Clemente VII – O último Papa insensato da Renascença

judas_bonecoVoltamos meu povo!

Depois do breve papado de Adriano VI, que foi um sopro de esperança em tempos difíceis para nossa amada Igreja, voltamos à programação normal da Renascença – ou seja, tempo ruim à vista!

No dia 25 de setembro de 1534 a cidade de Roma foi palco de uma cena grotesca e insólita. Uma multidão irada avançou sobre o túmulo do Papa, arrancou o corpo dali, o pendurou em praça pública e o trucidou, tal como se faz a um boneco de Judas em Sábado de Aleluia. O defunto em questão era o Papa Clemente VII. O que levou o povo a tomar uma atitude tão ensandecida? É o que contaremos agora.

Escolhido em 19 de novembro de 1523, subiu ao trono de Pedro Giulio di Giuliano de Médici, Arcebispo de Florença, e recebeu o nome de Clemente VII. Era filho bastardo de Juliano de Médici, e também era amigão e primo do Papa Leão X.

Clemente VII era considerado um bom político e administrador, tendo governado Florença entre 1519 e sua eleição em 1523. Mas como Papa foi um desastre de proporções faraônicas. Poucas vezes na história a Igreja de Deus passou por uma humilhação tão grande quanto a que vamos narrar. Preparem seus corações, que vai ser brabo.

A Reforma de Lutero ia bem, obrigado. E a todo vapor. Hesse, Brunswick, Saxônia e Brandemburgo (cidades importantes do Sacro Império Romano-Germãnico) assinaram a confissão de fé luterana, rompendo com Roma e cuspindo na cara do Imperador Carlos V. A Dinamarca deu bye-bye e a Suécia entrou na caravana infernal do mad monk.

Uma das poucas coisas certas que Clemente VII fez foi negar-se a declarar como nulo o casamento do Rei taradão da Inglaterra, Henrique “papo de anjo” VIII. Doido pra se livrar da austera e beata Rainha Catarina. Nada havia de justificável para concessão de tal pedido, além da famosa e incontrolável lascívia do rei. O Papa não cedeu às pressões do safado que estava sentado no trono do Rei Arthur. A Igreja perdeu a Inglaterra e o mundo ganhou a primeira igreja estatal fundada conforme a vontade do bilau de um Rei (para saber mais sobre a Igreja Anglicana, clique aqui).

Entre as más qualidades apresentadas por esse Papa no comando da Igreja, figuravam: timidez, perplexidade e uma incapacidade absurda de tomar decisões; um pesadelo administrativo por definição. Clemente VII só fez besteira no campo político, com consequências devastadoras para a Igreja. E a sua mais infeliz decisão foi formar a Santa Aliança de Cognac.

A SANTA ALIANÇA DE COGNAC

Clemente VII tinha o dedo podre para escolher seus aliados políticos: ele sempre escolhia o lado do perdedor.

papa_clemente

Em meio à disputa entre França e Espanha/Habsburgos pela pretensão sobre Gênova, Milão e Nápoles, a princípio, o Papa escolheu ficar do lado dos franceses e declarou seu “amor eterno” ao Rei Francisco I da França. Péssima escolha. Francisco I acabou entrando para a história como o saco de pancadas preferido de Carlos V, que – adivinhem – era o cabeça da aliança Espanha/Habsburgos.

Francisco I , Rei da França caiu refém dos Habsburgos e foi aprisionado, humilhado e obrigado a assinar um tratado aviltante para salvar seu real pescoço. Depois de liberto, o Rei da França retomou seu trono e rasgou o tratado de Madri, que havia sido obrigado a assinar pelo Imperador Carlos V.  Todo pimpão, Clemente chamou Francisco I para “fazer uns lance aê” e incluiu a França na Santa Aliança de Cognac (sinceramente, devia ser um cognac vagabundo, porque a dor de cabeça que adveio daí foi gigante), junto com Veneza e Florença, desde que o Rei prometesse apanh… quer dizer, lutar contra as forças do Imperador.

Tudo arrumadinho no tabuleiro, o Imperador Carlos V acabou com a bagunça e as alianças espúrias da pior forma possível.

Roma estava em vias de ser vítima do ataque mais selvagem que já foi registrado. Lansquenetes (soldados de infantaria alemães) e tropas espanholas, sob o comando de Carlos III de Bourbon, atravessaram os Alpes para combater os “conhaqueiros”, antecipando o lerdo do Francisco I, que ficou vendido (pra não usar palavra pior) na história. Junto com o rei da França, claro, o Papa estava entregue à própria sorte, sem o apoio prometido de tropas para combater os famigerados lansquenetes.

Pra piorar, os Colonna, sempre esperando uma oportunidade para aprontar, iniciaram um levante popular em Roma, liderados pelo Cardeal Pompeu Colonna, um inimigo declarado da família do Papa, os Médicis. Pompeu Colonna queria – nada mais, nada menos – assassinar o Bispo de Roma e se autoproclamar Papa.

Os sicários de Pompeu Collona saquearam a Roma, mataram concidadãos e devastaram tudo pelo caminho. A vida de Clemente só foi salva porque o Papa Alexandre VI era um vilão prevenido e mandou instalar saídas secretas que davam acesso ao Castelo de Sant’Angelo.

O Papa Clemente não tardou a buscar vingança e, reunindo tropas aliadas, deu o troco pra cima dos Colonna. Não ficou pedra sobre pedra. Mas isso tudo foi apenas um ensaio para o que estava por vir.

O SAQUE DE ROMA DE 1527

Clemente continuou desorganizado e descuidado. Não buscou melhorar as deficientes defesas romanas e viria a pagar muito caro por isso.

As tropas do Imperador que estavam para chegar (lembrem que eu falei ali atrás que elas já haviam cruzados os Alpes) não eram exatamente um exército organizadinho e bem treinado. Na verdade, mais pareciam um bando de selvagens sanguinários, que só queriam mesmo era o butim do assalto. Ademais, eram compostas de alemães e espanhóis, que não eram exatamente dois povos que se amavam pra caramba. Eram lobos famintos, e Carlos V os havia liberado da coleira.

Ciente do tamanho da besteira que fez, por considerar-se um bom católico, o Imperador propôs ao Papa um armistício (suspensão dos ataques) de oito meses, mediante o pagamento de 60 mil ducados para aquietar as tropas. Só que esqueceu de combinar isso COM as tropas que se amotinaram e marcharam para o Sul, a fim de pilhar Roma.

A crença maior do Papa era que ninguém ousaria atacar o coração da cristandade por medo da punição divina. Só que agora os cachorros incitados contra Roma eram em grande parte LUTERANOS. Já não nutriam mais o menor respeito pelo Vaticano e pelo que ele representa no coração dos cristãos. Esse foi o tipo de liberdade que Lutero lhes deu.

O que vou trazer a vocês agora é um relato triste e revoltante. A dor que esse relato traz é como uma lança na alma, mais do que nunca é preciso resgatar a história da Igreja para entender as promessas de Cristo. Se você é realmente católico, não pare agora.

No dia 6 de maio de 1527, os invasores hispanos-germânicos romperam os muros e entraram na cidade. A orgia de barbárie humana que se seguiu na sede de São Pedro, capital da cristandade por 1.200 anos, deu bem a medida de quanto a imagem de Roma tinha sido aviltada por seus dirigentes. Massacre, devastação, fogo, estupro – tudo isso ficou absolutamente fora de controle (…).

A ferocidade e a loucura sanguinária dos atacantes “teriam levado até uma rocha às lágrimas”, dizia um relatório encontrado nos arquivos de Mântua, “escrito com mão trêmula”. Os soldados assaltaram casa a casa, matando no ato quem esboçasse a menor resistência. As mulheres eram violentadas sem consideração à idade que tivessem. Gritos e gemidos se faziam escutar em todos os quarteirões e o Tibre ostentava um desfile de cadáveres. Papa, cardeais, cúria, oficiais laicos, amontoavam-se em Sant’Ângelo em verdadeiro pandemônio, a ponto de um cardeal ter sido levantado dentro de uma cesta após ter sido fechada a ponte levadiça. Fixados os resgates dos mais ricos, atrozes torturas forçavam-nos ao pagamento; os que não podiam pagar eram assassinados. Padres, monges, e outros religiosos foram liquidados com requintes de brutalidade; as freiras, arrastadas aos bordéis ou alugadas aos soldados nas ruas. Eles devastavam os palácios e depois incendiavam-nos. Igrejas e mosteiros foram saqueados em busca de tesouros; relíquias, depois de retiradas suas coberturas preciosas, eram jogadas fora, abriram-se túmulos à caça de mais tesouros, o Vaticano acabou sendo usado como estrebaria. Quando atacavam arquivos e bibliotecas, seu conteúdo espalhava-se ou passava a servir de colchão para os cavalos. Observando a cena, até um dos Colonna chorou. “O inferno nada possui capaz de ser comparado ao atual estado de Roma”, escreveu um veneziano.

Luteranos dos terríveis lansquinetes, deliciados com esse cenário, parodiavam os ritos pontifícios, andavam pelas ruas vestindo os ricos paramentos dos prelados, as vestes e barretes rubros dos cardeais; um deles, fazendo as vezes de Papa, exibia-se montado num asno. A primeira onda de carnificina durou oito dias. Durante semanas Roma queimou em meio ao fedor de corpos insepultos e destroçados pelos cães. A ocupação prolongou-se por nove meses, causando danos irreparáveis. Estimativas calculam que dois mil cadáveres foram jogados no Tibre, 9800 conseguiram sepultamento, com saques e resgates estimados entre três e quatro milhões de ducados. Somente quando a peste apareceu e a comida acabou, deixando uma população faminta, as hordas bêbadas e saciadas retiraram-se do “matadouro fedorento” em que haviam transformado Roma.

(Bárbara Tuchmann, “A Marcha da Insensatez”, p. 162-163)

E você aí achando “terrível” qualquer coisinha que o Papa Francisco venha a falar, e que seja manipulado pela mídia. Conhecendo a história, vemos que o nosso senso de proporções moderno é uma grande piada de mau gosto. Sim, acredite: a Igreja já enfrentou tempos bem piores.

Todo esse horror, todo esse vilipêndio, foi visto como punição divina pelos pecados do Papa Clemente VII. Esse permaneceu prisioneiro em Castel Sant’Ângelo até juntar grana para pagar o resgate. Para piorar a situação, os florentinos, em face dessa vergonha, aproveitaram-se da fraqueza dos Médici e os expulsaram, proclamando a República.

Mas mesmo com isso tudo, Clemente não aprendeu a lição. Envergonhado, com a bênção do Imperador, partiu na calada da noite para um refúgio em Orvieto, levando consigo a esperança que o Rei Francisco, o vacilão, pudesse retomar seu avanço sobre a Itália. O que de fato aconteceu. No ano seguinte, lá vem o Rei Francisco… Tomar outra sova. Nada restou ao relutante Papa senão entrar em acordo com o senhor absoluto da Itália: Carlos V.

Padecendo de frio e fome, o papa foi até Bolonha e aceitou os termos apresentados pelo Imperador, coroando este último como Rei de Nápoles. Mais um território no tabuleiro de WAR do cara. A ilustração abaixo, de Giulio Clovio, reflete bem o estado em que as coisas ficaram: Charles V entronizado, com seus inimigos derrotados e acorrentados aos seus pés (a partir da esquerda): Suleiman – o Magnífico, Papa Clemente VII, Francisco I, Duque de Cleves, Duque da Saxônia e Hesse.

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Carlos V agora era o “chapa” do Papa, e este conseguiu a promessa junto ao Imperador de reaver Florença. foi então que aconteceu a maior das infâmias: os mesmos animais que destruíram Roma agora estavam ajudando o Papa a recuperar Florença, a única coisa que, afinal, importava para os Médici. Quanto à Roma? O Sr. Clemente mandou tudo às favas. Em vez de ocupar-se em deter os avanços da Reforma, preferiu o Papa vender-se aos lansquinetes de Carlos V para reaver a cidade de sua família. Esse cara era o Rei da escolha errada.

Se o Papa Leão X errou por subestimar Lutero e considerar a Reforma Protestante um movimento pequeno (o que, convenhamos, foi uma burrice, mas até certo ponto justificável), Clemente não tinha esse beneplácito. O monstro da Reforma já era, então, bem real e violento, e enfiou suas garras em Roma.

Passaram-se sete anos do cerco de Roma, a Deforma Protestante ia de vento em popa, e o Papa continuava no seu joguinho de comadres referente à Florença quando, muito provavelmente, o DEP – Departamento de Envenenamento Papal – foi reativado mais uma vez. Após uma refeição, Clemente VII passou mal e morreu.

veneno

O povo de Roma culpava o falecido pela desgraça da cidade, ocorrida sete anos antes. Violaram seu túmulo, enfiaram-lhe uma espada no peito e o despedaçaram completamente. Assim partiu o segundo dos Papas Médici (segurem a onda, tem mais dois), filho bastardo de um banqueiro, que nunca soube ser o líder necessário à frente da Igreja. Tinha 56 anos.

Termina aqui a série dos Papas Insensatos da Renascença. Dias melhores estavam por vir. Deixo-os com as palavras de Jacob Burckhardt:

” (…) o êxito da expedição contra Roma (…) obrigou novamente o papado a tornar-se  a expressão de um poder espiritual mundial, na medida que teve que se posicionar à testa de toda oposição à Reforma.

“A Cultura do Renascimento na Itália”, p. 143

Fontes:

Tuchmann, Bárbara. A Marcha da Insensatez. Bestbolso, 2003.

Burckhardt, Jacob. A Cultura do Renascimento na Itália.

Johnson, Paul. La História Del Cristianismo. Zeta, 2010(Argentina).

McBrien, Richard P. Os Papas. Loyola, 2004.

21 comments to Clemente VII – O último Papa insensato da Renascença

  • Sidnei

    Lendo esta história, vejo que o imperador Carlos V foi até corajoso, enquanto vários reis católicos se borravam de medo de levar uma excomunhão do Papa, Carlos V, estava defecando e andando com o que iria acontecer se invadisse Roma e viesse aprisionar o Papa, e ainda Carlos V se considerava um bom católico. Estas alianças papais daqueles tempos, em que o Papa fazia aliança com um em detrimento com outro, e sendo todos católicos e o que me deixa mais perplexo. O Papa colocava sua função de pastor e de pai, de lado, para fazer alianças e conchavos em favor de uns com desfavor de outro. Em vez de promover a paz e a concórdia entre seus filhos espirituais, fazia juntamente o contrário, colocava uns contra os outros e tudo em nome do poder temporal e que vá as favas o poder espiritual o qual o Papa esta investido para que tudo que viesse ligar na terra, irá ser ligado no céu, e tudo o que for desligado na terra, irá ser desligado no céu.

  • Geraldo

    OS HOMENS DE TODAS AS ÉPOCAS SEMPRE FORAM OS MESMOS, MAS QUANDO UM MEMBRO DELA FRAQUEJA… evidentemente, adaptados ao contexto do seu tempo e Jesus já nos advertiu: o mundo jaz no maligno 1 Jo 5,19.
    A Igreja de Cristo, tal como Ele, foram sempre a bola da vez para serem fustigados e quando um membro comete um erro, piora mais ainda.
    Eu veria uma diferença nessa situação que, àquela época, os fatos eram mais restritos ao local e muitas adjacências; hoje, como vivemos numa globalizado e numa guerra de ideias, em que cada uma quer mais se sobrepor à outra, o alcance de uma fala sob qualquer fato distorcido é imediato, local e global, em que bilhões tomam conhecimento simultaneamente e já predispõe as mentes para o erro ou à verdade.
    O pior é temos veículos midiáticos em muito maior quantidade para distorcerem a voz da Igreja e de seus ensinamentos, num embate Satã x Jesus Cristo!

  • Sidnei

    Gostaria de perguntar para o Paulo Ricardo se vai dar continuidade à série dos Papas, porque como acabou os papas insensatos da renascença, agora começam a dos Papas que iriam dar inicio aos ajustes da bagunças que deixaram os Papas anteriores na Igreja. Porém ao ler por cima as ações de alguns deste papas, para mim, ficou a impressão que alguns deles puxaram a rédea forte de mais, e num acesso de zelo, foram inflexíveis, e alguns, nos dias de hoje, foram até intolerantes demais. Mas espero maiores esclarecimentos nas próximas postagens, pois tenho que para mim estes excessos de inflexibilidade e intolerância destes papas, nada mais foi, do que o excesso de zelo que estes Papas foram revestidos para colocar a casa em ordem.

  • Estou mais do que convencido que desde Gregório XVI – um Papa, digamos, meio bundão – Deus só tem sido bom com sua Igreja, mesmo com todos os problemas da crise do sacerdócio e da propalação inédita do movimento neognóstico e neopagão que vemos se banquetar nos nossos dias. Desde Pio IX até Francisco, só tivemos santos calçando as sandálias de São Pedro.

    Seja como for, estudar a história da Igreja é provar os milagres dos dogmas da infalibilidade magisterial e da indefectibilidade. Sem o Espírito Santo a Igreja não poderia estar de pé.

  • Paulo Eduardo

    Engraçado que ainda há quem defenda a Monarquia, rs.

  • Melquiel Luiz de França Júnior

    Rigor histórico e humor em uma unica postagem. Mais uma vez estão de parabéns.

  • Larissa R.G.

    Se a Igreja não tivesse sido instituída por Jesus, já não restaria pedra sobre pedra… Sempre que vejo católicos reagindo tão mal ao que o Papa Francisco fala, seja por não conseguir interpretar o que ele disse, seja por distorções midiáticas, fico pensando nesses papas da renascença, o povo católico de hoje não está preparado para um mal Papa, rezemos para que não tenhamos outro mau Papa!

    Que coisa horrível esse saque de Roma, e a primeira vez que ouvi sobre isso foi aqui no site do Catequista… O que aprendi no ensino médio sobre a Idade Média foram, em sua maioria, mentiras atacando a Igreja Católica. Acredito que isso também seja um tipo de perseguição do inimigo.
    Enfim, texto fantástico, é muito bom poder ler textos com rigor histórico. Parabéns por esse trabalho incrível!

  • Guilherme MJ

    O Papa Francisco apenas quer uma Igreja mais humilde e voltada para o povo, para os mais necessitados e que vá além de apenas liturgia. Tem alguns sites tradicionalistas que eu nem preciso dizer o nome que jogam pesado e baixo com o Papa Francisco. Meus comentários lá defendendo o Papa nunca são aprovados, só são aprovados aqueles que não respeitam o Papa Francisco.

    • Sidnei

      Guilherme, o que você diria para alguém que lesse este seu comentário, e perguntasse com relação aos papas anteriores (Bento XVI e João Paulo II), se estes eram ao contrário do Papa atual, ou seja, eram papas mais pomposos, e não ligavam a mínima para o povo e necessitados e só se preocupavam com a liturgia, você concordaria que era isto mesmo que acontecia com os Papas anteriores ao passo que o atual Papa sim, este é que esta correto, porque ao contrário dos outros, este sim é humilde, se preocupa com o povo e necessitados e com relação a liturgia pode-se fazer de qualquer maneira, porque é uma bobagem imensa se pegar a rituais caducos e ultrapassados durante o culto nas igrejas. Gostaria de saber sua opinião ao que acabei de escrever.

  • Lucas

    Olá pessoal!
    Parabéns pelo trabalho!
    Aproveito esse “local” de interação para sugerir um tema aos catequistas: o valor do trabalho e do estudo segundo a doutrina católica. É um tema interessante! 😉
    Que Deus continue abençoado esse trabalho!

  • Maria da Natividade Schoffer

    Gostaria de ler os papas anteriores, aonde encontro aqui no ocatequista? Descobri a pouco esse site maravilhoso. Estou lendo Padres do Deserto, estou gostando muito, indicado pelo meu padre confessor.

  • Difícil de viver numa condição assim, é dureza, mas pensa na seguinte situação, um católico cuti cuti no meio disto tudo, garanto que se matava. Quanto aos nossos amiguinhos queridos, os protestantes (luteranos, anabatistas, testemunhas de jeová, macedônios), não dá para negar que existam muitos que fariam isto atualmente, como também existam aqueles que irão defender de certo modo, mas que a doutrina protestante dos luteranos aos macedônios querem ver a Igreja Católica ir para o buraco, ah isto o querem (vide a prostetchiuta do apcalispesse, hehehe).
    Mas, os protestas estão certos, verão a Igreja Católica aparentemente sucumbir.

  • Eis que posto este vídeo, básico, mas interessante sobre os protestantes, assistam e vejam o quão bondosos eles são:
    https://www.youtube.com/watch?v=Wr2VD7bYmO8

  • Prof. Gomes

    Meu caro: Coloque no Googlo, Evangelhos Apócrifos Grátis, aí você encontra uma relação enorme de livros apócrifos.

  • Paulo Eduardo

    Lendo a História da Igreja não consigo entender por que tantas pessoas defendem a Monarquia em detrimento da República. Na verdade, com raras exceções (que se baseavam mais na completa submissão eclesiástica ao poder real) as Monarquias perseguiram mais a Igreja que as Repúblicas.

    • O problema não é a monarquia ou a república, o problema é o rei ou o presidente. Basta olhar para o Brasil, temos uma presidente pertencente a um partido que tenta fazer muitos padres e bispos de vassalos, pior, muitos padres, bispos e religiosos deixam-se usar. Já escutasse a frase: vamos trabalhar por um mundo melhor? Garanto que já. Pois bem, existe tanta propaganda, tanto marketing, tanto esforço e empenho inclusive dentro das escolas trabalhando por um mundo melhor mas, como é possível um mundo melhor com um número cada vez maior de pessoas levando uma vida promíscua e cada vez mais cedo? Como é possível um mundo melhor se justamente usa-se cada vez mais entorpecentes e álcool para sair de órbita, tentar fujir deste mundo melhor que está sendo construído?
      O caso é que o mundo melhor fascina, dá asas a imaginação porque meche com bens materiais, prazeres, comodites, e principalmente, egos inflados.
      Este mundo melhor jamais irá acontecer porque existem tantos mundos melhores quanto pessoas na terra, ou seja, cada um tem seu mundo melhor, e o meu mundo melhor não é o teu mundo melhor, pois, o mundo melhor para mim é, ganhar sem trabalhar, viver as custas dos outros, comer do bom e do melhor e viver passeando, teu mundo melhor é um mundo sem lixo, o mundo melhor do Ariovaldo é viver a vida até morrer dentro de um bordel, o mundo melhor de um outro é juntar o meu mundo melhor com o mundo melhor do Ariovaldo e de repente, quem sabe com alguma lixeira por perto. Enfim, na construção do mundo melhor, acaba-se construindo um pandemônio onde ninguém mais se entende, pois cada um quer uma coisa diferente do outro, no fim, guerreia-se porque o sanduíche vendido na padaria do fulano não tem queijo ou se tem não é o queijo que eu gosto. Pois a luta acaba se travando para impor o meu mundo melhor sobre o teu.
      A isto se dá o nome de nihilismo, subjetivismo, materialismo, dá pra acrescentar muito ismo, mas que no fundo não passa de pilantragem e senvergonhice, e a Igreja Católica, que não é deste mundo, que não olha para o ego inflado de ninguém, que dá de ombros para minhas vontadezinhas, meus mimimis e meus caprichos acaba sendo odiada por mostrar o que é certo e o que é errado. Daí que, quem é Católico (peca feio também), que tenta viver uma vida de santidade, acaba perseguido, porque, nele se vê uma alegria que não é deste mundo e a inveja deste mundo crava suas unhas em perseguição. Como matar católico só cria mártir, tem que destruir a Igreja com todos os seus preceitos. De que forma? Distorcendo o que a Igreja diz, tachando-a de tudo o que este mundo é.
      No fim, tem muitos que acreditam, e como o dindim no bolso ilude fácil, acabam lutando contra porque a Igreja manipula para pegar teu dinheiro.
      Negócio é que muito manezinho não quer nem olhar para o vazio da própria vida, isto o colocaria em profundo desespero (por causa da soberba), que luta com todas as forças para calar Aquela que tenta alertar-lhe sobre sua própria situação.
      Tem muito governante assim, teve e sempre terá.

  • Olha, se diante desse massacre dos Lansquenetes luteranos o Papa “comemorar” os 500 anos da Reforma, eu vou tremer na base.

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