ALERTA ao povo católico: projeto de reforma do sistema eleitoral é armadilha!

armadilha

Atenção, povo católico: se na sua paróquia lhe entregarem um formulário para que você preencha, dando apoio à reforma política do sistema eleitoral brasileiro, NÃO ASSINE!!! É uma armadilha golpista! Se você assinar, estará cegamente ajudando a abrir caminho para uma ditadura obtida por meio eleitoral, como seu deu na Alemanha de Hitler e na Venezuela de Chávez.

A CNBB está colhendo assinaturas em favor deste projeto em todas as paróquias do Brasil e muitos bons bispos e sacerdotes estão embarcando ingenuamente nessa canoa furada. O projeto tem um profundo viés antidemocrático. Nós, de O Catequista, respeitamos a CNBB e a reconhecemos como uma entidade séria e necessária à nossa Igreja. Mas seus colaboradores podem errar como todos nós. Assim, publicamos agora um alerta para que todos entendam o que há por trás dessa proposta de reforma política.

O projeto em questão prevê o financiamento das campanhas com o dinheiro do povo; sim, esse mesmo dinheiro público que mal dá para nos garantir saúde, educação e segurança, além de entrar no mérito das discussões de “gênero” e do pernicioso voto em “lista fechada”.  Tudo de acordo com a vontade do partido atualmente no poder.

Pode sair algo de bom para o povo cristão da parte desse partido?

E mais: a rede de apoio ao projeto de lei inclui entidades como o MST, a Via Campesina, a UNE, o Grupo Gay da Bahia (GGB), a Associação Brasileira de Lésbicas e a Associação de Transgêneros (ABGLT). Desde quando os interesses dos cristãos se harmonizam com os desses grupos? Diga-me com quem andas, e te direi quem és!

Recentemente, nos Estados Unidos, os bispos católicos se deixaram hipnotizar pelo canto da sereia do presidente Obama, e agora estão arrependidos, chorando as pitangas sobre o ObamaCare (saiba mais aqui). No Brasil, estamos indo pelo mesmo caminho.

Amigos, fica a dica: se te derem esse formulário, dê um matrix no seu quadrado e caia fora!

matrix

A seguir, leiam e ajudem a divulgar o texto do Dr. Paulo Vasconcelos Jacobina, que explica muito bem o problema (grifos nossos).

*****

Por: Paulo Vasconcelos Jacobina, Procurador Regional da República, Mestre em Direito Econômico

Em um artigo recentemente publicado, e disponível na internet, um procurador regional eleitoral trata do “abuso do poder religioso”, e propõe a necessidade de “desincompatibilização” de ministros religiosos que venham a candidatar-se a cargos públicos. O procurador faz uma analogia entre, por um lado, a necessidade de reprimir o abuso do poder político, econômico e mesmo sindical para a lisura das eleições, a fim de evitar constrangimentos intoleráveis à liberdade dos eleitores, e, por outro, determinados abusos que são cometidos por líderes religiosos e seitas, que se valem do carisma pessoal e do apelo ao sobrenatural para promover seus candidatos junto a fiéis não somente pouco esclarecidos como espiritualmente desarmados em razão da ascendência natural que líderes religiosos têm sobre seus seguidores.

De fato, há notícias, nos corredores do Ministério Público Eleitoral, de candidatos que se apresentam em templos religiosos com desrespeito a limitações de prazo e lugar para campanhas eleitorais, em meio a névoas artificiais e luzes feéricas, e são apresentados aos fiéis como verdadeiros “enviados de Deus” em quem todos devem votar, supostamente por ordem dos céus.

Como católico, não pude deixar de alegrar-me por acreditar que a Igreja Católica não age assim. Como membro do Ministério Público, tenho um impedimento constitucional para a vida partidária, e sei que há um impedimento um tanto similar para os sacerdotes católicos no Código Canônico. Documentos magisteriais como a Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” consagram a distinção entre as realidades temporais, cuja ordenação cabe legitimamente aos leigos, mormente naquilo que está no âmbito do opinável, e as questões de fé e de moral, as quais todo leigo deve submeter ao juízo da Igreja. Não se pode deixar de louvar a sabedoria do Magistério católico – que promove a distinção das esferas sem separá-las – ao reconhecer que a vida temporal tem uma legítima autonomia que impede que o sacerdócio católico se transforme numa casta teocrática através do mundo. A Igreja deve ser a casa de todos os católicos que abraçam alguma dentre as diversas opções ideológicas possíveis, daquelas que legitimamente se apresentam nas diversas sociedades e culturas. É o que ensina a Nota Doutrinal sobre Algumas Questões Relativas à Participação e Comportamento dos Católicos na Vida Política, publicada pela Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano:

“Não cabe à Igreja formular soluções concretas – e muito menos soluções únicas – para questões temporais, que Deus deixou ao juízo livre e responsável de cada um, embora seja seu direito e dever pronunciar juízos morais sobre realidades temporais, quando a fé ou a lei moral o exijam.”

Foi quando uma pessoa me alertou que as coisas, na prática, poderiam não ser bem assim. Ele me mostrou, na internet, uma proposta de reforma política que está sendo não somente subscrita e divulgada pela CNBB, como promovida positivamente e propagandeada nos corredores eclesiais brasileiros. Procedi às pesquisas e deparei-me com todo o material.

Trata-se de um projeto de lei movido por um pretexto aparentemente bom: a necessidade de reformar o sistema eleitoral brasileiro. Mas é realmente quase impossível discernir por qual motivo as regras procedimentais eleitorais poderiam representar matéria de fé e moral nos termos definidos pela doutrina católica, ou, mesmo necessitando de reforma, continuam como questões estritamente políticas, opináveis, inseridas no âmbito da legítima autonomia das coisas temporais.

É interessante notar que outras cinquenta e oito entidades assinam o projeto de lei junto com a CNBB. Dentre elas, diversas organizações sindicais – a maioria absoluta composta de sindicatos e organizações de servidores públicos federais, outras ainda na qualidade de centrais sindicais ou “movimentos de reivindicação social” notoriamente ligadas a partidos de esquerda, algumas autarquias federais que são entidades de classe e, como outro grupo muito representativo, associações de gays, lésbicas e transgêneros das quais pude distinguir a GGB – Grupo Gay da Bahia, a ABGLT, a Associação Brasileira de Lésbicas e a Associação de Transgêneros. Algumas entidades identificam-se como evangélicas e outras como associações católicas de laicato e de pastorais sociais.

Três tópicos me chamaram a atenção, e são destacados inclusive por chamadas capitulares no sítio eletrônico: a defesa da “paridade de gênero” na lista eleitoral, com um artigo no próprio projeto que dirige “recursos financeiros extraordinários” para “segmentos sociais sub-representados” (art. 18, § 2º da proposta), a proibição da participação das empresas privadas (pessoas jurídicas) no financiamento de campanhas e o estabelecimento de “listas fechadas” para as eleições proporcionais do legislativo.

São três propostas que, coincidentemente ou não, refletem diretrizes partidárias do partido político que está no governo federal, atualmente. Têm consequências graves no processo eleitoral – não necessariamente no seu aperfeiçoamento – e representam, na questão do gênero, uma frontal desatenção ao Magistério moral da Igreja em matéria de vida familiar e sexual. Além, é claro, de embutirem um profundo viés antidemocrático, ao menos na visão de alguns juristas sérios – e circunstancialmente católicos, embora não filiados às ONGs e militantes multicores que circundam o logo da CNBB no referido sítio. Há outras propostas de reforma política, e não há justificativa junto à fé católica para que justamente esta receba o beneplácito da CNBB.

Tome-se a questão da lista fechada. Há uma outra proposta de reforma, abraçada por outros partidos de viés menos esquerdista mas igualmente lícitos aos católicos, que defendem o voto distrital ou distrital misto. Pessoalmente, não consigo entender qual a razão de crer, como propõe este projeto, que a manutenção do quociente partidário combinado com uma lista de candidatos imposta pelo partido possa ser um progresso político. Lutamos outrora pelas “diretas já”, e agora somos levados a acreditar que precisamos de mais eleições indiretas. Sabe-se lá por que a CNBB resolveu chancelar uma dentre as diversas opções eleitorais lícitas aos leigos.

Quanto à promoção da “paridade de gêneros” e do incentivo financeiro extra para “segmentos sociais sub-representados”, esconde outra armadilha antidemocrática: trata-se de comparar o resultado das eleições com os dados estatísticos do IBGE sobre a população, para dar mais dinheiro aos candidatos que representem facções sociais cuja representação no legislativo seja menor que sua população censitária. Isto embute a ideia de que quando um eleitor está votando em alguém que não pertence ao seu próprio “grupo populacional” e ideológico, ele está votando mal, e ferindo a democracia. Se, digamos, alguém se identifica como homossexual perante o IBGE, o projeto de lei presume que ele deve votar em homossexuais, para que seu “número populacional” se reflita no número de políticos eleitos. Se não o faz, o estado deve liberar mais dinheiro para os candidatos gays na eleição seguinte, para restabelecer a “representatividade”. Ora, se é assim, então a representatividade não decorreria mais dos votos, mas do censo. A eleição deveria apenas chancelar o censo populacional, creem os autores deste projeto. Esta noção parece muito com propostas fascistas e corporativas da primeira metade do século XX. Nega que, por exemplo, os fiéis católicos eventualmente identificados como homossexuais possam livremente ter escolhido um candidato que defende a família tradicional, e não um ativista GLS.

O financiamento de campanhas por pessoas jurídicas foi banido, o que corresponde a um consenso que está sendo violentamente imposto pelos acadêmicos de esquerda, pelo partido atualmente no poder e pela imprensa com ele comprometida, que transforma os empresários, que são responsáveis pelo recolhimento da maior parte dos impostos que serão retirados da saúde e educação para financiar políticos e suas campanhas, em párias eleitorais.

Estabeleceu-se contra o setor privado a presunção absoluta de que somente colocam recursos privados em campanhas para locupletar-se ilicitamente. Ora, ao retirar sua legitimidade para influir nas eleições em busca de seus eventuais legítimos interesses políticos, o projeto colabora para que o setor privado não possa contribuir para a retirada do poder de algum grupo que ali se abolete através de demagogia e oprima o setor privado com medidas ditatoriais e se retroalimente dos próprios recursos públicos e dos “movimentos sociais” (corporativos e sexuais) para se perpetuar ali sem que o setor produtivo possa legitimamente organizar-se no sentido da alternância democrática de poder. O caminho para uma ditadura obtida por meio eleitoral, como a que ocorreu na Alemanha de Hitler – que chegou ao poder pelo voto popular – ou na Venezuela de Hugo Chávez, onde a Igreja séria sofre sob a opressão estatal após o setor privado ter sido exaurido pelo poder do partido hegemônico. Quem financiará eventuais adversários aos majoritários ocupantes do Estado em dado momento? Pelo projeto, ninguém o poderá.

Há conversas de que a CNBB colherá assinaturas em favor deste projeto em todas as paróquias do Brasil. Muitos fiéis confiantes no presumível bom senso de um órgão como a CNBB assinarão, e certamente não o fariam se conhecessem as companhias e o teor. Talvez, de um modo não tão distante daquelas seitas que usam gelo seco e luzes feéricas para manipular sentimentos religiosos em favor de ambições políticas bem pouco cristãs.

118 comments to ALERTA ao povo católico: projeto de reforma do sistema eleitoral é armadilha!

  • Frei Eduardo

    Por favor, gostaria que me ajudasse a entender melhor. poderia publicar uma analise de cada proposta deste projeto lei apontando o perigo que ha em cada um? Obrigado!

  • Estava colhendo assinatura para este projeto de lei e me chegou uma alerta de paroquiana Barbara que me enviou todo os comentários que considero positivo.
    Envio para a CNBB e outras entidades coligadas para saber o o resultado da analise e parecer dos bispos.

  • Marcelo Rech

    Espera aí um pouquinho, se não confiarmos na CNBB, vamos confiar em quem?
    Os Bispos não são os representantes dos Apóstolos aqui na Terra?
    Do jeito que estão as coisas, vocês acham que não devem mudar?
    Ainda não li o projeto na íntegra, no entanto, será que os Bispos vão dar tiro em seus próprios pés?

    • Marcelo, alguns pontos:

      – há diversas propostas de reforma política sendo apresentados em Brasília, mas a cúpula da CNBB, confiando no parecer de um político socialista (o Rubens Ricúpero), resolveu apoiar justamente o projeto que conta com o apoio de mais de 100 entidades de esquerda, entidades essas que, em sua grande maioria, trabalham fortemente contra os valores da família e do Evangelho;

      – sim, as coisas devem mudar, mas não pra pior. A reforma política é necessária, mas é reformar para fomentar a democracia, e não para colocar o poder ainda mais dos militantes de esquerda;

      – sim, os bispos são nossos representantes aqui na Terra e são autoridades em questões de FÉ E MORAL, não em questões políticas. Jesus não deixou analistas políticos como Apóstolos, deixou, isso sim, pastores de almas. Sobre isso, releia abaixo um trecho deste post (acho que você não leu com a devida atenção) que deixa claro que a CNBB ultrapassou o limite de sua missão, isso de acordo com o que determina a própria Igreja. Nota Doutrinal sobre Algumas Questões Relativas à Participação e Comportamento dos Católicos na Vida Política, publicada pela Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano:

      Não cabe à Igreja formular soluções concretas – e muito menos soluções únicas – para questões temporais, que Deus deixou ao juízo livre e responsável de cada um, embora seja seu direito e dever pronunciar juízos morais sobre realidades temporais, quando a fé ou a lei moral o exijam.”

      – se os bispos dos EUA deram um tiro no próprio pé ao apoiar o ObamaCare – e, de quebra, um tiro no pé de todos os cristãos do país – porque os nossos bispos não poderiam se equivocar no mesmo ponto? Você leu o nosso post sobre esse tema? O Cardeal Dollan assumiu que errou, que foi embromado. Agora já era, Inês é morta;

      – bem diferente do que 99% dos católicos brasileiros imaginam, a decisão da cúpula da CNBB de apoiar esta proposta de reforma (e não qualquer outra das demais propostas de reforma) não foi submetida à consulta de todos os bispos do Brasil, nem ao menos à consulta de um grande números de bispos do Brasil. Foi uma decisão tomada por alguns poucos bispos em parceria com alguns leigos. Infelizmente, como a maioria não sabe direito o que é a CNBB, qual o se papel e como ela funciona, acham que toda e qualquer decisão que ela toma reflete o pensamento da maioria dos bispos do Brasil. Ledo engano.

    • Taí, Marcelo, uma notícia que confirma tudo o que estamos dizendo aqui:

      Bomba! Arcebispo de Salvador diz que reforma encabeçada pela CNBB não tem consenso dos bispos
      http://ocatequista.com.br/archives/15026

      • Janes

        E por falar nesse Dr.Paulo Vasconcelos Jacobina , vocês conhecem a história de sua bonita conversão do espiritismo ao Cristo Todo (ou seja: ao catolicismo) ? Eis aqui: http://www.missaoelyon.com.br/noticias2.asp?codnot=100016

        A conversão do Dr.Paulo mostra o valor e a atualidade da pastoral apologética. Numa época de amplo desprestígio da razão, muita gente tem preguiça de percorrer ponto a ponto cada objeção feita à fé. Acham mais fácil, compor sua “opinião” com frases prontas colhidas do ambiente, do que está mais “em voga”.

        PARADOXO: No tempo em que a apologética estava em alta – antes do concílio – o protagonismo social do leigo – preconizado pelo concílio – era um fato, mesmo aqui no Brasil. Leigos, intelectuais católicos proeminentes como Jaques Maritain, Chesterton, Belock, Jean Guitton e entre nós, Corção, Jackson de Figuereido, Isabel Potenza e muitos outros, eram bem mais influentes (em termos de opinião pública) que muitos bispos.

        Agora com a “era do leigo” cadê aquele leigo ou leiga que vai à arena pública e defende a visão católica de mundo de peito aberto???

        Gente de valor nós temos, como Percival Pugina, Rodrigo Gurgel, Francisco Borba Ribeiro Neto. Mas nossos bispos em geral e nossa CNBB em geral, discrimina abertamente essa gente que tem uma contribuição cultural tão rica a oferecer. Deveriam ser interlocutores privilegiados da hierarquia católica no Brasil, que deveria ouvir suas ponderações e objeções, não para obedece-los cegamente.

        Mas para ter outros pontos de vista de modo a aprofundar as questões com maior justiça e lealdade, levando em conta vários fatores em vez de ficar presa a visões estreitas e unilaterais (isso para não falar o óbvio: uma visão abertamente anti-católica) de gente como Rafael Alberto : http://radiovox.org/2015/04/25/arquidiocese-de-sao-paulo-emite-nota-de-repudio-contra-o-prof-olavo-de-carvalho/

    • rafael

      Marcelo Rech: sou cristão e católico, e posso te afirmar que devemos confiar primeiro em DEUS, tem padres e bispos comunistas infiltrados na santa igreja, fazendo essa barbárie, por favor não caia nessa. a mudança é tirar esse pt maldito do poder, e não dar a ele o poder e comandar sozinho. Art. 1º paragrafo único da constituição federal do Brasil de 1988: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. todo o poder emana do povo e não de um partido politico que quer mudar a constituição para ter o poder só pra si.

  • Rilma

    “…Nós, de O Catequista, respeitamos a CNBB e a reconhecemos como uma entidade séria e necessária à nossa Igreja.” A CNBB uma entidade séria e necessária? Desde de quando???

  • Raul Fernando

    O papa Francisco defendeu que as campanhas eleitorais sejam financiadas com dinheiro público para evitar que “interesses” influenciem a atuação dos candidatos. A declaração está em uma entrevista do Pontífice à revista La Carcova News, publicação paroquial de um bairro pobre da periferia de Buenos Aires.

    • Essa declaração informal do Papa não pode e não deve ser aplicada ao Brasil, ao menos não no momento crítico em que estamos, de ameaça à democracia. O Papa estava respondendo a uma pergunta sobre o que ele recomendaria aos políticos argentinos neste ano de eleições presidenciais. Ou seja, era um conselho informal dado a um país específico.

      Aqui no Brasil, já financiamos boa parte da campanha dos políticos, já que eles contam com o tempo gratuito de campanha no horário eleitoral. Coloca a seguir um resumo da excelente reflexão feita pelo Reinaldo Azevedo:

      Digamos que as doações privadas de campanha passem a ser proibidas. Cabe, então, a pergunta óbvia: esquemas como o do Petrolão e do Lava-Jato deixarão de existir? A resposta é escandalosamente óbvia: é claro que não! Ao contrário! Se e quando isso acontecer, eles vão é se multiplicar. Se hoje só uma parte das doações privadas é feita de forma clandestina (caixa 2), se essas doações legais forem proibidas a totalidade das doações privadas será feita na clandestinidade, até mesmo por meio das ONGs, que são quase todas dominadas por partidos de esquerda.

      E qual seria o critério para a distribuição da verba pública para campanhas? Os maiores partidos receberiam mais, certo?, o que só beneficiaria o statu quo — e isso na hipótese de que tudo se manteria na legalidade, o que é impossível.

      E por que o PT, partido que arrecada o dobro do PSDB, PMDB e PSB somados, insiste tanto no financiamento público? Ora, é simples: o dinheiro teria de ser distribuído segundo um critério: ou número de votos para a Câmara ou número de deputados eleitos. Hoje, a legenda receberia a maior fatia. Ou vocês acham que petistas apoiariam essa tese se formassem, sei lá, a quarta bancada?

      Em segundo lugar, todas as doações privadas teriam de ser feitas por baixo do pano — tanto para o governo como para a oposição. É claro que o risco para as empresas aumentaria muito. Pergunta óbvia: vocês acham que elas prefeririam correr perigo financiando o caixa dois do oposicionismo ou do governismo? Em terceiro lugar, o PT domina boa parte dos sindicatos e de outros organismos corporativistas do país, que fazem campanha indireta para o partido. A lei proíbe, sim, mas quem dá bola?

      Assim, o financiamento público é bom para o PT porque ele lucra três vezes:
      a: seria o partido com mais recursos do Tesouro;
      b: seria o partido que mais receberia do caixa dois;
      c: seria o partido que continuaria a receber o financiamento privado dos sindicatos.

    • Adicionalmente, a opinião pessoal do Papa sobre o tipo de financiamento de campanha não obriga ninguém, já que não trata de Fé nem Moral.

    • Paulo

      Raul, é inevitável que a atuação dos candidatos seja pautada por interesses. Cabe a cada eleitor votar naqueles que considera legítimos. E uma campanha financiada por recursos públicos infelizmente não é garantia de busca pelo interesse público, mais se prestando ao interesse governamental de ocasião.

  • MARIA OLIVEIRA

    ATENÇÃO -SOBRE O PERIGO DESSE PROJETO DE REFORMA POLÍTICA DO PT -que a CNBB QUER QUE OS CATÓLICOS ASSINEM-(NÃO ASSINEM!!!!É GOLPE) – explicando: o golpe que entregou o poder ao Hugo Chavez quando assumiu a presidência na Venezuela – e que o transformou em um DITADOR BOLIVARIANO -foi perpetrado justamente através de uma CONSTITUINTE EXCLUSIVA/PLEBISCITO CONSTITUINTE -que é a “isca” para levar o povo incauto a transferir o Poder CONSTITUCIONAL para um grupo que, em seguida, transfere TODO O PODER (e legitima) o DITADOR>
    Já imaginou isso acontecendo no Brasil e eternizando no poder alguém como um dos dois últimos presidentes petistas!!! Nem o diabo aguentaria!!1 E o projeto de poder do PT/FORO DE SÃO PAULO vai além – querem a união das forças armadas dos países da América Latina – e a instauração do que chamam de “PÁTRIA GRANDE”(adeus, Brasil!!! E o projeto de reforma política defendido pelo PT – com o apoio da CNBB –PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR-DE COALIZÃO-PLEBISCITO CONSTITUINTE – LEI 6316/2013,no final do texto, altera a Lei do Plebiscito ampliando seus limites para oportunizar o mesmo golpe dado no povo da Venezuela que agora sofre sobre o cabresto do Maduro(como o povo de Cuba que parecem mais prisioneiros do que cidadãos..)

  • renato lobo

    Olha, o texto é muito bom!
    Mas, conhecendo um pouco o povo que deve ler, não lerão. Coloquem outro texto somente com a parte onde há explicação sobre as armadilhas e em tópicos. Isto é muito importante e deve ser escrito para o povão com preguiça de ler. (“bullets-points”; texto mais limpo; texto mais simples)
    Obrigado.

  • professor Felipe

    Só uma dúvida, estou meio sem tempo de fazer uma pesquisa bem apurada na internet.
    Quais ou quantos projetos de reforma politica existem?
    A mídia passa a impressão que exista apenas esse projeto da esquerda, que curiosamente o PT está á fomentando á exmo.
    Esse projeto de reforma da OAB é o mesmo da CNBB?
    Ficarei grato caso possam responder.

    Salve Maria.

    • Há três projetos de reforma política: um do PT, um do PSDB e outro do PMDB. Este último está sendo agora analisado por uma comissão formada pelo Eduardo Cunha. O projeto apoiado pela CNBB é justamente o projeto do PT, em uma coalização da qual a OAB tb faz parte.

      Salve Maria!

  • Carlos Eduardo

    Demorou mas chegou, aqui em Ponta Grossa-PR. Acabei de voltar da missa. Estava lá o tal formulário, com o padre e o diácono pedindo que todos assinassem. Lamentável, estão pedindo que o povo compre a corda com que os comunistas de nossa política vão nos enforcar. Muito triste. É de perder totalmente as esperanças.

  • Carlos d'Amore

    Comunista está automaticamente excomungado e fora da Igreja Católica Apostólica Romana!

  • SImone Benetti Rodrigues

    Gostaria muito de colaborar com O catequista para que mais pessoas tenham o conhecimento da verdade. De que forma poderia fazê-lo.

  • William

    Financiamento com dinheiro publico, absurdo. Sou contra. Que seja financiado por pessoa física, e com limite de contribuição. Ao invés de serem mais rigorosos com a punição do políticos ruins, vamos pagar para eles entrarem? As empresas irão continuar dando dinheiro para os políticos, irão simplesmente comprar os votos, ao invés de financiarem as campanhas de forma clara.

  • Karen

    Nunca li tanga besteira. Não leram a proposta. Não é possível tanta radicalidade e preconceito por parte dos blogueiros. Fiquei decepcionada.
    Acho que estão muito felizes com a maneira de se fazer política atual.

    • Karen, lemos a proposta. A Reforma Política é necessária, mas não ESSA proposta de reforma encabeçada pela CNBB, que coincide justamente com a proposta de reforma do partido que está atualmente no poder. Quem parece feliz com a maneira de se fazer política atual, portanto, é quem apoia essa proposta, já que, naturalmente, está apoiando as intenções de expansão do poder de quem está mandando no país atualmente.

  • Marcelo Rech

    Olha, em conversa com o meu Bispo, ele informou que, o projeto de reforma política apoiado pela CNBB é um projeto sério e defende o fim das doações de camapanha por parte das empresas, o que eu acho correto.
    Outro detalhe: O PT somente apoiou esse projeto seis meses depois ( 06 meses depois) que a CNBB estava apoiando o mesmo, logo essa balela de que os bispos estão ao lado do PT é fria…..
    E pelo que sei só quem está contra são os católicos conservadores!!!!!!!!
    Acordem, estamos no século 21, ou vocês querem voltar ao tempo da Inquisição?
    Por que vocês não lançam aqui uma campanha contra a corrupção, pela moral e os bons costumes?
    Em outro blog, vimos o padre Paulo Ricardo fazendo um alerta de Nossa Senhora sobre o comunismo..aí é pra me judiar, olha se a nossa querida mãezinha do céu agora é da direita.
    Isto é uma crítica, o blog de vocês é muito bacana, trazem matérias impostantes para a nossa fé. No entanto, às vezes, vocês pisam na bola;
    Obs.: o convite do churrasco aqui no Rio Grande do Sul, ainda está de pé. Aguardo os amigos donos do Blog.

  • Marcelo, talvez, de fato, o projeto da CNBB tenha sido abraçado apenas 06 meses depois pelo PT. Mas o que isso importa? O simples fato desse partido ter apoiado tal projeto já é algo para preocupar.
    É evidente que a Virgem Maria não tem posição de direita ou esquerda; todavia é inegável o mal causado por regimes comunistas ao longo da história. Me diga: em qual país de regime comunista a democracia foi, ou é, respeitada? Em qual desses países a Igreja não foi perseguida? Defender o comunismo é defender o genocídio. Simples assim!

  • igino colletto

    Muito Obrigado pelo alerta!!!!!
    Simplesmente veio corroborar aquilo que eu já havia concluído.
    E ainda o MST sendo treinado por guerrilheiros venezuelanos!!!!!

  • Irmãos,
    Paz e Bem!

    Em meados do ano passado, compareci à “Semana de Fé e Política”, organizada pela CNBB aqui em São Paulo, na região episcopal Belém. Em resumo, eles deram uma formação completamente baseada na TL, com críticas diretas ao CIC, dizendo que o período em que vivemos é um “alívio” após São João Paulo II e o Papa Emérito Bento XVI, interpretando de maneira totalmente errônea os ensinamentos do Papa Francisco. Lá também tinha bandeiras de movimentos esquerdistas, incluindo a do MST! Fiquei abismado com a situação e agora não recomendo as formações da CNBB para ninguém. Em reação, peguei o microfone lá no momento oportuno, falei algumas verdades e quase fui apedrejado pela PJ e demais petistas presentes no local. Fiquei mais chateado pelo fato de o bispo auxiliar (hoje transferido) estar lá e, aparentemente, condizendo com os absurdos pregados. Tomem cuidado!

    A PAZ DE CRISTO E O AMOR DE MARIA!

  • As reformas políticas que precisamos são as seguintes: mudança do sistema de governo para o parlamentarismo, adoção do voto distrital puro (sistema majoritário, quem tem mais votos ganha a eleição para o legislativo, dividindo os territórios estaduais em menores parcelas), financiamento privado exclusivo de campanhas por pessoas físicas e jurídicas com um teto global, diminuição do número de cadeiras na Câmara e no Senado e instituir o recall (direito do eleitor revogar o mandato do congressista ou do titular do executivo). Sem esses pontos básicos, não assinem nada.

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