Lutero e Charlie Hebdo: muita coisa em comum

origem_monges

Nesses tempos de discussão sobre o respeito às crenças religiosas alheias, convém mais do que nunca trazer à tona uma faceta de Martinho Lutero que pouca gente conhece: o de gravurista que não tinha limites para a baixaria.

Bem diferente do que muita gente pensa, não foi por meio da distribuição de bíblias que a Reforma Protestante difundiu sua doutrina. A grande arma de propaganda dos “reformadores” eram panfletos com gravuras ridicularizando o Papa e o clero das formas mais asquerosas possíveis, no melhor (ou pior) estilo da revista Charlie Hebdo.

Ânus, cocô e demônios eram elementos quase onipresentes nos desenhos de Lutero e sua turma. Pudera… a boca fala do que o coração está cheio! Vejam que “primor”, por exemplo, o texto que acompanha a gravura acima, De Ortu et Origine Monachorum (“A Fonte e a Origem dos Monges”): diz que o capeta teve uma dor de barriga e, ao se aliviar sobre uma forca, de seu traseiro saíram os monges. Será que Luterinho, ex-monge agostiniano, estava então contando sua própria história de vida?

É preciso dar um desconto para Lutero, afinal, diferente dos cartunistas franceses, ele não usava a imagem de Cristo para blasfemar, nem tampouco a da Santíssima Virgem, de quem era devoto (saiba mais aqui). Por outro lado, enquanto as charges do jornal francês nunca incitaram a violência física contra ninguém, Lutero, por sua vez, pedia em uma gravura que o Papa e os cardeais fossem mortos na forca e tivessem suas línguas pregadas ao lado (veja abaixo).

clero_forca

A gravura acima, intitulada Digna merces Pape satanissimi et cardinalium suorum (“A justa recompensa que o Papa Sataníssimo e seus cardeais merecem”) foi produzida por Lucas Cranach. Por encomenda de seu amigo Lutero, esse pintor renascentista fez diversas xilogravuras anticatólicas. Lutero e Lucas formaram assim a dupla LuLu; um bolava o desenho, o outro executava.

O mais célebre dos panfletos de Lutero ilustrado por Lucas Cranach é “Contra o pontificado romano fundado pelo diabo”, de março de 1545. A seguir, mostramos mais algumas das gravuras contidas nessa publicação.

A gravura “O nascimento e a origem do Papa” apresenta um demônio feminino “parindo” vários papas pelo traseiro; os bebês são embalados e amamentados por outros demônios.

origem_papas

A genialidade humorística da dupla LuLu era mesmo ilimitada. Além de muito cocô e bunda, eles também faziam sátiras com… muito cocô e bunda! Na gravura a seguir (cujo título é Adoratus Papas Deus Terrenus) eles sugerem que o povo deveria usar a tiara papal como penico.

lucas_cranach

Em outra gravura, cujo título é The Papal Belvedere, camponeses mostram as nádegas e peidam diante do Papa Paulo III, que lhes expõe uma bula. Como vemos, o “grande reformador” propunha um debate teológico de “altíssimo” nível! Será que alguém acredita que o Espírito Santo inspirou tais coisas?

papa_bula

Mas nem tudo o que a propaganda da Reforma produzia era baixaria. Há algumas exceções com conteúdo de crítica genuína, como a ótima gravura que compara o abuso da venda de indulgências ao crime dos vendilhões do templo (veja abaixo). A imagem faz parte de uma série de “quadrinhos” feitos por Lucas Cranach, desta vez em parceria com o reformador Philip Melancthon.

Abre parênteses: o abuso da venda de indulgências praticado pelos papas Júlio II e Leão X foi uma vergonha, entretanto, não tinha nada a ver com “vender a salvação”, como muitos evangélicos dizem por aí. Para saber mais, clique aqui e aqui.

vendilhoes_templo

Porém, no “conjunto da obra”, Lutero fez uso de sátiras tão porcas quanto a de um moleque aloprado. Ele, que se dizia apegado às Escrituras, não aprendeu com elas a satirizar. Desejando arrancar risadas quase sempre por meio de bundas, bostas e capetas, passou a mil quilômetros da fina ironia do profeta Elias no Monte Carmelo.

Desafiados por Elias a provar a força de Baal, os profetas do ídolo se esgoelavam horas a fio, clamando para que o fogo descesse do céu e consumisse o novilho ofertado no altar. Mas nada de novo acontecia o sol… #deuruim

“Elias escarnecia-os, dizendo: Gritai com mais força, pois (seguramente!) ele é deus; mas estará entretido em alguma conversa, ou ocupado, ou em viagem, ou estará dormindo… e isso o acordará” (I Reis 18, 27).

O profeta Elias nos mostra que o humor é uma arma legítima para a defesa da verdade, e não deve ser excluído do debate religioso. Por isso, TENHAM CUIDADO COM A DITADURA DO POLITICAMENTE CORRETO, que dá voz aos melindrados e ofendidinhos de plantão. Já dissemos aqui e reafirmamos: todas as religiões – inclusive o catolicismo – possuem eventualmente aspectos passíveis de serem criticados e ironizados.

É justo pedir um mínimo de bom senso. Tomara que aqueles que usam do humor utilizando temas religiosos elevem o nível acima das sátiras abjetas da Reforma Protestante, do Charlie Hebdo, do Porta dos Fundos e companhia.

56 comments to Lutero e Charlie Hebdo: muita coisa em comum

  • Alan

    Muuuuuuito bom post! Não adianta ser “ofendidinho”, não adianta achar que tudo é “ódio religioso”, muitas vezes é zoeira , uma arma poderosa … rsrs

  • Luiz Antônio Pereira

    Não sabia dessas artes de Lutherinho, mas vê-se que se equipara a charlie e porta dos fundos.

    Mas em quê o catolicismo pode ser ironizado? E em que sentido esse termo “ironia” foi mencionado?

    • Pode ser ironizado em vários sentidos. Nós mesmos aqui no blog fizemos várias sátiras com os maus papas, como Alexandre VI. Tem também aquele vídeo do Leandro Hassum que apresentamos em um de nossos últimos posts; ele fala de aspectos engraçados de diversas religiões, inclusive do catolicismo, sem agredir ninguém.

      Aí vai um exemplo que acho engraçadíssimo de uma ironia feita com um dos trechos do Evangelho:

      pedro

  • Sidnei

    Alguém sabe se houve uma reação por parte da Igreja Católica contra estas gravuras?. Se a Igreja reagiu a altura encomendando outras gravuras do mesmo nível (tomara que não, se não seria para se nivelar mais por baixo de que bunda de sapo), ou foi parar no index de livros proibido da Igreja?. E esta faceta de gravurista de Lutero e Cia os protestantes hoje em dia conhecem?. Será que que eles concordariam com estas gravuras objetas e nojentas?.

  • Juliana Velôzo

    Poderia citar fontes?

    • Juliana, colocamos os nomes das gravuras todas aí em inglês, são gravuras registradas em museus e grandes bibliotecas na Europa. Lucas Cranach, o Velho (The Elder), é ricamente documentado na internet. Também colocamos a fonte principal, o nome do panfelto infame de Lutero (“Contra o pontificado romano fundado pelo diabo”, ou “Wider das Bapstum zu Rom vom Teuffel gestifft”, em alemão, ou “Against the Papacy founded by the Devil”, em inglês). É fácil colocar esses nomes no google e verificar a veracidade.

      A única gravura da propaganda da Reforma que colocamos aqui que não contém baixaria não saiu da cabeça de Lutero, mas sim de Melancthon, como dissemos: Passionary of the Christ and Antichrist, desenhado por Lucas Cranach, o Velho.

    • Uma das centenas de páginas que vocês pode conferir é esta aqui, da Universidade de Oregon:
      http://pages.uoregon.edu/dluebke/Reformations441/ReformationSatires.html

      A primeira gravura mostrada ali é uma das que não colocamos no post, para não encher demais: o Papa convocando os católicos para “consumir” o conteúdo do Concílio: uma bosta que ele carrega na mão.

  • Vamos aos fatos:

    1) Mostre-me fontes fidedignas. Fontes primárias. Sem esse mimimimi de fonte de internet. Duvido que realmente isso seja verídico

    2)O que vai mudar se ele fez esses desenhos ou não? Lutero não é o meu deus, e ele foi um errante, assim como vocês também tem e tiveram diversos papas errantes, e como todos nós somos. O meu Deus não erra. É o Deus de Abraão, Pai de Jesus Cristo nosso ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR! Estes sim não erraram! Se ele um dia fez isso(o que eu realmente não acredito que seja verdade) o que vai mudar? ABSOLUTAMENTE NADA!

    Ai eu pergunto: Será que um “protestante’ como vocês se referem, seriam a favor destes desenhos? Acredito que não!

    Concluindo:
    POST EXTREMAMENTE TENDENCIOSO E COM POUCOS ARGUMENTOS! OS ROMANOS NÃO TEM MAIS ARMAS PARA SE DEFENDER CONTRA NÓS, E FICAM APELANDO PARA ERROS DE REFORMADOS NO PASSADO. ME POUPE!

    • Oi, Reformado!

      1) Bem, acho que você não sabe o que é uma fonte primária, senão não estaria me pedindo isso. Porque a fonte primária eu já citei no post, ou seja, o nome do panfleto mais célebre da dupla Lutero/Cranach e o ano de sua publicação.

      Agora, se você quiser ver essas imagens em uma fonte secundária fidedigna, eu posso te indicar “Luther’s Last Battles: Politics and Polemics 1531-46. Autor: Mark U. Edwards, Jr. Fortress Press ex libris publication, 2005” e também “Printing Propaganda and Martin Luther (California: University of California Press, 1994)”, do mesmo autor. No site da Universidade de Harvard vc pode ter acesso ao “currículo” do autor: http://hds.harvard.edu/people/mark-u-edwards

      2) O que vai mudar? Para os cegos, talvez não mude nada. Para quem tem mais de dois neurônios ativos, e acaso nutra alguma admiração por Lutero e pela Reforma, esses vão começar a questionar se uma “Reforma” (o mais apropriado seria dizer DEFORMA) religiosa promovida por um homem tão vil, e utilizando meios tão baixos de propaganda, poderia ter mesmo sido realizada sob o impulso do Espírito santo.

      Nós católicos, caso você não saiba (pelo visto não sabe mesmo) professamos Jesus como nosso único Deus e Salvador. Ele é Onipotente e não precisa da ajuda de ninguém, não precisa de santo nenhum. Entretanto, Ele QUIS precisar. Ele quis precisar dos Apóstolos, apesar de poder realizar o seu plano de Salvação perfeitamente sem eles. Mas Ele quis. Durma com essa!

      Realmente creio que os protestantes de hoje, em sua grande maioria, não aprovam esse tipo de desenho da dupla LuLu. Mais um motivo para eles pensarem na legitimidade de Reforma Protestante: ora, Lutero rejeitou o papado por causa do comportamento imoral do Papa, mas que moral tinha ele, agindo como um sátiro porco e repugnante?

      Lutero foi um errante e o Papa também, ok. A diferença é que o Papa é sucessor de Pedro e por isso tem autêntica autoridade, e Lutero não. O Papa pode até não ser uma boa pessoa (como já houve alguns maus papas na história, em meio a muitos papas santos), mas a doutrina de Jesus, herança dos Apóstolos, se mantém sempre intacta. Pedro pode ser falível pessoalmente, mas na condução da Igreja sobre assuntos de fé e moral ele é infalível. Por que ele (e cada um de seus sucessores) é o representante imperfeito do verdadeiro chefe da Igreja, o Deus perfeito.

      Você parece sugerir que ninguém vai deixar de ser protestante pelos erros de Lutero. Pois deveria deixar, sim. Afinal, bem diferente do que ocorre no catolicismo, os erros dos líderes protestantes atingem a doutrina protestante sobre fé e moral. Tanto é assim que existem mais de 20 mil denominações protestantes diferentes no mundo, e cada uma ensina uma doutrina diversa da outra. Uma igreja prega que o batismo de crianças é válido, outra que é errado; uma prega que mulheres podem ser pastoras, outra que esse ministério é exclusivo dos homens; uma prega que os atos homossexuais são abomináveis, outra abençoa o casamento gay (como é o caso da Igreja Protestante da Suécia, entre outras). E por aí vai… Ou seja, a doutrina ensinada nas igrejas protestantes flutua conforme a interpretação pessoal de cada líder protestante.

      Já na Igreja Católica o Papa pode ser o maior crápula, mas a doutrina de Jesus, herança dos Apóstolos, se mantém sempre intacta. Pedro pode ser falível pessoalmente, mas na condução da Igreja sobre assuntos de fé e moral ele é infalível. Por que ele (e cada um de seus sucessores) é o representante imperfeito do verdadeiro chefe da Igreja, o Deus perfeito.

      • Airton Lino

        Sabe Vivi, eu tenho a impressão que os irmãos separados vêm aqui só pra falar o que pensam q sabem e não se dão o trabalho de ler as respostas das suas perguntas ou comentários. Ou eh descuido ou eh mal caráter.

    • Luiz Antônio Pereira

      Mais um cachorrinho sarnento e raivoso.

    • Jotacê

      Nossa, Retard… digo, Reformado, depois dessa acho melhor você ir para casa, se trancar em seu quarto, se esconder debaixo da cama e não sair de lá durante uns seis meses…

    • Querido Reformado,
      Em primeiro lugar não somos romanos porque ninguém aqui nasceu em Roma, mas somos todos católicos. Gostaria de saber no que você se baseia para vir até aqui afirmar que não temos mais armas para nos defender das suas heresias… Vamos lá, cara, coragem quais são os pontos para você afirmar isso… Pergunto isso porque a nossa Igreja tem 2000 anos de lutas contra as heresias e sempre contou com uma arma potencial: O Espírito Santo, portanto, só sobrevive até hoje porque foi capaz de usá-la contra hereges.
      Pense nisso

    • “Reformado” (?),

      1) Você pediu as fontes, que foram dadas em exaustão pel’A Catequista.

      Se sua cegueira e parcialidade profundamente enraizadas não o permitem considerá-las, trata-se de um problema particular, pelo qual ninguém é responsável.

      2) Se você mesmo admite que Lutero não é um “deus”, não temos obrigação alguma de sequer considerar um “jota” da Reforma!

      Disto temos total consciência: somente o próprio Deus poderia fundar uma Igreja, como o fez, conforme narra São Mateus em seu Evangelho (16,18).

      E para finalizar, não nos acuse do que vocês fazem. Quantas calúnias os protestantes lançam contra nós? E sequer temos o direito de legítima defesa?

      Ora, meu caro, poupe-nos de sua indignação e de seu “mimimi”.

      E quem disse que não temos argumentos? Basta pesquisar no blog e ver quantas vezes seus administradores se dispuseram a refutar as calúnias lançadas contra nós.

      A verdade é que vocês nos atacam constantemente, e quando se deparam com respostas à altura, ficam chocadas.

      Graças a Deus, foi-se o tempo em que permanecíamos inertes diante de tantos ataques.

    • Padre Orlando Henriques

      Pois é, Reformado, o fundador da sua religião não é Deus… Nisso falou a verdade.
      Mas, sabe?, o Fundador da nossa é!

  • Não sei quem era pior, os teólogos Lutero, Tydale, Melanchton, Wycliff e Huss; os políticos Cronwell, Crammer; ou os príncipes do Sacro Império que patrocinaram todos eles.

    • Meu caro Cadu,

      todos eram ruins, concordo contigo, mas, particularmente, para mim, o pior foi Thomas Muntzer. Considero-o o pior porque além de inventar o evangelismo radical com suas pregações inflamadas, mais ou menos como esses loucos da Universal de hoje, esse maluco inventou o Omnia est Comunia, com base nos evangelhos. Em outras palavras,meu amigo, que Deus tenha piedade dele, mas ELE INVENTOU O COMUNISMO. Marx não teve a ideia original, foi Mutzer e suas pregações enlouquecidas e milenaristas que inspiraram Engels a escrever seu trabalho sobre a Guerra dos Camponeses. Esse homem foi também o primeiro responsável por um genocídio baseado nesse tipo de pensamento tosco. Nem Lutero aguentava ele. Vai ter um post no catequista sobre ele em breve.

  • Jocélio Procópio Simplício

    Essa página é demais, já acompanho a um tempo, mas decidi fazer um comentário hoje, elogiando o equipe! A cada dia me apaixono mais pela Igreja, diante de tamanha riqueza que nos é apresentada e elucidada, de fato não poderia haver outro nome para a página “o catequista”. Paz e bem.

  • Marcio Monteiro

    Olá turma boa de O CATEQUISTA!! (continuem o belo trabalho!)

    Os protestantes fazem pouca idéia do que seja uma ordem monástica, pois o Martinho Lutero, como vimos neste ótimo artigo de vocês, fez questão de deturpar e caluniar tudo de bom que os monges fizeram e fazem ao catolicismo, mesmo ele sendo um monge agostiniano (que aliás, não tendo competência para sê-lo, resolveu “cuspir no próprio prato que comeu”, o que explica, um pouco, estas bobagens que ele desenhou e disse sobre os monges).

    Na verdade, os monges preservaram boa parte das obras, artes, filosofia e tratados da civilização greco-romana, e foram eles, por terem preservado esta base cultural, os grandes co-responsáveis pela construção da civilização ocidental, juntamente com vários outros sacerdotes e clérigos católicos, conforme podemos observar em grandes livros de historiadores famosos, como Thomas Woods Jr., somente para mencionar um, em seu famoso livro: “COMO A IGREJA CATÓLICA CONSTRUIU A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL”.

    Além disso, eles nos ensinam o valor inestimável da oração, da meditação e da contemplação. Como já dizia o saudoso Papa Paulo VI: “Os monges e os mosteiros são os pulmões da Igreja”.

    Sim é verdade, são eles, que com sua sabedoria e belas orações e celebrações, jogam uma lufada de ar fresco nos pulmões de nossa igreja, e nos corações de nossas vidas.

    Além disso, temos o grande São Bento, padroeiro da Europa, com sua regra monástica famosa, que escrita há quase 1.500 anos, continua sempre atual e dinâmica. Como não esquecer da base fundamental que São Bento traçou para seus monges: ora, et labora, et legere (oração, trabalho e estudo).
    Sim, os monges são sábios e inteligentes, além de profundos conhecedores da liturgia e da Bíblia.

    Certamente, se o Martinho Lutero tivesse um mestre, como eu tive (ainda que distante…), como o saudoso D. Estevão Bittencourt, ele jamais teria saído da Igreja!

    Afinal, o que faltou a Lutero, além de vergonha na cara, foi humildade e mais estudo, afinal, isto certamente nunca deve ter faltado em seu mosteiro, pois como já dizia o grande São Bernardo de Claraval , ele mesmo um monge: “Um mosteiro sem livros, é como um castelo sem arsenal”.
    Pax!

  • Parece que não entra na cabeça do povo! Oras, meu pai pode ser um beberrão, adúltero, mentiroso… mas é meu pai e não há outro! Só que os protestas fazem é ir atrás de um padrasto. Isso que é o lado divino da Igreja, pois mesmo com o erro dos filhos – seja bispos, padres, leigos, etc – a doutrina é a mesma passada por esses dois milênio.

    Obrigado por cada postagem, Catequistas! Minha vida de Cristão Católico mudou radicalmente depois que os conheci através deste frutuoso blog.

  • iago

    O Catequista, curto mtttt os posts de vcs, mas pra ser perfeito gostaria que publicassem um post sobre casamento ecumênico!! Se existir, sera que vcs podrriam me mandar ou se nao, seria bom que fizessem um. Grande abraço!

  • Juliana Velôzo

    Muito obrigada pelas fontes. Fiquem com Deus.

  • Daniel

    Oremos pra que surja uma boa leva de humoristas católicos (ou pelo menos outros cristãos de boa vontade…)

  • Excelente post! Tenho buscado material concernente à Reforma, e entender melhor a propaganda anti-católica dos primeiros protestantes nos ajuda a desfazer alguns mitos, que tendem a apresentar Lutero como um “mártir”(!).

    Tinha conhecimento somente do desenho que critica a questão das indulgências. Pelo que sei, inicialmente, Lucas Cranach ocupava-se da representação de ícones ligados ao Catolicismo.

    Há uma ilustração que vi há muito tempo em um livro, onde uma carroça feita com o corpo do papa, de bispos, monges e cardeais é conduzida pelo demônio, levando almas para o inferno.

    Encontra-se no Germanisches National Museum, talvez seja possível encontrá-la no seguinte site: http://www.gnm.de/

    E se alguém deseja conhecer algo um pouco mais recente, indico a leitura do livro “Ku Klux Klan In Prophecy”, que contém diversas ilustrações anti-católicas: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Ku_Klux_Klan_In_Prophecy

    A única forma de “limpar a barra” de Lutero seria admitir que o ex-monge alemão sofria de algum distúrbio mental: isto é, louquinho da silva, demente, lelé da cuca.

    No entanto, creio que não existem fontes históricas sólidas o bastante para considerarmos esta hipótese. A “reforma” proposta por Lutero foi muito bem orquestrada: ele soube o que fazer, a quem recorrer e com quem unir forças.

    Analisando a biografia deste pseudo-reformador, cheguei à seguinte conclusão: Lutero tinha uma medonha obsessão pela questão da “santidade”. Vivia um conflito interno terrível, externalizando suas frustrações e vícios através de seu ódio à Igreja e ao papa.

    Quando me perguntam se a “reforma” pode ser justificada espiritualmente, digo que sim: sua origem, evidentemente, é preternatural. O “espírito” que animava os reformadores era o da divisão e do escândalo. Logo, sua origem é diabólica.

    Será que alguém ainda ousará dizer que Lutero foi um homem de conduta irrepreensível?

  • Anderson

    Quando o Reformado pede por fontes, creio que ele pede para que mostrem em que lugar da Bíblia está escrito que Lutero criou tais desenhos!!! Entenderam??? Reformados somente acreditam em fatos com bases bíblicas! Sacaram???

    • Sim, vai dar o que falar, mas o Papa está certo, responsabilidade com os filhos também é algo a se considerar, pois ter um monte de filhos e não poder dar um mínimo de dignidade é uma irresponsabilidade. O problema é que o mundo quer por que quer que a Igreja libere anticoncepcional, camisinha, porque o povo quer é lepo lepo sem responsabilidade, o povo quer mais é fazer como coelho, mas sem o risco de ter filhos, e se os tiver…aborto, alegando que foi um esturpo.
      Somente um adendo, 6 milhões numa missa ao ar livre. Interessante, aposto que os anti cristos devem estar mordendo a cauda de raiva.

      • É porque estamos no mundo de Aldous Huxley Alex.

        Soma na ideia para ficar doidão (drogas sintéticas, liberação de psicotrópicos) e sexo com mulheres “pneumáticas” para não pensar no quanto você é inútil. Ah! Ateísmo social também, acrescido de um maior tempo de vida para ver o simpiterno “mundo melhor” que a humanidade pode criar.
        É impressionante o quanto a humanidade em geral é composta de idiotas que se acham “ixpertus”….
        A Igreja é a única coisa que permanece de pé, nesse mundo escuro construído por gente que se considerava portadores da luz, só sendo muito otário para não perceber quem é o grande patrocinador do iluminismo, que gerou toda essa titica – comece a pesquisa sobre o assunto pelo nome “Lúcifer”.

  • Graça e Paz é o meu primeiro acesso no O Catequista. Muito bom. E destaque para a sacada do Anderson, q o reformado queria fontes Bíblicas rsrs rachei de rir. Paz e Bem. Continui nos ajudando a fortalecer a barca de cristo.

  • Geslania santos da Cruz

    Li alguns comentários acima e vejo a situação em que se encontram muitos “cristãos”, gente vamos rezar!!! agir de forma sábia, encontrar Jesus e refleti como Ele agiria nesse momento.Paz e bem a todos.

    • Cara Geslaina Santos da Cruz, não quero nem pensar, nesta hipótese, mais provável que nós católicos primeiro entrariamos numa rodada de cinta daquelas, depois os hereges iriam escutar de filhos do diabo, hipócritas, cegos, burros, idiotas, falsos, fariseus, filhos da perdição, filhos das trevas, diabos em carne e osso e se eles reclamassem Ele diria: não os conheço, enchem a boca pra falar Jesus, Jesus, mas falam mal de mim, escarnecem de meu corpo que é a Igreja que eu ergui, sepulcros, catacumbas.
      Rezar sim nescessário e fundamental, mas não só, e além do mais, o único comentário mimimi, cheio de ofenças foi do retar…formado.

    • Geslania,

      Se analisarmos a conduta de Cristo em determinadas ocasiões, creio que nossa “aspereza” seria, sem dúvida, muito maior: diante da hipocrisia dos fariseus e doutores da Lei, Nosso Senhor não deixou de dizer a verdade, por mais dura que fosse. Os chamou de hipócritas, sepulcros caiados e filhos do diabo.

      Muitos católicos, infelizmente, caíram em uma postura romântica piegas ridícula, que em vez de construir pontes, arruína ainda mais os pilares de nossa fé. Constroem um falso senso de unidade pautado no relativismo religioso, como se os protestantes não precisassem se converter, como se o Magistério da Igreja não valesse nada, pisando no Catecismo, nos ensinamentos dos Santos Padres, santos e doutores da Igreja.

      Embora deteste admitir, Lutero disse sim uma grande verdade: “A paz se possível, mas a verdade a qualquer preço”.

      Pena que não tenha convertido esta sentença em defesa da verdade propriamente dita, mas sim naquilo que considerava a “verdade”.

  • Paulo

    O Deformado lá em cima, auto intitulando “Reformado”, não passa de mais um relativista do esquema protestante, onde cada um é o deus da bíblia, dá a interpretação que achar conveniente e entre si vivem se agredindo, uns aos outros se chamando de hereges…
    Numa empresa protestante em que trabalhei, viviam se ameaçando entre si, incluindo seu opositor, seu pastor e sua comunidade de irem para o inferno por estarem se enfiando em heresias, além de sua comunidade…
    Pode um absurdo desses, herege acusando o outro de herege?

  • Padre Orlando Henriques

    Excelente post para esta semana do oitavário da unidade dos cristãos! Em cheio! Gostei!

    Li o livro de Scott e Kimberly Hahn “Todos os caminhos vão dar a Roma” (“Rome sweet home”, no original) e, acreditem: depois de o ler é impossível continuar a olhar o ecumenismo da forma relativista como nos tem sido impingido (inclusivamente pelo meu professor de Eclesiologia…). Seria uma falta de respeito pela obra da graça de Deus nesse casal que era presbiteriano (e altamente formado em teologia!) e que chegou à verdade apenas por estudar com honestidade aquilo que é evidente, sem contactos “proselitistas” de ninguém!

    Esse professor, quando eu era estudante, deu-me 18, mas hoje talvez me chumbasse… Agora, para mim, ecumenismo é isto:

    – ortodoxos “uniatas”;
    – e protestantes que acordam para a realidade e, tal como Scott Hahn, descobrem que, afinal, a Igreja Católica sempre foi a autêntica e regressam à casa paterna.

    Tudo o resto não passa de mútuas e simpáticas “palmadinhas nas costas” nestes oitavários, que ou são hipócritas, ou são inócuas, ou são relativistas.

    • Luiz Antônio Pereira

      Não estudei a fundo o ecumenismo, mas pelo pouco que percebia, sentia que verdadeiramente o que a Igreja queria com isso não era um diálogo e estreitamentos simplesmente, mas conversões, a volta ao único rebanho católico, de fato.

      • Padre Orlando Henriques

        Bem, Luís Antônio, talvez eu tenha exagerado, mas o certo é que há muitas formas de entender o ecumenismo, e nem todas saudáveis.

        Esse meu professor, por exemplo, entendia que todas as Igrejas cristãs são iguais, que a Igreja Católica é mais uma entre as outras, sem nada de superior. Um colega meu apresentou, na aula, um esquema em que apresentava a Igreja Católica como o tronco principal, contínuo sem interrupções desde os Apóstolos (isto é, desde Cristo) até à actualidade, o tronco principal do qual se tinham separado os vários ramos das igrejas ortodoxas e protestantes. Pois o professor repreendeu o meu colega e disse que ele tinha uma visão fechada e retrógrada; para o nosso professor, a Igreja Católica era mais um ramo de muitos, sem nada de principal! (até os colegas mais “progressistas” da turma diziam, a rir mas muito a sério, que ele nos dava eclesiologia protestante…).

        Acho que até um ateu percebe que nós somos o ramo principal e original: basta olhar para a sucessão apostólica. Mesmo para quem não acredite no sacramento da ordem, parece lógico que, se há uma sucessão sem interrupções, então é porque esse é que é o grupo original do qual os outros se desviaram.

        Você acha que a Igreja tem a intenção de atrair os protestantes à fé católica por meio dos encontros ecuménicos? Não sei, talvez, mas é evidente que os protestantes não aceitariam participar em encontros que tivessem a intenção declarada de os converter…

        É verdade que se fazem coisas belas no campo ecuménico… Por exemplo, Taizé: é belo ver jovens de todas as confissões cristãs a rezar juntos. Também foi um passo significativo o reconhecimento oficial da validade do baptismo administrado pelas igrejas protestantes “históricas”…

        Mas continua de pé a grande questão: ENTÃO E O DESFECHO?

        Sim, como é que será o desfecho? Se o objectivo é caminhar para a unidade, então como é que será lá, no futuro (seja ele mais próximo ou mais distante), como é que será essa unidade para a qual caminhamos?
        COMO É QUE ELA SE VAI CONCRETIZAR?
        Católicos, protestante e ortodoxos que somos hoje, como é que nos vamos, finalmente, unir?

        Continuaremos a ser católicos, protestante e ortodoxos? Então não será verdadeira unidade…
        Vai cada um abdicar da sua fé nos pontos divergentes e faremos um misto relativista que dê para todos? Nunca! Nem pensar em deitar fora as riquezas católicas (sacramentos, culto mariano, etc.)! É bem melhor deitar fora as “riquezas” protestantes…

        Então, se a fé católica é uma riqueza imprescindível em todos os seus pormenores (porque é o tronco principal do qual se separaram os outros, por muito que isso doa ao meu professor) se está fora de questão renegar a fé católica, ENTÃO SÓ RESTA UM CAMINHO: é os outros VOLTAREM para a casa paterna, da qual nunca deveriam ter saído (e o acolhimento que nós lhes daremos não será nada como o do irmão mais velho do filho pródigo!).

        Por exemplo, voltando a Taizé, olhe o caso de Max Thurian: pastor calvinista, monge da comunidade ecuménica de Taizé, observador protestante do Concílio Vaticano II… Depois de tanta caminhada em ecumenismo, o que é que acabou por lhe acontecer? Pois é, converteu-se ao catolicismo e foi ordenado sacerdote católico! Naturalíssimo num homem que seja, ao mesmo tempo, ecuménico, honesto (isto é, capaz de analisar as coisas de modo imparcial) e inteligente.

        É isso: o único ecumenismo verdadeiro e honesto (= imparcial) acaba por nos conduzir a uma única meta: a descoberta de que, afinal, no meio de tanta “variedade”, a Igreja Católica é mesmo a autêntica, à qual é preciso regressar.

        • Luiz Antônio Pereira

          Obrigado Padre Orlando, não tinha conhecimento de Taizé, e muito interessante foi a forma como se deu a conversão de Max, acho que este caminho sem forçar a barra realmente é o mais salutar, pois a natureza das coisas, religiosamente falando, acaba por trazer as verdades à tona para a compreensão das pessoas.

        • Pe. Orlando Henriques,

          Peço sua bênção e ao mesmo tempo peço perdão pelo atrevimento de “entrar na conversa” discordando do senhor.

          No meu entender, depois do CVII não há que se ter várias opiniões a respeito de Ecumenismo. O Decreto Unitatis Redintegratio define o Ecumenismo como a busca da unidade entre os cristãos dentro da Santa Igreja.

          Copio abaixo um trecho do Decreto, mas a leitura dele todo é muito esclarecedora.

          Creio que numa iniciativa oficial da Igreja, a intenção é sempre de trazer os irmãos separados “de volta para casa”.

          Paz e Bem!
          Fabão

          “Ruptura da unidade da Igreja: laços de união entre todos os cristãos

          3. Nesta una e única Igreja de Deus já desde os primórdios surgiram algumas cisões (15), que o Apóstolo censura asperamente como condenáveis (16). Nos séculos posteriores, porém, originaram-se dissensões mais amplas. Comunidades não pequenas separaram-se da plena comunhão da Igreja católica, algumas vezes não sem culpa dos homens dum e doutro lado. Aqueles, porém, que agora nascem em tais comunidades e são instruídos na fé de Cristo, não podem ser acusados do pecado da separação, e a Igreja católica os abraça com fraterna reverência e amor. Pois que crêem em Cristo e foram devidamente baptizados, estão numa certa comunhão, embora não perfeita, com a Igreja católica. De facto, as discrepâncias que de vários modos existem entre eles e a Igreja católica – quer em questões doutrinais e às vezes também disciplinares, quer acerca da estrutura da Igreja – criam não poucos obstáculos, por vezes muito graves, à plena comunhão eclesiástica. O movimento ecuménico visa a superar estes obstáculos. No entanto, justificados no Baptismo pela fé, são incorporados a Cristo (17), e, por isso, com direito se honram com o nome de cristãos e justamente são reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor (18).

          Ademais, dentre os elementos ou bens com que, tomados em conjunto, a própria Igreja é edificada e vivificada, alguns e até muitos e muito importantes podem existir fora do âmbito da Igreja católica: a palavra de Deus escrita, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade e outros dons interiores do Espírito Santo e elementos visíveis. Tudo isso, que de Cristo provém e a Cristo conduz, pertence por direito à única Igreja de Cristo.

          Também não poucas acções sagradas da religião cristã são celebradas entre os nossos irmãos separados. Por vários modos, conforme a condição de cada Igreja ou Comunidade, estas acções podem realmente produzir a vida da graça. Devem mesmo ser tidas como aptas para abrir a porta à comunhão da salvação.

          Por isso, as Igrejas (19) e Comunidades separadas, embora creiamos que tenham defeitos, de forma alguma estão despojadas de sentido e de significação no mistério da salvação. Pois o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como de meios de salvação cuja virtude deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja católica.

          Contudo, os irmãos separados, quer os indivíduos quer as suas Comunidades e Igrejas, não gozam daquela unidade que Jesus quis prodigalizar a todos os que regenerou e convivificou num só corpo e numa vida nova e que a Sagrada Escritura e a venerável Tradição da Igreja professam. Porque só pela Igreja católica de Cristo, que é o meio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios salutares. Cremos também que o Senhor confiou todos os bens da nova Aliança ao único colégio apostólico, a cuja testa está Pedro, com o fim de constituir na terra um só corpo de Cristo. É necessário que a ele se incorporem plenamente todos os que de alguma forma pertencem ao Povo de Deus. Este Povo, durante a peregrinação terrena, ainda que sujeito ao pecado nos seus membros, cresce incessantemente em Cristo. É conduzido suavemente por Deus, segundo os Seus misteriosos desígnios, até que chegue, alegre, à total plenitude da glória eterna na celeste Jerusalém.”

          • Luiz Antônio Pereira

            No meu entender, por ser o Concílio Vaticano II sem caráter infalível em seus documentos, cabe opiniões, ainda mais em se tratando de ecumenismo, algo um tanto quanto controverso pela autonomia que muitas comunidades e leigos, e mesmos sacerdotes “progressistas” adotam, afastando as ações da verdadeira comunhão com a Igreja. Daí para o relativismo religioso, basta um passo.

          • Padre Orlando Henriques

            Caro Fabão, Deus o abençoe!
            Na verdade, não estamos assim tão em desacordo: posso ter percebido mal o documento ou a sua ideia, mas parece-me que ambos concordamos que o autêntico ecumenismo é aquele que procura reintegrar os cristãos única Igreja de Cristo, isto é, a Igreja Católica. Já que nas outras, como diz o nº citado, a comunhão com a Igreja Católica não é perfeita: “estão numa certa comunhão, embora não perfeita, com a Igreja católica”. Portanto, parece-me claro que, segundo a “Unitatis redintegratio”, a Igreja Católica é que continua a ser a referência, o ponto de partida de onde saíram os separados e o ponto de chegada a onde é preciso que eles voltem.

            Mas, sim, a verdade é que, para além do que a Igreja diz, há quem entenda as coisas de muitas outras maneiras diferentes, embora, como diz o Fabão (e bem!) “não há que se ter várias opiniões a respeito de Ecumenismo” (do mesmo modo que também não há que se ter várias opiniões a respeito de tantas outras coisas na Igreja e, no entanto, sabemos o que para aí vai de “make yourself” religioso).

            A “Unitatis redintegratio”, no nº citado, diz sim, que a Igreja é única MAS que houve cisões e que os que se separaram não estão em plena comunhão com a Igreja Católica. Portanto, parece-me que continua salvaguardado o princípio segundo o qual a Igreja Católica é o ramo principal do qual as outras comunidades se separam (NÃO é “mais uma” igreja, em pé de igualdade com as outras, como pretendia o meu professor de Eclesiologia e Ecumenismo) e que o esforço ecuménico deve ser no sentido de esses irmãos separados voltarem à Igreja Católica.

  • Rafael

    Em 2017 a Igreja Católica celebrará os 500 anos da Reforma com os Luteranos(http://www.news.va/pt/news/os-preparativos-para-a-celebracao-ecumenica-dos-50).
    Não seria inconveniente fazer artigos tipo este? Entendi que é pra esquecer essas rixas antigas…

  • Mário

    A última dos protestantes:

    “Papa Francisco recebeu de Deus a mesma missão de Lutero, ou seja: Edificar a sua igreja.”

    Que cegueira espiritual, meu Deus!

    Jesus, dê discernimento a esse povo.

  • Marjory

    Adorei o post!Parabéns, pelo trabalho!
    Deus abençoe cada vez mais a obra!

  • Danilo Viana

    Boa noite, irmãos do O catequista, primeiramente Deus abençoe vocês e que Nossa Mãezinha os acolha no seu manto sagrado. Ótimo post, muito esses dados históricos sobre um tema “tão atual”, que é a liberdade de expressão. Que vocês continuem assim, ajudando a muitos que não conseguem enxergar a verdade. Paz e Bem

  • André O. Mazzoli

    Boa tarde irmãos!
    Pax Domini!

    Esse post deveria chegar até o Papa Francisco. Algumas de suas atitudes geram incertezas, dúvidas e até mesmo medo quanto ao caminho que a Santa Igreja está cursando. Além de participar dos 500 anos da “reforma” protestante em 2017, ontem o Papa recebeu no Vaticano um grupo de luteranos e permitiu que uma imagem de Lutero fosse exposta na Sala Paulo VI (http://br.radiovaticana.va/news/2016/10/13/papa_aos_luteranos_juntos_testemunhamos_a_miseric%C3%B3rdia_de_d/1264871).
    Muito triste!

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>