Epidemia de sífilis no Brasil: a prova de que focar na camisinha é furada

caco

Fulaninha tem 17 anos acaba de receber o diagnóstico de sífilis, uma doença sexualmente transmissível, que pode levar à loucura e à morte. A menina agora faz parte das estatísticas da epidemia de sífilis no Brasil, que foi anunciada recentemente pelo governo federal.

“Impossível, doutor, eu sempre uso camisinha!” – protesta ela.

“Sempre… mas não na hora de fazer sexo oral, né Fulaninha?” – responde o médico.

Isso muita gente não sabe: “Mesmo quando a pessoa pensa estar fazendo sexo seguro, ela pode estar em risco se tirar a camisinha na hora do oral”, diz a infectologista Eliana Bicudo, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Na real: a maioria dos jovens é relaxada com o uso da camisinha, e quase ninguém a usa para fazer sexo oral, pois reduz a sensibilidade. Uma geração que está convencida que obter prazer sexual é um “direito” ilimitado, que está acima de tudo, não poderia mesmo ser capaz de renunciar a uma parcela desse prazer.

Pudera! São mensagens conflitantes. Primeiro, o poder global ensina que todo tabu sexual deve ser derrubado, e que não há mal nenhum em fazer sexo casual. Depois, o mesmo poder pede façam isso com “responsabilidade”. Como vemos, o povo está absorvendo somente mensagem do bundalelê!

A pornografia está sendo aclamada e já virou até cult. A sociedade orgulhosamente “racional”, “científica” e laica fez pó de toda a moralidade e decência que o cristianismo levou séculos para consolidar. Eis aí o resultado catastrófico…

caneca_rightOs governos e as ONGs gastam zilhões em campanhas fracassadas, tagarelando o mesmo papo pró-camisinha de sempre. Por que os jovens não estão escutando vocês, agentes de saúde? Porque a mentalidade favorável ao sexo livre é essencialmente egoísta e amante da inconsequência.

A castidade, ao contrário, é o amor que se sacrifica, que sabe esperar, pelo bem de si mesmo e do outro. Aceitem que dói menos: a Igreja Católica está certa, mais uma vez.

A QUESTÃO DA SÍFILIS

A sífilis é causada por uma bactéria, que pode ser transmitida tanto por meio da relação sexual quanto da mãe para o filho durante a gestação. A longo prazo, pode provocar lesões ósseas, neurológicas e cardíacas, levando à cegueira, paraplegia, demência e morte.

A sífilis pode ser tratada com penicilina. O problema é que esse remédio fornece um lucro muito baixo aos fabricantes, por isso é pouco produzido, o que causa um quadro de desabastecimento no mundo inteiro. Ou seja… Deu ruim!

O mais triste é saber que os mais inocentes e indefesos é que pagam o pato: muitas gestantes estão transmitindo a doença a seus bebês (somente em 2015, foram quase 20 mil bebês infectados). Os recém-nascidos contaminados podem ter danos semelhantes aos do Zika: má-formação, surdez e deficiência mental.

Segundo Ricardo Vasconcelos, infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, essa epidemia acontece no mundo todo, não só no Brasil: “A humanidade está passando por um aumento na transmissão de sífilis”, diz ele (Fonte: MotherBoard). É claro! Em toda a parte, a cultura do sexo livre domina. E não há camisinha que dê jeito nessa miséria.

QUAL O CAMINHO?

Substituir o atual modelo de campanha bundalelê por uma política de estímulo à abstinência e fidelidade é um primeiro passo. Essa experiência deu muito certo na Uganda e na Nigéria (saiba mais no post Epidemia de AIDS: tem culpa eu?).

Mas só isso não basta. É preciso reconstruir uma das bases da civilização: a FAMÍLIA. De nada valerá ficar doutrinando os jovens pra manter os bilaus e periquitas dentro das calças, se a família está destroçada e se os pais não são presentes em suas vidas. Mas aí o buraco é beeeeem mais embaixo…

Que São João Paulo II, que tanto enfatizou a importância da família, possa ajudar cada um de nós a construir uma família que seja sal da terra e luz para o mundo. Dá uma força pra nóis aí, JP!

*****

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21 comments to Epidemia de sífilis no Brasil: a prova de que focar na camisinha é furada

  • alessandro

    como o estado vai falar em abstinencia sexual, se a igreja no brasil nao fala.essa promiscuidade sexual,essa pornografia horrorenda, esta causando outra mal, que talvez seja um dos piores males da sociedade E A DEPRESSAO. nao todos os casos, mas a maioria dos casos de depressao e causado pelo demonio da luxuria.equanto a castidade e alegria, E VIDA COM OS SANTOS ANJOS!

  • Cuné

    Comprei três exemplares na amazon ainda na pre-venda. Ganhei um desconto após ter pago, honestidade total!

    Parabéns pelo site, não tem ideia do quanto me ajudam no desafio de catequisar jovens e adultos.

    Há uma forma de se ganhar descontos em quantidade maiores, tipo acima de dez? Gostei tanto que estava pensando em dar um exemplar para cada após a primeira eucaristia e crisma.

    Que Deus continue abençoando vocês e todos que participam deste espaço.

  • Cuné

    Bom, já que foi para a moderação, podem deletar meu post caso achem fora de contexto, pensei estar comentando em uma postagem sobre o livro, mil desculpas.

    se puderem responder minha pergunta sobre a compra em meu email, agradeço.

    Fiquem com Deus.

  • Andrea Vaz

    Amei este post, que me fez amar ainda mais a Santa Igreja de Cristo

  • Bernardo

    Caro Alessandro, fica uma pergunta:

    O que tem a Igreja promover a castidade com o governo parar de promover a promiscuidade sexual?
    Primeiro, quem vai a Igreja, certamente tem esta orientação da castidade, assim como nos diversos sites católicos.
    Segundo, a Igreja não é o governo…. não governa o governo, então permanece a pergunta….

  • Sheila Santos

    Olá, pessoal! Paz e bem.
    O pior, caros catequistas, não é só quando os pais são ou estão ausentes. O pior é quando os pais são presentes nas aulas de balé, no cabeleireiro, no curso de inglês, nas aulas de natação, nos cursos de informática e irresponsáveis ao fazer coro com essa cultura do laise fair: “E daí? Hoje em dia isso não é mais assim…” E aprovam o aborto, o sexo livre, as saídas pra zoada sem questionamentos e por aí vai…

  • César Carriço Júnior

    Hoje é meio complicado falar em “esperar” porque estamos casando muito mais tarde. Nossos antepassados casavam-se por volta dos 17 e 20 anos. Alguns até com menos idade. E atualmente, essa é a faixa etária em que os jovem estão se preparando para o Enem ou para o vestibular. Uma sociedade que te empurra a constituir família cada vez mais tarde, tende a ser mais promíscua.

    • De fato, César. Mas se ao menos as campanhas do governo fossem honestas e realistas, falariam da imensa conveniência de, ao menos, buscar reduzir o número de parceiros sexuais. Se, por exemplo, os rapazes mundanos fizessem sexo somente com suas namoradas, isso reduziria drasticamente a disseminação de DSTs. Mas hoje em dia, é normal transar com uma mulher a cada semana.

      Em 1999, o Ministério da Saúde divulgou em rede nacional um vídeo em que os atores Rodrigo Santoro e Luana Piovanni recomendavam, além do uso de camisinha, a redução do número de parceiros sexuais como forma de se proteger da AIDS. A chiadeira das ONGs foi enorme, e nunca mais uma campanha assim se repetiu. Olhaí o resultado…

      É preciso ao menos falar dessa OPÇÃO para as pessoas – a fidelidade para os casados e namorados comprometidos e, ao menos, a redução do número de parceiros para os solteiros – sem descartar a camisinha para os bagaceiros. Mas não: as campanhas do governos tratam o povo como um bando de animais no cio incapazes de controlar a libido.

  • alessandro

    ola bernardo! estou so sitando no post,quando a catequista deu exemplo de governos de uganda e nigeria que promoveram a abstinencia para frear a aids e em nenhuma hora citei que o gorverno promove a promiscuidade, mas que seria dificel promover a castidade se na igreja ja quase nao fala destas coisas, pelo menos nos lugares que eu frequento, ou quando o sr.ouviu uma campanha da fraternidade dando forcas aos nossos jovens e velhos tambem a largar a masturbacao, a pornografia a fornicacao?se os lugares que o senhor frequenta se prega a castidade e se a promovem, vc e muito feliz.

    • Arthur

      Aqui em minha região praticamente não fala de castidade, exceto dentro da RCC.
      Infelizmente uma quantidade crescente de padres estão mais interessados em falar que rico é mal é pobre é bom, no lugar de falar de castidade, fidelidade, amor, misericórdia, vida plena, pecado, céu, inferno, Cristo verdadeiramente presente na Santa Eucaristia…
      Querem fazer deste mundo o ‘reino de Deus’, mas que na verdade é o paraíso comunista.
      Não é de se estranhar que tanta gente deixa de ir na Igreja. “Para ouvir a mesma coisa do discurso da esquerda, não preciso perder o tempo”.
      O padrão está sendo missa sem espiritualidade.

  • Leonardo Alvares

    Andei meditando a Amoris Laetitia e formei minha opinião sobre um tema delicado: o uso de preservativos por casais cujo um dos cônjuges tem alguma DST. Como os preservativos não são abortivos e essa exceção seria apenas aos cônjuges que por causa dessa enfermidade estão privados da intimidade conjugal,além do assunto ainda ser debatido entre os teólogos, me posiciono a favor do uso da camisinha por esses casais ,pois, na Amoris Laetitia o Papa Francisco fala dos perigos de apresentar um ideal artificial do casamento( por exemplo exigir que os cônjuges divorciados recasados, de comprovada fidelidade, “vivam como irmãos”, ou seja que fiquem privados de intimidade conjugal) que acaba prejudicando a prole. É preciso, conforme diz o Sumo Pontifíce, Analisar, Discernir e Integrar, cada caso é um caso, atirar Fórmulas Canônicas prontas, como se fossem pedras, nos que vivem essas dificuldades faria nos semelhantes aos fariseus que se preocupavam mais com a aplicação da Letra Morta(a Lei) do que com a Misericórdia Divina.

  • Padre Orlando Henriques

    Lembro-me, há anos, de uma campanha cá em Portugal cujos cartazes diziam «Se não consegue manter-se fiel, pelo menos seja fiel à vida», isto é, embora recomendasse o uso do preservativo, apontava-o apenas como alternativa, privilegiando a fidelidade como prioritária. Entretanto, os anos passaram, a sociedade degradou-se cada vez mais, e nunca mais vimos por cá campanhas dessas, com uma mínima referência à castidade: só campanhas que mandam fazer tudo a torto e a direito…

    • Sidnei

      Padre Orlando, o slogam desta campanha aí em Portugal, me fez lembrar uma passagem bíblica do Livro Provérbios que diz: ” cidade destruída e sem muralha, tal é aquele que não se controla a si mesmo. ” (Prov. 25,28), ou seja, para bom entendedor tal passagem basta.

  • Geraldo

    “Ainda é cedo, amor, mal começaste a conhecer a vida (…) Ouça-me bem, amor, preste atenção, o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões a pó…” (Cartola)

    Verídica ou não (há controvérsias…) é bem conhecida a história dos fatos que levaram o grande Cartola a compor a canção cujo trecho cito acima.

    A decisão de uma enteada do compositor pelo caminho da prostituição, teria motivado a criação dessa pequena joia do nosso cancioneiro popular.

    E observando a letra, vemos que ela se presta – em seu realismo – não só a esse alerta acerca das ilusões da prostituição, como também serve de lúcida meditação sobre o sentido da sexualidade humana como tal: fala claramente do risco de uma sexualidade separada dos valores, do todo da pessoa.

    Uma certa “sexóloga” ( Regina Lins, mentora do programa Amor e Sexo da Rede Globo) em entrevista ao Roberto Dávila disse ,em dado momento da conversa, algo mais ou menos assim: “o ideal seria ter um parceiro para o sexo, outro para conversar, outro para….”

    https://www.youtube.com/watch?v=AMDF7bJdJfo

    E disse isso como se fosse mostra de alta compreensão da sexualidade humana! Com estúpido e infantil orgulho.

    É a isso que chegamos hoje: a necessidade de não ser eu mesmo em tudo o que eu faço, de não estar inteiro em meus gestos. É um pedaço da minha pessoa que faz o sexo, e não eu por inteiro. Isso é vida? É ideal que se almeje?

    “Ainda é cedo, amor…”. Cada vez mais cedo, todos somos encorajados a ver e praticar o sexo, como lazer, prazer pelo prazer, quase que como uma diversão, seja com quem se ama, seja com quem mal se conhece.

    E não como resultado e ápice de toda uma doação completa do nosso ser, que envolve muito mais que a atração física (mesmo que não a dispense). Basta entrar na casa de uma família acolhedora para perceber a diferença entre o sexo que se deu de forma integrada com o todo da pessoa e o sexo egoísta e frívolo, cujo único escopo era apenas o prazer.

    Um autêntico gesto de amor tende a se expandir e a acolher, a frutificar, primeiro no desabrochar de novas vidas e também numa atmosfera que ele acaba criando ao redor de si, como árvore frondosa que dá frutos, flores e sombra amiga.

    Tenho nítida lembrança de cada um dos casais que encontrei que viviam exatamente assim. O amor deles era tão profundo que contagiava as pessoas que os conheciam, que criava ao redor deles aquela atmosfera amiga de acolhimento e bem querer, de HOSPITALIDADE.

    Um troço fundado apenas no puro sexo como prazer pelo prazer, jamais chegaria a tanto. A gostosura do ato sexual (que Deus em sua alegria e gosto de viver, quis temperar tão bem) tem sido, para casais assim, uma janela para um horizonte muito mais vasto: Eros – Filia – Ágape! Sem qualquer separação.

    Temos medo de olhar pela janela, de abrir as janelas dos sinais que Deus coloca ao longo da nossa vida. Temos medo da BELEZA. Parece que o vasto e belo horizonte – para o qual o sinal (o sexo, por exemplo) é apenas janela – nos dá uma espécie de vertigem.

    E assim embriagados com o sinal em si, fechamos com rapidez e pressa (“ainda é cedo amor…”) a janela e ficamos com a parte menor, a parte ínfima, a migalha caída debaixo da mesa do grande banquete que o Senhor preparou para nós.

    E depois não somos capazes de fazer as devidas relações entre tantos divórcios, tanta criança (mesmo rica) abandonada, tanto desamor e desprezo pela criança, pelos idosos e isso aumentando cada vez mais, como que tornando o nosso mundo, gelado e insensível, não relacionamos tudo isso (também) com essa visão mesquinha da sexualidade que impera como discurso dominante em nossa sociedade, nos apanhando desde pequenos. É como se uma coisa nada tivesse a ver com a outra.

    O papa Francisco nos fez um belo desafio na Amoris Laetitia: tornar o mundo todo, DOMÉSTICO!

    Ele sabe que ou o EVANGELHO se encarna ali no frigir dos ovos mais cotidiano da história, ou simplesmente não existe cristianismo. Quando muito existe um refugiar-se entre as quatro paredes de um templo, nos domingos.

    Mas cristianismo pra valer, ali no concreto dos relacionamentos cotidianos, nos lugares onde nos topamos com as pessoas diariamente, só é possível quando a fé cria novas formas de estarmos juntos neste mundo.

    E a FAMÍLIA é uma dessas formas mais poderosas como testemunho, a família cristã que não apenas vive uma acolhedora harmonia interna, que fortalece e educa, mas que transborda essa harmonia para fora e tende a criar uma comunhão de famílias que se amam e amam o mundo onde estão inseridas, priorizando quem mais sofre.

    Essa família, sinal modesto e forte ao mesmo tempo, contra a qual – diz o papa continuamente – move-se uma enorme guerra, desde a ONU, e em inúmeras frentes (entre as quais a Ideologia de Gênero).

    Só que ela começa exatamente na nossa atitude frente ao belo presente da atração sexual, é ali que começa tudo, é ali que decidimos fazer disso uma JANELA aberta para um horizonte mais vasto, ou uma janela que nos tranca na mesquinhez do ensimesmamento.

    Toda a moral cristã (o namoro como tempo de espera e construção, a delicadeza da castidade, etc.) visa manter essa janela bem aberta, para que possamos ver e usufruir o melhor da PAISAGEM TODA.

    A pressa fecha a janela antes do tempo. Se somos sábios, ainda recuperamos o tempo perdido e reconstruímos começando do jeito certo, ainda que tenhamos caído.

    Mas quanto maior for o tempo gasto, amassando barro, patinando na gelatina, mais cedo perderemos o gosto e surpresa da sexualidade e portanto, o gosto da vida , o entusiasmo com o dom e a beleza da vida.

    Este é um tesouro que requer tempo para ser descoberto e valorizado em toda a sua riqueza, como gesto do nosso ser por inteiro e não de apenas um pedaço de nós, deslocado de nós mesmos.

    Por isso a proposta do mandamento cristão da castidade , da espera pelo casamento, não é – como dizem as más e superficiais línguas – um mero tabu, uma regra moral sem sentido. Ela guarda enorme sabedoria de viver. E enorme gosto de viver, usufruindo sempre o melhor do banquete e não apenas as migalhas debaixo da mesa.

    Claro, sempre se pode correr o risco também de viver essa proposta como um moralismo tacanho, como um pretexto para bisbilhotar a vida alheia e um porrete para condenar e castigar (com a língua) aqueles que não conseguiram perceber e vivenciar a beleza da proposta cristã.Quem sabe até mesmo, morrendo de secreta inveja: excessivo rigor e condenação do outro, podem esconder um desejo que eu mesmo tenho de fazer aquilo que condeno nos outros. O que se torna, uma hipocrisia.

    Mas a alegria que nos vem da experiência da castidade, quando ela é autêntica, não deixa espaço para maledicência acerca da vida dos outros. Só há espaço para a luminosidade de um testemunho vivido que é sobretudo, alegria, humilde alegria!

    Contudo, não deixa de ser chocante observar o contraste triste entre a lucidez humana e cristã do caminho cristão e a fala tacanha, estreita e pequena de um Dráuzio Varella da vida (e nisso ele é um pouco acompanhado por Reinaldo Azevedo) :

    O sujeito – em vez de reconhecer a enorme contribuição civilizacional da fé e da moral cristã (quantas crianças se salvam do abandono, exatamente por causa dessa solidez da nossa proposta) – adota uma viseira que resume tudo numa conclusão primária e sumária:” a igreja é culpada pelo aumento da aids!” (sic).

    Como se nós estivéssemos mandando simplesmente as pessoas terem relações sexuais sem o preservativo. Toda a riqueza humana, todo o amplo horizonte da nossa proposta, desaparece nessa apresentação simplória e deturpada dos fatos.

    Como desafiou certa vez o grande Olavo de Carvalho: “me prove, Sr.Dráuzio, se alguma vez, dois parceiros de relação sexual que seguem estritamente a proposta cristã, se contaminaram com a aids ou qualquer outra doença venérea!” (ele não falou exatamente tais palavras, mas o teor da fala era este).

    “-Mas nem todos podem seguir a proposta cristã” (que aliás é também uma proposta plenamente humana, racional e plausível de ser assumida por quem sequer tenha fé) , dirá o Sr.Dráuzio.

    Só que se nós fôssemos deixar de oferecer ao mundo, o que temos de mais precioso, só porque a nossa proposta não é aceita por todos, perderíamos de imediato a nossa razão de ser neste mundo.

    É exatamente porque no mundo, não se aceita – em grande escala – aquilo que temos proposto, que precisamos continuar convidando o mundo a descobrir o tesouro que tem alegrado a nossa vida, a abrir a janela para horizontes mais vastos e belos.

    Trocar a beleza – e a enorme utilidade prática e social! – deste anúncio de vida nova, por um slogan barato (“use camisinha!”) é realmente descer à uma mediocridade sem tamanho.

    Até a ONU (sempre tendenciosa e ideológica nesse e em outros assuntos) reconheceu o valor humano, a utilidade social da nossa perspectiva cristã sobre a sexualidade, pois elogiou muito o projeto da Uganda citado no post acima.

    Até o governo esquerdista e laicista do Chile reconhece um programa de Educação Sexual (inspirado na Teologia do Corpo, de São João Paulo II, mas expresso em termos humanistas e com fundamento cientifico) que destoa do discurso dominante do “liberou geral” e o adota em várias escolas, exatamente por causa dos excelentes resultados concretos que ele tem trazido, inclusive também em termos de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez entre adolescentes.

    Eis aqui o programa:

    http://www.teenstarbrasil.com.br/

    De modo que até mesmo na prevenção da Aids, a proposta cristã , a visão cristã da sexualidade, tem feito enorme bem ao mundo.

    Mas comecei com a música do querido Cartola, justamente para contar o seguinte: Cazuza, já vitimado pela imunodeficiência, quis fazer uma campanha justamente amparada naquilo que vai aos alicerces da vida humana.

    Sua própria experiência de vida ensinou a ele que é inútil a longo prazo, ficar na superfície das coisas sem ir nas raízes dos valores (ou da falta deles) que geram certos comportamentos.

    https://www.vagalume.com.br/cazuza/o-mundo-e-um-moinho.html

    Por isso ele gravou um comercial cantando um trecho de O MUNDO É UM MOINHO, justamente aquele que alerta: ainda é cedo amor… Imediatamente choveram reclamações “politicamente corretas” exigindo a retirada do comercial do ar.

    E assim é a vida: o mundo e o status quo fazem suas escolhas, e os cristãos fazemos as nossas. Pelos frutos, as respectivas árvores e suas sementes, serão conhecidas.

  • Uma coisa que eu e meus pais estávamos conversando e cabe direitinho neste post: daqui para frente, o povo tá é por conta, aquele que tem fé e ainda segue a Igreja Católica vai ensinar seu filho da mesma forma, aquele que descobriu a Igreja, vai segui-la fazendo o que a Igreja manda. Porém esta raça vai se tornar cada vez mais escassa mas ainda existirá, apesar do clero, na sua maioria. Deus salvará seu povo apesar dos padres, porque destes em sua maioria, já nem possuem mais fé em Deus. Não como aqueles padres malvados que usavam batina e eram sérios, não iam na onda do povo e ainda corrigia a comunidade sem usar adoçante.

    • Sidnei

      Alex, com relação a este padre italiano que disse que os terremotos que houve na Itália foi castigo divino por causa do casamento gay que foi aprovado na Itália, acredito que este padre exagerou. Com ou sem casamento gay liberado na Itália, as placas tectônicas iriam se mover da mesma maneira e iria acontecer o terremoto do mesmo jeito. Acreditaria que seria castigo divino se tal terremoto tivesse acontecido na Holanda ou em plena Avenida Paulista
      durante a parada gay. Mas, DEUS mandar um castigo a uma região da Itália, matando pessoas inocentes que nada tem haver com aprovação de casamento gay, quer seja na Itália, Holanda, Espanha, no raio que os gayosparta, aí não, nunca acreditarei que DEUS seja tão injusto assim. O clero tem que ser mais prudente ao fazer tais comentário, pois ao invés de ajudar, vão mais atrapalhar ainda. O terremoto de Lisboa em 1755 ocorreu bem no dia de Todos os Santos (1º de Novembro) justamente no dia em a as igrejas e as ruas estavam cheias devido a festa de Todos os Santo, e na época não havia casamento gay, aborto, nada disto, mas quem poderia dizer que isto foi castigo divino?, castigo divino porque?, porque os povo estava comemorando o dia de todos os Santos?, prato cheio para os protestantes hein?.

      • Geraldo

        Até porque há uma diferença enorme entre as pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo e os elegebetistas.

        Existe aí uma clara usurpação da representatividade.

        E muitas são as pessoas que experimentam a atração pelo próprio sexo que estão dizendo claramente e cada vez mais ao movimento LGBT: “vocês não nos representam, não podem falar em nosso nome sem a nossa permissão”.

        O justo seria que esse movimento se assumisse como representante não de uma comunidade, mas de uma interpretação que alguns dentro dessa comunidade assumem como sua.

        Pois é grande a variedade e a pluralidade interpretativa dentro da própria comunidade de “homossexuais” (e essa pluralidade não pode ser sufocada em nome de uma leitura única imposta a todos).

        Este cara (link abaixo), por exemplo, tem posições totalmente divergentes em relação à ideologia dominante:

        http://www.religionenlibertad.com/soy-homosexual-no-gay-testimonio-de-jeanpier-en-la-manifestacion-profamilia-33330.htm

        Há muitos elegebetistas que sequer são “homossexuais”. Marcelo Freixo, por exemplo, ideologicamente falando é um elegebetista. Ou seja, desposa essa ideologia, concorda com ela e a defende.

        A pessoa que faz (por motivos “amplamente desconhecidos” – diz o catecismo da igreja com sã realismo) a experiência involuntária dessa atração, está totalmente em pé de igualdade com qualquer outro cristão.

        Conheço verdadeiros santos que carregam essa condição não escolhida e se sentem plenamente acolhidos na igreja, vivenciando a castidade por ela proposta como verdadeira libertação e caminho de crescimento humano e espiritual.

        O testemunho sereno e alegre , por exemplo, de Philippe Ariño (link abaixo) é edificante para todos nós e nos ensina muito:

        http://www.religionenlibertad.com/yo-homosexual-y-ex-activista-gay-vivo-segun-las-ensenanzas-de-35693.htm

        http://pt.aleteia.org/2014/05/26/ser-homossexual-e-um-sofrimento-nao-uma-escolha-nem-um-pecado-em-si/

        É um testemunho que desbanca por completo o mito de que a igreja não aceita as pessoas que carregam essa condição e que sua doutrina as discrimina e oprime.

        Se entre essas mesmas pessoas é grande a variedade de narrativas e interpretações acerca delas próprias (gerando diferentes militâncias e caminhos terapêuticos) porque a igreja não pode ter a liberdade de apoiar aquela interpretação que lhe parece a mais lúcida, libertadora e coerente com a dignidade delas?

        É, pois, bastante caluniosa a afirmação de que a igreja as rejeita e condena, pois muitas delas sentem e vivenciam a interpretação da igreja, em grande sintonia com sua própria visão e experiência de vida.

        O que a igreja rejeita, precisamente, é uma determinada interpretação dessa condição experimentada por alguns seres humanos, e , sobretudo, a pretensão de impô-la como única leitura possível. E todos sabemos por que meios desonestos, violentos e autoritários isso tem sido feito.

        Num universo plural a igreja se sente no direito de adotar a compreensão que lhe parece mais lúcida e correta (a que se acha em seu catecismo), pois a própria comunidade “homossexual” traz em seu seio essa pluralidade de modos de compreender a mesma questão. E não são poucos aqueles – cristãos ou ateus – que dentro dessa comunidade, pensam exatamente como a igreja.

        Ora, se o próprio “homossexual” é livre para interpretar o que sente da maneira que bem entender (ainda é… mas cada vez menos.

        Pois estamos assistindo à uma verdadeira obrigatoriedade de uma leitura única, imposta ao próprio homossexual) – e são muitos aqueles que se interpretam numa direção totalmente oposta à do status quo, à da ideologia dominante, do pensamento único – com certeza qualquer pessoa, grupo e associação é livre também para desposar uma maneira de entender a questão.

        E, portanto, a igreja deve ter plena liberdade de adotar e propor a sua interpretação (e de agir e normatizar sua vida interna em coerência com ela) que é exatamente a mesma interpretação de muitas pessoas que experimentam essa condição.

        O que não é justo, de forma alguma, é que apenas uma parte dessas pessoas (que não é sempre e necessariamente formada apenas por “homossexuais”, pois muitos nem o são e agem assim também) se arvorar a pretensão de IMPOR na marra a sua leitura, a sua interpretação (que é apenas uma dentre as existentes numa sociedade plural) à toda sociedade (incluindo a igreja) e inclusive aos próprios homossexuais.

        Isso é simplesmente uma ditadura preconceituosa e um fanatismo ideológico, não dos “homossexuais”, mas daqueles, de qualquer “orientação” ou tendência, que desposam essa interpretação única e a pretensão de torna-la compulsória, criminalizando as leituras alternativas.

        E entre esses que querem ser o chicote do mundo, há pessoas que trazem consigo essa condição e também há muitas que não a experimentam. O caso não é com os “homossexuais” e sim com os que pretendem impor seu pensamento a todos, sejam homossexuais ou não.

        Portanto, aqui a discordância refere-se única e exclusivamente à interpretação assumida e principalmente à pretensão de sua imposição obrigatória e autoritária que vem ocorrendo cada vez mais.

        E o pior: vem ocorrendo – e nesse caso devemos erguer a nossa voz em defesa dessa minoria que tem sido usada – por razões totalmente alheias à defesa dos Direitos Humanos dessa gente.

        Vem ocorrendo como parte de um projeto maior de dominação do poder estatal (secundado pelo poder econômico de grandes monopólios capitalistas), de enfraquecimento dos organismos intermediários que ainda são a melhor defesa contra a voracidade e tara do estado de tudo querer controlar, impondo uma doutrina oficial e uniforme, usada para perseguir todo pensamento livre e autônomo, como tanto ocorreu na Alemanha Nazista e na Rússia Comunista.

        Não por acaso o Papa Francisco vem chamando esse tipo de ideologia, de TOTALITARISMO do SÉCULO XXI. E com certeza, ele não é invenção dos homossexuais, mas dos ideólogos, que muitas vezes usam e manipulam muitos deles.

        Usar uma minoria que por vezes sofre com uma condição não escolhida, para criar um tal controle do poder sobre a vida das pessoas, é algo realmente covarde.

        OBS: coloquei a palavra homossexual , no texto acima, entre aspas, do mesmo modo que coloco a palavra “heterossexual”, pois considero de uma enorme pobreza, classificar as pessoas com base numa pequena parte do seu ser que é a libido.

        Somos muito mais que isso. Somos pessoas humanas e a sexualidade é apenas um dos muitos aspectos da riqueza que nos constitui.

  • Rafael Augusto

    Excelente artigo!
    Mais que alertar sobre o perigo da doença, acho que vocês foram felizes quando mencionaram um declínio moral acerca da família. De fato, as coisas andam na contra-mão. A Igreja é um ambiente propício para se falar desses temas um pouco complexos, mas também, sou da tese de que não adianta enxertar nos jovens uma doutrinação sem antes trabalhar todo um contexto (realizar inclusive um caminho pessoal nas dimensões do SER [o que se torna praticamente impossível]), cansei de ver grupos formando com proselitismos (nos ambientes carismáticos, principalmente), o que na minha ínfima concepção é uma metodologia deficiente. Alertá-los, sim! Ensinar a doutrina, sim! Agora, o que não rola é um excesso paranoico, aéreo, lunático, etc…

    No mais, meus parabéns pelo post.

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