“A minha Diocese não existe mais. O Estado Islâmico levou-a embora”, diz Arcebispo de Mossul

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Depois de mais de 2 mil anos de presença em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, os cristãos receberam um ultimato e foram obrigados a abandonar a região nestes últimos dias, deixando todos os seus bens para trás. O Estado Islâmico lhes deu as opções: morrer; se converter ao islamismo; pagar o imposto dos infiéis (a jizya) e viver sob a lei da sharia; ou deixar a cidade imediatamente.

A agência de notícias local informou que os integrantes do ISIS estupraram a esposa e a filha de um cristão na frente dele, pois o homem era pobre e não podia pagar a jizya, no valor de 450 dólares mensais. Tal soma é impossível de ser paga pela grande maioria das famílias da região. Um professor da Universidade de Mossul, o muçulmano Mahmoud Al ‘Asali, saiu em defesa dos cristãos, dizendo discordar da forma como estavam sendo maltratados, e por isso foi morto no dia 20.

Dom Saad Syroub, bispo auxiliar caldeu de Bagdá, contou que os militantes sunitas escreveram na fachada da casa dos cristãos a frase “Imóvel de propriedade do ISIS” (sigla em inglês de “Estado Islâmico do Iraque e do Levante”). Junto com o escrito, circulada em vermelho, a letra árabe “nun” (que aparece em vermelho na foto abaixo), equivalente ao nosso “n”, que é a inicial da palavra “nazarenos”. Agora, essas casas já foram todas saqueadas.

nun_nazaraAntes desse ultimato, milhares de famílias cristãs e xiitas já haviam deixado Mossul, e ao menos conseguiram levar algumas malas e automóveis. Mas nos últimos dias, os refugiados cruzaram a fronteira só com a roupa do corpo: nos postos de controle do ISIS, os jihadistas roubaram seu dinheiro, seus carros, jóias, tudo! Muitas mulheres tiveram seus crucifixos arrancados do pescoço, e alguns refugiados foram mortos a tiros durante a fuga (veja o vídeo).

Uma parte dos refugiados foi para o Curdistão, outra fugiu para aldeias próximas de Nínive. Nem todas as famílias optam por fugir: alguns aceitaram fazer a profissão de fé islâmica para preservar seus bens e suas vidas. Infelizmente, talvez não consigam preservar sua dignidade mesmo assim. Os órgãos internacionais ainda não puderam confirmar a informação, mas no dia 21 o califa do ISIS ordenou que todas as mulheres tenham seu clitóris e lábios superiores da vagina costurados (Fonte: JB).

Para aumentar a desgraça, o edifício do episcopado da Igreja Católica Siría em Mossul foi completamente incendiado pelos jihadistas no dia 19 (foto abaixo). A dez minutos da cidade de Qaraqosh, os muçulmanos tomaram o mosteiro de Mar Behnam e expulsaram de lá os monges católicos sírios, que foram impedidos até mesmo de levar qualquer relíquia. O mosteiro, construído no século IV, é um dos lugares de culto mais antigos e venerados pelo cristianismo. Também foram ocupados o Mosteiro de São Jorge, a Casa das Irmãs do Sagrado Coração e o Mosteiro dos dominicanos.

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Os militantes sunitas não pouparam nem mesmo o túmulo do profeta Jonas, que foi destruído a golpes de marreta (veja o vídeo). Jonas é reverenciado por cristãos e muçulmanos, mas o ISIS afirma que a veneração de túmulos contraria os ensinamentos do Islã.

O sofrimento se espalha nas aldeias da Planície de Nínive: o abastecimento de água e de energia elétrica foi suspenso para as famílias cristãs, por ordem do Estado Islâmico. Tal situação se torna crítica em função das altas temperaturas no local. A fundação AIS – Ajuda à Igreja que Sofre – já disponibilizou uma ajuda de emergência de 100 mil euros para acudir os refugiados. Dom Emil Shimoun Nona, arcebispo da agora extinta Arquidiocese de Mossul, está agora em Tall Kayf, povoado que fica três quilômetros ao norte de Mossul. Lá, a Igreja acolheu a todos que fugiram por causa do avanço do ISIS, não só os cristãos, mas também os muçulmanos xiitas.

No último domingo, o Papa Francisco telefonou para o patriarca da Igreja Católica Síria, Ignace Joseph III Younan. O pontífice disse que está muito preocupado com o drama dos cristãos expulsos de Mossul, e que está orando pela paz no Oriente. As lideranças das igrejas do Oriente estão se articulando junto com o Vaticano para realizar um esforço diplomático junto às instâncias islâmicas moderadas (será que isso existe?!). Também pretendem pressionar a comunidade internacional a quebrar o vergonhoso silêncio e passividade diante desses fatos.

Os jihadistas avançam com plano de dominação mundial, e a comunidade cristã em TODO o Iraque está correndo o risco de desaparecer. Coloquemos o nosso coração junto do coração desses irmãos iraquianos refugiados e humilhados. Que, em meio a suas dores, eles possam se alegrar e exultar, pois grande será sua recompensa. Rezemos e façamos penitência por eles!

#somostodosNazarenos

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Uma das refugiadas iraquianas que conseguiram chegar ao Curdistão.

FONTES:

Radio Vaticano

Arcebispo de Mosul: “O ISIL levou embora minha Diocese”

Bispo caldeu sobre Mosul: cristãos expulsos, mosteiros ocupados e sede episcopal queimada

Papa Francisco telefona ao Patriarca sírio-católico: “acompanho com preocupação drama dos cristãos de Mosul”

O Mosteiro de Mar Behnam nas mãos dos milicianos do “Califado Islâmico”

Patriarca Béchara Raï: “O que dizem os muçulmanos moderados” sobre o que está acontecendo com os cristãos de Mosul?

ÁSIA/IRAQUE – As últimas famílias cristãs deixam Mossul

The Daily Beast

ISIS Robs Christians Fleeing Its Edict in Mosul: Convert, Leave, or Die

Tim Stanley (The Telegraph)

Iraqi Christians are raped, murdered and driven from their homes – and the West is silent

Vatican Insider

The Muslim who gave up his life for Mosul’s Christians

39 comments to “A minha Diocese não existe mais. O Estado Islâmico levou-a embora”, diz Arcebispo de Mossul

  • Francisco

    Porque a ONU e os políticos do Ocidente só se preocupam com a situação dos “palestinos” vítimas do conflito árabe-israelense? Será que essas minorias cristãs da Síria e do Iraque também não precisam ter seus direito humanos preservados? Porque a covarde mídia ocidental se cala diante disso?

    • Antônio Prado

      Por interesse político! Cristão é raça que esse povo quer morto mesmo!

      • Juliano Fleith

        É exatamente isso. Cristão, ainda mais católico, pra esse povo não tem valor nenhum. Mas na hora de falar das Cruzadas, todo mundo sabe apontar o dedo, como se os islamitas fossem inocentes sendo trucidados pelos Cristãos.

    • Ronaldo Ribeiro

      Boa pergunta, eu acho que tenho uma resposta, é porque os palestinos não são coitadinhos e não estão indefesos, porque tem suas terras, seus esconderijos e tem dinheiro para financiar a guerrilha contra Israel e a propaganda anti-semita…. hum acho que não esqueci nada…

  • Antônio Prado

    Quando é que os governos do mundo vão parar com essa mania de “politicamente correto” e ver o que os islâmicos estão aprontando? Será que é o do interesse deles que esse tipo de coisa aconteça? E quando bater à porta da casa deles, vão fazer alguma coisa ou será tarde demais? Até quando será permitido o genocídio cristão? Que Deus possa ter misericórdia da Igreja que sofre no Iraque e em todo o Oriente Médio e a proteja e a guarde! Que ilumine muito os patriarcas do Oriente e, em especial, o Santo Padre, para que eles possam conjuntamente salvar tantas vidas quanto possam! Vem, Senhor Jesus! Vem!

    • Jotacê

      Não apenas os governos, Antônio. Com certeza toda a intragável “mídia chique” esquerdista internacional – esses farsantes “astros” hollywoodianos e cantores “mainstream”, além de malas como Michael Moore – estariam indignados, batendo os pezinhos, se os mesmíssimos eventos ocorressem com os “pobres” palestinos. Como as vítimas são cristãos, então, que nos lasquemos!

      • Ronaldo Ribeiro

        falou e disse Jotacê… quando falo em uma roda que não tenho dó dos guerrilheiros palestinos e que odeio a religião muçulmana, normalmente os revoltadinhos-idiotas-sabem-nada-esquerdeopatas-politicamente-corretos querem apelar comigo, mas os desconstruo totalmente com 3 ou 4 afirmações, no final fica só o “mimimimi”

    • Antônio Prado

      Jotacê, digo os governos do mundo porque são quem efetivamente poderia fazer em favor desse povo, mas essa cultura esquerdista generalizada os impede de fazer qualquer coisa, até porque o que eles querem é que os cristãos sejam banidos da existência mesmo.

      • Jotacê

        Com certeza, o plano é exatamente esse, meu amigo! E ela disse bem. Esses monstros devem e merecem ter consciência do mal que fazem, e pagar por isso.

  • Para mim, o fato das Nações Unidas não se “preocuparem” com os cristãos, é que estes, com certeza, incomoda muito mais os interesses políticos mundiais.

  • Leo

    Infelizmente muita dor ainda estar por viu, resta-nos orar e fazer penitência. No fim o Imaculado coração de Maria triunfará, sei que Maria referia-se à Russia, mas nesse caso temos que implorar a Intercessão de nossa Mãe Imaculada e de São José a quem Deus teve tanto apreço aqui na terra. Oremos, pois futuramente esses podem estar aqui também no meio de nós.

  • philippe

    Na minha cabeça fica martelando uma pergunta…
    Alem das orações sera que os cristãos devem ou vão ser obrigados a se defender com uma “nova cruzada” ?

  • Antônio Prado

    O Catequista, além de nossas orações, existe algum canal em que possamos ajudar concretamente esses cristãos em necessidade? Fazer alguma doação em dinheiro que possa ser revertida em seu favor, não sei? A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre está se mobilizando neste sentido, mas não soube de nenhuma conta emergencial ou coisa do tipo. Gostaria de receber essa informação, se fosse o caso. Não tenho muito, mas gostaria muito de ajudar esses nossos irmãozinhos perseguidos.

  • Andréa

    É indicado que coloquemos o símbolo dos “Nazarenos” em nossos perfis?

    • Lucas Farias

      Complementando a pargunta da Andréa , caso seja indicado, ” O Catequista ” poderia bolar uma arte para que fosse utilizada como foto de perfil ou foto de capa ?

  • Jotacê

    Meu bom Deus. Todos esses relatos são absurdos, impensáveis. Mal posso imaginar o horror desse pai de família que teve a esposa e filha violentadas na frente dele. Sequer posso imaginar o terror que nossos irmãos estão passando nas mãos desses bárbaros, seguidores dessa religião maldita.

    E, como citado acima, ainda tem palhaço politicamente correto que só sabe nos apontar o dedo ensebado e choramingar sobre as Cruzadas. O caramba! As Cruzadas teriam é que ter sido realizadas antes, e deveriam ter sido mais incisivas, para varrer de vez esse Mal da face da terra!

    Oremos a Deus, para que ele proteja essas pessoas e vingue as vítimas!

    • Antônio Prado

      Uma amiga minha, que nem é religiosa, disse que Deus, no dia do Juízo, é bem capaz que vai colocar um telão na frente desses sujeitos e fazer eles sentirem no coração a dor que eles estão fazendo esses outros passarem.

  • Antônio Prado

    Não sou nenhum tradutor juramentado, meu conhecido de inglês é mediano, mas vai aí a tradução do artigo de Tim Stanley, do The Telegraph, sobre a situação, e que ilustra muito bem o motivo de o Ocidente estar fazendo ouvidos moucos para a situação:

    Cristãos iraquianos são estuprados, mortos e tirados de suas casas – e o Ocidente está calado
    Onde está o ultraje moral pela perseguição dos cristãos iraquianos?

    Pela primeira vez em mil e seiscentos anos, a missa não está sendo rezada em Mosul: uma cultura antiga está sendo dizimada em questão de semanas. É uma guerra que, estranhamente, ninguém parece querer falar a respeito.
    Mosul é a segunda maior cidade do Iraque e o lugar onde muitos cristãos acreditam que o profeta Jonas foi enterrado. Desde que o Estado Islâmico do Iraque e Síria (Isis, sua sigla em inglês) invadiu a cidade, os cristãos estão sendo obrigados a viver no anonimato. Sinos foram silenciados, o uso do hijab para as mulheres imposto a bala. Dezenas de milhares têm fugido depois que uma oferta nada atrativa foi feita: converter-se ao islamismo, pagar um imposto religioso, ou ser posto ao fio da espada. A imposição era inaceitável. De acordo com um noticiário local, as tropas do Isis entraram na casa de um cristão, um pobre, e, como ele não tinha o que eles queriam, os soldados estupraram a mãe e a filha em frente a seu marido e pai. Completamente devastado, ele cometeu suicídio em seguida.
    Tendo expulsado os fiéis, os fanáticos do Isis estão tentando agora extinguir o legado físico que os cristãos deixaram para trás. Uma igreja de mais de séculos foi queimada até as cinzas; a tumba do profeta Jonas foi vilipendiada. Isis quer criar o equivalente islâmico ao Ano Zero, um bravo novo mundo sem evidência de cristianismo, direito das mulheres, democracia ou até mesmo o mais subversivo instinto que é a piedade humana.
    Parece que a revolução não tem nada a ver conosco no Ocidente, mas pensar assim é até mais do que simples inocência. O genocídio de cristãos locais não foi iniciado com o Isis mas com a invasão do Iraque em 2003. Anteriormente ao conflito, havia 1,5 milhão de cristãos caldeus, siro-católicos, siro-ortodoxos, assírios orientais, católicos e ortodoxos armênios no país – vivendo, claro, sob a tirania de Saddam Hussein, mas vivendo de qualquer forma. Hoje, o número de cristãos caiu para só 400.000 indivíduos. A violência religiosa aumentou nos primeiros quatro anos depois da invasão e foi diminuindo drasticamente depois do poderio americano na região. Existia uma esperança de que o presidente Nouri al-Maliki pudesse sobreviver à sua promessa de proteger as minorias religiosas. Mas o crescimento da oposição sunita ao regime xiita de Bagdá deu início a uma segunda fase de perseguição contra os cristãos iraquianos.
    Ao longo da fronteira veio vindo o Isis, uma estirpe particularmente virulenta do islamismo anteriormente incubada na Guerra Civil Síria. A recusa de Bashar al-Assad de ceder o poder em Damasco desestabilizou ainda mais a região (o uso de armas de gás é uma certa tendência para barrar a oposição) e seus próprios cristãos, os cristãos na Síria, se viram no meio de um banho de sangue islâmico: faz um ano, na cidade de Ragga, no norte do país, que o Isis experimentou pela primeira vez sua instrução de “converter-se, pagar o imposto ou morrer”. O patriarca sírio da Igreja Católica Greco-Melquita estimou que talvez 25% dos dois milhões de refugiados sírios sejam cristãos.
    A intervenção direta do Ocidente no Iraque criou o inferno na terra para seus cidadãos cristãos, enquanto a falta de ação do Ocidente na Síria (por deferência de seus próprios fracassos no Iraque) tem permitido o reagrupamento de forças islâmicas e a abertura de um segundo fronte contra os cristãos. A lição é: “ou deixe os países quietos onde estão ou, se for intervir, que se faça com consistência e resistência”. As consequências de intervir, mexer com as coisas e depois dar de ombros é terrível para aqueles que são deixados para trás.
    Ainda, estando recentemente envolvidos no colapso do Iraque, o Ocidente agora está bizarramente silente diante dos eventos em Mosul. As ruas de Londres se encheram de milhares marchando contra a operação israelense em Gaza; o Ocidente continua em seu trilho contra os separatistas russos na Ucrânica. Mas quanto ao Iraque, nada. Por quê?
    Pode ser que nenhum ocidental queira retornar ao Iraque, que políticos temam que até mesmo discutir o assunto possa levar os eleitores a temerem ainda mais outra invasão e outra ocupação sangrenta. Ou pode ser porque nós sentimos embaraçados de pensar que os cristãos são uma minoria perseguida. O repórter John Allen argumenta que os ocidentais foram treinados para pensar os cristãos como agentes de agressão, não como vítimas, por isso se fazem de surdos aos pedidos de ajuda. Essa ideia é apoiada por Ed West em um excelente livro eletrônico, e em consequência ele tem sido condenada por líderes religiosos aqui no Reino Unido. O rabino Jonathan Sacks tem comparado o sofrimento dos cristãos no Oriente Médio com os pogroms contra os judeus na Europa e lembrou a todos as palavras de Martin Luther King: “No final, não nos lembraremos das palavras de nossos inimigos, mas do silêncio de nossos amigos”. Seria realmente lamentável pensar que o Ocidente possa estar se calando enquanto a violência grassa puramente por uma falha em reconhecer que os cristãos podem, sim, ser vitimados, ou de uma certa relutância em lançar calúnias sobre certos rótulos do Islã. Seria este o primeiro genocídio da história a ser tolerado sem constrangimento social.
    A resposta do Ocidente para Mosul é digna de desprezo: se não falamos pelos cristãos, quem o fará? Mas desgosto por nossa própria covardia moral deve ser balanceado pela admiração por aqueles iraquianos que ainda continuam testemunhando sua fé em uma terra que se move cada vez mais e mais para uma proibição total disso. Sua resiliência ilustra a diferença entre os fundamentalistas islâmicos e o cristianismo: a anterior é uma religião de assassinos, a última, uma religião de mártires. E se você é um desses muitos que compartilham a fé desses milhares que estão fugindo de Mosul, o sacrifício do próprio Cristo fornece-lhes esperança – uma lembrança de que a vitória é garantida por aqueles que suportarem as tribulações. “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, eu nada temerei, porque Tu estás comigo; tua vara e teu cajado me consolam”. Qualquer que seja a sua fé, por favor, reze pelos cristãos de Mosul.

    • Jotacê

      Prezado Antônio, AGRADEÇO MUITO pela tradução do artigo! Com meu inglês indigente, nunca conseguiria ler o texto corretamente.

      E o que estamos testemunhando, meus amigos, é GENOCÍDIO, puro e simples. Não há outra palavra para descrever os fatos. De novo, me sinto condoído demais com esse pai de família cujas mulher e filha foram violentadas por esses monstros. Nem imagino como estava o coração e a alma do pobrezinho, para ser levado ao suicídio. Nem imagino como estão essa pobre viúva e sua filhinha, agora. É o HORROR, puro e simples.

      E maldito seja cada político, e cada pessoa poderosa, qualquer que seja sua área de atuação, que se fazem de cego e surdo perante esse banho de sangue.

      Que Deus proteja nossos irmãos Cristãos, e que sua vingança seja rápida contra esses selvagens.

      • Antônio Prado

        Jotacê, vou tentar traduzir mais artigos sobre o assunto este final de semana. Por esses dias “úteis” fica difícil por causa do trabalho, mas acho importante divulgar essas opiniões da mídia mundial – as opiniões que contam, como a do Tim Stanley acima colocada, obviamente -, para mostrar o que estamos passando e fazer com que os cristãos se agremiem como nunca.
        De fato, é extremamente doloroso pensar uma coisa dessas. Ontem estava vendo vídeos da fuga dos cristãos de Mosul, dos milhares tentando atravessar o rio Tigre. As mães com as crianças de colo, algumas delas chorando, crianças empurrando cadeiras de rodas dos mais velhos, outros tantos andando com dificuldade… Neste momento, só a fé mesmo pode fazê-los subsistir. Que Deus encha o coração deles de coragem e de esperança! Que o Espírito Santo desça copiosamente sobre eles!

  • Paulo Riggeto

    O que é extremamente interessante é que países como o nosso, em que 90 % ou mais são cristãos, aceitam hipocrisia de se dizer “laico” portanto nada podemos fazer por nossos irmãos que estão sendo aviltados, Os governos de países cristãos deviam impor sansões aos muçulmanos destas seitas, para por fim a esta palhaçada que eles etão fazendo. Não querem cristãos nos seus países, não queremos muçulmanos no nosso e ponto.

  • Robson

    E ainda tem católico com essa conversa fiada de sincretismo religioso. O que esse povo não percebe é que isso se trata apenas de fazer o cristão abrir mão de seus valores fundamentais em troca de agradar quem é de outra religião, os quais jamais cedem nada.

  • Antônio Prado

    Mais uma tradução. Desculpem se encontrem algum erro, fiz o que pude.

    (Tradução do artigo do Daily Best, escrito por Andrew Slater)

    Isis roubam cristãos que fogem de seu édito em Mosul: converter-se, sair ou morrer
    Os últimos cristãos deixaram uma das cidades mais sagradas, fugindo do ultimato do Isis de se tornarem muçulmanos ou morrerem – mas com uma humilhação final: seu dinheiro e até mesmo seus crucifixos são roubados.

    Depois de ter sido emitido um ultimato do Isis em Mosul, algumas das últimas famílias cristãs da cidade fugiram, apenas para terem roubados seus últimos pertences nos postos de controle do Isis. Sexta-feira ao meio-dia era o prazo para as famílias cristãs atenderem às demandas do Isis: converte-se ao Islã, pagar uma taxa anacrônica imposta pelos islamistas aos não-islâmicos, conhecida como jizya, deixar Mosul ou serem mortos. Mas um dia antes do êxodo final, os cristãos foram informados que a jizya já não era mais uma opção. A ordem foi permutada em converte-se, sair ou morrer.
    Atravessando juntos uma rua sem iluminação na orla de Hamdaniyah, a maioria da cidade cristã nos arredores de Mosul, famílias numerosas e bem vestidas de refugiados de Mosul, compartilham suas histórias na única troca de roupas que envergam, tentando entender o que está acontecendo. De acordo com a organização de direitos humanos Hammurabi Human Rights Organization, sediada no Iraque mesmo, cujo escritório estava recebendo refugiados internos em Hamdaniyah, 1.500 famílias cristãs fugiram de Mosul nos últimos quatro dias. Eles foram os últimos dos últimos.
    Essas famílias que estão deixando a cidade pelos postos de controle na parte mais oriental da cidade são perseguidas e despojadas de seus bens, mas em uma última analisada é permitido que partam de Mosul apenas com a roupa do corpo e, possivelmente, pagando alguma espécie de tarifa de pedágio. Todas as famílias que fugiram na última manhã relatam terem seu dinheiro, pertences, joias e até mesmo documentos roubados deles. As mulheres tiveram seus crucifixos arrancados de seus pescoços.
    Aqueles que estavam recebendo ajuda de organizações nos arredores de Hamdaniyah, Bartella e outras localidades estavam desanimados e em estado de choque quando chegaram aos campos de refugiados. Muitos tinham recebido a informação de que os próprios combatentes do Isis garantiriam a proteção de suas comunidades durante a primeira semana, principalmente porque num primeiro momento a animosidade do Isis estava direcionada aos xiitas da cidade. Mas tudo mudou na última semana.
    Assim que deixaram Mosul, as famílias cristãs foram maltratadas e abusadas pelos combatentes do Isis em seus postos de controle para deixar a periferia da cidade, abandonando suas casas, por não se converterem ao Islã. De acordo com as famílias em fuga, parecia que os combatentes eram locais, por seu sotaque e rostos cobertos, mas os cristãos suspeitam que muitos deles se tratem de prisioneiros libertados que se juntaram ao Isis no último mês.
    Nem todas as famílias têm escolhido fugir; alguns poucos têm-se notícia de que se converteram ao Islã para salvar a vida de suas famílias e suas propriedades. Os cristãos convertidos são encaminhados a mesquitas em Mosul, onde fazem uma profissão de fé, a shahada, e recebem um documento dos membros do Isis confirmando sua conversão para proteger-se de represálias no futuro. Algumas famílias cristãs dizem tê-lo feito somente para salvar suas famílias, mas que terá que aparecer nas mesquitas toda sexta-feira para as orações como ordenado.
    Um centro de antiguidade cristã, Mosul é considerada por muitos no Oriente Médio Cristão como uma de suas mais sagradas cidades. As igrejas antigas de Mosul e a área em volta é casa das mais antigas igrejas e relíquias cristãs, algumas inclusive já destruídas pelo Isis. Em retaliação pela falha dos líderes cristãos de aparecerem numa reunião com o Isis, anunciado para acontecer em um de seus quartéis-generais da cidade, o prédio do sindicato dos professores, na Igreja de Qalb Al Aqdas (do Sagrado Coração), foi queimado. Cristãos de Mosul reportam que cruzes colocadas em locais públicos foram derrubadas e os combatentes do Isis estão se aproveitando das igrejas de cuja situação não têm notícia a respeito.
    Além das mais de vinte igrejas em Mosul, as famílias cristãs e a liderança da igreja abandonaram apressadamente a extensiva propriedade cristã e lares por toda a cidade, fazendo delas a última minoria a fugir da cidade, depois dos shabak, dos xiitas, dos yazidi, dos turcos e dos curdos.
    (Legenda: Cristãos receberam ligações chorosas de amigos sunitas e vizinhos nos últimos dois dias dizendo que não poderiam fazer nada para parar o Isis de invadirem suas casas.)
    No entanto, muitos têm chegado a comunidades cristãs, como a de Hamdaniyah, conhecidas como Qara Qosh pelos cristãos iraquianos, para encontrar bairros já empobrecidos pelas repercussões da tomada da província de Nínive por parte da Isis. Ao contrário das comunidades nas províncias curdas, as vilas ao redor de Mosul que estão sob a proteção curda – muitas delas comunidades de minorias religiosas – dependem de Mosul para suas necessidades. Com a eletricidade e a água cortadas, as vilas controladas pelos curdos na província de Nínive têm sido forçadas a comprar água de caminhões-pipa e rapidamente cavar novos poços em um tempo em que sua subsistência também tem secado. Setenta por cento dos negócios dos Qara Qosh vêm de Mosul, um residente disse, e muitas das fazendas mais valiosas estão localizadas além da área de proteção dos curdos e sob o controle do Isis. Quatrocentos estabelecimentos foram fechados nos últimos quarenta dias. A interrupção causada pela tomada do Isis está causando uma depressão econômica regional no norte do Iraque e seus efeitos só estão começando a ser sentidos.
    Em uma fileira de casas inacabadas na periferia dos Qara Qosh, grupos de quatro ou cinco famílias cristãs foram assentadas nas casas de outras famílias, beneficiárias da generosidade da comunidade. Com a região curda inundada por quatro milhões de sírios e dezenas de milhares de outros iraquianos deslocados, procurar abrigo entre irmãos cristãos nas fracas e empoeiradas cabanas de Al Khazair no meio de outros irmãos cristãos, debaixo do verão brutal que acomete a fronteira da região curda, foi a única solução.
    As meninas ajudam suas mães a prepararem refeições simples enquanto os homens fumam lá fora e refletem sobre seu estado abjeto. Perguntado se tem amigos sunitas na cidade, um homem respondeu, “Todos nossos amigos eram sunitas”. Todos os homens em volta concordaram. Eles receberam ligações chorosas de amigos sunitas e vizinhos nos últimos dois dias dizendo que não poderiam fazer nada para parar o Isis de invadirem suas casas. De acordo com os refugiados, muitos sunitas são ainda mais molestados pelo êxito cristão em Mosul que os próprios cristãos em fuga.
    A mais brutal e coercitiva abordagem das autoridades do Isis em relação às minorias em Mosul acabam contrastando com sua própria tentativa de aplacar a maioria árabe sunita da cidade e forçar a aplicação de sua lei islâmica com um toque brando. Residentes de Mosul reportaram que a maioria dos combatentes locais do Isis têm molestado cidadãos em público e permitido que homens saiam e fumem narguilé em cafés locais. O novo governo do Isis em Mosul está trabalhando para manter os serviços, mas a gasolina está sendo vendida por 2.000 dinares iraquianos o litro (cerca de seis dólares, doze reais o galão) antes de secarem completamente. A população local está utilizando-se dos geradores de energia só o suficiente para assistirem a Copa do Mundo antes de os desligarem, a eletricidade diária foi reduzida para uma hora por dia. A impossibilidade de refrigerar tem significado o fim dos perecíveis em Mosul, como carnes e laticínios. O Isis parece ansioso para cortejar as tribos que podem ajuda-los com a população e a administração do agora extenso território, com algumas figuras tribais já oferecendo publicamente a ba’yah, ou uma oficial declaração de lealdade, a Abu Bakr al-Baghdadi (*o “califa-terrorista” do novo Estado Islâmico, chefe do Isis).
    Muitos dos cristãos de Mosul não podem deixar de recordar com humor sombrio a história apócrifa e bem conhecida por eles do êxodo judaico de Mosul na década de 1950. Como conta a história, as mulheres judias da cidade empacotaram suas coisas, colocando-as nas costas, e foram forçadas a deixar a cidade em um sábado, o sabbath judaico. Um observador cristão sorriu com a procissão de judeus saindo da cidade, ao que uma mulher judia virou-se para ele e disse: “Você não deveria estar sorrindo. Amanhã é domingo”.

  • Armand Nellesbehm

    Está-se cumprindo, amigos, o que está escrito no Livro de São Marcos, Cap. 13, vers. 8: ‘O princípio das dores’. Leiam e vejam por si sós que ali descreve TUDO o que está acontecendo na Terra e no Oriente Médio. O profeta Nostradamus, em suas ‘centúrias’, igualmente predisse, na primeira metade do século XVI, as coisas que estão acontecendo agora, passados apenas 5 séculos depois… Os anticristos estão chegando. O primeiro deles – Vladimir Putin -, já mostrou suas garras. O segundo – Bashir Al Assad -, semeou a destruição e inflamou o mundo árabe contra Israel e contra os cristãos (católicos e evangélicos). E a ‘sharia’ não perdoa: mata, por decapitação, se você não se converter à fé muçulmana IMEDIATAMENTE! Acordem! Cristo está chegando, para arrebatar apenas os escolhidos e deixar os infiéis!

    • Sideni

      Alerta! pensamento protestante(Acordem! Cristo está chegando, para arrebatar apenas os escolhidos e deixar os infiéis!) e ocultista (O profeta Nostradamus, em suas ‘centúrias’, igualmente predisse, na primeira metade do século XVI, as coisas que estão acontecendo agora, passados apenas 5 séculos depois…) detectados.

  • Lucas Janusckiewicz Coletta

    Foram fazer ecumenismo, agora pagam o preço.

  • daniel

    Toda essa perseguição e muitas outras coisas fazem parte de profecias bíblicas.É chocante e revoltante ver toda essa barbaridade que temos visto em mais de 50 paises, por islâmicos loucos e assassinos. Não podemos esquecer que no apocalipse diz que tem um numero de martires que ainda faltam padecer na terra e que o Senhor Jesus na sua volta, não reterá sua ira e cólera sobre todos estes animais irracionais e muitos outros que praticaram a mentira e a injustiça, onde a Bíblia chama de o tribunal de Cristo. E isso não falta muito tempo meus amigos. Então se cumprirá a oração que Jesus nos ensinou…Venha a nós o seu reino, seja feita a tua vontade assim na terra como no céu.

  • Cleber de Castro

    Peço a Deus por meus irmaos que não fique em silencio com este odio contra seus FILHOS.MISERICÓRDIA.

  • Yasmin Gomes

    Oremos por nossos irmãos, para que assim como tantos martíris continuem firme na fé e tenham certeza que Deus não lhes abandonará. E que possamos tomar atitudes contra essa crueldade.

  • […] Milhares de cristãos e yazidis tiveram que fugir de Mossul e de Qaraqosh, pois não queriam se submeter a uma conversão forçada (saiba mais aqui). […]

  • Kaique

    Seria muito bom que países cristãos como a Rússia intervissem militarmente no Iraque para frear o avanço desses assassinos do estado islâmico.

  • Paulo

    Precisamos urgentemente nos unir para começar a REAÇÃO. Não podemos mais aceitar essa situação. O próprio vaticano os bispos e os padres nada falam ou fazem. Parecem que estão do lado do inimigo.

    O Pior é que tem católicos conservadores estão demonizando a Russia ao invés de estimula-la a lutar na defesa do cristianismo. A Russia já se propôs ajudar a defender os cristãos e qual foi a resposta do Vaticano e dos cristãos ocidentais? O Mais solene silencio.

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