Papa Francisco sente “urticária existencial” quando falam mal de Pio XII

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Isso me dá… tique-tique nervoso! Tique-tique, nervoso! Sim é isso mesmo: o Papa Francisco disse que sente coceira na alma (“urticária existencial” foi a expressão que ele usou) quando ouve alguma calúnia contra o Papa Pio XII. A delaração foi feita numa recente entrevista ao jornal “La Vanguardia”.

“Sobre este tema, o que me preocupa é a figura de Pio XII, o papa que liderou a Igreja durante a Segunda Guerra Mundial. Jogaram tudo sobre o pobre Pio XII. Mas há de se recordar que antes ele era visto como o grande defensor dos judeus. Escondeu a muitos nos conventos de Roma e de outras cidades italianas, e também na residência de verão de Castel Gandolfo. Lá, no quarto do Papa, em sua própria cama, nasceram 42 bebês, filhos de judeus e outros perseguidos ali refugiados. Não quero dizer que Pio XII não tenha cometido erros — eu mesmo cometo muitos –, mas seu papel deve ser lido segundo o contexto da época. Era melhor, por exemplo, que não falasse para que não matassem mais judeus, o que fez?

Também quero dizer que às vezes me dá um pouco de urticária existencial quando vejo que todos se põem contra a Igreja e Pio XII e se esquecem das grandes potências. Sabia que elas conheciam perfeitamente a rede ferroviária dos nazis para levar os judeus aos campos de concentração? Tinham as fotos. Mas não bombardearam essas vias de trem. Por quê? Seria bom que falássemos de tudo um pouquinho”.

– Papa Francisco. Fonte: La Vanguardia. Tradução: Fides Press.

Graças à perversidade e à imbecilidade humana, o homem que arriscou sua vida para salvar milhares de judeus ganhou a fama de conivente ou até mesmo colaborador do nazismo. Mas aos poucos, a verdade está vindo à tona (obviamente, não com o mesmo estardalhaço das “notícias” difamatórias). Essas palavras do Papa Francisco vêm reforçar alguns acontecimentos importantes a favor da memória de Pio XII:

  • O general Ion Mihai Pacepa, ex-chefe da inteligência romena, já revelou que quem planejou e acendeu o estopim da rede de difamações contra Pio XII foi a KGB, a polícia secreta da ex-União Soviética. Os anticatólicos em geral, é claro, ajudaram alegremente a espalhar aos quatro ventos a lorota plantada pelos comunistas, fazendo a mentira “virar verdade” pela força da repetição;
  • O escritor inglês John Corno Cornwell, autor do best-seller “O Papa de Hitler”, retirou as acusações que levantou contra Pio XII, em um artigo publicado por “The Economist”. Ou seja, o seu famoso livro só serve mesmo pros venezuelanos usarem como papel higiênico;
  • Rabinos importantes, como Isaac Herzog, David G. Dalin e Erich Silver já disseram estar plenamente convictos de que Pio XII salvou tantos judeus quanto pôde. Corroboram com essa ideia os historiadores judeus Pinchas Lapide e Gary Krupp;
  • Ficou provado que havia um plano de Hitler para sequestrar Pio XII. Ora, se a Igreja era conivente com o nazismo, ou sua colaboradora, porque raios os nazistas queriam sequestrar o Papa? Só imbecil pra não sacar que Pio XII era uma pedra no sapato de Hitler!

pio_xiiSobre esse último tema, os detalhes estão contados no livro “Conspiração contra o Vaticano”, de Vivian Mannheimer. No site da editora Zahar está disponível um pdf com o primeiro capítulo (clique aqui).

Jesus Cristo já havia avisado que os cristãos seriam perseguidos e caluniados por amor a Ele. Talvez não cheguemos aos pés de Pio XII, mas muitos de nós já sofremos algum tipo de hostilidade em nossos ambientes de estudo, no trabalho ou na família, por causa de nossa fé. É uma honra e um motivo de grande alegria para nós!

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Para quem quiser aprofundar seus conhecimentos sobre a ação de Pio XII na defesa dos judeus, recomendamos os artigos a seguir.

A Difamação de Pio XII

Historiador judeu revela: de maneira pessoal e encoberta Pio XII salvou milhares de judeus

Artigo do rabino e historiador americano David G. Dalin

Um livro desvelará todas as provas do complô soviético para desacreditar o Papa Pio XII

Pio XII, o Papa de Hitler? Não mesmo.

Jornal israelense “Haaretz” publica coluna em defesa de Pio XII

Hitler quis assassinar papa em represália a prisão de Mussolini

Revelado plano de Hitler para matar Pio XII

30 comments to Papa Francisco sente “urticária existencial” quando falam mal de Pio XII

  • Matheus Stanfoca Casagrande

    Um livro muito bom sobre o assunto é “The Myth of Hytler’s Pope” (Não sei se já traduziram), e vale muito a pena devido ao fato de que mais de 1/3 do trabalho é de referência bibliográfica em favor de Pio XII. Parabéns ao pessoal do site pelas matérias e esperamos que ele seja Canonizado em breve, abraços.

  • É muito incomodo quando sentimos essa ‘urticária existencial’ na alma. Mas temos que permanecer firmes.
    Eu mesmo, hoje, estou tendo ‘problemas’ por causa da forma que tenho exposto minha fé no facebook. A hostilidade tem sido muito incomoda e o melhor que eu posso fazer por hora é esperar a poeira baixar e continuar a rezar, mas com força redobrada.

  • Vocês são ótimos! E ainda lembrar o Kid Vinil! Muito bom o texto.

  • Natália Oliveira

    E o pior é que mesmo com tanto material disponível, as pessoas continuam repetindo a mesma lorota…

  • Sidnei

    Não adianta, podem colocar tudo que desabone ao Papa Pio XII na II Guerra Mundial, que sempre vai ter um FDP enchendo o saco que o Papa Pio XII, foi conivente, covarde, apoiador, e blablabla, blablabla, blablabla. É nestas horas que temos que ter toda paciência do mundo para não mandar uma gente desta comer tomate cru.

  • Eu fico louco com estas acusações. O pior é que muitos são enganados pelas mentiras espalhadas pela corja comunista. Rola uma foto nas redes sociais com a imagem de Hitler e Chaplin afirmando que o primeiro era Católico e o último era ateu, insinuando portanto que os ateus fazem coisas boas e os cristãos matam pessoas e são malvadas assassinos. Este tipo de acusação inclusive foi usado pelo querido deputado BBB Jean Wylys (http://beinbetter.wordpress.com/2012/12/16/o-papa-esta-no-twitter-e-os-anticlericais-tambem/)

    • Bem, seria fácil enumerar ateus perversos e psicopatas, mas vou me deter em Charles Chaplin, que eu nem sei ao certo se era ateu. Veja essa matéria da revista Bula:

      O pedófilo que Carlitos escondeu
      http://www.revistabula.com/1090-pedofilo-carlitos-escondeu/

      • Chaplin era ateu confesso e comunista militante. Foi expulso dos USA com razão, Vivi. Depois ficou chorando pitanga. Chaplin era reconhecido pelo mau caratismo.

        • Eduardo Araújo

          Paulo, vale acrescentar que muitos dos “coitadinhos”, “pobres vítimas empedernidas” do Comitê de Atividades Anti-Americanas (vulgo macarthysmo) eram DE FATO comunistas, vários deles inclusive a serviço da URSS.

          Um livro que comprei e que estou lendo aos poucos é “Hollywood’s Party” (depois informo o autor), bastante esclarecedor nessa questão. O fato é que os esquerdistas – hábeis distorcedores da história – impuseram o vitimismo de comunistas de fato, entranhados na máquina hollywoodiana, implantando idéias comunistas, na linha dos marxistas da Escola de Frankfurt. Hoje, se fala em “caça às bruxas”, mas as bruxas eram bruxas mesmo e das mais infernais.

          Chaplin, em específico, era, na “melhor” das avaliações, um grandissíssimo canalha. Vide o que ele fez com todas as mulheres antes de Oona (duvido que as feministas ousem arranhar a fama do “bom vagabundo”). E a moral dele – não foi mera licença artística – era aquela mesma do personagem Monsieur Verdoux: o cinismo pretensamente justo.

  • Jotacê

    EXCELENTE ARTIGO.

    Toda a vez que tomo conhecimento de algum canalha denegrindo a pessoa de Pio XII, me dá vontade de me materializar na frente do difamante e enchê-lo de porrada, até “desdizer” as mentiras que proferiu ou escreveu. Deus que me perdoe, mas isso me afeta os nervos!

    Ufa. Pronto, acalmei.

    Bom, para mim, quando canonizou João XXIII e João Paulo II, o Papa Francisco já deveria ter canonizado Pio XII, também, pois este foi um heroi (chorem, comunas), e, com toda a certeza, está no Céu.

    Aliás, a partir de hoje, quando for rezar antes de dormir, vou pedir a Deus a canonização de Pio XII. Sou um merda, menos que nada, mas justamente por isso vou me impor essa obrigação.

    Salve Pio XII, Santo no Céu!

  • Jotacê

    Amiga Catequista, vou postar abaixo três links interessantes do site do Padre Paulo Ricardo – se quiser, sinta-se à vontade para incluí-los na lista do artigo (ou não). Como provavelmente o sistema vai bloquear os links, peço antecipadamente que você os recupere depois, ok? Grato pela gentileza!

  • Sobre a “fé” de Hitler:
    Tenho aqui um argumento que propus em um debate com ateus e que pôs fim à discussão.
    Muita gente depreende uma fé cristã em Adolf Hitler por causa de suas falas enfáticas fazendo referência a Deus, mas é mais do que claro que o que define uma pessoa não é o seu discurso, mas as suas ações. As ações de uma pessoa são as verdadeiras manifestações de sua visão de mundo. Hitler encheu seus discursos de evocações à Providência, mas isto nada mais era que o apelo aos sentimentos de seu público. Estamos repletos de comunistas aqui no Brasil que adoram fazer leituras na Missa.

    Ademais Hitler era um mentiroso contumaz, como aliás, o socialista normalmente é. Marx era, Stalin também, e assim por diante. Neville Chamberlain, primeiro ministro inglês ganhou a fama de maior ingênuo de sua época por acreditar nas promessas de paz do líder alemão, embaladas em cortesia e polimento, mas sem valor algum. Mas este não é meu argumento.

    Poderia lembrar o detalhe de que Hitler, quando finalmente decidiu tornar Eva Braun uma mulher “honesta”, chamou para celebrar suas núpcias um juiz de paz e não um padre ou pastor. É um detalhe, mas muito relevante dadas as circunstâncias trágicas que se acercavam. Eles fizeram um pacto de morte. O sacramento do matrimônio teria certamente importância para ele, caso nele cresse. Mas este também não é meu argumento. Meu argumento para o ateísmo de Hitler é algo muito mais concreto.

    Se fosse um cristão, como alegam os interessados, sua fé se traduziria em obras. Especialmente na maior delas, que não chegou a realizar, mas que planejou em detalhes. O Imperador Constantino, ao se converter, construiu Santa Sofia. Os cidadãos da Idade Média erigiam lindíssimas catedrais para manifestar a sua fé. Em cada comunidade cristã, o templo ocupa um lugar de destaque. Hitler, quis construir uma nova Berlim. Quando esteve em Paris ficou admirado com a beleza da cidade. A princípio queria destruí-la, mas ao vê-la, teve um acesso de “bondade” e decidiu por ofuscá-la com a sua própria criação. Seria uma cidade magnífica que iria fazer jus e glorificar à raça superior, ao ideal nazista e a si mesmo, como bom megalomaníaco que era.

    Assim concebeu Germânia, ao lado de seu sempre prestativo Albert Speer, o arquiteto do Reich. E a cidade foi projetada inteira e nos seu pormenores. Há maquetas dela, muito detalhadas.

    Mas o que?!
    Onde está a catedral?! Onde está a equivalente a Notre Dame? Há um domo imenso com os símbolos nazistas, o Hall do Povo. Mas onde está a cruz, maior distintivo dos edifícios cristãos?
    Não há.
    Não há nada cristão em Germânia, nem mesmo indícios de que poderia haver (Na verdade, nem as divindades mitológicas nórdicas, tão caras a Vagner, foram contempladas com um templo).
    Esquecimento?

    Quanto tempo se leva para planejar uma cidade inteira em comparação a escrever um discurso? Muito tempo, muitos recursos e muitas pessoas para simplesmente esquecer o prédio principal. Germânia é a maior evidência do materialismo que constituía o pensamento de Hitler. Niemayer era ateu, mas projetou uma catedral para Brasília. Ele era somente o arquiteto. Mas o führer também se fazia de arquiteto, além de ser o chefe supremo do Reich. Germânia é a expressão maior de seus delírios e de suas concepções de mundo.

    Creio que isto põe uma pedra sobre o assunto. Hitler era completamente ateu.

    • Natália Oliveira

      Comentário muito interessante, Miguel!

    • Niemeyer era comunista e ateu, construiu aquele abacaxi gigante porque Juscelino ordenou. Hitler era chegado num misticismo romântico, porque condizia com sua conduta de ódio.

    • Eduardo Araújo

      Miguel, a “fé” de Hitler era aquela idealizada pelo Partido Nazista e sistematizada por Alfred Rosemberg. O Cristianismo, de modo geral, era visto com sumo desprezo, considerado um subproduto judeu, juntamente com o comunismo bolchevique. Por isso, estava na “fila” do extermínio.

      Rosemberg e Hitler, em particular, afirmavam que o Cristianismo era uma religião de fracos e obscurantistas, diametralmente oposta à “superioridade” ariana.

      Dito isto, a religião do vindouro IV Reich seria uma espécie de igreja POSITIVISTA germânica, cultuando a razão e os “valores supremacistas arianos”.

    • Eduardo Araújo

      Esqueci de comentar um detalhe, após seu exemplo do casamento civil de Hitler com Eva Braun: os nazistas eram extremamente LAICISTAS, inclusive o regime determinou a retirada de crucifixos das repartições públicas. Bem ao estilo “O Estado é laico” …

    • Paulo Macabeu

      Ótima resposta, Miguel. Mas há outras coisas que você pode acrescentar ao seu discurso e lembrar aos ateus no seu próximo encontro com eles.

      Aí vão alguns poucos exemplos:

      — Desde quando um católico devoto transa com a própria sobrinha?

      — Se Hitler era um católico devoto, como se explica que ele transasse com a própria sobrinha, Angela “Geli” Raubal, ao mesmo tempo em que se encontrava com Eva Braun, e o triangulo só foi rompido com o suicídio da sobrinha?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que os nazistas viam as igrejas como os reservatórios mais fortes da oposição ideológica aos seus princípios? Por que, quando chegaram ao poder, Hitler e os nazistas lançaram iniciativas cruéis para subjugar e enfraquecer as igrejas cristãs na Alemanha?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que os nazistas pararam de celebrar o Natal?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que ele guardava um desdém especial pelos valores cristãos da igualdade e compaixão, os quais identificou com a fraqueza?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que nomeou conselheiros como Goebbels, Himmler, Heydrich e Bormann, ateus que odiavam a religião e buscavam erradicar sua influência da Alemanha?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que ele chamava o cristianismo de “uma das maiores calamidades da história” e dizia que ao final de seu processo de purificação da raça ariana, “vamos ser as únicas pessoas imunizadas contra essa doença”? [Fonte: “Hitler’s Table Talk (1941-1944)” (“Conversas Informais de Hitler”) — © Enigma Books (Nova York, 2000) — uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra.]

      — Se Hitler era um católico devoto, por que ele disse que “O golpe mais pesado que já atingiu a humanidade foi a chegada do cristianismo. O bolchevismo é filho ilegítimo do cristianismo. Ambos são invenções dos judeus”? Por que ele disse também que “Levado ao seu extremo lógico, o cristianismo significaria o cultivo sistemático do fracasso”? [Fonte: “Hitler’s Table Talk (1941-1944)” (“Conversas Informais de Hitler”) — © Enigma Books (Nova York, 2000) — uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra.]

      — Se Hitler era um católico devoto, por que ele violou sistematicamente cada um dos dez mandamentos?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que ele repudiava o Deus da Bíblia, descrevendo os Dez Mandamentos como “a maldição do Monte Sinai” e acrescentando que “historicamente, a religião cristã não é nada mais que uma seita judaica… Depois da destruição do judaísmo, a extinção da moralidade de escravos cristãos devem seguir de forma lógica”? [Fonte: “Hitler’s Table Talk (1941-1944)” (“Conversas Informais de Hitler”) — © Enigma Books (Nova York, 2000) — uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra.]

      — Se Hitler era um católico devoto, por que tentou proibir a publicação do Antigo Testamento da Bíblia?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que ele promoveu uma forte campanha publicitária anticlerical?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que os nazistas fecharam escolas religiosas, forçaram organizações cristãs a se dissolverem, demitiram servidores civis praticantes do cristianismo, confiscaram propriedades da Igreja e censuraram jornais religiosos?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que, sob seu governo, conventos de clausura foram confiscados e convertidos em bordéis da SS?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que, até a queda do regime nazista, cerca de onze mil sacerdotes católicos (quase metade do clero alemão na época) foram atingidos por medidas punitivas, terminando muitas vezes nos Campos de Concentração ou simplesmente assassinados?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que o Papa Pio XI foi o primeiro líder de Estado a condená-lo publicamente e sem meias-palavras?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que a Carta Encíclica de Pio XI “Mit brennender Sorge” (Com Profunda Preocupação), de 1937, refere-se a ele como “um profeta louco de arrogância repulsiva”?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que o Papa Pio XI teve de lembrá-lo sobre “direitos humanos inalienáveis dados por Deus” e invocar uma “natureza humana” que passa por cima de barreiras nacionais e raciais? Por que o Papa teve de adverti-lo que “Todo aquele que tome a raça, o povo ou o Estado (…) e os divinize em um culto idolátrico, perverte e falsifica a ordem criada e imposta por Deus”? Por que o Papa precisou criticar o chamado “mito de sangue e solo”, afirmando que a catolicidade do cristianismo é incompatível com a exaltação de determinada raça sobre as demais?

      — Se Hitler era um católico devoto, por que, numa época em que ele ainda gozava de grande prestígio na opinião pública internacional, a encíclica de Pio XI surpreendeu pelo tom agressivo, a ponto de ter recebido críticas da imprensa secular francesa, que ainda defendia uma convivência pacífica com a Alemanha?

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      Pessoas se definem muito mais por suas ações que por palavras ou por exterioridades. Quem tem boca fala o que quer, e se exterioridades santificassem alguém, ninguém seria mais santo que os fariseus. Mas ações não mentem: são elas que revelam o que realmente vai no coração de cada um. E se Hitler era de fato um católico devoto, por que ele não agia como um bom católico, e sim como um ateu ignorante?

  • Wagner Souza

    Existe um filme chamado “Sob o céu de Roma” (novo!)que conta a história do Papa Pio XII no período da II Guerra, porém ainda não o ví pelo fato de não encontrá-lo legendado. Alguém tem alguma referência para encontrá-lo?

  • Derik Noronha

    Um livro bom sobre o assunto é “Os Judeus do Papa. O Plano Secreto do Vaticano Para Salvar os Judeus das Mãos dos Nazistas”
    Não me recordo o autor

    • Paulo Macabeu

      O livro a que você se refere, “OS JUDEUS DO PAPA — O PLANO SECRETO DO VATICANO PARA SALVAR OS JUDEUS DAS MÃOS DOS NAZISTAS” (ISBN 9788581301273), foi escrito por Gordon Thomas e publicado pela Geração Editorial em 2013. Tem 278 páginas.

      Eis a sinopse:

      “A II Guerra Mundial eclodiu na Europa. O exército nazista avança pelo continente anexando e massacrando, deixando o rastro de sangue que marcou o século XX. No Vaticano, o papa Pio XII observa os horrores dos combates e tem que definir a posição da Igreja perante o mundo. Mas ele não declara repúdio a Hitler nem se coloca ao lado dos Aliados — simplesmente silencia e a História lhe confere o título de papa omisso. Por trás do silêncio havia um segredo agora revelado por documentos oficiais secretos. Pio XII organizou uma ampla rede de ajuda humanitária para os judeus de toda a Europa. Sob orientação dele, padres e freiras arriscaram a vida fornecendo abrigo nos mosteiros e conventos a milhares de judeus. Pio XII doou ouro do próprio Vaticano para ajudar os judeus romanos e escondeu milhares deles em sua residência de verão, enquanto Roma era ocupada e bombardeada pelos alemães. ‘Os Judeus do Papa’ é um dos melhores livros históricos já escritos. Baseado em uma rica pesquisa documental, é uma obra indispensável aos leitores que querem entender o que realmente aconteceu em Roma sob a liderança do injustiçado papa Pio XII.”

      ************

      Aproveito para acrescentar outra dica de leitura:

      “PIO XII — O PAPA DOS JUDEUS” (ISBN 9789722620994), de Andrea Tornielli. Editora Civiliza-ção/Ambiente. 399 páginas.

      Descrição: Neste breve artigo, Marcelo de Araújo Pinheiro abordará alguns aspectos do livro do conhecido vaticanista Andrea Tornielli sobre o Sumo Pontífice Pio XII, cujo titulo, muito bem posto, é “Pio XII — O Papa dos Judeus”.

      Andrea Tornielli começa a introdução de Pio XII — O Papa dos Judeus, dizendo qual é efetivamente o motivo que o levou a escrever esta obra. A princípio o autor diz que o “Papa Pacelli… não tem necessidade de ser defendido por um jornalista.” Contudo, não é o que se percebe durante o livro. Pois, além de apresentar partes com excelentes compilações, que consistem em discursos, partes de encíclicas e mensagens radiofônicas de Pio XII, que por si mesmas já defendem o Papa, além de notas de personalidades reconhecidas em favor do Pontífice. O autor faz ótimas explanações acerca do tema.

      O que levou Tornielli a escrever o livro é o modo como os veículos de comunicação internacional tem se articulado para propagar “fábulas e reconstituições históricas bem grosseiras que parecem querer transformar Pio XII num bode expiatório com graves responsabilidades pelo holocausto dos judeus”.

      Tornielli é categórico e não trabalha com generalizações. Sua obra tem um foco mais especifico que é o livro do jornalista inglês John Cornwell — “O Papa de Hitler”. Andrea Tornielli demonstra como o “O Papa de Hitler” é repleto de fatos e atestações inconsistentes, diria até mesmo historicistas. Como por exemplo, Cornwell afirma em seu livro que passou meses nos arquivos secretos do vaticano pesquisando documentos que supostamente comprometeriam Pio XII, quando na realidade passou apenas algumas horas durante poucas semanas nos Sacros Palácios pesquisando algo sobre o Pontífice. O Papa de Hitler tem como primário impulso a peça teatral “O Vigário”, de Rolf Hochhuth, estreada em 20 de fevereiro de 1963 no teatro Kurfürstendamm de Berlim, que deu inicio à campanha contra Pio XII.

      No livro de Tornielli é analisada a questão do realpolitik adotada pela Santa Sé para salvar os judeus. Ou seja, o movimento político que a Santa Sé usava, com um tom de praticidade, para salvar os judeus. O termo realpolitik aqui é utilizado não de modo pejorativo, mas para descrever como Pio XII agiu ocultamente para salvar milhares de vidas. O autor mostra como a diplomacia vaticana é cautelosa descrevendo a Ostpolitik que utiliza a Santa Sé para dialogar com o leste europeu no período pós-Vaticano II, com a finalidade de ao menos melhorar a vida das pessoas que eram católicas e habitavam no leste europeu.

      Pio XII, o papa diplomata, exerceu uma autoridade discreta. Fez inúmeras condenações aos regimes totalitários, salvou milhares de vidas. Suas declarações foram discretas, o que é bem distante de um obscurantismo. Seus contemporâneos, principalmente os alemães, entendiam perfeitamente o que e a quem Pio XII se referia. Como deixa claro Albert Einstein, judeu alemão, Prêmio Nobel em Física, na Revista norte-americana TIME:

      “Quando aconteceu a revolução na Alemanha, olhei com confiança as universidades, pois sabia que sempre se orgulharam de sua devoção por causa da verdade. Mas as universidades foram amordaçadas. Então, confiei nos grandes editores dos diários que proclamavam seu amor pela liberdade. Mas, do mesmo modo que as universidades, também eles tiveram que se calar, sufocados em poucas semanas. Somente a Igreja permaneceu firme, em pé, para fechar o caminho às campanhas de Hitler que pretendiam suprimir a verdade. Antes eu nunca havia experimentado um interesse particular pela Igreja, mas agora sinto por ela um grande afeto e admiração, porque a Igreja foi a única que teve a valentia e a constância para defender a verdade intelectual e a liberdade moral.”

      Ou como disse Isaac Herzog, Grão-Rabino da Palestina, em 28 de fevereiro de 1944: “O povo de Israel nunca se esquecerá o que Sua Santidade [Pio XII] e seus ilustres delegados, inspirados pelos princípios eternos da religião que formam os fundamentos mesmos da civilização verdadeira, estão fazendo por nossos desafortunados irmãos e irmãs nesta hora, a mais trágica de nossa história, que é a prova viva da divina Providência neste mundo.”

      “Pio XII — O Papa dos Judeus” é, se não um dos maiores, o único amigo do povo judeu dentre os soberanos europeus. A verdade sobre Pio XII é o que Andrea Tornielli anuncia através de sua obra. É um livro sem dúvida fantástico, até arriscaria dizer que é impossível lê-lo e não passar a admirar o venerável Pontífice. E para aqueles que já o admiram, após a leitura deste livro é quase impossível não ter inicio uma profunda devoção por Pacelli.

  • Wagner Souza

    Estou contigo Jotacê.
    Em minhas orações irei pedir á Santa Edith Stein, São Maximiliano Maria Colbe e a Maria de Nazaré Mãe de Deus a intercessão por esta canonização que colocaria um ponto final (acho,rs)e definitivo em toda esta discussão.

  • Daniel

    Excelente texto! E o Papa Francisco, como sempre, se colocando com extrema sabedoria.

  • David A. Conceição

    Agora só falta a canonização! Avante Papa Francisco!

  • Vinícius

    Esse texto me lembrou do velho filósofo escolástico Roger Bacon, onde ele alerta o mau uso do conhecimento contra a Igreja e o próprio Cristo:

    “Não escrevo essas coisas somente por consideração científica, mas por causa dos perigos que ameaçam e ameaçarão os cristãos e a Igreja de Deus por parte dos infiéis e mais que tudo por obra do Anticristo, já que ele fará uso do poder do conhecimento e transformará todas as em coisas em coisas más. Com palavras desta espécie e atos deste tipo, induzidos pelas estrelas, compostas pelo desejo de causar prejuízo e com um bem definido objetivo e forte confiança, atrairá o infortúnio e seduzirá não só indivíduos mas cidades e regiões inteiras. Desta forma admirável fará aquilo que quiser sem recorrer á guerra, e os homens lhe obedecerão como se fossem animais; ele fará reinos e estados guerrear uns contra os outros pra o seu proveito, de forma que amigos destroem os seus amigos, e desta forma atingirá os seus desejos a respeito do mundo.” (Roger Bacon, “Opus Maius”, p.415)

  • Richard

    13 Declarações de líderes judeus em defesa do Papa Pio XII

    O site forumlibertas.com, publicou em 16 de abril de 2007, declarações 13 grandes líderes judeus em defesa do grande Papa Pio XII, acusado injustamente por muitos de ter sido omisso na defesa dos judeus diante de Hitler. Na verdade a Igreja, por orientação do Papa, agindo de maneira diplomática, conseguiu salvar cerca de 800 mil judeus de serem mortos pelos nazistas.

    Segundo o site citado, essas declarações desmentem esta calúnia que foi fortemente propagada pelos adversários da Igreja católica. Elas começaram com a propaganda comunista nos anos 60 e se transmitiram pela “nova esquerda” por toda a Europa , junto com a obra financiada pela União Soviética “O Vigário”, de Huchhoth. Nela se baseia o filme “Amém”, de Costa-Gavras.

    As declarações a seguir (tradução nossa para o português), são testemunhos desde 1940, desde Einstein até os grandes rabinos de Bucarest, Palestina e Roma. Os historiadores judeus afirmam que Pio XII salvou a vida de muitos judeus.

    As declarações dos líderes judeus:

    1 – Albert Einstein:

    “Quando aconteceu a revolução na Alemanha, olhei com confiança as universidades, pois sabia que sempre se orgulharam de sua devoção por causa da verdade. Mas as universidades foram amordaçadas. Então, confiei nos grandes editores dos diários que proclamavam seu amor pela liberdade. Mas, do mesmo modo que as universidades, também eles tiveram que se calar, sufocados em poucas semanas. Somente a Igreja permaneceu firme, em pé, para fechar o caminho às campanhas de Hitler que pretendiam suprimir a verdade. Antes eu nunca havia experimentado um interesse particular pela Igreja, mas agora sinto por ela um grande afeto e admiração, porque a Igreja foi a única que teve a valentia e a constância para defender a verdade intelectual e a liberdade moral.”

    [Albert Einstein, judeu alemão, Prêmio Nobel de Física, na Revista norte-americana TIME, em 23 de dezembro de 1940. Einstein teve que fugir da Alemanha nazista e foi acolhido nos EUA na universidade de Princeton]

    2 – Isaac Herzog

    “O povo de Israel nunca se esquecerá o que Sua Santidade [Pio XII] e seus ilustres delegados, inspirados pelos princípios eternos da religião que formam os fundamentos mesmos da civilização verdadeira, estão fazendo por nossos desafortunados irmãos e irmãs nesta hora , a mais trágica de nossa história, que é a prova viva da divina Providência neste mundo.”

    [Isaac Herzog, Gran Rabino da Palestina, em 28 de fevereiro de 1944; “Actes et documents du Saint Siege relatifs a la Seconde Guerre Mondiale”, X, p. 292.]

    3 – Alexander Shafran

    “Não é fácil para nós encontrar as palavras adequadas para expressar o calor e consolo que experimentamos pela preocupação do Sumo Pontífice [Pio XII], que ofereceu uma grande soma para aliviar os sofrimentos dos judeus deportados; os judeus da Romênia nunca esqueceremos estes fatos de importância histórica.”

    [Alexander Shafran, Gran Rabino de Bucarest, em 7 de abril de 1944; “Actes et documents du Saint Siege relatifs a la Seconde Guerre Mondiale”, X, p. 291-292]

    4 – Juez Joseph Proskauer

    “Temos ouvido em muitas partes que o Santo Padre [Pio XII] foi omisso na salvação dos refugiados na Itália, e sabemos de fontes que merecem confiança que este grande Papa estendeu suas mãos poderosas e acolhedoras para ajudar aos oprimidos na Hungria”.

    [Juez Joseph Proskauer, presidente do “American Jewish Committee”, na Marcha de Conscientização de 31 de julho de 1944 em Nova York]

    5 – Giuseppe Nathan

    “Dirigimos uma reverente homenagem de reconhecimento ao Sumo Pontífice [Pio XII], aos religiosos e religiosas que puseram em prática as diretrizes do Santo Padre, somente viram nos perseguidos a irmãos, e com arrojo e abnegação atuaram de forma inteligente e eficaz para socorrer-nos, sem pensar nos gravíssimos perigos a que se expunham.”

    [Giuseppe Nathan, Comissário da União de Comunidades Israelitas Italianas, 07-09-1945]

    6. A. Leo Kubowitzki

    “Ao Santo Padre [Pio XII], em nome da União das Comunidades Israelitas, o mais sentido agradecimento pela obra levada a cabo pela Igreja Católica em favor do povo judeu em toda a Europa durante a Guerra”.

    [ A.Leo Kubowitzki, Secretario Geral do “World Jewish Congress” (Congresso Judeu Mundial ), ao ser recebido pelo Papa em 21-09-1945]

    7. William Rosenwald

    “Desejaria aproveitar esta oportunidade para render homenagem ao Papa Pio XII por seu esforço em favor das vítimas da Guerra e da opressão. Proveu ajuda aos judeus na Itália e interveio a favor dos refugiados para aliviar sua carga”.

    [William Rosenwald, presidente de “United Jewish Appeal for Refugees”, 17 de março de 1946, citado em 18 de março no “New York Times”.

    8 – Eugenio Zolli

    “Podem ser escritos volumes sobre as multiformes obras de socorro de Pio XII. As regras da severa clausura cairam, todas e cada uma das coisas estão a serviço da caridade. Escolas, oficinas administrativas, igrejas, conventos, todos têm seus hóspedes. Como uma sentinela diante da sagrada herança da dor humana, surge o Pastor Angélico, Pio XII. Ele viu o abismo de desgraça ao qual a humanidade se dirige. Ele mediu e prognosticou a imensidão da tragédia. Ele fez de si mesmo o arauto da voz da justiça e o defensor da verdadeira paz”.

    [Eugenio Zolli, em seu livro “Before the Dawn” (Antes da Aurora), 1954; seu nome original era Israel Zoller, Gran Rabino de Roma; durante a Segunda Guerra Mundial; convertido ao cristianismo em 1945, foi batizado como “Eugenio” em honra de Eugenio Pacelli, Pío XII]

    9 – Golda Meir

    “Choramos a um grande servidor da paz que levantou sua voz pelas vítimas quando o terrível martírio se abateu sobre nosso povo”.

    [Golda Meier, ministra do Exterior de Israel, outubro de 1958, ao morrer Pío XII]

    10 – Pinchas E. Lapide

    “Em um tempo em que a força armada dominava de forma indiscriminada e o sentido moral havia caído ao nível mais baixo, Pio XII não dispunha de força alguma semelhante e pôde apelar somente à moral; se viu obrigado a contrastar a violência do mal com as mãos desnudas. Poderia ter elevado vibrantes protestos, que pareceriam inclusive insensatos, ou melhor proceder passo a passo, em silêncio. Palavras gritadas ou atos silenciosos. Pio XII escolheu os atos silenciosos e tratou de salvar o que poderia ser salvo.”

    [Pinchas E. Lapide, historiador hebreu e consul de Israel em Milão, em sua obra “Three Popes and Jews” (Três Papas e os Judeus), Londres 1967; ele calcula que Pío XII e a Igreja salvaram com suas intervenções 850.000 vidas].

    11 – Sir Martin Gilbert

    “O mesmo Papa foi denunciado por Joseph Goebbels – ministro de Propagando do governo nazista – por haver tomado a defesa dos judeus na mensagem de Natal de 1942, onde criticou o racismo. Desempenhou também um papel, que descrevo com alguns detalhes, no resgate das três quartas partes dos judeus de Roma”.

    [Sir Martin Gilbert, historiador judeu inglês, especialista no Holocausto e a Segunda Guerra Mundial, em uma entrevista em 02-02-2003 no programa “In Depth”, do canal de televisão C-Span]

    12 – Paolo Mieri

    “O linchamento contra Pio XII? Um absurdo. Venho de uma família de origem judia e tenho parentes que morreram nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Esse Papa [Pio XII] e a Igreja que tanto dependia dele, fizeram muitíssimo pelos judeus. Seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas e quase um milhão de judeus salvos graças à estrutura da Igreja e deste Pontífice. Se recrimina a Pio XII por não ter dado um grito diante das deportações do gueto de Roma, mas outros historiadores têm observado que nunca viram os antifacistas correndo à estação para tratar de deter o trem dos deportados. Um dos motivos por que este importante Papa foi crucificado se deve ao fato de que tomou parte contra o universo comunista de maneira dura, forte e decidida.”

    [Paolo Mieri, periodista judeu italiano, ex-diretor do “Corriere della Será”, apresentando o livro “Pio XII; Il Papa degli ebrei” (Pio XII; O Papa dos hebreus), de Andrea Tornielli, a 6 de junho de 2001. ]

    13 – David G. Dalin

    “Pio XII não foi o Papa de Hitler, mas o defensor maior que já tiveram os judeus, e precisamente no momento em que o necessitávamos. O Papa Pacelli foi um justo entre as nações a quem há de reconhecer haver protegido e salvado a centenas de milhares de judeus. É difícil imaginar que tantos líderes mundiais do judaísmo, em continentes tão diferentes, tenham se equivocado ou confundido a hora de louvar a conduta do Papa durante a Guerra. Sua gratidão a Pio XII permaneceu durante muito tempo, e era genuína e profunda.

    [David G. Dalin, rabino de Nova York e historiador, 22 de agosto de 2004, entrevistado em Rímini, Itália]

    Contra essas declarações inequívocas de ilustres judeus, é impossível alguém mais sustentar as antigas calúnias contra o Papa Pio XII; se assim o fizer, será por ignorância histórica ou maldade consumada.

    Prof. Felipe Aquino – http://www.cleofas.com.br

  • Alessandro

    No livro que compila dos diálogos do Rabino Skorka com o Cardeal Bergoglio eles conversam sobre esse assunto. É bem interessante a “conclusão”. O então cardeal levanta pontos defendendo Pio XII e o rabino chama a atenção para o fato de que os arquivos de tal Papa ainda não foram abertos. Não sei se isso é algo que já se modificou porque essa abertura de arquivos ocorre aos poucos, mas, caso não,deve acontecer logo, logo…Aí, com fontes primárias, um estudo mais sereno, que beneficia a verdade, poderá ser feito. Fica aqui meu elogio ao artigo. Não conhecia essa colocação do Papa. Abraços

  • Lucas Sodré

    Que postagem legal.

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