Não abandone a Igreja por causa de Judas Iscariotes

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Josafá da Samaria (nosso personagem fictício de hoje) era simpatizante entusiasmado de Jesus de Nazaré. Porém, certo dia, flagrou Judas Iscariotes passando a mão no dimdim destinado ao sustento do grupo e ao socorro dos pobres. Daquele dia em diante, decepcionado, Josafá nunca mais quis saber de seguir o Messias.

Que burro, dá zero pra ele! Josafá se determinou totalmente pelo escândalo do pecado de Judas, como se isso fosse maior do que toda a verdade e a graça que aquele grupo comunicava. E abandonou Cristo, perdendo a salvação!

Josafá da Samaria encarna o perfil de muitos cristãos que desistem de frequentar a Igreja, com a desculpinha de que se decepcionaram com as coisas erradas que viram acontecer entre os católicos. E assim deixam de conviver não somente com os Judas e Falsianes da vida, mas também se afastam do Filho de Deus, que continua presente na história de modo particular por meio de Sua Igreja, cujo povo é santo e pecador.

Enquanto isso, no almoço de confraternização da paróquia…

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Como bem disse Bento XVI, quando a Igreja lança as redes, pesca peixes bons e ruins. Estão todos juntos na mesma rede (como na parábola do joio e do trigo, que crescem juntos no mesmo campo)!

“Eu diria que é importante reconhecer que, estar na Igreja, não quer dizer fazer parte de uma associação, mas estar na rede do Senhor, que pesca peixes bons e ruins das águas da morte e os conduz às terras da vida. Pode ser que nesta rede estejam próximos a mim os peixes ruins, mas é certo que não estou aqui por estes ou por outros, mas estou porque é a rede do Senhor, que é uma coisa diferente de todas as associações humanas, uma rede que toca o fundamento do meu ser.”

– Bento XVI. Entrevista no voo de Roma a Berlin, 22 maio 2011

Jesus ensinou que onde dois ou três estivessem reunidos em Seu nome, Ele estaria no meio deles. Mas os “Josafás” se sentem tão superiores que não aceitam integrar uma comunidade composta por pessoas cheias de defeitos. A sua exaltada indignação com as coisas injustas e más, na verdade, oculta uma espiritualidade rasa. Sua fé é superficial, não tem raízes… e qualquer vento a leva!

Os “Josafás” são tipos mimizentos, que repetem aquela cantilena de que “é por isso que a Igreja Católica perde tantos fiéis”. Se liguem! Cristo, depois de falar sobre Seu Corpo e Sangue na sinagoga de Cafarnaum, também perdeu uma multidão de seguidores. E quem estava errado? O Deus Encarnado ou o povão que O abandonou?

“Olha, essa questão de perder fiéis é uma questão que muitas vezes se coloca como se estivéssemos disputando algo. O Evangelho não se coloca nessa situação. Aqueles que aparentemente mudaram, nunca pertenceram [à Igreja Católica]. Não se perde aquilo que não tem. Muitas vezes se fala que a igreja está perdendo. Não está perdendo coisa nenhuma. [O católico] tem que ser alguém que sabe em quem ele acreditou. Não basta porque ele está pedindo uma graça ou alguma coisa que ele queira receber, mas o que se espera do cristão é que ele tenha convicção. Ele dá a sua adesão à fé, ele tem a fé. Se não tiver fé, então ele não tem a convicção.”

– Dom Geraldo Majella. Entrevista ao G1, 18/07/2013 

A convivência entre os membros da Igreja, desde os primórdios, nem sempre era cor-de-rosa. A comunidade primitiva não foi poupada dos quiproquós, conforme fica evidente nesse trecho de uma carta de São Paulo aos irmãos de Corinto: “Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?” (1 Cor 3,3). E, a despeito disso, eles eram membros do Corpo de Cristo!

Eu sei, eu sei… No meio do povo de Deus ocorre fofoca, brigas, disputas de poder, corrupção, picuinhas, traições… Mas também tem santos e santas! E pessoas que ainda não são assim tão santas, mas que estão a caminho e têm lá seus bons momentos de santidade. Não abandone a Igreja por causa de Judas Iscariotes: quem larga a Igreja, larga também Jesus, que a fundou e que a santifica continuamente.

67 comments to Não abandone a Igreja por causa de Judas Iscariotes

  • Padre Orlando Henriques

    A melhor resposta que já vi a esses “Josafás” é esta frase do venerável D. Fulton Sheen:

    «Dizes que não vais à igreja porque está cheia de hipócritas. É verdade, mas vem mesmo assim, temos espaço para mais um!»

    • Ahuahuahua! Genial Fulton Sheen!

    • carlos

      Foi bom o Padre Orlando aparecer por aqui, pois tenho um assunto que foge bem a este do post e ao mesmo tempo coincide com ele de algum modo:

      Lembra da polêmica da falsa irmã Lúcia? Pois é, embora não seja a intenção do artigo abaixo, ele acaba trazendo alguma luz sobre isso, e uma luz de certo modo insuspeita.

      Digo insuspeita, porque o autor do artigo parece ser do mesmo time de gente que rejeita o Vaticano II, ou seja o mesmo time de onde vieram as suspeitas acercas da identidade da irmã, motivadas pela mesma atitude de rejeição ao Vaticano II e ao magistério católico pós-conciliar.

      Portanto, o autor do artigo teria, a princípio, interesse em referendar a versão da falsa irmã. E no entanto, não faz isso, mas traz pelo menos dois fatos interessantes que colocam essa versão em cheque:

      a opinião de dentistas sobre a protuberância do queixo e fotos de parentes da irmã que se parecem muito com aquela que foi dada como impostora.

      Claro que, ainda que fosse real a história da suposta “impostura” – voltando ao post – nada disso é motivo para nos afastarmos da fé que Jesus nos deu.

      A gente às vezes se comporta como se o pecado e o mal – no meio do povo de Deus – fossem algo extraordinário que devesse provocar espanto em nós.

      Mas é o exato oposto: o pecado é o nosso cotidiano, a normalidade. Já começamos nossa história com a traição de Judas e a negação de Pedro, escândalos tremendos.

      O extraordinário é a santidade.

      O pecado é o pão de cada dia e é orgulho pretensioso querer fazer parte de uma comunidade de perfeitos. Orgulho este que já estava presente desde o início, quando alguns apóstolos, pediram ao Senhor a permissão para pedir o fogo do céu contra alguns incrédulos que rejeitaram a Cristo. Essa atitude santarrona e pretensiosa é a origem de toda heresia (e está presente tanto em certas teologias da libertação como em certas tendências sedevacantistas: extremos que se tocam, por partilharem da mesma pretensão).

      A pretensão de querer julgar logo quem é o joio e reivindicar sua eliminação em nome de um passado puro ou de um futuro idealizado cuja chave de leitura apenas eles possuem.

      Todos os grupos que se pretenderam chamar de igreja, afastando-se da comunhão católica, cometeram escândalos escabrosos – embora haja gente exemplar entre eles – principalmente os seus fundadores (com raras exceções como John Wesley, o fundador dos metodistas, que parece ter a biografia um pouco mais limpinha).

      Não obstante, ainda assim, dificilmente um “lugar”, uma comunidade humana, vai apresentar de modo tão recorrente e farto, a autêntica santidade, como a igreja católica.

      Encontramos o pecado por toda parte, sem dúvida, no povo de Deus. Mas também encontramos como em nenhuma outra comunidade o impressionante fenômeno da santidade, da graça divina agindo fortemente na vida das pessoas.

      Simples de explicar: Deus age aqui como em nenhuma outra parte. Afinal ele cá está fisicamente, em toda sua presença: corpo e sangue, alma e divindade na Eucaristia, sacramentalmente também na pessoa do sacerdote (mesmo o mais indigno que às vezes porta uma presença que nem a ele próprio sensibiliza), na doutrina completa, nos milagres estupendos que só aqui ocorrem, etc. etc. Mas nada disso elimina a liberdade do sim. Por isso sempre haverá isso: extraordinária santidade junto com muito pecado.

      • carlos

        Epa! O artigo da Irmã Lúcia, falei nele e não o postei:

        https://promariana.wordpress.com/2014/12/12/6052/

      • Padre Orlando Henriques

        Obrigado, Carlos, por esta partilha, que vem confirmar a minha refutação dessa teoria da conspiração segundo a qual teria existido uma falsa Irª Lúcia. Fiz a refutação nos cometários deste post: http://ocatequista.com.br/archives/15630

        Essa confirmação de dentistas e, sobretudo, a comparação com fotos de familiares da Irª Lúcia destrói completamente essas fantasias completamente descabidas.

        MAS, mesmo assim, cuidado com esses artigos e blogues: o autor do texto refuta a teoria da falsa Irª Lúcia (o que o torna insuspeito quanto a esses aspecto, sim), mas nem por isso deixa de ser um sedevacantista encardido que difunde o seu veneno de forma ainda mais subtil, ou seja, segundo ele a Irª Lúcia sempre foi a mesma que viu Nossa Senhora em Fátima, mas ter-se-ia, também ela, deixado iludir pela “heresia” do Concílio Vaticano II.

        Ora, isto só demonstra que esses sedevacantistas são obstinados no seu pecado, são mesmo cegos que não querem ver: se já admitiram que não existiu uma falsa Irª Lúcia, e se admitem que alguém como a Irª lúcia (a única que sempre existiu) aceitou pacificamente o Concílio Vaticano II, como podem continuar a afirmar que o Vaticano II é uma heresia?

        A sua teoria, para eles, é o que vale acima de tudo, nem que venha uma Irª Lúcia dizer o contrário; e se vier, acham que ela é que está errada, porque elevaram as suas próprias ideias a um patamar de infalibilidade que acham que não podem ser desmentidas mesmo perante os testemunhos mais autorizados.

        Além disso, essa gente não hesita em recorrer a mentiras e ou a especulações não fundamentadas para enganar: onde é que eles tiveram acesso ao livro de óbitos do Carmelo de Coimbra? E onde é que estão esses famosos documentos alegadamente emitidos pela Diocese de Coimbra que eles sempre citam? Tudo isto parece muito estranho, pelo menos para mim, que sou de Coimbra, mais parecem afirmações levianas, não acha? Basta pôr a nossa própria cabeça a raciocinar: já viu que eles nunca citam nenhum documento em concreto, nem referem nenhum nome de Bispo nem vigário nem chanceler da Diocese de Coimbra? E onde é que estão publicados esses documentos? Onde é que eles tiveram acesso a eles? Fontes fidedignas? Pois…

        E o facto de ele dizer que viveu em Aljustrel, a aldeia dos pastorinhos, será de acreditar? Hum… A avaliar pela falta de consistência das outras “provas” que eles sempre apresentam…

        Eles chamam-se a si mesmos católicos? Mas não são! São um grupo cismático, separado da Igreja Católica de forma pelo menos tão grave os ortodoxos (para não dizer como os protestantes).

        Cuidado com esses sites! Podemos lê-los, até para formar opinião e puder refutar, mas com espírito crítico, porque se for para se deixar seduzir e cair em armadilhas é melhor não ler.

        O Novo Testamento, desde o Evangelho ao Apocalipse, passando por muitas Epístolas, está cheio de alertas contra lobos vestidos de cordeiros (como são esses sedevacantistas, que se dizem mais católicos do que o próprio Papa) que se introduzem no meio do rebanho só para arrebatar ovelhas do rebanho de Cristo para as suas seitas cismáticas.

        • Padre Orlando Henriques

          Aproveito para voltar a publicar a minha refutação dessa teoria da Irª Lúcia impostora, agora actualizada:

          – OS DENTES
          Dizem os defensores da “teoria da conspiração” que a Irª Lúcia que apareceu ultimamente era falsa porque aparecia com os dentes “certinhos”, enquanto a “verdadeira” Ir.ª Lúcia tinha os dentes deformados, como se vê nas fotos de quando ela era mais nova. Ora, vê-se claramente nas fotos que o que a aconteceu foi que, entretanto, a Irª Lúcia começou prótese dentária. Não é uma hipótese tão excêntrica como a teoria marada de uma suposta impostora!

          – O QUEIXO (E O SORRISO)
          Se, de facto, a Ir.ª Lúcia tiver perdido os dentes e tiver começado a usar prótese dentária, essa perda de dentes pode, também explicar a deformação do sorriso e do queixo, de que eles falam. Sim, a falta dos dentes altera (e muito!) a fisionomia, nomeadamente em volta da boca. Isto para além da decadência natural, própria da idade, que leva, também a transformações no rosto. Um dentista poderá confirmar isto, bem como a comparação de fotografias da Irª Lúcia com fotografias de outros familiares em idade semelhante.

          – AS MUDANÇAS DE CALIGRAFIA
          Apresento-vos o caso de uma outra carmelita que também mudou radicalmente de caligrafia, e, PRECISAMENTE, por causa de ter entrado para o Carmelo! É a Beata ISABEL DA TRINDADE (1880-1906). Nas “Obras completas” de Isabel da Trindade (Edições Carmelo, 2008), na Introdução geral, páginas 74 a 77, fala-se das mudanças radicais que sofreu a caligrafia de Isabel da Trindade ao longo da sua curta vida. O livro apresenta alguns “fac-similes” de manuscritos seus em várias fases da vida que ilustram bem o quão radicais foram essas mudanças, principalmente depois de entrar para o Carmelo. Diz o referido livro, na página 74, que «Aos dezassete anos, a sua escrita evolui para o que se designará «letra de artista», grande, pontiaguda, com retorcidos»; e, na página 76, diz que «Ao chegar ao Carmelo, a querida postulante tinha uma letra à moda dos artistas, mas não religiosa. Até a Prioresa lhe quis fazer mudar. Uma Irmã, que tinha uma letra muito clássica, redonda e regular, deu-lhe algumas lições». E mais! Na mesma página 76 ainda diz que «Contudo, esta grafia sofrerá, também ela, lenta e inconscientemente, uma profunda modificação, sobretudo no sentido de uma simplificação, em particular pela restrição de volutas sobre as maiúsculas!». PORTANTO, É BEM POSSÍVEL ALGUÉM MUDAR DE CALIGRAFIA, sobretudo se isso for imposto à pessoa. Será que a Ir.ª Lúcia, à semelhança da B.ª Isabel da Trindade, também terá sido incitada a educar a caligrafia de forma diferente quando entrou para o Carmelo? Não sei, só sei que a hipótese de uma “Ir.ª Lúcia impostora” é muito mais ficção do que uma mudança de caligrafia, como ficou bem documentado no caso da Bem-aventurada Isabel da Trindade! Talvez a Ir.ª Lúcia nunca tenha sido incentivada nem obrigada a trabalhar a caligrafia, mas este exemplo da B.ª Isabel da Trindade demonstra que essa é uma possibilidade a não desprezar, para além de ser um claríssimo exemplo sobre até que ponto é possível alguém mudar radicalmente a forma como escreve. Aliás, mesmo que não tenha havido nenhuma educação para alterar a caligrafia, a verdade é que nós mudamos, naturalmente, de caligrafia não só com o passar da idade mas também por diversas vicissitudes da nossa vida, a começar pela fadiga. Se andarmos numa fase da vida de mais stress, ou de maior cansaço, por exemplo, isso nota-se na nossa letra. A nossa letra evolui, sim, e eu posso sempre gostar de escrever hoje de uma maneira e preferir, mais voluta ou menos voluta, escrever de outra forma amanhã. De facto, a nossa caligrafia revela os traços da nossa personalidade, mas isso nota-se mais por outros pormenores, como: o tipo de inclinação, o facto de a perna do “q” ou dos “p” serem mais curtas ou mais compridas, a haste do “d” ou do “b” ser mais curta ou mais comprida, se a parte redonda e central das letras é mais graúda ou mais miúda, se o traço do “t” está mais acima ou mais abaixo… Isso são pormenores que definem a nossa personalidade (e, por vezes, também o nosso estado de espírito) e que nós mantemos, inconscientemente, mesmo quando tentamos escrever num “tipo de letra” diferente (para usar uma comparação informática). Com mais ou menos “volutas”, dando a volta do “g” de forma redonda ou de forma angulosa, as nossas características pessoas continuam presentes na caligrafia de cada um de nós.

          • Natanael B.

            Padre, a benção.

            Sempre achei esse argumento dos dentes risível. Falar dos “dentes” de uma senhora de 90 anos…

            Como bem o senhor falou, essa cegueira deles só pode ser realmente a obstinação pelo pecado.

            Padre, o senhor tem respostas aos sedevacantistas sobre a suposta eleição do cardeal Siri em 1958 ou em 1963, ou nas duas datas ?

            Pelo que eu vi por aí, parece haver indícios de que ele teria sido eleito em um ou mais conclaves. Eventualmente tendo sido, o que importa realmente é o que diz a lei da Igreja sobre a “renúncia” dele, que teria sido feita sob ameaças de retaliações do outro lado da cortina de ferro. É nesse sentido a minha pergunta.

            Persevere aqui no site, padre. Sua presença acrescenta.

          • Padre Orlando Henriques

            Bem haja, Natanael. Que Deus o abençoe!

            Já tinha ouvido falar sobre isso, mas nunca me informei a fundo sobre a questão. Pode ser que, entretanto, se arranje qualquer coisa de mais claro…

            Mas o que eu acho é que essa gente arranja sempre “argumentos” mirabolantes para “provar” o que não lembra nem ao diabo… argumentos, tipo «o livro de óbitos do Carmelo diz isto», ou «a Diocese de Coimbra disse aquilo», ou «os dentes da Irª Lúcia não eram assim», ou «vocês não sabem, mas o cardeal Siri é que foi eleito»… Mas, depois, vai-se a ver e… onde é que estão fontes credíveis? Ficamos sempre com a impressão de que eles apenas dizem o que lhes vem à cabeça, coisas que, certamente, sonharam…

            Achou ridículo o argumento dos dentes da Irª Lúcia? Pois eles têm mais “argumentos” que dão vontade de rir: estive a fazer uma pequena pesquisa sobre a tal suposta eleição do cardeal Siri e até encontrei um site deles que apresentava como fundamento alegadas fontes do FBI… Só mesmo rir, para não chorar.

            Às não sei se eles são apenas aldrabões que mentem desalmadamente e pensam ingenuamente conseguir enganar alguém, ou se, para além de difundirem mentiras, também se divertem a insultar a inteligência dos leitores.

  • Padre Orlando Henriques

    Uma vez mais, o vosso texto é muito bom.
    Se soubessem a quantidade industrial de vezes que oiço essa desculpa: «Eu não vou à igreja porque os que lá vão são piores do que eu».

    Respondo-lhes sempre que, um dia, quando eles estiverem diante de Deus, vão ter que Lhe responder por terem faltado na igreja, e não pêlos pecados dos outros.

    Quando alguém diz algo assim, “desculpa triste e irresponsável” é o único título adequado que encontro para classificar o que as pessoas dizem.

    Tudo isso não passa de preguiça e desculpas esfarrapadas. Não acredito nem um pouco na sinceridade de que dá essa desculpa.

  • Padre Orlando Henriques

    Além disso, arrogância não lhes falta: «Eu não vou lá porque aqueles que lá vão ainda são piores do que eu.»; mas quem é que tu pensas que és para não só julgares os outros como, ainda por cima, te achares melhor do que eles?

    • Paulo

      Parece que a soberba, orgulho e mais defeitos graves estariam bastante arraigados nesses “PUROS DE CORAÇÃO”, bastando lembrar o caso do fariseu e o publicano; os que se julgam melhores e não se misturam a pecadores, como relatam, comportam-se como esse!
      Quanta decepção terão do lado de lá se se mantiverem nesse modo ultra errado de se posicionarem!

  • katia

    Ótimo post, é triste que tentamos explicar isso as pessoas mas elas não querem entender,a igreja é perfeita porém composta por seres humanos imperfeitos, se um dia acharem alguma igreja com fieis que nunca erram me apresentem, erramos para aprendermos juntos, e juntos trilharmos nosso caminho rumo ao céu, o Nosso Jesus é perfeito e sempre devemos buscar essa perfeição.

  • Eder Ramos

    Nem por isso eu jamais pensei em me afastar, já fui catequista, ministro e estive oito anos atuando no grupo de oração RCC… Mas tendo contato a um ano com a FSSPX fui percebendo e me incomodando com os erros não das pessoas mas da liturgia e do pastoreio cada vez mais linear, falando mais de lutas terrenas e deixando o espiritual e ataque ao Pecado de lado.

    O descaso com a Eucaristia e o Ecumenismo contrário ao que tenho aprendido mesmo de padres mais conservadores como pe. Paulo Ricardo me deixaram numa situação difícil. Deixar de servir aqui com pessoas que amo para ir servir num lugar onde conheço poucos mas não tenho dúvida alguma que tudo lá é Católico como deveria ter sido conservado nas paróquias tbm.

    A antipatia e perseguição contra a fraternidade é grande mas tenho certeza que meus amigos de verdade ainda continuarão a serem meus amigos. Respeito a liberdade de escolha de todos e gostaria sim que respeitassem a minhas. Além do mais estando orando lá não vou de modo algum estar deixando Cristo.

    • Eder, deixar um grupo da Igreja por não se identificar com sua espiritualidade ou cultura (ou mesmo devido a conflitos) é totalmente aceitável. Afinal, a salvação não está vinculada exclusivamente a este ou aquele grupo da Igreja. O problema é abandonar a fé católica, deixar de frequentar a Igreja.

  • Israel Azevedo

    E não foram exatamente esses os motivos notórios alegados por Lutero e os demais reformadores para romperem com a Igreja de Cristo??
    “Essa Igreja corrupta, Papa corrupto, absurdoooo, vou embora daqui fundar minha igreja”
    kkkkkkkkkkk
    O problema pelo visto não é nem um pouco novo nem as pessoas que o alegam.

  • O leigo

    Bom dia. Esse post parece que foi escrito pela ótica de minha situação. Cometi um pecado terrível por fraqueza e sem-vergonhice. Estou extremamente arrependido e triste. Já fazem quatro meses mas ainda estou remoendo o que fiz. Já me confessei e sei que Deus me perdoou. O problema é que não consigo me perdoar. Isso porque meu pecado, além de ter consequências visíveis na minha vida, ainda pode ser pedra de tropeço na vida de outros irmãos exatamente porque as pessoas olham apenas o mal nas pessoas. Muitos esqueceram o que já fiz de bom e olham apenas o meu pecado e, como consequência, saem da Igreja.

    Isso pesa ainda mais meu coração. Fiquei sabendo que teve gente que já foi ao padre (inclusive ao meu confessor) “confessar” o meu pecado. Isso dói. Não me sinto hipócrita pelo pecado cometido, mas sim incompetente por não ter resistido. Elas não vêem que eu odeio meu pecado e estou profundamente arrependido. Ver as pessoas se afastando de Deus me dói na alma. Que Deus ajude todos nós na luta pela santidade e contra o pecado…

    • LEIGO,

      Assista (de novo) A Paixão de Cristo. Leia o livro “A Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas segundo S. Francisco de Sales”, do Padre Tissot.

      Aí você me diz o que achou.

    • João Pedro Strabelli

      Cara, burradas todo mundo faz, umas maiores outras menores. Se pensarmos o que nosso primeiro papa, Pedro, fez, dá pra ver com que tipo de gente nossa Igreja começou. E foi escolha de Jesus Cristo

      Mas percebi que isso te incomoda e, mais que isso, sua preocupação é coerente. Você diz que cometeu um erro grave e que isso provocaria dúvidas nas pessoas que seguem a Igreja. É bom você se preocupar com a consequência de seus atos. Conheço casais em segunda união que não comungaram nas missas por um bom tempo para não gerar dúvidas nas pessoas, mesmo depois de ter regularizado sua situação.

      Mas existem opções. Você pode fazer o serviço mais simplezinho que tiver, algo como lavar copos em quermesse, trabalhar com o pessoal de apoio, . Serviços há de todo o tipo e, sinceramente, não acho que nenhum seja mais digno que os outros, são todos dignos iguais. E pode, se quiser e achar que vale a pena, deixar bem claro que esta é sua opção depois da bobeira que marcou. Não quer parar de servir mas não quer atrapalhar.

      Sei lá se isso ajuda, mas foi o que pensei assim que li. Que Deus te conforte.

    • Victor

      Meu irmão!

      Diz o ‘Catecismo de São Pio X’: “691) Tem o Sacramento da Penitência virtude de per. doar todos os pecados, por
      muitos e grandes que sejam?
      Sim, o Sacramento da Penitência tem virtude de perdoar todos os pecados,
      por muitos e grandes que sejam, contanto que se receba com as devidas disposições.”

      Que bom que tem a certeza de que foi perdoado por Deus! Foi perdoado pelo ministro do sacramento, em nome de NSJC, que deu aos Apóstolos este poder.

      Quando a não conseguir SE perdoar, atente ao seguinte: não deixe sua dor te impedir de seguir em frente, mas esta marca de dor por ter ofendido ao Senhor, e uma atitude penitente, são muito bem vindas, e não se resume ao momento após a absolvição! Devemos caminhar como penitentes neste mundo!

      A versão do catecismo é antiga, mas na falta do novo, é a doutrina de todo o sempre.
      Alegra-te! A Paz de NSJC!

  • Esteban

    Deixar a Igreja por causa das pessoas é tão ilógico como alguém que é mordido por seu cachorro e por raiva chuta o seu gato.

  • Natália

    Muitos jovens agem dessa forma.
    Além de achar “muitas regras” na Igreja, não frequentam pois “tem que fazer muita coisa” e porque, infelizmente tem aquele um ou outro que quer se sobressair ou julgar os outros.

    Aliás, isso ocorre até mesmo nas pastorais. Alguns deixam de participar porque fulano se sente “dono” da pastoral e quer mandar em todo mundo; ou ainda, tem aquele que quer tirar a função do coordenador, mas não quer pegar a responsabilidade. Aí já viu, vira aquela bagunça e cria uma situação chata.

    Tem também a situação na qual um padre errou…
    Certa vez me falaram (protestantes, sempre eles, rs) que foram à crisma de um amigo, e na confraternização, segundo eles, o padre bebeu bastante e aparentava estar embriagado.. E saiu aquela “olha, é por isso que não simpatizo com a católica, porque nem os próprios padres dão o exemplo”. Risos.

    Eu mesmo, demorei muito a entender essa situação. EU não gostava do padre no qual é pároco no momento.
    Já vejo de forma totalmente diferente agora, mesmo quando eu sei que ele errou.

    Tendem a achar que padre, porque é padre, é um ser divino, assim como os fiéis. Pra pensar dessa forma precisa ser muito ignorante e não olhar o próprio erro.

  • Gustavo

    Belo texto dentro de uma temática recorrente nas Pastorais e Igreja de modo geral!
    Apenas cabe a cada um não aceitar ser o Judas (pedra de tropeço) buscando a Coerência (palavra muito forte) entre o que professa e vive.
    Parabéns pelo que fazem!

  • Isadora de Lima

    Hauxhaudjauf eu não entendo o motivo de pessoas abandonarem a igreja pq tem gente pecadora lá dentro. É óbvio q tem! Se não tivessem pecadores no mundo nós estaríamos no Éden até hoje haudhshdue
    Vim aqui ler justo pq eu me sinto “deixando” um pouco a igreja de lado, mas já estou voltando <3 Deus anda me respondendo de novo agora que voltei a orar mais *0* 3 Obrigado à esquipe que consegue fazer de algo mais sério, como a religião, ser divertido para pessoas como eu, que tenho 14 anos heuehiehrue <3 Kissus, que Deus abençoe vocês c:

  • Albari

    A grande maioria das pessoas não são capazes de olhar as suas misérias, suas fragilidades, sua pequenez. Muitos não assumem seus atos diante do erro, Poucos dizem diante do próximo EU ERREI (Eu assumo).

    Ao invés de olhar e adorar o pecado dos outros é preciso dar uma guinada em nossas vidas e aprender o máximo com a vida dos Santos e Mártires da Igreja. Quantas pessoas, homens e mulheres, entregaram suas vidas, por amor a Deus e ao serviço ao próximo? Os passos da história da Igreja estão cheios de reformadores Católicos: São Paulo, Atanásio, João Crisóstomo, Máximo, João Damasceno, Papa Gregório VII, São Francisco, Domingos, Catarina de Sena, Inácio, Teresa de Ávila, etc. Em muitos casos, cada um experimentou perseguição activa de outros cristãos e caíram mesmo sob suspeita de heresia. No entanto, a sua humildade e silêncio eventualmente reforçaram a sua causa como advogados da verdade evangélica da doutrina da Igreja.

    Quando S. Francisco foi a Roma procurar reconhecimento do Papa, o Papa dispensou-o impacientemente e disse-lhe para ir “deitar-se com os porcos.” Um tempo depois, Francisco regressou sujo com fezes de porco com cheiro até aos altos céus. Quando o Papa se opôs, Francisco respondeu, “Eu obedeci às suas palavras e fiz simplesmente como disse. Deitei-me com os porcos.” De repente o Papa percebeu que este era um homem santo que estava disposto a obedecer mesmo na face de humilhação. Enquanto não pregarmos o evangelho com as nossas próprias vidas, pouca mudança haverá. “Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras.” ― São Francisco de Assis – !!!

  • João Pedro Strabelli

    Quando eu era novo, o que já faz um bom tempo, a desculpa que eu mais escutava é que não ia à Igreja porque lá tinha gente que ficava reparando nos outros. Sério? Quer dizer que lá dentro você tem tempo de ficar vendo quem fica reparando nos outros? Só pode, porque se ficasse prestando atenção na celebração não ia dar tempo de ver isso.

    Hoje só mudou o tipo de desculpa, a vontade de não ir é a mesma.

    • KKKKKKKKKKK, boa essa, “não vou porque lá tem gente que fica reparando nos outros”, para perceber isto teve que reparar quem estava reparando.
      Enquanto isto, no boteco da esquina, o cidadão mais torto que estrada de serra, dizcutich szeriabente zobre o azunttto: “cara os ministro da cumunhão não çabe nem fala direito, eu cunhesso um que gostava de toma umas birita”

      • Natália

        hahahahahah bem isso, Alex!
        Já ouvi: “um cara que trabalhou comigo, era bem católico, daqueles até que participava de pastoral, mas aí traiu a mulher”.
        Ok, tá. Mas o cara aprendeu na celebração e nas reuniões de serviços da pastoral que era pra trair a mulher?

        Certa vez comentei no site sobre como parentes próximos que criticam a Igreja Católica, falam de pessoas conhecidas católicas. Coisas do tipo: “aquele senhora do portão tal, que gosta de uma cervejinha… É católica” ou ainda “os filhos daquele casal estão sem juízo… Os pais são católicos”.
        Comparações dessa forma, com intuito pejorativo. Ouço muito.

        Parece até que são isentos de erros e tropeços, pessoas perfeitas… Ou por serem protestantes ou por não ter nenhuma religião.
        Só que não!

        • Natália, concordo com o que comentastes, este vídeo explana bem o que você afirma no final de teu comentário sobre os pecados, as tentações e o que as pessoas fazem e acham que estão arrasando (sim estão arrasando tudo, pondo a baixo suas próprias vidas), então se acham melhores do que os outros ou que são melhores portanto ninguém as entendem ou não merecem sua presença pois são superiores. Se tiveres tempo escute, é muito bom:
          https://www.youtube.com/watch?v=-ocUxnG-IL4

  • Any

    Um tapa bem no meio da MINHA cara!!! Me sentia triste das ultimas vezes que fui na missa, porque não acreditava que estavam usando o nome de Deus gente que defende coisas contrárias a Deus. E nisso, deixei de ir alguma semanas na Santa Missa. Pode me dar zero, mas a minha lição eu já aprendi!

  • Thaise

    O que mais vejo na internet são pessoas que dizem que já viram alguns católicos fazendo isso e aquilo de errado, e por esses motivos querem condenar toda a Igreja Católica. Pera lá: vamos na Igreja por causa dos outros ou por causa de Jesus? Todos nós somos pecadores e imperfeitos, se a decisão de uma pessoa ir ou não à Igreja depende do que as pessoas andam fazendo por lá, então este alguém nunca teve fé de verdade! É uma desculpa até ilógica para não ir à Igreja, pena que é difícil explicar isso para os que já decidiram não entender.

    • Natália

      É difícil de explicar pois a maioria põe suas expectativas e sentimentos de admiração somente em quem é “cool”, e na GRANA!.
      Jesus? “Faz muito tempo, já ouvi falar, mas quem me garante que existiu de fato?”
      Ou ainda, pessoas que se tornaram seus próprios deuses pois “isso tudo é manipulação. Se você não controlar a sua mente, alguém vai”.

    • João Pedro Strabelli

      Thaise
      Sempre que escuto alguém falando que algum católico fez coisa errada eu me lembro dos 12 apóstolos. Eles foram escolhidos por Jesus Cristo. Mas foi só a coisa apertar que um negou, um traiu e nove fugiram! E olha só os santos que onze deles se tornaram!
      Tá certo que tem cidadão que não perde uma chancezinha de errara, mas quem diz isso só está procurando desculpa para a preguiça de ir na Igreja. Só isso.

  • Leila Santos

    A Igreja considera o taro pecado ? fiquei confusa pois quando perguntei me disseram que sim, que era idolatria, mas quando estava olhando uns livros sobre espiritualidade na Paulus(uma editora “catolica”) me deparei com isto http://www.paulus.com.br/loja/meditacoes-sobre-os-22-arcanos-maiores-do-taro_p_2473.html e agora ? por favor me ajudem.

    • Leila, jogar cartas de Tarô para fins de previsão do futuro, ou para adivinhações sobre o passado ou presente é pecado grave (eu fazia leitura de cartas de Tarô, quando era adolescente, antes da minha conversão).

      Agora… Se uma editora católica publica esse tipo de material, isso não torna o uso do tarô para fins de adivinhação um ato menos pecaminoso. Então por que raios eles publicam e vendem esse tipo de coisa? Não sei, não sei…

  • Paulo

    Sair da Igreja para se enfiar numa dessas seitas alienadas por aí é prova que a pessoa que cometeu essa maluquice nunca, jamais foi católica!
    Não conheceu o que era realmente a Igreja – extensão do Corpo de Cristo – enquanto as seitas são a extensão do corpo de Lutero!
    Se o ambiente aqui estava ruim, nas seitas é muito pior, a começar que o relativismo é o carro-chefe, onde cada um é o deus da biblia e se julga no direito de a interpretar como quiser, a coisa bagunça ainda mais!
    E ainda se torna um herege!

  • Robson

    Engraçado que eu tenho um amigo Protestante que adora usar dos erros dos homens da igreja no passado pra justificar a oposição dele a igreja. Pois bem eu usei do mesmo argumento com relação ao protestantismo. O que ele fez relevou, veio com mil e umas desculpas. Enfim dois pesos duas medidas kkkk

  • JR

    Eu pergunto: Esses maus servos não se olham no espelho? Não se enxergam que estão dando mal exemplo? Tem cabeça pra que? Só pra separar orelha? Jesus foi bem claro: ai daqueles que escandalizam ! (Estou falando dos Católicos de hoje).

  • Natália

    Sem contar que muitos deixam a Igreja por causa do sincretismo de alguns.
    “Deixei a católica porque fulano é umbandista e tem a imagem de nossa Senhora, mas vai à missa aos domingos”. Ao invés de procurar se aprofundar mais na doutrina da Igreja, acha que as pessoas que ali estão é quem ditam as regras. E não é bem assim.
    Aí, para acusarem a Igreja Católica, sempre usam esse argumento das imagens no umbandismo, um dos motivos pelo qual vi para no site pela primeira vez, rs.

    “Fulano de tal tem fama de macumbeira mas vai à missa. Dizem que fez trabalho pra beltrano e deu certo, não quero participar de uma igreja assim”, e sempre acaba com “Agora sou serva de Deus, saí do erro pois encontrei Jesus”.

    Será possível que por todo esse tempo, ou seja, durante dois mil anos, foi ensinado tudo errado e somente agora está surgindo as almas iluminadas, formando suas próprias doutrinas e templos?

    Hoje em dia eu consigo entender melhor a frase “o homem está se tornando seu próprio deus”. Antes achava isso o máximo, mas agora só consigo ver coisas ruins se isso se tornar mais abrangente. Não tem como tirar coisas boas disso. Se for assim, cada um irá justificar seus maiores erros, segundo sua própria doutrina, e se reclamarmos, somos intolerantes. Só consigo imaginar a m**da que isso vai dar…

    • Natanael B.

      “Será possível que por todo esse tempo, ou seja, durante dois mil anos, foi ensinado tudo errado e somente agora está surgindo as almas iluminadas, formando suas próprias doutrinas e templos? ”

      Aí você falou bem sobre como a origem de todo o protestantismo é soberba.

      • Natália

        Pois é!
        Mas é bem capaz de aparecer alguém para falar: “mas na época de Jesus provavelmente falavam o mesmo sobre ele. Ou seja, que, não é possível que durante todo esse tempo passado, o Messias é ‘aquele carinha ali'”.

        Só que a diferença é que já estava nas escrituras, e Ele mesmo explica cada uma delas referente a Sua vinda. Se eu não me engano, na liturgia de alguns dias atrás falava sobre como Ele explicava as escrituras para dois discípulos.

        Mas, enfim… rs

  • Natália

    Falando em Judas, nunca vi a tal “malhação de Judas”, só ouvi falar e na semana passada vi um boneco pendurado numa árvore, imaginei que fosse isso.
    Esse costume é normal? Aceito pela Igreja? De onde veio, e embasado no que?
    (Esqueci de perguntar no comentário anterior).

    • É uma brincadeira do povo, e a Igreja não dá aprovação nem desaprovação. Não sei bem a origem, mas acho que a ideia é castigar o homem que traiu Jesus.

    • Lucas

      Olá Natália, quanto a essa “tradição” que alguns tem e você felizmente nunca participou, posso colocar uma reflexão de um perfil que sigo no Instagram falando da “malhação de Judas”.
      Creio que pode ser importante para o discernimento de muitos que têm esse habito (como eu e meus amigos há alguns anos atrás).
      A paz!
      O Texto é esse:”

      “O que Judas Iscariotes, eu e você temos em comum”

      Jesus teve muitos discípulos. Mas teve um grupo que o Salvador tirou dentre destes discípulos, escolhendo-os e chamando-os pelo nome, denominando-os “Apóstolos” (que em grego significa ‘enviados’).
      Os Apóstolos estavam o tempo todo com Jesus. Eles testemunhavam tudo o que Cristo operava. E havia dois apóstolos com o nome de Judas. Um era o primo de Jesus, conhecido por nós por São Judas Tadeu e o outro o Judas Iscariotes.
      Judas Iscariotes era ,portanto, chamado de ‘Apostolo’. Ele não era qualquer um. Ele havia deixado seus pais, seus sonhos, seu trabalho para seguir a Cristo e se tornar também pescador de homens. Ele ouvia Cristo, seguia Cristo, amava Cristo, testemunhava os milagres de Cristo. Ele era tão fiel ao ministério de Cristo, que foi escolhido para ser cuidador do dinheiro que as pessoas davam a Jesus para colaborar com a sua missão.
      Mas em algum momento da sua vida, talvez porque esperava um outro tipo de Reinado, Judas não conseguiu crer num Rei livre de exércitos e que vence pela força do amor… E o seu coração se vendeu. •
      Então, ele facilitou a entrega de Cristo para às autoridades judias e romanas. Mas a Escritura Sagrada diz que Judas se arrependeu, que procurou os judeus e devolveu as moedas que tinha recebido em troca da entrega de Jesus e depois, sem esperança, se suicidou.
      Judas errou e errou feio. Mas Jesus disse que NINGUÉM tirava a vida dEle; Ele a dava por vontade própria. O que levou Jesus à morte não foi a entrega de Judas: foram os meus pecados e os seus.
      Por isso toda vez que eu ‘malho’ o Judas na praça eu não estou exercitando a Justiça, eu estou exercendo a minha hipocrisia. Porque eu também ajudei a matar Jesus (Is 52-53; Ef 2). Corremos sempre o risco de nos colocar na posição de juízes, como se não tivéssemos jamais pecado. Falamos do passado das pessoas, dos seus erros… Mas os meus, eu não comento.
      Quantas vezes eu já vendi o amor de Deus por mim a troco de banana?
      Não podemos afirmar que Judas está no Inferno nem que foi para o Céu; só o que sabemos é que ninguém pode pôr um limite na misericórdia de Deus. ”
      FONTE: – https://www.instagram.com/p/BCBBJI1LWUZ/?taken-by=santaigrejacatolica

  • Heitor

    Afastar-se da igreja porque alguns membros estão podres, seria o mesmo que deixar de seguir a Cristo porque Judas, que foi escolhido para ser díscipulo, traiu a Jesus Cristo. Muitos costumam justificar seus pecados dizendo que até mesmo o padre fulano de tal comete tal pecado, ora, nós somos chamados a seguir a Jesus, através dos ensinamentos de sua Santa Igreja; não fomos chamados para seguir o erro dos outros. Isso é tão evidente, mas, infelizmente, a irracionalidade dos que abandonam a Igreja, por conta disso, é tamanha, que devemos explicar o básico para essas pessoas. Já dizia G. K. Chesterton: “Chegará o dia que teremos que provar ao mundo que a grama é verde”

  • Fernanda Gomes Alves

    Ótimo post como sempre catequista.

    Mas e quando as pessoas da sua paróquia não querem ver você servindo lá? A situação é complicada, pois impede-se de seguir e servir ao Nosso Senhor e Salvador.

    Paz e bem,
    Fernanda.

    • Fernanda, nada nem ninguém pode nos impedir de servir Jesus. Podem nos impedir de praticar uma atividade específica, em um local ou pastoral específica… Mas isso não nos impede de modo algum de servir e seguir Jesus.

      Se o fiel achar conveniente, não há problema em frequentar a igreja de outra paróquia, em que se sinta melhor acolhido. O que não podemos jamais é abandonar a FÉ CATÓLICA e deixar de praticar as obrigações de todo católico, em especial em relação à frequência à missa e aos sacramentos.

      • Fernanda Gomes Alves

        Obrigada pela resposta catequista. É isso o que está acontecendo comigo, podem me impedir de exercer as funções que antes exercia, mas nunca abandonarei a minha fé e a Santa Mãe Igreja.

        Deus abençoe!

        • Natanael B.

          Fernanda, se isso acontecer mesmo, ofereça esse sofrimento a Jesus pela sua santificação.

          • Fernanda Gomes Alves

            Pode deixar Natanael, vou oferecer pela minha santificação e pela santificação das pessoas que estão fazendo isso também.

  • Como sempre, excelente texto, Catequista. Já encontrei muitos Josafás da vida no seio da comunidade em que participo e que gritam aos quatro ventos que afastaram-se da comunidade por conta de picuinhas. E há casos em que alguns tornaram-se protestantes, infelizmente.

  • Natanael B.

    Pois bem. Hoje é sexta-feira, e tal. É dia de alegria.

    Eu almoçei e vim dar uma volta na internet, como sempre faço, crente que aqui ia estar cheio de protestantes animando a coisa. Mas não… Tinha só vocês fazendo bom uso da lógica.

    Vou rir dos hereges em outro site católico. Bom fim de semana. Deus abençoe.

  • Wagner

    Parabéns pelo artigo!
    Vale lembrar que existem muitos irmãos que cometem pecados e que ficam com a consciência tão pesada que, ao invés de procurar o perdão pelo instituto da confissão, acabam mudando de religião. Que triste! É uma forma de colocar a “culpa” pelo seu pecado na Igreja. Deveriam sim, humilhar-se e pedir perdão ao invés de cometerem mais outro pecado. Isso sim agradaria a Deus e o perdão, de certo, seria alcançado.

  • José Airton Viana Neto

    Ainda que no meio dos Judas Iscariotes, mas sempre com Cristo, sob Pedro e na Igreja!!!

  • GMJ

    Eu não preciso da aprovação de ninguém pra frequentar a paróquia da qual eu vou. Fiquei mais de 10 anos sem frequentar, um belo dia acordei e resolvi ir a Missa e frequentar a comunidade.

  • André Marques

    O que acho dificil de aceitar é a banalização dos sacramentos, vejo que hoje a Igreja anda atirando suas pérolas aos porcos. No meu ponto de vista o batismo após a infância e o crisma deveriam ser precedidos de sinais de desejo de conversão, no entanto, estão ligqdos a modismo e preceitos. A pessoa é batizada e/ou crismada e depois desaparece da igreja.

    • joao

      Catecismo da Igreja:

      1253: A fé que se requer para o Baptismo não é uma fé perfeita e amadurecida, mas um princípio chamado a desenvolver-se;

      1254: Em todos os baptizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer depois do Baptismo.

      A Igreja batiza sem negligenciar porque o Batismo é sacramento fundamental para a salvação. Se batizamos até crianças recém-nascidas, quanto mais os adultos. Sendo assim, a Igreja não pode negar o acesso aos sacramentos quando o fiel atende aos requisitos mínimos. Isso é até ilegal, além de ser pecado grave.

      Vai da consciência de cada um se examinar para saber se pode frequentar alguns sacramentos. O papel da Igreja é ensinar quais as condições necessárias e, tanto quanto possível, ajudar esse pessoal a crescer na fé.

      É esta última parte que está em falta da parte de algumas pessoas que pertencem à Igreja.

      Eu, particularmente, me convenci que tenho o dever de fazer o possível para suprir essa lacuna. Assim, sempre que possível eu dou um jeito de “catequizar” as pessoas próximas, explicando-lhes o tesouro da nossa fé. Acho que isso já ajuda.

      • Lucas Farias

        Já que o tema virou batismo, deixa eu perguntar algo que tenho perguntado a outras pessoas.

        Sobre os sacramentos, sei que para que sejam considerados válidos , se faz necessário observar: Matéria, Fórmula, Ministro e Intenção.

        Participei de um batismo, onde o sacerdote pronunciou a fórmula desta forma: ” Fulana, eu vou te batizar em nome de Deus Pai, de Deus Filho e de Deus Espírito Santo ”

        Vi este sacerdote batizar desta maneira mais de uma vez.

        Neste caso, o batismo foi inválido por não ter se utilizado a fórmula como prevê a Igreja ?

        Caso sim, pelo fato de eu não ter alertado aos batizados (dois deles eram adultos) ou até mesmo ao padre que o batismo não fora válido, eu estou pecando por omissão?

  • Vinicius

    Tenho muitos amigos que dão esta desculpa para se afastarem da Igreja. Inclusive, tenho crismandos que desistem da Crisma usando esse argumento. Sempre tentamos trazê-los de volta, mas é triste constatar que Dom Geraldo Majela está correto: “Aqueles que aparentemente mudaram, nunca pertenceram.”

  • André Luiz

    A Igreja Católica não perde os fieis, ou melhor, Ela perde somente os infieis.

  • MAYCON

    Quem já saiu da Igreja por causa das pessoas, nunca esteve lá por causa de Deus. #ficaadica

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