Amoris Laetitia – Acolher não é flexibilizar doutrina!

Oi Povo Católicooooo!!!!

O Papa Francisco lançou nesta manhã sua nova exortação apostólica, a “AMORIS LÆTITIA”, que significa “Felicidade do Amor” e é resultado das discussões do Sínodo dos Bispos. Pra variar, podem esperar boatarias diversas nos próximos dias afirmando as mais diversas loucuras doutrinárias com base em frases soltas. Então, veja aqui uma análise completa do documento e não caia nas tretas modernistas!

Felicidade do Amor

Em primeiro lugar, trate de clicar aqui e baixar a encíclica pra poder ler direito depois, ok? Nada de ficar só pelo resumo. Mas, de cara, eu já respondo a pergunta que não quer calar: houve, afinal, alguma flexibilização da doutrina, como a tão falada comunhão de recasados? NÃAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOOOOO! Apesar da insistência contrária da mídia, o Papa é católico e apresentou fantasticamente os ensinamentos que a Igreja sempre propagou e que o mundo esqueceu, porque estava preocupado em estabelecer se uma mulher-dragão é gênero ou só cosplay mesmo…

Vamos lá, então, capítulo a capítulo!

 

Capítulo I – À Luz da Palavra

Retomada da família como Igreja Doméstica! Papa Francisco traça um perfil da família ao longo da Sagrada Escritura, evidentemente sintetizado na Sagrada Família, e propõe este como modelo definitivo a ser seguido, deixando claro o papel do núcleo familiar na salvação de cada um de nós.

“a fecundidade do casal humano é « imagem » viva e eficaz, sinal visível do acto criador. (10)”

“a capacidade que o casal humano tem de gerar é o caminho por onde se desenrola a história da salvação. (11)”

 

Capítulo II – A realidade e os desafios das Famílias

Diagnóstico preciso da situação atual das famílias e dos motivos que levaram à ruptura do modelo tradicional. Destaque para a questão do individualismo que, segundo Francisco, cria uma cultura prejudicial ao surgimento das famílias, privilegia o amor superficial e as sensações.

De quebra, dá uma paulada no relativismo reinante, em que julgar é proibido e tudo é considerado certo. Francisco os pingos nos “is” e deixa claro: não há espaço para mimimi politicamente correto quando o assunto é família.

Se estes riscos se transpõem para o modo de compreender a família, esta pode transformar-se num lugar de passagem, aonde uma pessoa vai quando lhe parecer conveniente para si mesma ou para reclamar direitos, enquanto os vínculos são deixados à precariedade volúvel dos desejos e das circunstâncias. No fundo, hoje é fácil confundir a liberdade genuína com a ideia de que cada um julga como lhe parece, como se, para além dos indivíduos, não houvesse verdades, valores, princípios que nos guiam, como se tudo fosse igual e tudo se devesse permitir. (34)

Além disso, coloca de forma muito clara a questão da educação da família como um dos grandes desafios vividos atualmente. Esse tema está espalhado por toda a exortação apostólica. Fica claro que Francisco quer menos grupos familiares no whatsapp e mais almoços em família.

“Além das situações já indicadas, muitos referiram-se à função educativa, que acaba dificultada porque, entre outras causas, os pais chegam a casa cansados e sem vontade de conversar; em muitas famílias, já não há sequer o hábito de comerem juntos, e cresce uma grande variedade de ofertas de distracção, para além da dependência da televisão. Isto torna difícil a transmissão da fé de pais para filhos.” (50)

 

Capítulo III – O olhar fixo em Jesus: a vocação da Família

O Papa fala do conceito doutrinal de família, em que mostra de forma clara e inequívoca que não há uma nova Doutrina da Igreja sobre a família, mas um novo exercício pastoral para atingir a todas as situações às quais a família está atualmente submetida.

De quebra, elucida a questão da “Paternidade responsável” que tanto mimimi gerou na imprensa:

“O exercício responsável da paternidade implica, portanto, que os cônjuges reconheçam plenamente os próprios deveres para com Deus, para consigo próprios, para com a família e para com a sociedade, numa justa hierarquia de valores” (68)

Em outras palavras, a paternidade responsável tem a ver com responder com seriedade ao chamado de Cristo! E não à recusa de ter filhos por motivos econômicos.

Sobre isso, Francisco apresenta uma “novidade” aos católicos medrosos de hoje: CREIAM NA PROVIDÊNCIA!

“Os esposos nunca estarão sós, com as suas próprias forças, a enfrentar os desafios que surgem. São chamados a responder ao dom de Deus com o seu esforço, a sua criatividade, a sua perseverança e a sua luta diária, mas sempre poderão invocar o Espírito Santo que consagrou a sua união, para que a graça recebida se manifeste sem cessar em cada nova situação.” (74)

E olha aí, de novo, a função educativa da família… desta vez, chama atenção para a tendência atual de “terceirizar” toda a educação dos filhos com o Estado. Fica a dica pros sociais-democratas de plantão…

“O Estado oferece um serviço educativo de maneira subsidiária, acompanhando a função não-delegável dos pais, que têm direito de poder escolher livremente o tipo de educação – acessível e de qualidade – que querem dar aos seus filhos, de acordo com as suas convicções. A escola não substitui os pais; serve-lhes de complemento. (…)
Infelizmente, « abriu-se uma fenda entre família e sociedade, entre família e escola; hoje, o pacto educativo quebrou-se; e, assim, a aliança educativa da sociedade com a família entrou em crise ». “(84)

 

Capítulo IV – Amor no Matrimônio

É um tratado sobre o verdadeiro amor entre os esposos, seguindo o hino de São Paulo (1 Cor 13, 4-7) como itinerário. Merece ser lido no mínimo três vezes e ser trabalhando exaustivamente em todas as pastorais familiares.

E adverte: aqueles que mais conhecem a beleza da família católica devem ter paciência e exercer o acolhimento. Não podemos simplesmente afastar aqueles que vivem em situação familiares diferentes. A Doutrina é importante e não pode ser deixada de lado, mas devemos acolher estas famílias com misericórdia acima de tudo.

“É importante que os cristãos vivam isto no seu modo de tratar os familiares pouco formados na fé, frágeis ou menos firmes nas suas convicções. Às vezes, dá-se o contrário: as pessoas que, no seio da família, se consideram mais desenvolvidas, tornam-se arrogantes insuportáveis.” (98)

 

Capítulo V – O amor que se torna fecundo

É, sem dúvida o capítulo mais contundente do documento. Além de abordar  Pede que as famílias não se encerrem em si mesmas, mas como Igreja Doméstica, também sejam Igreja em saída.

Logo de cara, Francisco deixa absolutamente clara a defesa intransigente da vida, contra o aborto e qualquer forma de violência, desde a concepção!

“Alguns ousam dizer, como que para se justificar, que foi um erro tê-las feito vir ao mundo. Isto é vergonhoso!” (166)

“Cada criança está no coração de Deus desde sempre e, no momento em que é concebida, realiza-se o sonho eterno do Criador. Pensemos quanto vale o embrião, desde que é concebido! É preciso contemplá-lo com este olhar amoroso do Pai, que vê para além de toda a aparência.” (167)

Depois, esclarece de uma vez a posição da Igreja, colocando claramente a mãe e o pai como indispensáveis para o crescimento de qualquer criança. Dizendo algo que deveria ser óbvio… mãe tem que ser mãe e pai tem que ser pai.

O enfraquecimento da presença materna, com as suas qualidades femininas, é um risco grave para a nossa terra. Aprecio o feminismo, quando não pretende a uniformidade nem a negação da maternidade. Com efeito, a grandeza das mulheres implica todos os direitos decorrentes da sua dignidade humana inalienável, mas também do seu gênio feminino, indispensável para a sociedade. (173)

 

Por sua vez, a figura do pai ajuda a perceber os limites da realidade, caracterizando-se mais pela orientação, pela saída para o mundo mais amplo e rico de desafios, pelo convite a esforçar-se e lutar. Um pai com uma clara e feliz identidade masculina, que por sua vez combine no seu trato com a esposa o carinho e o acolhimento, é tão necessário como os cuidados maternos. (177)

 

Capítulo VI – Algumas perspectivas pastorais

Esse capítulo é o que vai nortear justamente todo o trabalho pastoral. Contém recomendações essenciais para toda a Igreja. O cuidado aqui é claro: apresentar a novidade do Evangelho e da Doutrina da Igreja, acolhendo as diversas dificuldades enfrentadas pela família.

“Por isso exige-se a toda a Igreja uma conversão missionária: é preciso não se contentar com um anúncio puramente teórico e desligado dos problemas reais das pessoas »” (201)

E incentiva os leigos a entrarem de cabeça na construção da sociedade, justamente para que os valores familiares não sejam corrompidos pelas ideologias.

“De igual modo « sublinhou-se a necessidade duma evangelização que denuncie, com desassombro, os condicionalismos culturais, sociais, políticos e económicos, bem como o espaço excessivo dado à lógica do mercado, que impedem uma vida familiar autêntica, gerando discriminação, pobreza, exclusão e violência.” (201)

“Para isso, temos de entrar em diálogo e cooperação com as estruturas sociais, bem como encorajar e apoiar os leigos que se comprometem, como cristãos, no âmbito cultural e sociopolítico »” (201)

Propõe o acompanhamento mais detido dos noivos. O acompanhamento de namorados e recém-casados durante os primeiros anos e  puxa a orelha de quem se preocupa mais com a festa do que com a vida conjugal:

“Queridos noivos, tende a coragem de ser diferentes, não vos deixeis devorar pela sociedade do consumo e da aparência. O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça. Vós sois capazes de optar por uma festa austera e simples, para colocar o amor acima de tudo. Os agentes pastorais e toda a comunidade podem ajudar para que esta prioridade se torne a norma e não a excepção.” (212)

E finalmente a esperada declaração aos recasados: o Papa dá claros direcionamentos para que sejam acolhidos em todas as suas necessidades mas sem as concessões doutrinais que a mídia tanto queria…

“Quanto às pessoas divorciadas que vivem numa nova união, é importante fazer-lhes sentir que fazem parte da Igreja, que « não estão excomungadas » nem são tratadas como tais, porque sempre integram a comunhão eclesial.” (243)

Sobre pessoas com atração pelo mesmo sexo, o Papa fala de acolhimento e acompanhamento familiar.

“Com os Padres sinodais, examinei a situação das famílias que vivem a experiência de ter no seu seio pessoas com tendência homossexual, experiência não fácil nem para os pais nem para os filhos. Por isso desejo, antes de mais nada, reafirmar que cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito (…) Às famílias, por sua vez, deve-se assegurar um respeitoso acompanhamento, para que quantos manifestam a tendência homossexual possam dispor dos auxílios necessários para compreender e realizar plenamente a vontade de Deus na sua vida.” (250)

Mas é claro e duro com as pressões para que as uniões homoafetivas sejam equiparadas ao casamento.

“No decurso dos debates sobre a dignidade e a missão da família, os Padres sinodais anotaram, quanto aos projetos de equiparação ao matrimónio das uniões entre pessoas homossexuais, que não existe fundamento algum para assimilar ou estabelecer analogias, nem sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o matrimónio e a família. É « inaceitável que as Igrejas locais sofram pressões nesta matéria e que os organismos internacionais condicionem a ajuda financeira aos países pobres à introdução de leis que instituam o “matrimónio”
entre pessoas do mesmo sexo ».278” (251)

Finalizando o capítulo, convida todas as famílias a aprofundarem sua espiritualidade como “Igreja Doméstica”.

“Mas há que convidar também a criar espaços semanais de oração familiar, porque « a família que reza unida permanece unida ».” (227)

 

Capítulo VII – Reforçar a educação dos filhos

Agora um capítulo dedicado somente ao tema educação, que como já dissemos, acaba permeando todo o documento. Francisco reforça o que já havia dito sobre o papel inalienável dos pais para com os filhos, estabelecendo esta função como um dos grandes deveres do casal. Critica a frouxidão na correção e diz que filhos devem ser filhos. Reforça novamente a presença das figuras masculina e feminina na criação dos filhos e deixa claro que exercem papeis diferentes e indispensáveis.

“A família não pode renunciar a ser lugar de apoio, acompanhamento, guia, embora tenha de reinventar os seus métodos e encontrar novos recursos. Precisa de considerar a que realidade quer expor os seus filhos. Para isso não deve deixar de se interrogar sobre quem se ocupa de lhes oferecer diversão e entretenimento, quem entra nas suas casas através das telas, a quem os entrega para que os guie nos seus tempos livres.” (260)

“Os pais necessitam também da escola para assegurar uma instrução de base aos seus filhos, mas a formação moral deles nunca a podem delegar totalmente.” (263)

 

Capítulo VIII – Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade

É um convite a um olhar misericordioso sobre as diversas dificuldades enfrentadas pelas famílias, com foco em trazê-las para um caminho de santidade.

“Convido os fiéis, que vivem situações complexas, a aproximar-se com confiança para falar com os seus pastores ou com leigos que vivem entregues ao Senhor. Nem sempre encontrarão neles uma confirmação das próprias ideias ou desejos, mas seguramente receberão uma luz que lhes permita compreender melhor o que está a acontecer e poderão descobrir um caminho de amadurecimento pessoal.” (312)

 

Capítulo IX – Espiritualidade Conjugal e Familiar

O capítulo sublinha a vida familiar como caminho privilegiado para a experiência da espiritualidade Cristã e novamente oferece a Sagrada Família como grande modelo a ser seguido.

“A comunhão familiar bem vivida é um verdadeiro caminho de santificação na vida ordinária e de crescimento místico, um meio para a união íntima com Deus.” (316)

“Toda a vida da família é um « pastoreio » misericordioso.” (322)

 

Como você acabou de ler, a “AMORIS LÆTITIA” não trouxe nenhuma grande novidade, mas a confirmação da doutrina católica de sempre sobre a família. Claro que em um documento tão grande, irão surgir muitas frases soltas para a alegria da jujubada, mas Francisco é claro: acolhimento sim, mas sem usar flexibilização doutrinal como estratégia de marketing… e o choro da mídia é livre.

33 comments to Amoris Laetitia – Acolher não é flexibilizar doutrina!

  • Leandro Mendes

    Essa exortação apostólica foi um soco na cara dos tradicionalistas que chamavam o Santo Padre de “Herege Modernista”.

  • Um amplo parabéns! Ao nosso Papa, apesar de que eu não esperava outra postura dele. E a vocês, por essa abordagem corajosa e veloz, num documento tão grande, mas que vocês destrincharam bem e sei que farão mais ainda.

  • João Pedro Strabelli

    Um dos testes mais fáceis para reconhecer um gênio é reparar na quantidade de imbecil que reclama dele ou não entende nada do que ele está falando.

    Não me lembro de outro papa que tenha falado com mais clareza que Francisco e também não me lembro de tanta gente entendendo errado. Não foi por querer, claro, mas isso mostrou muito bem como anda o cérebro das pessoas neste planeta.

    • Não João Pedro Strabelli, é que após São João Paulo II e Bento XVI, o povo que era da teologia da libertação, que teve seus cabeças latino americanos excomungados, que os odiava e os odeia de todo coração como o demônio odeia a verdade pegaram o Papa Francisco como muleta para suas sandices e tergiversações infernais.
      Pensa comigo: argentino, morando em Buenos Aires, um país trilhando um caminho comunista, tendo como presidanta daquele país a então Cristina Kirchner, fizeram a ligação de uma coisa com outra – o Papa é latino americano, Cristina Kirchner é argentina, Lula e o PT é comunista como a Cristina, Leonardo Bode é comunista, pronto, temos um papa tdl. Ele é espontâneo, recusou o “ouro e o luxo de uma igreja européia”, se fez pobre, anel e cruz de prata e não de ouro, vestes simples, ele é dos nossos. O pessoal da tdl já achou que Francisco iria fazer revolução, iria fundar uma igreja, “dos pobres para os pobres”, iria por abaixo aquela igreja velha e caquética, hierárquica que somente mantém as classes, sustentadora de um sistema capitalista opressor, advindo de Constantino.
      Jesus Cristo é comunista, o Papa é comunista, tdl é comunista, pronto teremos o prometido Céu na terra.
      Problema disso tudo: DEEEEEUUUUU PO ZOIO DA MACACADA E DOS CABRITO!!!!!!
      A mídia que é tão santa, puritana, conservadora, um baluarte de ortodoxia ficou louquinha com tudo, afinal, São João Paulo II e Bento XVI fez troça e destroça dos pais dela. Por isto, o que fazem com Francisco fariam com qualquer outro que fosse eleito em seu lugar, e o fariam mais se fosse um Papa africano.
      Papa Francisco, é isso aí, moi o pau nessa cambada que te acha um jujuba master super blaster. Jujubada, chupa esta manga.

      • Meu caro, esquece o não antes de teu nome, pois esqueci de tirar ele, comecei escrevendo uma frase e ficou outra e o dão, dão saiu. Esqueci de tirar ele.

        • João Pedro Strabelli

          Alex, não se preocupe com isso não. Fora daqui, para ganhar a vida, eu tenho o nada saudável hábito de ser professor de português. Cara, você não imagina o tanto de barbaridade que eu li esta semana corrigindo provas. O teu texto está ótimo!

  • Maria Izabel

    Parabéns, ótima compilação do documento.

  • Felipe Gomes de S. Araújo

    Se eu ouvi direito, no tal Jornal Hoje, da Rede Globo, já falaram de “flexibilização de doutrina” . Pelo que li acima, tudo conforme o sempre foi e é pregado pela Santa Igreja.

  • Simone Cruz

    Quem só ouve o Papa através da Globosta certamente já deve estar achando que o papa liberou geral.

  • Adriana

    Amados Catequistas, o link que está no texto é da Encíclica em italiano. Podia colocar o link dela em português para facilitar a vida dos irmãos !!!!!!!

  • Samue Oliveira

    Adriana, segue o link do PDF em Português:

    http://w2.vatican.va/content/dam/francesco/pdf/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia_po.pdf

    Parabéns Catequista, como sempre um excelente post que nos ajuda a dar direcionamento.

  • Victor Picanço

    Este trecho aqui é importante e caberia até transformar em post:

    “Queridos noivos, tende a coragem de ser diferentes, não vos deixeis devorar pela sociedade do consumo e da aparência. O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça. Vós sois capazes de optar por uma festa austera e simples, para colocar o amor acima de tudo. Os agentes pastorais e toda a comunidade podem ajudar para que esta prioridade se torne a norma e não a excepção.”

  • Tiago

    O querido e amado Papa Francisco só ratificou, perante a mídia e principalmente a sociedade (pq eu sei q ele não dá mta moral pra mídia) o que a igreja sempre ensinou. Não mudamos a doutrina, pq ela é sã, perfeita, e fortaleceu o acolhimento aos pecadores, que somos todos nós!
    Papa Francisco é fera!

  • Leandro Mendes

    https://fratresinunum.com/2016/04/06/escandalo-internacional-puc-minas-promove-ideologia-de-genero-em-evento/ . Se as Pucs não tiverem mais jeito o melhor seria laicizá-las como fizeram com a do Peru

  • carlos

    Bela síntese.

    Mas sem dúvida a exortação papal traz sim uma ENORME novidade. Certamente não quanto à doutrina de sempre (e entendo que vocês teriam querido dizer isso) , pois nesse aspecto, qualquer tendência ideológica que queira instrumentalizar a palavra de Francisco, vai ter que catar com lupa e pinça para ver se acha alguma coisa e mesmo assim tendo que distorce-la muito a ver se serve à sua agenda politicóide.

    Mas isso é uma coisa que merece um destaque secundário, pois a encíclica prima muito mais pelo SIM que pelo NÃO (o não aparece como necessidade incontornável e consequência inevitável de um GRANDE SIM. E está é sem dúvida a enorme e belíssima NOVIDADE da exortação.

    Francisco seguiu à risca e exaustivamente o alerta de Bento 16: apresentar o evangelho como atração irresistível para uma vida mil vezes mais plena de alegria e sentido, do que as alternativas a ele. E isso de modo autêntico, não por marketing, teatro ou estratégia de recuperação de ovelhas. É assim, porque assim é Francisco, assim são o Evangelho e a igreja!

    Todo o documento transpira de frescor evangélico, especialmente o capítulo 4 que para mim é o centro vital da exortação. Pois ali se vê de modo belo, mas ao mesmo tempo prático e realista (com grande feeling psicológico inclusive), o dom e o desafio da VIDA NOVA em Cristo.

    São palavras que correm o risco de nos encontrar com ouvidos “acostumados” e, portanto, insensíveis à sua radical novidade: Jesus muda tudo, toda a nossa relação com o mundo, com as coisas e sobretudo, com as pessoas.

    E o santo padre comunica isso, como um tranquilo pai de família sentado à mesa com os seus. Grande catequista este papa! Muitas vezes usa uma linguagem caseira, descontraída, e principalmente, torna tudo muito prático, desafiante mas viável, gradual e progressivo se for o caso, mas possível. E o mais importante, mostra a vida cristã como ela é: trabalho da GRAÇA do Senhor agindo em nós, Cristo vivendo em nós, mas não sem nós, sem nossa esforçada abertura.

    Este é um dos documentos mais belos da história da igreja. Há momentos em que a igreja precisa acentuar a linguagem negativa para colocar os pingos nos is e ela o fez muitíssimo (também Francisco o faz neste documento). Mas a exortação enfatiza AQUILO a QUE A IGREJA DIZ SIM! Ou seja: comunica a BOA NOVA da SALVAÇÃO.

    Ali, claramente, bem mais que na belíssima Familiaris Consorcio (de São João Paulo II) transparece não tanto o que é e o que não é , o que pode e o que não pode, mas O COMO ACONTECE concretamente o AGIR de Deus na vida da gente, sobretudo das famílias. Francisco chega a saborear cada palavra, percorre com demorada atenção cada aspecto da VIDA NOVA em Cristo, esquadrinha todas as implicações de um CASAMENTO no SENHOR, ao mesmo tempo como DOM precioso e imerecido e como ABERTURA nossa a esse dom.

    E nisso, também, ele dá uma grande, evangélica e realmente MISERICORDIOSA resposta às falácias (no fundo ideológicas) sobre a comunhão aos ditos “recasados” (só se casa uma vez, por isso as aspas): para que falar de remendos e gambiarras se o tecido é velho e roto ????

    Não fosse o tecido velho e roto, sequer haveria esse assunto da comunhão aos”recasados”, sequer falaríamos nesses gambiarras, remendos e arranjos (burocráticos em grande medida) para tapear uma situação já paganizada, já distante das raízes da experiência cristã.

    O que faz Francisco? Nos mostra e nos propõe O TECIDO NOVO que não precisa de remendos, pois como diz a belíssima canção “em um tecido antigo, não vai se costurar, nenhum remendo novo, pois com certeza vai se rasgar!”

    E percorre conosco, toda a beleza da ROUPA NOVA que Jesus nos tem dado, detalhe por detalhe. Ele não quer, como o cardeal Kasper o queria, dar uma aparência de cristianismo à uma situação já há muito paganizada e corrompida, não quer fazer gambiarras e remendos fajutos e aparentemente cristãos num tecido podre , mas sim repropor em toda a sua beleza, atração e desafio, a veste nova da vida em Cristo. Essa é a GRANDE NOVIDADE DA EXORTAÇÃO. E como bem lembrou o post, isso merece uma belíssima tradução (prática) missionária e pastoral.
    Dioceses, paróquias, comunidades, movimentos e sobretudo FAMÍLIAS precisam se debruçar sobre esse verdadeiro PROGRAMA de VIDA que é a exortação AMORIS LAETITIA. Quem não vestiu ainda (e é imensa maioria de nós cristãos) é convidado a vestir a ROUPA NOVA da salvação, da vida nova em Cristo e quem já vestiu, é convidado a renovar a sua fé, com especial destaque, para a dimensão do testemunho missionário, que não se traduz numa postura de cobrança e julgamento (que faz de nós os chatos da vizinhança, os que se julgam melhores) mas de real presença de uma novidade que intriga os outros, pois eles notam que algo de SOBRENATURAL e BONITO se move entre nós, nos faz pessoas muito diferentes de tudo o que já viram nessa vida. E para mim, esta é a grande BELEZA da exortação.

    Agora, indo para a parte secundária, mas também relevante (as “pancadas” que ela dá), duas coisas chamam a atenção :

    1) Como sempre, mas de modo ainda mais incisivo, o papa desde uma paulada certeira nas Ideologias do Gênero. E foi muito bom ele evidenciar o plural, pois de fato esse é um mato sem cachorro onde estão emaranhadas as mais contraditórias – entre si – ideologias: desde a igualdade/não diferenciação entre os sexos, até uma diferenciação artificializada que chega a identificar 100 gêneros (e chega ao absurdo de reduzir a única sexualidade humana a um dos tantos “gêneros”, chamando-o de cis-gênero) e situações existenciais onde a pessoa pode pertencer a vários gêneros durante o mesmo dia!!! Palhaçada e retardamento mental tem limite! No mero fato de usar o plural (ideologias gender) o papa denuncia esse emaranhado ridículo (e chantagista com a fome dos pobres, ele o diz claramente, pois a coisa tá nesse nível: ou o seu país aceita esse estupro cultural e intelectual , ou lhe cortam toda ajuda humanitária, e de fazer a gente vomitar de nojo e indignação.).

    2) E o papa ainda, denuncia claramente a usurpação do direito educativo dos pais e diz sem rodeios, que a escola é apenas auxiliar da educação que a família decide dar e que é ela quem delega e controla essa função auxiliar da escola. O que vemos hoje é o exato oposto: a família subjugada pela escola, obrigada a se curvar (com prisões para pais “rebeldes” inclusive) diante da ideologia desposada pela escola que nada mais é que aparelho do poder estatal. Essa clara palavra do papa, reconhecendo a autonomia e os direitos da família, vem em boa hora, para reforçar toda uma luta popular que começa a tomar corpo no Brasil, contra a manipulação mental ocorrida diuturnamente nas nossas escolas.
    3) E por fim, o papa fala numa coisa muito “antiquada”: a clareza da feminilidade e da masculinidade, da paternidade e maternidade que enriquecem e dão cor ao mundo. É óbvio que isso é uma ênfase destinada a provocar a fúria das ideologias feministas e generistas, que em nome de uma suposta diversidade, estão tornando o mundo UNICOLOR, da cor do pensamento único e uniformizador. Essa gente nunca poderia adotar um símbolo mais contraditório àquilo que prega e impõe: o arco iris que é tão belo em sua variedade de cores. Pois tudo o que eles fazem conduzem para uma só cor, uma uniformidade de pensamento idiota que desconhece e pisa na diversidade de interpretações sobre o mundo ,presente, inclusive, entre as próprias pessoas com atração homossexual (ou eles imaginam que todos os homossexuais se interpretam de acordo com os dogmas elegebetistas???)

    Mas tem uma frase de grande beleza e síntese que resume todo o documento, uma frase lapidar que coroa tudo o que a exortação disse. Depois de mostrar que a novidade cristã e a família são as únicas fontes de EFETIVA RESISTÊNCIA a toda dominação de fora para dentro e de cima para baixo (ao contrário do que querem fazer crer as ideologias gender, elas sim o supra sumo do autoritarismo e do controle) – desde que nas famílias não vigore uma lógica autoritária, mas de serviço e amor – o santo padre vem com esta frase belíssima (mas também desafiante): DEUS CONFIOU À FAMÍLIA O PROJETO DE TORNAR DOMÉSTICO O MUNDO!!!

    Vejam que coisa bonita: não é o mundo ( o poder portanto) que tem que suprimir a família e sua mística própria, é ela que tem que ter a peito a missão de contagiar o mundo com seus valores! Isso é antigramsciano e antifrankfurtiano desde a raíz. É uma contra-cultura resistindo ao status quo (que ainda , fingidamente, usa uma linguagem contestadora como se eles não dominassem tudo desde a ONU). E isso resume toda a mística da DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA que o Padre Paulo Ricardo resume tão bem: nem capitalismo (enquanto tradução ideológica que gera costumes de vida distantes do Cristo, não enquanto técnica de produção de riqueza, pois esta é inócua em si e usável para o bem ou para o mal a depender de quem usa) e nem comunismo, ou, melhor dizendo, nem liberalismo nem socialismo, mas FAMÍLIA. Que a sociedade seja uma família, numa família ninguém tem suas necessidades ignoradas, ninguém é injustiçado. Sem fazer disso um utopismo de céu na terra buscado a qualquer preço e por quaisquer meios, é a esse ideal que o santo padre nos convida: RECAPITULAR TODAS AS COISAS EM CRISTO.

    Mas isso não nos tornaria como aqueles ideológicos revolucionários que cinicamente amam a humanidade e desprezam o irmão ao lado, o filho , a esposa , o pai, a mãe, etc. Todo o texto da exortação deixa claro que não. Não se trata de mudar o mundo, mas de cada geração que vier ao mundo, dar o máximo de si para corresponder ao dom de Deus. O resto é com o Espírito Santo.

  • Aubrey Byrne

    Notei como as pessoas veem o que querem e nem parecer estar falando da mesma realidade, tanto traditionalist as, como cleaners, ou mesmo os Neo Cons , carreiristas, os mais inocentes e de boa vontade, etc. Uma coisa e’ certa neste post: deve o Papa ser lido sempre com muita atencao …

  • Rodrigo

    Ainda não li, mas lerei com certeza. A publicação dessa E. A. explica o pq hoje a rede Bobo de televisão trará no programa da Fátima Bernardes “novos conceitos” de “família”. Afff….

  • CATEQUISTA,

    O que vocês têm a comentar da opinião do Pe. Brian Harrison sobre a Exortação Apostólica?

    Resumidamente, ele critica o seguinte:

    1) O Papa não menciona uma única vez a condenação ao uso de contraceptivos.

    2) Sobre aqueles em uniões sexuais irregulares: “[i]Na nota 336 do parágrafo 300, o Santo Padre vai contra o ensino e disciplina de todos os seus antecessores na Sé de Pedro, permitindo que pelo menos alguns católicos divorciados e civilmente recasados (sem decreto de nulidade e que não se comprometem em viver como “irmão e irmã”) recebam os sacramentos. Ele diz lá que as diferentes consequências que resultam de diferentes tipos de situações de divórcios civis e recasamentos (discutidos no texto principal do parágrafo 300) também se aplicam a “disciplina sacramental, uma vez que o discernimento pode reconhecer que em uma situação particular não existe nenhuma falta grave”. A razão, diz Francisco, é que, devido a uma variedade de fatores psicológicos, a culpa para o que é objetivamente um grave comportamento pecaminoso às vezes pode ser mitigado. Então, na nota 351 do artigo 305 da AL, diz o Papa ainda mais explicitamente que, por causa de tais fatores atenuantes, a “ajuda” oferecida pela Igreja a estes civilmente recasados e divorciados sexualmente ativos podem “em certos casos. . . incluir a ajuda dos sacramentos”.[/i]”

    Ele alega que a consciência individual dos envolvidos em tal tipo de união é irrelevante para determinar seu acesso aos sacramentos: [i]”Também de acordo com São João Paulo II, o Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, na sua Declaração de 24 de Junho de 2000, afirmou inequivocamente que a exclusão de tais católicos dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia flui da lei divina, de modo que nenhuma lei eclesiástica humana pode alterá-la, já que é irrelevante se a imputabilidade subjetiva dos divorciados recasados pode em alguns casos ser diminuída. Por que isso é irrelevante? Porque, diz a Declaração, a admissão à comunhão daqueles que estão vivendo publicamente em uma situação que o próprio Jesus chama de adultério, enviará uma mensagem clara de que a Igreja não leva muito a sério este ensinamento de nosso Senhor sobre a indissolubilidade do matrimônio. E isso irá inevitavelmente causar escândalo (no sentido teológico de levar outros ao pecado). “[/i]

    Enfim, me parece que SE essa é a consequência da Exortação do Papa (o que eu, pessoalmente, duvido muito), a coisa ficou feia. Não é mero formalismo religioso impedir o acesso aos sacramentos de quem ESTÁ em pecado mortal de modo contínuo (e não pretende sair desse estado): além do risco de sacrilégio (na Eucaristia), há o tremendo mal do escândalo – muitos vão pensar que o Matrimônio não passa de uma “opção preferida” da Igreja, que aceita outras formas de união.

    Fico curioso para saber o que vocês pensam dessa questão, comparando os 2 textos.

    Íntegra do texto do padre Brian: http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/doutrina-teologia/sacramentos/871-amoris-laetitia-um-comentario-preeliminar

    • Elton

      Interessante notar como fizeram varias interpelações o grande Cardeal Dom G Muller que não concordou com varios textos do Amoris laetitia, assim como diversos cardeais conservadores, como os africanos de modo uníssono.
      Veja qui uma do Cardeal D Burke, nesse sentido:
      *A única chave para uma interpretação correta dos Amoris Laetitia é o constante ensinamento da Igreja e sua disciplina que mantém e promove o ensino. O papa Francisco disse muito claramente desde o início que o pós-sinodal não é um ato magisterial (nº 3). A forma do documento confirma. É escrito como uma reflexão do Santo Padre sobre o trabalho das duas últimas sessões do Sínodo dos Bispos. Por exemplo, no capítulo 8, como alguns interpretam como a proposta de uma nova disciplina com implicações óbvias para a doutrina da Igreja, o Papa Francisco, citando a sua exortação pós-sinodal da Evangelii Gaudium diz:
      “Eu entendo aqueles que preferem uma pastoral mais rígida que não se presta à confusão. Mas eu sinceramente acredito que Jesus Cristo quer Igreja atenta ao bem que o Espírito espalha em meio à fragilidade: uma Mãe que, ao mesmo tempo que expressa claramente seu ensinamento objetivo “não renuncia a possível bem, mesmo [se ela] correr o risco de se enlamear como na estrada lamacenta” (nº 308).
      Desse número 308, de tom altamente pessoal, o Cardeal Burke desenha uma primeira conclusão:
      “Em outras palavras, o Santo Padre propõe que ele, pessoalmente, acha que é a vontade de Cristo pela sua Igreja, mas ele não tinha a intenção de impor seus pontos de vista, nem para condenar aqueles que colocam o ênfase no que ele chama de “uma pastoral mais rígida”.
      Eis pois aí o que poderia dar margem a concessões individuais de pastores de almas, na pastoral aberta “caso a caso”, se por ventura atendentes ás ideias do papa Francisco, que não apreciaria dogmas nem rigidez doutrinaria, sendo bem claro nisso!
      Como ele, certos pastores de almas preferissem correr certos riscos e quem sabe, assumiriam-se possibilidades de arranjarem culpas por se arriscarem, além de compartilhamento em erros alheios e indução desses ao mal, quem sabe…
      *ripostecatholique.fr

  • Sidnei

    Confesso, fiquei apreensivo com esta conclusão do Papa Francisco com relação ao sínodo da família, temia que ele iria mudar algo ou até relaxar em alguma coisa, mas, o que o blog colocou aqui de maneira sucinta não resta dúvida que nada foi alterado, e tudo continua como antes, apenas, que foi tudo mais esclarecido. É evidente, que vão surgir vária interpretações a respeito desta exortação apostólica, há aqueles que virão ela quer para o bem ou para o mau, mas devemos seguir esta exortação com o olhar fixo a tudo o que foi ensinado pela Igreja até hoje, coisa que a exortação não se desviou em nenhum momento.

  • Tenho a mesma indagação do João… como interpretam a nota 351?…
    “Em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos. Por isso, «aos sacerdotes, lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor » [Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium (24 de Novembro de 2013), 44: AAS 105 (2013), 1038]. E de igual modo assinalo que a Eucaristia «não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos» [Ibid., 47: o. c., 1039].”

  • Além da nota 351, li diversas análises que apontam a Amoris Laetitia como uma pretenção de uma nova perspectiva não doutrinal, mas pastoral, ao deixar claro em vários trechos (infelizmente omitidos neste post) que “nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais” (3), e que “as diferentes comunidades é que deverão elaborar propostas mais práticas e eficazes, que tenham em conta tanto a doutrina da Igreja como as necessidades e desafios locais” (199).
    A meu ver, não são só trechos isolados, mas na verdade a expressão de todo o Espírito do documento… Como se pode constatar nessas outras passagens:
    http://brunojesuita.wix.com/construtordealtares#!24-puxões-de-orelhade-Amoris-Laetitia-na-Hierarquia-da-Igreja/cmbz/570f6d260cf29719a387954c

  • João Pedro Strabelli

    A gente que é católico costuma ter saudade de um tempo que não existiu, aquela época que todo mundo ia à missa, todo mundo seguia os mandamentos, todo mundo amava Deus de todo o coração. E pensa que antigamente era assim e é por isso que estava cheio de santos. Só que não. Se estava cheio de santos é porque precisa de muitos santos, e como não se precisa de médicos onde todos estão sãos, é fácil ver que os tempos eram difíceis. Não que hoje tenha melhorado, muito pelo contrário. Em parte é isso que torna difícil entender a acolhida. Andei olhando por aí e o que tem de gente falando que papa Francisco é o pior papa não é brinquedo. Mas, até queria entender, como é que se converte alguém se não acolher antes? Jesus Cristo teve um trabalhão enorme com seus discípulos e até na véspera (literal) de sua morte eles ainda não tinham entendido quase nada! E ele os acolheu, ensinou e protegeu por todo o tempo. Se antigamente os grandes santos saíam para países longínquos para suas pregações, porque eles desconheciam Deus e cometiam barbaridades enormes, hoje o desafio é fazer isso aqui do nosso lado, com gente que também desconhece Deus e faz uma enormidade de besteiras.

  • Wellame

    Repercussão da Amoris Laetitia.

    Apelo ao Papa.

    “Um grupo de 45 personalidades católicas, constituído maioritariamente por clérigos e académicos, enviaram uma petição ao Colégio Cardinalício para pedir ao Papa que “repudie” aquilo que entendem ser “proposições erradas” contidas na exortação apostólica Amoris Laetitia, que “podem ser entendidas como contrárias à Fé e à moral católicas”. De acordo com o jornal norte-americano National Catholic Register, esta petição foi redigida num documento de 13 páginas, traduzido em seis línguas, endereçado ao Cardeal Angelo Sodano, Decano do Colégio dos Cardeais, e também a 218 outros cardeais e patriarcas.”

    https://odogmadafe.wordpress.com/2016/07/14/apelos-e-peticoes-ao-papa/

    https://www.youtube.com/watch?v=nQpJqmbYPXg

    https://odogmadafe.wordpress.com/

  • JB

    Só por curiosidade, o pessoal aqui do blog ainda sustenta que a exortação Amoris Laetitia não permite, ao menos em alguns casos, a comunhão dos recasados?

    Acho que vocês deveriam fazer uma retratação e confirmar a seus leitores que sim, a correta interpretação da Amoris Laetitia implica que os divorciados e recasados poderão, em certos casos, comungar mesmo não vivendo em castidade.

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>