Confissão diretamente a Deus? Papa Francisco não curtiu!

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O Sacramento da Confissão nos escancara as portas do Céu. Por isso mesmo, o capeta se esforça para afastar os cristãos do confessionário: uns não se confessam a um sacerdote por vergonha; outros, por falta de humildade. Nesta semana, em uma audiência na praça de São Pedro,o Papa Francisco mandou a real pra nós sobre isso:

“Alguém poderá dizer: ‘Eu me confesso diretamente a Deus’. Sim, tu podes dizer a Deus: ‘Perdoa-me’, e dizer a ele teus pecados. Mas nossos pecados são também contra os nossos irmãos, contra a Igreja, e por isso é necessário pedir o perdão à Igreja e aos irmãos, na pessoa do sacerdote. ‘Mas, padre, tenho vergonha!’ Também a vergonha é boa, é ‘saudável’ ter um pouco de vergonha.”

– Audiência do Papa na Praça de São Pedro, 19/02/2014. Fonte: Vatican Insider

Confessar os pecados a um sacerdote é uma prova de amor a Cristo. Só o amor (ok, e talvez uma pitada de medinho do Inferno) faz com que alguém exponha as suas piores debilidades a outra pessoa, muitas vezes a um estranho. Se o pecador tem um mínimo de vergonha na cara, confessar-se já é em si uma penitência.

Quando atrelou o perdão dos pecados à Confissão, Jesus determinou que um gesto concreto de arrependimento deveria ser realizado. Pedir perdão ao Deus “escondido” é muito fácil; mas declarar as faltas a outra pessoa é agulhada na nossa prepotência. O confessionário é uma escola de humildade!

“Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.”

– João 20, 23

“Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados.”

– Tiago 5,16

Eu confesso: tenho vergonha de me confessar. Mas a vergonha jamais pode frear nossa intenção de buscar o perdão de Deus. Sabendo de nossos limites, o Papa nos deu um sábio empurrãozinho:

“Para desafogar-se, é bom falar com o irmão e dizer ao sacerdote estas coisas, que pesam tanto no meu coração: sente-se que se desafoga diante de Deus, com a Igreja e com o irmão. Por isso, não tenham medo da confissão. A gente, quando está na fila para se confessar, sente todas estas coisas – também a vergonha –, mas depois, quando termina a confissão sai livre, grande, belo, perdoado, branco, feliz. E isto é o bonito da confissão.”

O Papa tem razão! Depois de revelar nossas culpas ao sacerdote, a gente sai do confessionário levinho, levinho…

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É sempre bom lembrar para tomarem cuidado com as absolvições coletivas concedidas de modo abusivo (clique aqui para saber mais). Alguns leitores também têm nos relatado a dificuldade de encontrar sacerdotes disponíveis em certas paróquias, para confissão. Infelizmente, há padres que dão prioridade a diversas outras tarefas, deixando a confissão dos fiéis em segundo ou terceiro plano. Rezemos por eles, pois é por meio de suas mãos que recebemos o perdão de Deus!

É isso aí, pessoal: vamos passar o óleo de peroba na cara e sair pra confessar o quanto antes. Jesus nos espera: “Cada vez que nos confessamos, Deus nos abraça, Deus faz festa! Prossigamos por este caminho”. Falou e disse, papitcho!

*****

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84 comments to Confissão diretamente a Deus? Papa Francisco não curtiu!

  • Nosso querido Papa Francisco falou exatamente o que se sente quando se faz uma confissão bem feita: a gente “sai livre, grande, belo, perdoado, branco, feliz”…

    Mas tem um coisinha só que me incomoda: a postura relativista de alguns sacerdotes!!!

    Por diversas vezes já fui me confessar e, após confessar pecados que eu sei que são pecados (pois assim a Igreja mesmo o diz), o Padre olha para mim e diz: “Nããããão meu filho… Isso não é pecado!!”

    Daí eu saio da confissão já querendo me confessar novamente! O que fazer? Se confessar mais uma vez? Ficar com a consciência tranquila, visto que eu confessei o pecado, tipo, passei a bola para o Padre?! O que fazer???

    Faço um exame de consciência daqueles (pois não adianta nada fazer uma confissão pela metade), demoro um tempão anotando tudo, e quando chego lá o Padre me olha e diz que uma boa parte daquilo não é pecado?! Complicado, né?!

    Ah, e sem falar de alguns sacerdotes que quando termina a confissão não fala nada, só te absolve e diz a penitência… O que me lembra os relatos de confissão com o Pe. Pio, pelo oposto disto, é claro!!!

    Dizem os relatos que ele te olhava nos olhos, ouvia os teus pecados e te corrigia, muitas vezes até de forma ríspida, mas sempre com um profundo amor pelo penitente e um profundo ódio pelo pecado! E é isto mesmo que devemos ter na confissão, um profundo e arraigado ódio pelo pecado, para expurgá-lo enfim de dentro do nosso coração!

    Tem uma frase do Pe. Pio que tento por em prática, mas, confesso (!!!), não tenho conseguido: “A confissão, que é a purificação da alma, deve ser feita ao menos uma vez por semana. Não é possível manter a alma longe da confissão por mais de sete dias.”

    A propósito, tenho que me confessar urgente!! rsrsrs

    Post, mais uma vez, excelente!!! (Tô ficando repetitivo com isso, pessoal do Catequista?! rsrsrs)

    Fiquem todos com Deus!!! Fui…

    #partiuconfissão

    • Alex, deixe-me ajudá-lo.

      1º) Não precisa de forma alguma se confessar novamente se o padre te absolveu. Não interessa se ele é relativista, se ele NÃO é um bom confessor, ou qualquer defeito. Ex opere operatur é o sacramento. Com a absolvição, infalivelmente somos perdoados pelo Pai do céu.

      2º) Reze pelo clero.

      • Saudações, Cadu!!

        Quanto ao 1º ponto, sei que se o sacerdote absolveu, “tá tudo certo”, como diz um amigo meu, mas é que dá uma frustração daquelas o Padre fazer pouco caso do seu pecado…

        E quanto ao 2º ponto: É NECESSÁRIO E URGENTE!!!

        Grande abraço, e fica com Deus!!!

    • Gêneto eugenio

      Alex o que você disse eu também sinto pois o jeito como o sacerdote ministra o Sacramento relativizando tudo, a gente ali contrito e ele querendo te tratar como um psiquiatra curando a mente e esquecendo da nossa alma que está em frangalhos;As vezes, já me aconteceu de quase não poder falar rsrsrsrsrs….
      E sobre a penitência muitas vezes eu me autopenitenciei pois no final da confissão NADA, nadinha de nada e muitas vezes pecadãO…
      Rezemos pelos nossos Sacerdotes como A Virgem sempre nos pede, ela sabe das coisas…
      Paz e bem.

    • Christiane

      Alex, essa frase do pe. Pio deveria existir em uma grande placa, dentro de todas as sacristias no mundo inteiro! Na minha paróquia, além do padre quase não aparecer para confessar, a última dele foi… Na Missa de 1ª Eucaristia das crianças, ele abriu o bocão pra dizer: “Pronto, agora vocês já receberam Jesus. Pelo menos duas vezes por ano, venham se confessar. Se o pecado for mais grave, confessem mais vezes. Pais, façam o mesmo, para dar exemplo aos seus filhos.”

      Confesso que quando eu ouvi isso, quase caio do banco da Igreja de joelhos para chorar e pedir perdão por tamanho descaso com as almas. Me segurei para não ser motivo de escândalo, mas minhas orações por ele e por todo o clero são diárias!

    • Guilherme Alberto

      Sobre a confissão semanal, São João Bosco incentivava os meninos de seu oratório a essa prática.
      São Domingos Sávio é um exemplo dos que seguiam esse costume e incentivava outros meninos a fazer o mesmo.

  • Sidnei

    Gostei também do post, porém gostaria de saber uma coisa o qual li uma vez e não me recordo aonde, se a confissão dos pecados no início da Igreja era pública, ou seja, não somente com o presbítero, mas, diante de toda a assembleia, ficando o cargo de dar a penitência e após o período da penitência, de dar a absolvição dos pecados, ao presbítero, como nos dias de hoje, porém na frente de toda a assembleia reunida, o qual, dizem alguns, que nesta passagem: “A ninguém imponhas as mãos inconsideradamente, para que não venhas a tornar-te cúmplice dos pecados alheios. Conserva-te puro. (I Timóteo 5, 22)”, parece que faz alusão isto, assim como a confissão pública o quais muitos faziam quando iam batizar com São João Batista: “Pessoas de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a circunvizinhança do Jordão vinham a ele.Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão.” (Mateus 3, 5-6 e Marcos 1, 5). Se alguém puder responder a esta questão, agradeço. Obrigado.

    • É verdade Sidinei, a Confissão era pública, na frente da igreja antes da Missa. Aos poucos o Magistério compreendeu que num lugar bem pudorado, o penitente pode abrir o coração de maneira bem maior.

      • Sidnei

        Obrigado Cadu, mas, aonde eu posso encontrar algo para saber um pouco mais sobre isto, e apresentar para as pessoas que a confissão dos pecados já existia desde o começo da Igreja, porém, não nos moldes atuais, mas em público, e só com o tempo, por questão de privacidade a confissão ficou somente entre o penitente e o presbítero (padre).

        • Felipe

          Sidney, sei que você perguntou ao Cadu, mas eu respondo, para ajudar.

          Há um livro excelente do teólogo Scott Hahn chamado “SENHOR, TEM PIEDADE DE MIM” em que ele explica exatamente a origem da confissão que é “vétero testamentária” ou seja, tem origem ainda na antiga aliança mosaica.

          Ele explana também o porque biblicamente Jesus instituiu o sacramento da penitencia (confissão) e a prática desde o começo da Igreja até o presente.

          • Sidnei

            Obrigado também a você Felipe, por mais esta dica.

            O que me deixa intrigado com esta história toda de a confissão no início da Igreja ser pública e não privada como nos dias de hoje, é que hoje em dia as pessoas ficam com medinho e constrangidas a irem a um confessionário para confessar seus pecados de forma priva e ainda não tendo como o padre ver seu rosto, porém, mau sabem elas que no início da Igreja a coisa não era assim tão privado, imaginem contar os pecados não só ao padre mas diante de toda comunidade reunida, aí sim seria constrangedor.

            Mas que um dever meu ir confessar meus pecados, eu vejo como um direito meu, conquistado por CRISTO na cruz. Assim como seria um direito meu ir a uma farmácia e receber um remédio gratuito, porém, tendo que dizer ao farmacêutico qual meus sintomas, para ele dar o remédio correto, assim deve-se proceder na confissão dos pecados diante do padre, o qual devo dizer quais meus pecados para ele aplicar o remédio correto e na doze certa, ou seja, ele dar a absolvição dos meus pecados, a penitência e a correção devida ao penitente,na medida certa, tudo isto graças ao sangue que JESUS verteu na cruz, por nós todos.

  • Everton

    Bom dia! Eu conheço uma senhora que está com câncer, e ela está em fase terminal. O sacerdote da minha paróquia foi ontem no hospital dá a Extrema Unção a ela. Detalhe, ela está dopada (sem consciência), porque se ela não ficar assim, ela estará sentindo muita dor. Essa dor só para se ela estiver dopada. Nesse caso, a Extrema Unção já é o bastante? Ou, ela tem que receber o Sacramento da Confissão, mesmo estando inconsciente?

    • Everton, que situação difícil! Só posso dar uma mera opinião. Se fosse possível que, por alguns minutos, ela pudesse ficar consciente para poder se confessar, isso seria muito, muito bom! Mas, nesse caso, não sei se é possível. Se não for possível, Deus julgará o desejo dela de ter confessado os pecados a um padre (se ela de fato teve esse desejo antes de ficar dopada), e os perdoará, levando em conta que a confissão não foi possível.

      • Everton

        Na verdade, acredito que o grande problema é se realmente essa senhora (ela é mãe de um amigo meu) tinha consciência da gravidade da doença… Eu vejo nesse caso uma coisa que já venho observando há muito tempo… as pessoas só estão preparadas para esse mundo (emprego, forma família, ter uma casa, fazer e terminar a faculdade etc.).

        • Você falou uma verdade, Everton: as pessoas ficam tentando colocar as outras dentro de bolhas, para poupá-las do sofrimento. Só que, em vez de ajudá-las, acabam as prejudicando, pois não permitem que a pessoa se prepare para o fim ou para o sofrimento inevitável.

          E isso começa na mais tenra infância. Nesta semana, ouvi uma senhora dizer que não quer que o neto se apegue a ela, pois isso é muito ruim. Afinal, outro dia ela foi embora da casa dele, e ele ficou chorando. Eu disse a ela que é bom que nossos filhos aprendam, amorosamente, a lidar com a frustração. Afinal, se não aprenderem isso no ambiente familiar, terão, inevitavelmente, que apanhar do mundo, e não saberão depois lidar com isso. Ademais, apego a pessoas da família jamais poderia ser uma coisa ruim.

          O preocupante é saber que essa mentalidade é geral.

  • Christiane

    O gif para ilustrar o “sair do confessionário levinho, levinho”, me fez rir alto aqui!

    Excelente artigo, mais uma vez!

    • Jotacê

      Concordo, Christiane! Eu não sei quem é o principal responsável pelas imagens e piadinhas do site, mas seja quem for, é um gênio! Até os temas mais densos tem uma sátira bem-humorada, que alegra o dia!

  • Deus me concedeu a graça de poder escolher onde me confessar; em minha paróquia ou em outras duas vizinhas, onde os sacerdotes estão sempre disponíveis. Inclusive um deles costuma confessar bem ao estilo Padre Pio: cutuca a ferida sem dó, mas são sempre confissões que geram bons frutos. Nunca ouvi falar de “confissões comunitárias”, pelo menos não nas paróquias que frequento. Infelizmente, costumam ocorrer alguns abusos litúrgicos, mas nada afetou (ainda) o Sacramento da Confissão.

    Aliás, aproveitando o espaço e abusando da boa vontade da equipe, gostaria de sanar duas dúvidas:

    1ª O tal do “Pai-Nosso cantado” é permitido? Pelo pouco que sei, o Pai-Nosso é parte do Ordinário, e como tal, não pode ser alterado. O que vocês acham disso? E como se portar em uma situação como esta?

    2ª Existe algum fundamento para a recepção da Comunhão na mão? Quando esta prática começou e qual é a posição oficial da Igreja sobre tal questão?

    Obrigado a todos e fiquem com Deus!

    • Matheus Oliveira

      Caro Junior, quanto ao que perguntou, fica assim:

      1 – O Pai-Nosso pode ser cantado, desde que seja com a letra inalterada (conforme o que está no Missal) e com um ritmo apropriado e que conduza à oração. Qualquer alteração é vetada, bem como o piegas e sentimentalóide “vamos dar as mão, vamos dar as mãos, […] e juntos rezar”. O ato de dar as mãos também é errado, bem como não se recomenda sequer abrir os braços, pois que este gesto, de acordo com as rubricas do Missal, é apenas do Celebrante. Nem mesmo dos sacerdotes não-celebrantes presentes.

      2 – Inicialmente, era um erro que foi tolerado, mas espalho-se pelo mundo, embora houvesse didi apenas uma excessão, não uma ordem. Veja mais detalhes em: http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/comungar-na-mao-nao-e-um-sacrilegio-6384987368587264

  • Confessionário é o único tribunal em que a pessoa declara-se culpada e sai absolvida!
    #SANDALIAS-DA-HUMILDADE, meu povo!

  • Templário das Cruzadas

    Existe a confissão dos pecados na Liturgia da Missa. Antigamene, as pessoas confessavam seus pecados na missa um para o outro…é o mais certo. Lógico que o padre era tipo um monitor ali.

  • Harun Salman

    O problema de relativização, apontado tanto pelo Alex quanto pelo Gêneto é gravíssimo e epidêmico no Brasil. Eu cheguei a pensar que havia alguma orientação oficial no sentido de reformular o sacramento. Sem brincadeira! Eu não maldei, na hora. Achei que era uma orientação da Igreja no Brasil. Embora haja problemas graves no clero, em outros lugares, eu acho o clero brasileiro especialmente relativista. Quando disse para um sacerdote aí no Brasil que minha confissão anterior tinha sido há uma semana, ele quase me expulsou da saleta usada como confessionário e me deu a absolvição sem esconder a impaciência. Parece que o clero brasileiro não curte o Padre Pio, nem Santo Afonso de Ligório, que também exortava à confissão semanal. Estou com dificuldade de acessar internet, por isso estou sem ver e-mail. Alguém sabe dizer quanto tempo pode-se ficar sem consultar e-mails? Eu achava que era preciso abrir todo dia, ou a conta seria cancelada. Se tiver que fazer isso, aí mesmo que não poderei mais aparecer aqui! Abraço a todos!

  • Wesley Miranda

    É verdade o que o Santo Padre falou. Recentemente no início do mês, eu me confessei… Coisa que eu não fazia há uns 3 anos porque não sabia da importância da confissão. Eu estava com meu coração doente, o corpo (fisico) pesado (e é verdade, quem não se confessa sabe disso), e tudo conspira para que você desista da confissão. Tudo mesmo: nervosismo, tremedeira, desconfiança, vergonha… Mas isso não é maior que a misericórdia do Senhor.
    Então gente, mesmo que seja difícil, confessem-se. Vcs estarão fazendo um bem em dose tripla pra vcs.
    #Já tô marcando outra confissão.

  • Geraldo

    CUIDADO COM CONFISSÕES MAL FEITAS!
    DÁ INFERNO!
    Uma sobre a confissão, salvo engano de S João Bosco, que muitos católicos de prática, assíduos, condenam-se ao inferno pelo fato de fazerem confissões mal feitas, como faltar arrependimento/propósito, omissão de pecados, falar mentiras, reduzir a culpa ao se expor, diminuir a quantidade, ao invés de 20 vezes relatar apenas 6, às perguntas do sacerdote falsear ou mentir à resposta e tudo que diminua a culpa do falso penitente por vergonha, orgulho etc.
    Uma é certa: confissão de forma indevida é sacrílega, inválida; saiu pior que entrou e, se comungou, imagine S Eucaristia em pecado grave e se morrer nessas condições, estará condenado.

  • Patricia

    Não li os comentários acima, não sei se estou repetindo a mesma pergunta de outro, mas lá vai: Se, Eu me confessar, o padre achar que tudo o que faço não é pecado (e sei que é), e ao final da confissão ele não quer me dar a absolvição. O que fazer? Devo me confessar novamente, já que não me absolveu?

    A paz!

  • valeria

    Belo post, me lembrei de um episódio que me aconteceu na minha turmas de catequese quando eu estava falando sobre este assunto. Perguntei as crianças para ver o que elas pensavam. O que é melhor: confessar direto para Deus ou confessar para o Padre? UM catequizando tomou a palavra e disparou essa…
    CLaro que com o padre, pois Deus pode falar comigo através dele!!!
    Imagina é apavorante escutar uma voz do além VAI MEU FILHO SEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS…vixi iriam me chamar de louco mesmo assim não teria a certeza se é Deus ou o inimigo… não sei como os protestante tem a certeza do perdão falando sozinho por isso que tem alguns que não bate bem.
    Pois bem, esta criança é linda, está ansioso para sua primeira confissão, quando eu dei a data o olho dele brilhou de felicidade…
    Crianças são demais.

  • Julio Bahia

    Aproveitando o tema do Sacramento da Confissão, gostaria de perguntar uma coisa ao pessoal do blog: vocês acham que é adequado o padre ouvir os pecados num lugar onde haja pessoas próximas que também poderiam ouvir os pecados, a Igreja tem alguma recomendação sobre como deve ser o ambiente onde esse sacramento deve ser ministrado? Vou explicar o porquê da pergunta: Uns dias atrás fui me confessar num convento (Convento de Santo Antônio) e um frei atendia as confissões a mais ou menos quatro metros da fila em que as pessoas esperavam pra se confessar, o ambiente era de silêncio total e se uma pessoa da fila se concentrasse ouvia facilmente quem estava se confessando. Eu, mesmo tentando me distrair, acabei ouvindo alguns pecados. E se, por acaso, uma pessoa que devido a situação citada se sinta inibida a contar alguns pecados e os omita, a confissão é válida? Sinceramente acho isso inadequado, principalmente tendo em vista o zelo da Igreja pelo sigilo dos pecados confessados, mas sei lá, vai que isso seja uma forma de penitência. Enfim queria tirar essa dúvida.

    • Felipe

      Júlio, o lugar adequado chama-se confessionário. Ocorre que atualmente, os padres não gostam desse local.

      Mas, ninguém é obrigado a confessar fora do confessionário e o padre tem a obrigação de, havendo confessionário, confessar aquele que lhe pedir neste local. Esta no Código de Direito Canônico, art 964, § 2.

  • Jotacê

    Quando eu leio artigos sobre confissão, fico um tanto aflito, pois, como comentei em outro artigo, estou com alguns impedimentos quanto à confissão/comunhão, que estou procurando sanar.

    O que eu sei é que, quando eu finalmente puder me confessar – algo que só fiz uma ÚNICA vez na vida, em 1987 (!), para a minha Primeira Comunhão – vou tirar uma tonelada das costas.

    Meu medo é que, depois de me ouvir, o Padre chame a polícia (pô, 27 anos acumulados não é fácil)! Já pensou, saio da igreja e tem uma equipe da SWAT me esperando? Hehehe!

    • valeria

      Caraca Jotacê vc está gordinho mesmo 27anos kkkk corre colega para ficar levinho levinhoooo

      • Jotacê

        “Gordinho”? Bondade sua, amiga Valéria! Eu tô é mais gordo que o Jô Soares depois de passar na churrascaria rodízio, hehehe! 😉 Mas aos poucos, e com a Graça de Deus, essa situação se resolverá… Um grande abraço! 😉

    • Christiane

      Jotacê, minha amiga te barrou, ela ficou trinta e dois!!!! Eu tive a graça de testemunhar (de longe, claro!) a transformação ocorrida antes e depois da Confissão. Eu me confessei antes e ela, depois. Choramos muito, muito, muito!

      A Graça de Deus é imensa, hoje ela é coordenadora do meu grupo de oração e, detalhe: foi através dela que Deus agiu poderosamente em mim e me fez retornar em espírito e verdade à Igreja e decidir por viver a castidade enquanto não está resolvida a nulidade do meu matrimônio.

      Deixa eu te contar: tem um casal amigo que é do meu G.O. que está na mesma situação que você, acho que já contei a história aqui. Eles irão em breve ingressar com o libelo no Tribunal Eclesiástico e me contaram essa semana que estão discernindo o chamado que receberam: viver a castidade até que saia a Declaração de Nulidade e continuar assim até que eles possam receber o sacramento do Matrimônio. Eles têm um desejo tão grande de receber Jesus Eucarístico que estão cogitando viver essa radicalidade, achei lindo demais!

      Grande abraço!

      • Jotacê

        Caramba, Christiane! 32 anos! Realmente, sua amiga me passou!
        Tanto tempo de afastamento da Igreja, tanto por parte de sua amiga, quanto a minha, é para fazer refletir sobre a infinita paciência de Deus. Ele é realmente o pai de filhos pródigos. Fica à entrada da casa, vigiando, olhando para o horizonte, para as cercanias de sua propriedade, tentando nos encontrar. E corre ao nosso encontro, assim que nos vislumbra de longe.
        Os relatos que você fez da sua amiga e do casal, também seu amigo, me dá muita esperança, e muita força! Muito obrigado, e que Jesus e Maria lhe abençoem! E vou orar pelo casal, para que o problema deles seja solvido rapidamente! Um grande abraço!

  • Maria Helena

    Gente, sei que não tem muito a ver mas… pela confissão nossos pecados são perdoados e tentamos chegar a santidade mas confesso que morro de medo quando se fala nos santos de corpos icorruptíveis. Será que somente eles são merecedores da ressurreição e salvação? Já que seus corpos são preservados por Deus.

    • Maria Helena, isso não deve ser motivo de medo pra você, de modo algum! Muitos grandes santos não ficaram com seus corpos incorruptos. E Deus preserva os corpos de alguns santos não para a ressurreição final, mas como sinal para animar a fé de muitos. Na ressurreição final, a Bíblia e a Tradição ensinam que TODOS ressuscitarão para serem julgados, bons ou maus. Ganharemos um novo corpo.

      Confie na doutrina da Santa Igreja e fique em paz. Abraço!

      • Maria Helena

        Obrigada pela resposta, eu sempre tive dúvidas desse tipo quanto à esses santos, eu pensava que eram todos os santos que eram icorruptiveis, obrigada, foi um alivio saber

  • Liah

    Gente tenho duas dúvidas:
    1- E se depois de sair do confessionário a gente se lembra de outro pecado???

    2- E se mesmo arrependido a gente volta a pecar do mesmo jeito e descobre que tem um vicio?

    • Christiane

      Liah, a minha mãe me falou que, se não foi nossa intenção ocultar o pecado, nossa confissão é válida. Mas temos que confessar sim o pecado que lembramos, se for grave. Se for venial, ele será apagado com a Eucaristia e a penitência voluntária pelo pecado lembrado.

      Quanto ao segundo questionamento… cai e levanta, cai e levanta! Não há vício que não possa ser curado com o poder de Deus, amada! Mas Ele também se usa de nós como seus instrumentos de cura. Dependendo da natureza do vício, a ajuda profissional é muito necessária! E por mais que cometamos novamente o pecado, não devemos deixar de lutar contra ele! Nos arrependamos da queda, confessemos, tenhamos propósito e continuemos na luta! Cada Eucaristia irá nos fortalecer, e iremos ver mais na frente que as quedas serão cada vez menos frequentes. Deus não nos abandona, ele nos capacita e nos fortalece em Cristo Jesus!

      Grande abraço!

      • Harun Salman

        São Josemaria Escrivá diz no seu comentário à Via Crucis que, nesse exercício, das três quedas de Jesus, devemos reter os três momentos em que Ele se levanta, pelas muitas vezes em que NÓS caímos. Além disso, quem se levanta rapidamente é como se nunca tivesse caído. Bom comentário, Christiane!

  • Liah,
    A resposta da Chris está perfeita! Leia também esse post do blog Tradição em Foco com Roma, e veja se te ajuda:

    http://www.tradicaoemfococomroma.com/2013/09/esquecimento-na-hora-da-confissao.html

    Quanto à vitória sobre os vícios, acabamos de receber um belo testemunho do Gabriel, que era viciado em pornografia. O testemunho dele é uma esperança para nós cristãos, em todo tipo de vício. Procure pelo comentário dele neste post aqui:

    http://ocatequista.com.br/archives/5493

    • Christiane

      Só para ilustrar, achei hoje no face esta frase maravilhosa:

      “Jesus Cristo com sua Paixão nos livrou do poder do pecado, mas com a Eucaristia nos livra do poder de pecar.” – Papa Inocêncio III

      • Perfect!!! Eu estava lendo NESTE EXATO MOMENTO, um trecho do livro “Compêndio de Teologia Ascética e Mística”, indicado pelo Harun, o qual, na página 500, falando sobre a Oração e a Comunhão frequente, afirma: “a união íntima com Aquele, que é o Deus de toda a santidade, amortece a concupiscência, torna a alma mais sensível aos bens espirituais e despega-a assim dos prazeres grosseiros. Pela confissão e comunão frequente é que S. Filipe de Neri curava os jovens, escravos do vício impuro; e ainda hoje não há remédio mais eficaz, tanto para preservar como para fortificar a virtude. Se tantos jovens e donzelas escapam ao contato do vício, é porque encontram na prática da Religião uma arma contra as tentações que o assediam. É certo que esta arma exige coragem, energia, esforços muitas vezes renovados; mas com a oração, com os sacramentos e com uma vontade firme triunfa-se de todos os obstáculos.”

        O livro está disponível no link http://www.obrascatolicas.com/livros/Teologia/compendio%20de%20teologia%20tanquerey.pdf

  • Victor

    Olá. Gostaria de Saber se os padres e sacerdotes também cometem pecados? e a quem eles confessam?

    • Victor, as únicas pessoas que são isentas totalmente de pecado são Jesus Cristo, nosso Deus, e Sua Mãe Santíssima, que foi miraculosamente preservada do pecado original e permaneceu fiel até o fim. Todos os demais homens são pecadores e precisam se arrepender e se purificar de seus pecados.

      Então, sim, os sacerdotes também pecam, inclusive o Papa, que é sucessor de Pedro (e, na Bíblia, vemos que São Pedro teve seus vacilos, ainda que em sua vida a graça tenha superabundado e superado em muito o pecado). E os padres, quando pecam, se confessam a outros sacerdotes.

      Faz pouco tempo que o Papa Francisco, para dar o exemplo, se deixou fotografar de joelhos, no confessionário, confessando seus pecados a outro sacerdote.

  • Fran

    Gente, fiquei com uma dúvida agora: Uma pessoa que morre sem arrependimento de um pecado mortal comete o pecado contra o Espírito Santo e vai para o inferno, certo?

    Mas e se uma pessoa morre sem arrependimento de um pecado leve? Por exemplo, “mentirinhas” e bobagens que falou durante a vida… Esta pessoa também vai ao inferno por não ter se arrependido?

    • Sidnei

      Fran, é claro que não, apenas terá que passar pelo purgatório para se purificar destas pequenas falhas conhecidos por pecados leves ou veniais, mas que não deixam de serem pecados, e como nada de impuro pode entrar no céu, é através do purgatório que alguém que morre com estes pecados veniais é que se purificará e finalmente adentrar nos céus.

    • Nesse caso, ela vai para o Purgatório, onde o fogo é santo e purificador. E só sai de lá depois de ter pagado sua pena, direto para o Céu.

  • M.

    Oi catequista! Acompanho o blog e gosto muito das postagens, obrigada por esclarecer tanta coisa para o povo católico.
    Eu estou querendo confessar há muito tempo, só que to com um problema. O padre que está fazendo a maioria das confissões na minha paróquia é meu parente. Sei que eu não devia, mas fico envergonhada! Da ultima vez que fui confessar, era ele e acabei fazendo uma confissão mal feita. Me sinto muito mal por isso. O que devo fazer? Seria confessar em outra paróquia a solução? Ou devo perder a vergonha e ir na minha paróquia mesmo? Fiquem com Deus!

    • Cara M., deixa te contar uma coisa se me permites, talvez lhe ajude. Após vários anos sem confessar (isto é sinal de que eu já fui apóstata, certo), 23 anos mais especificamente, afastado da fé católica, por Graça de Deus e muito trabalho do meu Anjo da Guarda, voltei novamente a casa de onde nunca deveria ter saído. Foi então que, a uns 2 anos atrás, teve em minha paróquia missões capuchinhas. Participei. Comecei a ver os vídeos do Padre Paulo Ricardo, ler algumas coisas em sites católicos e acabei parando por aqui (daqui não saio, daqui ninguém me tira)no blogue do catequista.
      Ainda me lembro de um comentário que fiz no site do Carlos Lopes, comunidade Shalon, onde ele tinha postado algo falando sobre a Guarda Suíça, e o inteligente aqui foi comentar todo gaboso de seus cunhicimentus prufondos (hehehe), atualmente, se fosse eu no lugar do Carlos Lopes, teria dado um soco na moleira e mandado plantar batatas. Sei que aqui no blogue do catequista meus primeiros comentários são tão jujubas que outro dia vi um e fiquei com vergonha (de mim mesmo). Mas aos trancos e barrancos, busquei informação de como fazer uma boa confissão.
      Bom, imagina o tamanho da lista, e lá tinha tanta da coisa que deixaria qualquer um ruborizado e com vergonha alheia. Mas até ai estava bem. O problema foi que, o padre que me recebeu me conhece desde bebê de colo, me batizou, fez a cerimônia do meu casamento e o irmão dele era casado com uma irmã de minha mãe, basicamente ele me conhece mais do que eu a mim mesmo. Putz, não deu pra correr, tinha me proposto a isto, mas pra aumentar o drama, ele me levou pra uma sala em separado e…fez uma reza inicial e…pronto pode contar, isto me deu um frio na barriga, assim no seco, não tinha nenhuma aguinha, nem um copinho sequer, cara a cara, bom, a vergonha foi tanta, chorei, mudei de cor umas dez vezes, sentia frio, calor, tinha hora que não sentia nada (não sentia meus pés, minhas mãos, meu corpo), (e eu só ficava pensando, ele me conhece, ele me conhece), mas firme e forte fui até a última linha. Pra encurtar a história, três meses depois fui me confessar e adivinha, tava lá ele, e pra dar uma risadinha ele ainda me disse: tu de novo. Eu dei meia volta pra cá, meia volta pra lá, tentei arrumar umas desculpinhas mas não dei moleza pra mim mesmo, fui e confessei-me. O diacho é que a gente acaba cometendo os mesmos pecados em muitas vezes e ai, bate mais vergonha ainda.
      Não nego que já procurei outro padre pra contar meus pecados. O problema é que, se fico confessando ora com um ora com outro, nenhum deles consegue me dar ajuda mais eficiente. Assim sendo o Padre Tiago já me conhece, já escutou minha história, meus pecados, e ai ele me da muitos conselhos, além de uma direção espiritual. Não concordo com algumas coisas que ele defende, mas isto não impede da eficiência do crescimento espiritual que eu tenho ganho. Não é muito, mas perto do que eu era é uma reviravolta de 180 graus.
      No mais, se queres procurar outro padre, procure, unica coisa é que, é bom você permanecer confessando com um padre só, pois ai ele pode te ajudar em teu crescimento espiritual.
      Aqui vai um post onde fala sobre isto:
      http://ocatequista.com.br/archives/14001

  • maria josé aleluia simão

    ESSE É O NOSSO PAPA HOMEM FIEL A LEI DE JESUS DA A SU PRÓPRIA VIDA, PPOR DEUS . AMEI , O QUE ELE FALOU SOBRE A CONFISSÃO

  • Carlos

    A minha dúvida é porque foram abolidos os confessionários. Hoje confessionário é só do Bigb..
    Conheço muitas pessoas principalmente mulheres que ficam constrangidas ao se confessar.A Igreja não tem sacerdotisas.O pior é que isto acontece justamente na época em que vem a público escândalos sexuais de muitos padres. Sei que são exceções mas as pessoas generalizam. Conheço mães que não permitem que suas filhas mocinhas se confessem individualmente. Nada disto aconteceria se houvessem os confessionários.Já sou velho, mas quando jovem me confessava individualmente com frequência mas após a retirada dos confessionário faço confissão comunitária.

    Para ilustrar o que disse acima vou dar um exemplos: Sou professor aposentado. Quando estava na ativa, certa vez uma aluna, mocinha de uns 16 anos veio para mim, na presença de outras colegas e me disse: professor, por que você não se casa com minha mãe? Eu lhe respondi: não posso, minha filha já sou casado. Então ela continuou é que estou com um problema e não sei a quem me aconselhar. (Não sabia que meu comportamento inspirava tanta confiança nos alunos) É que quando vou me confessar o padre fica insistindo em saber que tipo de intimidade eu tenho com meu namorado. Diante disto eu lhe respondi: Dia a ele que isto não é de sua conta. Ela me replicou: assim ele não vai me “confessar” (na verdade absolver). Então eu lhe disse então: procure um outro padre.

  • Maria da Natividade Schoffer

    Olá, pessoal, por um acaso cheguei nessa página e gostaria de não mais perde-la de vista, muito bom e esclarecedor. Mas sei que há padres que preferem não confessar, pois tem muitos a fazeres que os impedem,e eles sabem que é fundamental para os católicos a confissão e deveriam seguir as leis do código canônico para o bem do povo de Deus.Obrigada pelos esclarecimentos, nos comentários que li, gostei muito.Mas não gostaria de ao sair perder a página.

  • Pedro

    Pessoal, tenho duas dúvidas que sobre a confissão.

    1-Se na hora da absolvição o padre não fala a formula tradicional, inventa algo como: Que Deus Pai te perdoe, eu te absolvo de tudo da sua vida.(frase real, ouvida na ultima confissão)
    A confissão foi válida?

    2 – Se o padre não te pede pra rezar o ato de contrição, a confissão foi válida?

    Abraço, a paz!

    • Pedro, respostas:
      1 – Não, a confissão não foi válida. É claro, se você tivesse morrido imediatamente após essa confissão, Deus certamente a consideraria como válida, pois viu a sua intenção de buscar o sacramento. Mas o fato é que, de modo geral, para um sacramento ser válido – seja ele qual for – o sacerdote deve pronunciar corretamente a fórmula.

      2 – O ato de contrição não é indispensável para uma confissão válida. Então, se o penitente não o reza, ainda assim a confissão foi válida.

      Abraço! Paz de Cristo.

  • Humberto Luiz

    Olá pessoal, faz um tempo que visito o site, mas nunca cheguei a comentar. Vocês saberiam informar se poderia um protestante, que foi batizado na igreja católica, se confessar com um padre?

  • Eu acostumada a me confessar com um padre que é paternal, piedoso que reza o ato de contrição comigo, sinto sempre que me confesso que Jesus esta presente.Mas um dia me confessei com outro padre que foi o contrario e sai triste com a postura dele nada piedosa.Pergunto: essa confissão foi valida? Posso receber a eucaristia tranquila?

  • Ambrósio

    Olá pessoal!
    Consideremos uma pessoa que passou toda a sua vida fazendo confissões sacrilegas: ocultando propositalmente pecados, se confessando sem arrependimento verdadeiro, ou seja, apesar de ter se confessado a confissão foi INVALIDA. Um dia essa mesma pessoa percebe que se aproximou desse sacramento da forma errada, e por isso, deseja reparar os sacrilegios que cometeu. No caso, o que essa pessoa deve fazer para reparar TODAS essas confissões mal feitas? Deve confessar todos os pecados que ja cometeu em vida?
    E quando a pessoa nâo se lembra se sua confissão foi valida ou não, o que ela deve fazer?
    Desde já agradeço atenção e disponibilidade.
    Ambrosio

  • Gustavo JV

    Confissão, o sacramento que me salvou, em vários sentidos.
    Infelizmente (ou felizmente em determinado ponto) sigo caminhando na vida com a dita depressão, hoje em dia não é mais um fardo.
    Quando iniciei minha conversão ao Catolicismo real (não que exista outro, mas vocês entendem a imagem superficial que muitos de nós, antes de nos aprofundarmos, temos, em decorrência do que é posto pelo mundo) e fiz minha primeira confissão, tudo mudou, o sacerdote, doce sacerdote, me deu uma visão totalmente diferente de mundo que psicólogo nenhum tinha dado (confissão seguida de direção espiritual)
    Minha vida mudou, a confissão é sem dúvida, ao meu ver, um dos maiores presentes que Cristo nos deixou! Como eu queria que meus amigos conhecessem profundamente o mistério desse sacramento.

    Sem a confissão, isso nunca teria feito sentido na minha cabeça “28. Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.
    29. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.
    30. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.”

    A propósito, A Catequista, a absolvição, feita sem a fórmula correta, é válida?

  • Prezados (as)
    Salve Maria

    Gostaria de lhes indicar um livro escrito por mim sobre a Santa Confissão.
    Desde já o meu muito obrigado.
    Que Deus lhes abençoe e a Virgem Maria interceda por cada um.
    Esta a venda no Mercado Livre segue link: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-707768241-ritual-da-santa-confisso-_JM

    Cor Iesu et Mariae adoremus

  • Lucas

    Olá, Catequista! Tenho uma dúvida. Algumas vezes confessei e o Padre não disse literalmente a fórmula da absolvição. Tinha um padre que tinha o costume de dizer o meu nome antes da fórmula, por exemplo:Lucas, eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.(e ele não pronunciava a conjunção “E”, como está no ritual da Confissão.). Um dia fui me confessar com outro e ele me disse: “Eu lhe absolvo de suas culpas, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” Essa absolvições valeram(pelo menos no primeiro caso), ou é preciso que o sacerdote diga LITERALMENTE como está no ritual da confissão? Outra coisa: Se, depois de você se confessar o sacerdote errar na formula, pode-se pedir a ele que ele diga a formula correta, ou é necessario confessar tudo de novo?

    • Lucas, essas absolvições valeram (nos dois casos). Segundo o Concílio dogmático de Florença, a fórmula do sacramento da Penitência são as palavras da
      absolvição que o sacerdote pronuncia quando diz: “Eu te absolvo”. Se falou isso, tá beleza, tá valendo.

      Pronunciar a fórmula do sacramento é fundamental para a existência do sacramento. Que eu saiba, no caso do sacramento da Penitência, se a fórmula proferida pelo sacerdote foi semelhante a uma absolvição, mesmo que não seja rigorosamente igual à fórmula da Igreja, o sacramento existiu. O que invalida o sacramento é proferir qualquer fórmula genérica, tipo: “vai com Deus”, ou “eu te abençoo” (ou nem proferir fórmula alguma). É preciso ter o sentido de ABSOLVIÇÃO.

      • Lucas

        Sim, também perguntei ao Direto da Sacristia e eles disseram que foi válido. Que os erros foram mínimos para invalidar alguma coisa. ouvi dizer também que outra coisa importante é a invocação trinitária: “Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” Se o Padre dizer “Eu te absolvo em nome de Jesus”, etc. Parece não ser válido. importante é ressaltar isso aqui para os irmãos leitores. Qualquer coisa, se o padre errar, é só pedir,no final pra ele fazer como a Igreja manda. hehehe…

  • Mari

    Catequistas!! Me ajudem… Eu fiz uma confissao ontem, mas não tenho certeza se ela foi válida…

    Assim: eu tenho muito medo da morte. Então, como estou doente, resolvi ir o mais rápido possivel fazer uma confissao. Eu até tinha a disposiçao de não mais cometer aqueles pecados, mas ainda tenho a impressao de que fui pelo “desespero” e que não estava relmente convertida. O que eu faço? Confesso de novo os mesmos pecados? Mesmo os que não eram graves?

    • Lucas

      -Calma lá, Mari! Peraí, sua doença é de caso de morte, é isso?
      -Você confessou pecados graves(mortais)?
      Os pecados veniais não são necessários de serem confessados. Se tens muitos pecados mortais, se preocupe mais em confessar eles.Faça um exame de consciência, se preciso escreva-os. Confesse-os claramente, todos os que você lembrar, na maior exatidão numérica possível(que vc lembrar).
      -Sobretudo, peça ajuda ao Espírito Santo. É só ele que nos dá o arrependimento. A contrição é um dom de Deus e impulso do Espírito. Peça também o auxílio de Nossa Senhra, Ela que é a Esposa do Espírito Santo e nossa Mãe, que cuida dos seus filhos doentes(pelo pecado, eu quero dizer). De sua parte, Deus só te pede a sua boa vontade, a sua sinceridadade.
      -Para estar arrependido,são necessárias três coisas: Dor da alma, ódio ao pecado, e propósito de não mais pecar.
      -Essa “dor da alma”, não é dor sentimental, física. É preciso você provocar essa dor com a sua inteligência. Para isso é preciso de um motivo. E isso depende dos tipos de contrição: perfeita ou imperfeita(somente estas duas contrições são legítimas).
      -Se vc está correndo risco de morte e está em pecado greve(é isso q me dá a entender à primeira vista), não tenha medo,peça ajuda a Deus. Vc tem todo o direito de se confessar. Tenha um profundo ato de arrependimento. Vou te propor uma coisa: Olhe para um crucifixo que o tenhas perto de você… Olha Nosso salvador na Cruz(aqui estou dando um exemplo de Contrição Perfeita), veja que vc o ofende, veja quantas feridas lhe causou por causa do pecado. Você quer reparar essa ofensa?coloca isso como motivo de seu arrependimento?Vc que o ama sobre todas as coisas e, pecando, só tens te matado e te afastado dele?
      Então, a partir disso, ODEIE os seus pecados, peça a Deus esse ÓDIO ao pecado.Um NOJO, e faça o propósito de não mais pecar. De QUERER não mais pecar!

      – Por outro lado, não entendi esse seu “medo da morte”, talvez vc não esteja em caso de risco morte, não sei… Mas se é um simples medo assim, já arraigado em vc. Talvez seja uma ferida que precisa ser curada por Deus. Não é alguma doença psicológica(com todo o respeito, o digo), um trauma, não sei…
      – Talvez só vc possa saber se estava verdadeiramente arrependida ou não, independente desse seu “medo da morte”. Busque algum sacerdote, pesquise sobre confissão. Não estou perto de vc gostaria de ajudá-la mais,mas, além de ter as mãos impuras, não sei seu caso. Vou recomendar para vc estudar o Catecismo da Igreja nos números: 1450-1460. Estão aí os atos do penitente, e, logo no início, os dois tipos de contrição. Saiba pois q a Contrição Perfeita é um dos maiores tesouros q Deus nos concede. Por isso te recomendo um boníssimo livrinho, um clássico católico que fala sobre a Contrição Perfeita: https://s3.amazonaws.com/padrepauloricardo-files/uploads/p940t8m3wb1h1yrizt17/contricao-perfeita.pdf

      E também alguns vídeos. Este aqui: https://youtu.be/BrJhxdO8TlU e todos os dessa série: Os atos do penitente.
      E também este excelentíssimo e demorado vídeo do Padre Paulo Ricardo: Como fazer uma boa confissão: https://youtu.be/IQa4Pg2onX0
      Espero tê-la ajudado, querida irmã. Rezarei por você. Reze também por mim, eu te peço. Pax Dómini sit sémper vobíscum! In Cor Iesu et Mariae,
      Lucas Scalfone Vargas Arantes.

  • Jane

    Quero encontrar uma igreja que eu possa confessar no confessionário em campinad

  • JEAN OLIVEIRA

    Quem sente um alívio gigantesco após a confissão, uma leveza ? eu sinto, é a ação do espírito santo!

  • Victor

    Uma dúvida, quero me confessar, porém só terão sacerdotes disponíveis quarte-feira, se eu morrer antes, é inferno direto?rsrs (vale lembrar que quero confessar pecados mortais)

    • Provavelmente não vai pro Inferno não (eu acho, porque o julgamento e só de Deus). Deus olha a intenção dos corações, então, ele saberia que você teria se confessado se tivesse a possibilidade de se confessar antes.

  • Natália

    Um sacerdote pode negar a absolvição?

    • Pode. Se identificar que a pessoa não apresentou as condições necessárias para a absolvição. Por exemplo, o sujeito chega lá dizendo que trai a mulher, quer ser perdoado pelo adultério cometido até então. Mas admite que ainda não largou a amante, ou seja, não tem firme propósito de não mais pecar. A confissão seria inválida, o padre pode e deve negar a absolvição.

      Outro caso: um bandido chega e confessa que matou alguém. O padre pode dar a absolvição condicionada, ou seja, o pecador só recebe a absolvição no momento em que cumprir a penitência, ou seja, no momento em que se entregar e confessar o crime à polícia. Há uns 12 anos, por aí, aconteceu um caso desses em São Paulo.

      Também há o exemplo de Padre Pio, que é bem específico e raro. Como ele via os corações, ele sabia quando a pessoa estava fazendo uma confissão sacrílega – quando estava escondendo pecados graves e quando estava se confessando sem verdadeiro arrependimento. Então, expulsava a criatura do confessionário aos berros. Muitos depois de um tempo voltavam, realmente contritos, e faziam uma boa confissão. Outros padres quiseram imitá-lo, mas ele pediu que não fizessem isso, pois ele só expulsava as pessoas do confessionário por causa das revelações que recebia e porque o Senhor o ordenada, e ele fazia isso com muita dor no coração.

      • Natália

        No meu caso, não cheguei a confessar nada porque o padre não deixou, ele perguntou o meu estado civil e eu disse que era casada somente no civil (ainda, já tenho corrido atrás de acertar as coisas) e começou a falar muitas coisas, entre elas, ele disse algo que achei bem fora do contexto e me machucou bastante: “Você precisa ver direito isso aí! O que você quer pra sua vida? O que você vai fazer quando ele sair à noite e ir transar com outras em boate?”… No fim, ele disse que não podia fazer nada por mim.

        • Credo, Natália! Sinto muito por esse atendimento tão constrangedor e tão rude que você recebeu no confessionário. De fato, esse padre não foi para você o rosto de Jesus. Ainda que ele não pudesse te dar a absolvição, ele não deveria ter dito que não pode fazer nada por você. Ao menos rezar por você ele poderia, afinal!

          Mas não desista. Reze para Jesus te dar a graça de estar diante de um bom pastor, um padre que possa te orientar nessa questão do casamento (não sei se é possível regularizar ou não a sua situação). Um padre que realmente queira te ouvir e te ajudar a caminhar rumo a Céu, e não te julgar precipitadamente e vomitar asneiras.

  • Natália

    Obrigada, Viviane! <3

  • Carina

    No meu retorno à Igreja fiz uma confissão geral. Ao confessar o pecado da fornicação eu não dei detalhes mas falei que fiz sexo fora do padrão tradicional, pois não queria escandalizar o padre falando em oral e anal. Incluí o agravante (homem casado). Tá certo ou eu tinha que detalhar ? Essa confissão geral foi tensa e me senti muito mal antes e depois. Ainda me sinto suja mesmo tendo recebido a absolvição. Seria o caso de confessar novamente ?

    • Carina, você já está devidamente perdoada. Não precisava detalhar, e você acusou corretamente o agravante. Jesus viu e se alegrou, certamente, com o seu sacrifício de ter a coragem de fazer uma confissão que lhe causou constrangimento. Cada sacrifício que fazemos por amor a Jesus, Ele não se esquece!

      Não se sinta suja, sinta-se em paz, pois é para a liberdade que Cristo nos libertou. Você foi lavada COM O SANGUE QUE CRISTO DERRAMOU NA CRUZ – isso não é pouca coisa! Tenha fé neste Sangue, tenha fé neste Amor. Santa Margarida de Cortona viveu em concubinato vários anos antes de se converter e resolver levar uma vida santa e casta.

      Grande abraço!

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