Santo Agostinho – da esbórnia à santidade

santo_agostinho

Hoje vamos falar de um Santo muito especial, meus amigos: o primeiro dos quatro doutores do ocidente, a luz filosófica da antiguidade cristã. Ninguém mais, ninguém menos do que Santo Agostinho!

Juntamente com Santo Ambrósio, São Jerônimo e São Gregório Magno, Santo Agostinho nos direciona para o cristianismo como o conhecemos. Sua influência é enorme no mundo ocidental. Se você não o conhece, não leu pelo menos “As Confissões”, você não tem a menor ideia de onde está. O papel de Santo Agostinho nos primeiros séculos depois de Cristo é comparável com o de São Paulo na Igreja primitiva.

Sua grandeza está principalmente no fato de que ele soube, como nenhum outro, relacionar a filosofia helenista (grega) e romana com os preceitos da fé cristã, caminho que mais tarde seria retomado com brilho pelo grande São Tomás de Aquino. O pensamento agostiniano faz a ponte filosófica necessária do conhecimento platônico-aristotélico para Santo Anselmo, e daí para São Tomás de Aquino.

A quantidade de títulos de Santo Agostinho, por si só, já dariam um post, “Doutor da Caridade”, “Doutor da Graça”, Doutor da Humildade”, “Doutor da Oração” e muitos outros. Viveu na fronteira de dois tempos: sua vida transcorreu no ocaso do Império Romano do Ocidente e também na ascensão do cristianismo e declínio do paganismo.

Foi um dos três homens mais inteligentes que a humanidade já conheceu. Falar de Santo Agostinho é falar de um parelho de Aristóteles e Platão. Metafísico, filósofo, psicólogo, os interesses de Santo Agostinho confundem-se com a meditação sobre o destino do homem.

FAMÍLIA

homer_agostinhoNasceu Aurelius Augustinus em 15 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, Numídia, uma província romana no Norte da África (atualmente o nome da cidade é Souk-Ahras, e fica na Argélia). Seu pai, chamado Patrício, era um pagão de personalidade violenta.

Sua mãe era Santa Mônica, uma mulher de bom coração, que aos poucos foi domando o caráter agressivo do marido; ao mesmo tempo, educou Agostinho e dirigiu o menino pelo caminho da cristianismo, fazendo dele catecúmeno.  Foi Santa Mônica a principal responsável por Agostinho vir a se tornar um santo.

CURTINDO A VIDA ADOIDADO

ferris_curtindoSanto Agostinho foi na juventude uma espécie de James Dean (essa referência é somente para os fortes) da sociedade decadente do Império Romano do Ocidente moribundo. Bom aluno, foi mandado para Cartago, o principal centro de estudos e a maior cidade da África, uma espécie de Los Angeles para malucos superdotados e um centro de esbórnia.

Como todo jovem sem supervisão (tinha dezessete anos) vivia na boemia. Das suas relações, digamos, “acadêmicas”, nasceu seu único filho, Adeodato. Apesar das suas maluquices juvenis, Santo Agostinho foi um grande pai e nunca abandonou o filho.

Os jovens de hoje, que se acham tão espertos, não sabem, de fato, nada. Santo Agostinho, em 371, já vivia e sentia exatamente as mesma coisas que eles, só que sem smartphone e Ipad. E como eles, Santo Agostinho sentia o vazio de uma existência sem sentido. Graças a Deus, não existia as parafernalhas de hoje, e Agostinho pôde ler sem Kindle o diálogo “Hortêncio” de Cícero, que versa sobre a possibilidade da eterna bem-aventurança. Vejamos um trecho:

“Se tudo acaba com a vida presente, não é já pequena sorte o ter ocupado a existência no estudo de assunto tão importante; se, como tudo parece indicar, nossa vida continua depois da morte, a investigação constante da verdade é o meio mais seguro para preparar-nos para esta outra existência.”

Esse tipo de conhecimento estava além da capacidade de seus mestres pagãos. Agostinho sentia falta do Salvador, do Mestre dos mestres que havia conhecido através de sua mãe. Mas para saciar sua necessidade de Jesus, ele precisava fazer um duplo sacrifício: a submissão da inteligência e a pureza da vida. Definitivamente, o jovem Agostinho ainda não estava preparado para tanto.

APÓSTOLO DO ERRO MANIQUEÍSTA

O paganismo não era um caminho aceitável para Agostinho. Voltou-se para o estudo das Sagradas Escrituras, mas quem lhe daria o entendimento dessa leitura? Como sabemos, somente a Igreja Católica é capaz da fazê-lo, por sua autoridade. Mas esse caminho é deveras difícil, por conta das crenças errôneas que confundiam a razão de Agostinho.

Contrapunha-se à Sã Doutrina a heresia maniqueísta, uma seita em que os mestres desprezavam os dogmas da fé católica e adoravam às artes e letras profanas. Era um tipo de relativismo antigo, onde o juízo pessoal era a medida fé. Sem contar que a dualidade (Deus bom em oposição a Deus mau) era suficiente para jogar a culpa do pecado na influência alheia. Seríamos eternos coitadinhos por essa ótica, sempre podendo imputar a culpa dos nossos mal feitos no Deus mau. Que lindo!

Analisando o mundo a nossa volta, podemos ver claramente que o maniqueísmo não morreu. “Sou um menino malvado, a culpa não é minha, é do Deus mau! Eu acredito no Deus bom! Ai de mim!”. Para os moleques da época isso era muito atraente, pois era a justificativa para qualquer bobagem que viessem a cometer.

Santo Agostinho abraçou o maniqueísmo com toda a vontade e tornou-se um dos seus principais apóstolos, levando para essa heresia muitos dos seus companheiros de cátedra. Chegou até a tentar converter sua mãe, mas com Santa Mônica isso demonstrou ser uma tremenda perda de tempo.

O SONHO DE SANTA MÔNICA

Por aquela época, Santa Mônica teve um sonho profético sobre seu filho rebelde. Um anjo lhe disse:

“Onde tu estás, ele também está.” 

santa_monicaO confessor a quem Santa Mônica confiava suas angústias aconselhou-a a continuar rezando por Agostinho. Graças às preces da mãe, chegaria o dia em que o filho retornaria ao caminho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Agostinho voltou para sua cidade natal e tornou-se professor de retórica. Mas o lugar era pequeno demais para suas ambições e brilhantismo. Retornou a Cartago, onde suas carreira deslanchou a ponto de buscar novos horizontes na capital do Império, Roma.

Ao partir da África, já tinha se desligado dos maniqueístas – perseverar em furada não era mesmo a dele. A princípio, não adotou uma nova fé, decidiu esperar para que a verdade se apresenta-se a ele com plena certeza.

DEUS E PLATÃO

Em Roma, abriu a Cátedra de Retórica nos mesmos moldes que havia feito em Tagaste e em Cartago. Seus primeiros alunos eram os mesmos que o acompanhavam desde Cartago, e a esses juntaram-se novos e tanto uns quantos outros que não pagavam um centavo.

Para se sustentar, Santo Agostinho arrumou um emprego na Cátedra de Milão, onde entrou em contado com a obra de Platão que tinha acabado de ser traduzida por Vitoriano do grego para o latim (observem que JÁ EXISTIA TRADUÇÕES DE PLATÃO EM LATIM NO SÉCULO IV. Quem é que precisava de árabes, bwana!!!????). Foi o velho filósofo que mostrou a Agostinho que a visão maniqueísta de um Deus basicamente materialista nada tinha a ver com a realidade de um Deus criador.

AS ORAÇÕES DE SANTA MÔNICA

Platão foi o primeiro passo da conversão de Santo Agostinho, mas ainda não era suficiente, pois este mostrava o verdadeiro Deus, mas não mostrava o caminho para o convívio dos eleitos. Essa segunda etapa só seria possível ao entregar-se nos braços de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foram as orações de sua mãe Santa Mônica que possibilitaram esta graça. Foi a santa juntar-se ao filho amado em Milão.

A primeira coisa com que ela teve que lidar foi com a união ilegítima de Santo Agostinho com a mãe de seu filho Adeodato. A mãe do menino era um mulher de bom coração, e consentiu em separar-se de Adeodato e retornar a Tagaste, onde viveu seus dias em retiro, servindo a Deus. Agostinho ainda não sentia-se pronto para entregar-se a Cristo e ainda era prisioneiro de suas paixões.

Foi por meio da mediação de Santa Mônica que Agostinho conheceu Santo Ambrósio, bispo de Milão, de quem se tornou discípulo. Santo Ambrósio que colocou Santo Agostinho na linha de uma vez por todas. Baixando a bola, ele venceu seu orgulho e voltou a ler e estudar as Escrituras, em especial as Epístolas de São Paulo, onde encontrou a cura para suas tentações do mundo (eu mesmo preciso fazer isso sempre e sempre devemos fazê-lo, para salvação de nossas almas).

Outro fato interessante e que teve forte impacto em Santo Agostinho foi a conversão de Vitorino, o filósofo que havia traduzido Platão para o latim.

ENFIM, A CONVERSÃO

Agosto de 386. Agostinho vivia em Milão com sua mãe, seu filho e alguns amigos. Entre esses amigos, havia um certo Alípio, que servia-lhe como confessor de suas angústias espirituais. Receberam um dia a visita de Ponticiano que, vendo espalhadas sobre a mesa as cartas de São Paulo, congratulou Agostinho por se ocupar daquele tipo de leitura.

Mas Ponticiano não era exatamente uma sumidade intelectual; o fato daquele humilde amigo estar mais próximo de Deus do que ele naquele momento, mesmo com toda sua inteligência, deixou Agostinho perturbado. Agostinho parecia dividido entre o chamado de Deus e o chamado do mundo, exatamente como quase todos nós.  Foi ao ler a seguinte passagem das cartas de São Paulo que se fez luz em sua alma:

“Nada de comilança, nem bebedeiras, nada de luxúria, nem de desfreamento, nada de brigas nem invejas; ao contrário, revesti-vos de Jesus Cristo, o Senhor, e não busqueis satisfazer os baixos instintos” (Romanos).

O batismo de Santo Agostinho foi realizado por Santo Ambrósio, em Milão. Eles compuseram juntos na ocasião o cântico “Te Deum laudanus”, que se tornou o hino litúrgico de ação de graças de toda Igreja Católica. Um momento de enorme dor seguiu-se: pouco tempos depois, Adeodato, o filho de Santo Agostinho, morreu.

Convertido, Agostinho retornou à África, tendo junto consigo Santa Mônica. Durante a longa viagem, fizeram uma parada em Óstia, e aí sua mãe veio a adoecer e faleceu, cinco dias depois.

O APOSTOLADO DE SANTO AGOSTINHO

Depois de prantear sua mãe, Santo Agostinho iniciou seu projeto de vida religiosa. O então bispo de Hipona, Valério, conferiu-lhe o sacerdócio em 391. A partir daí, Santo Agostinho instituiu uma ordem religiosa (que subsiste até hoje e segue a mesma regra) que unia o apostolado com os exercícios de claustro. Fundou também um convento, do qual sua irmã mais velha tornou-se a primeira superiora.

Foi após a morte de Valério que Santo Agostinho se tornou Bispo de Hipona. Suas principais atividades como bispo foram: direção de monastérios, instrução dos fiéis e defesa da Igreja a contra as heresias. Foi o mais severo demolidor dos hereges arianos, maniqueístas, pelagianos e donatistas. Por jogar por terra as ideias de todos esses manés, ficou conhecido como “Martelo dos hereges”. Acabou com o cisma dos donatistas, que destruíram o Norte da África. Defenestrou com o pelagianismo, heresia que dizia que a graça de Deus não era necessária para a salvação, o que lhe valeu um outro famoso título “Doutor da Graça”.

Talvez o seu pior embate tenha sido com os arianos (para entender o que é arianismo, clique aqui). Os vândalos, o nome de etnia que virou sinônimo de desordeiro, estavam destruindo tudo em seu caminho de conquista – e eles eram adeptos do arianismo. O velho “Doutor da Graça” já não tinha mais forças e, antes que os vândalos finalizassem o cerco de Hipona, Santo Agostinho adormeceu e faleceu placidamente. Tinha 76 anos de idade. Seu corpo foi levado para a Itália. Em Pávia, na Lombardia, seus restos repousam até hoje.

Fiquem na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para Saber mais:

Santos de Nossa Devoção – Santo Agostinho. Ed. Altaya.

As Confissões. Santo Agostinho

A Cidade de Deus. Santo Agostinho.

20 comments to Santo Agostinho – da esbórnia à santidade

  • Sidnei

    Olha, para falar de Santo Agostinho teria que haver uma série de postagem como a de Lutero e dos Papas Insensatos, porque é coisa pra caramba. Teria-se que apresentar todo seu pensamento, revelado pelos seus escritos, com referência a inúmeros dogmas da Igreja como o Papado (Roma locuta causa finita); sobre Maria; sobre o cânon das Sagradas Escrituras, sobre a predestinação, que aliás bem que poderia haver um post a parte sobre isto, pois os protestantes calvinistas, adoram citar Santo Agostinho como apoiador para a crença na predestinação, e muitos católicos como eu, não sabem em que Santo Agostinho apoiava esta determinada crença, se é que apoiava. Outra dúvida que muitos suscitam com relação a Santo Agostinho, vem das feministas revoltadas que dizem que Santo Agostinho era machista e odiava as mulheres, isto também não sei até que ponto é verdade, deveria haver outra postagem somente sobre este assunto. E há duas histórias de Santo Agostinho que não foram citadas nesta matéria, mas fiquei curioso em saber, se ocorreu ou não ocorreu, uma é a de sua conversão o qual diz a história (ou estória) de que Santo Agostinho ao meditar sobre em se converter ou não, ouviu uma voz, parecia ser de uma criança, que dizia: “pega o livro e lê”, e então ele foi as Sagradas Escrituras, sobretudo, as cartas de São Paulo, e ao lê-las, sentiu então a necessidade de uma vez por todas em se converter verdadeiramente a JESUS CRISTO. Outra história (ou estória) é a tão conhecida que fala que uma vez Santo Agostinho que estava em uma praia, meditando sobre a SANTISSIMA TRINDADE, viu um menino carregando a água do mar para um buraco, então Santo Agostinho foi até o menino e perguntou o que estava fazendo, e menino respondeu que estava colocando a água do mar naquele buraco, o que Santo Agostinho replicou, que seria impossível isto acontecer, o que o menino responde que seria mais fácil isto acontecer do que Santo Agostinho entender o mistério da SANTISSIMA TRINDADE, e de repente o menino desaparece, percebendo então que se tratava de um Anjo, aí eu pergunto, esta história foi real, ou é somente uma estória?.

    • Gustavo JV

      Sidnei, você tocou num ponto que me chama atenção, todo protestante quando estuda teologia, capada como é a deles, estuda Santo Agostinho, porém, aparentemente, só curtem pinçar de suas obras o que lhes interessa…O mesmo que Lutero fez com o Evangelho, acho que poderia dizer “tal pai tal filhos”
      Em relação a crença da predestinação, uma vez um grande amigo meu, infelizmente, protestante, disse “se tu é mesmo um observador da vida de Santo Agostinho, então, aí é que tu deverias mesmo acreditar em predestinação e não em live-arbítrio.
      Fui consultar um amigo católico e ele me disse o seguinte “Gustavo, os protestantes entendem muito mal a questão da predestinação de Santo Agostinho. A realidade é que a predestinação exposta por Santo Agostinho em nada anula ou livre-arbítrio ou entra em choque com ele, a questão é simples, todos nós somos predestinados ao reino dos céus, porém, temos o livre-arbítrio de optar por ele ou não”
      Depois isso não tratei de pesquisar mais sobre, a resposta ficou clara para mim.

      Voltando ao tópico, Paulo Ricardo, recentemente iniciei na faculdade a matéria Filosofia do Direito, já fechei a cara pensando “lá vem ensino a lá MEC, Inquisição blá blá blá”, que nada! o professor era católico e fez uma observação importante acerca da patrística e de Santo Agostinho, ele procurou contextualizar tudo e expôs algo interessante, Santo Agostinho já avisava, não se impõe a fé pela força, assim, primeiramente, deveriam os homens serem atraídos através da razão, para entenderem o que podem com a razão, para que, só depois, pudessem aceitar as coisas que entendemos com a fé. Daí todo o seu trabalho com as obras de Platão e cia.
      Nas palavras de Danilo Marcondes na obra Iniciação à História da Filosofia: A filosofia de santo Agostinho foi elaborada com base em uma apromximação do neoplatonismo de Plotino e Porfírio com os ensinamentos de São Paulo e do Evangelho de São João. O platonismo é visto, na linha da Escola de Alexandria, como antecipando o cristianismo, este sim, agora, a “verdadeira filosofia”. No tratado Sobre a doutrina cristã (livro II) defende que a filosofia antiga consiste em uma preparação da alma, útil para a compreensão da verdade revelada; porém, a “sabedoria do mundo” é limitada; sendo necessário, portanto, quanto aos ensinamentos religiosos, primeiro acreditar para depois compreender, tomando com base o versículo de Isaías “Se não crerdes, não entendereis”

      É importante ressaltar que essa aproximação ou síntese entre o cristianismo e a filosofia grega (ou parte) já havia sido iniciado antes de Santo Agostinho, com Filóon de Alexandria, Clemente de Alexandria, Orígenes, São Justino…
      O livro do Danilo Marcondes é muito interessante, esta aí uma indicação.

      Abraços.

      • Sidnei

        Gustavo JV, muito obrigado por sua resposta, você esclareceu algo, que para mim ficou muito nítido. DEUS, nos predestinou todos ao céu, mas nos deixou livres para aceitarmos ou não irmos para o céu. Uma vez, ao conversar com um protestante presbiteriano, no site do Voz da Igreja, , o qual segundo a doutrina da predestinação, DEUS em sua soberania, decretou desde a eternidade quem iria ao céus e quem iria o inferno, respondi a para ele, que se DEUS assim agisse, ELE não seria um soberano, mas um tirano. esta parte de Santo Agostinho sobre a predestinação eu não conheço e gostaria de conhecer, talvez devo partir para algumas leituras de suas obras, para ver se encontro o que Santo Agostinho realmente ensinava sobre a predestinação, se é do como você mencionou o que respondi ao protestante presbiteriano no blog do Voz da Igreja, então não errei tanto assim.

        • Sidnei

          Esclarecendo que a doutrina que ensina que DEUS em sua soberania, decretou desde a eternidade quem iria ao céus e quem iria o inferno, é a doutrina dos presbiterianos, baseados no que Calvino ensinou.

      • Jéssica

        Apreciei muito teu comentário! Procurarei sim ler este livro.

  • Ó Deus ó Deus tarde que te amei! uma das frase do santo Agostinho.

  • Antonio

    Grande Santo !! A sua história pode servir para reconciliar muitos Cristãos perdidos no materialismo.

    Parabéns Excelente Artigo

  • everanildo

    rapazzz… que texto maravilhoso!!! concordo com o Sidnei acima. Vale muito uma série de posts como os dos papados!!! Encantadora a história!!!

    Parabens amados!! Deus permaneça abençoando!!!

  • “Um santo, um passado, um pecador um futuro.” Parabéns pela matéria. E em concordância com o post do irmão ai, poderiam criar uma matéria sobre a “predestinação”. Fraterno abraço!

  • Osvaldo

    Parabéns pelo post. Comecei a ler as “confissões” a algum tempo mas não fui muito longe no texto.
    Vocês recomendam algum outro texto para começar a ler Santo Agostinho, seja dele, da Bíblia ou de algum outro autor?

    Muito obrigado e que Deus os abençoe.

  • Mariele

    Bom dia!

    Já faz um tempo que estou com uma dúvida, ia perguntar aqui no Catequista, mas estava esperando os post sobre Calvino.
    Pois tenho um Amigo que é Calvinista e eles acreditam que não existe Livre Arbítrio, pois Deus já tem seus eleitos. E em uma de nossas conversas ele disse que essa questão de não existir Livre Arbítrio, Calvino tirou dos escritos de Santo Agostinho. Eu fui estudar sobre isso, mas os textos que eu achei eram meio confusos. Será que Vocês podem mim esclarecer essa questão?

    • Bom dia Mariele,

      Essa questão do livre arbítrio fica mais clara não exatamente em Santo Agostinho, mas em Max Weber no seu clássico “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. E tem, realmente, tudo haver com o protestantismo calvinista.
      Santo Agostinho tem um livro sobre o livre arbítrio e não achei lá confusão alguma. A confusão quem faz são os calvinistas para justificar seus abusos teológicos. Veja esse trecho de Santo Agostinho:

      “Se o homem carecesse de livre- arbítrio da vontade, como poderia existir esse bem, que consiste em manifestar a justiça, condenando os pecados e premiando as boas ações? Visto que a conduta desse homem não seria pecado nem boa ação, caso não fosse voluntária. Igualmente o castigo, como a recompensa, seria injusto, se o homem não fosse dotado de vontade livre. Ora, era preciso que a justiça estivesse presente no castigo e na recompensa, porque aí está um dos bens cuja a fonte é Deus. Conclusão, era necessário que Deus desse ao homem vontade livre” .

      Não vi confusão aqui, Santo Agostinho AFIRMA A NECESSIDADE DO LIVRE ARBÍTRIO.

      Protestante é um bicho doido que quer a todo custo nos arrastar para dentro da sua loucura. É o pensamento calvinista que nos leva a duas absurdidades que são a base do movimento pentecostal: a teologia da prosperidade que é filha dileta da predestinação. Para que uma exista e, consequentemente, a outra, é absolutamente necessário eliminar o livre arbítrio.
      Por conta dessa babaquice, que visa, antes de mais nada angariar PODER E DINHEIRO (voltamos a Weber), o efeito colateral é o nascimento do neo-ateísmo militante (se não tenho nada, não sou próspero, não sou filho de Deus, então não tenho que acreditar nesse Deus que me detesta) já que este tomou pose da criação mais nefasta do calvinismo: a militância. Em menor grau, usando a mesma lógica, aumentou o satanismo (já que não sou querido por Deus vou me jogar nas mãos do diabo).
      São muitos pequenos detalhes, minha cara, mas espero que posa ter colocado, de forma clara, as linhas gerais. A predestinação é uma teologia perigosa, filosoficamente vazia, externamente muito materialista e que pode matar sua alma num piscar de olhos. Calvino foi um demônio muito pior do que Lutero jamais sonhou em ser. O livre arbítrio, por circunvulações bizarras, foi deturpado assim, de uma forma mais ou menos lógica de dodói, por Calvino: se ele existe é porque não existe.

      • DanieleMenezes

        Eu compreendi sua resposta, mas sinto a mesma duvida que a Mariele pq li uns textos e foram mts rs, em blogs católicos (uns considero confiáveis) que a predestinação (nao a calvinista) é um dogma se fé de nossa Igreja. E a Igreja admite duas visões : Tomista e Molinista, a Tomista me lembra muito a Calvinista e me causou muita perturbação ( nao entra na minha cabeça que esse tipo de predestinação possa existir). Ja a Molinista é mais light, Gostaria que Os Catequistas nos esclarecessem essa dúvida?

  • Que maravilha! Estou lendo Confissões, e o texto veio no momento mais que certo! Parabéns pelo ótimo conteúdo!

  • Mariele

    Obrigado Paulo Ricardo, texto bem esclarecedor.

  • Julio Bacelar

    Entao pessoal.
    O mundo là fora ta bombando de matérias a respeito dessa “nova” absolviçao concedida pelo Papa para o ano Jubilar à quem praticou ou a quem esteve envolvido com o pecado do aborto.

    Serà que vai rolar um post aqui no Blog sobre esse tema?
    Meus grupos no whatsapp nao me deixam respirar debatendo sobre isso 🙁

    Alguém me ajuda

  • Larissa

    Tbm quero um post sobre o perdão ao aborto no ano da misericórdia! Principalmente p compartilhar enlouquecidamente nas redes sociais por favooooor

  • Vagner

    Bom dia. Minha dúvida não tem a ver com a vida de Santo Agostinho propriamente dita, mas a imagem acima me fez lembrar de algo que ouvi.
    Certa vez ouvi que as pinturas de Santo Agostinho e dos outros santos da época eram exageradas porque naquele tempo não havia esse tipo de veste litúrgica. Essa informação procede? As vestes litúrgicas não eram desse estilo que vemos nos quadros de Santo Agostinho?

  • Paulo, estou errado em crer que Santo Agostinho foi o maior gênio de toda Antiguidade? Sei que tem muita gente que prefere Aristóteles, mas sei lá… Agostinho era simplesmente THE GUY you know…

  • Filêmon

    Só duas correções: Santo Agostinho nasceu em 13 de novembro, e não em 15 de novembro, como está no post. E a alcunha de “Martelo dos Hereges” pertence à Santo Antônio de Pádua, não a Santo Agostinho. Santo Antônio, conta a história, foi um apologeta muito firme e irresistível no combate ao catarismo. No mais, parabéns pelo post!

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>