A ironia na defesa da fé e o “discurso de ódio”

discurso_odio

Atacar a fé católica é modinha. Nos programas de TV, no discurso dos professores, nas peças de teatro, nas piadas, na mídia em geral… O catolicismo é o alvo principal. Mas quando um católico se defende com uma argumentação fundamentada, expondo ao ridículo quem ataca sua fé de forma desonesta e maliciosa, é acusado de “causador de divisão” e de fazer “discurso de ódio”.

Um cristão pode usar de ironia para responder às mentiras espalhadas pelos perseguidores da Igreja? Bem, reflitam vocês mesmos sobre a passagem em que Elias zomba dos profetas de Baal (I Reis 18,27). Nós de O Catequista pensamos neste espaço como um local onde os católicos aflitos e acuados por todos os lados pudessem desabafar, e nada melhor do que desabafar com zoação. Costumamos dizer que isso aqui é como um papo de boteco… Uma catequese de boteco!

É claro, muita gente nos censura por isso, é um verdadeiro patrulhamento. Vejam, por exemplo, esse comentário publicado em nosso post Protestantes viajam na maionese e afirmam: ‘Papa Francisco evocou Lúcifer no Vaticano”:

Gostei da explicação. É uma pena que o texto vem repleto de ironia e ódio contra nosso irmãos. Lembre-se o que a Luz do Mundo falou: “Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” Mateus 5:44.

– Felipe

Ódio??? Felipe, você está servindo como inocente útil da esquerda. É bom você se dar conta disso.

A histeria politicamente correta tornou o termo “ódio” absurdamente elástico. Assim, escrever um texto dando uma zoadinha em um grupo ou em alguém para desmascarar calúnias contra a nossa fé pode ser taxado como um ato de “ódio”. E quem faz apologética (defesa da fé, com base na razão) é colocado no mesmo balaio de quem espanca um inimigo com um porrete ou incita que outros o façam.

Acusar quem expõe suas mazelas e mentiras de “discurso de ódio” é uma tática usada exaustivamente pela esquerda. Isso funciona, infelizmente. Com medo do estigma, muitos se intimidam e se calam, enquanto outros adotam uma linguagem tímida e covarde, contra-argumentando quase como quem pede desculpas pelo incômodo!

Quem aceita e reproduz esse conceito manipulado de “ódio” colabora (ainda que sem perceber) com a lavagem cerebral das massas. É uma inversão cínica e sagaz: acusa-se o oponente de “discurso de ódio” justamente para torná-lo alvo do ódio e repulsa. E assim o lobo passa a imagem de vítima, enquanto aqueles que alertam as ovelhas a respeito do perigo são vistos como vilões.

lobo_ovelhas

Vivemos tempos estranhos, Felipe. Pouca gente se preocupa em analisar se conteúdo de um discurso ou de um texto é verdadeiro ou não; mas sim se é educadinho, politicamente correto, ou se é “discurso de ódio”. E assim o pensamento é condicionado pela contra-informação de uma ideologia, e não mais é guiado pelo amor à verdade.

Note que, dentro desse conceito estúpido e artificialmente amplo de “ódio”, não escapariam da pecha de “intolerantes” e “odiadores” os profetas, os Apóstolos e até mesmo Jesus Cristo (veja os posts “Porque Jesus não é o Profeta Gentileza” e “São Paulo ensina: com amor, uma voadora no baço não dói“).

VACINE-SE CONTRA A NOVILÍNGUA

NOVILÍNGUA é a linguagem originada pela manipulação de palavras, cujo sentido é alterado para transformá-las em instrumento de controle de opiniões e doutrinação das massas – esse é o caso do sentido pervertido do termo “ódio”. Para saber mais sobre isso, Felipe, seria muito bom que você lesse as obras de George Orwell (especialmente “1984” e “A Revolução dos bichos”) e Gramsci.

O capeta usou a novilíngua com Adão e Eva no Édem: “pecarão por pretensão de autossuficiência” virou “terão os olhos de Deus”. Depois, quando aplicou a mesma tática com Jesus no deserto, transformou “tentar Deus” em “confiar na divina Providência”. Mas o Mestre não caiu no engodo!

CATÓLICOS BRUTOS TAMBÉM AMAM!

Além esclarecimento a verdade, nossos posts funcionam como um alívio cômico para o drama que os católicos vivem em seu dia a dia: são achacados na escola, na universidade, no trabalho e nas redes sociais por pessoas sempre prontas a meter o pau no catolicismo. Gostamos de responder a esses ataques com humor e, sim, com insolência! Afinal… “Católicos brutos também amam“!

Todos nós da equipe do blog temos amigos e parentes protestantes (também ateus, espíritas, umbandistas…). Não temos motivo algum para incitar a hostilidade contra aqueles que amamos. Muito pelo contrário: desejamos a eles o melhor; acima de tudo, desejamos a eles a salvação. Mas não temos problema algum de rir e fazer rir daqueles que vivem a difamar aquilo que mais prezamos – a nossa fé.

*****

gestante
Nas últimas semanas, estamos postando aqui no blog com menor frequência. Também estamos demorando um pouco mais para responder às mensagens que nos enviam. O motivo, como muitos de vocês já sabem, é a necessidade que Alexandre e eu temos de nos dedicarmos à nossa quarta criança, que nasceu em dezembro.

É… Católicos brutos também trocam fraldas!

75 comments to A ironia na defesa da fé e o “discurso de ódio”

  • Isabel

    Oi, equipe do catequista, queria agradecer a vcs pelo bom trabalho no site.Moro no sul dos Estados Unidos a mais de um ano em uma região que tem muitos cristãos,mas não são católicos e sim protestantes e eh bom me informar para estar preparada pelas tantas perguntas que eles me fazem!

  • Mt bom texto Viviane, Deus os abençoe!

  • Ygor

    Olá equipe do Catequista, vocês recomendam mesmo o livro “A revolução dos bichos”? Uma vez uma professora de Sociologia do Ensino Médio me recomendou, mas fiquei com receio, afinal ela tinha uns pensamentos bem esquerdistas. Mas e ai, é bom este livro?

  • Heloisa

    Eu adoro todos os posts de vcs e consigo perceber que usar da ironia é uma forma de descontrair tamanhas críticas que todos os dias recebemos! Continuem sempre assim, pois as ironias que usam não desrespeitam, não menosprezam ou minimizam ngm!!! beijos

  • Aline de Jesus

    Equipe “O Catequista” vcs são magníficos!!! Aprendo demais com esse blog.
    Hoje em dia com esse “politicamente correto” burro que existe, qualquer coisa que se fale vira “discurso de ódio”. Não podemos ser de opinião contrária a nada que já estamos sendo taxados como homofóbicos, retrógrados…
    Engraçado é que esse discurso politicamente correto só vale de nós católicos para com outras religiões, agora, outras religiões podem dizer que somos idólatras, que o Papa é a besta do apocalipse, que todo Padre é pedófilo que está tudo bem, é liberdade de expressão.

  • Rodrigo

    Ótimo texto e linda foto, Viviane!
    Parabéns pelo novo presente de Deus em suas vidas!

  • Daniel

    #ACatequistaELinda

  • Eudes

    Sim, temos inúmeras provas de q o humor é uma arma eficiente para espalhar uma mensagem – e o sabemos, mtas vezes, através dos atos dos adversários da Igreja, como Charlie Hebdo, Porta dos Fundos, etc. Nada melhor do q reverter, contra os adversários, suas próprias armas.
    Parabéns aO Catequista pelo site. E, parabéns em especial, pelo filho!

    • Na verdade, não seguimos a mesma linha de Charlie Hebdo e Porta dos Fundos. Muito além do humor, eles usam como arma as mais torpes baixarias (ao menos não quando o alvo é o cristianismo), enquanto nós procuramos ficar dentro dos limites do bom senso (podemos falhar, algumas vezes, mas buscamos ser fiéis a um limite razoável). Por exemplo, bem diferente do jornaleco francês, jamais apelaríamos para o recurso nojento de produzir e divulgar a imagem de uma figura de devoção de outra religião sendo penetrado pelo ânus. Isso não é humor, é infâmia pura.

      Abraço!

  • Liomar

    Olá equipe de O Catequista.

    Passando só para desejar os parabéns pelos textos bem humorados e ao mesmo tempo muito inteligentes e edificantes para os católicos. Continuem nessa missão maravilhosa. Grande Abraço. A Paz de Jesus e o Amor de Maria.

  • Fabiane Queiroz

    Hoje em dia as pessoas estão super sensíveis demais, “bananas” demais, isso, aliada à má-fé de outros que as manipulam e gostam de tachar tudo que é contrário ao que pensam de discurso de ódio, vira isso que estamos vendo.
    Vira essa patrulha do politicamente correto. Ai de quem ir contra.
    Já viram o filme “A onda”? É bem o que estamos vivendo.
    Parabéns pelo filho!

  • André Bohn

    Muito bem explicado, Parabéns… Chega de Politicamente Correto, chega de modificar o significado das palavras para prevalecer o coitadismo e a ditadura do pensamento… É isso ai, vamos defender nossa Fé

  • Matheus

    O livro a revolução dos bichos é muito bom. Desmascara a lógica do socialismo…

  • João Pedro Strabelli

    Nosso maior escritor (não, não é o Paulo Coelho, é o Machado de Assis) era um mestre no uso da ironia. Tinha, inclusive, uma leve divergência com meu pai que dizia que ele era o mestre da ironia fina enquanto eu achava que ele era o mestre do cinismo com classe.

    Ironia é uma coisa, ofensa é outra e estupidez é outra, mas dentro do relativismo atual, tudo virou a mesma coisa. Curiosamente, você ter opinião que não seja a deles, o relativismo não aceita, mas, fazer o quê, a estupidez é assim.

    Agora, se sua intenção é demonstrar que é cristão, só tem umas poucas coisas que incomodam mais do que a ironia, é você ser feliz. Feliz de verdade. Coisa que, aliás, todo cristão deveria ser. Na imaginação de muita gente, a se tornar cristão e se privar de várias coisas do mundo, parece que você fica tendo a obrigação de ser enrustido, raivoso, depressivo, fanático e amalucado. Mas, se em vez disso você é feliz, como não entendem, incomoda.

    Aí, o tal do relativismo (se você não concorda, deixa quem gosta ser) se incomoda mais ainda.

  • César Auguisto Simões

    Ola
    Gostaria de pedir ao pessoal do site para poderem arrumar o feed rss do site. Faz um bom tempo que ele nao funciona mais.

    Obrigado 🙂

  • Política Eclesiástica para Conservadores – Capítulo VI
    Frei Clemente Rojão OAAO.

    http://www.freirojao.com.br/2014/01/politica-eclesiastica-para_27.html

    Achei útil colocar isto aqui, pois faz a gente pensar um pouco e faz nossos católicos jujubas pensarem muito mais, lembrem-se todos que chegará o momento onde a frase: “se é católico mata”, vai chegar. Não interessa se é jujuba ou firme na fé, se alisa o lobo ou aponta onde ele está.

  • Nayara

    E quando você é irônico num grupo do whatsapp só de catequistas e você que é a implicante do mesmo jeito. De um tempo pra cá tenho seguido os conselhos do Chapolin Colorado: em mosquitos fechados não entram bocas. kkkkkkk O que vocês recomendam chóvens?

    P.S.: quando eu for mãe, quero ser linda assim como a catequista.

  • André alves de araujo

    Sensacional.Obrigado pelos maravilhosos posts. E parabéns pela filha.

  • Daniella Maria

    Olááááá, para toda a quadrilha de Jesus, agora com mais um novo integrante (Parabéns Viviane e Alexandre por mais essa abençoada criança!)

    Descobri o blog de vocês há cerca de um mês e estou meio que viciada, rsrs. Todo dia leio pelo menos 1 post. Virou meu passatempo nas horas vagas.

    Parece abuso, mas gostaria de sugerir 1 novas seção.
    Vi que vocês fizeram seções sobre CRENTE#FAIL, CATOLICO#FAIL, FANTASMINHA#FAIL… Por que não um ATEU#FAIL ou um ATEU#MODINHA? Me impressiona o quanto as pessoas acham que para parecerem “inteligentes”, elas precisam vestir uma camisa de “cientista ateu”, sendo que muitos argumentos dos mesmos são furados e até pouco científicos…

    Fiquem com Deus. Abraços.

  • 1-Bom , eu sou ”educadinho”.Mas,e apenas uma maneira que eu escolhi de abordar meus pontos de vista.Existem pessoas que preferem usar discursos mais ”inflamados”.E isso NÃO É DISCURSO DE ÓDIO! E simplesmente um jeito da pessoa expor uma ideia!Eu prefiro uma abordagem mais calma,mas mesmo assim sou bastante sarcástico e piadista.Mas as piadas que eu faço,o sarcasmo que eu uso NÃO INVALIDA A MENSAGEM QUE EU TENTO PASSAR!

    2-Bom,existe uma diferença GRITANTE entre atacar as ideias da pessoa e atacar a pessoa.Exemplo:

    .As suas ideias são idiotas.

    .Você é um idiota.

    Tem uma diferença ai não tem? Então! Nos, católicos atacamos IDEIAS não pessoas. Existe uma diferença entre dizer:

    .Umbandismo é uma ideia idiota.

    e

    .Umbandistas são idiotas.

    Da pra sacar a diferença sem muito esforço.

    3-Quando se faz a critica diretamente a pessoa ,na serie Lutero aqui do site (alias ,sou novato tanto na fê crista quanto no site,e estou gostando muito de ambos) você esta apenas destacando característica que a pessoa REALMENTE TEM, e você notou isso. Por exemplo:eu estou discutindo com Hitler.Se eu soltar ,no meio da discussão: ”você e racista” eu não vou estar mentindo.Ele realmente e racista e da pra notar.Criticas a pessoa só não são saudáveis quando:

    a- Você inventa mentiras (coisa que o pessoal do Catequista nao faz)

    b- Você fica insultando a pessoa baseado em aparência física, cor da pele,se ele e magrelo ou gordo (coisa que o pessoal do Catequista nao faz)

    Como eu disse sou novo na fé crista.Ate Dezembro do ano passado,eu era ateu.Mas mesmo nessa época EU JÁ SABIA DE TUDO ISSO QUE ACABEI DE FALAR.Para mim sempre foi muito obvio que os cristão NÃO fazem discurso de ódio. Nao usava isso de argumento e aconselhava outros ateus a não usar.Alias,nunca fui ateu militante.Ficava quieto no meu canto. Nao entendia a implicância desse povo com a fé dos outros! E, hoje que sou cristão, entendo menos ainda.Bom,graças a Deus, me converti jovem(nem fui pra faculdade, ainda, embora esse dia esteja chegando). Isso significa que ainda tenho muito tempo pra viver a fé.

    E quanto o pessoal do Catequista, não muda seu estilo não. Prefiro uma abordagem mais calma, mas nao vou esconder que racho de rir com o humor BRILHANTE desse site.

    • Ah so voltei para completar:se tiver algum ateu lendo(acho improvavel,mas enfim)e for utilizar aquele argumento:

      “ah mas mesmo sem querer incentiva o odio”

      Olha,e o seguinte: nos catolicos atacamos IDEIAS nao PESSOAS.Entao por mais que eu critique ,por exemplo, o hinduismo,por se tratar de uma religiao politeista e por
      os cristaos serem perseguidos em paises hindus,eu nunca preguei a morte de hindu nenhum,nunca defendi que os cristaos tenham que “dar o troco” e matar hindu a pedrada no meio da rua,nunca defendi linchamento de hindu.Ate porque isso seria anti-cristao.Cristao nao segue Lei de Moises.Eu quero converter as pessoas,mas nao
      prego que elas tenham que ser hostilizadas e vistas como praga.Nao sou um Islamico Sunita fanatico.Eu apenas quero
      convertelas na base da pregaçao,sem violencia.E,se disserem que isso estimula o odio mesmo assim…bom ai NINGUEM pode criticar grupo NENHUM pois e discuso de odio.E isso inclui os ateus em relaçao aos cristaos tambem ta?

  • Talles Reis

    Eu particularmente amo este site pelo modo em que ele usa estas “zombadinhas”, graças a este site, esclareci muitas de minhas dúvidas a respeito de minha fé, conheci a verdade atrás das mentiras que eram impostas sobre a nossa Igreja. Também, graças a este site, renovei a minha fé e abracei com mais amor a nossa Igreja. Eu quase cai no papo de que “Os católicos adoram imagens e blá blá blá…” Também, consegui argumentos o suficiente para poder defendê-la quando for preciso. Continuem com este belo trabalho de evangelizarem, e o mais legal ainda, é que realizam este belo trabalho com um espírito jovem, com palavras jovens, e textos despojados, afinal, Deus é amor, é alegria. E falar de Deus dando um sorriso no rosto é melhor ainda!

  • Juliana

    Eu não aguento mais essas pessoas. Sempre alerta e dizendo que vão te “botar na justiça”. Uma vez tomei advertência numa rede social por um comentário. Eu comentei q algumas pessoas não iam sossegar enquanto não vissem 2 bixas vestidas de branco casando na Basílica de São Pedro pelo próprio Papa. E me acusaram de “homofobia”, mas tá pra nascer uma bissinha que me amedronte.

    • Engraçado…o movimento LGBT não e nenhum exemplo de tolerância! Veja as paradas LGBT e vera como eles ”respeitam” o cristianismo. E gay vestido de Papa rosinha, Travesti simulando crucificação e lésbicas enfiando cruz no ânus (sim,isso ja aconteceu…). Então o movimento LGBT não tem moral para falar de tolerância.

  • rone

    ola tenho um desejo de ser catequista mas tenho medo de formar um monte de radicais extremistas. O q devo fazer para me tornar um bom catequista? Sou de valadares mg

    • marcos

      vai lá e forme um monte de “radicais extremistas”, que sejam capazes de morrer (não matar) pela fé. Os primeiros cristãos – PEDRO, PAULO, INÁCIO DE ANTIOQUIA, POLICARPO DE ESMIRNA ET CETERA), foram um bando de “radicais extremistas” que derramaram seu sangue pela fé. O ocidente “cristão” precisa retomar esse “radicalismo extremista” que permitiu que a fé chegasse até nós…

    • João Pedro Strabelli

      Seja humilde. A primeira vez que pisei numa sala de catequese como catequista foi no segundo semestre de 84 — e nem sala era, a cidadezinha ainda não tinha uma e a catequese era na Igreja mesmo. Já tive um monte de ideias na cabeça sobre isso, mas o que funcionou de verdade foi ser humilde, não bancar o dono da verdade e ser feliz. A gente começa naquela ânsia de mudar o mundo, de trazer todos para Cristo, de mostrar a verdade para todos e livrar do inferno e… um dia vi na Bíblia que nem me salvo sozinho. Aquilo me fez entender que eu sozinho não ia dar conta de nada. Lá vai eu rezar de montão para Deus me ajudar a fazer aquela criançada entender o que eu estava dizendo, porque se eu estava falando de Deus eu estava certo. Até que um dia fui numa reunião de catequistas e uma senhora, que já devia ter passado dos sessenta a algum tempo, me disse a melhor coisa que eu podia ouvir. Ela disse que no começo ficava angustiada porque via as crianças fazerem o catecismo e a crisma e depois iam se afastando da Igreja. Se angustiava porque não conseguia mudar isso, por mais que tentasse. Aí um dia entendeu que quem faz a pessoa mudar é o Espírito Santo. O que ela podia fazer era mostrar Deus para as crianças do melhor jeito que desse. Deus faria o resto.

      Melhorei muito com isso.

      • João Pedro Strabelli

        Só complementando o que escrevi correndo e só fui reler agora. Isso que eu disse não mudou minha fé, mudou minha atitude. Não sou eu que vou dizer se vai funcionar ou não para você onde você está. Pra mim funcionou.

        Explicação II — quando disse que não gosto de bancar o dono da verdade, não é que eu duvide de Deus. De forma alguma! É parar de ter atitude arrogante do eu sei e você não sabe. Indo de boa eu consegui muito mais.

        Enfim, eu gastei 32 anos para ficar mais ou menos razoável na coisa, quer dizer, para parar de atrapalhar o Espírito Santo.

    • Rone, para você, o que seria um católico radical extremista?

  • Dany Queiroz

    Amo o jeito que vcs usam para catequizar! Super original e numa linguagem de fácil compreensão.
    Obrigada pelo belo trabalho e parabéns pela 4a criança! Deus vos abençoe pela generosidade de vcs.

    Vivi e Alexandre, vocês seguem alguma apostila ou livro como roteiro da catequese para crismandos?

  • Amanda G.

    Eu tiro o chapéu para vocês, para esse blog INCRIVEL e ai de quem falar mal!!!
    Sobre o trecho em que vocês falam de católicos perseguidos no trabalho, escola, etc, sou testemunha do amor do Alexandre e Viviane por quem os procura. Eles provavelmente não lembram, mas no ano passado os procurei pois sofria MUITA perseguição religiosa na empresa que trabalho. Eu só queria um e-mail de resposta… Eles foram além :
    Os dois encontraram-se pessoalmente comigo, a Vivi ja estava grávida, foi um grande ensinamento pra mim essa atitude deles. Esse dia marcou a minha vida (queria postar a foto que tirei com vocês!). Saiba que tem uma defensora do lado de cá!! Adoraria escrever pra vocês meterem o pau nessa galera p**** no c****. Em vez disso, podem continuar com seus posts iluminados que tanto nos ajudam!!! Obrigada por tudo!!!
    Beijo e muita saúde pros seus filhos!

  • carlos

    Creio que em relação a este assunto a palavra chave é DISCERNIMENTO.

    Pois não há dúvida de que se criamos uma atmosfera de “barraco”, é grande a chance de escândalo e a possibilidade de afastamento dos novatos, dos que começam a se interessar pela fé.

    É preciso produzir mais LUZ do que CALOR, mais esclarecimento do que confusão.

    Não há dúvida de que a própria expressão DISCURSO DE ÓDIO ( e a crítica ao suposto ódio) vem mesmo de setores e pessoas cumpliciadas com as ideologias que mais geraram e tem gerado ódio, morte e crueldade no mundo, basta mencionar Dilma, Jandira Feghali e Jean Wyllys, para ficar em poucos exemplos de maior incoerência cínica.

    E o blog tem toda a razão e mérito em alertar contra essa tremenda hipocrisia da esquerda.

    A franqueza de Jesus e dos santos (nos concílios a coisa fervia) , que às vezes usavam palavras muito rudes, mostram que não somos budistas ou espiritas pretensamente assépticos, com emoções sufocadas sob uma capa de fingida ataraxia. Somos gente e somos apaixonados por aquilo que acreditamos, cremos com todo o nosso ser e nos empolgamos com nossa missão.

    Contudo, há que se ter sabedoria e discernimento em tudo, o que inclui a tranquila humildade de reconhecer que ofendemos injustamente alguém se for o caso.

    Aristóteles gostava de dizer que a ira às vezes é inevitável e até necessária, mas que o difícil é saber a hora certa de se zangar, pelo motivo certo, no lugar certo e com a pessoa certa.

    O Olavo de Carvalho fala bastante na importância de não cairmos na armadilha do diálogo manso e respeitoso, quando a urgência e a gravidade da postura do outro pede ,sobretudo, a denúncia e o claro e decidido desmascaramento (como vou dialogar civilizadamente com quem no mesmo instante, me estupra, é a imagem que ele costuma usar).

    Penso que ele está cobertíssimo de razão. A minha única dificuldade, entretanto, é saber se tive essa postura de denúncia e franco desmascaramento com a pessoa errada ou com a pessoa certa e pelo motivo certo.

    Pois se espantei uma pessoa que no fundo estava bem intencionada e querendo saber da verdade, mesmo que enrolada em mil equívocos, a evangelização saiu perdendo.

    Mas se de fato, tratava-se de um farsante cheio de truques (como essa gente que prega contra o discurso de ódio enquanto se filiam à ideologias que mais tem gerado ódio na história) o ganho para a evangelização e conscientização de muitos é enorme.

    O negócio é ir crescendo nessa capacidade de discernir – fruto de nossa docilidade ao Espírito Santo e de nossa experiência refletida – de adquirir feeling e intuição, para nem julgar indevidamente quem está bem intencionado e nem bancar o boboca sob o pretexto do diálogo amoroso.

    SIMPLICIDADE DE POMBA E PRUDÊNCIA DE SERPENTE, nos diz o Senhor.

    Para mim existe um grande modelo dessa atitude de sabedoria e discernimento: CHESTERTON.

  • Paulo

    Caros catequistas:
    Fiquei MUITO feliz em saber do nascimento do 4o. filho. Aqui em casa, por enquanto, estamos na frente: temos 5 filhos. Algo que é tido como um “absurdo” por tantos (inclusive que se dizem católicos – e catequistas). Só podemos rezar para que a família de vcs continue iluminando tantas outras famílias na ortodoxia da fé em meio à realidade do mundo moderno. Um grande e fraterno abraço a vcs…
    Paulo e Lilia (pais de Ana Clara, Clarice, Luciana, Paulo e Pedro).

  • Geraldo

    GRAÇAS AOS MAUS CATÓLICOS, ENFIADOS ATÉ NO CLERO, quer silente ou apoiando, também existentes na Alta Hierarquia, bem sabemos!
    A malandragem comunista é praticada com todo fervor e empenho assim:
    1 – Passar-se sempre como vitimazinha dos outros nas horas em que estão encurralados.
    2 – Jamais poderá faltar o esquema: “CHAME OS OUTROS DO QUE V É, ACUSE OS OUTROS DO QUE V FAZ” – Lênin.
    Assim, os comunistas serem INTOLERANTES COM QUEM DISCORDE DELES – como os muçulmanos, dos quais são aliados – mostra o caráter de oportunistas que possuem e adoção do POLITICAMENTE CORRETO a toda hora!
    Os comunistas são satanistas; o comunismo em si é diabolismo barra pesada, também!

  • André Henrique

    POR FAVOR ME RESPONDAM. O Papa Bento XVI ao renunciar, perdeu a sua infabilidade ao ensinar? Ele pode proclamar um dogma?
    Gosto muito do trabalho de vcs.

    • Oi, André! O Espírito Santo assiste com a infalibilidade o Papa reinante, em questões universais e definitivas de fé e moral. Papas eméritos (como Bento XVI) não proclamam dogmas.
      Abraço, e obrigada pela força!

  • Natanael

    Parabéns pela quarta criança !

  • Mari

    Oi, catequistas! Eu estou aqui novamente, pois preciso muito da ajuda de vocês… Peço desculpas, sei que estão ocupados, mas realmente não tenho outra pessoa que possa me aconselhar.

    É o seguinte: sou jovem, nunca namorei, estou procurando um namorado, rs. Então, gostaria de orientações para viver essa espera na castidade NA QUESTÃO DOS PENSAMENTOS. Estou realmente atormentada com isso: quando sinto atração por alguém (às vezes, sinto atração por mais de uma pessoa ao mesmo tempo), fico pensando na pessoa, imaginando situações – na intenção de ser casta. Porém, pensamentos impuros chegam na minha mente sem que eu queira. Eu não me apego a eles, mas li que devemos fugir das “ocasiões de pecado”. Parece que isso está sendo ocasião de pecado para mim, então prometi (não lembro se prometi a Deus ou a mim mesma) que tentaria não pensar mais em ninguém. Mas, convenhamos, quando estamos interessados em namorar, pensar na pessoa é meio normal, não?
    Cara, parece que tudo está sendo ocasião de pecado! Quando vejo um casal na rua, esses pensamentos às vezes me atormentam.
    Eu quero me confessar, mas, não sei o que fazer! Preciso seguir em frente com a promessa? Como vou ter a disposição de não pecar mais, se esses pensamentos ruins aparecem mesmo eu querendo pensar de forma casta? Estou tão atormentada que NÃO LEMBRO se prometi a Deus ou se só prometi a mim mesma!

    Sei que deveria procurar um diretor espiritual, um sacerdote – porém, alguns já me aconselharam tão mal, que parece que sabem menos sobre doutrina do que eu (e olha que sei pouco…). Agora estou melhor, mas essas angústias e incertezas (tenho outras também) já me fizeram passar vários dias quase sem comer, cheguei a emagrecer bastante e a ficar com cara de anêmica. Preciso muito de ajuda, por favor! Tenho um medo imenso de morrer em pecado mortal, pois na minha paróquia não é tão comum encontrar confessores (tenho que ir atrás de uma outra mais longe).

    • Mari: os maus pensamentos que vêm até v sem sua culpa e deles v sai, ao invés de pecados, são méritos; afinal, v se afasta deles!
      Já é muito diferente quem aceita maus pensamentos, caso de assistir às novelas eróticas da Globo, BBBs, revistas etc., por ex., DIALOGA COM O DIABO pois aceita pensar nas cenas lascivas que instiga na mente e a pessoa vê na tela – não é seu caso!
      Outra: quando uma pessoas quer mudar de vida para melhor, espiritualmente, sem comentarios- a tentação é maior na medida que progride – o diabo tenta mais essa pessoa pois atrapalha seus planos de ter mais uma no inferno junto com ele!
      Muita devoção a N Senhora, catequise-se no CIC o qto possa e ponha em prática, + o terço, pois o resto Ela lhe garante!
      Frequente esse site, também!

    • Vinicius

      Mari,
      Todos nós temos a concupiscência, a tendência natural ao pecado. Em nossa mente, o desejo de pecar vai surgir sempre, independente se queremos ou não. O que nos faz verdadeiros cristãos não é aquilo que desejamos, mas o que fazemos com os nossos desejos.
      Você não deve alimentar os desejos pecaminosos. Afaste-os sempre que puder. Mantenha-se em oração diária para que o Senhor lhe ajude. Mas mantenha também em mente que você não é a única. Todos nós sentimos vontade de pecar. Isso é natural. O que não pode é alimentar o pecado.
      Graça e paz!

  • Mateus Nunes

    Olá pessoal do blog!
    Esta manhã vi em um site de tradicionais católicos que a Missa nova é uma imitação da missa protestante. Essa informação confere?

  • Excelente artigo. É bem verdade que a mídia secular sempre ataca a Igreja com diversas infâmias tentando difama-la. Também como afirmado no texto, é muito triste quando um cristão católico é taxado como arrogante e irônico pelo simples fato de se defender. Parafraseando o Papa Emérito Bento XVI, uma resposta pode ser sim crítica e, em parte dura, “mas a franqueza faz parte do diálogo e só assim o conhecimento pode crescer”.

  • Luciana

    Olá galera do O catequista!
    Me tornei católica há mais ou menos dois anos.
    Como não conhecia nadica de nada da fé passei a ler muitos livros mas sei que é impossível aprender 2000 anos de religião em dois anos.
    Pois bem, se alguém puder me dar umas “dicas” ficarei agradecida. Vou à Igreja pelo menos duas vezes por semana, fiz amigos e o que mais me chama a atenção é a desinformação das pessoas. Uma amiga sempre posta no Facebook mensagens de outras religiões e seitas, tomando as frases como filosofias de vida. Isso não é errado?

    Vejo que quando fui espírita e em alguns momentos vaguei em algumas seitas protestantes, havia estudo e estudo pesado, seminário, palestras, aulas de como “converter um católico” e de como cuidar da sua alma e condenar ao inferno as outras…pois bem. Falta uma catequese eficiente? Porque não existe essa formação contínua ?

    Sei que temos que buscar informações mas existem muitos católicos preguiçosos. O que fazer para mudar isso?
    Somos conhecidos como a religião do oba-oba, pois alguns chegam a perguntar: “Que legal, os padres casam neh?” Aí uma mula católica de Censo que me acompanhava disse: “É verdade, casam sim. Tem um padre que conheço que é casado.” O padre dito na verdade é de uma seita que usa todos os paramentos católicos.

    Resumindo: tem católico que não sabe NADA e isso me incomoda profundamente…vou fazer igual a minha tia: vai pra igreja domingo, vê espíritos em outras pessoas e consulta a outra tia que é espirita pra saber se o “espirito” é bom ou ruim. Pode isso minha gente?
    Tirando o caso acima verídico e infame, o que faço?

    • Oi, Luciana!
      Há um livro muito bom para entender a fé católica: “A fé explicada”, do padre Leo Trese. É ótimo! Além desse, recomendamos os livros recomendados abaixo:

      http://ocatequista.com.br/archives/12848

      Os livros do Chesterton também são fabulosos. Depois, para mergulhar fundo na história da Igreja, recomendo os dez livros da série de Daniel-Rops, da Editora Quadrante.

    • Sobre compartilhar frases de outras religiões e filosofias, no geral, por prudência, é melhor não fazer isso. Nem sempre isso será algo ruim, mas é grande o risco de promover crenças que afrontam fortemente a fé católica (como o espiritismo). Chico Xavier, por exemplo, publicou livros difamando a fé católica e atacando nossos dogmas (já publicamos um post sobre isso aqui no blog). Então, é realmente triste ver católicos ingênuos compartilhando imagens e frases dele nas redes sociais, como se ele fosse um santo.

      Mas não vejo mal, por exemplo, em compartilhar frases do pastor protestante Martin Luther King. Apesar de ser um líder de uma denominação cristã cheia de erros doutrinais, sua figura não remete ao protestantismo, mas sim à questão dos direitos humanos e da luta contra o racismo.

      Alguns dos grandes escritores católicos dos primeiros séculos souberam valorizar os escritos de grandes escritores pagãos – como Platão – rejeitando o que neles havia de erro e aproveitando o que era verdadeiro. Porém, como eu lhe disse, é preciso muita sabedoria e prudência.

      Por fim, além da busca pelo conhecimento intelectual – que é importantíssima – seria interessante que você pudesse fazer parte de uma comunidade de fé, um movimento católico, algum grupo de formação espiritual contínua. Assim, poderia aprender também com experiências de caridade (que em geral esses grupos se organizam para promover) e amizade com pessoas mais maduras na fé.

      Abraço!

    • Sidnei

      “alguns momentos vaguei em algumas seitas protestantes, havia estudo e estudo pesado, seminário, palestras, aulas de como “converter um católico” e de como cuidar da sua alma e condenar ao inferno as outras… ”

      Nossa que horror Luciana, tem igrejas evangélicas que chegaram ao ponto de canonizar pessoas ainda vivas para o inferno?!. Nossa, a Igreja Católica em seus 2000 anos de história já canonizou(reconheceu) inúmeras pessoas que já se encontram nos céus, mas nunca canonizou ninguém no inferno, e depois as igrejas protestantes criticam a Igreja católica de canonizar os Santos, mas eles pelo contrário, canonizam gente aos montes para o inferno, e gente ainda que está neste mundo, sem dó e nem piedade. E eu que achava que ninguém pode julgar e condenar alguém, isto só cabe a DEUS, mas pelo visto há evangélicos que já se acham acima de DEUS, a ponto de já condenar quem vai para o inferno ainda nesta vida.

  • PATRICIA BANHOS

    PARABÉNS PELO BEBÊ VIVI!!! EXCELENTE POST….ABRAÇOS…PAZ E BEM!!!

  • Gio

    Parabéns ao pessoal deste site e aos catequistas que o compõe! Por causa de vocês as ideias para a catequese fluem numa velocidade incrível e com certeza tenho deixado de ser um jujuba! hauhauhauhau
    Continuem com essa pegada jovem e necessária para avivar este fogo santo que cada um carrega nesta bela missão que é ser um autêntico católico.
    Muita paz e bençãos do céu! 😀

  • Francine

    Catequistas, muito bom post! Uma dúvida: descumpri uma “promessa” que fiz – tinha o propósito de deixar de fazer algo para melhor viver a virtude da humildade; mas não lembro se era só um propósito a mim mesma ou se era uma promessa a Deus. Fui lá e fiz, rompi o propósito. Preciso pedir perdão? Eu realmente não tenho certeza sobre o que pensei naquele dia!

  • Os “politicamente corretos” são assim: quem não aceitar o que eles exigem – são truculentos e impostores por natureza – então discriminam, acusando os outros disso e daquilo para se defenderem de serem eles!
    Eles se baseiam nessa máxima socialista: “CHAME OS OUTROS DO QUE VOCÊ É, E ACUSE OS OUTROS DO QUE VC FAZ – Lênin.
    E agem assim na maior cara-de-pau!
    Não viu o Lula dizendo que não existe gente mais pura que ele?

  • N.

    Uma vez me chamaram a atenção porque eu “não paro de ler esse site”.
    Acontece que estou cercada de pessoas que ou não acreditam em religião ou são protestantes. Meus pais são católicos, então converso às vezes com eles.
    Mas uma outra parte, é protestante. Dessa forma, já ouvi várias coisas (ofensas), e quando tentei desabafar com alguém, ouvi um “porque você se importa tanto com isso? Deixa isso pra lá”.

    Bem, já ouvi que minha mãe mereceu o câncer que ela teve, pois ela mantinha (e mantém) imagens dentro de casa. E quando retruquei; um tempo depois que ela voltou ao médico e o mesmo disse que ela estava curada, a pessoa me disse, ironicamente: “será mesmo?”.

    Certa vez ouvi que católicos são a corja da sociedade.
    Ouço que “Bem, uma vez trabalhei com um católico que traiu a mulher”, com aquele tom se referindo que todo católico trai.
    A mesma pessoa que falou da minha mãe, sempre quando faz algum comentário e tem algum católico conhecido dela no meio, ela coloca um adjetivo do tipo: “aquela senhora católica que gosta de uma pinga” ou “aquela moça católica que se tornou lésbica” ou ainda “aquele casal católico que fez tal coisa de errado”.

    Certa vez, entrou-se numa conversa que falaram até que não entendiam porque o Padre Marcelo entrou em depressão:”Ele não é Padre? Não tem o entendimento? Porque entrou em depressão?” E olha que nem eu sabia que ele entrou em depressão, rs.

    Tudo isso, ouvi de protestantes – familiares.
    O curioso é que quando acontece o mesmo (as ofensas ou mesmo piadinhas) com eles, viram no jiraya!

    Confesso que tenho uma vontade imensa de sempre respondê-los, mas sei que vai dar ruim, vai ficar um clima chato, então “faço a egípcia” e rezo.
    Mas até que agradeço, pois quanto mais ofensas, mas vontade eu tenho de me “minar” contra as ofensas deles e de todos os outros.

    Uma vez me mostraram uma imagem falando que as pessoas estão brigando muito com o rótulo (religião) e buscando menos conteúdo (espiritualidade). Refleti depois, achando que eu estava me preocupando mesmo só com o rótulo, mas depois pensei de novo: se sou ignorante, não procuro saber daquilo que sigo, qualquer um que venha com palavras mais bonitas, pode me “encantar”, pois é isso que acontece muito hoje, e acho que na verdade sempre aconteceu.

    E de qualquer forma, saber mais da história da Igreja fez com que eu tirasse todo aquele discurso que você aprende na escola, da minha cabeça. E fez eu querer ficar mais perto dela e acho que pouco a pouco vou trabalhando a minha espiritualidade. Eu entendo que eu preciso melhorar, e me policio para cada dia fazer isso de fato, isso inclui missas, rs.

    Mas de qualquer forma, a razão do meu comentário foi um desabafo também, pois não tenho muito bem com quem desabafar. E é por isso que venho muito a esse site, e até leio coisas já postadas mais de uma vez. Nem mencionei o fato de ser nova e não me “encaixar” na geração atual.

    Preciso melhorar muito, isso inclui também minha paciência perante aqueles que soltam as ofensas, seja na ingenuidade ou não.
    Na verdade, isso é só um pouco do que eu gostaria de desabafar, rs.

    Obrigada por criarem esse site e nos dar o espaço para desabafo e aprendizado.
    Abraços à todos!

    • Oi. N.! Que bom você vir aqui desabafar. Desejo que o Senhor te dê a graça de ser abraçada por uma companhia de amigos verdadeiramente católicos, para que você não se sinta tão sozinha.

      Sobre se sentir deslocada na geração atual, isso é um sintoma de que você é mesmo uma cidadã do Céu. Jesus mesmo disse que estamos no mundo, mas não somos do mundo, pois o mundo nos odeia. Sobre isso, não sei se você já leu o nosso post sobre o profeta Jeremias:
      http://ocatequista.com.br/archives/8723

      Abraço!

      • N.

        Boa tarde!
        Já li o post sobre o profeta Jeremias, aliás, já mandei vários e-mails para vocês, enchendo o saco hahahaha!!
        Pó puxar o histórico aí no gmail rsrs!

        E eu desejo que Senhor possa cada vez mais abençoá-los com o dom da sabedoria!
        Aguardo ansiosamente por mais posts, sempre e sempre, rs!
        Obrigada <3

    • João Pedro Strabelli

      Sobre isso de sempre alguém ter que dar uma cutucada em quem é católico, tanto por ateus quanto por quem é de outra religião, se tem uma coisa que incomoda é você ser feliz. Feliz de verdade. Não querer ser feliz ou tentar parecer feliz, mas aquela felicidade que vem de dentro e que não precisa ficar espalhando por aí ou dizendo toda hora, aquela que não tem jeito de esconder porque é legítima. Lembre do papa Francisco falando de religião para as pessoas, com aquela calma e doçura que ele tem, que você vai entender. Isso incomoda profundamente, daí muita gente tem que ficar achando qualquer defeito em nós para justificar a opinião deles. Essa felicidade é a maior resposta que você pode dar.

      • Natália

        Boa noite João!
        Com certeza, entretanto, como eu disse na primeira mensagem, sou rodeada de pessoas querendo colocar defeito, chega uma hora que dá muito nervoso, e quando fico muito nervosa, eu choro. É como se vivesse num campo de guerra.
        Você tenta mostrar a sua alegria, mas parece que as pessoas sugam tudo de bom que tem dentro de você, até o último resquício, porque parece que gostam de ver o circo pegar fogo!
        É complicado :/

  • Alexandre Moreira

    Excelente postagem, e que Jesus, Maria e José guardem a sua família, Catequista!

  • Augusto Paiva

    O anti-catolicismo é a detração mais obstinada de toda a história! Foi justamente o anti-catolicismo que, a final de contas, teve o efeito de psicologia reversa sobre mim, eu que há tempos atrás nutria muitos preconceitos (tanto históricos quanto sobre a fé) que foram desfeitos, caindo um por um – e, todavia, restou-me senão uma certa antipatia por parte dos difamadores. Como disse José Maria Escrivá: ”Não digas: essa pessoa me aborrece. Pensa: essa pessoa me santifica.” Crito mesmo disse para abençoarmos os que nos injuriam (Lc 6,28). Eu tento melhorar nesse aspecto, não os maldizendo em revide (Tg 3,10-11). Mas peco muitas vezes. Há que se ter uma SANTA PACIÊNCIA! Mas ultimamente eu penso com São Jerônimo, doutro da Igreja: “Os inimigos da Igreja são meus inimigos pessoais.”

    A Igreja é sempre combatida, mas nunca combalida. Eu vejo uma frustração, inveja e ÓDIO, isso sim, por parte dos adeptos da falsa e incompleta religião dos heresiarcas que chegam à petulância de dizer que Catolicismo não é Cristianismo, eles que seguem doutrinas de homens (cf. Ef 4,14). Cristão é meu nome e católico é meu sobrenome! Se assim o é, eles então não passam de usurpadores, pois eles chegaram tarde demais para ser Igreja, eles que, inegavelmente, saíram da Igreja Católica (1 Jo 2,19), esposa de Cristo, tida deturpadamente por eles como a prostitua do Apocalipse. Pois se assim o é, eles são todos uns FDP (com o perdão do termo). É elementar, meu caro Watson.

    E ademais, eu não sei como um cristão pode negar a presença real de Cristo na Eucaristia [1]. Daí dizem que somos fundamentalistas ou literais, mentindo que é metafórico, eles que agem tão iconoclasticamente ao pé da letra para cima de nós (2 Cor 3,6). Çomo disse Santo Agostinho, se você crê somente naquilo que gosta no Evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo. Herege significa aquele que escolhe. Eles estão longe da ortodoxia. São pessoas que estão cheias de si, cujo deus é o próprio ventre (Fp 3,19), isto é, pessoas que só olham para o próprio umbigo e comem do fruto dos seus erros (Pv 1,31). A Eucaristia foi um divisor de águas na minha conversão. E a história. E a teologia. Sem mencionar aí a Mariologia também. Maria, a Mãe do meu Senhor (Lc 1,43), de quem eu criei nova afeição, pois não a tinha!

    Outrora um blasfemador me escreveu que [é] bestialidade total pensar que Maria é Imaculada, no que eu respondi que bestialidade sim é querer imputar mácula a Virgem Maria, e o que ele chamava de bestialidade, o heresiarca Lutero chamou de doce e piedosa crença. Disse-lhe mais: Mas essa é bem a característica da besta, a quem foi dada a faculdade de proferir arrogâncias e blasfêmias, abrindo, pois, a boca em BLASFÊMIAS CONTRA DEUS, para blasfemar o seu nome, o SEU TABERNÁCULO e os HABITANTES DO CÉU (Ap 13,5-6). Enfim.

    † A Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 14,27) †
    ___________

    NOTA:

    [1] (Mt 26,26-29/ Mc 14,22-25/ Lc 22,17-20/ Jo 6,32-36/ Jo 6,48-66/ At 2,42/ At 20,7/ 1 Cor 5,7-8/ 1 Cor 10,16/ 1 Cor 11,24-34)

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