A cultura indígena é prejudicada pela evangelização? Sabe de nada, inocente!

A partir da canonização de São José de Anchieta, veio mais uma vez à tona a discussão sobre os possíveis danos à cultura indígena provocados pela evangelização. Os defensores dessa tese cultivam a ideia romântica de que os índios seriam uma espécie de “povo intocável”, que não pode entrar em contato com outras culturas e nem ser influenciado por elas, para não se corromper.

Deem só uma olhada no nível dos twits sobre o tema:

twits_anchieta

Como piada esses comentários até que são úteis (confesso que ri do “espirro tuberculoso”), mas a pretensão de conhecimento de causa desse povinho faz tudo isso ser digno de lástima, assim como a matéria infame que saiu na “Carta Capital”. Eita mainha, quanta opinião ordináaaaaaria!

Ora, as interações culturais entre os povos são comuns em toda a parte. Nessa dinâmica, são absorvidas coisas boas e ruins, mas nenhum povo jamais achou bacana fechar-se numa bolha, de modo a isolar-se do resto do mundo para manter seus costumes eternamente imutáveis. Porém, o mito do bom selvagem, que ganhou força com Rousseau, difundiu entre os ocidentais a ideia de que os índios são ingênuos, puros e vivem em perfeita harmonia, e o contato com a civilização só pode lhes degenerar.

Basta um leve esforço de estudo para descobrir que a história é bem diferente. Canibalismo e guerras entre tribos eram muito comuns, já bem antes de os homens brancos chegarem por essas bandas (Hans Staden que o diga). E muitos índios resolveram abandonar a vida nas aldeias e adotar nomes de brancos, por livre e espontânea vontade, como descreve muito bem o “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (saiba mais aqui).

indios_modernidade

Na verdade, nem precisa estudar história para saber que muitos índios desejam absorver a cultura dos brancos; é só olhar as notícias nos jornais. Cada vez mais indígenas cursam escolas e faculdades, têm acesso à internet, buscam assistência médica, jogam futebol, são usuários de telefonia celular e desejam morar em casas com TV e água quente no chuveiro. Ironicamente, quem zela por manter o povo indígena eternamente dependente do cuidado dos brancos e petrificado no tempo das cavernas são os brancos, não os índios.

Nos Estados Unidos, a coisa é bem diferente. Os índios mantêm muitos dos costumes de seus ancestrais, mas estão perfeitamente integrados à sociedade americana. Não são coitadinhos, não precisam que o Estado lhes sirva de babá nem que representantes de ONGs lhes prestem favores ou briguem pro seus direitos. Eles são independentes e, a seu modo, bem-sucedidos (saiba mais aqui).

“Esta ideia de que o guarani tem que ser o mesmo guarani de 1500 é absurda, na medida em que a gente pensa que a gente também não é igual aos nossos avós. Então porque esperar que os guaranis sejam iguais e seus antepassados?”

– Letícia Bauer. Diretora do Museu das Missões (São Miguel das Missões-RS)

montoyaVoltando à questão histórica. A colonização das Américas e, portanto, o intenso contato entre índios e brancos era inevitável. A cultura indígena sofreria influências dos brancos e também os influenciaria, com ou sem a ação dos jesuítas. Porém, sem os jesuítas, o número de índios mortos e escravizados teria sido imensamente superior.

Os bandeirantes, inicialmente, acharam vantagem em atacar as missões, onde os índios se encontravam reunidos e pacificados. Mas os padres reagiram, não só conseguindo que Portugal reafirmasse com maior vigor a proibição da escravização de índios, como também metendo bala em sujeito folgado. Em 1638, o Padre Montoya foi a Madri, onde conseguiu a autorização do rei para que os índios se defendessem com armas de fogo. E, nas guerras guaraníticas, os jesuítas pegaram em armas para defender os índios contra o poder colonial português e espanhol, provando com sangue seu amor pelo povo indígena (duvido que você tenha aprendido isso na escola).

“O Brasil dos jesuítas era um Brasil onde os indígenas tinham um poder muito grande em comparação com o poder que têm hoje. Onde o idioma dos índios era falado pelas pessoas no cotidiano”.

– Edgar Leite Castro, professor de história da Uerj

Mas, bem pior do que os não-católicos desinformados acusando a Igreja de destruir a cultura indígena, são os próprios católicos apoiando a ideia herética de que os índios são tão perfeitos que não precisam ser evangelizados. Entretanto, a palavra de Cristo não poderia ser mais clara: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (Mt 28,19). TODAS AS NAÇÕES, certo? Isso não parece deixar de lado as nações indígenas.

Segundo José Carlos Coutinho, professor da UNB, nas lendas indígenas já estava registrada a espera por um Salvador, que viria protegê-los e redimi-los, gerando o bem geral de todos. Ou seja: o coração dos índios pedia para conhecer Jesus, intuía a Sua existência. Essa “coincidência” facilitou o relacionamento dos índios com os padres jesuítas, que eram considerados muitas vezes como antigos pajés, que haviam voltado da terra dos espíritos para lhes orientar.

Por isso, apesar de muitas resistências encontradas em diversas tribos, os jesuítas, em geral, foram muito bem aceitos pelos índios. A evangelização, portanto, não foi imposta a cacetadas, mas sim acolhida voluntariamente. Como bem observou a Letícia Bauer, não tem como imaginar que poucos padres jesuítas dominaram e forçaram 6 mil índios a permanecer em uma redução. Houve obviamente um consenso.

anchieta_indios

Relevo que integra um monumento a Anchieta, em São Paulo.

Por meio de Sua Igreja, Jesus purifica as culturas de seus aspectos negativos, e faz pulsar ainda mais seus aspectos positivos. Por exemplo, mas missões jesuíticas a cultura de não-acumulação dos índios foi valorizada, assim como a partilha comum dos bens; por outro lado, o assassinato de crianças deficientes e gêmeas foi duramente condenado. Nesse sentido, também os povos “civilizados” necessitam urgentemente ser purificados da cultura morte, do hedonismo, do relativismo e do materialismo.

“Porém, o que significou a aceitação da fé cristã para os povos da América Latina e do Caribe? Para eles, significou conhecer e acolher Cristo, o Deus desconhecido que os seus antepassados, sem o saber, buscavam nas suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que esperavam silenciosamente. Significou também ter recebido, com as águas do batismo, a vida divina que fez deles filhos de Deus por adoção; ter recebido, outrossim, o Espírito Santo que veio fecundar as suas culturas, purificando-as e desenvolvendo os numerosos germes e sementes que o Verbo encarnado tinha lançado nelas, orientando-as assim pelos caminhos do Evangelho.”

– Papa Bento XVI . Discurso da abertura do CELAM, 2007

Para quem quiser se aprofundar melhor sobre a questão histórica, recomendo o documentário “Missões Jesuíticas – Guerreiros da Fé”. O filme apresenta o ponto de vista de diversos estudiosos, que expõem opiniões positivas e negativas a respeito da ação dos jesuítas no Sul do país.

Missões Jesuíticas – Guerreiros da Fé” (01/01)

Missões Jesuíticas – Guerreiros da Fé” (02/01)

Missões Jesuíticas – Guerreiros da Fé” (03/01)

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Agradeço a ajuda do amigo Bruno Linhares, do blog O Legado do Andarilho, na elaboração deste post.

50 comments to A cultura indígena é prejudicada pela evangelização? Sabe de nada, inocente!

  • Sidnei

    As vezes me pergunto, este pessoal que fez estes comentário acima, ou eles são ignorantes, se fazem de ignorantes ou querem ser ignorantes. Não é possível com tantos escritos testemunhando a defesa da Igreja, do Pe. José de Anchieta e tantos religiosos em favor dos índios estes imbecis ainda acreditam que a Igreja foi responsável pela morte de milhões de indígenas. O fato deste pessoal, principalmente os “católicos” ligados a TL como os Boffs e Betos da vida dizerem que os índios não precisavam serem evangelizados talvez na cabeça deles há a concepção de que o evangelho nem deveria ter saído da Palestina, deveria ter ficado por lá mesmo e nem ter sido proclamado entre os gentis e até de judeus daquela época, deveria ter sido pratica apenas entre os seguidores de JESUS, e acabo por lá mesmo, que gente mais lerda de pensamento, por onde anda a cabeça desta gente?, nós céus é que não pode. E voltando aos comentário acima, meu DEUS é por isto que o Brasil esta entre os piores na lista de alunos que não conseguem ter raciocínios lógicos porque esta gente não pensa, dizer que por um espirro de um tuberculoso matava 100 índios, parece que os europeus que vinham para ká no inicio do descobrimentos faziam de proposito, mandavam os mais doente para contaminar um grande número de índios e assim eles iriam eliminados aqueles povos para ficarem com as terras deles, Santo DEUS, será que não passa na cabecinha desta gente toda que naquela época nem se conhecia a origem de diversas doenças e nem se pensava que os índios não haviam os anti corpos necessários para contra atacar os vírus trazidos pelos europeus que estes nem imaginavam que eram vírus que provocavam a maioria das doenças, principalmente, as respiratórias. Também na cabecinha desta gente, como bem demonstra na matéria, parece que eles querem que os índios ainda vivam como seus ancestrais, horas, se é o próprio índios que quer se integrar a sociedade, então quem somo nós para impedi-los, assim se eles não querem, e quererem continuar no meio do mato, também não poderemos obriga-los a se integrar conosco, mas se parte deles a quererem se integrar, então quem somos nós ou quem são ele para dizerem que não. E por fim, se esta gente toda acha que os europeus vieram aqui roubar as terras dos índios então façam uma coisa, arrumem as malas, verifiquem as suas origens e voltem para o país que seus antepassados vieram, e deixem tudo aqui para os índios, será que alguém se habilitará a isto, principalmente estes que abaixam a lenha na Igreja Católica, no Pe. José de Anchieta como estes anencefalos aí em cima.

  • Christiane

    Gente burra por opção no Brasil é mato… Por isso que este país não vai pra frente!

    Excelente texto, parabéns! Contribuiu e muito para minha formação cultural. Apesar de eu gostar de História, não posso confiar na maioria esmagadora das obras que estão disponíveis no mercado para ler, então preciso procurar fontes mais confiáveis como esta aqui que me mostra o outro lado da moeda, sem distorções. Muito obrigada! Parabéns ao Bruno Linhares também! Que venham mais e mais colaboradores para esta obra! 🙂

    • Olá, Christiane!
      Esse livro que nós utilizamos para consulta, faz parte de uma coleção. Há outros dois que tratam de historia, um da América Latina e outro do mundo. Vale muito ter todos, pois são recheados de referências bibliográficas.

      Paz e Bem

      • Bruno Igor

        Olá, eu curso história. Onde encontro esses livros? Preciso das referências por favor.

        • Olá, Bruno.
          Os livros aos quais me referi acima, da série “Guia politicamente incorreto”, são facilmente encontrados nas livrarias hoje em dia. Na Saraiva, por exemplo, é comum lançarem promoções e pacotes com esses livros. Comprando pela internet e mandando entregar numa das lojas, não paga frete.

  • Robson

    Parabéns!!!!!!!!
    Sou um ex protestante convertido ao catolicismo. Que Nosso Senhor Jesus Cristo seja sempre anunciado pelo testemunho de Sua Santa Igreja!

  • Jotacê

    Pelo amor de Nossa Senhora! É cada “tuíte”, hein?
    O que a gente vê de gente IMBECIL nas redes sociais e comentários de páginas é um absurdo. Até evito ler essas m***, pois me dá vontade de pegar o autor da barbaridade pelo pescoço e dar-lhe uns tabefes para ensinar um pouco de civilidade ao desgraçado. Como infelizmente não posso fazer isso, guardo a raiva e fico frustrado.

    Sobre o artigo, perfeito. Absolutamente lógico! E fiquei particularmente encantado com esse trecho:
    “[…] nas lendas indígenas já estava registrada a espera por um Salvador, que viria protegê-los e redimi-los, gerando o bem geral de todos. Ou seja: o coração dos índios pedia para conhecer Jesus, intuía a Sua existência. Essa “coincidência” facilitou o relacionamento dos índios com os padres jesuítas, que eram considerados muitas vezes como antigos pajés, que haviam voltado da terra dos espíritos para lhes orientar.
    Isso é maravilhoso! Como Deus tem o momento certo para tudo, e não dá um ponto sequer sem nó!

    Sugestão:
    Gostaria MUITO de um artigo que dissertasse sobre a atitude da Igreja no Brasil durante a escravidão. Pois desde bem pequeno ouvi os meus “professores” de “História” afirmarem na maior cara-dura que a partir de certo momento na colonização os padres começaram a proteger os índios, mas ignoravam completamente os escravos negros. E gostaria de ter argumentos para refutar essa estupidez!
    Deus abençoe este site!

    • Olá, Jotacê!

      Dá para fazer um apanhado sobre a relação da Igreja Católica com a escravidão no Brasil, sim. Há bastante material por aí.

      Enquanto isso, eu te recomendo vivamente a leitura dessa obra superinteressante, que disponibilizo em pdf no meu site: http://oandarilho01.files.wordpress.com/2013/08/a-igreja-catc3b3lica-em-face-da-escravidc3a3o-jaime-balmes.pdf

      Nesse livro, o autor explica como se deu a interferência da Igreja Católica para o fim da escravidão, em âmbito mundial.
      Quando ouvirmos que a Igreja foi conivente com a escravidão, JAMAIS no esqueçamos de que a escravidão é anterior a ela.

      • Jotacê

        Obrigado pelas informações e pelo link, Bruno! No meu local de trabalho eu não tenho acesso (é bloqueado), mas farei o download ao chegar em casa, com certeza!

        “Quando ouvirmos que a Igreja foi conivente com a escravidão, JAMAIS no esqueçamos de que a escravidão é anterior a ela.”
        Tem toda razão!
        Lembro que em uma de suas aulas, o Padre Paulo Ricardo disse algo estupendo, do qual eu nunca havia me dado conta antes: o Cristianismo, ao se propagar, eliminou a escravidão. Ponto, isso é certo. Mas foi somente no Renascimento, que na verdade foi um ressurgir do paganismo, e não um “florescer do conhecimento” como adoram apregoar os “historiadores”, que a escravidão ressurgiu. Por qual motivo? Pelo abandono de vários dos valores Católicos da Idade Média…
        Um grande abraço!

    • Eu mesmo nunca mais passei nos comentários do G1. Qualquer fato que diga respeito à Igreja é desta forma que eles comentam. O pior é um comentário que um dia vi lá de um rapaz que respondeu com autoridade um fato distorcido sobre a vida de Nelson Mandela e outro perguntou à este último se o mesmo tinha fugido da escola…kkkk…. Dessas escolas cheias de ideologia esquerdista o melhor que se tem a fazer mesmo é fugir…kkk

      • Jotacê

        Pois é, Juliano. Nas áreas de comentários desses sites, encontramos teólogos, filósofos, cientistas, todos escrevendo suas ideias de forma serena e em um português impecável!… O brasileiro é um gênio autodidata, não sei por qual motivo este país não vai pra frente!

  • Maravilhoso post Viviane.
    Lembro-me de quando pequena, na escola, meu professor de história desceu o “cacete” na Igreja por interferirem na cultura dos índios. Deu o maior rolo, pois a escola era de freiras… imagina só!
    Parabéns pelo post! Deus nos guarde!

  • Um índio, se parasse para observar a avaliação que esses coitadistas fazem da sua história, ficaria muito p#t0, com toda a razão. Imaginar o índio como um ser inocente e bocó, mais mijado de medo que uma criança mimada é ridicularizar o índio.
    Não é porque eles não tinham pólvora nem roupas que em sua estrutura social não existiam estratégias bélicas, intrigas, casamentos arranjados e ambições mil que sempre regeram as civilizações ao redor do globo. Com efeito, a presença do “homem branco” foi muito utilizada por líderes de tribos indígenas a seu favor para dominarem umas às outras.
    Isso é, inclusive, um soco no estômago dos “profetas da diversidade”, para quem a diversidade é “lindja”, desde que o “outro”, o “diferente”, seja preservado em sua posição diminuída.

    Mas, foi como a Viviane pontuou: a pretensão dos críticos é digna de lástima. Me parece até um caso pra psiquiatria. Esse povo projeta a sua raivinha para cima dos jesuítas, porque sabe que contra os bandeirantes armados eles não teriam chance. Teriam sido os primeiros a morrer, na época (e preocupados em salvar os próprios fiofós, antes de qq o de qq papa capim).

  • Que nojo deste artigo da Carta Capital hein… Tantos milagres que a ciência não explica e esse cara vem alegar que o Vaticano está canonizando santos sem fazerem milagres porque o avanço da ciência tornou cada vez mais difícil comprová-los??? Será que ele seria capaz de explicar cientificamente o milagre de Guadalupe, por exemplo, passando por cima dos cientistas (inclusive um deles era o Nobel de química) comprovando o que sua própria mente diz???

  • Uma de nossas leitoras, Patrícia Anielly, nos informou que em seu curso letras o que mais se diz é que a Igreja impôs a língua portuguesa aos índios, por meio da ação dos padres jesuítas. Nada mais injusto e absurdo! Os jesuítas produziram a primeira gramática da língua guarani (Padre Montoya), unificaram a língua dos índios em um idioma de base comum e produziram a gramática tupi-guarani (São José de Anchieta), além de produzirem catecismos e autos de fé na língua dos índios.

    O Marquês de Pombal expulsou os jesuítas do Brasil. Portanto, se alguém foi responsável por varrer a língua indígena do Brasil foi o Estado iluminista português, em franca perseguição à Igreja.

    Acrescento aqui o comentário do Pe. Anderson Alves, da diocese de Petrópolis:
    Foi o marques de Pombal que impôs a língua portuguesa como única e oficial do Brasil. Por dois séculos a língua mais falada no Brasil foi o tupi-guarani. Essa língua ainda tem reflexos no “dialeto” caipira, como a incapacidade de falar o “lh” (mio, paia etc.), som que não existia em tupi-guarani.

  • Vinícius

    Muito bom! Isso me lembra o filme “A missão”, onde mostra a verdadeira chegada dos jesuítas nas tribos indígenas, além da posição da Igreja quanto aos jesuítas, que estava de mãos atadas pelos portugueses e espanhóis.

  • Vinicius

    O que o meu professor mais fala é q os jesuitas e a igreja eram contra a escravização do indio mas à favor d do negro para converte-lo

  • Shell-kun

    Como moro no Pará, estudo com muitos indígenas (estereótipo real). A maioria já é meio misturada, então muitos são Católicos, inclusive o pai um de meus colegas é Ministro da Eucaristia.

    Uma colega minha da tribo Kaxuyana modificou extremamente o jeito de ser por causa do pai que a trouxe pra cidade, segundo ela, ela não usava maquiagem, shortinho, shampoo, essas coisas.. Simplesmente mudou de uma hora pra outra por influência. Desde esse dia, eu fiquei pensando que os indígenas são extremamente influenciáveis (mas, não posso falar isso por lá, Deus Me livre, é ‘preconxeitu’) e ela só aprendeu essas coisas, chega a ser triste, porque o pai não teve uma preocupação de Evangelizá-la, e sim de ensinar coisas do mundo, negando até a própria cultura. Aí que eu acho engraçado.. Minha faculdade é cheia de comunistas irritantes que falam que José de Anchieta é um monstro, e que a modernização, que também é um choque cultural, é integração.. Vai entender esse povo

  • David do Nascimento Corrêa

    Nasci na cidade de São Mateus, norte do Estado do Espírito Santo, região que predominavam os índios Aymorés e onde São José de Anchieta fundou uma vila que mais tarde daria origem a cidade.

    Também sou descendente desses Aymorés e posso confirmar a informação das lendas porque na infância tive contato com algumas delas e isso sempre fora uma confirmação da minha identidade católica que mais tarde me permitiria um encontro pessoal com Cristo.

    Como aparecerão espertalhões para tentar refutar essa parte das lendas é importante que seja frisado que qualquer um que tenha contato com os mais velhos aqui da minha cidade (que tem mais de 1400 anos) vai ver que não é invenção do Blog, mas fato real e uma tradição passada de geração em geração, pois apesar de já não haverem aqui índios “raça pura” mas qualquer um tem contato direto com sua cultura.
    Obrigado pelo artigo e parabéns pelo trabalho.

  • Alisson Celestino

    Boa tarde, essa é a primeira vez que comento aqui
    Gostaria de parabenizar a todos do site que tem me ajudado muito por sinal, descobri o site há mais ou menos um mês.
    Estou começando a frequentar a igreja depois de quase sete anos, fiz crisma, mas ia pra igreja só por “obrigação”, agora estou com sede de Deus.

    Mas enfim, tenho uma dúvida que em nada tem haver com o post, é sobre uma missionária que afirma ter ido ao inferno quinze vezes e ao paraíso Rudo isso em vida o nome dela é Yonara santo, grande parte da minha família é evangélica e eles me chamaram para ver esse dvd, acho improvável tudo isso ter acontecido, mas conheço muito a bíblia e não tenho muito argumento pra defender minha opinião, gostaria de uma ajuda de vcs do site quanto a este assunto, se puderem ver o video se encontra no YouTube, desde já agradeço.

    Que Deus os abençoe.

    • Oi, Alisson!
      Fui procurar o vídeo, quando vi que tinha quase duas horas desisti de ver, num tenho paciência pra ouvir uma pastora por tanto tempo, rsrs.
      Mas porque você acha essa questão relevante? Há algo que a pastora falou que tenha lhe gerado alguma dúvida específica?
      Se é verdade ou não que ela foi ao inferno, deve ter visto Lutero lá, não viu não? Uma beata da Igreja Católica (nessa sim eu creio) teve uma visão e ficou sabendo que Lutero tava queimando lá.

      Deus te abençoe tb!

    • Christiane

      Esses “arrebatamentos” protestantes são uma palhaçada desde o início.
      Primeiro vem um cara do nada bater na porta do cidadão pra dizer “O Senhor mandou te dizer pra te preparar, porque hoje, tal hora, serás arrebatado!” Aí o cara fica pacientemente esperando dar a hora (ele nem duvida de nada, o inocente!)Aí de repente um anjo vem buscar e do nada leva o cara direto pra ver o inferno, onde a primeira pessoa que eles vêem é o papa João Paulo II, que foi condenado por saber a verdade e não falar aos fiéis… e por aí vai. O cara vai apontando pra cada condenado (reconhece na hora, teve um que viu o Michael Jackson)e o “anjo” vai falando por que cada um está lá. E é uma lista longa! De padres, bispos, papas, santos, se bobear até colocam Maria lá, condenada pela sua soberba de ser mãe de Deus e rainha dos anjos… ME POOOUPE!
      Allisson esse “me poupe” não é pra você, viu? é pra esses pastores!

      • Pois é, Christiane…
        Outra coisa que vc pode questionar, Alisson, é: que sinais essa “vidente” dá para que suas visões tenham crédito?
        Sim, porque os profetas traziam mensagens de Deus para o povo, mas eram dignos de crédito porque suas profecias eram acompanhadas de fortes sinais. E essa criatura, que provas dá de que realmente fez tour no inferno?

        • Geneto Eugenio

          Essa mensagem “apocalíptica”(sabe nada, inocente) pregada pelos protestas sempre foi e sempre será seu carro chefe.Proselitismo barato, tentam ganhar o contribu…ops! “servo” pelo medo e aflição e se afastam da Verdade, agora assim Apocalíptica de um céu novo, homens novos, ressuscitados em Cristo Jesus, de esperança que aguardam com alegria o encontro definitivo de toda a Igreja com o seu Senhor.

          Alisson fique firme em sua decisão de estar na Igreja Católica Apostólica Romana e confie em Nossa Senhora.PAZ E BEM!!!

  • Alisson Celestino

    Então, é que além de tudo ela fala não citando nomes, mas dá a entender que viu o Papa João Paulo II, Roberto Marinho entre outras pessoas conhecidas pedindo ajuda no inferno(engraçado ela não ter visto Lutero mesmo rs), fala também que uma das pessoas que ela vê queimando se pergunta; “eu pedi tanto a Maria e São José durante a minha vida e pq estou aqu”, é claro que para provocar os católicos, mas alguém havia me dito uma vez que tem na bíblia um trecho que fala que ninguém pode ir ao inferno ou paraíso e se comunicar com as pessoas na terra é mais ou menos isso não sei, vc sabe qual é esse trecho, só pra minha família não se iludir com o que viram, pois alguns ficaram muito assustados, essa pastora está ensinando procurar a Deus metendo medo nas pessoas.

    • Ah, já entendi, Alisson! Essa mulher é uma coitada. Se não arrepender antes da morte dessas infâmias contra a Mãe de Deus e contra São José, é bem capaz dela ir ver o inferno de verdade.

      Acho que a passagem à qual vc se refere é a parábola de Jesus sobre o Rico e o Lázaro (Lucas 16,19-31): no inferno, o Rico pediu a Abraão para que a alma do bom Lázaro voltasse ao mundo dos vivos e aconselhasse seus parentes. Abraão lhe deu um NÃO sonoro e redondo. Afinal, os vivos já têm tudo o que precisam para seguir o caminho de Deus: a Lei e os profetas.

    • Jotacê

      Alisson, a “paxtôra” afirmou ter visto viu João Paulo II e Roberto Marinho… no inferno?
      Não é por nada não, mas essa mulher é da “igreja” Universal? Afinal, segundo a “ermã”, justamente dois representantes dos maiores “concorrentes” da Record/Universal, a Igreja e a TV Globo, estariam nas trevas! 😀 Muita coincidência…
      Para mim, essa tia aí está é transbordando de Deus, isso sim. Mas não de Deus, o Senhor, e sim, da cerveja homônima:
      http://beercode.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Cerveja-do-mes-agosto-2012.jpeg

  • Alisson Celestino

    Essa da cerveja foi boa hein kkkkk
    Quanto a “igreja” da qual ela faz parte não sei qual é, mas não é a universal.

    A catequista era essa a parábola que eu estava procurando, valeu mesmo.

  • Alisson Celestino

    Christiane, ouvi falar dessa aí do Michael jackson, é cada uma que aparece e muita gente acredita e fica amedrontado com isso, misericórdia senhor.

  • Sidnei

    Eu não assisti o vídeo na internet desta pastora dizendo que foi ao inferno e viu o Papa João Paulo II e mais algumas pessoas, não tenho saco para assistir estes vídeos protestantes que só o que fazem é proselitismo barato, somente para enganar os menos preparados para defender a sua fé. Esta senhora adisse que viu o Papa João Paulo II no inferno porque não ensinou a verdade, gostaria de perguntar a esta senhora quais das verdades protestantes que João Paulo II não ensinou já que são várias as verdades no meio protestante e que fica difícil acreditar quem esta falando a verdade ou a mentira. Ela poderia responder que somente o tripé de toda a teologia protestante, porém este tripé só traz uma meia verdade e não a verdadeira inteira: Somente a Graça, mas aonde fica o convite que DEUS faz a cada um de nós de o Seguirmos ou não, e nós, mesmo com nossa natureza prejudicada mas não totalmente arrasada poderemos responder a este convite ou não; Somente a fé, e as obras aonde ficam, nenhum protestante até hoje convenceram que as obras são desnecessária a Salvação Eterna quando as Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição e o Magistério da Igreja sempre ensinaram que se a fé não vier acompanhadas com obras esta fé é morta em si mesma assim como as obras se não vier acompanhada pela fé verdadeira (isto vale para os espiritas) não terá valor algum perante a DEUS; e por final o Somente as Escrituras, e aonde fica a Sagrada Tradição, o ensino oral de CRISTO e dos Santos Apóstolos o qual berçou as Sagradas Escrituras e o qual elucidam as mesmas e as mesmas também elucidam a Sagrada Tradição formando quase que uma única via da revelação divina, porém uma escrita e outra oral e por fim o Magistério da Igreja o qual JESUS instituiu na pessoa dos Santos Apóstolos e seus Sucessores que iriam garantir e guardar pela força do ESPIRITO SANTO as Verdades reveladas por JESUS e confiadas e este Magistério. Não, não tem como acreditar em uma criatura desta, ela esta blefando em todos sentidos, só rezo para que DEUS ilumine a todos para que não caia no engodo desta aí e de muitos que vem como pastores mas são lobos disfarçados em pele de cordeiros.

  • Roberta

    OFF
    Por favor, eu peço a todos que peçam explicações a este padre, dep. estadual, que pertence ao Partido Verde – defensor da maconha e do aborto -, e quefaz questão, em época de eleições de celebrar missas aqui na região, inclusive na minha comunidade.
    https://www.facebook.com/PadreAfonsoLobato2?fref=ts
    https://www.facebook.com/afonsolobato.ii?fref=ts
    http://www.padreafonso.com.br/index.php

  • João Silva

    Boa noite!!texto , bem esclarecedor…meu professor de história mentiu pra mim mesmo!! :p

    Como não achei um link para deixar dúvidas e já que não tenho mais face utilizo desse espaço.

    Estava lendo sobre um pouco sobre outras denominações cristãs,não sei se tem esse post aqui, senão, teria como falarem um pouco ou indicarem algum material sobre o que aconteceu para que houvesse divisões dentro da igreja, como a formação da igreja Armenica,Oriental, Ortodoxa,Ortodoxa grega( é a mesma que ortodoxa?), etc. abraços

    • Oi, João!
      Você pode escrever para vivianedasilva@gmail.com

      Ficamos devendo um post com o assunto pedido por você. Abraço!

    • Fábio Rodrigues Ribeiro

      Olá, é a meu primeiro comentário no blog,

      Não tenho um aprofundamento ideal para entrar em embate no blog, entretanto estou mergulhando nesta correnteza. Queria um comentário sobre estas igrejas, lembro-me que existe uma igreja no Brasil fundada por um bispo herege e excomungado.

      Eu gostaria de que falassem das igrejas denominadas como “Católicas”. Acredito que seja um bom tema, embora muito genérico, poderia aprofundar nele

      Agradeço,
      Fábio

  • JR

    Catequista, por favor, poderia esclarecer uma dúvida? Segundo o relato sobre o Pe. Montoya de pegar em armas para defender os indios, seguindo um raciocínio semelhante: um pai de família cristão PODE pegar em armas para defender sua família de uma invasão de bandidos em sua casa? Ele pode matar o bandido com uma arma? Estaria ou não pecando?

    • JR,
      A doutrina da Igreja ensina que toda pessoa tem direito à legítima defesa. Então, é claro que um pai ou mãe de família pode – tanto pela lei dos homens quanto pela lei de Deus – meter a bala em um bandido que invada a sua casa. Mas há uma condição importante: tal invasor, para receber uma resposta tão violenta, deve estar ameaçando a integridade da família. Ou seja, se for um coitado faminto e desarmado que pulou o muro pra roubar umas goiabas no pomar, é absolutamente pecaminoso atentar contra a sua vida, pois se trata de uma reação desproporcional. Agora, se um cara entra dentro da casa armado, é grande a possibilidade de que ele possa matar e estuprar quem estiver ali dentro. Então, é justo que a família reaja com vigor, da forma que puder, e se isso causar a morte do invasor, não há pecado por parte de quem se defende.

  • Josiane

    Complementando o que a Vivi disse, segue o que diz o Catecismo da Igreja:

    “A LEGÍTIMA DEFESA

    2263. A defesa legítima das pessoas e das sociedades não é uma excepção à proibição de matar o inocente que constitui o homicídio voluntário. «Do acto de defesa pode seguir-se um duplo efeito: um, a conservação da própria vida; outro, a morte do agressor» (39). «Nada impede que um acto possa ter dois efeitos, dos quais só um esteja na intenção, estando o outro para além da intenção» (40).

    2264. O amor para consigo mesmo permanece um princípio fundamental de moralidade. E, portanto, legítimo fazer respeitar o seu próprio direito à vida. Quem defende a sua vida não é réu de homicídio, mesmo que se veja constrangido a desferir sobre o agressor um golpe mortal:

    «Se, para nos defendermos, usarmos duma violência maior do que a necessária, isso será ilícito. Mas se repelirmos a violência com moderação, isso será lícito […]. E não é necessário à salvação que se deixe de praticar tal acto de defesa moderada para evitar a morte do outro: porque se está mais obrigado a velar pela própria vida do que pela alheia» (41).

    2265. A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas até um grave dever para aquele que é responsável pela vida de outrem. Defender o bem comum implica colocar o agressor injusto na impossibilidade de fazer mal. É por esta razão que os detentores legítimos da autoridade têm o direito de recorrer mesmo às armas para repelir os agressores da comunidade civil confiada à sua responsabilidade.”

    http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html

  • Ailton Eduardo

    Gostaria que visitassem a Igreja dos índios em São Miguel Paulista , zona leste de São Paulo. Lá , vcs verão elementos da cultura indígena que a igreja preservou .
    http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/181-capela-de-sao-miguel-arcanjo

  • Minha gente, eu li a matéria do carta capital sobre Pe. São José de Anchieta, os comentários já tinham sido desativados, senão iria dar uma voadora naquilo, se bem que por curiosidade tentei ler mais alguma coisa sobre outros assuntos e me deu uma réiva, saí fora, voltei pra cá, ainda meio fulo da vida. Agora o que dizer sobre isto?http://ipco.org.br/ipco/noticias/comunicado-decreto-presidencial#.U7H1nJRdXh4

  • Ronaldo

    Uma pequena correção: Rousseau e não Russeau. 😀

  • Copiei para analisar com tempo pois pretendo poder postar alguns tópicos no Blog, que por enquanto está parado.

  • Camila

    Meus queridos irmãos católicos, leiam este livro aqui e vcs vão ver porque os católicos são atacados nos livros do mec, cinema, documentários, filmes, minisséries, porque os portugueses são demonizados, o livro é MARAVILHOSO! Por favor,leiam com muita atenção, ele pode ajudá-los contra os inimigos protestantes, seitas judaizantes, maçons.
    ebrael.info/documentos/…/a-historia-secreta-do-brasil-por-gustavo-barro…

  • Victor

    Gostaria de parabenizar o artigo e a maioria dos comentários. São fundamentados e compartilhados em um tom respeitoso, diferentemente do que vemos nos foruns, debates e consultas propostos pelas militâncias esquerdistas que presidem os eventos nas academias públicas.

    Como estudante de Antropologia, vejo que esse site poderá e já está contribuindo em minha formação. Uma observação que não posso deixar de compartilhar. Todos aqui são católicos que repudiam e tem os protestantes como eternos inimigos? Não me entendam mal. Não quero debater crenças diferentes [mesmo que tenham mais similaridade do que discordâncias], mas percebi que alguns comentários contra os “da outra fé”, são tão nocivos como os vociferados pela Carta Capital, Globo e outros veículos contra a Igreja Católica. Não quero esgotar o assunto nem ferir ninguém. Apenas observei esse ataque velado [ou nem tanto].

    Receio que continuemos dando voz a esses disparates propostos pela esquerda, semeando confrontos simplesmente pela diferença de opiniões, gêneros, crenças.

    Mais uma vez, obrigado pelo artigo. Excelente.

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