O que Constantino tem a ver com Cânon da Bíblia? Neca-di-pitibiriba!

monalisa

O que você acharia de um sujeito que, após ver os filmes do Rambo, se pusesse a comentar a Guerra do Vietnã como um estudioso verdadeiramente entendido? Patético, não? Pois assim são certos leitores de Dan Brown: só porque leram um de seus livros de ficção, já se consideram profundos conhecedores da história da Igreja!

E são essas crianças iludidas e presunçosas que ficam espalhando por aí que o imperador Constantino retirou textos da Bíblia durante o Concílio de Niceia. Isso é LENDA! Para desmentir de vez essa história, pedimos mais uma vez a ajuda do historiador Julio Cesar Chaves.

O QUE CONSTANTINO TEM A VER COM O CÂNON E A BÍBLIA?

Por: Julio Cesar Chaves

O imperador romano Constantino é sem dúvida um dos mais importantes personagens da história do cristianismo. Ele não foi clérigo, nem teólogo ou santo, mas seu governo e suas ações foram de fundamental importância para o fim das perseguições aos cristãos no início do séc. IV (confira o post sobre o Edito de Milão).

Mas, se por um lado, a Igreja deixou de ser perseguida, por outro, teve de passar a conviver  com as tentativas de ingerência imperial nos assuntos eclesiásticos, doutrinais e dogmáticos. Essas tentativas de ingerência foram praticadas tanto por Constantino quanto por seus sucessores, mas raramente aceitas pelas autoridades da Igreja, o que chegou, inclusive, a causar o exílio de bispos (Atanásio de Alexandria, por exemplo, não arredou pé e foi exilado 5 vezes, por 5 imperadores diferentes).

E é isso que muitas vezes causa confusão na cabeça das pessoas, que acabam achando que por conta dessas ingerências, a influência do poder temporal no poder espiritual foi maior do que é contado pela “história oficial”.

Voltando a Constantino, sua importância para a história do cristianismo é tão grande que muita gente acaba lhe atribuindo atos e interferências em assuntos eclesiásticos que ele nunca praticou. O melhor exemplo disso é a lenda segundo a qual ele seria o verdadeiro responsável pela definição do Cânon bíblico (livros que compõem a Bíblia), tendo retirado e incluído os livros que bem entendesse na Bíblia. Mais do que isso, esse ato teria sido praticado no Concílio de Niceia (no ano de 325), um dos momentos mais importantes e representativos da História da Igreja.

constantino_biblia

Confesso não saber a origem dessa lenda, mas ela certamente ganhou popularidade e passou a ser parte do senso comum depois do sucesso de “O Código da Vinci“, de Dan Brown (2003). Na era da Internet e das redes sociais, é comum ver gente divulgando essa informação falsa por aí, e pior, com ares de cientificidade e cheios da verdade, usando como “fonte” o próprio Dan Brown.

É verdade que Constantino teve um papel importante no Concílio de Niceia, mas muito mais na sua convocação do que no seu desenvolvimento e nas suas decisões. Mas o mais importante no tocante a essa questão do Cânon é que o Concílio de Niceia simplesmente não discutiu nem proclamou nada em relação a isso. Voltaremos a essa questão mais adiante.

Por hora, discutamos a convocação do Concílio de Niceia. É necessário entender a discussão teológica que o gerou. No início do séc. IV, um popular presbítero chamado Ário começou a proclamar em Alexandria a heresia de que Jesus era uma criatura; a mais excelsa das criaturas, criada antes do tempo e por meio da qual todo o resto teria sido criado, mas mesmo assim, uma criatura.

Com o tempo, as ideias de Ário se popularizaram e se espalharam por toda a cristandade, que, na época em questão, praticamente coincidia com o Império Romano (quem quiser saber mais sobre o arianismo, clique aqui).

E o imperador da época era exatamente Constantino. Para Constantino, a unidade do cristianismo e da Igreja coincidiam com a unidade de seu império. Com o Edito de Milão e o fim das perseguições, o cristianismo tornou-se gradualmente a religião majoritária do Império Romano e uma divisão entre os cristãos poderia acarretar numa divisão política. Por isso, Constantino tentou se envolver na discussão, enviando seu teólogo pessoal, Osius, bispo de Córdoba, para Alexandria, foco do arianismo.

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Constantino e os bispos no Concílio de Niceia

A tentativa de conciliação em questão não deu certo, então, Constantino decidiu convocar aquilo que seria o primeiro Concílio Ecumênico da história da Igreja, o Concílio de Niceia, em 325. Osius de Córdoba teve um papel fundamental no Concílio, mas isso foi o mais perto que Constantino esteve de participar ativa e efetivamente do evento.

Posto isso, voltemos à questão do Cânon. A principal discussão do Concílio de Niceia não visava, nem de longe, a questão do Cânon, mas a divindade de Cristo e a maneira como ela deveria ser expressa dogmaticamente. Nem nas discussões adjacentes do Concílio, a questão do Cânon foi abordada.

Foram discutidas questões relativas às estruturas eclesiásticas, à dignidade do clero, readmissão de cismáticos e hereges arrependidos, e prescrições litúrgicas, por exemplo. Não houve absolutamente NENHUMA DISCUSSÃO SOBRE O CÂNON.

Vocês podem verificar por si mesmo esses fatos. Quem quiser conferir o Símbolo do Concílio de Niceia em português e o conteúdo de cada um dos assuntos discutidos, pode dar uma olhadinha no Wikipedia clicando aqui. Quem quiser olhar uma fonte menos acessível, porém mais confiável, pode consultar manuais de Patrologia (eu indico o do Altaner & Stuiber ou o do Drobner; sempre uso ambos nas minhas aulas).

A lenda que diz que Constantino seria o verdadeiro definidor do Cânon, portanto, simplesmente não procede. Constantino foi muito importante para a história do cristianismo, sem dúvida. Mas no Cânon e em assuntos dogmáticos ele nunca tocou.

Mas como o Cânon foi definido? Porque alguns livros foram incluídos na Bíblia e outros não? O que são “apócrifos”? Esse é um assunto para o próximo post. Aguardem!

julio_chavesJulio Cesar Chaves é historiador especializado em cristianismo antigo e doutorando em Ciências das Religiões pela Université de Laval. Ele escreve no blog Apocrypha Gnostica. Para visualizar seu Currículo Lattes, clique aqui.

28 comments to O que Constantino tem a ver com Cânon da Bíblia? Neca-di-pitibiriba!

  • É triste ver as pessoas acharem que os livros e os filmes do Dan Brown vão influenciar suas crenças. Mais ainda quando são pessoas ‘firmes’ na fé e deixam realmente isso afetar. Seria bom que pesquisassem tanto quanto veem filmes.

  • Padre Dirceu

    Muito bom o texto. Indico um livro que trata dessa questão mostrando por exemplo o que pode ter originado essa lenda de Constantino: Código da Vinci e o cristianismo dos primeiros séculos (O)- http://www.paulinas.org.br/loja/?system=produtos&action=detalhes&produto=510440
    Grande abraço.

    • Eduardo Araújo

      Padre Dirceu, a sua benção.

      Permita-me interpor algumas restrições à sua gentil indicação.

      O autor do livro indicado, Pedro Vasconcellos, faz boa história, quase sempre, nessa obra, porém parece encantado pela “teologia da libertação”. Isso é o que pude extrair das palavras conclusivas do texto, quando ele tenta explicar o anticatolicismo de Brown com evocações às surradas fórmulas marxistas de opressor X oprimido, elite dominante, de poderosos, contra uma masse de dominados.

      Inclusive – o que me causou uma boa perplexidade – essa puxadinha pela TL talvez tenha motivado o autor a mencionar – de um modo muito deselegante, sem citar o nome – o falecido frei Estêvão Bittencourt, ridicularizando o fato do frade – um dos maiores intelectuais católicos deste país – ter prefaciado o livro “A Verdade por Trás de O Código da Vinci”, de Richard Abanes (também não citado nominalmente). Certamente, o livro de Abanes contém erros, mas são uma parca minoria diante da ótima refutação desse autor à obra de Dan Brown.

      Infelizmente, o Pedro Vasconcellos se insere “com louvor” na linha editorial das Paulinas, e digo isso não como um elogio. A editora tem publicado obras bem questionáveis, do ponto de vista católico, como livros do historiador sedizente cristão John Dominic Crossan. Ora, Crossan, vejam só, é um dos luminares do grupo autointitulado “Jesus Seminar” que se reúne para decidir (!!!) o que é verdade e o que é não é no Evangelho. E passa pouquíssima coisa pelo crivo desses petulantes, que, aliás, foram, sem dúvida, uma inspiração adicional para as baboseiras de Dan Brown.

      De resto, no nosso país, há alguns livros refutando o “O Código da Vinci”, de autores protestantes, mas dois católicos sobressaem-se:

      “O Código da Vinci – Mentira e Falsificação”, de Gustavo Antônio e Luís Sérgio Solimeo (Art Press):
      http://www.ecclesiae.com.br/index.php?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=915&category_id=259&keyword=vinci&option=com_virtuemart&Itemid=53

      “A Fraude da Vinci”, de Mark Shea e Edward Sri (Quadrante):
      http://www.ecclesiae.com.br/index.php?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=2798&category_id=219&keyword=vinci&option=com_virtuemart&Itemid=53

  • Sobre o post, tenho me irritado muito com minha professora de Literatura Medieval que fala da Inquisição, Santo Graal e outras coisas da época. O próprio Dan Brown trata desses temas no “livro” dele. Dá vontade de meter a voadora nela! Fala da Igreja como se fosse malévola. Aff…

  • Sidnei

    Tenho até pena do Imperador Constantino, ele é pau para toda obra: foi ele quem introduziu a crença de que JESUS é DEUS (Testemunhas de Jeová); foi ele quem introduziu a imortalidade da alma (Testemunhas de Jeová e Adventistas), foi ele quem obrigou os cristãos a guardarem o domingo em vez do sábado (Adventistas), foi ele quem renegou a crença da reencarnação (espiritas), foi ele que introduziu a cruz como símbolo cristão, uma vez que JESUS morreu em um estaca e não em uma cruz (de novo os Testemunhas de Jeová), foi ele quem fundou a Igreja Católica com Papa, sacramentos e tudo (protestantes em geral), foi ele quem definiu o cânon das Sagradas Escrituras (abobados das ideias em geral), ou seja, Constantino inventou tudo e mais um pouco, este pessoal tem um criatividade que se fosse para gastar o tempo em dizer bobagens fariam um bem imenso a humanidade.

  • Marcio Monteiro

    Parabéns ao pessoal de “O Catequista”, pois ter um brilhante professor de história reforçando a equipe, é muito bom! Espero que o Professor Julio Cesar Chaves apareça mais vezes por aqui. Parabéns também ao senhor Professor Julio!

    Marcio Monteiro

  • Padre Orlando Henriques

    Se Dan Brown já é mau, então imaginem um Dan Brown “rafeiro”, isto é, alguém que pretende imitar o mesmo tipo de romances mas mais “rasca”: cá em Portugal nós temos, é o jornalista José Rodrigues dos Santos, um dos principais pivot’s do telejornal da RTP 1. Li um romance dele em que a Bíblia era “um grande volume” imediatamente posto de parte; por outro lado, os livros das chamadas “sabedorias orientais” eram aceites dogmaticamente.

    É certo que ficção é apenas isso mesmo, ficção; mas não sejamos ingénuos: mesmo a ficção pretende, muitas vezes transmitir uma ideologia! Lá porque é ficção não quer dizer que seja simples intertenimento, há que saber ler e perceber que, mesmo usando uma história de ficção, o autor está a transmitir o julgamento (positivo opu negativo) das realidades que aborda e a fazer passar a sua ideia (boa ou má), procurando moldar os leitores (e os menos informados são uns patinhos a cair nesses laços).

  • Padre Orlando Henriques

    Achei interessante quando o Júlio César diz: “se por um lado, a Igreja deixou de ser perseguida, por outro, teve de passar a conviver com as tentativas de ingerência imperial nos assuntos eclesiásticos, doutrinais e dogmáticos”.
    É isso que toda a gente esquece! “Ah, e tal, a Igreja era favorecida pelo Estado…”, dizem eles. Não, a Igreja não era favorecida: a Igreja estava mas era prisioneira do poder político, que se servia dela para se afirmar e dominar: regalismo, cesaro-papismo e outras perversidades.

  • Padre Orlando Henriques

    As Testemunhas de Jeová, ao que me parece, não passam de uma re-edição (e ainda por cima muito chata) do arianismo. Para eles Jesus é cristura, é simples homem, e não Deus. “O maior homem da história”, dizem os panfletos ordinários que eles distribuem… Mas apenas isso: homem, e não Deus. E depois ainda há quem me venha dizer que eles estudam a Bíblia…

  • E como tem gente incauta assim para acreditar em certas lendas e tomá-las como verdadeiras. Já ouvi gente lançando uma série de ataques à Igreja por terem assistido ao filme, O Poço e o pêndulo e depois saem por aí criticando o Blood Money… Pode algo assim???

  • Marjory

    Gente vocês são paranormais! Podem ir pro “Dormindo Legal”, ops… Domingo Legal! Estão adivinhando meus estudos, kkk!Muito bom o post! Tava lendo sobre isto desde a semana passada =)
    Sobre Constantino, li que muitos pessoas optavam por se batizar no final da vida, pra que se purificassem do pecado. Não sei se Constantino fez isso de fato, mas no livro ele se batiza no leito de morte, apenas por uma questão política, não sei se vocês se recordam.
    Não suporto esse Dan Brown e suas idiotices, infelizmente, muita gente vai nessa surfando nessa onda de bobagens…
    Caríssimos, queria solicitar uns post sobre a Doutrina das Almas do Purgatório. Eu PRECISO urgentemente de esclarecimentos na área…
    Paz e bem!

  • Os Testemunhas de Jeová, citados pelo padre Orlando, dizem que Jesus é o arcanjo Miguel que se encarnou e além disso, possuem uma Bíblia totalmente deformada e mutilada. Um exemplo disso são os seguintes versículos de Mateus 26, 26-28: “Ao continuarem a comer, Jesus tomou um pão,+ e, depois de proferir uma bênção, partiu-o,+ e, dando-o aos discípulos, disse: “Tomai, comei. Isto significa* meu corpo.”+ 27 Tomou também um copo,+ e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: “Bebei dele, todos vós;+ 28 pois isto significa+ meu ‘sangue+ do pacto’,+ que há de ser derramado em benefício de muitos,+ para o perdão de pecados”.

  • Padre Orlando Henriques, e a todos que leram o post e também assistiram o filme ou leram o livro, (eu não li o livro, só assisti aos filmes ) tenho uma opinião, pode ser ela meio furada, mas do que li, creio que toda esta mística do Constantino vem da gnose, pois pela gnose é que se passa toda esta parafernalha que se espalha, é a gnose que trabalha sob toda esta temática, e a gnose advém da maçonaria, aliás, a maçonaria a usa como instrumento para atrair os católicos bobos, depois, os põe diretamente a rezar pro diabo.

    • Marcos

      A “questão Constantino” não é nova entre os hereges. Observa-se nesses, a partir do século IV, acusações culposas a Constantino, bem como ao papa Silvestre I, pela “corrupção” da Igreja. Para eles, a doação, as riquezas e poder dado pelo imperador, teriam a transformada na meretriz do Apocalipse.

      Arrisco a dizer que a acusação não é pura e simples. Possivelmente vêm duma visão “espiritual” da Igreja. Uma Igreja despojada, pobre, igualitária, perseguida, sem cerimônias, simplória, aquiescente. Uma visão gnóstica! Logo, a aceitação de riquezas e poder social envolveria cooptação com o mundo material, sendo esse, incompatível com o ideário gnóstico.

      Essa visão sublima o passado remoto, na busca de encontrar a verdadeira e fiel “Igreja Primitiva”. Os “primeiros”. Ao mesmo tempo um futuro escatológico distante em que a realização dessa “Igreja” será plena e perfeita.

      • Leniéverson

        Marcos, o Papa Silvestre foi, digamos, responsável pela conversão inicialmente da Mãe dele, como se sabe Santa Helena, depois do próprio Constantino, que veio a receber o Batismo em 313 d.C.
        Há uma informação nesse site (http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=401), da qual citarei um trechinho.
        “Conta o historiador Eusébio da Cesareia que o general Constantino, filho da Santa Helena, era pagão mas respeitava os cristãos. E que tendo que apresentar uma terrível batalha contra o perseguidor Magêncio, chefe de Roma, o ano 311, a noite anterior à batalha teve um sonho no qual viu uma cruz luminosa nos ares e ouviu uma voz que lhe dizia: “Com este sinal vencerá”, e que ao começar a batalha mandou colocar a cruz em várias bandeiras dos batalhões e que exclamou: “Confio em Cristo em quem minha mãe Helena crê”. E a vitória foi total, e Constantino chegou a ser Imperador e decretou a liberdade para os cristãos, que por três séculos vinham sendo muito perseguidos pelos governantes pagãos.

        Escritores extremamente antigos como Rufino, Zozemeno, São Crisóstomo e Santo Ambrósio, contam que Santa Helena, a mãe do imperador, pediu permissão a seu filho Constantino para ir procurar em Jerusalém a cruz na qual morreu Jesus. Depois de muitas e muito profundas escavações se encontraram três cruzes. Como não se podia distinguir qual era a cruz de Jesus, levaram a uma mulher agonizante. Ao tocá-la com a primeira cruz, a doente se agravou, ao tocá-la com a segunda, ficou igualmente doente do que estava antes, mas ao tocar a terceira cruz, a doente recuperou instantaneamente a saúde.
        Foi assim que Santa Helena, e o bispo de Jerusalém, Macário, e milhares de devotos levaram a cruz em piedosa procissão pelas ruas de Jerusalém. E que pelo caminho encontraram com uma mulher viúva que levava a seu filho morto a enterrar e que aproximaram a Santa Cruz ao morto e este ressuscitou.” Abs.

  • Cintia

    Salve Maria!
    Vocês não farão nenhum post a respeito do encontro do Papa Francisco com o MST?

  • Paulo

    Gente, sobre o cânone bíblico há muito do que se falar (Código Muratori do século II, Sínodo de Roma de 382, Concílio de Cartago de 397, etc), mas, nada, nadica mesmo sobre a participação de Constantino…

    Concordo que ele teve um papel fundamental para adorarmos a Trindade Santa hoje em dia e não um Júpiter, Marte ou outra divindade pagã romana…

    Porém, ele como imperador romano, nos assuntos do mundo romano, agiu como um imperador romano em muitos sentidos, chegando até a mandar matar seu cunhado, sua esposa e seu próprio filho…

    Na narrativa “A Vida de Constantino” Eusébio de Cesaréia atenuou muito do “dark side” do imperador. Eusébio, mesmo sendo simpatizante e amigo de Ário, votou a favor do Credo Niceno em Nicéia e se tornou amigo de Constantino.

    No entanto, não consigo imaginar a alegria/gratidão dos bispos cristãos que foram à Nicéia serem recebidos pelo imperador romano pouco mais de 20 anos depois da grande e cruel perseguição que Diocleciano infligiu à Cristandade.

  • Andresa

    Como sempre, ótimo post! Como sabem, hoje a Igreja celebra a apresentação de Nossa Senhora, fui à missa e na homilia o padre explicou que há algumas coisas a respeito de Maria que a Igreja celebra e que não estão no Cânon da Bíblia, mas em outros livros, além de acontecimentos místicos como aparições. Depois da missa, perguntei a ele mais a respeito do porque considerar esses livros para fins dogmáticos se foram considerados não inspirados por Deus ao longo dos séculos? Ele me explicou que fatos históricos como os que dizem respeito a Maria, Joaquim, Ana, ajudam a compreender a graça concebida a essas pessoas no projeto do Pai e que tais fatos não são necessários para a salvação em si, mas auxiliam bastante no entendimento. Mesmo com essas explicações, ainda não encontrei uma certa coerência quanto a isso e gostaria muito que vocês falassem a respeito, seria ótimo. De já, obrigada. Paz e bem!

  • Michel

    Oi,eu não entendi muito bem…. varias fontes afirmam que o concilio de Niceia tratou sobre cânon bíblico.

  • Adriano Matos

    Boa tarde, pessoal!
    Eu estava vendo um conjunto de arquivos que seriam os apócrifos e uma introdução de estudo falando exatamente dessa questão de Constantino.
    https://drive.google.com/folderview?usp=sharing&id=0By5krRhBSK5zSmxTakowMENneEk&ddrp=1#

    O arquivo em questão é o “2 – Um breve Resumo”.
    Ele conta a “história” do concílio de Niceia…

  • orlando viana

    Na real o Constantino atuou da seguinte forma simplíssima mas importante aos cristãos.

    Considerando que o povo era perseguido por sua filosofia de vida, eram jogadas aos jogos de lazer daquele povo, e Constantino ao compreender que aquelas pessoas se entregavam ao seu DEUS em momentos de tremenda pressão e dor diante dos gladiadores e animais ferozes, ao ver eles resilentes ao Criador, se surpreendeu e usou da uma tática para tirar proveito para si, Identificou o seguinte: se este povo morre por seu Deus, se eu os pegar como meus soldados terei os melhores lutadores em minhas guerras para dominio patrimonial territorial que desejo assim obter de sucesso. e Dito e feito ele muçulmano se reuniu como um Rei que era ao Clero Romano e ao Políticos, e ofertou algo especial a eles, em troca que eles dessem estas pessoas como seus soldados ele se tornaria CRISTÃO e assim concretizou e pararam de assassinar o povo de Cristo. daí por diante ele venceu todas as guerras com seus soldados, como a história comprova, até mesmo com menos numero de soldados do seu lado. CLARO o povo perseguido viu que eles poderiam terem seus familiares protegidos alimentados e portanto salvo a família e o Pai Militar por assim dizer, com isto tudo foi solucionado e ele conseguiu superar tudo e trazer mais adiante o Cristo que na real a casa era de Pedro. Mas eu pensei, porque quando trouxeram cristo que o Constantino Sugeriu aos Cristãos, não ficou IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA CRISTÃ ROMANA? Não alteraram a razão social. mas não importa o que interessa que doravante os Cristãos foram agregados ao Vaticano a Casa de Pedro. Vivaa este avatar que veio trazer o AMOR aos seres humanos e RESGATAR a MULHER COMO PRIMAZIA DA SUA MISSÃO. gratidão gratidão gratidão.

  • ANTES DE CONSTANTINO NASCER O NOME DA IGREJA CATÓLICA JÁ ESTAVA DOCUMENTADO MAS DE 140 VEZES PELOS PADRES DA IGREJA
    SUCESSÃO DOS BISPOS DE ROMA ANTES DE CONSTANTINO
    https://www.youtube.com/watch?v=1MiwSETOMCo

  • São Justino Mártir (110-165)
    O Governo único de Deus
    http://logoslibrary.org/justin/government/1.html

    “Para os homens de gerações anteriores, que instituiu ritos privados e públicos em honra de, como eram mais poderosos, causou o esquecimento da FÉ CATÓLICA para tomar posse de sua posteridade…”

    http://www.newadvent.org/fathers/0130.htm
    Logos Virtual Library: Saint Justin Martyr: On the Sole Government of God, 1
    Although human nature at first received a union of intelligence and safety to discern the truth, and the worship due to the one Lord of all, yet envy, insinuating the excellence of human greatness, turned men away to the making of idols; and this superstitious custom, after continuing for a long per…
    logoslibrary.org
    Logos Virtual Library: Saint Justin Martyr: On the Sole Government of God, 1
    Although human nature at first received a union of intelligence and safety to discern the truth, and the worship due to the one Lord of all, yet envy, insinuating the excellence of human greatness, turned men away to the making of idols; and this superstitious custom, after continuing for a long per…
    logoslibrary.org

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