Diário de Bordo d’O Catequista na Terra Santa (VI) – Via Sacra (com direito a chuva de pedras)

Paulo Ricardo, historiador membro da equipe do blog O Catequista, está publicando uma série de posts relatando as coisas mais interessantes de sua viagem a Israel.

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Nosso último dia em Israel foi o mais emocionante em todos os sentidos. Teve de tudo! Acordamos bem cedo para sermos brindados com uma linda vista da mais santa das cidades. Do mirante onde estávamos, em pleno Rosh Hashaná, ficamos extasiados com a mesma vista que, provavelmente, teve Cristo quando chorou pela cidade ancestral.

Antes de partir para a próxima, as pernas tremiam. Íamos fazer pela primeira vez o caminho que Jesus percorreu em direção ao Calvário. Aí começaram os problemas…

Em primeiro lugar, para quem não sabe, Jerusalém dentro das muralhas é uma cidade dividida em três: uma parte cristã, uma parte muçulmana e outra judia. Entramos pela Porta das Flores, a frente, as três primeiras estações da Via Sacra. Meu momento mais emocionante da viagem foi na Igreja da Condenação. Confesso que não consegui ficar mais do que dois minutos dentro da Igreja (celebrava-se na hora uma missa). A sensação oprimente de ver meu Senhor e Salvador condenado pelos homens foi demais para mim. Chorei como há muito não chorava – desde, talvez, quando aprendi com o The Cure que “Boys Don’t Cry”.

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Mas aí nós os ouvimos. Eles gritavam “Allahu Akbar”. Eles diziam estar ali por Deus, eles queriam ser as vítimas. Como eu disse, estávamos no ano novo judeu, o Rosh Hashaná. Judeus de todo o mundo vão a Jerusalém para orar na SUA CIDADE. Antes de mais nada é a cidade deles, pronto, acabou. Então temos um bando de folgados, bandidos, pilantras, que usam (ninguém me contou, eu vi) crianças de dez, onze anos para provocar a polícia de Israel. Enquanto isso, os “corajosos” ficam atrás, distribuindo cópias do Corão (muito bonitas, por sinal), bem vestidos e cheirosos, na porta das igrejas cristãs, sempre com um grande sorriso nos lábios. E vocês aí, continuem acreditando aí que o Islã é religião de paz…

A confrontação se dá na confluência do bairro muçulmano com o bairro judeu; a polícia de Israel, bem preparada, armada até os dentes, segura a onda enquanto pode. Por trás das crianças, um velhote taca uma pedra em direção à polícia israelense, que acaba atingindo uma fiel cristã. A polícia responde com bombas de efeito moral. Nessa hora, estávamos perdidos em meio ao conflito, entre a polícia e os muçulmanos. Chove pedras da parte dos muçulmanos.

Íamos em direção à Quarta Estação. Tínhamos três opções: ou retroceder para a segurança relativa da Porta das Flores; encarar todos os malucos do mundo, indo em direção da Porta de Damasco; ou seguir em frente, como fez Jesus. Optamos por essa última. Destarte, não tivemos alternativa senão correr, correr muito. À frente de um grupo de fiéis idosos, íamos minha esposa e eu. Sou mais rápido, mas atrasava o passo para protegê-la, não da polícia, mas dos fanáticos. Uma bomba de efeito moral explodiu ao lado dela. Estava tudo um caos.  Felizmente, ninguém se feriu. Após subir uma rua, tudo terminou tão rápido quanto começou.

Um comerciante árabe que falava bem inglês parou do meu lado, começava a abrir seu estabelecimento. Ele tentou nos acalmar:

– Não se preocupe. Aqui é assim sempre nessa época do ano.

– Sempre assim? – perguntei. Com um sorriso nos lábios ele retrucou:

– Sempre.

Mundo estranho. Vi velhos com roupas típicas sentados em suas lojas conversando calmamente em meio ao tumulto. Não vi um só movimento de agressão partir da polícia israelense. Mas vi um bando de cinegrafistas idiotas – com a cara típica de bicho grilo ocidental – focando na polícia israelense, doidinhos para pegá-los num ato de força “desnecessário” contra os muçulmanos “oprimidos”.

O balé entre manifestantes e policiais continuou, mas nós não estávamos lá para resolver querelas milenares. Nosso guia espiritual, Pe. Rodrigo Sate, nos reuniu e continuamos pelos caminhos de Jesus. Infelizmente, tivemos que pular a Quarta, a Quinta e a Sexta Estações – continuamos a partir da Sétima. Foi tudo muito tranquilo a partir daí, estávamos na segurança do Bairro judeu.

Da Décima Estação em diante, tivemos a companhia dos ortodoxos, pois a guarda dessas é compartilhada. Estávamos em paz, pudemos participar da celebração da Santa Missa, feita pelo padre Rodrigo, ali, no local da crucificação.

O saldo foi muito positivo, apesar desse tumulto. Fomos ver os judeus em sua rezas no muro das lamentações. No local, reunia-se a polícia de Israel, depois de lacrar os acessos de muçulmanos ao muro santo. Um guarda parou para conversar com nosso guia, em hebraico. O guia indagou sobre a situação naquele instante. O rapaz disse algumas palavras, apontou para os céus e se despediu. Eu fui perguntar ao guia o que eles tinham conversado. Ele me respondeu que o jovem considerou esse um ano razoavelmente calmo; que seu trabalho, aquela hora (cerca de uma da tarde, sob um sol escaldante) estava apenas começando e que Aquele que está nos céus os protege e guarda. Amém.

Fica a dica: Jerusalém, em geral é pacífica. Confusões, quando acontecem, se dão dentro das muralhas, e principalmente no Rosh Hashaná. Evitando esse período do ano, tudo fica bem. Palavra de uma testemunha ocular.

A Igreja da Visitação, após o almoço, foi nossa última visita na Terra Santa. No lugar onde ficava a casa de Santa Isabel, pudemos desfrutar de uma merecida paz. A igreja fica fora da cidade, nas colinas, e é muito bonita; destaque para o piso da nave central.

O diário d’ O Catequista na Terra Santa se despede aqui. Em breve, falaremos de nossas viagens a dois dos principais santuários de peregrinação mariana da Europa: Fátima e Lourdes.

Fiquem com Deus e até a próxima!

6 comments to Diário de Bordo d’O Catequista na Terra Santa (VI) – Via Sacra (com direito a chuva de pedras)

  • Artigo esclarecedor como todos os artigos dessa pagina abençoada,parabens professor Paulo Ricardo que o manto sagrado de Nossa Senhora continue o protegendo lhe dando sabedoria para ensinar muitas coisas referentes a nossa amada Igreja Catolica.

  • Meuuuu Deus! Que barra! Um dia quero visitar também, as dicas foram muito boas!!

  • MARCOS

    Ah, sim, o Islã é a religião da paz; e o papai noel me trouxe muitos presentes ano passado, assim como o coelhinho da páscoa me trouxe muitos ovos de chocolate, e o PT está preocupadíssimo com os pobres…

  • Está para ser votado, no Congresso Nacional, pela primeira vez desde 1990, um projeto de lei que irá impedir o desenvolvimento da Cultura da Morte no Brasil. Estou lhe escrevendo para pedir a sua ajuda, e de todos os seus contatos, para obter a aprovação deste projeto.
    O deputado Evandro Gussi, do PV de São Paulo, apresentou nestes dias, à Câmara dos Deputados, um substitutivo para o Projeto de Lei 5.069 de 2013. O substitutivo está para ser votado nos próximos dias na Comissão de Constitucionalidade e Justiça da Câmara, dali seguindo para o Plenário. A pressão contra o projeto, movida pelas ONGs financiadas pelas Fundações Internacionais que promovem o aborto é gigantesca.
    O projeto, entre outras coisas, estabelece que no caso de gravidez resultante de estupro, o aborto somente não será punido se a gravidez for constatada em exame de corpo de delito e comunicado à autoridade policial.
    O projeto também criminaliza o anúncio e a venda de substâncias destinada a provocar aborto, assim como orientar gestantes sobre como praticar o aborto.
    A esmagadora maioria dos brasileiros é totalmente contrária ao aborto, a aprovação ao aborto diminui a cada ano pelo menos desde 1994 e nos últimos seis anos, segundo os dados dos atendimentos pós-aborto fornecido pelo SUS, a própria prática do aborto tem diminuído a uma taxa de 12% ao ano todos os anos. O número de abortos clandestinos no Brasil não é um milhão por ano, como se sustenta falsamente e de modo proposital, mas cerca de 100 mil por ano, e este número está diminuindo aproximadamente a 12% ao ano.
    Por que foi apresentado o Substitutivo do Projeto de Lei 5.069 de 2013?
    Porque o governo do PT, contrariamente ao que toda a nação brasileira pensa sobre o assunto, anunciou em 2012 que pretendia criar serviços de orientação à gestante sobre os melhores meios de provocar ela mesmo um aborto. O Ministério da Saúde está trabalhando ativamente nesta direção. Para facilitar este programa, multiplicaram-se no Brasil, nos últimos anos, a propaganda e a venda de substâncias abortivas. Para agravar a situação, desde 2004, nos serviços de abortos em casos de estupro, por Norma do Ministério da Saúde, não se exige mais nenhuma prova de que houve estupro a não ser a própria palavra da gestante. Nestes serviços, afirmam as normas do Ministério, a palavra da gestante deve ser recebida com presunção de veracidade sem necessidade de nenhuma prova, e com isto multiplicaram-se assustadoramente os casos de abortos praticados pelos serviços públicos em que não houve qualquer violência.
    Isto é apenas o resumo dos fatos.
    O quadro dentro do qual se insere o projeto é muito mais amplo. A realidade é que há um planejamento consciente por parte do governo, amparado pelo financiamento e pelas estratégias desenvolvidas por uma rede de Fundações Internacionais, que está conscientemente trabalhando para implantar a Cultura da Morte no Brasil e nos países que se opõem à prática do aborto, principalmente na América Latina.
    Precisamos de sua ajuda para aprovar o Substitutivo do Projeto de Lei 5.069 de 2013. As ONGs que promovem o aborto no Brasil e alguns parlamentares que trabalham com elas estão conscientes da importância deste projeto e estão fazendo tudo o que podem para impedir sua aprovação.
    Precisamos que você telefone e envie e-mails aos deputados da Comissão de Constitucionalidade e Justiça da Câmara pedindo-lhes que, em nome do povo brasileiro, aprovem o Substitutivo. Os telefones e e-mails dos deputados estão logo abaixo.
    Agradeço a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover e procurarei manter a todos informados sobre o desenrolar dos fatos.
    *
    Para entender o que está acontecendo, leia os documentos a seguir.
    É ideal que tanto os que telefonam como os que enviam mensagem estudem a fundo estes documentos de referência:
    Contextualização da defesa da vida no Brasil: Como foi planejada a introdução da Cultura da Morte no país
    Maio de 2012, a nova estratégia mundial da Cultura da Morte
    Mensagens sobre o PLC 3/2013
    Cronologia da Lei do Cavalo de Troia (Lei n.º 12.845/2013)
    Na hora de enviar mensagens e telefonar, siga as seguintes recomendações:
    DISQUE-CÂMARA: 0800 619 619
    Mande um e-mail a todos os integrantes da comissão;
    Telefone apenas aos gabinetes das lideranças e aos deputados do seu próprio estado;
    Devido à gravidade da situação, escreva alguma mensagem com suas próprias palavras, ao invés de mandar uma mensagem previamente padronizada;
    Se você participa de alguma igreja ou religião, não se manifeste como religioso, mas como cidadão ou profissional;
    Telefonando ou escrevendo, seja sempre educado ao extremo, mas não deixe de manifestar claramente seu ponto de vista. Aos deputados e funcionários de seus gabinetes deve-se o maior respeito em qualquer circunstância;
    É muito importante, além de escrever e-mails, que podem ser facilmente apagados por qualquer funcionário com um clique de mouse, que se telefone de viva voz ou se mande um fax;
    Não esqueça de pedir encarecidamente a toda a sua lista de contatos que façam o mesmo e que avisem também às suas listas de contato.

  • Juliana

    “Eles conspiram e planejam, mas Deus também planeja. E Deus é o melhor dos estrategistas.” Esse verso é um dos meus favoritos do Alcorão. Pena que a maioria dos muçulmanos é analfabeta como foi seu pretenso fundador, se é que um dia ele existiu. Imagina quando descobrirem que a maioria é israelita convertido à força?

  • Eles queimaram uma igreja em Belem os doces arabes colonos, e estao esfaqueando judeus mas isso nao tem importancia para uma midia ocidental odiosa e criminosa totalmente pro arabe.

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