Catolicast 09b – Nossa Senhora de Fátima – Parte 2

Oi Povo Católicoooooo!!!!!

Sejam bem-vindos a mais um Catolicast!!!! Nossos queridos amigos retornam com a segunda parte do podcast sobre Nossa Senhora de Fátima! Aproveite…

catoli

INTERROMPENDO O SEU BANHO DE SÁBADO!!!! Olá povo católico estamos aqui mais uma vez: Vitor Quintes, Tháina Goulart(La Cerise), Vitor Ferreira e Carlos Weslly dando continuidade ao Catolicast contando a história de Nossa Senhora de Fátima.

Nesse Catolicast: Conheça e escute um resumo de cada aparição de Nossa Senhora de Fátima, conheça o momento pós-aparição, aprenda um pouco sobre os segredos de Fátima e saiba sobre a história da consagração de Rússia.

Material de estudo: Filme Nossa Senhora de Fátima, Livros: Memórias da Irmã Lúcia, Fátima Caminho da Paz, Devocionário de Nossa Senhora de Fátima e o documento A Mensagem de Fátima.

 

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10 comments to Catolicast 09b – Nossa Senhora de Fátima – Parte 2

  • Olá meus queridos irmãos do site “O CATEQUISTA”, a Paz de Cristo e Salve Maria, Mãe de Deus e nossa. Eu tenho uma dúvida sobre a irmã Lúcia de Fátima, é verdade que a irmã Lucia que viu a Virgem Santíssima foi substituída por outra pessoa depois dos anos 60? Aguardo a resposta e muito obrigado.

    • Não, é tudo teoria da conspiração…

    • Padre Orlando Henriques

      Sim, é claro que é teoria da conspiração!

      Já uma vez, aqui no blogue, tive oportunidade de refutar essa treta de ter havido uma “Irª Lúcia impostora”, em comentários neste post: http://ocatequista.com.br/archives/14550

      No entanto, volto aqui a esgrimir os meus argumentos contra esse funestíssimo mito urbano.

      COMECEMOS PELA QUESTÃO DOS DENTES…

      Dizem os defensores dessa teoria da conspiração que a Irª Lúcia que apareceu ultimamente era falsa porque aparecia com os dentes certinhos, enquanto a verdadeira Ir.ª Lúcia tinha os dentes deformados, como se vê nas fotos de quando ela era mais nova.
      Ora, antes de se porem a dizer asneiras, não seria melhor averiguar se a Ir.ª Lúcia não teria começado, entretanto, a usar placa? Pois… Bem simples, não é? Os da teoria da conspiração nem uma palavra dizem acerca da hipótese de a Ir.ª Lúcia poder ter passado a usar PRÓTESE DENTÁRIA. Não sei se a Ir.ª Lúcia perdeu ou não os dentes originais ou se usava placa, mas não é uma hipótese descabida. Nem é uma hipótese tão excêntrica como a teoria marada de uma suposta impostora!

      ALÉM DISSO, OUTRO ARGUMENTO, O QUEIXO (E O SORRISO)…

      Se, de facto, a Ir.ª Lúcia tiver perdido os dentes e tiver começado a usar prótese dentária, essa perda de dentes pode, também explicar a deformação do sorriso e do queixo, de que eles falam. Sim, a falta dos dentes altera (e muito!) a fisionomia, nomeadamente em volta da boca. Claro que isto é uma hipótese levantada por mim, que nada percebo de anatomia; alguém conhecedor da matéria (um dentista, um ortopedista, sei lá…) poderá dizer, mas… os sedevacantistas? O que me parece é que eles têm uma imaginação muito fértil, isso sim.

      ENTÃO E AS MUDANÇAS DE CALIGRAFIA?

      Pois eu apresento-vos o caso de uma outra carmelita que também mudou radicalmente de caligrafia, e, PRECISAMENTE, por causa de ter entrado para o Carmelo! É a Beata ISABEL DA TRINDADE (1880-1906). Nas “Obras completas” de Isabel da Trindade (Edições Carmelo, 2008), na Introdução geral, páginas 74 a 77, fala-se das mudanças radicais que sofreu a caligrafia de Isabel da Trindade ao longo da sua curta vida. O livro apresenta alguns “fac-similes” de manuscritos seus em várias fases da vida que ilustram bem o quão radicais foram essas mudanças, principalmente depois de entrar para o Carmelo. Diz o referido livro, na página 74, que «Aos dezassete anos, a sua escrita evolui para o que se designará «letra de artista», grande, pontiaguda, com retorcidos»; e, na página 76, diz que «Ao chegar ao Carmelo, a querida postulante tinha uma letra à moda dos artistas, mas não religiosa. Até a Prioresa lhe quis fazer mudar. Uma Irmã, que tinha uma letra muito clássica, redonda e regular, deu-lhe algumas lições». E mais! Na mesma página 76 ainda diz que «Contudo, esta grafia sofrerá, também ela, lenta e inconscientemente, uma profunda modificação, sobretudo no sentido de uma simplificação, em particular pela restrição de volutas sobre as maiúsculas!». PORTANTO, COMO VÊEM, É BEM POSSÍVEL ALGUÉM MUDAR DE CALIGRAFIA, sobretudo se isso for imposto à pessoa. Será que a Ir.ª Lúcia, à semelhança da B.ª Isabel da Trindade, também terá sido incitada a educar a caligrafia de forma diferente quando entrou para o Carmelo? Não sei, só sei que a hipótese de uma “Ir.ª Lúcia impostora” é muito mais ficção do que uma mudança de caligrafia, como ficou bem documentado no caso da Bem-aventurada Isabel da Trindade! Talvez a Ir.ª Lúcia nunca tenha sido incentivada nem obrigada a trabalhar a caligrafia, mas este exemplo da B.ª Isabel da Trindade demonstra que essa é uma possibilidade a não desprezar, para além de ser um claríssimo exemplo sobre até que ponto é possível alguém mudar radicalmente a forma como escreve. Aliás, mesmo que não tenha havido nenhuma educação para alterar a caligrafia, a verdade é que nós mudamos, naturalmente, de caligrafia não só com o passar da idade mas também por diversas vicissitudes da nossa vida, a começar pela fadiga. Se andarmos numa fase da vida de mais stress, ou de maior cansaço, por exemplo, isso nota-se na nossa letra. A nossa letra evolui, sim, e eu posso sempre gostar de escrever hoje de uma maneira e preferir, mais voluta ou menos voluta, escrever de outra forma amanhã. De facto, a nossa caligrafia revela os traços da nossa personalidade, mas isso nota-se mais por outros pormenores, como: o tipo de inclinação, o facto de a perna do “q” ou dos “p” serem mais curtas ou mais compridas, a haste do “d” ou do “b” ser mais curta ou mais comprida, se a parte redonda e central das letras é mais graúda ou mais miúda, se o traço do “t” está mais acima ou mais abaixo… Isso são pormenores que definem a nossa personalidade (e, por vezes, também o nosso estado de espírito) e que nós mantemos, inconscientemente, mesmo quando tentamos escrever num “tipo de letra” diferente (para usar uma comparação informática). Com mais ou menos “volutas”, dando a volta do “g” de forma redonda ou de forma angulosa, as nossas características pessoas continuam presentes na caligrafia de cada um de nós. Algum estudioso da caligrafia é que poderá dizer isto melhor do que eu. De facto, seria mesmo interessante que um especialista em caligrafia (isso sim, e não um “chico esperto” sedevacantista) fizesse um estudo comparativo para comprovar se é ou não a mesma pessoa a escrever os diferentes textos, apesar dos diferentes “tipos de letra”.

      • O que falar desse padre que mal conheço e já considero pacas… rs. Obrigado pela explicação Padre! Sua Benção!

        • Padre Orlando Henriques

          Deus o abençoe, Vítor!
          Sabe, é que eu fico passado com esses sedevacantistas, não suporto essas teorias da conspiração! Dão-me cá umas ganas!
          E outra coisa que eu não suporto quando eles falam de Fátima e da alegada “Ir.ª Lúcia impostora” são as constantes acusações à minha amada Diocese de Coimbra. Mas o mais interessante é que, quando acusam a Diocese de Coimbra ou o Bispo de Coimbra, NUNCA REFEREM O NOME do Bispo, o que, cá para mim, só reforça que eles não sabem o que estão a dizer e nem estão bem informados; e, portanto, ou estão a mentir ou, pelo menos, a fazer afirmações gratuitas, desprovidas de fundamento.

  • Obrigado a todos pela ajuda, que Deus proteja a todos e que N. Sra. cubra-lhes com o maternal manto da graça!!! VIVA ROMA!!!

  • Padre Orlando Henriques

    É de notar que o jornalista ANTI-CLERICAL Avelino de Almeida que FOI DESPEDIDO do jornal anti-católico “O Século” por causa de relatar com imparcialidade o que viu em Fátima a 13 de Outubro de 1917.

    Ele, que assistiu ao milagre do sol e deixou-nos dois relatos que merecem ser lidos por virem de alguém insuspeito, alguém que não era crente mas que, embora, por vezes, com bastante ironia à mistura, nem por isso deixa de relatar com verdade aquilo que VIU.

    Na edição de 15-10-1917 do jornal “O Século”, Avelino de Almeida publica o artigo “Como o sol bailou ao meio dia em Fátima”, onde diz o seguinte:

    «A chuva cai incessantemente mas ninguém desespera. […] Grupos de fiéis ajoelham na lama e a Lúcia pede-lhes, ordena que fechem os chapéus. Transmite-se a ordem, que é obedecida de pronto, sem a mínima relutância. […] A criança afirma que a Senhora lhe falou mais uma vez, e o céu, ainda caliginoso, começa, de súbito, a clarear no alto; a chuva pára e pressente-se que o sol vai inundar de luz a paisagem que a manhã invernosa tomou ainda mais triste… […] E assiste-se então a um espectáculo único e inacreditável para quem não foi testemunha d’ele. Do cimo da estrada, […] vê-se toda a imensa multidão voltar-se para o sol, que se mostra liberto de nuvens, no zénite. O astro lembra uma placa de prata fosca e é possível fitar-lhe o disco sem o mínimo esforço. Não queima, não cega. Dir-se-ia estar-se realizando um eclipse. Mas eis que um alarido colossal se levanta, e aos espectadores que se encontram mais perto se ouve gritar:
    – Milagre, milagre! Maravilha, maravilha!
    Aos olhos deslumbrados d’aquele povo, cuja atitude nos transporta aos tempos bíblicos e que, pálido de assombro, com a cabeça descoberta, encara o azul, o sol tremeu, o sol teve nunca vistos movimentos bruscos fora de todas as leis cósmicas – o sol «bailou», segundo a típica expressão dos camponeses.»

    Associada ao jornal “O Século”, havia a revista “Ilustração Portugueza”

    Na edição de 29-10-1917 da “Ilustração Portugueza”, Avelino Almeida publica o artigo: “O MILAGRE DE FÁTIMA – Carta a alguém que pede um testemunho insuspeito”. Avelino, na sua juventude, foi seminarista e esse “alguém que pede um testemunho insuspeito” é um seu antigo colega que, tal como ele, perdeu a fé e deixou o Seminário, mas que ao ser «arrastado» a Fátima por pessoas de família, assistiu ao milagre e o seu «racionalismo sofreu um formidável embate». Confuso com o que viu, pede a Avelino de Almeida o seu testemunho imparcial. E Avelino escreveu:

    «[…] E quando já não imaginava que via alguma coisa mais impressionante do que essa rumorosa mas pacifica multidão […], que vi eu ainda de verdadeiramente estranho na charneca de Fátima? A chuva, à hora prenunciada, deixar de cair; a densa massa de nuvens romper-se e o astro-rei – disco de prata fosca – em pleno zénite aparecer e começar dançando n’um bailado violento e convulso, que grande número de pessoas imaginava ser uma dança serpentina, tão belas e rutilantes cores revestiu sucessivamente a superfície solar…
    Milagre, como gritava o povo; fenómeno natural, como dizem sábios? Não curo agora de sabê-lo, mas apenas de te afirmar o que vi… O resto é com a Ciência e com a Igreja…»

    As forças anti-clericais, a começar pela Direcção d’O Século (que combateu Fátima desde o início com crónicas e com cartoon’s e outras sátiras), preferiam que Avelino Almeida não tivesse dito que VIU o que viu… Tanto que o resultado da publicação destes dois artigos foi o despedimento de Avelino de Almeida d’O Século, onde tinha tão elevada posição! (creio que seria redactor-chefe, ou algo do género)

  • Padre Orlando Henriques

    Os relatos de que vocês falaram sobre pessoas fora de Fátima que também viram o milagre do sol são testemunhos preciosos!

    O milagre do sol não foi observado universalmente, nem os observatórios astronómicos registaram nada de extraordinário naquele dia 13 de Outubro de 1917. Quis Deus que fosse visto em Fátima, e não em todo o mundo, para que se soubesse que era Nossa Senhora a corresponder à prece de Lúcia «para fazer um milagre com que todos acreditem»; mas quis Deus também que o milagre fosse visto igualmente por algumas pessoas fora de Fátima para que se soubesse que não era uma ilusão colectiva o que as pessoas tinham visto na Cova da Iria.
    Dois casos conhecidos de pessoas que viram o milagre fora da Cova da Iria (mais longe ou menos longe) são o poeta Afonso Lopes Vieira e os alunos da escola de Alburitel.

    Afonso Lopes Vieira estava na sua casa perto do mar, em São Pedro de Moel, a cerca de 40 quilómetros de Fátima, e testemunha:

    «Nesse dia 13 de Outubro de 1917, eu, que não me lembrei da predição dos pastorinhos, fiquei encantado com o espectáculo deslumbrante do céu, para mim inteiramente inédito, a que assisti desta varanda».

    O Pe. Inácio Lourenço, que então tinha 9 anos, estava na escola da sua aldeia, Alburitel, um lugar a cerca de 17 quilómetros de Fátima, e conta o que aconteceu naquele dia por volta do meio-dia:

    «[…] fomos sobressaltados pelos gritos e exclamações de alguns homens e mulheres que passavam na rua diante da nossa escola. A professora […] foi a primeira a correr para a rua, sem poder impedir que todas as crianças corressem atrás dela. Na rua o povo chorava e gritava, apontando para o sol, sem atender às perguntas que, aflitíssima, lhe fazia a nossa professora. Era o grande Milagre, que se via distintissimamente do alto do monte, onde fica situada a minha terra […]. Eu olhava fixamente para o sol e parecia-me pálido, de modo que não cegava os olhos; era um globo de neve a rodar sobre si mesmo. Depois, de repente, pareceu que baixava em zig-zag, ameaçando cair sobre a terra. […] Todos choravam, aguardando de um instante para o outro o fim do mundo. Junto de nós estava um incrédulo, sem religião, que tinha passado a manhã a mofar dos simplórios que faziam toda aquela caminhada da Fátima para irem ver uma rapariga. Olhei para ele: estava como paralisado, assombrado, com os olhos fitos no sol. Depois vi-o tremer dos pés à cabeça e, levantando as mãos ao Céu, caiu de joelhos na lama, gritando:
    – Nossa Senhora! Nossa Senhora!
    Entretanto, a gente continuava a gritar e chorar, pedindo a Deus perdão dos próprios pecados. […] os objectos à volta de nós reflectiam todas as cores do arco-íris. Olhando uns para os outros, um parecia azul, outro amarelo, outro vermelho, etc… […] Quando toda a gente se persuadiu de que o perigo tinha desaparecido, foi uma explosão de alegria. Todos prorromperam num coro de acção de graças:
    – Milagre! Milagre! Bendita seja Nossa Senhora!»

  • Rafael dos Santos

    Galera!!Parabéns pelo podcast maravilhoso. Estou aprendendo muito com vocês, mas posso dar uma dica.. não deixem a musica de fundo muito alta porque ela pode tirar a concentração, deixem a musica baixinha onde as vozes sobressaiam sobre a trilha de fundo.

    Abraços!!!

  • Vitor Borges

    se puderem fazer acho que uma aparição para falar também e sobre Nossa Senhora de Guadalupe, ainda mais o manto dela, que eu acho incrível a historia

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