Coelhinho católico, o que trazes pra mim? Uma reflexão sobre a entrevista do Papa

temporada_caca

Está aberta a temporada de caça aos coelhos! Tretas malignas surgiram após a última entrevista do Papa Francisco à imprensa, no voo de retorno da viagem às Filipinas. Na edição dessa terça-feira (19/01) do Jornal Nacional, a vaticanista Ilze Scamparani relatou que o Papa pediu que os católicos não se reproduzissem como coelhos, e que a família ideal deveria ter no máximo três filhos. Só que, pra variar, não foi nada disso que ele falou!!!!

Então lá vamos nós, de novo, destretizar a treta tretosa armada pelos treteiros de plantão…

treta

Antes de comentarmos sobre a entrevista, é preciso que tenhamos clareza a respeito do que o Papa Francisco vem afirmando ao longo de seu pontificado: ele apoia e valoriza as famílias numerosas!

Em junho do ano passado, o Papa Francisco ironizou os casais que são “papai e mamães de gatos e cachorros”, que em nome do “bem-estar” preferem ter animais de estimação a ter filhos.

“Estes matrimônios que não querem os filhos, que querem permanecer sem fecundidade. Esta cultura do bem-estar de dez anos atrás convenceu-nos: ‘É melhor não ter filhos! É melhor! Assim tu podes ir conhecer o mundo, de férias, podes ter uma casa no campo, tu estás tranquilo’…

“Mas é melhor talvez – mais cômodo – ter um cãozinho, dois gatos, e amor vai para o cão e os dois gatos. E verdade isto, ou não? Já viram isto, não é? E no final este matrimônio chega à velhice em solidão, com a amargura da triste solidão. Não é fecundo, não faz aquilo que Jesus faz com a sua Igreja: fá-la fecunda.”

– Homilia da Residência de Santa Marta. 02/06/2014. Fonte: Rádio Vaticana

Há menos de um mês, o Papa Francisco colocou a família numerosa acima de todas as demais.

“Sois únicos, mas não sozinhos! E o facto de terdes irmãos e irmãs vos faz bem: os filhos e as filhas de uma família numerosa são mais capazes de comunhão fraterna desde a primeira infância. Num mundo muitas vezes marcado pelo egoísmo, a família numerosa é uma escola de solidariedade e de partilha; e destas atitudes beneficia toda a sociedade. (…)

“A presença das famílias numerosas é uma esperança para a sociedade. (…)

“Cada família é célula da sociedade, mas a família numerosa é uma célula mais rica, mais vital, e o Estado tem todo o interesse em investir nela!”

Discurso à Associação Nacional das Famílias Numerosas. 28/12/2014. Fonte: Site do Vaticano

Essa contextualização é fundamental para que todos saibam que NÃO estamos diante de um Papa que considera o lar de uma família numerosa como uma toca de “coelhos” irresponsáveis. Muito pelo contrário! Famílias numerosas, o Papa Francisco está com vocês!

familia_numerosa

O QUE O PAPA NÃO DISSE, OU DESTRETIZANDO A DECLARAÇÃO DO PAPA:

Vamos saber agora o que o Papa não disse durante o voo Filipinas/Roma. Usaremos como referência o texto completo da entrevista publicado no site do Vaticano, em italiano (veja aqui).

TRETA 1: O Papa Francisco NÃO DISSE que famílias devem ter no máximo três filhos.

Não! Ele estava respondendo à sugestão do jornalista que sugeriu que as mulheres das Filipinas têm filhos demais, e que muitos pensam que isso seria uma das causas da pobreza no país. O Papa então argumentou que essa é a média necessária para que a população cresça, evitando a quebra da Previdência e da economia do país. ATENÇÃO, FOI APENAS UM COMENTÁRIO SOBRE UM DADO TÉCNICO, não uma sugestão de um número ideal de filhos para que cada casal católico!

TRETA 2: O Papa Francisco NÃO DISSE que os os casais podem usar métodos anticoncepcionais.

Não! O Papa citou que há muitas “soluções lícitas”, e assim certamente ele se refere aos métodos naturais para espaçar a vinda dos filhos em caso de grave necessidade, como o Método Billings (para saber mais sobre esse método, acesse a página Fertilidade Inteligente).

TRETA 3: O Papa Francisco NÃO DISSE que os católicos não devem ter muitos filhos.

Não! O que o Papa disse é que para ser um bom católico não é preciso, necessariamente, ter muitos filhos. E também é preciso exercer uma “paternidade responsável”.

Pronto. Desarmadas as tretas, vamos à próxima fase… sigam o coelho branco! #MatrixFeelings

O QUE O PAPA DISSE

coelho_tocaVejamos o que o Papa Francisco disse durante o voo Filipinas/Roma.

O Papa lembrou que se um casal se recusa a estar aberto à possibilidade de ter filhos, seu casamento é simplesmente NULO.

O Papa afirmou que os casais precisam buscar a ajuda de seu pastor (ou seja, de um sacerdote católico) para compreenderem qual a melhor forma de exercerem a paternidade responsável. Já falamos aqui no blog sobre a importância de ter um bom diretor espiritual (veja aqui).

A ideologia do neo-Malthusianismo, segundo a qual a principal causa da pobreza é o fato de os pobres terem muitos filhos, foi duramente condenada pelo Papa. Ele falou da Providência Divina: “…para a maioria das pessoas pobres, um filho é um tesouro. É verdade, também devemos ser prudentes aqui, mas para eles um filho é um tesouro. Deus sabe como ajudá-los”.

Há dois pontos da fala do Papa que podem gerar grande confusão. Trataremos deles agora.

O Papa citou o caso de uma mulher que já havia tido sete filhos via cesariana, e estava grávida do oitavo. Segundo ele, aquilo era uma “irresponsabilidade”. O Papa deve estar bem informado sobre a situação de saúde da tal mulher, e então tem propriedade para falar. Porém, é preciso esclarecer que o número de cesarianas feitas com segurança varia de mulher para mulher. Há mulheres que ficam impedidas de ter mais filhos após a quarta cesariana, outras passam por oito cesarianas tranquilamente, com o apoio de seus médicos. Infelizmente, esse exemplo dado pelo Papa poderá ter um reflexo ruim, aumentando o peso da cruz das mães que passaram por várias cesarianas; elas são, em geral, alvo de julgamentos duros de parentes e amigos.

Chegou a hora de nos debruçarmos sobre a declaração do Papa que mais está fervilhando na mídia e nos meios católicos:

“Alguns acreditam que – desculpem a palavra – para ser bons católicos devemos ser como coelhos. Não. Paternidade responsável.”

O Papa quis criticar as famílias com muitos filhos? Óbvio que não, como já demonstramos em suas declarações anteriores sobre o tema. Mas esse foi seu já conhecido jeitão informal de se expressar. O que o Papa disse é correto, porque a Igreja permite que, em casos de grave necessidade, o casal use métodos naturais para espaçar a vinda de mais filhos.

O problema é que 99% do planeta concluiu, desta frase, que os católicos com muitos filhos são irresponsáveis como os coelhos. A maioria, mesmo entre os católicos, não se esforça muito para ir atrás de fontes confiáveis para entender o que o Papa realmente quis dizer. E assim fica valendo o que a grande mídia noticia.

Os pais e mães católicos que, por amor e obediência a Deus, possuem muitos filhos, já são criticados até por estranhos na rua; pra piorar, agora os fiscais do útero alheio usarão a frase do Papa sobre os “coelhos” como munição para espezinhar esses casais.

Mas deixa essa gente pra lá! A melhor resposta para quem ataca as famílias numerosas é seguir adiante, com alegria e fidelidade a Cristo, ao Papa e à Igreja. Aos “coelhos” a serviço da construção da Igreja doméstica, #ficaadica: KEEP CALM AND bora se multiplicar!

amor_coelhos

UPDATE:

Povo Católico, o Vaticano divulgou há poucas horas as palavras da Audiência do Papa, proferidas hoje. Nosso pontífice certamente se deu conta da confusão gerada com a frase dos “coelhos” e, como um bom pastor, colocou os pingos nos “is”. Assim, evidenciou o que dissemos aqui: ele apoia e valoriza muito as famílias numerosas! Vejas o que ele disse:

Dá consolação e esperança ver tantas famílias numerosas que acolhem os filhos como um verdadeiro dom de Deus. Eles sabem que cada filho é uma bênção. Ouvi dizer que as famílias com muitos filhos e o nascimento de tantas crianças estão entre as causas da pobreza. Parece-me uma opinião simplista. Posso dizer que a causa principal da pobreza é um sistema econômico que tirou a pessoa do centro e aí colocou o deus dinheiro; um sistema econômico que exclui e que cria a cultura do descartável em que vivemos.”

Fonte: News.Va (mídia oficial do Vaticano)

175 comments to Coelhinho católico, o que trazes pra mim? Uma reflexão sobre a entrevista do Papa

  • Marcos

    Olá, eu tenho uma dúvida sobre “paternidade responsável”:
    Como deve proceder um casal que já tem seus 05 filhos, e todos foram concebidos fora do período fértil? Ou seja, a tabelinha não funciona…
    O casal é de classe média baixa e o orçamento da família é apertadíssimo, mesmo com uma vida espartana…
    Segundo algumas considerações que eu vi aqui ter mais filhos seria irresponsável?
    Então o que fazer se o método natural é comprovadamente ineficiente para este casal?
    Como funciona esse negócio de paternidade responsável? Filhos são quantos Deus mandar ou não?
    abs

    • Marcos, acho que esse casal nunca ouviu falar do Método Billings. O Método Billings funciona!

      Sim, filhos são quantos Deus mandar; isso não significa que devamos estar isentos de responsabilidade nesse processo. Da mesma forma, dinheiro também nós temos quanto Deus nos manda; e isso não significa que não devamos ser responsáveis com nossos planos de carreira e não devamos fazer um controle mensal de gastos. Saúde, nós temos aquela que deus nos permite ter; isso não significa que não devamos agir preventivamente para evitar doenças.

      O casal católico deve estar aberto a fazer a vontade de Deus em sua vida. Ele deve ter quantos filhos Deus desejar que ele tenha. Mas como saber qual o desejo de Deus nesse sentido? Como o Papa Francisco bem disse, cada casal deve conversar com seu pastor para ver a melhor forma de exercer essa paternidade responsável. Deus nos fala por meio da realidade, Ele nos envia Seus sinais. Se um casal está de baixo da ponte com seus trigêmeos (para dar um exemplo extremo), isso me parece um sinal claro que não é uma boa hora para gerar mais filhos. Aí não dá para jogar tudo nas costas de Deus: entra a responsabilidade do casal, que pode usar o Método Billings para espaçar a vinda dos filhos, até que a situação melhore.

    • Dáltoni

      Prezado Marcos, a possibilidade de uma mulher engravidar fora de seu período fértil é remota, quanto mais 5 vezes (!). Vide texto abaixo:

      “A larga experiência mundial demonstra que o método Billings é muito eficaz quando se pretende evitar a gravidez(…).

      A eficácia reconhecida para este método é superior a 98%[1]. Por exemplo, recentemente um grupo de cientistas, coordenado pelo Professor Qian, demonstrou que a taxa de gravidez numa população de casais a seguir o método Billings é muito baixa (0,5%) e que a gravidez só sucede quando as regras do método não são aplicadas correctamente[2].

      Este índice de eficácia é excelente e não só alcança como supera os níveis de eficácia dos métodos artificiais.

      [1] Indian Council of Medical Research Task Force on Natural Family Planning (1996). Field Trial of Billings Ovulation Method of Natural Family Planning. Contraception, 53(2), 69-74

      [2] Qian, S.Z., Zhang, D.W, Zuo, H.Z, Lu, R.K., Peng, L., & He, C.H. (2000). Evaluation of the Effectiveness of a Natural Fertility Regulation Programme in China. Bulletin of OMR&RCA, 27(4), 17-22
      Retirado de http://www.diocesedecoimbra.pt/sdpfamiliar/pfnatural.htm

      Podemos afirmar que o período fértil de uma mulher não é regulado por uma tabela, mas sim por seus hormônios, e esses por vezes sofrem influência do meio externo (doença na família, morte de algum ente querido, estresse no trabalho, provas na escola e/ou faculdade, etc). Portanto, com a observação diária do muco(Método Billings), a mulher não fica atrelada a datas, mas sim à sua própria observação. Conferindo maior eficácia na identificação de seu período fértil.

      Att.
      Dáltoni

      • Padre Orlando Henriques

        Espectáculo!
        Um site da minha Diocese a ser citado aqui e a ser útil por este mundo fora! Gostei!
        Já comuniquei ao coordenador da Pastoral Familiar de Coimbra que também ficou feliz por saber.

  • Paulo

    O problema do papa Francisco, a questão dos “coelhos” se deu aos 47min32seg de sua entrevista.
    Ele precisa se espelhar no papa Bento XVI que, mesmo sendo rigoroso nas suas falas, distorciam-no e o papa Francisco é mais espontaneo, de linguagem popular, muito mais fácil de criarem polêmicas em torno do que diz; dessa vez, teria dado chance e eles são oportunistas de plantão à cata de polêmicas para desmerecerem a Igreja.

  • Paulo Kizaka

    Sou divorciado e casado pela 2ª vez, sei que a igreja condena esse tipo de união, mas não é está a questão. Minha esposa com 38 anos, não pode gerar filhos, adoção aqui no Brasil é muito burocrática. Pergunta: ENTÃO JAMAIS SEREMOS ABENÇOADOS AOS OLHOS DE DEUS.??? Nossa devoção ao ALTÍSSIMO é sem sentido?? Já não podemos comungar, então, sem filhos, deixamos de ser FILHOS DE DEUS???

    • Paulo, Deus não julga com maus olhos os casais que, involuntariamente, já não podem gerar filhos. Então, pela lei da Igreja, não é esse o problema da sua atual união, e sim o fato de ser uma segunda união (no caso de a primeira união ter sido na Igreja).

  • Marcos

    Obrigado pela resposta. Complementando a pergunta, no caso do exemplo dos trigêmeos, havendo ineficiência do método billings para determinado organismo o casal deve se abster?
    Desde já obrigado…

    • Marcos, informe-se sobre o Método Billings. Diferente da pura e simples tabelinha, ele funciona bem para todas as mulheres, mesmo para aquelas com ciclo irregular.

      • Fabio Nascimento

        Funciona nas duas mãos.
        Eu casei e ficamos 5 anos no Método Billings.
        Quando chegou a hora, usamos o método para GERAR os filhos e na PRIMEIRA tentativa houve a concepção.

        VIERAM GÊMEOS IDÊNTICOS !!!

        O Método Billings funciona INCLUSIVE para a escolha do sexo. No meu caso funcionou DUPLAMENTE.

        Deus esteja conosco.

        • Gab

          Nossa! Que legal seu testemunho Fabio! Na sua cidade existem instrutores? Eu ouvi falar que o método billings só funciona quando se é acompanhado com instrutores e com a confecção do gráfico necessário…talvez seja por isso que muita gente tem dificuldade no método, porque tenta realizá-lo sem a devida instrução…estou pensando em me voluntariar para instrutora em minha cidade (pretendo procurar fazer o curso), porque muito se diz sobre o método, mas de nada adianta sem instrutores, então conscientizar as pessoas acaba sendo praticamente em vão se elas não tem quem as possa acompanhar, não é mesmo? Se Deus quiser vou ajudar na minha cidade com isso… quando eu me casar um dia, espero viver assim também, com maternidade responsável, e acolhendo os filhos que Deus desejar para mim…e espero ajudar outras pessoas nesse mesmo caminho! Abs

    • Carlos Eduardo

      Mas Marcos, qual a outra alternativa então, senão um método que tem 98% de eficácia comprovada? Usar anticoncepcionais e fazer sexo a vontade? Todos sabemos que também não é 100% eficaz. Todos conhecemos alguém, ou alguém que conhece alguém, que engravidou usando anticoncepcionais.

      Acredito que você não esteja cogitando aborto em hipótese alguma, certo?

      Mas se a questão é garantir com 100% de certeza que não haverá filhos então realmente só o método do grão de arroz serviria!!! 😉

  • Gustavo

    A-ha! Eu sabia que tinha algo errado nessa notícia assim que ouvi. Passei uns dias aguardando porque sabia que alguma alma caridosa ia esclarecer esta situação. Não é a primeira vez que acontece mesmo. O pior foi que desta vez os “veículos de idiotização” atacaram logo a “marca registrada” dos casais cristão: a fecundidade, a abertura a vida! Pensei “ora, como assim católicos fechados à vida?” Muito obrigado à todos vocês! Paz e Bem.

  • Renan

    O padre Paulo Ricardo indica que o problema do ponto de vista moderno recai, por influências históricas, em grande parte nas soluções econômicas. Enquanto que esforçamo-nos, como Igreja, para fortalecer a família, célula de mudança da sociedade. Não seria tentação querer controlar a ação de Deus restringindo o número de filhos ou tendo-os apenas quando atingir esta ou aquela condição? Ou seria isto uma crise de fé, fruto destas tendências modernas tão arraigadas em nós?

    • Sidnei

      “Não seria tentação querer controlar a ação de Deus restringindo o número de filhos ou tendo-os apenas quando atingir esta ou aquela condição? ”

      Na minha opinião, não, porém será atentar a DEUS, quando acreditamos na divina providência, e um casal se enche de filhos, quando a situação financeira deles não esta muito boa, ou mora em um barraco ou até de baixo de uma ponte. Gostei da reposta que a Vive deu acima, e com a permissão dela, vou reproduzir aqui:

      “Deus nos fala por meio da realidade, Ele nos envia Seus sinais. Se um casal está de baixo da ponte com seus trigêmeos (para dar um exemplo extremo), isso me parece um sinal claro que não é uma boa hora para gerar mais filhos. Aí não dá para jogar tudo nas costas de Deus: entra a responsabilidade do casal, que pode usar o Método Billings para espaçar a vinda dos filhos, até que a situação melhore. – See more at: http://ocatequista.com.br/archives/14774/comment-page-2#comment-356548

      Isto tudo me lembra uma passagem do evangelho, o qual a primeira vista,não se trata sobre este problema, mas, pode nos dirigir um norte, para que um casal utilize da inteligência e responsabilidade, para se ter um filho em um momento apropriado, e a passagem é esta:

      “28. Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?
      29. Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele,
      30. dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar.
      31. Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?
      32. De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.”
      (Lucas 14, 28-32)

      De fato, para o mundo nos dias de hoje, filho, parece um problema, um estovo que só atrapalha, porém, não devemos ir a favor do mundo, mas sim fazer a vontade de DEUS. Em uma família que adia e espaça ou até que limita o nascimento de seus filhos, por razões graves e justas, através dos métodos aprovados pela Igreja, porém, se vier um filho sem ter sido planejado, nunca se deverá dizer que a gravides deste filho seja uma gravidez indesejada. Esta palavra para mim é uma acinte contra DEUS, contra o ser humano que foi gerado e que esta sendo gestado, nenhuma gravidez deve ser dita, indesejada, pois se se dizendo indiretamente, que a pessoal o qual resultou esta gravides esta sendo indesejada, e não é por nada que nos dias de hoje muitas pessoas procuram consultórios de psicólogos e tomam remédios contra depressão, o que para mim, estas pessoas, muito delas, foram rejeitadas desde a sua concepção, e isto ficou no seu subconsciente, e hoje há estes traumas que atinge uma boa parte das pessoas (isto é opinião minha). Se um casal que espaçar o nascimento dos seus filhos e até limita-los, mas vier uma gravidez inesperada, deve-se dar júbilo de alegria e tocar trombetas, estender um tapete vermelho, pois um ser humano muito querido e amado por DEUS esta vindo por aí, e seu destino é o céu. Temos que resgatar na Igreja que filhos não são estorvos, como o mundo apregoa, mas benção divina, pois se uma pessoa é abençoada com um filho o qual não estava nos planos dela, quem sabe se tal filho será uma benção para este casal, e será este a acolhe-los na velhice, ou se tornará um grande cientista, esportistas, um grande profissional em alguma área, ou religioso ou sacerdote, tudo isto pode estar dentro dos planos de DEUS, basta o casal aceitar, com muita alegria, mesmo que tal filho não tenha sido planejado, mas esta nos planos de DEUS, que esta filho venha a ser uma benção para eles.

      • Renan

        Ok, Sidnei, agradeço os pontos colocados, pois me ajudaram a discernir. Fui procurar o assunto no Cat. que, por sinal, é bem claro quanto à paternidade responsável.

  • Flávio Granells

    No mundo atual é visível que egoísmo se solidificou na sociedade a ponto de ser raro casais que estão preparados a se sacrificarem, a se doarem por completo a seus filhos. Criou-se a necessidade de primeiro cursar o ensino superior, depois pós graduação, mestrado… No meio disso o casamento que sem filhos, em muitos casos, não se renova o amor, e influenciado pelas mídias e novelas se separam. (o casamento não se desfaz porque é um sacramento)

  • A desinformação propagada pela mídia é uma verdadeira aberração. Se Bento XVI era rotulado de “ultraconservador”, Francisco é apresentado como um “liberal”. Porém, as palavras de ambas são distorcidas tendo em vista um objetivo em comum: dividir opiniões e colocar os católicos incautos em uma postura de desconfiança.

    O que precisamos compreender é que Ratzinger e Bergoglio possuem “estilos” distintos. Bento XVI era um homem erudito, de pensamento refinado e inteligência aguda; Francisco é um papa que preza pela proximidade, pelo testemunho. Ambos, porém, à serviço da mesma Igreja, ambos sucessores de Pedro!

    Graças a Deus existem católicos empenhados em esclarecer àqueles que, como nós, são bombardeados com uma terrível falta de formação e “in”formação.

    Salve Regina!

  • Vilmar

    Marcos Salve Maria.

    O Método Billings do jeito que é ensinado hoje infelizmente está contrário ao que a sempre ensinou:
    1º A Igreja ensina que o método natural é aceito nas seguintes condições se você é casado e já tem uma criança, você poderá fazer o uso por um período de 2 anos, que é o tempo necessário para o organismo da mulher se recuperar.
    Após esse período se persistir no uso do método o casal estará em pecado.
    2º Se você casa-se hoje por exemplo não poderia fazer o uso do método, porque você estaria evitando filhos.

    O que a Igreja sempre ensinou com relação ao método, é que seu uso é permitido para dar espaço de uma gestação para outra conforme expliquei acima.

    Tem muita gente que fala muito do método billings dizendo que ele é para planejamento familiar, mas do jeito que ele é ensinado hoje ele é nada mais nada menos que um anticoncepcional natural, pois você decide qual é a hora certa de ter o filho assim como qualquer um que usa os métodos anticoncepcionais.Os casais de hoje não estão de fato aberto a gerar filhos, e o método do jeito que é ensinado leva os casais á uma informação errônea.

    Eu tenho 7 anos de casado e 5 filhos, durante o 1º ano usei o método pois não o conhecia conforme a Igreja sempre ensinou, infelizmente fiz o curso obtendo informações erradas. Mas tive a graça de conhecer um Sacerdote que me orientou juntamente com a minha esposa.
    Provavelmente você encontrará hoje várias pessoas que lhe ensinarão sobre o método, mas a maioria ensinará como evitar os filhos e não falará de fato o que a Igreja sempre ensinou.

    Que a Virgem Santíssima lhe abençoe.

    OBS.

    • Vilmar,

      Parece que esse padre se equivocou. Veja o que a Igreja sempre ensinou (está no Catecismo):

      “2368. Um aspecto particular desta responsabilidade diz respeito à regulação da procriação. Os esposos podem querer espaçar o nascimento dos seus filhos por razões justificadas (117). Devem, porém, verificar se tal desejo não procede do egoísmo, e se está de acordo com a justa generosidade duma paternidade responsável. Além disso, regularão o seu comportamento segundo os critérios objectivos da moralidade:

      «Quando se trata de conciliar o amor conjugal com a transmissão responsável da vida, a moralidade do comportamento não depende apenas da sinceridade da intenção e da apreciação dos motivos; deve também determinar-se por critérios objectivos, tomados da natureza da pessoa e dos seus actos; critérios que respeitem, num contexto de autêntico amor, o sentido da mútua doação e da procriação humana. Tudo isto só é possível, se se cultivar sinceramente a virtude da castidade conjugal» (118).

      2369. «É salvaguardando estes dois aspectos essenciais, união e procriação, que o acto conjugal conserva integralmente o sentido de mútuo e verdadeiro amor e a sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade» (119).

      2370. A continência periódica, os métodos de regulação dos nascimentos baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos (120), são conformes aos critérios objectivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, estimulam a ternura entre eles e favorecem a educação duma liberdade autêntica. Em contrapartida, é intrinsecamente má «qualquer acção que, quer em previsão do acto conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação» (121).

      «À linguagem que exprime naturalmente a doação recíproca e total dos esposos, a contracepção opõe uma linguagem objectivamente contraditória, segundo a qual já não se trata de se darem totalmente um ao outro. Daí deriva, não somente a recusa positiva da abertura à vida, mas também uma falsificação da verdade interna do amor conjugal, chamado a ser um dom da pessoa toda. […] Esta diferença antropológica e moral, entre a contracepção e o recurso aos ritmos periódicos, implica dois conceitos de pessoa e de sexualidade humana irredutíveis um ao outro» (122).”

      Não há qualquer menção a prazo ou a quantidade de filhos, e deixam claro que “os métodos de regulação dos nascimentos baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos, são conformes aos critérios objectivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, estimulam a ternura entre eles e favorecem a educação duma liberdade autêntica”.

      Além do mais, o Método Billings não tem “como fim ou como meio, tornar impossível a procriação”, então não dá para enquadrá-lo como “anticoncepcional natural”, como você escreveu. Eu conheço pessoas aqui em Brasília que dão o curso e pessoas que fizeram o curso e nunca vi menção a contracepção, e sim um estímulo à generosidade de ter mais filhos, em contraposição a essa visão que você bem apontou de que hoje as pessoas não estão abertas aos filhos.

      Claro que há pessoas que usam até mesmo o método para evitar filhos sem “razões justificadas”, mas aí o erro é das pessoas, não do método.

      Paz e Bem!

  • André Brito

    Sou católico e tenho 6 filhos. Estou profundamente magoado com a “inarticulação” nas palavras do Papa. Muito obrigado por deixar minha cruz perante os outros mais pesada. Mas darei minha vida para provar que a providencia de Deus é para aqueles que têm fé. Jesus nos disse que conhecemos a árvores pelos frutos que ela dá. Cuidarei e me colocarei muito nas mão de Deus, para que meus filhos cresçam em fé, estatura e inteligência, diante de Deus e dos Homens, provando pelos frutos, a verdade “escondida” no evangelho….

  • O Papa disse o que disse dentro de um contexto bem específico, completamente diferente do que a grande (e irresponsável) mídia quis fazer parecer. Isto é um fato. Agora, outro fato, convenhamos, é que este nosso Papa é de uma infelicidade total com as palavras… Campeão absoluto na arte de dar munição aos inimigos da Igreja. É uma atrás da outra… Precisamos rezar por ele, para que se empolgue menos (bem menos) nessas famigeradas entrevistas das quais tanto gosta.

  • André

    Por que ele sempre tem esse linguajar ambíguo? Por não fala na lata, de modo objetivo e claro como os Papas do início do século? Estranho…

  • Yara

    Eu acho que uma família que não tem condições de criar muitos filhos devem sim fazer um planejamento,claro que sempre com as orientações da Igreja.
    Com relação às pessoas com famílias numerosas que deram seu depoimento,sobre a gozação das pessoas, não se importem, continuem cuidando de sua família na fé,pois é uma benção de Deus.
    Porém, conheço algumas pessoas, que são filhos de famílias numerosas, que sentem ainda a dor de não terem tido acesso às coisas mais básicas que uma criança deve ter.Isso não pode ser negligenciado.

  • ROSELAINE

    Afff… muito obrigado pelo esclarecimento… Ontem qd vi os comentários fiquei triste e julguei muito o nosso santíssimo Papa (peço perdão). Faz 14 anos q casei, sempre fomos abertos a vida, estou grávida do 4° filho. Meus filhos foram planejados por Deus, teve momento que eu quis e não veio (achei que não poderia mais)e tive sim momentos que achei que não fosse dar conta, mas Deus sempre forte me provando o seu poder. No último por exemplo, estava trabalhando período integral, fazendo faculdade e curso, consegui concluir tudo, meu filho com 3 meses até foi na minha festa de formatura.A cada filho percebo uma vitória de Deus na minha vida ele vencendo a cada dia. Hoje meus filhos são minha maior riqueza, não temos muito, mas temos o suficiente para sobreviver, temos o melhor somos católicos e participamos de uma igreja que nos acolhe e nos sustenta toda semana com a eucaristia e a palavra de Deus. Peço que Deus continue nos abençoando sempre.

  • Alex

    Incrível a quantidade de pessoas, de esforço, de papel, de páginas de internet, de ‘throughput’ dispensados para explicar o que o papa disse! Fenômeno estranhíssimo! O papa não consegue se explicar por si só? Se não consegue, melhor ele rever os conceitos dele.

    • janes

      Desculpe discordar, mas não vejo nada de estranho nisso! Penso que isso diz muito mais do modo como funciona a imprensa e a cabeça de certos católicos “doutrinaristas”, do que do modo de agir do papa.
      Até o próprio Reinaldo Azevedo que é o maior crítico da “ambiguidade” da fala papal, tem que desmentir e vir a público n vezes para esclarecer que “não disse o que disseram que ele disse”. Ou será novidade que a imprensa adora distorcer as coisas? Ela não cansou de fazer isso com os outros papas num jogo de desinformação para pinta-los como anti-modernos? E não faz o jogo oposto com este papa para pinta-lo como “progressista”? Porque a mídia não implica com o insistente alerta do Papa Francisco sobre a existência e ação pessoal do diabo (algo tão “medieval” para a mente moderna)?
      À mídia, interessa pontos específicos (abortismo, ideologia de gênero, etc.). E toda aparente “flexibilização” da fala papal quanto a esses pontos, ela vigia com potente binóculo. Não só ela, mas todos os “católicos” que alugam a igreja em função dessas bandeiras às quais eles pertencem antes de tudo, antes de serem autênticos filhos da igreja. É em função dessa prévia filiação ideológica que filtram a fala papal, julgando-a “conservadora” ou “progressista” em relação à essa pertença ideológica prévia. Não são nascidos de novo, não são filhos da experiência da fé, tal qual ela é, mas sim de uma caricatura dela enquanto subserviente às ideologias que são sua primeira referência vital.
      Ocorre que a ação e a fala do papa não dá qualquer brecha nem à mídia ideológica nem aos “católicos” inquilinos e parasitadores da linguagem da fé em função de suas agendas ideológicas. Por mais que eles vivam tentando pescar migalhinhas da sua fala pastoral para usa-las e manipula-las. Não tem jeito! E se o papa concorda com a revisão de suas falas (pela assessoria vaticana) para que não sofram tal manipulação é porque está bem ciente desse real perigo.
      Mas porque a fala deste papa tem sido mais passível desse uso manipulador pela mídia e pelo “catolicismo” ideológico? Por um motivo bem simples: os papas João Paulo II e Bento 16, encontraram uma igreja invadida por ideologias anti-cristãs de diversas matrizes, ao ponto absurdo de uma leitura (manipuladora) do Vaticano II em função delas. Por isso fizeram enorme esforço para deixar claro em QUE a igreja crê. Esforço esse sintetizado no Catecismo e no Compêndio da Doutrina Social, além das inúmeras intervenções da Congregação para a Doutrina da Fé. Este é um aspecto fundamental e importante do ministério petrino para “confirmar os irmãos na fé” como mandou Jesus a Pedro.
      Mas o próprio Papa Bento16 vivia alertando (e pedindo para que isso se efetivasse pastoralmente!) para algo ainda mais importante que este QUE da fé (em que cremos): O COMO! O COMO da fé, o COMO cremos! Ele vivia dizendo que a fé é atração de um fato e de uma pessoa real e concreta presente entre nós. E vivia dizendo que esta tem que ser a ÊNFASE MAIOR! É claro que tanto Bento 16 como São João Paulo II, viveram e testemunharam esse COMO. Mas como tiveram que lutar duramente para salvar o QUE , o QUID (ameaçado pela invasão ideológica da igreja) e sendo um QUID que atacava o coração das tendências ideológicas dominantes e vigentes no mundo atual, a atenção da mídia acabava recaindo mais sobre este QUE e sobre o quanto ele mordia profeticamente aquilo que era mais querido da mídia, das ideologias dominantes financiadas pelos poderes deste mundo, e dos “católicos” inquilinos subservientes a esses poderes ideológicos-econômicos-políticos ( o relativismo, o hedonismo, o abandono da razão ampla, o niilismo, a cultura da morte e do descarte, a ilusão socialista, etc.).
      Ocorre que o papa atual, acha que essas guerras culturais já deram o que tinham que dar e que a igreja já se posicionou claramente sobre cada um desses pontos etc. Só volta a algum deles, quando algum mal entendido pede clarificação.
      O Papa Francisco quer enfatizar (como Jesus, como a contínua tradição da fé, como o Concílio Vaticano II) aquilo que é mil vezes mais importante E DECISIVO para a salvação: O COMO!

      Sim! O COMO da fé. O método, o caminho, o DEUS que se faz homem no nosso caminho!!! É claro que não existe qualquer contraposição entre o QUE e o COMO, já que este “como” é o como do QUE. É o QUE colocado em prática! (a ortodoxia que se faz ortopráxis, sem qualquer oposição entre ambas).
      Só que não podemos passar a vida apenas defendendo o QUE cremos e sobretudo não podemos esquecer COMO este QUE veio até nós!!! Esta é a grande ênfase (pastoral) do Concílio Vaticano II, de Jesus, da grande Tradição da fé, dos papas e muito especialmente do Papa Francisco!

      A fé cristã não é apenas um CORPO DOUTRINÁRIO e nem o é SOBRETUDO! Ela é um fato muito real e concreto: é uma pessoa viva, a pessoa DIVINA do filho de Deus feito homem e habitando entre nós. Encontrando cada pessoa aqui e agora, curando, salvando, mudando o coração, morrendo , ressuscitando e doando o Espírito Santo em cada Eucaristia, perdoando e reconduzindo à fé em cada confissão (veja como o papa insiste na confissão auricular!). A fé é DEUS ACONTECENDO na vida! Veja como é concreto o relacionamento do Padre Pio de Pietrelcina com o Senhor! Não é com um corpo doutrinal nem com um código moral que ele se relacionava, mas com o DEUS VIVO E IMORTAL!!!PRESENTE!!!ATUANTE com todo o poder da sua misericórdia transformadora! Isso ocupa primeiríssimo plano no acontecimento da fé, JESUS VIVE e AGE agora! Aqui!
      Os primeiros discípulos-apóstolos que o Senhor encontrou não receberam dele um conjunto de regras morais nem um corpo dogmático e doutrinal para crer e aderir. ELES FORAM ENCONTRADOS e pessoalmente TOCADOS pelo DEUS VIVO e IMORTAL, ali na frente deles em carne e osso!
      Depois que o Senhor Jesus se foi fisicamente da terra (na Ascenção) nada mudou neste método, neste COMO, da comunicação entre Deus e sua humana criatura. Muitíssimo pelo contrário: este COMO se acentuou larga e profundamente, através de uma presença mil vezes mais física e real que aquela terrena existência de Jesus pelas estradas da Palestina: a presença viva do SENHOR RESSUSCITADO, por meio do seu corpo eclesial, daqueles que Ele mesmo reuniu e disse acerca deles: “QUEM OUVE VOCÊS É A MIM PRÓPRIO QUE OUVE!!”
      Com este povo de pecadores sendo redimidos Ele quis se identificar de tal modo, a ponto de dizer a Saulo: “TU ME PERSEGUES. PORQUE?” referindo-se à igreja de carne e osso que Saulo perseguia, ao seu corpo místico na terra, por cujo ministério e palavras litúrgicas Ele mesmo se faz presente em toda a sua realidade pessoal humana e divina (corpo, sangue, alma e divindade). Então o caminho escolhido por Deus (fazer-se pessoa concreta que encontra cada ser humano no aqui e agora) continua sendo o COMO se chega a experimenta-lo!
      Mas isso de modo algum começa pela DOUTRINA ou pela MORAL codificada. A doutrina e a moral, só são uma coisa viva, unicamente porque são (e quando são!) síntese de um fato concreto, presente desde dois mil anos atrás até agora. O que o papa quer??? Que cada ser humano tenha a graça de ser tocado não pela síntese teórica, mas pelo FATO e pela PESSOA que estão na raiz dessa síntese!!!

      Só assim, os dogmas da fé e as escolhas morais da igreja e de cada cristão, são expressão de algo concreto: do fato de termos sido tocados pelo DEUS VIVO e IMORTAL, feito presença concreta entre nós, no tempo da caminhada terrena de JESUS e mil vezes mais aqui e agora no tempo da IGREJA à medida em que esta se liga à ELE como ele próprio pediu: SOU A VIDEIRA e VOCES OS RAMOS, SEM MIM NÃO PODEM FAZER NADA!
      Seguir a moral cristã (que é só o começo! Que não é linha de chegada cerceando, mas linha de partida liberando a corrida e o voo da liberdade humana, para que o ser humano finalmente chegue a ser o que ele é chamado a ser: abertura para o infinito, relação com o eterno: “sejam perfeitos como o Pai celeste é perfeito!” ) é muito mais que retidão ética.
      A graça de termos sido encontrados pela VERDADE que é JESUS, nos dá clareza sobre o que é verdadeiro em termos humanos, em termos da razão humana (não matar o nosso irmão, sobretudo em seu estágio inicial de vida uterina quando ele é tão indefeso) e nos permite dialogar nos termos dessa razão com nossos companheiros de humanidade que não possuem a graça de terem sido tocados por este encontro.
      Mas de que adianta saber o que é o certo, se não se tem a graça da amizade do Senhor para vivencia-lo e ir além desse limite mínimo?Lembrar aos nossos irmãos (com a linguagem da razão, da razão pública, civil, laica) desse limite ético mínimo é nosso dever humano, cidadão.
      Mas para o cristão isso é muito pouco!!! Se bastasse confirmar o que é eticamente correto, para que então serviu a vinda (e permanência!) de Deus entre nós, feito homem, feito pão, feito perdão sacramental? Pra que ele veio se já somos capazes de viver o que é ético, racional, justo???

      ELE veio justamente porque não somos capazes do bem! Quando muito somos capazes de um código mínimo definido ao nosso bel prazer e conveniência. E o que a igreja (que deve amar o mundo com o coração de Cristo!) pode desejar a este mundo pagão, ateu e laicista?? Apenas lhe gritar o dever ético, ou lhe apresentar com alegre humildade a VIDA que faz VIVER!
      Não foi sobretudo isso, que o Senhor fez conosco e nos mandou fazer! Ele nos mandou testemunhar com alegre humildade, aquilo que ELE tem feito em nossa vida. Nossa maior missão é Mostrar em nós, o rosto DAQUELE que nos atrai para algo muito além do mínimo limite ético (não matar o inocente já gerado, não atomizar o indivíduo indefeso frente ao poder estatal via ideologia de gênero, etc.) , que nos atrai para o relacionamento pessoal e comunitário com ELE PRÓPRIO. A moral cristã é um AFETO, é um apego à uma PRESENÇA QUE NOS AMA!!! É AMOR DOADO AQUELE QUE NOS AMOU PRIMEIRO!!!Por isso ela vai além do limite ético mínimo, ela conduz à santidade (fenômeno único na experiência cristã, sobretudo católica, pela multiplicidade com que ocorre!). Ora nós que temos experimentado o infinito amor do Deus vivo e imortal que se fez tão próximo e íntimo de nós, não podemos limitar nossa ação no mundo, a proclamação do mínimo código ético. Precisamos ser GENEROSOS como o Senhor foi e tem sido conosco. Precisamos dar ao mundo a própria fonte não só do mínimo código ético, mas de muito mais que isso!

      Precisamos favorecer, por nossa vida, palavras, modo de propor o diálogo da salvação (e sobretudo a experiência da salvação) muito mais que a clarificação e o convite para aquilo que é ética e racionalmente correto (a proteção de toda vida, a família natural como maior garantia da liberdade humana frente ao poder, etc) , precisamos favorecer o ENCONTRO COM A FONTE DISSO E DE TODO BEM, COM AQUELE QUE SE FEZ HOMEM ENTRE NÓS E NOS DOA AQUI E AGORA A SUA PROXIMIMIDADE MISERICORDIOSA. Pois sem ele, lembra o Papa Francisco, nossa moralidade é um castelo de cartas, frágil como o dos fariseus. A tarefa humana e cidadã, indispensável, de lembrar aos irmãos de humanidade que ainda não são irmãos na fé, dos imperativos éticos e racionais, não nos deve distrair da missão principal: anunciar e mostrar que a graça, a amizade sobrenatural, para fazer o que e ético e racional e até muito mais, HABITA ENTRE NÓS, é uma pessoa viva , o mistério divino feito homem, feito pão, feito perdão sacramental, feito presença ao mesmo tempo modesta e extraordinária, miraculosa, cheia de poder transformador.
      Esse é o COMO: favorecer o COMO se chega a raiz das escolhas morais da igreja e de cada cristã. Como se chegou! Ou nós imaginamos que todo o conceito de solidariedade e compaixão, de respeito pela dignidade humana (também do doente, da vida já gerada no ventre, do idoso inválido) brotou assim naturalmente no mundo???Nada disso! A gente está habituado e não se dá conta da reviravolta radical que houve, mas foi a novidade do Cristo, Deus feito homem, por meio da ação de sua igreja, que fez a fraternidade humana brotar no meio do mundo pagão e frio.
      E não foi lembrando ao mundo pagão e frio seus deveres éticos e a necessidade da coerência racional, que a igreja conseguiu enraizar esses valores solidários na cultura humana. Foi anunciando a graça da presença e proximidade do DEUS VIVO e IMORTAL , foi fazendo chegar a graça dessa presença sacramental e misericordiosa a todos os cantos , foi trazendo a novidade de um novo relacionamento humano (“veja como eles se amam!”) motivado por aquele que os amou primeiro e dando a vida por eles, os reuniu num só corpo, que os cristãos atingiram o coração das culturas humanas e pouco a pouco, chegaram a inspirar os valores solidários que geraram depois legislações, tradições jurídicas, modos de organizar a economia, o trabalho, críticas sociais, e essa imensa sensibilidade diante das vidas mais frágeis (os mais pobres os doentes, os idosos, os deficientes, os injustiçados, as vidas já geradas no ventre da mãe, etc. Nem mesmo o movimento abolicionista teria sido possível, se nós que recaímos na desgraça da escravização, não tivéssemos sido os pioneiros da sociedade sem escravos, por causa da novidade cristã! Nem mesmo a evolução jurídica teria sido possível, sem passar pela etapa da inquisição, que já era evolução ético-jurídica em relação ao que vigorava antes e alhures; e em alguns casos até depois – como no caso do nazismo-comunismo – que foram mil vezes piores, em termos de violação dos Direitos Humanos, até do que aquilo que havia antes da inquisição nos tempos pré-cristãos) que hoje nos parecem coisas muito corriqueiras, muito nossas, mas que de fato, foram novidades absolutas emergindo do fato cristão e fazendo gradualmente, cultura e civilização.
      São por certo, ganhos civilizacionais defensáveis pelo mero argumento e recurso á razão humana, ao direito, à justiça. Mas não podemos JAMAIS nos esquecer do COMO chegamos a esses ganhos éticos, civis, que agora não queremos que nossas sociedades laicas (de raízes cristãs) percam.
      Não podemos nos esquecer que tudo começou com um homem que caminhava às margens do mar da Galileia e se revelou extraordinariamente próximo e familiar, fazendo comunidade, criando um CONVIVER íntimo com as pessoas e entre as pessoas. As cartas de Paulo, trazem nomes daqueles que compunham as primeiras comunidades da igreja, deixando claro que faziam parte de um CONVIVER muito familiar que continuava aquele CONVIVER do Senhor com seus discípulos: “não vos chamo mais de servos, mas de AMIGOS!” Andavam com ele, viviam com ele, comiam, festavam, a igreja do SENHOR é uma convivência NOVA gerada por uma PRESENÇA viva e concreta que nos une: O DEUS VIVO E IMORTAL FEITO HOMEM ENTRE NÓS, FEITO PÃO ENTRE NÓS!
      Muitos valores humanos, inclusive muitos valores civis, já laicizados hoje, tem sua raiz última nesse COMO o Senhor veio até nós! E é exatamente isso que o Papa Francisco (como o concílio, como JESUS, como os apóstolos, como a grande TRADIÇÃO missionária) quer enfatizar: NÃO TANTO A CONCLUSÃO ÉTICA, O RESULTADO ÉTICO DA FÉ, mas suas raízes profundas, a experiência de ser encontrado pelo rosto misericordioso do Senhor na vivencia de uma comunidade cristã concreta, local (“Veja como se amam!”) que é capaz de gerar bem mais que o mínimo daquela conclusão e resultado ético que a fé gerou um dia e que agora vem se perdendo em mundo que cospe no prato que comeu e tenta respirar cortando as raízes que lhe dão vida e sentido. É a esta vida e sentido que a perspectiva pastoral e evangelizadora retorna. E é por isso que as interpretações ambíguas em cima da fala do papa se multiplicam, porque o mundo, a mídia, e parte dos católicos (tanto aqueles rendidos à ideologia dominante como aqueles meramente “doutrinaristas”, amantes da síntese doutrinal e moral e não do FATO de graça que a gera) não estão acostumados com isso, com a gratuidade de um Deus que se fez homem e caminha conosco.
      Também Jesus surpreendeu quando simplesmente apareceu e entrou no cotidiano humano dos discípulos, também eles tiveram mil hipóteses contraditórias sobre ele e só aos poucos foram compreendendo o PORQUE e o QUE daquele COMO pastoral-evangelizador de JESUS! O DOGMA E A MORAL nasceram da experiência de um relacionamento, de um encontro com uma pessoa viva, do afeto e do apego à essa PRESENÇA cheia de compaixão pela miséria humana, que redimiu essa miséria humana, não apenas condenando verbal e claramente seus erros e enganos (como de fato o fez) mas sobretudo sendo presença que salva, que anda e come com os pecadores, que se comovia até as lágrimas e abraços afetuosos (parábola do filho pródigo) diante da sinceridade havida no coração do pecador. Diante dessa sinceridade arrependida, ele não se punha a remexer a ferida (do que abortou, do que adulterou, do que foi para longe gastar a herança do Pai) mas a curar, a fazer a festa da reconciliação. O papa fala da ferida e do hospital, a própria imagem em si que ele usa, não é jamais negação da ferida, mas franca afirmação da sua presença. O grave seria se ele dissesse: “que isso gente, deixa de exagero, não há ferida nenhuma, não há pecado (aborto, ideologia de gênero)”. Não! De forma alguma, se ele pede atitude misericordiosa perante o ferido, é óbvio que admite a existência crua e nua da ferida! Não há imagem mais viva e realista que a de uma ferida viva, aberta! O que ele diz é: é urgente CURAR A FERIDA! Em âmbito pessoal, pastoral, missionário (e é claramente o contexto das entrevistas que deu e de todo o seu pontificado, e a gente não vai entender nada se não usar a CHAVE CERTA, A CHAVE DO COMO!) não existe mesmo outra coisa a fazer do que isso, do que aquilo que a tradição cristã chama justamente de CURA PASTORAL: adianta ficar falando “ah sua dona Madalena, não tem vergonha de ficar por aí adulterando feito uma vadia, se respeita mulher!” . O “Vai e não peques mais” foi precedido de um OLHAR absolutamente novo e cheio de misericórdia : “EU NÃO TE CONDENO!” Este misericordioso “não te condeno” e só ele, foi capaz de curar e reerguer aquela mulher.
      Interpretar este “não te condeno” como “não há pecado algum naquilo que fizeste” é safadeza cínica da mídia e das tentativas de manipulação ideológica do Evangelho e das falas do papa.
      Nem sempre é possível dar todas as ênfases ao mesmo tempo numa só fala. Mas não é preciso recorrer às revisões da assessoria vaticana para compreender com exatidão o pensamento e a ação do papa. Basta recorrer ao todo da sua ação e da sua fala. Ele mesmo se explica. O Olavo de Carvalho vive denunciando o que as pessoas fazem com ele: pegam um pedacinho de fala dele (às vezes exaltada) no you tube, e não inserem isso no todo da sua obra completa. É o mesmo com o papa. Quando fico em dúvida sobre o que ele disse, pego o meu arquivo aqui no notebook, onde tenho quase tudo o que ele tem feito e dito desde que foi eleito: Francisco esclarece Francisco. Na primeira “entrevista bomba” (a Spadaro) ele falava da obsessão de cutucar a ferida (do aborto) em claro contexto de cura pastoral, onde, é óbvio, a ênfase precisa ser (como foi para Jesus) a CURA PASTORAL. Já em um encontro com o movimento de Schonhestatt ele dizia é preciso falar e deixar claro nossa posição sobre a vida e a família, no contexto dos debates legislativos . Francisco clarifica Francisco quando olhamos para o todo do seu ministério. O que não quer dizer que haja pontos em que possamos expressar nossa humana discordância (não de fé e moral) com ele, como ocorre com todo e qualquer papa, todo e qualquer santo, pelo mero fato de não serem Deus, suma perfeição.
      Ocorre que se nossa ênfase é apenas doutrinária, sem nos comprometer com a evangelização que leva à pessoa aquele novo relacionamento que o Amor de Deus feito homem gera entre nós, fazendo-a se sentir amada como ser único, no seio de uma comunidade que vive como família, a gente não vai entender o convite do santo padre.
      Se a nossa preocupação é apenas deixar claro a ortodoxia, o que é certo e errado, sem anunciar (e favorecer pela animação da vida eclesial-sacramental) a VIDA NOVA da GRAÇA DIVINA em CRISTO que permite praticar esse certo e muito mais (e no fim essa atitude nem é mais ortodoxa) não vamos entender que o papa quer algo até mais radical e exigente: QUE SEJAMOS COMPANHEIROS PRÓXIMOS DO CAMINHO DOS SERES HUMANOS, sobretudo dos mais pecadores, COMO O PRÓPRIO SENHOR QUE VEIO E CAMINHOU/CAMINHA ENTRE NÓS! Que antes de anunciarmos um QUE, sejamos sobretudo o COMO de DEUS, que o QUE de DEUS apareça no COMO dEle agindo em nós, que continuemos aqui e agora o mistério da encarnação do Verbo de Deus, que deixemos o Senhor ser, por nossas mãos, olhares, ações, palavras, o seu corpo místico e o seu povo, sinal vivo da sua presença salvadora no meio do mundo!

      • Alex

        Você pode discordar o quanto quiser de mim, ou de qualquer coisa ou de qualquer um. Não precisa se desculpar. E você só reforça o que eu disse: você utilizou 3.613 palavras para advogar em favor do papa. No meu pouco tempo de vida, de todos os papas que vi, só esse está dando muito trabalho para que o justifiquem diariamente.

        Abraços!

        • Janes

          Eu gastei “3.613” palavras para “advogar” em favor do papa, para anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo, para testemunhar a beleza do Amor de Deus e a Salvação que Ele nos trouxe e tem trazido, para refletir acerca do mandato missionário que o Senhor nos deu, para contar as maravilhas da graça de Deus, etc.

          E cada um de nós poderia “gastar” ainda maior quantidade de palavras ( e sobretudo de gestos e ações) – como muitos tem feito – e é admirável como um testemunho tão vivo do Amor de Deus entre nós, através das ações e palavras do Papa Francisco – possa provocar tantos ecos, ampliando tanto o anúncio da salvação na igreja e no mundo.

          Fico feliz e grato, por ver a riqueza de sentimentos, palavras, reflexões – apesar da minha fraqueza, miséria e pecado – e ações evangelizadoras que se multiplicam em meu coração e em minha vida e agradeço o Senhor por ter usado a palavra e a ação do Papa Francisco para suscitar tanta riqueza em minha pobreza!

          Fico feliz e humildemente grato por ver como, partindo do testemunho do papa, minhas pobres 3.613 palavras, possam ter servido um pouquinho para “advogar em favor” de Francisco e muito mais para anunciar Jesus Cristo e sua salvação. Assim trabalha o Espírito Santo de Deus!

          • Alex

            Muitas das palavras e ações de Francisco não tem nada de católico, e sim cunho de “politicamente correto”. Agrada o mundo de modo que todos que “odiavam” Bento XVI agora amam Francisco. Mas, tudo bem, se você está fazendo a sua parte para um mundo melhor, continue assim. Abraços!

  • Célia Regina

    Bem, eu não tenho nada a esclarecer ou acrescentar, mas ratificar o que a Jane acima, muito bem relatou e informou a todos que desejam realmente se deixarem iluminar pelo Espírito Santo, o Paráclito, que o Sr.Jesus disse que o enviaria para que nos esclarecesse, ensinasse em tudo aquilo Ele próprio falou entre nós e falaria através de seus emissários, representantes legais em nossa amada Igreja Católica Apostólica Romana! Que a Santa Mãe do Sr.Jesus, abençoe-nos e também, a todos aqueles que distorcem a Palavra, tanto a bíblica quanto as ditas pelos servos de Deus ou mesmo, as de outras pessoas de coração puro e bom! Deixem-se mover pelo poder do Espírito de Deus! Como lembrou bem a Jane, sem Ele nada somos(Jo 15).

  • Catequistas, sei que o espaço não é apropriado, mas gostaria de saber-e creio que muitos também-sobre as declarações do Papa para o encontro nacional da PJ. Poderiam fazer um post sobre o assunto? Bem sabemos que a PJ tem cunho Marxista e que idolatram o CHE GUEVARA. Visitei a page deles do face e… só Jesus na causa! Quanta profanação litúrgica. 🙁

    Ps: Se preferirem, apaguem minha msg. Abraços!!!

    • Luiz Antônio Pereira

      Um dia fui convidado a ir num encontro da PJ (25 anos no estado de SC) e qual minha surpresa aquela imensidão de bandeiras vermelhas do PT, PCdoB, e cia, finalizando com show do Zé Vicente. Houve Missa (única alusão ao sagrado naquele encontro), mas o encontro foi regado a vinho e com direito a amassos pelo gramado dos jovenzinhos. Woodstock 2? pensei eu… infelizmente “católicos engajados”.

      O meu pé ainda se encontra atrás com papa Francisco. Rezo por seu pontificado todo dia, porém, não me convence de seu zelo humilde. Talvez ele tenha lido “os miseráveis” e adotado aquela imagem “sublime” do bispo de Digne, e se for mesmo, aí que mora o perigo…

  • Cláudio

    Vindo de Francisco nada me surpreende. Se o “papitcho” foi capaz de retirar a suspensão do padre marxista e sandinista Miguel D’Escoto, quanto mais mandar uma mensagem de incentivo aos revolucionários da PJ.

    • Luiz Antônio Pereira

      Nada surpreende mesmo! Até afastar um bispo ferrenho soldado de Cristo contra a teologia da libertação no Paraguai, foi capaz.

      Os valores estão invertidos nesse pontificado. Ser “padre” marxista pode, ser conservador é ser opressor.

  • Gente, vocês acham mesmo qie o Papa tem consciência da situação caótica da PJ no Brasil? Pode ser que ele tenha uma noção de como está a CNBB, mas duvide-o-dó que saiba da maluquice da PJ.
    A mensagem dele foi muito com base no texto bíblico “motivador” do encontro, que é a mesma estratégia da Campanha da Fraternidade, colocar uma frase bíblica para depois tirá-la do contexto e falar só em “justiça social”.

  • Sidnei

    Gente, se vocês estão surpresos com as notícias que vocês trouxeram como esta mensagem que o Papa enviou ao pessoal da PJ então vão cair de costas após esta: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2015/01/26/papa-recebe-transexual-em-audiencia-no-vaticano.htm

    Se isto daqui for verdade o Papa Francisco caiu um pouco mais no meu conceito, e aí eu pergunto, ainda vale a pena lutar pela família natural, tal como DEUS quis e a Igreja sempre ensinou se o Papa parece querer dar corda a todas estas porcarias?. Como ficam os gays que lutaram vida inteira contra suas tendências homossexuais, se mantendo castos, e agora, vem cada vez mais o Papa dando corda aos movimentos gayzistas, como querendo liberar geral. Ou vou perguntar no grito, para ver se a Vive e o Alexandre enxerguem alguma coisa aqui, porque toda vida que vem uma notícia destas, fica todo mundo caladinho e ninguém abre o bico: “SE FOR VERDADE ISTO, O QUE FAREMOS AGORA? CONTINUAREMOS APOIAR O PAPA EM TUDO, OU VAMOS REAGIR PEDINDO EXPLICAÇÕES DISTO TUDO, PORQUE CONTINUAR COMO ESTA NÃO DÁ…!!!!!”

    • Luiz Antônio Pereira

      O simples fato de receber essa gente já me deixa com “os calos frios” como diria o Chaves. É fundador da teologia da libertação, é Leonardo Boff, e agora mais essa. Enfim, nada me surpreende mais. Não receber essa gente não significa marginalizar à Igreja, dificultar sua conversão, e mesmo seu julgamento e condenação, mas são entrelinhas intrigantes e controversas. Mas sempre haverá alguém para deturpar as Escrituras aludindo ao fato de Jesus ter se hospedado em casa e ser amigo de pecadores. Bento XVI, Santo Padre, Santo Papa Emérito, que saibamos acolher suas palavras e ter estômago para vivê-las, ao dizer que devemos passar por cima disso tudo, sem relutar, pois um dia enfim, a Igreja voltará a triunfar, como sempre. essas crises passam!

      • Sidnei

        Pois é Luiz Antônio, porque o Papa Bento XVI foi renunciar? este seria o 10º ano de seu pontificado, porque ele correu da cruz, que como bem dizia o saudoso Papa São João Paulo II: “Se CRISTO não desceu da cruz no momento de seu maior sofrimento, porque ei desceria?”, e o Papa Bento XVI desceu da cruz, chutou o pau da barraca, não teve força de se impor, e aí deu no que deu, esta dando no que esta dando.

        • Luiz Antônio Pereira

          Sidnei, guardemos o clima organizacional do Vaticano: João Paulo II sofreu, mas sempre teve Joseph Ratzinger. Bento XVI nunca teve um Ratzinger a seu lado. A matilha solta e ninguém ali, fica difícil. Mas que essas coisas não nos abale, pois é certo que as provas viriam. Tudo o que está escrito e profetizado, acontecerá. Não tem jeito! Só espero e rezo diariamente para que Maradiaga não consiga seu intento desde que promoveu a campanha pró Bergoglio, pois ele sabe bem qual seu objetivo.

          • Sidnei

            Luiz Antônio o Papa João Paulo II tinha Ratzinger, porém o Papa Bento XVI era o próprio Ratzinger, faltou pulso firme, sim, se a cúria não o respeitava, se todos faziam pelas costas dele, que trocasse toda a cúria, que mandasse embora todos os que o faziam de bobo, a começar pelo Bertone, que desse murro em cima da mesa e até que a virasse de perna para os ares. Certa vez li que os alemães são metódicos e seguem sempre um plano ordenado, bem planejado, porém, se alguma coisa sai da rotina, se algo começa a dar errado e ocorrer o inesperado, eles se perdem e não dão mais conta do recado, parece que foi isto que aconteceu com Bento XVI, que sendo alemão, e vendo que as coisas saíram fora do controle, ele chutou o pau da barraca e virou as costas ao papado, a Igreja, Não eu não me conforme, eu não perdoo o que o Papa Bento XVI fez, ele deveria ter ido até o fim com seu pontificado, hoje, temos um Papa com suas falas ambíguas, aonde a cada instante tem que vir alguém algum blog para apagar o incêndio provocado pelas falas não muito claras, ou atitudes como estas, de receber um transexual no Vaticano, que se isto for verdade, vai colocar a polêmica dos coelhinhos católicos no chinelo. Quem sou eu para julgar, disse o Papa com relação aos gays que buscam a DEUS, faltou ele dizer, desde que busque na castidade e na obediência as leis de DEUS, e no ensinamentos da Igreja, porque ele não completou com isto, para dirimir toda e qualquer dúvida, e ficou aquela dúvida no ara, de que se um gay, mesmo tendo suas práticas homossexuais, vivendo maritalmente até com um outro homem, como um “casal” e até adotando filhos e tudo, e se vão a igreja, e pagam mensalmente o dízimo este gay, este “casal” gay busca a DEUS, e quem somo nós para os julgarmos. Tá difícil defender o Papa Francisco, se continuar assim, não dará mais, nós católicos perdemos um bom tempo defendendo as falas ambíguas do Papa quando deveríamos proclamar a CRISTO, ou o Papa Francisco se emenda e deixa de lado este palavreado ambíguo e comesse a deixar as coisas as claras, ou vai ter gente desistindo de tudo e vai começar a deixar a barca de Pedro. Se JESUS prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam contra sua Igreja, parece que ELE deus as costas a ela, e se não totalmente as portas escancaradas tomarão conta dela, porém uma pequena brecha tomou conta de uma parte dela e esta fazendo o maior estrago. E prepare-se, que se o Pe. Beto, se dirigir a Roma, diretamente o Papa Francisco, logo, logo sua excomunhão estará suspensa, e o Bispo que o excomungou e todos que apoiaram o Bispo por tal ação ficarão com cara de taxo, aí é que os movimentos gayzistas dançarão e tripudiarão até não dizer mais aos que sempre defenderão a Igreja e a moral dela, aí, até eu desisto.

        • Luiz Antônio Pereira

          Sidnei, não concordo com essa visão sobre Bento XVI, que para mim é o melhor papa desde Pio X. Ser o próprio Ratzinger não basta. Todo grande homem da história sempre teve um (ou uma) grande escudeiro, e em grande parte de seu heroísmo se deve a esse braços direito, caso contrário, não podemos saber que rumo tomaria a sua história. O fato de João Paulo II ter dito essa frase memorável não a torna uma condição suprema e regimentar.

          Se Bento XVI fosse até o final de seu pontificado, a coisa poderia ter sido pior – não há como garantir que não – pois é algo de um futuro inexistente. Para mim, o santo estava em constante oração e creio ter tomado a decisão mais acertada, pois não estamos falando de um papa qualquer (como houve na história da Igreja), mas de Bento XVI.

          Quanto a Francisco meu pé ficou atrás desde que ouvi o repórter dizer:”o arcebispo de Buenos Aires”, e logo se firmou com aquela figura “hummeólica” a seu lado para a primeira benção, motivo de sua alcunha.

          • Sidnei

            Luiz, você tem sua opinião e a respeito, mas para mim o Papa Bento XVI foi fraco, fraquíssimo, ele foi. Faltou pulso firme sim, faltou ele das as cartas, e não dar as costas como ele fez, e ter deixado a barca de Pedro a deriva e agora quem esta no leme é alguém que a cada entrevista dentro de uma avião a cada gesto acolhedor de pecadores públicos empedernidos, que não se vem mudança de vida nenhuma, que continuam na mesma, pairando sempre no ar entre os católicos, a seguinte pergunta: Qual é a final do Papa Francisco?.

      • Janes

        Caríssimos Sidney, Luis, Fabão, Cláudio, José, Danilo e cia:

        Meus irmãos, lá vou eu de novo “advogar a favor do papa” como disse o Alex.
        Posso estar errado, mas a questão não é saber se Jesus teve ou não “uma audiência privada” com a pagã e idólatra Samaritana (chocando os apóstolos), mas como se portou “nessa audiência” o que disse à ela, se também a ela, como a todos os outros, ele anunciou a Salvação.
        Coloco o caso extremo da Samaritana (tecnicamente pagã, herege, excomungada, segundo a visão judaica e Jesus era um judeu) para contrastar com o fato óbvio de que os integrantes da PJ são batizados, que a PJ faz parte da estrutura pastoral de inúmeras dioceses e até onde eu sei, nenhum bispo excomungou a PJ ou proibiu seu funcionamento nas dioceses.
        Ora porque o papa não pode dirigir a sua palavra pastoral a pessoas batizadas? Não são eles o seu rebanho também? Ele não só pode como deve anunciar a todos os batizados e a toda e qualquer pessoa o Evangelho.
        A mim, não choca nada o mero fato de receber, de estar em contato com qualquer pessoa. Agora o que o papa faz e diz nesse contato, já é outra história. Por exemplo, ele se encontrou com Movimentos “sociais” em Roma e entre eles, o MST e seu líder (o Stédile). Examinando palavra por palavra da fala do papa naquele dia, a gente só encontra o Evangelho e a Doutrina Social da Igreja. Ora o Evangelho e a Doutrina Social da Igreja, devem ser anunciados/ensinados a todos os católicos e todas as pessoas (também não católicas). A única ressalva e alerta que eu faria ao papa é acerca da possibilidade da seguinte armadilha: ” O papa Francisco, empenha-se pelos pobres, portanto recebe o MST!” Se o encontro com o MST passar essa mensagem explícita ou implícita, nada de mais contraditório, pois na medida em que é marxista, o MST é uma traição ao pobre, um poço sem fundo para jogar o pobre dentro. E o mesmo se pode dizer da PJ, do Duns Scotto, etc.
        A questão não é se o papa os recebe, entra em diálogo com eles, etc. mas se lhes anuncia a verdade do Evangelho (em que etapa da aproximação? Dentro de que processo pedagógico?? São perguntas de grande pertinência pastoral). No caso do MST, por exemplo, a igreja e o papa (que não querem excluir ninguém do Diálogo da Salvação) devem se preocupar em deixar claro o seguinte: “O papa se empenha em anunciar-praticar o amor ao próximo (priorizando quem mais precisa) e portanto recebe o MST para anunciar que a perspectiva marxista não promove ou liberta o pobre (assim como não o faz a perspectiva “dinheirista”, para usar uma expressão do Olavo de Carvalho) mas o afunda ainda mais na miséria, recebe os movimentos sociais, porque no fim de tanta guerra fria e ideológica, de tanto desencanto, o que sobra de sólido e consistente é a Doutrina Social da Igreja e o papa quer se fazer apóstolo desse proposta, reunir pessoas em torno dessa proposta”. Eu não tenho a menor dúvida de que se trata disso, pois se o papa critica a sociedade consumista que idolatra o dinheiro como se fosse um Deus, ele é igualmente crítico em relação à alternativa socialista, como fica claro em inúmeros posicionamentos dele, desde os seus tempos de bispo-cardeal e outras tantas vezes durante o seu pontificado. A escolha de condenar o egoísmo social e econômico, tanto quanto o comunismo-socialismo é uma constante no Ensino Social Católico desde o Papa Leão XIII. Quem acompanhou o curso sobre “Marxismo Cultural” (está disponível integralmente no you-tube) do Padre Paulo Ricardo, vai se lembrar que em uma das aulas, depois de descer a lenha nesse socialismo que anda fingindo de morto entre nós, ele mostra a posição da igreja frente ao liberalismo-capitalismo, assumindo uma postura que está muito longe da empolgação de tantos católicos com o capitalismo como se ele fosse impecável (quem acompanhou o célebre debate de Olavo de Carvalho com Alaor Café – um marxista – vai se lembrar que Olavo falou em aspectos “diabólicos” do capitalismo. Eu até nem iria tão longe quanto Olavo, pois o capitalismo para mim é uma palavra técnica que meramente diz da forma de organizar a economia, sem conotações “diabólicas” ou “santas”, podendo a gente fazer dele o que bem quiser para o bem e para o mal dos outros). Assim também o Padre Paulo Ricardo nessa aula sobre o capitalismo, mostra claramente como a igreja não embarca em sua ideologização de forma alguma e apresenta um paradigma (de abordagem da economia e da sociedade) radicalmente oposto seja ao comunismo, seja à ideologização/idolatria do capital, paradigma expresso na palavra “FAMILIA”, diz o padre. Já pensou em quão radicalmente diverso seria o modo de lidar com o dinheiro,com os bens de produção, numa sociedade que se guia pelo conceito de família: numa família, ninguém fica passando fome, e todos que podem trabalham!
        Para mim, com o recente desmascaramento histórico e fracasso econômico do socialismo e a Ascenção da idolatria do ter (e já São João Paulo II, na Centésimo Ano, alerta para o perigo de isso substituir o socialismo “morto”) abre-se uma janela de oportunidade única, para que nossas sociedades (que tem raízes cristãs) voltem-se para o Evangelho para nele buscar as inspirações acerca do modo de lidar com a economia e as questões sociais. Por mais que essa gente toda ( o tal do Scotto, a PJ) ainda se iluda com a perspectiva socialista, não vão encontrar nas palavras e ações do papa nenhuma brecha para manter essa ilusão. Portanto, reitero minha posição, a questão não é com quem o papa se encontra e relaciona (Jesus se encontrava com toda a gente, inclusive chocando a alguns) mas o que ele faz e fala nesses encontros. Bento 16 dialogou publicamente com um dos grandes teóricos marxistas de Frankfurt (Habermas), Chesterton discutia publicamente com marxistas roxos, com apoiadores públicos da eugenia nazista e depois saia alegremente abraçado com essa gente para beber uma cerveja no pub mais próximo, o grande Dom Luigi Giussani (estou citando só gente muito fiel à tradição católica) era amigo de toda a gente, de comunistas, de ateus. Depois de derrota-los em debate, ia beber um vinho com eles nos bares de Milão, e muitos ficaram amigos dele (alguns convertidos, outros não)até a sua morte recente. O que o papa fala à essas pessoas, o que lhes anuncia, essa é a questão toda para mim. O receber em si…o encontrar-se, não quer dizer absolutamente que ele está concordando ou endossando o que dizem ou fazem. O papa tem que falar a todos, todos os batizados, todas as pessoas do mundo. O cristão não pode se esconder no caracol como um caramujo, tem que vir à plena luz do dia, propor a visão cristã do mundo, da cultura, da economia, da vida social e politica , a nossa tradição cristã está claramente inserida nas raízes, nos alicerces das nossas sociedades, da nossa civilização ocidental e nós temos que chamar a atenção de todos para que não derrubem o alicerce da nossa casa comum, mas que dele tirem todas as coerentes consequências. Meu temor é de que , condenando (como se deve condenar) a ilusão marxista, a gente se esqueça da nossa responsabilidade de trazer o fermento do evangelho a um mundo (à uma sociedade, economia e politica) que já está bastante paganizado e esquecido de suas origens cristãs. Não nos iludamos,em um mundo pagão como o nosso, as coordenadas econômicas e sociais, por óbvio, estão longe de serem inspiradas pela tradição cristã e é nosso dever empenhar-nos para que sejam! Como diz o Olavo de Carvalho, civilização tem tudo a ver com religião, brota dela e com ela está imbricado, e nós temos que lembrar ao mundo ocidental que ele nasceu da experiência da fé cristã e só vai sobreviver se a ela retornar, tirando dela as consequências inclusive na esfera social e econômica. E IMPORTANTE: se a gente não fizer isso (não numa perspectiva de paraíso terrestre, mas de recuperação do que somos, da nossa identidade cultural profunda)a idolatria do ter (que mata os bebes e descarta os idosos) e o socialismo fingido de morto vão tomar conta do pedaço, sufocando de vez a caridade cristã no mundo. Por isso a insistência do papa cujo apelo devemos ouvir: “não façam confusão, não é marxismo – este se equivoca- mas é caridade cristã penetrando o tecido social e o modo de ver a economia , é Evangelho, a bandeira do amor aos mais pobres é nossa, o comunismo a roubou e fracassou ao rouba-la, é a nossa hora, etc,etc.”…
        Claro, aqui há detalhes e pontos importantes que a igreja e o papa devem enfrentar. Eu pessoalmente penso que é urgente, fomentar uma filosofia e teologia da Doutrina Social da Igreja, pois se ela derrotou com sucesso teórico, a perspectiva socialista, talvez não tenha enfrentado com rigor conceitual, o debate com certas escolas do pensamento capitalista que fazem a ela (sobretudo a linha de Von Mises) objeções racionais consideráveis, defensáveis, que merecem reflexão e posicionamento.
        Termino (para reforçar minha visão de que importa muito mais o que faz e diz o papa nos encontros, e não os encontros em si, com quem quer que seja, embora ele deva cuidar da mensagem que esse encontrar-se pode passar) citando a mensagem que o papa mandou ao Encontro Intereclesial das Comunidades de Base do Brasil. É a mesma coisa, esses grupos pertencem a igreja como quaisquer outros, são canonicamente aprovados. O que fazem , como pensam , isso é outra história. Mas até hoje, a igreja não declarou que não fazem parte da igreja, como ela declarou, por exemplo, acerca das “Católicas pelo Direito de Decidir” – automaticamente excomungadas- do Movimento Nós Somos Igreja, que não tem reconhecimento jurídico nenhum na igreja. As cebs ainda tem, foram citadas por João Paulo II inúmeras vezes e positivamente, então não faz sentido algum achar que o papa não deva lhes dirigir a palavra pastoral, ele pode e deve faze-lo! Inclusive para corrigi-las, e foi o que ele fez na mensagem às cebs, dizendo que precisam ser fiéis às paróquias e aos párocos em vez de formar panelinhas eclesiais à parte do todo da igreja. O Boff ficou sabendo disso e chiou rapidinho, publicando forte crítica contra o papa Francisco,rompendo um pouco a lua de mel com o papa.Enfim, nada do que o papa tem feito e dito, me causou estranheza até agora. Mas respeito a sensibilidade de cada um, e até acho que seria interessante que este site, pudesse fazer um apanhado daquilo que tem sido considerado ambíguo neste pontificado – sobretudo as coisas citadas aqui pelos leitores- fazendo quem sabe um programa de rádio da Liga dos Blogueiros Católicos (PodCast) para clarificar tudo isso. Seja no sentido de “advogar” em favor do papa como Alex disse que faço (e faço!) seja para dizer da legitimidade da discordância com o papa nesses pontos todos . E por certo, é legítima a discordância, meu receio é que seja uma discordância não fundamentada, e mais ainda: que seja uma discordância que deixe passar a hora da graça de Deus que nos visita, que nos deixe cegos e surdos, para ver e ouvir o que o Espirito de Deus nos quer dizer, através deste papa. Assim ainda que o blog possa se posicionar criticamente, acho importante também destacar aquilo que se aprende, a essência do que o papa está querendo ensinar ainda que eventualmente possamos achar que a forma e o método, mereçam reparos. E sobretudo, que nenhum de nós se esqueça de que a devoção filial ao santo padre (mesmo na respeitosa discordância) deve marcar nossas falas e atitudes. Eu sei que alguns santos , falaram dos papas em termos duros, mas recomendo todo o cuidado para que nossas opiniões não deem a entender a rejeição ao primado de Pedro.

    • Elton

      Normalmente, a imprensa anticatólica distorce o fato – consta incl. no UOL – mas o evento existiu, como no caso acima de o papa Francisco ter recebido o transex e sua namorada(?) em audiência depois que lhe escreveu.
      Ele estava se sentindo “discriminadiiiiiinho” na sua paroquia… Tadinho: ele num merece; ki marvadez, né gente?
      Desinteressante é que os “politicamente corretos” acusam a Igreja de os discriminar, mas zombar dos católicos, pode; só eles têm direito, os outros apenas deveres de os incensar, sendo do estilo rubro PejoTistas, PejoZistas, satanistas, tanto faz!
      Esqueceram do esquema do lobby gayzista para ficar numa boa?
      CHAME OS OUTROS DO QUE V É,
      ACUSE OS OUTROS DO QUE V FAZ – Lênin.
      S João Paulo II e nosso saudoso Bento XVI entrariam numa dessas?

      • Janes

        Eu penso que a igreja deve acolher essa gente. Não enquanto LGBTS, mas enquanto pessoas humanas, inclusive para lhes dizer (com ações) que a caridade cristã é a única que fato tem condições de acolhe-los e não as armadilhas ideológicas dos lobbys e militâncias que dizem falar em seus nomes. E de fato não é assim? Não é isso que o movimento gayzista tem feito? Ele não tem usado tantos homossexuais como massa de manobra, escondendo que é parte de um megaprojeto de poder e dominação cultural? Quem de fato, pode acolher humanamente essa gente e nessa acolhida, inclusive ajuda-los a discernir quem de fato está do lado deles? Você já viu o testemunho do Cardeal Burke (tido como ultra conservador) tão acusado injustamente no último sínodo, por defender a família natural?
        Creio que vale à pena conhecer isso: http://www.aleteia.org/pt/sociedade/artigo/igreja-e-homossexuais-5802917671993344
        Essencialmente eu não vejo a menor diferença entre a postura do Cardeal Burke e a postura do papa, no sentido de acolher carinhosamente a pessoa do homossexual, sem com isso necessariamente concordar com as ideologias da identidade de gênero. Quanto a essas a posição do papa é clara ora essa e é até muito crítica e corajosa, pois ele denuncia claramente “forças poderosas” querendo minar o conceito e a realidade da família, recorrendo inclusive a chantagem econômica, para forçar as legislações dos países pobres, diz o papa. Ora, se o lobby gay, as ideologias poderosas da onu, já vitimizam o homossexual, dizendo falar em nome dele, quem vai efetivamente acolhe-lo como pessoa humana independentemente do que ele é e faz (como Jesus tem feito com cada um de nós) senão um Cardeal Burke, um Papa Francisco, um Elton, um Janes?? É dentro dessa acolhida amorosa que teremos maiores e melhores condições de mostrar a ele o quanto querem usa-lo como massa de manobra, o quanto aqueles que dizem falar em nome dele, na verdade o manipulam etc.
        É claro que o risco dessa acolhida ser usada pelo lobby gay para puxar a sardinha para a própria brasa existe. Assim, como existiu o risco de os judeus taxarem Jesus de amigo dos malvados publicanos, vendo que ele almoçava com eles. Já pensou se Jesus deixasse de fazer isso, pensando nos comentários das pessoas??
        Se existe alguém com condições de acolher plenamente a pessoa humana (não os atos) do homossexual somos nós que temos experimentado em nossa vida a misericórdia do Senhor. Pelo menos essa tem sido a minha experiência de fé:o que me ajudou e tem ajudado a abandonar o pecado, não são apenas as inequívocas palavras de condenação daquilo que fiz e faço de errado, mas unicamente o abraço misericordioso de Jesus por meio da sua igreja. Não é sobretudo, o “saber o que é certo ou errado” que me ajudou e tem ajudado a sair do pecado. Eu nada posso fazer com essa consciência ética, se não sou sobretudo amado!!!O que me ajudou e tem ajudado efetivamente a fugir do mal e abraçar a virtude e desejar a santidade, é a amizade profunda do Senhor por mim, que encontrei e encontro em seu corpo que é a igreja, sobretudo em seus pastores. E é com esse mesmo abraço misericordioso do Senhor que me tem restaurado, que desejo também envolver aquele transexual angustiado, desiludido inclusive com a militância ideológica que o sufoca e pressiona. Não me interessa exigir dele aqui e agora, o brusco rompimento com o que ele faz, ele sabe que como católico minha posição sobre o que ele faz é clara e inequívoca. Eu só desejo nesse primeiro contato, que apesar da minha miséria, o Senhor Jesus, olhe para ele através do meu olhar, como olhou misericordiosamente para a Madalena, para Zaqueu (vou jantar com você hoje!) e quando eu tiver que dizer a ele, que ele precisa cuidar de sua salvação abandonando um sexo que não complementa de fato e se fecha à vida, isso só vai fazer sentido, se o abraço misericordioso do Senhor o tiver envolvido através de mim, pois meramente lhe dizer o que é errado , isso a lei de Moisés já fez e como diz São Paulo, a lei não salva. Mas no meu coração , cheio do Cristo Eucarístico que recebo todos os dias, mora ALGUÉM que não se limita a lhe dizer o que é certo e errado, mas que sobretudo lhe diz (com ações inclusive): “Ninguém lhe ama como Eu!” E só então: “Vai e não peques mais!”.
        Sem um encontro profundo com a graça de Deus, com o rosto misericordioso de Jesus resplandecente no rosto de sua esposa (a santa igreja, nós, cada um de nós!!!), sem a amizade do Senhor que se concretiza por meio de nós, a criatura vacilante sequer pode dar dois passos no caminho do bem , longe do mal. Eu não posso dar dois passos, se a mão misericordiosa do Senhor não toma a minha mão tímida e vacilante! Eu me agarro com Jesus, buscando seguir seus passos, não porque eu sei o que é certo e o que é errado, mas porque Ele é meu melhor amigo, porque Ele um dia me olhou com tanta misericórdia e me disse : “Eu também não lhe condeno!” E envolvido nesse abraço dEle, a palavra seguinte “Vai e não peques”, soou não apenas como juízo sobre mim, mas principalmente como promessa e garantia de sua presença que agora sustenta cada passo que dou!COMO NÃO DESEJAR ARDENTEMENTE QUE OS OUTROS EXPERIMENTEM O MESMO QUE EU??????

  • Renan

    No eco da sequência de comentários, compartilho trecho muito pertinente de uma das aulas de Pe. Paulo Ricardo:

    “Mas o que irá dizer se você realmente abraçou o bem é se você está combatendo o mal dentro de você e fora. Lembremos disso. Porque a luta, meus queridos, começa dentro de nós. Muita gente me pergunta: “Padre Paulo, o que é que nós precisamos, então, fazer para acabar com esta ideologia marxista que está acabando com a Igreja etc e tal??” Primeira coisa: se converta; faça jejum; reze; seja um bom cristão, siga o exemplo dos santos; odeie seu pecado; confesse-se toda semana; viva uma vida ascética; faça penitência; odeie o seu próprio pecado! A luta começa com você porque não é contra a carne, contra o sangue que nós lutamos mas contra os espíritos malignos nos ares. Comece mudando de vida”

  • Cristian

    Alguns “comentários” deveremos esperar virar filme, pois são demasiadamente e desnecessariamente grandes.

  • José Oliveira

    E já tem gente querendo pular fora do barco de Pedro por causa do sucessor atual de Pedro? Então a fidelidade à Igreja Católica depende de quem estiver no cargo de Pedro?

    Reflitam sobre o farisaísmo, pois Jesus não contrariou às leis (doutrinas) do seu tempo, mas colocou mais amor nelas. Andando com os excluídos do seu tempo. Inclusive, estudiosos de religião não-católicos taxam Jesus de um agitador, justamente por andar com excluídos de sua época.

    Vocês se escandalizam com o papa recebendo um transexual? Imagina se vocês vissem uma pecadora (prostituta, transexual…) lavando os pés de Jesus com as lágrimas e enxugando com os cabelos?

    O que é errado é errado, mas amem mais! Pois ainda que tenham toda a fé, mas não amor, nada serve (São Paulo quem o diga).

    • Claudio

      E quem aqui falou que alguém tá pulando fora da barca de Pedro? Se vc entendeu isso a partir de algum comentário sugiro que releia, pois entendeu errado. O que aqui está havendo são críticas à determinadas atitudes do papa, o que é perfeitamente possível. Ninguém aqui está discordando do pontífice em questões de doutrina. O problema é que tem gente que acha que até o espirro do papa é infalível e o mesmo não pode ser criticado em hipótese alguma. Jesus esteve entre os pecadores? Sim. Mas a todos eles Nosso Senhor os admoestou mostrando a necessidade de conversão. Foi isso que ele disse a mulher adúltera quando todos que iam apedrejá-lá formam embora: “Vai e não peques mais” Jo 8,11. E o que falar da pecadora perdoada que lavou os pés de Nosso Senhor com suas lágrimas? Com certeza ela mostrou um coração contrito, arrependido, pois se não Cristo não diria que o seus pecados estavam perdoados. Será que o papa Francisco disse ao transexual que ele está no pecado e precisa se converter? Esparamos que sim. Mostrar o erro de alguém não não é atitude faraisaica e sim uma demonstração de amor, pois mostra que não quer que a pessoa continue no erro e não se perca.

      • Sidnei

        Claudio, eu iria responde ao senhor José Oliveira, mas parece que você se antecipou a mim e colocou aquilo que eu iria colocar. Obrigado.

      • José Oliveira

        Claudio, você, por visto, não leu o comentário daquele que disse “DO JEITO QUE ESTÁ NÃO DÁ”. Por isso a fala sobre pular fora do barco.

        A atitude farisaica é a crítica ao convite do papa ao transexual. Não sabem nem o pq que o papa fez o convite, não sabem o que o papa irá falar com ele e já estão achando um escândalo o convite. Se o papa convidasse o transexual pra dizer que “tudo bem! relaxa, o povo exclui mesmo e você está certo”, aí sim a crítica construtiva poderia ser feita, mas já estão tacando as pedras no papa sem conhecer praticamente nada do caso (baseado apenas na notícia jornalística de um portal).

        Ainda bem que Jesus andou com os pecadores e os evangelizou em busca de suas conversões e é assim que devemos fazer, como talvez o papa esteja fazendo nesse caso, mas aí vem o farisaísmo prejulgar. –‘

        Creio que na época de Jesus, os mesmos aqui iriam acusar Jesus de blasfemo, de agitador, pq iriam enxergar apenas o superficial de Jesus (aquele que come com pagãos // aquele que convida o transexual).

        E só pra reforçar: a correção fraterna é necessária! Esse negócio de relativizar, ser só “paz e amor” não é e nunca foi com Jesus.

        • Sidnei

          Senhor José de Oliveira, o encontro houve e esta relatado aqui: “http://www.hoy.es/plasencia/201501/26/estar-papa-sido-maravilloso-20150126215553.html”, então não venha nos chamar de fariseus, porque se nos quer taxar disto, vá há um espelho e se enxergue, que lá você vai ver um relativista, que que tampara o sol com a peneira e acredita em coelhinho da pascoa e vai acreditar também que o Papa disse a este transexual que se converta e volte a CRISTO para que ao se arrepender de seus pecados, JESUS o perdoa e que de agora em diante não irá mais pecar. Se o Papa Francisco não chamou este transexual a conversão, então eu posso continuar tranquilamente indo a sites pornôs e me masturbando de vez em quanto, porque se um transexual ou gay que busca a DEUS e vai a Igreja todo final de semana, mesmo vivendo com um macho ou se for uma lésbica com um fêmea, quem somo nós para julga-los, então se eu forma a sites pornôs e me masturbo de vez em quanto, quem são vocês para me julgar, já que com as atitudes do Papa parece querer dizer que gays e lésbicas guardarem a castidade não faz mais sentido, então para mim ir a sites pornô e me masturbar não vai me levar para o inferno e mesmo assim meu lugar no céu esta garantido. Isto sim é farisaimos, quantos gays e lésbicas estes anos todos guardaram a castidade porque a Igreja ordenava, porque estava na Bíblia, e agora eles vêm um Papa que diz e faz através de gestos como este que as relações homossexuais não são tão pecaminosas assim, e que dois homens ou duas mulheres vivem junto maritalmente, e se vão a igreja todos os finais de semana, são tão abençoados quanto os casai heteros, este gays e lésbicas que guardaram a castidade, que buscaram a santidade estão se sentindo uns verdadeiros trouxas, porque agora eles vêm que tudo que faziam não era para nada, e agora, o que diremos para esta gente, que continuem guardando a castidade e buscando a santidade, porque independente do que o Papa diz e faz, o que vale é o que a Igreja sempre ensinou até hoje, ou vamos entrar todo mundo na baila e seguir a cartilha do Papa Francisco de julgar a ninguém, sermos todos católicos, seguidores de JESUS CRISTO, mas sem precisar a renunciar a si mesmo e nem carregar cruz alguma, já que JESUS aceita todos como são e não precisa de conversão alguma.

          • José Oliveira

            Bom, pelo visto, Sidnei, você não sabe o que o papa falou e nem tem como saber. Quando o Vaticano se posicionar (se é que vai?!), aí poderemos fazer um julgamento da causa. Mas pra você não precisa, pois já fizesse o julgamento.

            Sobre o relativista, segue um que nesta sua visão também é um relativista: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”; “Alguém te acusou? Então, eu também não te acuso. Vá e não peques mais”. Todos sabemos que Jesus não era relativista, mas na visão daqueles do seu tempo, confrontavam-no com a lei para pô-lo à prova. Para não cair nas armadilhas dos acusadores, Ele propunha mais caridade, mais amor em determinadas situações. Já em outras era rígido.

            Desta forma, numa situação em que não temos dados mais concretos e apenas um conhecimento superficial de um ocorrido, dizer que o papa está corroborando com as atitudes homossexuais é pré-julgamento. Afinal, como Os Catequistas já relembraram, o papa Francisco é católico e legítimo!

        • Claudio

          Pois é José Oliveira, uma coisa é dizer vai ter gente querendo pular (futuro) e outra coisa é tem gente querendo pulaR (presente). Sabe pq o povo fica com o pé atras com o papa? Por culpa dele mesmo. Além de, na maioria das vezes, dar declarações confusas, ele não se posiciona firmemente contra o casamento gay enquanto papa. O Clarín divulgou uma matéria, em outubro, mostrando a única derrota que Bergoglio teve quando estava à frente da Conferência Episcopal Argentina em 2008 e o tema advinha qual foi? Casamento gay. Ele era a favor de uma campanha mais moderada e disse que “sair dizendo coisas fortes seria contraproducente diante da sensibilidade que existe hoje na sociedade”. A Igreja condena veementemente o casamento gay. Então expor o que a Igreja sempre ensinou é contraproducente? Não devemos dizer o que a Igreja ensina porque a sociedade é sensível? O bispo de Lá Plata rebateu-o dizendo que “está jogo o futuro do matrimônio e da família”. Talvez vc queira contra argumentar querendo desmerecer a fonte, que não devemos dar crédito a tudo o que a imprensa diz, mas, já que o Vaticano desmente tanta coisa que, supostamente, o papa disse, por que não desmentiu isso? “Coincidentemente”, o relatório preliminar do Sínodo da Família, quando abordou o tema dos homossexuais, não explicitou a necessidade de conversão dos mesmos. Seria muito bom que a sala de imprensa do Vaticano dissesse o teor do encontro, para que não gere nenhuma dúvida entre os fiéis. Diante o histórico de Francisco de dar declarações confusas e não se posicionar firmemente contra o casamento gay enquanto papa, é natural ficar com a pulga atrás da orelha. Agora me diga uma coisa: quem é você para dizer que “os mesmos aqui”, no tempo de Jesus, iriam chamar-lhe de blasfemo e agitador? Te enxerga rapaz. Você não tem metade da moral que você pensa que tem para julgar os outros assim. Você acabou de fazer a mesma coisa daquilo que vc nos acusou: de julgar.

  • Christiane

    Pelo que eu li aqui apenas o fato do papa ter aberto as portas para receber alguém já é motivo de condenação. Ninguém sabe o teor do que foi conversado. E é lógico que se eles tiverem levado uma boa escovada do papa jamais irão falar porque o que interessa é passar a imagem para o mundo do papa “acolhedor”, que está “indo contra a Tradição da Igreja”. Imagem é tudo para eles, nunca se esqueçam disso. E o Vaticano jamais vai expor publicamente a condenação da vida privada de quem quer que seja. E as portas da Igreja JAMAIS deverão estar fechadas para receber quem quer que seja, até mesmo Fidel Castro. Além de líder religioso, muitos esquecem que o papa também é um Chefe de Estado que possui relações diplomáticas com o mundo todo.
    Acho que devemos parar de conjecturar e começarmos a nos ajoelhar e orar e fazer penitência pelo nosso clero, porque se temos hoje papa Francisco, muito pior seria se tivéssemos uma nova versão do papa Borgia!
    Somos felizes mas não damos valor!

  • Sidnei, eu entendo sua indignação, mas discordo da sua argumentação. O papa receber quem quer que seja não é problema, o problema é a imagem que a mídia secular faz dele, e essa imagem propositalmente distorcida não pode, como diria o nosso Capitão Nascimento, ser posta “na conta do Papa”.

    É bem verdade que a Sala de Imprensa do Vaticano teve muito trabalho esclarecendo coisas que o papa falou e que davam margem a interpretações errôneas, mas isso diminui bastante nos últimos meses. Nos discursos e homilias, o Papa Francisco tem dado um show de ortodoxia: não passou a mão na cabeça dos cartunistas intolerantes da CHarlie Hebdo, afirmou e reafirmou que extra ecclesia nulla salus, reafirmou tudo o que Bento XVI disse em seu discurso à ONU… Eu acho o saldo bastante positivo.

    E mais uma coisa, na boa, a gente não tem a menor idéia do que Bento XVI passou, e passa até hoje. Chamá-lo de fraco é falar do que não se sabe. Cada pessoa reage de um jeito e vive sua vocação do seu próprio jeito, com a graça de Deus. Ou você acha que São João é menos apóstolo por não ser mártir? Agora todos são obrigados a ter e viver as mesmas virtudes no mesmo grau de heroísmo? Claro que não! E essa é a beleza da coisa! 😉

  • Davi

    Meus amados, confiemos em Maria Santíssima, no Calvário Ela estava com Nosso Senhor, agora que parece que adentramos na hora nona da Paixão da Igreja Ela também estara conosco. Já não me surpreendo com o que vem do Sumo Pontífice, nesta hora de grande aflição vamos nos fortalecer na doutrina e na moral catolica a fim de possuirmos um santo discernimento. .. nos será muito útil nestes tempos de tribulação.

  • Sidnei

    Gente, eu acho que ninguém aqui leu o link que eu passei, e que demonstra como foi a acolhida do Papa Francisco do transexual e de sua namorada, mas vou passar novamente: http://www.hoy.es/plasencia/201501/26/estar-papa-sido-maravilloso-20150126215553.html#sthash.03OfrFAZ.dpuf
    Esta em espanhol, mas quem não entender esta língua, vá no Google tradutor que se fará a tradução e se entenderá tudo o que disse o tal transexual. E se esta como esta descrito neste link, parece que o Papa Francisco foi muito acolhedor e amoroso com este sujeito, pode ter dito tudo, menos que abandone o pecado e se converta, o que passa longe do exemplo de JESUS CRISTO, que estava junto as prostitutas, ladrões e pecadores públicos, mas sempre chamavam a todos a conversão e não passava a mão na cabecinha de ninguém, dizendo que aceitava a todos sem precisar passar por conversão alguma. Se não for isto que não aconteceu conforme esta no link, o Vaticano terá que desmentir pela enésima vez algo que não ocorreu dentro das paredes do Vaticano, mas se foi isto mesmo que ocorre, então vocês que estão defendendo esta visita deste transexual como Papa estão sendo ingênuos demais. Fica aqui mai um comentário meu, que provavelmente irá novamente para a moderação, porque falar de jujubas peixe pequeno, pode, mas falar do Papa de uma ação sua que eu e muita gente não concorda, aí é uma heresia maior do que muitos heresiarcas que surgiram ao longo anos da história da Igreja, como se qualquer fala ou atitude do Papa fosse um dogma a ser seguido. Mas fica aqui minha mensagem de desacordo do que esta acontecendo, se a Vivi e o Alexandre quiserem publicarem, que publiquem, se não quiserem, tem toda liberdade já que são donos do blog.

    • Luiz Antônio Pereira

      Concordo com você, Sidnei. Jesus nunca passava a mão na cabeça de pecadores, mas impelia à conversão. Se há apenas acolhimento, o acolhimento não é apenas do pecador mas de tudo que se encerra em sua vida, o pecado. Muita gente fica apenas com a pergunta de Jesus: Alguém te condenou?… e encobre a exortação: Vá e não peques mais! Se Francisco disse para a dupla de homossexuais algo que dê ênfase nisso, beleza, caso contrário… nem merece mais comentários.

  • Padre Orlando Henriques

    Os ultra-tradicionalistas, é que nos saíram uns bons “cleaners”! Sempre a inventar novas maneiras de desconfiar do Santo Padre, e agora até já arranjaram um rótulo para “marcar” os que o defendem…
    Como é que um blog que promove a desconfiança em relação ao Papa se pode chamar “Fratres in unum”?

  • Leniéverson

    Vamos nós aqui falar desse assunto, que me perdoem quem discorde, é espinhoso. De fato, o discurso do Papa Francisco é eivado de ambiguidades. Mas antes, uma dica, um aviso, sei lá…dizer que o papa é, aparentemente, ambíguo não significa não amá-lo, ser contra ele, etc..é zelo e amor pela Igreja. Devemos lembrar das palavras de Santo Agostinho: ” Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem”. O modo agostiniano de ser, nos ajuda a entender uma Igreja, em que se deve apontar os erros, não fazendo a crítica pela crítica, mas criticando com base na bíblia e pela doutrina. Qual é o problema fazer isso? É verdade que a mídia distorce, como jornalista que sou, sei disso como ninguém, mas o Papa tem tido alguns comportamentos, falas e atitudes que, de fato, merece alguns apontamentos e considerações. Sou amante e seguidor do magistério da Igreja, sou respeitador da instituição do “Trono Petrino”, acredito na Infalibilidade Papal, mas o papa é humano e pode eventualmente errar. Perfeito, puro e sem pecado só Nossa Senhora e Jesus Cristo, não é?
    Sou membro há 12 anos de Pastorais da Comunicação ( 7 anos em uma paróquia e 5 anos em outra), sei mais do que ninguém que quando se fala ou escreve (emissor) algo objetiva-se fazer com que isso chegue bem ao receptor, para isso é preciso de um canal da informação e um código.
    Ás vezes, no meio do caminho, a informação por chegar com ruído, porque o emissor não foi claro ou conciso, porque o canal de comunicação ou código está ruim, etc. Por exemplo: Se eu digo “Janaína deu o seu presente”, eu não sei se o presente que ela vai dar é o dela ou de outra pessoa. Agora, se eu digo, “Janaína deu o presente dela”, aí eu sei com certeza, sem ambiguidade a intenção dela. Em comunicação social existe a figura da “Media-Training”, ou seja, treinamento de mídia. O que isso, é você aprender a lidar e conviver com as mídias, sejam elas católicas ou seculares. No caso do Papa, qual é o código? A doutrina. É aí, que pega, Papa Francisco nos parece ser um pontífice que quer agradar a tudo e a todos, um tipo bonachão em demasia. Papa Bento XVI, por exemplo, era mais sisudo, mais intelectual e mais sério. A Midia secular via isso como um defeito, mas na minha opinião não era. Um Papa precisa entender o que ele é, a função que exerce e não ser tão bonachão assim. Quem conhece a história de Pio XII ou Paulo VI, não sei, por exemplo, sabe, quantos puxões de orelhas ele levou, principlamente quando conversava com soldados, porque não podia. Um Papa não deve ter o objetivo de agradar aos homens. O Texto de Galatas é muito claro, quanto a isso. Vejam “Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens?
    Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo.” (Gl. 1,10) E mais: Jesus é o mesmo: ontem, hoje e eternamente (Hb 13,8). O que essa sociedade relativista quer é um papa que satisfaça, mais aos caprichos humanos do que os caprichos divinos e dotrinários. Querem fazer da Igreja a casa da Mãe Joana, endossando os antivalores judaíco cristãos. Essa aproximação do Papa com a Pastoral da Juventude ou com a tal transsexual é um exemplo dessa anomalia, que tentam tapar o sol com a peneira, doutrinalmente está errado. E dizer isso, não significa não ter ou desrespeitar o dito “vínculo de caridade ou de misericórdia” (Colossenseses 3,14), significa dizer que algo está errado. Veja, quando se tem a necessidade em excesso de vir a público novamente para explicar o que um Papa falou, é, inegável, um sinal de alerta. Sim, com Bento XVI isso ocorria, é verdade, mas não tanto como agora.

  • arnan silva

    gente vamos ter fé. todas as coisas foi a vontade do espírito santo.. o papa bento XVI renunciou por algum motivo a mais e Deus sabe disso.. papa Francisco tem o seu jeito é dom do Espírito. só que devermos ficar atentos no seu modo de expressar pra não acontecer de entedermos mal. .. nunca um papa ou uma pessoa vai ser bom demais pra algumas pessoas sempre algumas vai entender e gostar outras nao.. assim acontece e não é Diferente na igreja todos os rebanho tem um pensamento diferente . uns gosta do seu pastor outras não e por ai vai

  • Naty

    Bom dia, hoje pela manhã estava ouvindo o Jornal da Manhã na Jovem Pan e um dos jornalistas comentou sobre o Papa Francisco e sua maneira de lidar com os assuntos. Disse que o Papa foi infeliz ao tratar de temas como o aborto, homossexualidade e o ataque ao Charlie Hebdo, afirmando que ele também iria “bater” em quem xingasse a mãe dele. Além disso, comentou sobre a educação familiar, na qual o Papa ouviu um pai falando “não bato no rosto de meu filho para ele não perder a dignidade” e o Papa disse que era uma forma linda… O jornalista deu a entender que o comentário do Papa foi ridículo, e afirmou que o Papa e a Igreja não deveria “se meter em assuntos pequenos de família”.

    Ao ouvir isso, fiquei extremamente chateada, pois, se a família vem sempre em primeiro lugar, e a Igreja preza por isso, principalmente com as Pastorais, inclusive a Familiar na qual sou uma agente, então, com esse comentário do jornalista, quer dizer que a Igreja e nós, agentes de Pastoral Familiar, não devemos nos “intrometer”? Não devemos mostrar a importância da família, da educação dentro da casa de uma família, principalmente se vemos que está tudo correndo para dar errado dentro de uma família?

    Com o comentário desse jornalista, quer dizer que a Igreja é só um lugar pra sentar no banco e ouvir o padre falar e depois virar as costas para o irmão?
    Esse mesmo jornalista disse que o Papa Francisco não deveria estar à frente da liderança da Igreja Católica, pois ele somente tem o dom de ser o cara para conversar no churrasco de domingo. Comentou sobre Bento XVI, entendi ele comentando que ele era um bom Papa e digno de estar a frente da Igreja Católica.
    O mesmo jornalista defendeu o jornal francês Charlie Hebdo…
    O mesmo jornalista disse que era Católico!

    Na homilia de domingo passado o padre disse “O Papa Francisco está fazendo uma mudança, mas é uma mudança de dentro para fora, e isso está incomodando muita gente, inclusive pessoas da própria Igreja Católica”.

    Não lembro o nome do jornalista, acho que era Reinaldo Azevedo. Achei ele ótimo para falar sobre política, agora como comentarista religioso….
    O famoso católico Jujuba (ou Joselito, rs!)

    • Sidnei

      Naty. o Papa Francisco para mim tem sido um paradoxo, uma hora ele acerta outra hora ele erra, mas minha maior preocupação para com ele é que ele esta sendo jujuba demais com os homossexuais, o quem sou eu para julgar, se um gay procura a DEUS, ficou muito vago, o que ele quis dizer com isto?, será que ele quis dizer que se um gay procura a DEUS, deixando de lado todo e qualquer pecado, sendo casto então a estes é que nós não devemos julgar?, ou são os gays em geral, até mesmo que vive com um outro homem, como um casal, tem vida sexual ativa e até criam filhos adotivos, e estes ainda vão a igreja no final de semana?. Então é muita ambiguidade que o Papa Francisco passa para nós o qual não sabemos muitas vezes o que ele realmente quer passar para nós, porém eu concordo com você, a Igreja tem que orientar a família sim, não é intromissão, mas mandato divino, JESUS falou sobre a família, São Paulo Apóstolo falou sobre a família, agora a Igreja tem que se calar?, calar por que?, querem amordaçar a Igreja de todo jeito, ela não pode falar dos gays, não pode falar sobre família, não pode falar sobre sexualidade, não pode falar sobre paternidade responsável, não pode falar sobre o aborto, ou seja, ela tem que ser muda, porque se não pode falar de mais nada, o que adianta existir a Igreja então?. Todo mundo pode ter sua opinião, menos a Igreja?, alto lá, isto já deixou de ser democracia para ser ditadura, ou todos podem ter voz e vez na sociedade ou tudo vira uma bagunça em que alguns podem e outros não. E outra coisa que me incomoda do Papa Francisco, desta vez não é tanto com ele, mas com o pessoal que endeusa ele até a medula, como se este Papa fosse um Papa de verdade e o restante, forma todos uns toscos e ranhetas, que não deixavam fazer nada, que proibiam tudo e que não liberava geral, esta história de dizer que o Papa Francisco esta reformando a Igreja de dentro para fora e isto esta incomodando um monte de gente, se deverá perguntar o que este interlocutor quis dizer realmente, ou ele quis dizer que o Papa esta aos poucos liberando geral ou ele esta reformando algo que estava errado mas que agora ele colocará as coisas nos trilhos?. Se for a primeira opção, temos que ficar atentos, porque o Papa Francisco não é porque ele é Papa que pode fazer reforma do que seja, tocando na doutrina que sempre foi ensinada pela Igreja até os dias de hoje, se for a segunda opção, aí temos que até apoiar o Papa porque realmente tem coisas na Igreja que tem que ser revista, desde que não fere a doutrina, mas isto não quer dizer que os outros Papas não fizeram porque forma negligentes, não fizeram, talvez, porque não houve tempo ou apoio, mas se agora o Papa Francisco não quer perder tempo e tem apoio para tais reformas, ele o fará sem titubear. Resumindo, olhemos para o passado da Igreja e tiramos o exemplo dos bons Papas que a governaram de maneira santa e salutar, e conservemos o que eles ensinaram, e a este atual, oremos, para que não desvie do caminho, não desvirtue o que seus antecessores ensinaram, e confirme cada vez mais os seus irmãos.

  • Jair victor

    Eu tenho uma duvida, não é referente a este assunto,mas é sobre o papa Francisco. Desde do início do seu pontificado os meios de comunicação inclusive católicos dizem que ele veio para fazer uma renovação na igreja e aproxima-la dos pobres, minha pergunta é o que precisa ser renovado na igreja?? Isso é realmente necessário? Nestes últimos anos com Bento XVI e são João Paulo II a igreja se separou dos pobres??

  • MED

    Existe uma abstração em que nós HUMANOS como UM TODO insistimos em “esquecer” ou contrariar: TODA e QUALQUER sociedade (TODA e QUALQUER) é dinamizada a partir de CONVENÇÕES ditas sociais. Quer que queiramos ou não.

  • Gustavo

    Engraçado ver essa turminha que cai aqui nos comentários para criticar os catequistas do blog por defender/explicar as afirmações do Papa Francisco. Essa de taxá-los de “cleaners” foi a gota. Quando foi a vez da mídia desfigurar as palavras do Papa Emérito Bento XVI e dizer que ele afirmou “O purgatório não existe”, todos sentaram o bumbum na cadeira e gastaram o dedinho no teclado sob a bandeira de “preciso defender a Igreja dessa mídia malvada”, aí não existia cleaner né?

    Fariseus, fariseus everywhere.

    Algumas críticas que tenho visto me fazem lembrar que quanto mais vasculho os comentários de blogs Católicos, mais percebo a existência de indivíduos que ao invés de conhecer a Sã Doutrina para buscarem a vivência correta da santidade ou para levar ao próximo o ensinamento real da Igreja, a buscam para aplicar a si mesmo o crítério Infalibilidade, aquela lá que é só do Papa sabe? Críticam possíveis erros não por caridade, mas para trazer o foco, o reconhecimento, para a própria figura, é aquela criançona “Eu sei isso e você não, olhe para mim, preciso de atenção, reconhecimento, olha o quanto eu sei e você não, olha o quanto eu sou santo!”. Ainda se disfarçam de cordeiro com a desculpa “Ah, corrigir é caridade”, pois bem, está na hora de olhar para dentro e analisar o que te leva a corrigir. Melhor ainda seria ler a Caritas in Veritate.

    Catequistas do Blog, muito obrigado por cada artigo de vocês, moro no Acre e infelizmente aqui é dominado pela TL e por professores de história esquedinhas, são raríssimos os Católicos que conhecem a Igreja Católica Apóstolica Romana como Igreja Católica Apóstolica Roamana, infelizmente conhecem no máximo uma caricatura dela, aquela “Igreja malvada, inimiga da ciência, que cria dogmas porque os velhinhos de lá são muito conservadores e tem a cabeça fechada” ou “Ah, Igreja não salva, religião não salva, eu só vou lá na Católica porque é onde me sinto bem e eu gosto de comer o pãozinho, o que salva mesmo é Deus” “Confessar com o padre? eu confesso meus pecados com Deus” e por aí vai.

    Ter conhecido o trabalho de vocês e de vários outros como a comunidade Caia a Farsa, o site veritatis, está me ajudando a crescer na Fé e a levar esses ensinamentos aos amigos mais próximos, tem me ajudado a leva-los em direção à Igreja Católica Apóstolica Roamana, a colocar o foco nela, temos aprendido aos poucos, em doses homeopáticas como diz meu diretor espiritual, quem é a Esposa de Cristo. Na realidade está me ajudando a ir além, finalmente minha mãe está retornando a Igreja Católica depois de um longo período protestante.

    24 O Senhor te abençoe e te guarde!
    25 O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça

    Paz e Bem.

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>