Carnaval: a Unidos do Vaticano sai ou não sai?

Olha o Povo Católico aí, gente!

Carnaval chegando… todo mundo colocando o bloco na rua, seus colegas tentando desesperadamente montar uma agenda, sempre de forma a caber a maior quantidade de blocos possível… e você?  Bem.  Se você não gosta de Carnaval, está tudo bem. Mas e se gosta? Como um católico deve se comportar no Carnaval?

carnaval

A primeira coisa é colocar os mimimis de lado. Muitos demonizam a data como se nestes dias houvesse algo de diabólico no ar.  Não há. O que tem é gente sem critério fazendo coisas que dariam vergonha no coisa ruim.

O Carnaval é uma festa com influências do mundo todo. Tem características trazidas de egípcios, gregos, babilônicos, hebreus e romanos. Uma das versões (sempre versões) para a figura do Rei Momo, por exemplo, vem da tradição Babilônica, na qual um prisioneiro assumia o papel de rei por um dado período. Podia comer e vestir-se como o rei e até “usar” suas concubinas. Gostou? É… mas ao final ele era morto ou empalado. Alguém aí quer ser Rei Momo?

Carnaval

O formato atual do Carnaval pode ter surgido a partir das festas Saturnais na Roma Antiga. Era uma celebração em honra a Saturno, deus romano da agricultura. Nessa ocasião, todos saíam para dançar nas ruas em meio a desfiles de “carros navais”, uma forma ancestral dos carros alegóricos, chamados assim pela sua semelhança com navios. Ah… adivinha o que eles carregavam? Gente nua! Olha aí… quanta diferença. Acredita-se que os carros navais podem ser a origem da palavra Carnaval, já que em latim se chamavam “Carrum Navalis”. Mas isso é controverso.

A versão mais aceita é que a palavra Carnaval se origina da expressão “Carnem Levare” que significa algo como “livrar-se da carne”. E aí entra a Igreja na história. Com o estabelecimento do ano litúrgico como conhecemos hoje, a Igreja fez com que o Carnaval passasse a ser uma espécie de despedida da carne (em sentido amplo – da carnalidade, materialidade) antes do período de penitência da Quaresma. Obviamente, a ideia era dar um freio na baderna, o que efetivamente ocorreu, se você pensar nos Carnavais clássicos da Europa, como o de Veneza. Assim, a data do Carnaval passou a ser definitivamente atrelada à da Páscoa, como acontece até hoje.

Claro que depois desse tempo de bonança deram um jeito de refundar a avacalhação (eu realmente estou me segurando pra não usar a palavra que estou pensando – deixo isso pra sua imaginação, caro leitor). E nós aqui no Brasil fomos muito competentes nisso. Agora, temos um Carnaval moderno, novamente muito parecido com as festas Saturnais da Roma antiga (só falta matar o Rei Momo no final).

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas e nós católicos? Como devemos nos comportar no Carnaval? Bem. Essa história toda foi pra fazer você entender que uma boa referência de comportamento é a forma como se vivia o Carnaval na época em que ele era mais, digamos “cristianizado”. Ou seja, quer se fantasiar ou se divertir? Ok! Mas faça isso com decência! E atente para o fato de que boa parte das festas de Carnaval hoje em dia são impróprias para um filho de Cristo.

Em outras palavras, você não precisa andar quase pelado(a) pra se fantasiar. Nem tampouco precisa embarcar no clima geral de pegação e bebedeira dos blocos de rua. É o mesmo critério de quando se vai pra balada  (leia nosso post sobre o assunto) ou pra festa de final de ano da empresa. Essas coisas acontecem, mas você não precisa participar delas!

Divertir-se não é pecado nenhum. Fantasiar-se menos ainda. Os pecados que podem ser cometidos no âmbito das festas de Carnaval são os mesmos que podem ser cometidos todos os dias, e eles só dependem de uma coisa: da sua liberdade! Claro que no Carnaval a tentação tende a ser maior, mas cada um sabe até onde aguenta. Não é diferente no nosso dia a dia. O tempo todo temos ocasiões de pecado. Por isso é que precisamos andar de olhos abertos, atentos a toda a realidade. Devemos ser vigilantes o tempo todo. Devemos principalmente ser fiéis aos critérios e valores que a Igreja nos dá para viver a vida.

Então, se você quer ir a um retiro, vá (certamente essa é uma decisão mais virtuosa e que favorece mais o caminho de santidade). Se você quer ficar em casa, fique. Se você quer se divertir no bloco, divirta-se. Mas em todas as coisas que você faça, não se esqueça: seja livre, sem esquecer dos seus limites, valores e principalmente do que dá sentido a todas as coisas: Cristo!

52 comments to Carnaval: a Unidos do Vaticano sai ou não sai?

  • Seguuuuuuuuuura, povo de Deus!!!! rsrsrsrs

    Esta semana estava chegando no trabalho quando o segurança se aproxima de mim e pergunta: “E o carnaval? Vai pra onde?”

    Devido ao fato de minha esposa já estar no 8º mês de gestação, respondi-lhe que ia ficar em casa… No que ele tasca: “Faz muito bem, pois no carnaval o satanás se faz presente entre nós!!!”

    Pense na minha cara… Pensei em explicar-lhe as origens do carnaval… Desisti na metade do pensamento quando ele me disse que era “uma irmão convertido”…

    Eu e minha esposa sempre saímos num bloco aqui de Maceió, chamado “Pinto da Madrugada” (uma homenagem a uma famosos bloco do Recife, o “Galo da Madrugada”), e sempre nos divertimos muuuito!!! Já saí de Pirata, sem fantasia… E nem por isso tive que me despir, nem dos meus valores cristãos nem das roupas. Nos divertimos, pulamos, brincamos, e vamos para casa… Será que isso desagrada a Deus?!

    Deus no coração e doutrina na cachola… E viva o carnaval!!! rsrsrsrs

    Um abração para todos e fiquem com Deus!!!

    PS: O post ficou muito bom!!!

  • Como eu havia dito no último episódio da Liga dos Blogueiros Católicos, há ocasiões no dia a dia em que vemos tanta sacanagem quanto no Carnaval, infelizmente. Então, não é o Carnaval que tem uma “energia demoníaca” especial.

    Em muitas empresas, nas festas de final de ano, por exemplo (em que a presença dos funcionários é praticamente obrigatória), o clima de ninguém é de ninguém é reinante. Quem é casado ou comprometido é como se não fosse… Viagens de grupos a trabalho, idem.

    Então, viajar com colegas da empresa a trabalho é pecado? Ir à festa de final de ano da empresa é pecado? Obviamente, não são coisas intrinsecamente más.

  • Natália Oliveira

    Ótimo post, queridos!

  • Meire

    Gostei demais da conta deste post galera!!

    Até queria saber quanto aos retiros que alguns grupos da Igreja fazem. Sinceramente, já vi mais falsidade, baile de máscaras ali que numa roda de amigos ou parentes durante o carnaval…

    Catequistas me ajudem, tomei birra de grupos de orações, grupo de jovens e etc….como eu faço para não sentir mais isso??

    • Meire,
      Há bons grupos de orações e bons grupos de jovens. Peça ao Senhor para colocar em seu caminho uma comunidade que te ajude na sua espiritualidade.

    • João

      Meire, minha sugestão é que vc busque movimentos já consolidados. legiãos de Maria, Obra dos Santos Anjos, Reino Christi, Escola de Evangelização Santo André, Opus Dei, Comunidade Shalom e muitos outros… Na certa você vai encontrar algo que tenha seu perfil.

  • Bruno

    Vivi, entendo seus argumentos.
    Mas não concordo que nao é “uma data com energia diabólica especial. Santa Faustina dizia “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista”. Sendo assim n seria mais lícito aos católicos passar o carnaval em penitência em vez de se colocar em ocasião de pecado?

    • Bruno,
      O que a Santa Faustina disse está em acordo com o que dissemos: “O que tem é gente sem critério fazendo coisas que dariam vergonha no coisa ruim”. Ou seja, é verdade que no Carnaval o número de pecados aumenta? Sim, as taxas de homicídio estão aí pra comprovar, fora o boom de bebês feitos fora do casamento, que nascem nove meses depois. Isso ocorre porque o Carnaval é intrinsecamente mau, e assim toda festa de Carnaval é ocasião de pecado? Não, de modo algum.

      Quando eu era criança, ia a bailinhos de Carnaval infantil, e tudo era muito puro. Alguns blocos de rua, especialmente em algumas cidades do Brasil, também são bastante inofensivos. E, quando adolescente, participe no Carnaval de uma convivência de jovens católicos num sítio, em que fizemos um baile com concurso de fantasias, na noite final. Não houve pegação, nem bebida alcoólica tinha. Não houve nada de ilícito ali (hoje, olhando as fotos, me envergonho do tamanho da minha saia, mas vivendo e aprendendo, não é mesmo?).

      Há mais virtude em viver o Carnaval em retiro, com oração e penitência, do que em festas e diversões? Óbvio que sim! Assim como há mais mérito em viver a vida consagrada religiosa do que se casar; mas nem por isso aqueles que se casam estão pecando. E houve grandíssimo mérito no ato de São Maximiliano Kolbe, que se ofereceu para morrer no lugar de outro homem; nem por isso os demais prisioneiros, que não fizeram a mesma oferta, estavam pecando. Cada um responde ao Senhor com sua liberdade. Uns dão mais frutos do que os outros, isso é certo; mas o importante é dar frutos!

      Temos que saber diferenciar o que é neutro, o que é virtuoso, e o que é pecaminoso. O problema é que muitos cristãos querem tomar certas atitudes virtuosas como obrigatórias para todos, e querem ensinar que certas ações neutras (como participar de festejos do Carnaval de forma moderada e decente) são pecaminosas.

      Recomendo que você leia os posts que indiquei no primeiro comentário, do blog Deus lo Vult.

  • Maria Helena

    Rapaz eu tive uma taquicardia e tanto. Estava em um retiro e me ligaram dizendo que “essa história de Papa se acabou, liga a TV”. Foi uma piração total, todo mundo correndo pra achar alguma TV, eu pensei: “se a igreja caiu agora é o apocalipse”. kkkkk. Aí o padre mandou todo mundo sentar e explicou direitinho, nos acalmamos e rezamos em intenção do Bento XVI e do próximo (que viria a ser Francisco).

    • Jotacê

      Sobre a renúncia do amado Bento XVI, minha reação também foi de “taquicardia”, Maria Helena.
      Eu não fazia nem ideia. Estava zapeando a TV, e vi os dizeres em uma legenda da “Globo News”: “Papa Bento XVI renuncia”. Fiquei gelado e pensei “Meu Deus, meu Deus, arrumaram algum pretexto, inventaram alguma mentira e derrubaram o Santo Padre”. Na hora imaginei algum golpe da ONU, sei lá; e por um instante me deu vontade de chorar por imaginar Bento XVI humilhado – algo do tipo ele sendo levado do Vaticano por tropas da ONU (olha só como a mente viaja!). Liguei imediatamente a Internet e procurei me informar. Aí, me acalmei. Mas foi um turbilhão mental. Tudo isso em menos de um segundo.

      • Airton Lino

        KKKKKK Levados por tropas da ONU? ôoo Mente fértil kk

        • Sdnei

          Airton, a comparação parece ser até engraçada, mas sabes que não deve estar longe de algum dia isto acontecer?. Isto é profético, esta nas Sagradas Escrituras, haverá um ultimo assalto do demônio e seus asseclas contra a Igreja de CRISTO e isto se encontra em Ap. 20, 7-9a: “Depois de se completarem mil anos, Satanás será solto da prisão.Sairá dela para seduzir as nações dos quatro cantos da terra (Gog e Magog) e reuni-las para o combate. Serão numerosas como a areia do mar. Subiram à superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos e a cidade querida.”, todas as vezes que leio esta passagem me vem a cabeça de cenas de guardas e policiais invadindo igrejas, prendendo cristãos, levando a prisões e até execuções sumárias e por ultimo, tanques de guerras cercando o Vaticano e prendendo o Papa. Isto é só imaginação?, isto é só delírio de alguém que tem a imaginação fértil de mais?, bem, pelo andar da carruagem, vendo as coisas como estão, leis anticristãs sendo aprovadas, cristãos cada vez menos comprometidos com o que dizem ser, cada vez mais vemos surgindo padre heréticos, a ONU propondo mudanças na Igreja se não será sempre taxada de acobertadora de pedófilos, pessoas cada vez mais não tendo o mínimo de respeito pelo sagrado e pelas coisas da Igrejas, invadem templo para protestar seminuas (femem) ou destruindo imagens e fazendo gestos obscenos com elas como no ultimo JMJ, cristãos sendo mortos aonde existem maiorias muçulmanas, hindus e até budistas, ateus que não param de atacar a Igreja, enfim, se vermos isto tudo a tal imaginação fértil não será só imaginação daqui alguns anos, será mesmo realidade, mas como continua a profecia de Ap. 20, JESUS e a Igreja vencerão isto tudo e o seus inimigos padecerão no inferno para sempre: “Mas desceu um fogo dos céus e as devorou.O Demônio, sedutor delas, foi lançado num lago de fogo e de enxofre, onde já estavam a Fera e o falso profeta, e onde serão atormentados, dia e noite, pelos séculos dos séculos. Vi, então, um grande trono branco e aquele que nele se assentava. Os céus e a terra fugiram de sua face, e já não se achou lugar para eles. Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras. O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo, a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo as suas obras. A morte e a morada subterrânea foram lançadas no tanque de fogo. A segunda morte é esta: o tanque de fogo.
          Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo.” (Ap. 20, 9b – 15). Resumo da opera, o que é dos inimigos de CRISTO e da sua Igreja es guardado.

          • Jotacê

            Concordo, Sidnei, tenho para mim também que o último Papa será um mártir, e tal como Nosso Senhor será preso, maltratado, julgado com injustiça e assassinado por um poder temporal e tirânico, e tendo por companhia vários outros fieis que terão o mesmo tratamento. E isso nada mais é do que a visão dos Pastorinhos de Fátima…

      • Harun Salman

        Eu tive a mesma reação que você, Jotacê! E ainda fiquei imaginando Bento XVI sendo martirizado! Lembro que pensei: “Meu Deus! O bispo de branco do segredo de Fátima!” Saí catando meu passaporte, já maquinando: “Vou para Roma, morrer com o Santo Padre!”. E essa agonia toda também em um segundo! Imagina a cena ridícula: eu com o passaporte na mão, os olhos cheios de lágrimas, diante da televisão, no maior anti-clímax! Mico total!

      • Christiane

        kkkkkkkkkkkkkkkkkk, rindo muito aqui da reação de vocês! Rindo agora, porque na hora também me gelou a espinha…

        • Jotacê

          Pois é, hoje eu também me divirto com minha reação exagerada, mas hora foi um dos segundos mais longos da minha vida! Mas não me culpem: se minha cabeça já não funciona direito na velocidade normal, imagine em modo rápido? 😀

          Sobre as tropas da ONU levando o Papa, deixa eu esclarecer essa “viagem”… Imaginei o seguinte: que a ONU tinha utilizado a hiperexagerada farsa da “pedofilia na Igreja” (afinal, todo anticatólico acha que TODOS os padres são pedófilos) como pretexto para culpar Bento XVI pela atitude desses traidores travestidos de sacerdotes. Daí que a entidade teria exigido a deposição do Papa – que teria renunciado, mesmo inocente, para não ferir ainda mais a imagem da Igreja.

          Sério, foi um segundo longo pacas. 😀

          • Jotacê

            Podia ser pior: já pensou se eu ou o Harun fossemos o Super-Homem? O desastre que ia ser até que alguém avisasse “Cara, por favor, pára de destruir o prédio-sede da ONU, o Papa renunciou por vontade própria!”?

            Outro ponto irônico dessa situação foi quando eu li na revista “Veja”, dias depois, que Bento XVI anunciou sua renúncia sem alterar em nada seu tom de voz. Foi como se avisasse “senhores Cardeais, semana que vem teremos um bingo aqui no Vaticano”. Ao que parece vários dos presentes começaram mentalmente a se indagar coisas do tipo “pera lá, ele disse que renunciou ou eu fiquei surdo de vez? O Papa está impassível!”. Típico alemão!

    • Augusto Santos

      eu fiquei preocupadíssimo, querendo saber de todos os detalhes.

  • Carlos

    Eu vou pescar muito!

  • Jotacê

    Carnaval é um saco. Só gosto dos cinco dias de folga!
    Uma das poucas lembranças boas que tenho realmente relativas a essa data é de quando eu e meus dois irmãos éramos pequenos, e meu pai comprava para cada um uma “bisnaga” de água, um colar havaiano e uma máscara de super-heroi (Batman, Robin e Fantasma, por exemplo). Aí, fazíamos guerra de água no quintal de casa. Bons tempos! 😉

  • Daniel

    Desgosto do carnaval. Pelo simples fato de desgostar de muvuca e achar a música na época de carnaval um lixo (a Bahia devia ser proibida de exportar música). Mas por mim… quero mais é que os católicos se divirtam, e mais q isso, ENSINEM OS PAGÃOS a se divertirem.
    Se hoje há sacanagem como nunca antes se deve em parte porque perdeu-se a cultura de diversão com sobriedade. E só cristãos podem resgatar isso.
    Puritanismo e demonização é MUITO FÁCIL, difícil é viver com discernimento e critérios, usando e vivendo a liberdade dos filhos de Deus (falo por mim mesmo – sempre é forte a tentação de fugir e demonizar tudo).

    • Ensinar os pagãos a se divertir… excelente comentário, Daniel!

      • Daniel

        São Josemaria Escrivá alerta da necessidade do que ele chama “apostolado da diversão”.

        O catolicismo é uma religião essencialmente alegre. Nos reunimos para celebrar a Eucaristia (“ação de graças”). Pregamos o Evangelho (“Boa nova”). Cremos no perdão e na redenção dos pecados. Cremos na eterna Bem-aventurança!
        Ninguém tem mais motivos para ser um povo alegre e santo do que nós, por favor.

        Esse mundo precisa aprender a se divertir. O diabo ta transformando a diversão num culto ao desespero, com nego se matando ao invés de curtir… Nossa missão aqui não é pequena não.

        • Edymara

          Lembrei agora de quando fomos comemorar o aniversário de uma amiga do grupo de oração e a prima dela foi junto. A prima dela ficou impressionada como a gente se divertia, fazia piada, ria… Como não éramos um monte de gente que só o que sabia fazer era ficar sério e rezar.

  • Templário das Cruzadas

    se divertir não é pecado..mas o ambiente é pecaminoso..não é bom…

  • Harun Salman

    Nunca brinquei de carnaval. Mas festejei muito o Holi, que é uma festa muito popular na Índia, na qual se comemora a derrota de uma asuri (um tipo de demônio). É uma guerra de pós coloridos, muito animada! No final, queimávamos um boneco de papel-machê, representando Holika, a asuri. Lembra, eu acho, a brincadeira de “malhar o judas”. É um dia em que, quem não quer se sujar, não deve sair de casa. A criançada não tem essa de respeitar quem “não está brincando”! Eu gostava particularmente de sujar os turistas, tão branquinhos e desavisados…

  • Carnaval… tem que goste e espera por este momento o ano inteiro. Na minha adolescência fui muito a retiros. Mesmo no retiro quando havia o baile eu não participava. Ficava vendo a galera pulando e rodando o salão. Eu me cansava só em ver kkkk
    O poste está ótimo e esclarecedor.
    Um bom carnaval a todos.

  • Lucas Farias

    Quase dou uma gargalhada em plena sala de trabalho quando vi o meme da Chiquinha e li ” Bento XVI deu mais taquicardia do que a apuração das escolas de samba. ”

    kkkkkk

    Como um bom Pernambucano Arretado, sou apaixonado por um ‘ frevo rasgado ‘

    Passaria horas ouvindo a Orquestra do Maestro Spok ou o Maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (sim, o maestro é Forró mas toca frevo, rsrsrs e quem tiver interesse, busca no youtube alguns vídeos)

    Sempre tive a mesma opinião sobre carnaval e festas em geral. Quando criança ia bastante ver a apresentação dos blocos líricos, Maracatu, Caboclinhos… É lindo !!

    ” É lindo ver ver o dia amanhecer,
    ouvir ao longe pastorinhas mil,
    dizendo bem, que o Recife tem,
    o carnaval melhor do meu Brasil ”

    rsrsrsrsrsrs

    Mas hoje em dia como não gosto muito de agitação, prefiro a calmaria, sempre vou a Retiro.

    E foi no Retiro da CN que eu estava ano passado quando no meio de uma das pregações um amigo me cutuca e diz ” Bento XVI renunciou ” e horas depois ” Caiu um raio na Basílica de São Pedro ”

    Que seja mais calmo… rsrsrsrsrs

  • Lucas Farias

    E apenas para estimular o debate:

    ” Carnaval é a alegria popular. Direi mesmo, uma das raras alegrias que ainda sobram para a minha gente querida.
    Peca-se muito no carnaval?
    Não sei o que pesa mais diante de Deus: se excessos, aqui e ali, cometidos por foliões, ou farisaísmo e falta de caridade por parte de quem se julga melhor e mais santo por não brincar o carnaval.
    Estive recordando sambas e frevos, do disco do Baile da Saudade: ô jardineira por que estas tão triste? Mas o que foi que aconteceu…. Tú és muito mais bonita que a camélia que morreu.
    BRINQUE MEU POVO POVO QUERIDO! MINHA GENTE QUERIDÍSSIMA.
    É VERDADE QUE 4a FEIRA A LUTA RECOMEÇA. MAS, AO MENOS, SE PÔS UM POUCO DE SONHO NA REALIDADE DURA DA VIDA! ” ( Dom Helder Câmara, 01 de fevereiro de 1975 durante sua crônica radiofônica “um olhar sobre a cidade” da Rádio Olinda AM.)

  • Christiane

    Muito Bom!

    Na verdade nunca gostei de festas de carnaval, gosto mais de festa junina. Mas as marchinhas de antigamente são realmente contagiantes! E o frevo também é muito bom!

    Ou fico em casa lendo e vendo filmes, ou vou pra casa dos amigos filar bóia e botar a conversa em dia, ou viajo com a molecada, ou vou a retiros. Ano passado e esse ano… retiros, com os filhos! 🙂

  • élita espindola

    kkk me afino com esse negócio de loucura ao saber q o Papa renunciou.. mas eu tava num retiro e fiquei sabendo por outros jovens que chegaram depois,,, quase tive um ataque kkk mas a respeito do carnaval.. prefiro estar em retiro pois lá se dança canta grita pula corre belisca TUDO PRA JESUS gente eu amo isso.. <3 que Deus nos abençoe 🙂 😉

  • Aqui no Paraná tem o Carnaval Católico (GABAON) em algumas cidades e sempre tem shows de bandas católicas, neste ano aqui em Curitiba vai ser em Santa Felicidade e vão ser 5 dias de shows com bandas católicas. No ano passado teve o show do cantor católico Diego Fernandes (pra quem gosta de rock) no Gabaon de Ponta Grossa e foi muito legal.

  • Augusto Santos

    Catolicrentes mencionando São José Maria Vianey fora de contexto em 3, 2, 1

    • Leandro Rego

      Meu irmão, para que você não ache que meu comentário é fora de contexto, recomendode São João Maria Vianney, assim fica claro todo o discurso no qual a famosa frase se contextualiza.

      Paz e bem!

      Seja um religioso ou seja um condenado¹: http://pt.gloria.tv/?media=242895

      Algumas informações a respeito de São João Maria Vianney²

      Ars era o lugar predileto dos jovens dançarinos das vizinhanças. Tudo era pretexto para um baile. Para acabar com eles, o Santo Cura d’Ars levou 25 anos de combate renhido.

      Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões. Por isso, abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião de pecado. Atacava assim ao mesmo tempo a dança e a paixão impura por ela alimentada: “Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile não transgrida. […] Meu Deus, poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno? O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam”.

      O Santo era inexorável não só com quem dançasse, mas também com os que fossem somente “assistir” ao baile, pois a sensualidade também entra pelos olhos. Negava-lhes também a absolvição, a menos que prometessem nunca mais fazê-lo. Ao reformar a igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: Sua cabeça foi o preço de uma dança!… É de ressaltar-se que os bailes da época, em comparação com os de hoje, sobretudo do pula-pula frenético e imoral do carnaval e as novas danças modernas, eram como que inocentes. Mas era o começo que desfechou nos bailes atuais.

      A vitória do Pe. Vianney neste campo foi total. Os bailes desapareceram de Ars. E não só os bailes, mas até alguns divertimentos inofensivos que ele julgava indignos de bons católicos.

      Junto a eles combateu também as modas que julgava indecentes na época (e que, perto do quase nudismo atual, poderiam ser consideradas recatadas!). As moças, dizia, “com seus atrativos rebuscados e indecentes, logo darão a entender que são um instrumento de que se serve o inferno para perder as almas. Só no tribunal de Deus saber-se-á o número de pecados de que foram causa”. Na igreja jamais tolerou decotes ou braços nus.

      Aconselhamos também a leitura deste outro artigo sobre o tema: Cristoteca e balada “santa” é jogar vinagre nas chagas de Cristo.³

      Salve Maria Puríssima!

      • Leandro Rego

        So para ressaltar caso não tenha ficado claro, esse texto é do próprio São João Maria Vianney.

        Fica difícil discutir com um Santo né?

      • Leandro, seu comentário estava gigantesco, por isso substituí o sermão do santo por um link que dá acesso ao mesmo sermão.

        Vamos lá… O santo certamente teve muitos bons motivos para condenar os bailes de maneira tão dura. Entretanto, isso não nos dá, hoje, a autoridade de apontar o dedo para quem vai aos bailes e dizer que essas pessoas estão, necessariamente, pecando. Se assim fosse, certamente tal admoestação estaria expressa no Catecismo… e não está!

        Lembre-se de que Jesus foi às Bodas de Caná. Naqueles tempos, as festas de casamentos duravam dias, e tudo o que as pessoas mais faziam ali era beber e dançar. E Jesus, com seu 1o milagre, ainda colaborou pra festa continuar animada! Escândalo para muitos: o próprio Deus Encarnado garantiu o fornecimento de bebida alcoolica pra galera.

        A beata Chiara Luce Badano segundo a mãe dela, “Era uma menina cheia de vida: gostava de rir, cantar e dançar”. Não sei se a beata frequentava festas, mas que dançava, dançava. E isso já bastaria para que certas pessoas a mandassem para o inferno, com base no que São Vianney falou sobre as danças.

        Temos também o exemplo de Santa Gianna Beretta Molla. Veja o que o marido dela disse:

        “Eu não sabia que eu tinha ao meu lado uma santa. (…). Na verdade, Gianna me ensinou como viver melhor. Quando ficamos noivos eu tinha muito pouca vida social (…). E ela disse: ‘Oh, não, não está certo, você tem que mudar o seu sistema, ir a concertos, no La Scala, o teatro, o cinema’. Esquiava, pintava, tocava piano, gostava de dançar, usava maquiagem. Quando ela entrou na sala de parto, tinha pintado as unhas”.
        (tradução livre minha do italiano. Fonte: RITRATTI DI SANTI di Antonio Sicari ed. Jaca Book).

        Se ela não tivesse sido canonizada, aposto que muitos a chamariam de mulher mundana, vaidosa e fútil.

        Ao receber grupos de dança no Vaticano, lembremos que Bento XVI as acompanhava suas apresentações com palmas ritmadas.

        Portanto, sobre as questões como as festas e bailes, a Igreja Católica nos educa ao BOM SENSO, permitindo que cada um avalie caso a caso, se uma festa convém ser frequentada ou não. se assim não fosse, a proibição aos bailes estaria expressa no Catecismo.

        E, se Jesus condenasse de modo absoluto as festas e danças, acaso teria ele contado uma parábola em que o filho pródigo é acolhido pelo pai com um banquete, onde havia dança?

        “O filho mais velho estava na roça. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança.” (Lucas 15,25)

        • Harun Salman

          Madre Teresa também gostava de cantos e danças! Será que ela estava pecando, quando aplaudia a cantoria e brincadeira na enfermaria? Deus gosta de alegria! Quem gosta de tristeza é o diabo! Estou com o Daniel, que citou São Josemaria Escrivá: ressucitemos o apostolado da diversão! Vamos nós, católicos, ensinar aos pagãos como se divertir!

  • Leandro Rego

    Gente, sem querer ser chato, houve um pouco de falta de prudência no post, ao meu ver.

    Pensem que dizer que podemos ir e frequentar todos os lugares (citado acima como blocos, balada…) desde que não façamos algo que não seja cristão é de extrema imprudência.

    Vide que o próprio São Paulo dizia que não fazia o bem que queria mas o mal que não queria. Temos que tomar cuidado com situações de pecado.

    Ao menos que já estejamos na sexta ou sétima morada de nossos castelos interiores, como nos ensinou Santa Tereza D’ Avila, o mal do mundo nos afeta sim, e se estivéssemos em tais moradas, certamente não estaríamos no bloco ou na balada.

    Sendo assim, se não formos santos, é mais prudente e melhor não frequentar tais eventos não. Como lemos em Corinthios: ” tudo me é permitido, mas nem tudo me convem.”

    Temos que buscar a santidade do Pai, que nos pediu pessoalmente para sermos perfeitos como Ele é perfeito. Nesses caminho turbulentosdno mundo, nós nos afastamos dessa santidade. E não queremos ser católicos mornos, certo?

    Por fim gostaria de deixar um frase de São João Maria Vianney, que é muito propícia para esse assunto:

    “Os cristãos que entram num baile deixam o seu Anjo da Guarda na porta, e é um demônio que o substitui; portanto, logo passa a haver na sala tantos demônios quantos dançarinos.”

    Um grande abraço, prudência e sabedoria a todos nesse carnaval.

    Fiquemos em Deus e SALVE MARIA!!!

    • Leandro,
      Leia direito o nosso texto: não dissemos que se pode ir a todos os lugares. Apenas dissemos que o Carnaval não é mau em si, e podem sim haver festas decentes e inofensivas, inclusive organizadas por grupos de católicos.

      O Carnaval, em geral, é um bundalelê? Sim, é sim. Dá pra fazer diferente? Sim, dá. Então, se o bloco de rua tem um clima familiar (sim, esse tipo de bloco ainda existe!), se há um baile de Carnaval não fere a moral cristã, não há porquê dizer que há pecado em frequentá-lo.

      É mais prudente que cada um saiba os seus limites, e não que joguemos sobre os nossos irmãos um manual de regras fixas e universais, que não possuem qualquer embasamento no Catecismo, na bíblia ou no Sagrado Magistério.

      Quanto ao que dizia São João Maria Vianney, vou te responder no seu comentário seguinte.

      Salve Maria!

  • Thiago Ventura

    Mais uma vez um ótimo texto.
    Deus abençoe o trabalho de vocês. Ah, bom carnaval!

  • NICE

    BOM DIA.

    GOSTEI MUITO DO QUE VOCÊ ESCREVEU.

    FAZER FESTA FAZ PARTE DA VIDA. COM JUIZO E DECENCIA SEMPRE!

    BOM CARNAVAL.

  • Thaysy Zimermann Heck

    Para quem quiser uma opção de retiro de carnaval:
    A comunidade católica Shalom promove todos os anos o Renascer/Reviver em quase todas as missões da comunidade espalhadas pelo Brasil. Foi nesse retiro em 2010 que tive a minha experiência com Deus e hoje sou da comunidade aliança Shalom, realmente mudou a minha vida!
    Aqui tem mais informações :
    http://www.comshalom.org/comunidade-shalom-promove-retiro-de-carnaval-em-varias-cidades-brasil/

  • Bia

    Ai gente, me desculpem.. mas não dá para entender essas justificativas em relação ao carnaval… de que ele não é tão ruim assim, tem gente que demoniza tudo e blábláblá
    Eu entendo que talvez possam existir festas ou bailes, com máscaras, trajes e músicas decentes…(Acho que você está se referindo aos retiros católicos né?!) mas em se tratamento desse carnaval de rua…. Como se divertir nesses lugares??!!… Até mesmo os do interior estão deixando a desejar.. Digo isso, porque o ano passado resolvi quebrar meus pré conceitos… Viajei nessa época, e depois de muita insistências por parte dos parentes, fui dar uma olhada no bendito… Logo que cheguei, já ouvi umas músicas com teor nada decentes…Como dançar ouvindo isso?? Aii como foi “divertido”….ha ha ha
    “Ahhh, mas eu vou sair num bloco e não preciso me portar como os outros”… Ótima decisão a sua, mas vem cá, pra se divertir precisa de música, com o atual repertório nacional, pois estamos falando de carnaval, agito, como se divertir com tanta música indecente?? Tô generalizando? Aposto que não.. E outro, se não é a música, especialmente nesses carnavais de SP e RJ, existe a questão dos trajes…Somos feitos de carne e osso, eu duvido, mas eu DUVIDO, que os “homarada” de plantão ao ver uma mulher pelada, pq um fio, não pode ser considerado roupa, não pensa besteira, ou imagina coisa, mesmo que sem querer.. Só se for de ferro, ou de outro mundo né…
    “Ahhh, mas então você não deve sair de casa..”
    Entendo que muitas mulheres tem se desvalorizado, mas francamente, que nesses desfiles que citei é muito pior…é sim… Ahhh gente…
    Sugiro esse vídeo do professor Felipe Aquino, falando a respeito… Muito sensato:

    https://www.youtube.com/watch?v=JfbDSz_CrUg

    Deus abençoe

    • Harun Salman

      Bia, o foco do post não é de que “o carnaval não é tão ruim assim”. É de que o carnaval em si não é nem bom, nem mau. Os foliões é que o fazem bom ou mau. A ideia é somente tirar de cima dos católicos que por ventura participem de uma comemoração de carnaval a culpa por simplesmente estarem lá. Estar “lá” em si não é pecado. Estaremos em pecado dependendo do que fizermos “lá”. Ok? Abraço!

      • Bia

        Mas como uma coisa pode ser nem boa, nem má??? É por isso que Jesus diz para não ficarmos em cima do muro, e que devemos ser cristãos decididos…. Como na liturgia de hoje: Que seu sim seja sim e o seu não seja não….
        O problema não é deixar as pessoas assustadas, com peso de estar lá.. Aliás, a consciência não dói, quando não estamos fazendo nada de errado… Agora se dói é de se pensar… Como disse acima, hoje é praticamente impossível se divertir nesse tipo de festa… só isso…. Diversão sadia, que dê para pular, se alegrar, sem precisar, para isso, tapar os ouvidos para não escutar músicas indecentes… Pular e se divertir, sem para isso fechar os olhos para evitar pensar besteira, pois a festa do nudismo está bem a frente… Simples assim…
        Abraço, irmão!
        Deus te abençoe

        • Bia,
          Creio que o nosso post foi bem claro ao dizer o óbvio: o Carnaval no Brasil está bem avacalhado. Mas pode haver – e há – bailes carnavalescos e festas de rua decentes, com clima familiar. Nesses casos, não há porque dizer que a cristão está pecando, só pelo simples fato de estar lá.

          • Bia

            Foi exatamente o que eu disse: Se não tiver música indecente, festival de nudismo.. com certeza.. não há o que temer! É diversão garantida! Mas esses eu, infelizmente, ainda não conheci..
            Mas graças a Deus, tem os retiros de carnaval! Com muito louvor, oração e adoração…
            Deus abençoe!!!

        • Harun Salman

          Bia, pense em algo tão simples como caminhar pela cidade. Não é em si nem bom, nem mau. Mas alguém pode caminhar recitando mentalmente uma piedosa jaculatória, o que é bom. Ou pode caminhar, enquanto alimenta pensamentos de revolta contra Deus, o que é mau. Nas duas situações, não se faz nada além de caminhar. Mas o caminhar é diferente nas duas situações, você não acha? Claro que é difícil encontrar comemorações sadias de carnaval. Mas o que o post pretende não é levar ninguém a presumir das próprias forças, expondo-se desnecessariamente a tentações. É estimular um autoconhecimento que nos leve a reconhecer que o verdadeiro perigo é identificar ingenuamente as tentações aos eventos externos. Não. As tentações estão antes de tudo em nós mesmos. Em nosso laxismo. Em nossa exteriorização. Tentações estão em todo lugar. Ou em nenhum lugar. Depende de nós. Podemos/devemos nos proteger. Mas a principal proteção é ver o perigo onde ele realmente está: em nós mesmos. Um abraço, minha querida!

          • Bia

            Isso que as tentações estão em todo lugar, eu concordo com você…É aí que está a questão: As escolhas, Harum… A vida é feita delas.. Como vc mesmo citou, a questão da caminhada… Ela pode ser má, como boa, mas não neutra… Eu decido…é por isso que Deus deu o livre arbítrio.. Mas, sem deixar para isso suas instruções.. Cabe a mim, escolher… Se sim, se não…Se sei que é ruim, pra que vou estragar meu dia?? Pra que vou tentar ainda mais meus olhos e meu corpo em nome de uma falsa alegria?? Pra que? Dance bem, mas dance santamente, escute músicas, mas escute santamente. Isso se a pessoa quiser.. claro… pois nem Deus obriga nada a ninguém. Mas como irmãos na fé, e a pedido de Jesus que nos ensina a amarmos uns aos outros, sentimos esse desejo de alertar uns aos outros…
            Só isso… aliás só não, pq é luta… pois santidade requer renúncia… e em todos os estados de vida… seja sacerdote, religioso ou leigo!
            Sigamos em frente, sigamos com fé, alicerçados em Cristo Jesus..
            Outro abraço meu querido!
            Deus abençoe

  • Juninho Maria

    Não creio que haja, sinceramente, qualquer sombra de necessidade de falar aos católicos sinceros acerca dos perigos que os shows, as boates, as reuniões mundanas, o carnaval, entre outros, trazem para a salvação das almas.

    Estas festas, desde muito tempo, mostraram-se um completo desfile de práticas desregradas e demoníacas, das quais nenhum cristão que valorize a Eucaristia deve participar. Por isso, não é aos católicos sinceros e fiéis à tradição que quero falar, mas sim os que se dizem católicos mas muito pouco valor dão em suas vidas ao sangue derramado por Cristo.

    Assim, abaixo listarei o que dizem os santos sobre o Carnaval, fazendo uma reunião de citações e histórias da tradição acerca desta festa de perdição que é o carnaval:

    CITAÇÕES:
    Santa Faustina Kowalska
    Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista”.

    (Diário, 926)
    Santa Margarida Maria Alacoque
    “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?”

    (Escritos Espirituais)
    São Francisco de Sales
    “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”.
    Nos dias em que escreveu esta linha, São Francisco de Sales fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.

    São Vicente Ferrer
    “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.
    Servo de Deus João de Foligno
    Dava ao carnaval o nome de:

    “Colheita do diabo”.
    Santa Catarina de Sena
    Referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços:

    “Oh! Que tempo diabólico!”
    Santo Afonso Maria de Ligório
    “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes”.

    (Meditações)
    Santa Teresa dos Andes
    “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado…”

    (Carta 162)
    Histórias da Tradição
    Savonarola e o protesto contra o carnaval
    Em represália aos excessos do carnaval florentino, organizou Savonarola em 1496 uma procissão de 10.000 jovens, que desfilou pelas ruas principais da cidade cantando hinos religiosos de penitência. Chegando a uma praça, onde se erguera uma grande pirâmide de livros maus, recolhidos com antecedência, a um sinal dado, colocaram-lhes fogo. Ao mesmo tempo soavam as trombetas da “Signoria”, repicavam os sinos de São Marcos e a multidão prorrompia em aclamações. Encerrou-se a função com uma missa solene no meio da praça, onde foi erguido um grande Crucifixo.

    São Pedro Claver e o carnaval
    Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.

    — Padre, aonde vai com esse saco?

    — Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?

    O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.

    O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.

    — E agora? – pergunta o oficial.

    — Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.

    Santo Afonso Maria de Ligório e o carnaval
    “Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas. É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente. Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas. O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!” (Meditações).

    Rursum crucifigentes sibimet ipsis Filium Dei, et ostentui habentes ― “Eles outra vez crucificam o Filho de Deus para si próprios e o expõem à ignomínia” (Heb 6, 6)

  • Kaline Alckmin

    A menção à Igreja para festa do carnaval só se verifica por anteceder a quaresma, nada mais. De resto só se lembra as festas pagãs ao deus baco (bacanal), ísis, o sacrifício do boi ápis, a gula.

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