As últimas palavras de Lutero: não, nem todos podem interpretar a Bíblia

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É hoje o grande dia, em que apresentamos o capítulo final da nossa série de posts sobre o monge maluco mais célebre de todos os tempos. Ele, que começou sua saga infernal acusando a Igreja de Roma de perverter o Evangelho, agora não era mais do que um vendido, e sabia que era. Seu fundo do poço, talvez, tenha sido apoiar a realização de um casamento bígamo, jogando na lama as palavras de Jesus sobre a indissolubilidade do matrimônio.

Eis o imbróglio: o conde alemão Filipe I de Hesse, tal como o rei Henrique VIII, não conseguia manter o pinto dentro das calças. Mas queria porque queria voltar a comungar, e começou a pressionar o conselho dos teólogos protestantes para obter a permissão de se casar novamente, mesmo já sendo casado. Afinal, se no Antigo Testamento os patriarcas tinham várias esposas, então ele também se achava no direito!

Temendo perder o apoio político de Filipe de Hesse, Lutero (junto com mais sete teólogos, incluindo os deformadores Bucer e Melanchthon) assinou um parecer dizendo que a bigamia não era permitida aos cristãos, mas era melhor ser bígamo do que viver na gandaia. Filipe podia se casar em segredo, para não escandalizar o povão. Ô hipocrisia! Só que alguma boa alma jogou essa titica no ventilador, e o escândalo foi grande em toda a Alemanha.

Sempre que era questionado sobre esse fato, Lutero não era macho o suficiente para assumir o que tinha feito, e desconversava. O herói da “Reforma”, quem diria, deu a sua bênção a um adultério! Talvez o remorso e o constrangimento que essa história lhe gerava tenha levado o monge maluco a atacar a castidade do próprio Cristo. Afinal, se Cristo fosse adúltero, ninguém mais teria a obrigação de evitar esse pecado.

Vejam esse trecho “pio” e teologicamente “embasado” do Sr. Martinho Lutero sobre Jesus Cristo:

Cristo cometeu adultério a primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: ‘Que fez, então, com ela?’. Depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Jesus Cristo, tão piedoso, teve que copular, antes de morrer.”

Essa pérola está disponível no livro Tischreden (“Palestras à mesa”), citação nº 1472, volume II, página 107; edição de Weimar em seis volumes, 1912-1921. Alguns certamente dirão: “Esse cara tava doidão, só pode ter bebido água de brigão (rima pobre proposital)!”. O historiador protestante Funck-Brentano discorda:

“Jesus Cristo, amante da Samaritana, de Madalena, da mulher adúltera! Livres pensadores, ateus, aos quais citamos de passagem, assombram-se. Seria para julgar que o doutor Martinho estava bêbado, quando se expandiu em semelhantes afirmações. Mas não podemos admitir isso, pois ao menos nesse dia os seus fiéis discípulos teriam evitado recolher-lhe piedosamente as palavras.”

Uma lógica irrefutável.

Muitas e muitas historietas abjetas como essa estão gravadas como fogo na história. Este post converteria-se facilmente em livro se fôssemos analisar uma por uma das blasfêmias de Lutero. Portanto, vamos adiante para os seus últimos momentos neste mundo.

É provável que Lutero sofresse de problemas cardíacos, tal a natureza de suas críticas no que se refere à saúde. Falta de ar, tonturas, dores de cabeça, angina pectoris. Isso estava fazendo que ele se tornasse uma figura insuportável, intratável até para seus mais próximos colaboradores.

Seus dilemas pessoais com o demônio não davam folga à sua mente perturbada e ficaram ainda mais presentes. Não perdia uma única oportunidade em ratificar seus ataques à Santa Igreja, aos judeus, e a tutti quanti. Em uma carta endereçada a sua esposa, chegou a acusar os judeus de estarem mancomunados ao demônio para destruir sua saúde. O cara se achava a última bolacha do pacote…

Sua saúde deteriorou rapidamente. Tentavam aliviar seu sofrimento com massagens que não estavam mais lhe valendo de grande ajuda. Havendo melhorado, na noite de 17 de fevereiro de 1546, depois de um belo jantar regado a muita cerva e vinho, ele se recolheu em seus aposentos. Foi encontrado morto na manhã seguinte.

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Acharam um pedaço de papel em que o Deformador havia escrito a sua última declaração. Suas palavras refletiam a angústia de um homem que viu sua doutrina se transformar em um estímulo direto para que qualquer estúpido se achasse altamente capacitado pelo Espírito Santo para interpretar a Bíblia. Lutero era a favor do livre exame da Bíblia… Mas só a interpretação dele é que era sussa, a dos outros, não! Reparem:

“Saiba que ninguém pode tirar satisfação suficiente das Sagradas Escrituras, a menos que tenha governado igrejas por cem anos com os profetas, como Elias e Eliseu, João Batista, Cristo e os apóstolos. Não saqueie essa Eneida divina; antes, prostrados, reverenciem o chão em que pisam. Somos mendigos: essa é a verdade.”

Somos mendigos? Devemos ser humildes ao examinar as Escrituras? Ué… Cadê o cara que disse que todos são igualmente sacerdotes, podendo julgar a doutrina sem a mediação de nenhum clero?

Os erros e misérias perpetrados por Lutero são incalculáveis, tanto no campo material quanto espiritual. Ainda hoje, com a força de mil demônios, eles esmurram os portões da verdadeira Fé. Ele não foi o primeiro heresiarca, mas foi aquele que, aproveitando-se de um momento de tibieza moral do Vaticano (a era dos papas insensatos da Renascença), tornou-se o motor de uma crise sem precedentes.

Lutero refletiu o antissemitismo de seu tempo e de sua terra? Muitos historiadores sustentam que sim. Mas ele reavivou muito essa chama, que aqueceu as palavras de Gobineau, Stocker e – cereja do bolo – Adolph Hitler.

Seu modus operandi insano e despótico, em que os fins justificam os meios, são a base sobre a qual se erigiu a Legenda Negra da Idade Média. Sua campanha difamatória contra a Igreja foi muito bem utilizada por desprezíveis como Michelet, Diderot, Marat e Voltaire para desamparar os fiéis e liberar no mundo o desespero.

Esse foi Martinho Lutero, pai de mil “igrejas” e responsável pela perdição de milhões e milhões de almas.

Fiquem com Deus.

 

FONTES:

Site judeu Beth-Shalom. A propósito do Anti-semitismo

Jorge, Fernando. Lutero e a Igreja do Pecado. Ed. Mercuryo.

Aquino, Felipe. História da Igreja: O Concílio de Trento.

Denifle, Heinrich. Luther and Lutherdom. Torch Press, (EUA).

Kellermann, James A. (translator). The Last Written Words of Luther: Holy Ponderins of the Reverend Father Doctor Martin Luther

81 comments to As últimas palavras de Lutero: não, nem todos podem interpretar a Bíblia

  • Não sejam otimistas, pensando que Lutero foi o único protestante a ligar a figura do divino Jesus à baixaria sexual. Em agosto de 2016, o pastor René Kivitz, da Igreja Batista de Água Branca (IBAB) também afirmou em uma palestra que quando Jesus ofereceu “água viva” à samaritana no poço, ela pensou que Ele estava lhe fazendo uma proposta indecente, pois a tal água viva seria o… seu sêmen!

    E quando a samaritana disse “não tenho marido”, segundo o pastor, ela tava informando a Jesus que ela tava na pista, solteira e desimpedida! No melhor estilo “vem ni mim que eu tô facinha”.

    https://www.youtube.com/watch?v=y9hIIv1ftRw

    O vídeo acima é um trecho da palestra “Jesus, um Deus promíscuo”, que pode ser vista na íntegra abaixo.

    https://www.youtube.com/watch?v=YFlZeBBxoZw

    É verdade que “fonte” (poço), na literatura veterotestamentária, tem, muitas vezes, conotações nupciais. Mas daí a concluir que qualquer evento bíblico que aconteça ao redor de um poço, necessariamente, tem conotação sexual, é forçar demais a barra, né não?

    René Kivitz não deixa claro se é somente a mulher, ou somente Jesus, ou se são os dois que, ao falar de água viva, estão usando uma expressão de duplo sentido para fazer alusão ao esguicho do sêmen. O fato é que ele sugere que Jesus inicia uma conversa safadinha de beira de estrada como meio de evangelizar. Ah tá.

    O meu amigo Rodrigo Sousa observou bem: essa ideia parece ter origem gnóstica. Afinal, os hereges gnósticos, desde os tempos da Igreja primitiva, acreditavam que o sêmen era a fonte de todas as virtudes, e alguns círculos gnósticos chegavam até a beber sêmen (noffa… aloka) para alcançar essas virtudes.

    • Augusto Paiva

      O herege Caio Fábio, um liberal e relativista, um filho legítimo da crápula do protestantismo, se superou! O blasfemo mundano, irreverente com as coisas santas, chegou ao cúmulo do absurdo em afirmar que ”a alegria de Maria foi o p**** de José”, no que lemos no Evangelho que a alegria da Virgem Maria foi em Deus seu Salvador (Lc 1,47). Infelizmente, muitos protestantes são capazes de respaldá-lo nessa burrice, mesmo dessa maneira sacrílega.

      https://www.youtube.com/watch?v=Cht3erjcuAk

      Coisa igual fez o pregador da RCC Ironi Spuldaro, que, numa má conversação que corrompe os costumes (1 Cor 25,33), falou, numa ociosidade tal qual papo de botequim, sobre as partes íntimas de Jesus.

      http://www.montfort.org.br/bra/cartas/apologetica/20091108141342/

      “Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos.” (Romanos 1,22)

  • Gabriel

    Ótimo texto! Estava lendo as obras de Santo Atanásio onde ele conta os horrores realizados pelos arianos. Aqui no site tem algum artigo que fale sobre esse assunto?

  • O Pontifício conselho para a unidade dos cristãos publicou um material em que se refere a Lutero como “testemunha do Evangelho”. O proxímo passo será a canonização do pai da Deforma?

    • Eu prefiro me agitar com a luta contra meus pecados e com a minha salvação. É algo que está mais a meu alcance lutar, aliás, é minha responsabilidade direta. No mais, só sei que as portas do inferno não prevalecerão. Então, vamos manter a paz de espírito.

      • Moacir Shepper

        A Catequista, se você “trabalha” em um dos sites mais conhecidos sobre Catolicismo no Brasil, é MISTER que você mostre a verdade e mostre o erro! Se o site se omite das declarações que visivelmente vai separar os católicos uns dos outros, vai está permitindo o erro! Usem de seu poder de comunicação do evangelho coloque A SUA LUZ NO ALTO, DE MODO QUE A VERDADEIRA DOUTRINA SE MANISFESTE AOS HOMENS QUE ACOMPANHAM SUA PÁGINA! Fiz um outro comentário mais abaixo, use ele como modelo.

      • Sidnei

        Vivi, não quero botar lenha na fogueira, mas o Moacir tem um pouco de razão, não dá para tampar o sol com a peneira, tem certas coisas que teriam que ter um pouco mais de atenção, porque se não vai dar a impressão que tem algumas arestas soltas por aí, e que são de pouca importância, mas se olharmos um pouco mais de perto, há sim, motivos de grande preocupação.

      • Sidnei

        E também não adianta descer lenha em Lutero aqui no blog, quando no Vaticano só falta eles canonizarem o home. E aí quem tem razão, vocês aqui no blog, ou o pessoal do Vaticano. Se o pessoal do Vaticano estão certos, vocês aqui no blog tem que parar imediatamente em colocar postagens que denigrem Lutero, mas se vocês estão corretos, então tem que colocar o fato que o pessoal do Vaticano estão no mínimo equivocados quanto a Lutero.

      • Mauricio

        Corretíssimo!
        No entanto, isso gera preocupação e escândalo entre os fieis, principalmente os conservadores. Ora, e se esse discurso de “prefiro lutar contra os meus pecados” fosse seguido em todas as circunstâncias, como estaria a militância católica conservadora? Existiria “O catequista”? De fato, os revolucionários da TDL estariam muito mais inseridos dentro das comunidades do que estão hoje, uma vez que esse discurso só os favorece. Vê se claramente uma grande preocupação deles, justamente por conta que essa militância católica e conservadora tem crescido muito!

  • Vini

    “…responsável pela perdição de milhões e milhões de almas.” Será que é certo falar isso? Obviamente a Igreja Católica é a única e verdadeira Igreja de Cristo, mas será que Deus deu autoridade à Sua Igreja para determinar quem está no Inferno? Pensei que Ele ensinou à Igreja a reconhecer os sinais de quem foi salvo, mas só.

    • Gabriel

      Penso que se afastar da Igreja de Cristo já seria grande perdição

    • Poxa, não é que eles estão dizendo que todo protestante vai pro inferno, porque seria uma baita inverdade. Mas o que acontece é que a Igreja Católica é a única que é plena no sentido de dar todos os meios possíveis à salvação daqueles que a ela pertencem. Os protestantes estão fortemente desfalcados nisso, e por isso muitos podem ter se perdido, por faltar a eles a plenitude dos meios de salvação. Imagina que falta faz uma confissão, por exemplo! Quem morre em pecado grave vai pro inferno, isso é verdade de fé, e pra um pecado assim ser perdoado é necessário ou se confessar ou uma contrição perfeita (com o propósito de se confessar e nunca mais fazer, preferindo morrer a repetir o ato). Pô, os protestantes não estão privados da contrição perfeita, mas é uma graça bem difícil, bem rara, são poucos que a tem. Imagina quantos se perderam por falta de confissão ou por seguir coisas erradas? É disso que eles falam, eu acho.

    • Sidnei

      Interessante que ouvi a mesma coisa, mas de um pastor muito famoso em seu culto na televisão que falou dos católicos da Idade Média, que viveram até a época de Lutero, que todos eles foram todos para o inferno. Acredito que não é esta a missão da Igreja e nem de nós católicos, indicar quem vai para o céu e quem vai para o inferno, este julgamento a DEUS pertence. Parece que foi o professor Felipe Aquino quem disse, que a Igreja em seus 2000 anos de história chamais canonizou alguém dizendo que estava no inferno, mas já canonizou milhares de homens e mulheres que estão nos céus. É evidente que não devemos negar a existência do inferno, e que para lá vão os que morrem em pecado mortal, mas dizer que milhões vão porque não são católicos, não conheceram a Igreja a JESUS CRISTO, isto para mim é um pouco temerário. Deixe isto para DEUS, o resto, oremos para a conversão de todos nós e para a salvação das almas na hora da morte.

      • Cesar

        E os que renegam a ação do Espírito Santo sobre si a até o último dia? Estarão no Paraíso com Cristo? Alguns cristãos moderninhos pretendem abolir o inferno.

        • Sidnei

          Cesar, em que circunstância alguém renegará a ação do ESPÍRITO SANTO sobre si até o último dia?, você pode indicar alguém específico?, você é DEUS para saber quem vai para o céu e quem não vai?.

          Para você alguém que nunca ouviu falar de JESUS merece ir para o inferno?, alguém que sempre ouviu falar mau da Igreja Católica, por ter nascido protestante, muçulmano ou ateu, merece ir diretamente para o inferno?

          Não, o inferno não pode ser abolido, por sua existência ser de revelação divina, agora, ficar arvorando, dizendo quem vai e quem não vai para o inferno, aí é querer ser mais que DEUS.

          • Cesar

            “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.” — Mat. 12,31,?32; Mar. 3,28,?29; Luc. 12,10.

          • Cesar

            Jesus, “conhecendo os pensamentos deles”, dava-se conta de que eles pecavam deliberadamente — com os olhos bem abertos aos fatos — contra o conhecimento da operação do Espírito Santo. Ele indicou que eram ‘culpados de pecado eterno’. (Mat. 12,25; Mar. 3:29) Por causa do contexto destas palavras, e em vista do fato de que Jesus disse mais tarde que muitos dos líderes religiosos daquele tempo se destinavam à Geena, parece que haviam cometido o pecado imperdoável. (Mat. 23:15,33) Seu pecado era imperdoável, não porque Deus não é Deus perdoador, mas porque estavam além de arrependimento e além de serem restabelecidos. Seu pecado os deixou em total infidelidade quanto à adoração a Deus. Mesmo no porvir, quem for culpado de tal pecado não receberia perdão.

          • Sidnei

            Cesar, JESUS, podia fazer tal julgamento que quem pecava contra o ESPIRITO SANTO, pois como DEUS, conhecia a fundo o coração de cada pessoa, mas é nós?, podemos fazer a mesma coisa?.

            Portanto, insisto, o julgamento cabe a DEUS, pertence a ELE julgar quem for digno a Vida Eterna ou não, para nós não compete julgar quem vai para o céu o quem vai para o inferno, de modo particular e individual, pois as circunstâncias que uma pessoa vai pecar, pode ser tão diversas que poderá ter algum agravante que aumenta sua culpabilidade ou atenuante que anule sua culpabilidade, portanto, isto cabe a DEUS saber os agravantes e atenuantes de cada indivíduo que no final ganhará os céus, ou irá para o inferno.

            A nós resta chamar atenção, como você fez citando as passagens bíblicas que indicam sobre a impossibilidade de perdão aos que renegarem a ação do ESPÍRITO SANTO, e também dos demais pecados, que não só servem para chamar a atenção de todos, mas também de nós mesmo, se não estamos cometendo os mesmos pecados. Porém, quanto ao julgarmos quem de forma individual ou particular vai para o céu ou inferno,isto não compete a nós. Sigamos o que diz São Paulo:

            “19.Não vos vingueis uns aos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35).

            20.Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s).

            21.Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.” (Romanos 12, 19-21)

          • Cesar

            Sidney, um ateu convicto pode, um cristão mal intencionado pode desde que ratifique até o último dia não reconsiderar tais práticas..mesmo que você não queira é possível. a Igreja consistentemente ensinou que de fato o inferno existe. Que as almas que morrem num estado de pecado mortal imediatamente vão para o castigo eterno no inferno. O castigo do inferno é principalmente a separação eterna de Deus. Lá se sofre o sentido de perda, a perda do amor de Deus, a perda da vida com Deus, e a perda da felicidade. Amor verdadeiro, vida, e felicidade são relacionadas a Deus, e cada pessoa as deseja. Entretanto, só Nele o homem achará sua realização (cf. CCE 1035).

            A pessoa condenada também sofre dor. As descrições dadas sobre esse “fogo” pela Constituição Apostólica Benedictus Deus (1336) do Papa Benedito XII disseram que as almas “sofreriam a dor do inferno,” e o Concílio de Florença (1439) decretou que as almas “seriam punidas com castigos diferentes”.

          • Cesar

            Certamente que o Altíssimo não predestina ninguém ao inferno nem deseja que alguém seja condenado. Deus nos confere a graça atual que ilumina o intelecto e fortalece a vontade de modo que podemos fazer o bem e desviar do mal. Entretanto, uma pessoa, com o consentimento do seu intelecto, pode escolher praticar o mal e com essa escolha, cometer pecado mortal, e assim rejeitar Deus. Se uma pessoa não se arrepende do pecado mortal, não tem qualquer remorso e persiste neste estado, então esta rejeição de Deus continuará para a eternidade. Em resumo: as pessoas se condenam ao inferno.

          • Sidnei

            Cesar, não discordo de nada do que você colou, mas uma dúvida: por acaso coloquei em algum lugar que o inferno não existe?.

    • Adriano Melo

      O fato é o seguinte: o inferno existe, não foi criado por Deus, foi o demônio. Válida ver a entrevista com Pe. Gabriele Amorth sobre isso. Em um dos exorcismos que ele realizava com o antecessor dele (Pe. Candido, da diocese de Roma) respondeu assim o demônio: “Não foi Ele, Deus, que criou o inferno! Fomos nós. Ele nem mesmo tinha pensado!”.

      Lembrando que os anjos não tinham esse problema que o homem tem de compreensão sobre Deus. Foram seres criados por Deus e de bondade derivada Dele. Só que tiveram o livre arbítrio O desobedeceram, de modo que foram precipitados ao inferno.

      Sobre a entrevista, vale a pena ver: http://pt.aleteia.org/2014/07/28/o-segredo-sobre-o-inferno/

  • Tiago

    Esses dias estava lendo que nos últimos momentos Lutero teria se arrependido da reforma e pedido perdão pelos pecados. Poderiam me dizer se é certa essa informação?

    • Adriano Melo

      O que eu sabia era que ele tinha morrido com o terço na mão, mas são informações que não foram veiculadas em nenhum lugar mais sério como Aletéia, Canção Nova, O Catequista… Aí fica a dúvida.

  • Moacir Shepper

    Sinto falta nesse site postagens sobre o Pontificado do Papa Francisco sobre seus atos recentes: Comemorar a Reforma Protestante, colocar uma imagem de Lutero no Vaticano, fazer uma leitura do Alcorão na Missa, colocar um Sacerdote Protestante como chefe do Jornal do Vaticano na Argentina. E também sobre a Dubia dos quatro Cardeais e a correção que eles pretendem fazer formalmente sobre o Papa Francisco e a mais recente… a comissão “católica” que afirmou que LUTERO É UMA TESTEMUNHA DO EVANGELHO! Pelo que estou vendo dos Católicos, a MINORIA conhecem essas coisas, e dos que conhecem não veem problema algum! Ora, desde quando a religião certa deve se submeter as religiões falsas? Para quem tiver dúvidas de minhas palavras e já estiverem com pedras nas mão para me atacar deixo sites mostrando: “Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco visitará a Suécia, de 31 deste mês a 1º de novembro, por ocasião da comemoração comum luterano-católica da Reforma. http://br.radiovaticana.va/news/2016/11/04/pastor_altmann_releitura_de_lutero_na_am%C3%A9rica_latina_/1269843“, “Imagem no vídeo: http://br.radiovaticana.va/news/2016/10/13/papa_aos_luteranos_juntos_testemunhamos_a_miseric%C3%B3rdia_de_d/1264871“, Musicas Islâmicas na Igreja com fonte em Inglês: http://bilderbergseliteperversa.blogspot.com.br/2017/01/submissao-e-passividade-ao-islamismo.html“, “Cidade do Vaticano (RV) – Para que as palavras de Francisco cheguem de forma direta, sem intermediários que as interpretem ou manipule, está sendo lançada em Buenos Aires a edição argentina do L’Osservatore Romano, o jornal do Vaticano. Como destaca o diretor, Giovanni Maria Vian, “é uma grande novidade na história do periódico da Santa Sé”, que neste primeiro número traz na capa um quirógrafo de Francisco, isto é, uma carta escrita à mão com palavras de incentivo à iniciativa. Outra novidade da edição argentina é que pela primeira vez, o ‘jornal do Papa’ será dirigido por um cristão não católico: o biblista e teólogo protestante Marcelo Figueroa, amigo do Papa Francisco.: http://br.radiovaticana.va/news/2016/12/30/jornal_do_vaticano_ter%C3%A1_edi%C3%A7%C3%A3o_argentina/1282565“, “O cardeal, que é o patrono da Ordem Soberana de Malta, disse que o formato da correção seria “muito simples”.

    “Seria direta, assim como as “Dubia” são, só que neste caso não haveria mais questões a serem levantadas, mas confrontar as declarações confusas em Amoris Laetitia com o que tem sido o ensinamento da Igreja constante e prática, e corrigindo assim Amoris Laetitia”, ele disse.: http://www.padremarcelotenorio.com/2016/12/a-correcao-formal-dos-cardeais-a-doutrina-do-papa-saira-apos-natal-informa-o-cardeal-burke/” e “Deixando à parte o que é polêmico, nas visões teológicas da Reforma, católicos agora são capazes de ouvir o desafio de Lutero para a Igreja de hoje, reconhecendo-o como uma “testemunha do evangelho”: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/weeks-prayer-doc/rc_pc_chrstuni_doc_20160531_week-prayer-2017_po.html” essas coisas DESTROEM OU NÃO DESTROEM A IGREJA? O Católicos precisam acordar! E essa página atinge um grande número de fieis! Onde já se vui tantos absurdos serem feitos pela Igreja e serem considerados normais?

    • O catequista se manifesta ai , pelo que Moacir está relatando é muito serio ….

    • Natanael B.

      Sobre o que o amigo está dizendo: o ecumenismo, assim como todas as coisas, precisa dos seus limites. Ele é um meio para levar a Verdade Católica aos que estão presos nos ciclos viciosos da mentira e do engano, muitos deles desde o berço. Ecumenismo que não tem esse foco e esse limite, é um meio que passa a clamar prerrogativa de fim.

      Penso que a melhor coisa a se fazer é aumentar a nossa oração e oferecer penitência pelo nosso clero. Amanhã, sábado, é dia ir à Santa Missa de reparação.

    • João Pedro Strabelli

      Acho que a questão mais séria e urgente é esta: ou os cristãos se unem ou em pouquíssimo tempo não vai mais existir uma Europa cristã e, a partir daí, a América cristã é a próxima da lista, nos mesmos moldes que estamos vendo por lá. Falando com a experiência de quem já criticou papa santo, só depois de muito tempo a gente consegue ver o porque de algumas coisas. Já andei comentando aqui antes, mas lá vai de novo: a Europa só não virou um cemitério nuclear quando caiu o muro de Berlim por influência direta de Karol Wojtyła. Na década de 80 e 90 era certeza que o fim do comunismo se daria com uma guerra atômica, tanto que os EUA conduziam a diplomacia externa como uma prudência enorme e tratavam a extinta União Soviética com um cuidado que não se vê há décadas. Divina foi a escolha dele, mas foi trânsito (humano) que João Paulo II tinha no mundo comunista que permitiu algumas mediações e evitou a tragédia. Hoje, passado o tempo, ninguém discute a santidade dele e fica aquela torcida para aparecer outro papa tão santo, mas na década de 90 ele foi muito criticado, inclusive por muitos católicos (acho até que as piores críticas eram as nossas). Alguns poucos anos depois de sua eleição acabou a lua de mel e começaram as críticas que foram se tornando cada vez mais pesadas. Não muito diferente do que acontece agora. João Paulo II também teve diálogo ecumênico, também fez declarações conjuntas com pessoas de outras religiões (aquele de que foi o pecado de ambos os lados que causou a Reforma não é de agora, é daquela época), também rezou numa mesquita (ele já anteviu esta questão naquele tempo), também teve que lidar com Dubias (ou, acho eu, Dubium, o singular de Dubia). Enfim, se sobrou alguma Europa, foi por causa dele. Se sobrar alguma nos próximos anos, é por causa de Bergoglio.

      Em relação às questões levantadas, sim, ele visitou a comemoração luterana, nomeou um cristão não católico para traduzir o que ele diz (ou o jornal do Vaticano), e a Exortação Amoris Lætitia trouxe dúvidas. Mas nem na comemoração luterana (em que ele foi como convidado e, ou alguém dá o primeiro passo sério ou podemos desistir da Europa), nem na edição do jornal e nem na Amoris Lætitia há mudança alguma de dogmas (no caso da Exortação Apostólica, há uma dúvida, mas não se discute em momento algum a mudança do dogma da indissolubilidade do casamento — aliás, na década de 90, ainda sob o papado de João Paulo II, vi um caso que acabou resolvido do jeito que é sugerido pela exortação). Há demoras para resolver algumas questões? Sim, há. Já fiquei muito ansioso com esse tipo de coisa no passado, querendo respostas rápidas até que comecei a entender que o que é feito com calma, serenidade e prudência tem resultados melhores. Dividir é fácil, e às vezes algumas poucas palavras fazem isso; reconciliar depois é muito mais difícil.

      Francisco pode errar? Claro, ele é humano. Se até São Pedro também teve lá suas teimosias, não vai ser outro que vai estar livre disso. Se o número de católicos está aumentando no mundo, algo correto está sendo feito.

      • Moacir Shepper

        João, uma a unidade que Jesus deseja é que todos conheçam a verdade e se sujeitem a ela, não um falso ecumenismo onde se ignoram os erros “Deixando à parte o que é polêmico, nas visões teológicas da Reforma” que conseguiremos a unidade, pelo contrário, conseguiremos a RELATIVIDADE e FROUXIDÃO de fé que como sabemos está matando a Igreja! Sem verdade concreta caímos no erro relativismo, perdemos a fé, e perdemos TUDO! Acredito que sim, precisamos nos unir frente o inimigo, colocando pontos nos “IS” só a unidade de Cristãos conseguirá barrar os esforços dos Muçulmanos, e não é cantando música Muçulmana, lendo o Alcorão e tratando-os como tendo o mesmo Deus que conseguiremos vencer, precisamos gritar nos telhados!A IGREJA CATÓLICA É FUNDADA POR CRISTO, A BÍBLIA É FRUTO DA IGREJA CATÓLICA, AS SEITAS PROTESTANTES FORAM CRIADAS POR EXCOMUNGADOS, ETC. Fazendo isso. acabando com o bom mocismo e politicamente correto, abriremos os olhos não só dos Católicos frouxos, como dos Protestantes honestos que não conhecem a história de fundação de suas seitas. Ciente da verdade estaremos muito mais próximos da unidade perfeita, o mesmo serve para os Ortodoxos. Não serve de nada relativizar e colocar-se de igual para igual com seitas que permitem o aborto (Anglicanismo), Sacerdotes homossexuais (Luteranos). Devemos mostrar que somos a Igreja bi-milenar, a Igreja de Cristo, dos Apóstolos, da Bíblia, das Cruzadas, Dos Santos, a Igreja que um dia figurará no céu gloriosa, não a igreja que quer agradar todo mundo! Jesus trouxe a ESPADA para sabermos diferenciar quem e seguidor de quem não é! Paulo fala “Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. (Gálatas 1,10)”

      • Sidnei

        “LUTERO É UMA TESTEMUNHA DO EVANGELHO!”

        João, uma pergunta, simples, direta, sem rodeios, sem prolexia, você concorda com isto, sim ou não?

        • Moacir Shepper

          olha o que o cara me respondeu no face hoje quando questionei sobre a comemoração da Reforma e os assuntos que tratei aqui nos comentários: “Sim concordo com o comemorar desde que seja dentro do contexto, no sentido católico e conforme intenções do Papa documentadas nos comentários anteriores.

          Em um evento ecumênico em que o Papa recebe a visita de uma delegação luterana, como foi o ocorrido, sim concordo com a colocação temporária da estátua de Lutero, pois relembra que é um encontro entre católicos e luteranos.

          Havendo a devida supervisão dos conteúdos a serem públicados para evitar qualquer coisa anticatólica, sim também concordo com um protestante sendo chefe de um jornal católico, afinal nós católicos damos emprego a muitos protestantes e também de outras religiões.

          Diálogos Inter Religiosos não significa islamizar a nós mesmos.

          O Diálogo Inter Religioso permite orações entre os que se reúnem, como é no encontro de Assis, onde obviamente podem entrar leituras dos livros próprios das religiões envolvidas, cantos. Isto obviamente é muito diferente de inserir tais leituras nas Missas, nas catequeses, etc, até porquê estes encontros não são feitos livremente, mas devem sim ser feitos sobre a supervisão de quem entende do assunto, como Bispos, etc.

          Diálogo inter religioso JAMAIS tem a ver com islamizar os católicos. Se alguém teve a infeliz idéia de vestir uma burka em nossa Mãe, este deve ser devidamente orientado e repreendido conforme o contexto e a necessidade. Estas coisas mais críticas exigem a supervisão de um Bispo.

          Quanto a Lutero ser “testemunha do evangelho”, não vi nenhum lugar onde o Papa tenha aprovado este termo.
          Lutero teve sim alguns acertos e boa intenção nas 95 teses, mas também teve um punhado de erros que acabou resultando em sua excomunhão, além de toda a loucura que ele viveu gradualmente até a morte.”

          • Moacir Shepper

            Não sei como ele consegue ser contraditório, e ser tão flexivo, pois para punir a pessoa responsável por colocar a BURCA na imagem de Nossa Senhora VAI DEPENDER DO CONTEXTO! São épocas difíceis as que vivemos agora e viveremos!

        • João Pedro Strabelli

          Sidnei, no sentido que a gente entende a palavra “testemunha”, não. E não precisa se preocupar quanto a eu ser relativista, que a única coisa relativa na minha vida é o meu salário. Quanto à burca, também não concordo. Inculturação é uma coisa e burrice é outra. E também não foi o papa que fez isso. Se houver alguma coisa sobre isso, será discutida internamente. Francisco não é de ficar esparramando por aí o que fez (vide a aproximação Cuba–EUA).

          Em relação à Amoris Lætitia, ela não muda dogma nenhum, embora possa haver mudanças em relação à disciplina. Em relação à questão europeia: quando a coisa aperta todos os governos de lá fogem do problema, enfiam a cabeça na terra como o avestruz, compram uma peneira maior e ficam achando que se fingir que não vê o problema se resolve por si só. Sobrou pra quem resolver o problema? Se alguém já leu sobre as cruzadas, quando os reinos europeus olharam pro lado e fingiram que não era com eles, sabe que sobrou pro Sumo Pontífice arrumar a casa. Naquela época ele tinha terras, hoje o Vaticano não passa de uma chácara com menos de mil pessoas. Como, apesar de todas as barbaridades, ainda não estão em guerra aberta, me dá a impressão que Francisco está conseguindo fazer omeletes sem ovos.

          Mas, repetindo, não, eu não caio no relativismo, eu acredito piamente nos dogmas (pelo menos o tanto que minha pequenez permite).

          • Sidnei

            “Em relação à Amoris Lætitia, ela não muda dogma nenhum, embora possa haver mudanças em relação à disciplina.”

            Tudo bem, mas aonde termina o dogma e começa a disciplina?.

            Dar comunhão a casais em segunda união que não estão em estado de pecado grave porque tal união não configura adultério, por não estarem realmente em estado de pecado grave, pois há atenuantes que anulam qualquer pecado a estes casais em segunda união, e que portando estão aptos a comunhão eucarística, é isto que entendi nas inúmeras matéria que li pelos sites afora na internet, já que o catequista não esclarece muito sobre isto.

            Isto não é mudar tudo que a Igreja e JESUS CRISTO, ensinaram desde o princípio?, quem pode dizer que um casal em segunda união estão aptos a comungar ou não, se mesmo que eles não estivessem cientes da gravidade de que uma segunda união enquanto a primeira união persistir, então trata-se de adultério, e o casal que não sabe sobre isto, pode comungar sem problema algum de consciência, mas, a partir do momento que eles souberem, eles param de comungar?, então é melhor esta na ignorância do que saber a Verdade?

            Me desculpem, mas este esta parte do Amoris Laetitia, que fala sobre isto está confuso demais para mim e para um monte de gente, que dá impressão que o Papa liberou a comunhão a casais em segunda união, parece que dá.

            Vejamos, um casal em segunda união, que chega e diz que o primeiro casamento foi um desastre, e por isto se separaram dos seus primeiros cônjuges, e agora casados em segunda união, dizem que comungam porque segundo o Papa, há elementos neles que anulam a culpabilidade de adultério, haja vista que se o primeiro casamento foi um desastre o segundo esta uma benção, e o fato de o primeiro casamento ter sido um desastre isto é o fator que anula totalmente a culpabilidade dos dois viverem em adultério. Porém, mesmo assim, mesmo que houvesse esta atenuante de que este casal em segunda união que ao viver na primeira união com seus respectivos cônjuges, viviam um verdadeiro inferno, no entanto, na segunda união há o fato que eles não vivem sob as bençãos do sacramento do matrimônio, e portanto eles vivem amasiados, podemos dizer até, que se eles não cometem adultério, porém, cometem o pecado da fornicação, e aí agora, como fica esta história toda?.

            Vejam que a coisa não é tão simples como parece ser, e aí quando vão 4 cardeais pedir mais esclarecimentos ao Papa, são tratados como cães sarnentos, e são repelidos por todos os lados, por todo o clero e leigos, e até pelo Papa, que não é capaz de responder a umas simples pergunta para esclarecer de uma vez por todas: O Papa liberou ou não a comunhão aos casais em segunda união?

            Tenho todo respeito pelo Papa Francisco, e dentro de dois meses ele estará completando o 4º ano de seu pontificado, tomara que ele fique mais 8 anos a frente da Igreja, mas que ele as vezes deixa algumas arestas soltas, que confundem um monte de gente, ele deixa, e o pessoal que poderiam dar respostas para nos esclarecer melhor sobre isto tudo, não faz, e quando faz, faz de uma forma que parece querer tampar o sol com a peneira.

            Vamos acordar, que o tempo ruge, e mais um pouco, não vai sobrar ninguém para contar a história, e aí é só se lamentar, porque poderiam ter dado mais esclarecimentos e não deram, e aí não adianta reclamar e nem falar mau do Islamismo, d Maomé, do protestantismo de Lutero, do homossexualismo, e por aí vai, porque enquanto aqui se fala contra isto tudo, no Vaticano a história é outra, ou segue o que eles dizem, ou fiquem calados para não passar vergonha.

          • Cesar

            http://www.ilfoglio.it/chiesa/2017/01/14/news/carlo-caffarra-papa-sinodo-famiglia-coscienza-newman-chiesa-114939/

            Entrevista com Cardeal Caffarra: “A divisão entre os pastores é a causa da carta que enviamos a Francisco. Não o seu efeito. Insultos e ameaças de sanções canônicas são coisas indignas”. “Uma Igreja com pouca atenção à doutrina não é mais pastoral, é apenas mais ignorante”.

          • Interessante que houve mesmo ameaça indireta de retirar o barrete cardinalício dos 4 cardeais, já que o cardinalato é uma honraria, não um grau sacramental.
            Que seja então!
            Que os bispos apresentem dubias ou correções!

      • Cesar

        Certamente do jeito que caminha a morna e politicamente correta Europa em pouco tempo se tornará Islâmica, graças a desgraça do relativismo galopante que assola a Santa Madre Igreja.

        • Moacir Shepper

          Em 2050 a Europa será Islamica segundo estudos!

          • Sidnei

            Bem feito para os europeus, que renegaram a fé cristã. Eles que não reclamem depois quando todos tiverem que esta sob a lei da scharia, e sentirem falta daquela religião que adoram tacar pedras por causa da inquisição, cruzadas e por aí afora. Aí eles vão entender o porque das cruzadas e inquisição no passado, mas aí será tarde demais.

          • Moacir Shepper

            Sidnei, não acaba na Europa, já chegaram aqui!

  • Miguel

    Em relação ao caso do casamento adúltero do conde, não consigo deixar de remeter à dúbias da Amoris Letitia, tão bem expostas pelo cardeal Burke. Fico pensando o quanto as sementes nefastas do monge renascentista não podem ter germinado em solo sagrado após quinhentos anos.

  • Geraldo

    Muito interessante este trecho: ” a menos que tenha GOVERNADO igrejas “, ainda que tardia, essa frase luterana documenta sua convicção (então fruto da amarga experiência vista em retrospectiva) acerca do papel da autoridade eclesial na interpretação das Sagradas Escrituras.

    Aliás, o princípio da Sola Scriptura e da livre interpretação pessoal da Bíblia, é algo que jamais se concretizou na prática dentro do protestantismo.

    Cada denominação – e mais ainda as pentecostais, neopentecostais e as muito sectárias – tem ferrenho apego à autoridade interpretativa do próprio fundador, que costuma ser fixista e incontestável (há muito mais flexibilidade interpretativa dentro da sã teologia católica sob um único magistério, do que dentro da maioria das denominações protestantes).

    E vivem alegando que não se pode dar crédito à sabedoria humana, às tradições humanas, sendo que foram exatamente essas que se multiplicaram como formigas no seio do protestantismo.

    E como tem feito em outras ocasiões, o autor do post, enfatiza um aspecto importantíssimo, praticamente ausente no diálogo ecumênico, que só pode ser frutífero, se for sincero e leal aos fatos: as consequências político-ideológicas da reforma protestante, com as quais temos que arcar todos nós e não apenas os protestantes.

    Ainda que, segundo a orientação do magistério da igreja, devamos dedicar esforços a edificação de um bem entendido ecumenismo, não podemos nos esquecer que o protestantismo também foi – em grande parte – um fato político e ideológico, com imensas repercussões sociais e culturais, que ainda agora afetam nosso destino.

  • Ei, protestante!

    “Ei, protestante!” Blog inspirado no livro “Legítima Interpretação da Bíblia” de Lúcio Navarro.

    6. Salvação pela Fé: a ‘boa nova’ de… Lutero!

    http://blog-ei-protestante.blogspot.com.br/2017/01/6-salvacao-pela-fe-boa-nova-de-lutero.html?m=1

  • João Bosco de Castro

    É mais provável que Lutero tenha se suicidado. Há fontes tanto católicas como protestantes que confirmam:

    O suicídio de Lutero é afirmado tanto por católicos como por protestantes. Eis o depoimento do seu criado, Ambrósio Kudtfeld, que mais tarde se tornou médico:

    “Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, se deixou vencer por sua habitual intemperança, e com tal excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado, e colocá-lo em seu leito. Depois nos retiramos ao nosso aposento sem pressentir nada de desagradável. Pela manhã voltamos ao nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Mas, que dor! Vimos o nosso patrão Martinho pendurado de seu leito e estrangulado miseramente.

    “Tinha a boca torta e a parte direita do rosto escura; o pescoço roxo e deformado. Diante de tão horrendo espetáculo, fomos tomados de grande terror. Corremos sem demora aos príncipes, seus convidados da véspera, para anunciar-lhes aquele execrável fim de Lutero. Eles ficaram aterrorizados como nós. E logo se empenharam com mil promessas e juramentos, que observássemos, sobre aquele acontecimento, eterno silêncio, e que colocássemos o cadáver de Lutero no seu leito, e anunciássemos ao povo que o ‘Mestre Lutero’ tinha improvisamente abandonado esta vida”.

    Este relato do suicídio de Lutero foi publicado em Anversa, no ano de 1606, pelo sensato Sedúlius. Dois médicos comprovaram os sintomas de suicídio relatados pelo seu doméstico Kudtfeld. Foram eles Cester e Lucas Fortnagel. As informações desse último foram publicadas pelo escritor J. Maritain, em seu livro: “Os Três Reformadores”. Nesse livro o autor oferece ainda uma impressionante lista de amigos e companheiros de Lutero que se suicidaram.

  • Eduardo

    Eis uma fonte sobre Lutero e a (De)forma das mais críveis :

    “O Diabo, Lutero e o Protestantismo – Pe. Júlio Maria de Lombaerde”

  • Eu entendo o medo do site em comentar essas coisas absurdas que andam acontecendo, mas,”conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. É preferível abordar o assunto de forma católica, do que deixar os católicos ouvirem sobre isso por ai.

  • Andramelek

    Quando Jesus estava com o corpo físico aqui na Terra, não havia as várias versões e interpretações do Cristianismo que existem atualmente como os mórmons, Testemunhas de Jeová, Catolicismo, Evangélicos, Adventistas…
    Cada uma das versões se diz a VERDADEIRA e estão absolutamente convictas disso.
    Um Testemunha de Jeová pode mostrar a um mórmon um trecho da Bíblia que diz que ele está errado, mas o mórmon interpreta de um modo muito diferente o mesmo trecho.
    Um católico diz a um evangélico que os santos existem de acordo com trechos da Bíblia e o evangélico rebate com outros trechos dizendo que não existem.
    Só existem guerras de interpretações de palavras escritas. Para unificar em uma ÚNICA INTERPRETAÇÃO CORRETA, Jesus teria que retornar em corpo físico. Eu perguntaria para Jesus:

    Senhor, é correto os adventistas dizerem que o cristão tem que ser vegetariano? Se sim, todo mundo terá que ser vegetariano. Se não, os adventistas abandonarão o vegetarianismo.

    Senhor, aconteceu mesmo o episódio do fundador dos mórmons? Ele realmente copiou as tábuas de ouro de um anjo? Se sim, todo mundo terá que seguir Joseph Smith. Se não, os mórmons deixam de acreditar nele.

    Senhor, os Testemunhas de Jeová estão certos sobre a transfusão de sangue? Se sim, ninguém faz transfusão de sangue. Se não, os Testemunhas farão transfusões.

    Senhor, o milagre de são genaro é verdadeiro? É válido ou necessário o Direito Canônico? O Catolicismo é a religião certa e as outras erradas?

    A Bíblia é um livro que permite várias interpretações e entendimentos e nenhuma das versões é capaz de convencer outras de que é a certa e as outras erradas. Se o Catolicismo tivesse essa capacidade de convencimento e comprovação, haveria apenas o Catolicismo.
    É inútil debater sobre quem está certo. Só um fato comprovará sobre quem está certo: O retorno de Jesus.

    • Moacir Shepper

      Nada relativista esse texto! Você tem muita convicção ao não defender nada mas ao mesmo temo tudo! Essa sua frase comprova isso: “A Bíblia é um livro que permite várias interpretações e entendimentos e nenhuma das versões é capaz de convencer outras de que é a certa e as outras erradas. Se o Catolicismo tivesse essa capacidade de convencimento e comprovação, haveria apenas o Catolicismo.”

      • Andramelek

        Eu acredito que Jesus existiu e fez milagres.
        Infelizmente, apenas acredito. É muito melhor vivenciar os milagres. Ver a água se transformando em vinho é muito diferente de apenas acreditar.
        O grande erro de todas as versões do Cristianismo é dizer: apenas acredite.
        Mas, apenas acreditando, é possível acreditar nas Testemunhas, ou nos mórmons, ou nos evangélicos…
        É possível acreditar em muitas coisas, mas é impossível acreditar que todas as versões do Cristianismo estão corretas sem se contradizerem.

    • Cesar

      A importantíssima Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II “Dei Verbum” (A Palavra de Deus), que explica como Deus se revelou a nós pela Bíblia e pela Tradição Apostólica (“Bíblia não escrita”), diz o seguinte:

      “O ofício de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou transmitida [Tradição] foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo… Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal maneira entrelaçados e unidos que um perde sua consistência sem os outros e que, juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas.” (n.10)escola_da_fe_I

      Portanto, para nós católicos, ninguém pode dar uma interpretação diferente do Sagrado Magistério da Igreja às palavras da Bíblia, sob pena de se enganar perigosamente. São Pedro nos diz algo muito importante; falando das Cartas de São Paulo, diz: “É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras”.(2Pedro 3,16)

      O protestante, entretanto, vê aqui um dilema quando afirma que a Bíblia é a única regra de fé para os crentes. Qual a capacidade, então, da Igreja – coluna e fundamento da verdade – se não deve servir para estabelecer autoridade alguma? Como a Igreja pode ser coluna e fundamento da verdade se não é palpável, habitualmente prática para servir como autoridade na vida do cristão? O protestante efetivamente nega que a Igreja seja o fundamento da verdade por negar que ela possua qualquer autoridade para ensinar.

    • César Augusto Simões

      Os livros da bíblia foram definidos pela Igreja Católica, o debate já se encerra aí.

  • Andramelek

    No Verdadeiro Cristianismo, não existe a opção de acreditar ou não, da mesma maneira que o céu é azul e não posso dizer que o céu é vermelho.
    Um ateu vivendo com Jesus comprovaria os ensinamentos. Jesus, quando ressuscitou Lázaro, convenceu os ateus. Um ateu que visse esse acontecimento teria que concordar que milagres acontecem, mesmo não querendo acreditar porque os milagres são inacreditáveis.
    Já discordei de evangélicos e católicos e eles se ofenderam.

    No Verdadeiro Cristianismo acontece assim:
    Suponha que eu seja cego e acredite que o céu é vermelho e essa crença faz bem para a minha vida. Daí, vem você e diz para mim que o céu é azul e eu fico muito ofendido. Eu continuo dizendo que é vermelho e você não se ofende. Você diz que é azul e eu me ofendo.
    Nas crenças, existem pessoas que se ofendem; as pessoas que comprovam através de fatos não se ofendem porque sabem e comprovam. Os cegos são os que apenas crêem, os verdadeiros cristãos comprovam e por isso não se ofendem quando discordados. Existem católicos e evangélicos que se ofendem em nome de Jesus, mas quem deveria se ofender é o autor ou origem dos ensinamentos, que é Jesus.
    Se Jesus disse “Pai, perdoa-os, eles não sabem o que estão fazendo.”, então para que se ofender?

  • Andramelek

    Polêmicas de qualquer tipo desaparecem através de comprovações. O céu é azul para um judeu, um cristão e um muçulmano: sem polêmicas.
    Um cientista que faz uma teoria a respeito de um fenômeno e outro cientista que faz outra teoria sobre o mesmo fenômeno não ficam brigando entre si: eles fazem experimentos e/ou observações para comprovar qual teoria está correta.
    Nenhuma das versões atuais do Cristianismo consegue comprovar. Se conseguisse, conseguiria convencer os ateus.
    O erro comum de todas as versões, além de ausência de comprovação, é o acreditar.
    É muito engraçado Jesus ser um só e existirem várias versões de Jesus e dos ensinamentos.
    Existe o Jesus dos racistas, que é loiro e de olho azul.

  • Padre Orlando Henriques

    Andramelek, as suas afirmações davam aqui “pano para mangas”, nunca mais acabaríamos de falar sobre cada um desses assuntos, mas permita-me, apenas, partilhar consigo uma outra visão das coisas, mais além do “comprovar” ou deixar de “comprovar”.
    Antes de mais, as coisas não são assim tão simples como “se todos vissem, todos acreditariam”, ou “se fosse evidente, todos seriam católicos”. Porque a fé é uma questão de coração e amor, e não de simples lógica racional ou de evidência. Por exemplo, é inegável, doa quem doer, que algo aconteceu de extraordinário em Fátima em 1917. E digo que é inegável porque há relatos de testemunhas imparciais: o mais conhecido é do jornalista Avelino de Almeida, um descrente que era redactor-chefe do jornal anti-clerical “O Século”. Aliás, ele foi despedido d’O Século apenas por, em dois artigos, ter afirmado, clara e imparcialmente, que viu o sol a bailar na Cova de Iria a 13 de Outubro de 1917. No entanto, não me consta que Avelino de Almeida passasse a ser católico fervoroso depois disso. O milagre mudou a vida de algumas pessoas, mas deixou outras pessoas na mesma, ou quase. É uma questão de amor: o milagre em si mesmo, por mais irrefutável que seja, não basta para converter as pessoas. É preciso abrir o coração, e não apenas a cabeça. Você acha que seria impossível, até para um ateu, não acreditar em Jesus se tivesse vivido no Seu tempo e assistido aos Seus milagres? Desengane-se: os inimigos de Jesus assistiram aos Seus milagres e contrapunham as suas objecções: «É por belzebú, príncipe dos demónios, que Ele expulsa os demónios». Assistiram a milagres e nem por isso deixaram de entregar à morte o Autor dos milagres. É que Deus nunca força a liberdade de ninguém, nem mesmo quando faz milagres: a fé é sempre um acto livre de confiança e amor.
    Por outro lado, a fé, embora tenha a sua parte de “risco”, também não é um simples acreditar cego, como você pretende. A fé pessoal de cada baseia-se numa experiência de Deus, e não em argumentos racionais, mas isso não quer dizer que a lógica e a razão estejam ausentes da fé. Claro que todas a igrejas e seitas têm os seus argumentos, mas eu também tenho os meus argumentos para ser católico e afirmar que a Igreja Católica é a verdadeira: é que mais nenhuma igreja ou grupo remonta aos Apóstolos e, portanto, a Cristo. Não é Igreja quem quer, mas só quem tem como cabeça um bispo sucessor dos Apóstolos, numa linha de sucessão sem interrupções. E isso não se verifica em mais nenhuma “igreja”, para além da Católica e das Ortodoxas; e, de entre essas, mais nenhuma está universalmente unida ao Papa sucessor do principal dos Apóstolos a não ser as comunidades da Igreja Católica. Agora: estes argumentos convencem os não-católicos? É pena, mas não: só se fizerem uma experiência forte de Jesus Cristo e da Sua Igreja para se poderem convencer; e isso acontece com alguns, mas quando acontece não são só os argumentos racionais que começam a fazer sentido para eles: é também o coração que se começa a abrir à graça!
    Aliás, a acção da graça de Deus é que tem o papel principal na conversão de alguém. É o mais importante. E, normalmente, esquecemos sempre a graça quando começamos a analisar a fé e a Igreja apenas do ponto de vista de “comprovar ou não comprovar”, “ser evidente ou não ser evidente”, “convencer alguém ou não”… Isso é apenas a parte humana da questão: e a parte divina é a mais importante. Nunca se esqueça que Deus é que é o protagonista. Mas, infelizmente, todos nós estamos um pouco influenciados por uma mentalidade racionalista que, muitas vezes, nos faz esquecer o papel principal da graça.

  • Cesar

    Jesus, Maria e José..em pleno ano Mariano!

    É o próprio Catecismo da Igreja que nos alerta para a vinda dessa impostura:

    “Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o mistério da iniquidade sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente aos seus problemas, à custa da apostasia da verdade” (CIC, 675).

  • Paulo Cesar

    Olá Andramelek, apenas para lembrar de algumas palavras de Jesus: -“Bem-aventurados os que não viram e creram!” (João 20,29… A paz de Cristo.

  • Paulo Cesar

    Olá Sidney, em um dos posts anteriores, sobre o “Manual para interpretar corretamente as declarações do Papa Francisco” me posicionei com relação a ele e à Amoris Laetitia de forma semelhante à sua. Um de nossos colegas recomendou alguns links do padre José Eduardo, a quem eu ainda não conhecia, onde ele explicava sobre esse documento. Não sei se você chegou a ver, mas ajudou-me imensamente. Lembro-me que num deles ele encerra a palestra dizendo mais ou menos o seguinte: -“A Amoris Laetitia apresenta dubiedades? R: sim, apresenta. Porém, a ÚNICA interpretação moralmente honesta a um católico é aquela que é feita à luz de todos os documentos do magistério emitidos anteriormente, os quais, por sinal, são citados no início do Amoris Laetitia”.

    Pelo menos para mim foi um grande conforto, pois quando eu havia lido pela primeira vez, não tive o cuidado de ir conferir o que diziam os referidos documentos, mas quando o fiz, vi que não há contradição. Foi profundamente tranquilizador para mim.

    Talvez o Papa Francisco pudesse ter feito um esforço para gerar menos ruído e desconforto, na elaboração da redação do documento, mas pelo menos não podemos acusá-lo de estar indo frontalmente contra as próprias palavras de Cristo.

    A esse respeito, continuo achando que nosso Papa poderia tentar gerar algumas polêmicas, jogando “a favor da Igreja Católica”, somente para variar, pois até agora parece que ele sempre defende os lados dos adversários. Tudo ao final se esclarece e se entende, mas somente após muito suor e lágrimas. Sinceramente, não sei se precisava ser assim, mas quem sou eu para julgar. ALgo que me ajudou também, foi a imagem que alguém fez ver em seus comentários: Francisco, assim como Jesus, procura nos desestabilizar, ao levar a caridade ao próximo a um patamar ao qual estamos pouco acostumados. De fato, Jesus ia atrás dos pecadores, publicanos e prostitutas e escandalizava os de Seu tempo. Ao que parece Francisco também não se conforma em assistir a “vaca inexoravelmente ir para o brejo”, isto é, tantas almas se perdendo, e tem procurado abordagens que possam tirá-las do caminho da perdição. Isso também me tranquilizou um pouco com relação às enormes resistências que eu estava formando em relação ao Papa. Neste sentido, estou esperando o tempo mostrar os frutos disso. Ainda carrego preocupações a esse respeito, mas o melhor é esperar para ver.

    O Cesar lembrou que este é um ano Mariano: 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima e 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. Não consigo deixar de lembrar das mensagens de Nossa Senhora em Fátima, em La Salette, as revelações ao padre Gobbi. Quando se fala das infidelidades que serão cometidas na igreja, a partir de dentro. É difícil assistir a tantos comentários e ações polêmicas e não ficar receoso, de que estejamos vivenciando algumas dessas profecias. Da minha parte estou procurando exercer uma vigilância o mais saudável e fiel possível. Oremos pela nossa Igreja.

  • “Ei, Protestante!”, Blog inspirado no livro “Legítima Interpretação da Bíblia” de Lúcio Navarro

    7. Lutero: o pastor do pastor (I)

    http://blog-ei-protestante.blogspot.com.br/2017/01/7-lutero-o-pastor-do-pastor-i.html?m=1

  • Helena

    Olá, qual o email do site?

    • Sidnei

      João, me responda uma coisa: se um casal que vive em segunda união, mesmo que não sejam culpáveis, por haver fatores que atenuem o pecado de adultério nesta segunda união, como esta descrito neste seu segundo link, no item 2 , 2º parágrafo que diz:

      “É o que pode acontecer com um casal que vive em segunda união. Diversos fatores – da pressão social à instabilidade afetiva, da lentidão dos processos canônicos de declaração de nulidade matrimonial ao dever de criar os filhos em uma família unida – podem fazer com que eles não possam ser culpabilizados pelo ato objetivamente pecaminoso de coabitar com uma nova pessoa, sendo já casado de forma indissolúvel. Ou seja, há casos em que um casal de segunda união não está vivendo em pecado grave. Logo, a proibição da comunhão aos recasados é assunto de disciplina, não de doutrina.”

      Muito bem, então podemos imaginar um casal em segunda união, que não esteja vivem em adultério, pois há atenuantes que eliminam totalmente a culpabilidade de adultério seguindo os casos citados acima. Porém, mesmo assim, se este casal não há culpabilidade de adultério, e por isto podem receber a eucaristia, no entanto, eles não estarão cometendo a fornicação, que é o sexo antes do casamento?

      Se neste caso especifico, destes casais em segunda união, já que não estão cometendo adultério, pois há atenuantes que anulam esta culpabilidade de adultério, e assim podem recorrer ao sacramento da eucaristia, ignorando o fato que eles não estão unidos sacramentalmente, sendo assim, não seria então o mesmo caso, de casais que vivem amasiados, ou de jovens namorados que praticam sexo antes do casamento, para estes não seria lógico também dizem que está tudo OK, que eles também podem se aproximar do sacramento da eucaristia, mesmo não sendo unidos sacramentalmente pelo sacramento do matrimônio, pois também estes há atenuantes que anulam qualquer culpabilidade?

      É claro que tudo isto que se discuti, é uma grande bobagem, haja vista que antes do Amoris Laetitia, o povo católico cag… e andava para as normas da Igreja, pois não queriam nem saber se praticam sexo antes do casamento, se viviam amasiados, em segunda união, cometendo adultério ou não, pois não há mais padres que tenha a pachorra de colocar a doutrina da Igreja tal como ela é, doe a quem doer, agora com o Amoris Laetitia, em que parece que atenua a certos casos (se não todos) de casais em segunda união, agora mesmo que a vaca vai pro brecho.

      Mas se puderes me responder as questões acima, agradeço.

      Fique com DEUS.

      • João Pedro Strabelli

        Oi, Sidnei

        Não, não é bobagem não, é muito sério isso que você falou. É tão sério que se isso não levar a uma divisão na Igreja, a gente pode erguer as mãos aos céus e agradecer demais ao Espírito Santo, que só por obra d’Ele isso não vai dar encrenca. Quer dizer, encrenca mais séria, que encrenca nós já temos. Nunca tinha rezado tanto por questões internas da Igreja como agora. E, sem puxação de saco ou tentativa de fazer média barata, agradeço muito essa possibilidade de conversar. Sinceramente, mesmo que não mudemos de ideia ou entremos num acordo, a gente cresce com isso e encontra coisas que nunca tinha pensado antes.

        Estes problemas só afetam os bons católicos. Os maus católicos não se preocupam, ou largam os sacramentos pra lá ou participam de qualquer jeito. Mais ou menos como a questão do padre perdoar o aborto, não vai afetar o mau católico que ou vai se “auto-confessar” ou vai deixar pra lá.

        Há uns vinte anos atrás, vi um caso que se encaixa nisso que está na Amoris Lætiitia. Como não foi comigo nem tenho autorização — e nem vou remexer feridas alheias — evito detalhes. Resumidamente, um relacionamento terminou por um dos cônjuges não ter nunca levado o casamento a sério, acho que se casaram porque o outro queria fazer tudo certo. Havia elementos sérios para se obter a declaração de nulidade e ele foi procurar por isso. Aí, ou por pirraça ou por vingança, a outra pessoa mandou avisar que não iria conversar com o bispo e que, se fosse, ia falar exatamente o contrário, para impedir ao máximo ele conseguir a declaração. A impressão que tive é que só aí foi se inteirar do que era um casamento católico exatamente para impedir a declaração. Seria, então, a questão da pessoa não participar da comunhão. Mas aí veio a pergunta: “É justo eu ficar, sem culpa, ficar impedido de participar de um sacramento?” Até onde sei, não foi falado faz ou não faz, ms por tudo isso, deixou que a consciência dele resolvesse. Foi esperado um tempo, acho que mesmo João Paulo II ainda não ter falado da confusão que isso pode causar nos outros foi por este motivo, e voltaram a participar dos sacramentos. Não sei depois disso o que aconteceu.

        Penso que o caso que você falou se encaixa aí. Acho que é mais ou menos como a questão de quem morreu sem ser batizado, em que existe a possibilidade do voto e do desejo, e este desejo pode ser explícito ou implítico (Padre Paulo Ricardo tem uma explicação ótima sobre isso). Mas nem assim é fácil, enquanto o batismo acontece uma única vez e é mais reservado, digamos assim, a comunhão é visível e se repete, ou seja, outros veem.

        E os problemas não param aí. Quantos padres, os bons padres, se sentirão inseguros na hora de resolver um problema desses? Eu nunca tive a menor vocação para o sacerdócio e também não teria a menor, mas se tivesse e alguém me falasse que teria que resolver uma questão dessas, eu desistiria. Por outro lado, quantas pessoas acabarão sendo mandadas para fora da Igreja por um problema desses? Sei que a questão da culpabilidade existe e, não tendo culpa a pessoa não será condenada, mas os filhos ficarão cada vez mais fora da Igreja e os netos ficarão totalmente fora.

        Sei que isso tudo é complicado e angustia a gente e pode parecer que seria melhor deixar estas questões pra lá, mas depois de muito pensar, mesmo sentindo muita insegurança, passei a achar que é melhor resolver isso de uma vez. Lembro que na década de 70, na época de Paulo VI, quando eu ainda era moleque, esse tipo de coisa já era discutida. Talvez já fossem discutidas antes. Vamos esperar mais quanto tempo para dar um ponto final nisso?

        Acho, mesmo sentindo muita insegurança, que é melhor resolver logo. Estou pedindo para Deus que resolva a situação, estou evitando de todas as formas ficar do lado de uma pessoa, pois isso vira partidarismo e isso nunca deu certo dentro da Igreja; Deus sabe o que é melhor, sabe como deve ser resolvido e peço que o Espírito Santo ilumine muito todos os envolvidos diretamente, e os preocupados, como nós.

        Sabe quando a gente lê de alguma polêmica antiga na Igreja e se pergunta: “Era tão simples resolve, por que não viram isso antes?” Eu acho que essa nossa encrenca de agora vai ser assim. Um dia isso vai passar e a Igreja continuará. Só peço que não cause muito estrago.

        (tem mais um monte de coisas que pensei sobre isso e, se tiver tempo ou condições, posto depois)

        • Sidnei

          “Era tão simples resolve, por que não viram isso antes?”

          E era simples mesmo, antes a Igreja tinha a resposta na ponta da língua, agora parece tudo muito relativo, e todo casal que viverá em uma segunda união e quiser se aproximar da eucaristia, alegará que com relação a sua segunda união, há atenuantes suficiente que anule toda e qualquer culpabilidade desta união irregular.

          E assim vão se abrindo procedentes e mais procedentes, até que todos, sem nenhum critério, irão comungar, sem precisar se converter e se confessar de pecado algum.

          • João Pedro Strabelli

            Esse é meu medo também, tudo ficar fácil demais. Relendo o que eu escrevi, o que eu demorei pra escrever porque este assunto é difícil, vi não que deixei claro o que eu penso. Então, lá vai: se o primeiro casamento for falso, que em sua origem tem algo que o torna inválido, mesmo que não puder se conseguir a declaração formal, não se deve impedir a comunhão, uma vez que a pessoa não tem culpa, mas deve-se tomar todo o cuidado com a questão e não resolver isso de uma semana para a outra. Já se o primeiro casamento não foi falso, mas por algum motivo for melhor não voltar à primeira relação, aí a questão muda de figura. Como exemplo dos dois casos, o primeiro é quando uma das pessoas envolvidas decide deliberadamente prejudicar o outro e mente em qualquer depoimento para impedir que se emita a declaração; no segundo caso, aqueles em que a mulher ou os filhos são constantemente agredidos e a única coisa que impede a continuação da violência é a mulher encontrar outro, pois aí a briga seri com outro homem, o que costuma inibir o agressor, lembrando que a Lei Maria da Penha não funciona em todos os lugares do Brasil.

            Então, resumindo, casamento é coisa séria e adultério é grave. Em alguns casos, mesmo sendo inválido, acaba não sendo possível emitir a declaração de nulidade e estes casos devem ser analisados com o maior cuidado. Em alguns casos o primeiro casamento é válido, mas é preferível não voltar, como o do exemplo aí de cima, e nestes casos é melhor a pessoa se abster de participar da comunhão se estiver em outro relacionamento.

            Mesmo com todas as dúvidas que eu tenho, não é difícil perceber que minha tendência é ficar um pouco mais com a visão exposta na exortação. Tenho mais de vinte dúvidas sobre isso e estava meio angustiado, procurando uma resposta quando me deparei com isso: na devoção dos 7 Pai Nossos de Santa Brígida da Suécia, que inclusive acrescentei nas intenções dos Terços, está um pedido pelas intenções do Papa no sexto mistério, o que fala da Crucificação de Jesus. Fiquei com isso na cabeça o dia inteiro. Santa Brígida é a Santa que mais sigo quando o assunto é oração e ela deve ter um bom motivo para colocar isso lá. E o que está evitando eu ter dores de estômago, que é o jeito meio idiota que meu corpo tem de lidar com preocupações, é uma frase de São Francisco que adotei como lema, aquela que pede a Deus força para o que pode ser mudado, resignação para o que não pode e sabedoria para separar as duas coisas. E tem uma decisão que eu tomei, e esta talvez seja minha mesmo: evitar a todo custo tomar o lado de alguém, porque acho que quando a gente faz isso dentro da Igreja, cria uma espécie de partidarização, e isso nunca foi bom. Então, entendo que o que está dito lá é possível em algumas situações, entendo que a dúvida dos cardeais é legítima e todo dia peço que o Espírito Santo resolva isso, não pedindo que ele faça uma coisa ou outra, mas que seja do jeito que Deus quer.

            Não estou tentando de forma alguma influenciar a opinião de alguém, de verdade. E agradeço muito a Deus a possibilidade de conversar sobre isso, porque eu ainda estaria na primeira ou na segunda dúvida se ninguém tivesse falado nada. Sei que isso cria mais dúvidas que leva a mais preocupações e que dá mais medo, mas acho que cresci muito com isso. E penso que, se não houver nenhuma cisma na Igreja, ela vai sair mais forte e mais madura disso tudo.

  • Andramelek

    Só existe um Jesus.

  • Jorge Lima

    Bons amigos d’O Catequista (permitam-me chamá-los amigos, pois aprendo muito com vocês),

    Mais valentia!

    Não tenham medo em criticar Bergoglio. Daqui a pouco, esse Papa vai embora e virá um outro melhor.

    Que este Pontificado seja abreviado!

    • Augusto

      vc tá ligado que pedir que o pontificado do Papa seja abreviado é, na verdade, pedir que o Papa morra, né?
      Sei lá, se pá isso é pecado (dos graves)

  • Marcio Monteiro

    Turma alegre e “afiada” de O CATEQUISTA, saudações!

    Toda polêmica é saudável, mas creio que o sábio Pe.Orlando Henriques, esclareceu muito bem alguns pontos aqui colocados.
    De minha parte, aprecio o belo e inteligente trabalho de vocês. Parabéns!! Continuem trilhando este caminho sempre com Jesus na direção.
    Quero também lhes dar parabéns pelo ótimo livro recém lançado “As Grandes Mentiras Sobre a Igreja Católica”, que eu “devorei”.

    Eu observei que vocês praticamente não trataram de um assunto que a nossa Igreja é uma verdadeira “Geni”: As Cruzadas. Por isso, gostaria de sugerir-lhes um livro aprofundado com este tema tão palpitante. Por favor, estamos esperando. Talento, não lhes falta!
    Fiquem com Deus, um grande abraço e Feliz 2017!!!

    • Márcio, obrigada por suas palavras. Fizemos questão que o livro tivesse um preço acessível, para atingir o maior número de pessoas (ainda mais nesta crise). Por isso, tivemos que nos restringir a certo número de páginas e, deste modo, não foi possível caçar todas as tretas. Certamente as Cruzadas merecerão um livro especial!

      Abraço!

  • Sónia Carrasqueira

    Também gostava que O Catequista se pronunciasse sobre toda essa polêmica sobre o Amoris Laetitia, o porquê da Dubia e porquê do Papa Francisco deciciu não responder… Para o povo menos informado (como eu) é um pouco confusa toda essa polêmica, e põe-nos a pensar duas vezes…

  • Onde já se viu tantos absurdos serem feitos pela Igreja e serem considerados normais? Moacir concordo com vc em número, gênero e grau.Mas os absurdos são do Papa Francisco, e não da Igreja. Helena

  • JOSE MAURICIO MORAES VINHA

    A SALVAÇAO E ATRAVES DE JESUS CRISTO OU DA IGREJA? QUEM PERDOA PECADOS?

    • A Salvação é dada por Jesus SOMENTE por meio da Igreja. Não se pode separar o Esposo da Esposa. Quem perdoa os pecados? Jesus, POR MEIO DA IGREJA. Está na Bíblia:

      “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.”
      – João 20, 23

      “Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados.”
      – Tiago 5,16

      Acesse e leia:
      http://ocatequista.com.br/archives/17912

  • Rosa

    São Paulo chama a Igreja (Católica) de esposa de Cristo. Ora se Cristo só tem uma esposa, todas as demais denominações seriam “uniões adúlteras”. O verdadeiro ecumenismo seria que todos os cristãos reconhecessem não só a Cristo como Senhor e Salvador, mas aderissem todo o depósito da fé: Os sacramentos, os dogmas e tudo o mais.
    Isto que está acontecendo atualmente não tem nada de ecumenismo. É um arranjo mal feito que em vez de enaltecer a Igreja de Cristo a rebaixa ao nível das demais.
    Pois é e depois de tudo o que Lutero fez para destruir a verdadeira Igreja de Cristo, ainda têm a coragem de afirmar que os católicos reconhecem Lutero como testemunha do Evangelho e colocar a estátua no Vaticano. Valha-me Deus! Para onde vamos!

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