, precisa comprar e manter os equipamentos necessários para as celebrações e atividades pastorais.

O padre de quem você tanto gosta dedica a vida quase que em tempo integral ao Evangelho, estando disponível ao serviço de levar Deus até você.  Por isso, não tem como trabalhar em outras atividades, nem ter família.  Mas ele tem as mesmas necessidades que você.  Precisa morar em um lugar digno, comer, comprar roupas, pagar a conta do celular – aquele mesmo celular para o qual você adora ligar nos momentos de aperto!

dinheiro da cestinha

As notas da esquerda vão pro Céu, pois estão sempre na Missa. As outras, nunca frequentam a cestinha…

Então… de onde será que vem esse dinheiro? Já falamos aqui no blog sobre o fato de que o Vaticano não é rico como dizem (ver post) e que a Igreja Católica não recebe nada do governo e nem imprime moeda.  Sabe que sustenta tudo isso? Você, através do dízimo!

Hmmm… Ok.  Mas você deve estar pensando: “Ah…mas e a cestinha?”.  Bem, a cestinha ajuda, mas é muito pouco! Faça uma conta simples.  Pegue a capacidade total da sua paróquia, multiplique pela quantidade de missas no final de semana (a arrecadação no meio da semana é irrisória). Agora pegue o resultado e multiplique pelo que você acha que as pessoas botam na cestinha (em geral, R$2,00).

Pronto! Você acha que a sua paróquia e seus padres conseguem se sustentar com esse valor? E quanto sobraria para enviar à diocese e sustentar o seminários e as obras de caridade?  Pra terminar, a cestinha não é algo constante.  Se você fosse o pároco, como planejaria seus gastos sem saber quanto dinheiro terá por mês? Provavelmente, não poderia se comprometer com parcelamentos nem fazer compras com antecedência, pagando mais barato.  Ou seja, teria que comprar em cima da hora (normalmente mais caro).

Agora talvez você já esteja vendo a coisa com outros olhos.  Mas ainda pode se perguntar: “Puxa… será que a Igreja precisa de 10% de tudo o que eu ganho? Não fica muito pesado?”. A Igreja não exige um percentual específico dos seus ganhos.  Ela precisa do seu amor e da sua certeza de pertencer a essa história. Se você entender que VOCÊ É A IGREJA, vai saber o que deve dar.  Se você se preocupa do seu time de futebol estar no vermelho, como não vai se preocupar com aquilo que é de Deus, ou melhor, com aquilo que é seu?

É fundamental notar que Deus não olha a quantidade, mas o coração de quem doa. Se uma pessoa tem muito e dá pouco por ser mesquinha, Ele verá isso. Se é pobre e dá pouco, Ele receberá a sua oferta com muita alegria. Basta ver a reação de Jesus diante da oferta da viúva:

Jesus sentou-se defronte do cofre de esmola e observava como o povo deitava dinheiro nele; muitos ricos depositavam grandes quantias. Chegando uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, no valor de apenas um quadrante. E ele chamou os seus discípulos e disse-lhes: Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou mais do que todos os que lançaram no cofre, porque todos deitaram do que tinham em abundância; esta, porém, pôs, da sua indigência, tudo o que tinha para o seu sustento. (Mc 12,41-44)

Mais importante do que simplesmente seguir uma regra, portanto, é doar porque se é católico de verdade, porque se tem amor pelas coisas de Deus e pelo trabalho de evangelização.  Abaixo, um trecho do Evangelho em que Jesus deixa isso muito claro:

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar, sem contudo deixar o restante. (Mt 23,23)

Fica evidente que a questão principal é o amor a Deus.  Mas quando Ele fala: “…sem contudo deixar o restante”, também fica claro que não podemos descuidar da estrutura que viabiliza os ritos e atividades relacionados à nossa fé.

Viuva pobre

Lembre-se: a Igreja é a presença de Cristo no mundo.  Você é a Igreja.  Você é o Rosto de Cristo.  Sustentar a sua própria história, seu próprio povo, faz parte da sua missão!

Procure a secretaria da sua paróquia e comece hoje mesmo!

28 comments to Dízimo com quem andas, que eu te direi quem és!

  • Concordo!
    Não podemos negar o convite de Cristo em participar de sua Igreja militante, e assim, sensíveis aos condicionantes desse mundo em que vivemos, devemos servir submissos a monção do Espírito Santo. Ser dizimista é um bom preventivo para que não caiamos na tentação da idolatria ao dinheiro (Mt 6,24).
    E praticamos uma ação concreta no cuidado que nos compete com a Igreja Católica, única fundada pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 16,18).
    Paz e Bem!

  • Há uma outra passagem muito relevante na Bíblia, em que o Senhor diz que se sente enganado por quem não se preocupa em pagar o dízimo:

    “Pode o homem enganar o seu Deus? Por que procurais enganar-me? E ainda perguntais: Em que vos temos enganado? No pagamento dos dízimos e nas ofertas. (…) Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência – diz o Senhor dos exércitos – e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário.” (Mal 3:8-9)

    Então, ainda que só possamos dar 1 real por mês, façamos isso com fidelidade e amor (lembram da oferda da viúva?). Como já foi dito nesse post, Deus vê o coração de quem dá. Então não vale dizer “ah, mas o que eu posso dar é muito pouco, não fará direfença para a Igreja”. Pois saiba que para Deus fará muita diferença.

  • Cadu Sindona

    Belissímo! Ser dizimista, desde que seja por amor, e em gratidão ao nosso Deus, é uma linda prova de amor, tanto a Ele quanto a Sua Igreja. O dizimista tem um papel fundamental na Santa Igreja Católica, o papel de fiel. Quem é fiel doa a si mesmo pela obra. A nossa obra nos foi dada pelo Senhor, e desde agosto reafirmada pelo Papa: “Ide, fazer discipulos, todas as nações.” (S.Mt 28. 19a). Para cumprir com essa missão temos que nos lançar ao amor e aos ensinamentos da Igreja. Ora como iso seria possível sem o dízimo? Vamos fazer o possível para ajudar a Igreja a cumprir sua missão de discípula e de Esposa.

  • Maria José

    Confesso que não pago dízimo (mesmo pq nem sempre vou à mesma Igreja)… Mas procuro dar o máximo que puder no ofertório.

  • Thais

    Eu ainda sou menor e não trabalho mas eu queria dar o dízimo 20 reais é muito pouco para dar a igreja?

    • Amanda

      Não, o importante é você estar consciente, e doar com amor e sinceridade, seja qual for o valor.

    • Bruna

      Não, Thais! Claro que vc pode dar! Antes de eu estagiar eu organizava o dinheiro que ganhava dos meus pais pra usar na universidade e tal e devolvia o meu dízimo (que na minha vocação, a Comunidade Católica Shalom, se chama Comunhão de Bens), muitas vezes ele foi R$ 5 ou R$10 reais! Teve uma vez que ajudei um irmão de comunidade a aplicar uns questionários pro trabalho de mestrado dele e ele me deu R$ 10, então devolvi R$2 pq tudo é dom de Deus, até o menor dos trabalhos, até a menor das quantias! O Senhor não é indiferente a nós e sabe das nossas realidades! Cabe a nós sermos fieis no pouco, porque como diz Nosso Senhor no Evangelho, “sendo fiel no pouco, Ele lhe confiará mais”. E pode acreditar que com a sua abertura Ele fará muito mais! Deus abençoe. Shalom!!

  • Jonathan

    Eu acho desnecessário que o dízimo seja para a igreja. O pároco deve promover eventos e disport de outros meios de arrecadar dinheiro (em uma fraternidade que eu conheço eles fazem artesanato, outra igreja aqui próxima de casa aluga o estacionamento fora dos horários de missa…), o dízimo deve ser para Deus e não só de dinheiro, alimento doado aos pobres também é “dízimo”. Já dizia o Senhor Jesus: “Aquele que doa aos pobres, doa à mim”.

    • Jonathan,
      O dízimo para o templo é um preceito bíblico. Negar a sua legitimidade é negar a Bíblia. Lembre-se de que Jesus valorizou demais a oferta que a pobre viúva fez ao templo.

      As ações que as diversas paróquias fazem para arrecadar dinheiro não substituem o dízimo. São arrecadações complementares, que na maioria das vezes não sustentam a paróquia sozinhas. Ademais, temos a obrigação de fazer os dois: ajudar os necessitados e ajudar a sustentar a casa de Deus e os sacerdotes. São duas forma de doar a Deus, ou melhor, de devolver a Ele o que lhe é de direito.

      • O Pe. Reginaldo sempre diz que o Dízimo não é o dinheiro que vai para o Padre A ou B, mas destina-se à manutenção do templo, às obras missionárias e ao socorro aos órfãos e necessitados.

  • Beth L.

    olá, queridos irmãos! post 10!! resumido e profundo!
    Bom é dar o dízimo não por interesse (em receber mais graças de Deus), mas por gratidão a Deus!! Por ser parte viva da Igreja viva! É uma experiência única, seria bom se todos pudessem fazê-la!
    Penso que as promoções paroquiais são necessárias onde a comunidade não tem consciência da importância do dízimo. Precisamos sustentar a paróquia em todas as necessidades, como foi bem dito no post.
    Aqui há uma paróquia em que o povo é tão participante no dízimo que na quermesse da padroeira (na rua, aberta ao públcio em geral)é tudo de graça! Pela alegria de reunir os irmãos!
    Paz a todos!

  • Lorena

    Excelente texto.
    Essa foi a resposta de Deus a meus questionamentos de ontem…Ele me respondeu rápido.
    Comecei a trabalhar agora e estava começando a me informar sobre dízimo.
    Obrigada

  • Amanda

    Acho correto o dízimo, pois a Igreja está a serviço de todos, que somos o povo de Deus. Não é propriamente para os padres e freiras que lá estão, mas para ajudar nas ações deles e nas obras de evangelização, e óbvio na manutenção física das casas. Isso é coerente, até porque você ajuda como pode, e Deus quer isso, que você participe dessa forma, pois essas são as formas humanas de fazer as coisas, o dinheiro, é um meio material, mas não quer dizer que Deus é a favor do dinheiro e do enriquecimento de alguns “pastores”, como vemos por aí.

    A prática do dízimo é valida portanto quando tem uma função justa, de ajudar as pessoas que mantem a evangelização.

  • Juraci

    Me sinto envergonhada de não estar doando o dizimo, mas estou em uma situação critica, as vezes o que ganho só da pra pagar as contas, e se não fosse a ajuda da minha filha não dava nem pra comer,mesmo assim me sinto culpada. Assim que puder quero dar o dizimo, pois acho que e o certo.A igreja além de ter suas despesas ainda tem o serviço social. A igreja que frequento ajuda muito os necessitados.

    • Juraci,
      Não fique envergonhada, Deus vê o seu coração e a sua intenção. Desejo que a sua situação melhore, com as bênçãos da Virgem Maria.

    • Adriana

      Juraci,

      Não se envergonhe por não estar em condições de devolver o dízimo. Apresente a Deus a sua atual condição financeira, apresente a Ele a sua vontade de contribuir com a Igreja. Claro que ele já sabe de tudo, mas gosta que conversemos com Ele.
      Vou lhe dar um testemunho pessoal. Passei alguns anos numa situação financeira muito difícil. Meu salário mal dava para pagar as despesas básicas (luz, água, alimentação). Várias vezes, final de mês, não tinha mais dinheiro e já havia acabado nosso alimento. Combustível para o carro, então, era contadinho, não podia andar além do estritamente necessário (apenas para trabalhar).
      Claro que Deus sempre nos surpreendia mandando alguém em nosso socorro nos trazendo algum alimento para alegrar o final de mês.
      Pois bem, no meio dessa crise toda, começou a me incomodar a situação dos meus dois sobrinhos adolescentes, nem eram batizados e precisavam ser conduzidos no caminho do Senhor, a mãe deles nem se movimentava no sentido de orientá-los. Perto de casa não havia nenhum comunidade com a catequese a ser iniciada no período, somente 6 meses depois.
      Sentia-me realmente muito incomodada e que sentia que não era para esperar todo esse tempo.
      Na paróquia, que fica distante de casa, estava começando uma turma. Falei com Deus, pedi que ele me ajudasse a conduzir meus sobrinhos no caminho Dele, mas ele sabia a minha condição, sabia que eu precisaria levá-los todos os sábados, porque senão eles acabariam por desistir.
      Assim, passei a levá-los à paróquia e por lá eu ficava esperando-os terminar as aulas. Assistia à Missa das 16h, eu e minha mãe e ficava até por volta das 18h aguardando-os. Todos os sábados. Mesmo com o salário ainda pouco, nunca faltou combustível para levá-los a catequese, foi um verdadeiro milagre.
      Aos poucos passei a fazer as doações na hora do ofertório, o que tinha na carteira. Outro milagre, ainda com o mesmo salário, agora sempre tinha algum dinheiro na carteira.
      Passados alguns meses recebi um aumento de salário, com isso consegui contribuir com duas obras A Ajuda a Igreja que Sofre e com a Milícia da Imaculada, que tem um canal de TV aqui em minha cidade e onde conheci a Dra. Filomena Camilo com suas Palavras de Fé (valores poucos, mas doados com muito amor).
      Queria muito devolver o dízimo, já que tantas coisas boas recebia da Igreja, já que meus sobrinhos estavam sendo alimentados espiritualmente ali.
      Deus é maravilhoso, recebi mais um aumento de salário, um valor muito bom (sem necessidade de qualquer solicitação junto à direção da empresa). Hoje, com muita alegria posso fazer a devolução do dízimo e contribuir com as duas obras que mencionei.
      E meus sobrinhos estão batizados, fizeram a primeira comunhão e foram crismados.
      Não é discurso de teologia da prosperidade, não é discurso de barganha com Deus. É discurso de reconhecimento de como Deus cuida da gente, e que mesmo no pouco que a lhe destinamos Ele se agrada de nós e transforma nossa realidade.
      Sua situação há de melhorar com a graça de Deus.

  • Alaíde Lemos de Sousa Mendes

    Visitei esse site(ocatequista) e gostei muito, tem várias matérias interessantes, essa do Dízimo então, amei. Vocês têm a Novena do Dizimista? se positivo enviem pro meu e-mail, ou então me informe como adquiri-la.

  • João D.

    Entendi bem o conceito de que o dízimo mantém a casa de Deus e também as obras de caridade. Mas me restou uma duvida, qual a diferenciação entre o que os evangélicos pregam sobre o dizimo e o que a igreja católica prega. Desculpa minha ignorância mas pela sua explicação isso não ficou claro.

    • João, muitas igrejas evangélicas – especialmente as que pregam a Teologia da Prosperidade – vinculam o pagamento do dízimo a uma promessa de bênçãos materiais da parte de Deus. Enquanto na Igreja Católica o foco é dado na obrigação que cada um de nós tem de sustentar as atividades casa de Deus, nessas igrejas o foco é na ambição do fiel, que dá o dízimo com a intenção de receber de Deus algo em troca.

      O vídeo abaixo, de uma “pregação” do Edir Macedo, expressa bem a nefasta Teologia da Prosperidade:
      https://www.youtube.com/watch?v=U7_pWt1Z_QU

  • Francisco Barbosa

    Amados irmãos, a Paz do Ressuscitado esteja sempre convosco!

    Bom, sou ex seminarista e vir o quanto era grande o sofrimento do pároco, onde iniciei a caminhada. Era justamente o que vcs descreveram neste bendito post. Por tanto, irmãos de boa vontade, vamos cuidar do projeto de Deus da mesma forma que cuidamos da nossa família; com o mesmo espírito, mesma garra!!

    Viva a família de Deus!!!!

    Vem ser dizimista, vem! Ouça http://www76.zippyshare.com/v/54932500/file.html

  • Darci do Prado Lopes

    Parabéns! Gostei muito, sou da equipe do dízimo.

  • José Menezes

    Uma ajuda numa dúvida, por favor!
    A comunidade em que participo esse ano virou área pastoral e o Pe. que nos acompanha tem a missão de transformá-la em paróquia e pelo que eu pude ver, dentre as necessidades, um corpo de dizimistas maior e mais frequente é necessário. A área pastoral não consegue pagar nem as próprias contas direito e precisa tbm sustentar o trabalho de evangelização nas vizinhanças já que a área de atuação dela aumentou.

    A questão é que o nosso Pe. fez uma compilação do dízimo e ao fim da missa mostrou pra comunidade o raio X da pastoral (a grosso modo: qtde dizimistas, doação per capita, etc.). No entanto em seu discurso ele questionou, mais de uma vez, a presença de um dízimo de R$ 2,00 dizendo que isso não era dízimo e que a pessoa pudesse pensar a respeito de sua oferta (o dizimista permaneceu anônimo para a assembleia). Eu entendi o que ele quis falar, pois pelo histórico da comunidade as pessoas não doam muito até mesmo por motivos que elas inventam pra si mesmas como desculpas, entender? Entretanto meu colega do lado já foi logo virando pra mim: “O que é isso? E a oferta da viúva fica aonde?”. Pois é, embora eu entenda o Pe. e a necessidade das pessoas abrirem mais o coração fiquei encabulado. E se a oferta do dizimista estivesse sendo a oferta da viúva? O padre errou em falar que R$ 2,00 não era dízimo? É uma questão de opinião ou a atitude do padre tem respaldo ou é condenada pela doutrina?

    Obrigado desde já!

    • José,
      Eu vou me isentar de dar qualquer opinião, pois não tenho todas as informações do caso. Pode ser que o padre tenha sido imprudente em sua fala, mas pode ser também que tenha sido muito sábio e zeloso. Digamos que o dizimista em questão seja uma pessoa muito conhecida do padre, e este saiba que essa pessoa tem boas condições financeiras e é sovina. Ora, lembremos que a viúva era REALMENTE pobre, não uma mulher sovina. Então, o padre está sendo caridoso ao chamar a atenção dessa pessoa de forma dura, de forma que ela se sinta envergonhada e se converta. Pode ser esse o caso… não sei.

      • José Menezes

        Acho que entendi, a doutrina não condena a atitude dele. Tentei defendê-lo mas não com muito sucesso :-/
        Enfim, nós as vezes levamos muito a sério a parte da oferta da viúva, deixando de lado o fato dessa ter sido REALMENTE pobre. Como demonstrado no post, devemos amar a obra de Deus e o dízimo é expressão desse amor.

  • O Catequista, menor de idade tem que pagar dízimo se seus pais pagam?

    • Renato, o dízimo é uma contribuição própria de quem tem renda própria, fruto de seu trabalho. Se um menor de idade trabalha (alguns, com 16 anos, já trabalham e têm renda própria mensal), então é justo que pague o dízimo, ainda que seus pais paguem também.

      Mas se não trabalha, não precisa pagar o dízimo. Pode fazer uma contribuição livre na cestinha ou nos cofres do templo de sua paróquia, se puder.

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