Rita de Cássia – sofrimento, paciência e santidade

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Santa Rita sendo levada para o convento por seus santos protetores

E aí meu povo!

Hoje vamos falar de uma das santas mais amadas da cristandade, a amável e amada Santa Rita de Cássia. É peculiar o fato de ela ser venerada e amada pelo povo humilde muito tempo antes de sua canonização. Em sua biografia, por conta disso, os dados históricos misturam-se muito com a lenda, que só cresceu desde o seu falecimento, e espalhou-se a partir do local que foi sua residência por 40 anos: o Convento Agostiniano de Santa Maria Madalena, em Cássia (Itália). É tênue o limite entre o que é real ou lendário na vida dessa santa.

Tanto é que o primeiro documento que se refere a Santa Rita não é um pergaminho ou papel, mas sim a urna funerária – a “Caixa Solene ” (foto abaixo) – que guardou o seu corpo e que tem gravada junto a uma imagem dela um breve epitáfio, em italiano, do século XV. Coube ao agostiniano Cavalluci de Foligno, em 1610, a primeira biografia de Santa Rita. Cavalluci deu-se ao trabalho de reunir toda a tradição oral a respeito da santa, e seu trabalho serviu de base para a beatificação dela, em 1628.

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Nascida no vilarejo de Roccaporena, próximo à Cássia, na Úmbria, em meados do século XIV, sua história é uma das mais maravilhosas e encantadoras do campo da hagiografia. Creio que a grande devoção a esta santa deva-se, em parte, ao fato de que sua vida é uma vida dramática e recheada de problemas que afligem a gente comum, daí a identificação.

Seus pais eram Antonio Lotti e Amara Ferri, gente humilde, camponeses. Por sua habilidade em resolver conflitos, serviam à comunidade como conselheiros e mediadores em casos de conflito. Devotos ao extremo, eram conhecidos na região de Roccaporena como “os pacificadores de Cristo”.  Antônio e Amara não tiveram filhos na juventude. Deus ouviu as preces do casal de idosos e, tal como ocorreu com Santa Ana e Santa Isabel, os bons velhinhos teriam seu herdeiro – no caso, herdeira.

Durante sua gravidez, Amara teve um sonho. Um anjo lhe disse que a criança seria amada tanto por Deus quanto pelos homens, por todas as suas admiráveis virtudes. O anjo também falou que a criança deveria chamar-se Margarita. Santa Rita foi batizada na Igreja de Santa Maria da Plebe, em Cássia, pois em Roccaporena não havia pia batismal. Eis o detalhes meus amigos, uma das santas mais amadas pelos católicos do mundo inteiro é conhecida pelo seu apelido “Rita”, uma abreviação carinhosa do Marga”Rita” (em italiano se escreve com “T” mesmo).

O MILAGRE DAS ABELHAS

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Poucos dias depois do seu batizado, Santa Rita foi levada pelos pais para a roça, dentro de um cesto. Colocaram a criança num tronco e foram cortar lenha. Um enxame de abelhas surgiu e envolveu o cesto onde estava a pequena Margarita. Nenhuma abelha a picou. Entravam e saiam de sua boca para depositar mel em sua língua.

Naquela ocasião, um ceifador ferido durante o trabalho se dirigia à cidade de Cássia para procurar ajuda; ao passar por aquele campo e ver as abelhas ao redor do cesto da criança, quis espantá-las, usando a mão ferida. Nesse momento, sua ferida cicatrizou: ele estava curado.

Santa Rita teve três santos protetores: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino (não confundir com São Nicolau “Papai Noel”). Sua ligação com São João e São Nicolau diz respeito ao fato de que ambos eram filhos de pais idosos, assim como ela. Com relação a Santo Agostinho, Santa Rita tinha o desejo de dedicar sua vida a Deus, seguindo os preceitos da Ordem dos Agostinianos.

O MATRIMÔNIO SOFRIDO

Mas seus pais estavam temerosos com o futuro de Margarita. Por causa da idade avançada de ambos, apressaram um casamento da menina que, aos quinze anos, foi entregue em matrimônio a Fernando Mancini. Intragável, desagradável e violento, o sujeito tornou-se um martírio para sua esposa; era dado a jogos e espancava Santa Rita.

Orita_filhos casal teve dois filhos: João Santiago e Paulo Maria. Foram 18 anos de sofrimento e dor, suavizados com preces ao Senhor Nosso Deus. Rita vivia para família e para caridade. Jejuava muito e, por fim, seus esforços valeram a pena: seu irascível marido abrandou o coração. Mas, infelizmente, os anos de fúria de Fernando cobraram seu preço. Tento feito muitos inimigos, ele foi assassinado numa emboscada perto de sua casa, em 1413.  Caiu, provavelmente, por conta das lutas internas que assolavam a Úmbria, entre guelfos e gibelinos.

Depois de prantear seu marido e perdoar seus assassinos, ergue-se para Rita um novo desafio: tirar dos filhos o desejo de vingança. Ao que parece, não adiantou. O coração violento dos garotos era como o do pai. A devota mãe temia por suas almas, que seriam condenadas se seguissem pelo caminho da Vendetta. Santa Rita pedia que o Senhor os impedisse de cometer tão grande pecado. Antes de poderem executar qualquer plano louco de vingança contra os assassinos do pai, ambos foram levados do mundo pela peste negra.

A ENTRADA NO CONVENTO

Santa Rita se viu só no mundo. Por outro lado, lhe finalmente poderia seguir com sua vocação religiosa. Pediu para ingressar no Convento Agostiniano de Santa Maria Madalena, mas teve seu pedido negado. A razão alegada pela madre superiora era o fato de Margarita não ser mais virgem. Não colava, o convento tinha outras irmãs que eram viúvas. A verdadeira razão da recusa, para alguns biógrafos, era o fato de Santa Rita ser viúva de um assassinado.

A princípio, ela se conformou e voltou para sua casa, levando uma vida de acordo com os preceitos de uma boa viúva cristã, mas isso não era suficiente para ela. Em 1417, depois de três anos de paciente espera, Rita estava em sua casa quando ouviu três fortes batidas. Seus três padroeiros estavam lá e a conduziram para o convento que a recusara três vezes. As portas, como sempre, estavam cerradas, mas os três santos deixaram Santa Rita em um claustro do convento, e em seguida desapareceram.  As freiras mais jovens foram as primeiras a encontrar a santa que, emocionada, não conseguia falar. Quando se recuperou e contou-lhes o milagre, a priora não teve outra alternativa a não ser aceitar a presença da viúva entre as freiras do convento.

Mas a vida não se tornou mais fácil por conta disso. Todos os dias, a abadessa mandava Rita regar uma videira seca, para testar sua obediência. Rita cumpria a tarefa com esmero, sem se importar com o fato da videira estar morta. Só que a videira frutificou e, mais incrível ainda, frutifica até os dias de hoje.

O ESTIGMA

estigmaRita levava uma vida austera. Jejuava todos os dias e se mantinha a pão e água. Usava um cilício espinhoso sob as vestes. Durante um sermão de um religioso franciscano sobre a Paixão, surge em Rita um estigma: um espinho da coroa de Cristo crava-se em sua fronte. Tão profunda e amorosa foi a contemplação da santa sobre os sofrimentos de Cristo, que acabou por ganhar a honra de participar de Suas dores.

Esse estigma acompanhou Rita durante seus últimos 15 anos. O odor terrível da ferida fez com que Santa Rita se isolasse dentro da sua cela, para não ofender as demais irmãs. Somente por conta de uma viagem a Roma o estigma cicatrizou, permitindo que a santa viajasse com suas irmãs. Ao retornar, o estigma reapareceu.

PARTIDA PARA O CÉU

Os últimos quatro anos da vida de Santa Rita foram de prece e mortificação. Vivia acamada. Ela teve uma visão de Jesus Cristo e de Nossa Senhora, que lhe revelaram que, me breve, o estigma da coroa de espinhos seria trocado por uma coroa de glória. As últimas palavras da santa foram:

“Permaneçam no santo amor de Jesus. Permaneçam na obediência da Santa Igreja Católica Romana. Permaneçam na paz e na caridade eterna”.

Pouco depois, recebeu os sacramentos e partiu para o convívio dos santos. Era o dia 22 de maio de 1457, tinha 76 anos. O sofrimento acabara. Os sinos do convento tocaram sozinhos, o rosto de Rita recuperou a beleza depois de muitos anos de mortificação. O estigma desapareceu, o ar encheu-se de perfume celestial e uma luz divina invadiu a cela onde jaziam seus restos mortais.

Costuma-se dizer que seu corpo está incorrupto, mas não é bem assim. O corpo, é bem verdade, permaneceu perfeitamente preservado por mais de 300 anos, milagrosamente. Em 1626, durante o processo de investigação para a causa da beatificação, os juízes verificaram que o corpo de Santa Rita estava inteiro e intacto, e sua pele estava branca e fresca. Além disso, exalava um odor suave; investigando o corpo, não encontraram nele qualquer artifício para exalar perfume ou sinal de embalsamamento.

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Porém, em 1798, deu-se um episódio lamentável: a Itália foi invadida pelas tropas francesas, e as monjas do convento de Santa Rita fugiram em desespero. Na pressa, não puderam ajeitar o corpo da santa com o devido preparo. O zelo das irmãs evitou que a preciosa relíquia fosse roubada ou destruída pelos soldados de Napoleão, mas não impediu que fosse gravemente danificada pelas sacudidelas da estrada. As fibras do tronco se deterioraram; os braços, as pernas e o rosto conservaram as linhas normais, porém, a pele ficou enegrecida, mumificada.

Ainda hoje é possível contemplar seu corpo na Igreja do Convento de Cássia, dentro de uma urna de cristal.

MINHA EXPERIÊNCIA PESSOAL COM A SANTA DAS CAUSAS IMPOSSÍVES

Eu era catecúmeno, um cara orgulhoso e um tanto quanto soberbo – acho que ainda sou. Na Igreja onde eu me crismei, fazia-se uma apresentação sobre a vida dos santos. Coube a mim e a meu grupo escolher um santo para falar sobre a vida dele. Escolhi São Domingos, o santo de minha maior devoção. Fiz um trabalho caprichado, certo de que seríamos os vencedores. Era como eu  via: um concurso.  Bom, foi realmente uma boa (e longa) apresentação.

Depois de muitas, veio a última apresentação, sobre Santa Rita de Cássia. O viés da trabalho do grupo de senhoras que apresentou a vida de Santa Rita era definitivamente emocional. Minha soberba científica e meu orgulho de pesquisador não me permitiam aceitar aquilo. Só que, havia muito mais humanidade ali, muito mais sentimento cristão. E eu, em minha apresentação, apenas havia desfilado erudição e conhecimento técnico. Há coisas mais importantes. Vi que minha estrada seria muito, muito longa.

Nosso grupo não ganhou, ficou em segundo lugar, na verdade, nem isso merecíamos. Envergonhei São Domingos, tirei sua humanidade, tirei sua cristandade. Por conta de Santa Rita, aprendi uma valiosa lição. Nunca mais Santa Rita saiu da minha mente, e, Deus me permita, eu possa ser digno de sua intercessão.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

Até a próxima.

50 comments to Rita de Cássia – sofrimento, paciência e santidade

  • Santa Rita de Cassia, Rogai por nós!

  • Olha, eu acho fantástica a história de vida dos santos. Tenho grande afeição por Santa Rita de Cássia e a tenho como uma das minhas santas de maior devoção. Eu acho um absurdo quando um protestante vem falar que nós adoramos os Santos, como podem dizer isso, se os Santos antes de tudo são exemplos claros do modelo que Deus quer. O que mais me fascina é a vida de sofrimento e penitência à qual os mesmos estiveram sujeitos.
    “Rita levava uma vida austera. Jejuava todos os dias e se mantinha a pão e água. Usava um cilício espinhoso sob as vestes”, imagine quanto sofrimento à si própria além de todos os que ela já sofreu, seríamos capazes de fazer o mesmo???
    Outro Santo da minha devoção é São Padre Pio de Pietrelcina, que também sofria na carne os estigmas e fazia penitência todos os dias.
    Acredito que jamais conseguiremos chegar à Santidade se não fizermos sacrifícios. Se estivermos vivendo no conforto e na segurança devemos fazer penitência, todos nós conseguimos é só encontrar um meio próprio.
    Em uma de suas palestras, o saudoso Pe. Léo ressaltou que podemos fazer uma penitência até mesmo em uma churrascaria, quando vier o pedaço de carne rejeitá-lo mesmo estando diante do meio de prazer e satisfação.
    Acredito que é este o espírito que a Igreja tenta nos passar durante a quaresma, porém, devemos ir além, e praticar a penitência em outros períodos do ano.
    Abraço fraterno à todos

  • Harun Salman

    Olá, Paulo! Segundo um estudo de vários cientistas e feito a pedido da Santa Sé, em 1998 (não tenho certeza se foi em 96 ou 98), Santa Rita, Santa Margarida de Cortona e São Bernadino de Siena foram preservados artificialmente. Provavelmente por devotos seus contemporâneos, por motivos piedosos. Isso, é claro, não diminui em nada o heroísmo e santidade desses três. Não me lembro mais dos detalhes desse estudo. Mas pelo que eu sei foi um estudo sério, que, por outro lado, confirmou a incorrupção milagrosa de outros santos. Posso dar testemunho pessoal sobre a incorrupção de dois: Santa Bernardette e Santa Catarina de Gênova. Tive a oportunidade, raríssima, de tocá-las! Guardo essa lembrança até hoje, como uma das mais preciosas! O artigo ficou ótimo e seu testemunho, no final, deu aquele toque de atualidade que torna tudo mais próximo do leitor! Um grande abraço!

    • Obrigado pela informação Harun. Os livros que li não continham nada nesse sentido. Por isso os comentários são importantes. Enriquecem o texto original.

      • Harun Salman

        Vou escrever para alguns conhecidos, para tentar obter mais informações sobre esse estudo dos anos 90. Talvez tenha sido publicado. Vamos rezar para que sim! Abraço!

        • Harun Salman

          O nome do patologista que descobriu que Santa Margarida de Cortona e Santa Rita de Cascia foram artificialmente preservadas é Ezio Fulcheri, da Universidade de Gênova. Ele trabalha muito com a Santa Sé, pois tem doutorado em arqueologia também. Acho que ele tem livros e dvds sobre esses assuntos, mas somente em italiano. Vou até lá xeretar!

    • Tocar o corpo incorrupto de Santa Bernadett foi uma oportunidade extraordinária mesmo, Harun. Inclusive mostrei pra minha noiva a foto na internet e o vídeo do corpo incorrupto da vidente de Lourdes e ela me disse que dava vontade até de ir lá no local e tocar o corpo dela pra saber se era verdade. Eu acredito sim, mas o privilégio de quem a toca deve ser supimpa!!!kkkkkk

      • Harun Salman

        Juliano, foi uma das maiores emoções da minha vida! Tanto Santa Catarina quanto Santa Bernadette exalam um aroma agradável, que alguns dizem parecer o de flores. Não parece. Não parece com o cheiro de nada que eu conheça. E ficou impregnado em mim. O de Santa Catarina ficou em mim somente um dia. Mas o perfume de Santa Bernadette podia ser sentido mesmo depois de muitos dias e muitos banhos! A ponto de me perguntarem no elevador qual era o meu perfume. Respondi que era “Soubirous Número 1”! Normalmente, elas não podem ser tocadas. Mas, providencialmente, eu estava sozinho dentro dos santuários quando os funcionários faziam a limpeza anual. Acho que eles ficaram com pena de me por para fora e perguntaram-me, gentilmente, se eu queria tocar uma medalha nelas. Ironicamente, eu não tinha nenhuma medalha. Então, eu toquei nelas. Beijei as mãos de Santa Bernardette e o perfume dela ficou em mim, durante quase uma semana! Nunca mais esquecerei disso!

        • Jotacê

          Harun, peço então que tire as dúvidas deste irmão ignorante: então, o que vemos no caixão de Santa Bernadette não é uma montagem com máscara e mãos artificiais, colocados sobre um corpo incorrupto? Aquele é realmente o corpo da Santa, conservado perfeitamente desde o dia de sua morte?!
          E, de qualquer forma, fico feliz por você ter tido a oportunidade de tocar as santas. Se alguém merece ter tido esse privilégio, é você.
          Um grande abraço!

          • Oi, Jotacê!
            Alguns dos santos cujas fotos vemos pelas internet, de fato, não estão com os corpos realmente incorruptos. É o caso do corpo de Padre Pio, que está em bom estado de conservação, mas não totalmente incorrupto. Sobre o rosto, há uma máscara de silicone.

            No caso de Santa Bernadette, tenho quase certeza de que seu corpo está intacto, como alguém que dorme. A morte não afetou sua beleza. Certo, Harun?

          • Harun Salman

            Obrigado pela gentileza, Jotacê! O corpo exposto é realmente o corpo de Santa Bernardette, não é uma estátua. É preciso, entretanto, dizer que o corpo está coberto por uma fina camada de cera, tanto para protegê-lo do mofo, quanto para conservá-lo uma visão agradável, pois, é preciso sempre esclarecer: o fenômeno da incorrupção não deve ser entendido como se o corpo nunca fosse se desfazer, mas apenas como uma demora maior para que isso aconteça. Eventualmente, todos os corpos se desfarão. Só que os corpos de santos incorruptos levam muito tempo para isso e o fazem sem deixar cheiro desagradável. Pelo contrário! O cheiro é delicioso! O corpo de Santa Cecília, a padroeira dos músicos, está inteiro, desde 177! Se não me engano, ele foi exumado, pela última vez, em 1950. Estou esperando que algum dos meus conhecidos me responda, para dar mais detalhes. Um grande abraço!

          • Jotacê

            Agradeço pelas informações e detalhes, amigos Catequista e Harun! Neste momento, estou visualizando fotos de santos incorruptos no “Google Imagens” e realmente são impressionantes. Santa Bernadette, então, parece uma jovenzinha adormecida.
            Me veio à mente uma das “tele aulas” do Professor Felipe Aquino, onde ele afirma que foi o Cristianismo que conferiu dignidade ao corpo humano – antes disso, tido pelas correntes filosóficas vigentes como algo inferior, um peso, uma mera capa para a alma (os espíritas pensam assim até hoje). A visão desses santos e santas incorruptos comprova a veracidade da Fé Católica. Maravilhoso!

  • Jane R.L.

    Espero, com a graça de Deus, ir até Cássia um dia e rezar diante do corpo de Santa Rita, a quem tenho devoção desde criança. Ótimo post e belo testemunho Paulo, meus olhos ficaram até marejados. Ela tinha incontáveis motivos para se revoltar com vida, mas ela escolheu o caminho do amor e da paciência, deixando-se inteiramente nos braços de Nosso Senhor. Quando penso em Santa Rita, a primeira palavra que vem a cabeça é AMOR!

  • Fátima Souza

    amo sta rita já conhecia sua história e vi tb seu filme mas esse texto trouxe detalhes q eu não conhecia. abçs

  • Harun Salman

    Uma curiosidade bem legal: cerca de 200 anos depois da morte de Santa Rita, uma variedade (alguns biólogos dizem “mutação”) de abelhas se instalou dentro do convento, perto do relicário dela. Essas “abelhas” passam quase o ano todo em “hibernação”, saindo desse estado somente na Semana Santa e a ele retornando no dia 22 de maio, dia de Santa Rita! As próprias freiras de Cascia resistem muito a ver nesse fato algo de milagroso, mas eu acho difícil não ver nisso um sinal do Céu e uma reminiscência da história sobre as abelhas, que o Paulo Ricardo lembrou no artigo.

  • Rodrigo

    Ola,

    Gostaria de perguntar aos moderadores do site se eles dão autorização para que eu possa mandar qualquer post do site por e-mails (pondo, claro, os créditos).
    Obrigado pela resposta.

  • valeria

    a historia dela é linda exemplo para as mulheres casadas não desistir dos maridos tão fácil e sim tomar uma postura de orante e não de quebra barraco.Rita foi fiel a Deus em todas as situações de sua vida.Isso nos mostra que somos capaz de suportar as provações da nossa vida.Para Deus nada é impossível e para nós tudo é possível se quer ser realmente de Deus não se esquecendo que devemos ser Santos como nosso Pai é santo.No céu não tem lugar para os mornos ou para os meia bocas.As historia dos Santos simplismente nos ensina e nos da força na caminhada.

  • Fernanda Silva Rieger

    Linda a história de Santa Rita de Cássia! Que ela interceda por mim, lá do céu! Amém.

  • Christiane

    Uau… só o que posso dizer.

  • Jotacê

    Professor Paulo, parabéns pelo belíssimo artigo, de muita profundidade, mas ainda assim muito agradável de se ler. E o seu depoimento pessoal ao final do texto coroou tudo de maneira perfeita. Vou divulgar essa pequena e maravilhosa biografia a quantos puder!

  • Jotacê

    Sobre Sta. Rita, ela meio que me acompanha “à distância” desde muito jovem.
    Uma falecida tia minha deu o nome de “Rita de Cássia” à minha prima (apenas três meses mais nova do que eu) devido ao fato de, quando recém nascida, sua filha teve uma grave enfermidade que quase a levou à morte. Minha tia, então, prometeu à Santa que se sob sua intercessão sua filha se salvasse, daria o nome à ela de “Rita de Cássia”. Resultado: hoje minha prima conta com 36 anos, e é perfeitamente saudável, casada e com filho.
    Com isso, minha tia tornou-se devota de Sta. Rita, e destibuiu relicários e pequenas imagens da Santa para todos os parentes. Sempre tive a curiosidade de saber o motivo da imagem ter nas mãos a coroa de espinhos de Jesus. Hoje, minha curiosidade foi saciada.

  • Harun Salman

    Viviane, sem dúvida! A morte parece não ter afetado Santa Bernardette. Ela está linda! Sua pele é macia e – isso pode ser impressão minha – ela não está fria como ficam os cadáveres. O corpo é algo morno, como se ela tivesse acabado de falecer. Santa Catarina Labouré também está exposta à veneração, mas essa é impossível tocar! Ela está de olhos abertos – azuis, muito claros, lindos! Grudei o nariz no esquife para sentir o cheiro, mas havia tanta gente por perto que não deu pra sentir nada! Como eu não sou um peregrino muito bem comportado, sentei rapidamente na cadeirinha em que Nossa Senhora sentou, para conversar com Santa Catarina. Tive que me levantar logo e ouvir uma bronca dos seguranças. Mas valeu a pena! Que ninguém faça isso: os seguranças do local não são famosos pela gentileza!

    • Jotacê

      Essa da cadeirinha foi demais! Ri muito daqui, pois pensando bem, sem querer o amigo abençoou o próprio traseiro, hehehe! (Mas, no seu lugar, creio que faria a mesmíssima coisa!)

      • Harun Salman

        Eu não havia pensado nisso, Jotacê! Mas, enfim, se existe o “Mão Santa”, porque não o “Bumbum Santo”? O perigo é a patolada de quem souber dessa história, a mão boba a pretexto de receber uma graça… E eu espero que, depois que eu morrer, ninguém venha tirar um pedaço, como relíquia de terceira classe… Ô, cabecinha ociosa… Não dá corda, não, Jotacê!

        • Que honra, temos um leitor com popô bento. Que outro blog pode se orgulhar disso? ahuhauhauahau

          Santa Teresinha do Menino Jesus tb não era uma peregrina lá muito comportada, Harun, você deve saber. Em Roma, tomou muito esporro, pois se entrava e tocava onde não devia. Até entrar num túmulo vazio ela entrou, pra recolher terra, pois o corpo de uma santa estivera lá um dia. Imagina, se todos os peregrinos fizerem isso, o túmulo vai dar lá no Japão!

          • Harun Salman

            Eu tenho saquinhos de terra do coliseu, até hoje! Quando criança, cismei que tinha visto uma gota do sangue de um mártir naquela terra e saí coletando terra! Tenho até grama das ruínas de várias igrejas católicas da Inglaterra, destruídas quando de Henrique VIII! O que sobrou delas! Por isso que minha casa é sempre uma bagunça! Eu sou muito carola!

        • Jotacê

          Pois é, meu prezado Harun, quando algum mal tentar lhe afligir, basta dizer:
          – Cuidado, pois minha retaguarda é protegida!
          O malfeitor poderá indagar:
          – Sim, pelo seu Anjo de Guarda, não?
          E você responde de pronto:
          – Não, pelo meu traseiro, mesmo.
          (Fim do interlúdio de piadas ao estilo “A Praça é Nossa”)
          😀 😀 😀

  • Harun Salman

    Esse comentário do Jotacê, a partir de uma aula do Prof. Felipe Aquino atinge o âmago da questão! O grande diferencial do Cristianismo em relação a todas as outras religiões é essa dignidade do corpo, corolário da Encarnação de Nosso Senhor. Acho que todos os milagres da nossa fé visam destacar exatamente isso: o corpo participa da salvação. Por isso milagres eucarísticos, santos incorruptos, levitações, bilocações, aparições: porque o corpo é para ser devidamente alimentado pelo Senhor, tanto quanto a alma (milagres eucarísticos); porque ele também foi pensado por Deus para a Eternidade (incorrupção); porque, então, ele não estará necessariamente submetido às limitações de agora (levitações e bilocações); porque as maravilhas que não vemos agora veremos então, face a face (aparições). Perceber isso é a grande sacada de todos os grandes: o insight da segunda parte da Summa Teologica, a dedicação incansável de Madre Teresa, a luta pelo autodomínio de São Francisco de Salles, a “Teologia do Corpo” de João Paulo II… Tudo fruto da compreensão do sentido da Encarnação e dos mistérios subsequentes!

  • Fernand

    Vcs sabiam que a MAIOR IMAGEM CATÓLICA DO MUNDO e MAIOR ESTÁTUA DAS AMÉRICAS, de 50 metros (56 somando o pedestal), superando com folga o Cristo Redentor aí do Rio e a estátua da liberdade, é uma imagem de Santa Rita de Cássia presente na cidade-santuário de Santa Cruz, da qual é padroeira, no rio grande do norte? Fica a curiosidade, caso possam e queiram acrescentar ao post. Na festa de Santa Rita, em 22/05, a cidade de cerca de 30 mil habitantes recebe mais de 100 mil turistas, de todo o Brasil e mundo, inclusive italianos de Cássia, padres e monjas de lá já visitaram a cidade aqui… Fica aí a curiosidade (;

    http://static.panoramio.com/photos/large/37783820.jpg
    http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/06/rio-grande-do-norte-inaugura-santa-rita-de-cassia-de-56-metros.html
    http://1.bp.blogspot.com/-ahAUVlttfIc/TzoBb0NSWXI/AAAAAAAAF1Y/ycvk4GCslKk/s1600/foto.jpg
    http://3.bp.blogspot.com/-KyBnfahk0tY/TeeYyQQQCZI/AAAAAAAAARI/thomafCuSHU/s760/santa%2Brita%2Bde%2Bcassia%2B2.jpg
    http://arquivos.tribunadonorte.com.br/fotos/62153.jpg

    Pax et bonum!

    • Jotacê

      Fernand, agradeço pela informação, pois desconhecia completamente o fato! Para mim, o Cristo Redentor é que era a maior imagem católica do mundo. No entanto, segundo vi, a estátua de Santa Rita supera o monumento carioca em mais de 12 metros – sem contar que a escultura em si é muito bonita, sem invencionices modernosas. Só uma dúvida: por qual motivo a santa está com uma pena na mão esquerda?

      • Harun Salman

        Talvez ela esteja segurando a palma do martírio, pelo compartilhamento da Paixão de Nosso Senhor. Ou será que eu estou viajando na maionese? Gostei da imagem, mas me lembrei na hora de Santa Teresa, não de Santa Rita.

        • Fernand

          É realmente uma palma, não uma pena, Jotacê e Harun. Harun, ela é bem diferente de santa Teresa pelo estigma na testa e a cinta. Quando vierem ao RN visitem a imagem, é muitíssimo belo contemplar tal magnitude pessoalmente.

  • Diego Pires

    Eu me emociono em ler esta pesquisa sobre Santa Rita de Cassia, fui batizado no seu Santuário em Porto Alegre. Minha conversão inicialmente aconteceu na adolescência (pois não fui criado em um lar cristão Católico) na Igreja dedicada a Santa Luzia e neste processo me dirigi ao Santuário de Santa Rita, para revê-lo, realizei uma novena pessoal dedicado a Nossa Senhora e após o último dia, fui abordado e convidado a participar de um grupo onde acabei sendo coroinha. No fim das contas esta maravilhosa comunhão dos Santos me ajudaram a conhecer quem era Jesus e qual o sentido da vida humana!

    Deus Seja Louvado!!!

  • Christiane

    Estou tendo uma aula sobre corpos incorruptos e teologia do corpo, os comentários estão muito edificantes, estou amando!

    Harun, o popô abençoado! Morri de rir com os comentários a respeito deste episódio, mas ao mesmo tempo feliz pelas graças que você recebeu!

    • Harun Salman

      Que essas graças nos beneficiem a todos! Sem que ninguém precise passar a mão em mim! Patolada, não! Sobre a “Teologia do Corpo”: as 129 catequeses de João Paulo II estão disponíveis em português em teologiadocorpo.com.br Eu acho uma das coisas mais bacanas que João Paulo II fez! E fala diretamente à mentalidade de hoje, servindo como introdução a um estudo mais aprofundado sobre os fundamentos metafísicos da moral católica. Aproveitemos, pois! Um grande abraço, Christiane! Digo: Cheerleader!

  • Vi um filme sobre a santa, mas o texto destaca-a com uma riqueza de detalhes que em poucos minutos contemplei aquilo que vi em mais de 2 horas de filme. É incrível como Deus dá dignidade a seus santos, tornando-os grandes exemplos pra nós Cristãos, assim como é Santa Rita de Cássia.

  • Paulo Ricardo, essa sua postagem e 10. Frequento ha quase 26 anos uma capela devotada a Santa Rita de Cassia, aqui em Campos dos Goytacazes/RJ. Eu soh nao gosto quando ficam atrelando ela, como apenas a Santa das Causas impossiveis. A Santidade de Santa Rita transcende muito mais a essa questao. Parabens pelo post.

  • Vanessa Bragadini

    Sou de uma cidade muito pequena no interior de São Paulo chamada Vista Alegre do Alto nossa padroeira é Santa Rita de Cássia e nos orgulhamos muito de ser a única paróquia no Brasil que conta essa história em uma procissão lindíssima todo ano no dia 22/05 e esse ano não vai ser diferente já estamos nos preparativos pra contar novamente essa linda história.Vou tentar postar o cartaz ou o vídeo que tenho pra quem quiser conhecer.

  • Vanessa Bragadini

    Esse é o vídeo do ano passado espero que gostem.

    https://www.facebook.com/photo.php?v=648697981811276&set=vb.100000132400137&type=3&theater

    Para quem não tem facebook pode assistir no you tube.

    https://www.youtube.com/watch?v=LaBc-0cWalU

  • Santa Rita de Cássia rogai por nós

  • Ivana CV

    Harun,

    Eu estou encantada com a história de Santa Bernadette e muito me emociona saber que a tocou e que o “Soubirous 1” ficou impregnado! 🙂
    Este filme de Jean Delannoy é muito fiel e conta a história sem exagero nem falta: https://www.youtube.com/watch?v=cLgT5j9RMrQ&hd=1 (em francês) e https://www.youtube.com/watch?v=EatWKHnwjFM&hd=1 (em pt, dublado).Também há a sequência dele:https://www.youtube.com/watch?v=D1TnN_Pz6Cc&hd=1 (infelizmente este último ainda não está dublado). Achei uma entrevista da atriz que representou Sta.Bernadette e fiquei tocada, pois ela se declara protestante mas entendeu tão perfeitamente o pensamento e a humildade de Bernadette! Perguntaram a essa atriz: “Se Bernadette estivesse viva hoje, que conselho ela daria aos jovens?”, e ela respondeu: “Nenhum, pois ela estava convencida que não sabia de nada”. E ao ler/ver a sua biografia, bem se vê que embora ela fosse muito consciente na sua fé e muito inteligente em seu modo espiritual de pensar, era uma pessoa muito engraçada por não se levar à sério e nem se considerar santa. Não gostava de adulações e nem julgava saber de muita coisa.Quando a questionaram sobre comer a erva que havia sob a gruta, ela respondeu: “Todo mundo come salada”. É cada pérola!:-)

  • Glaucia

    Eu me envergonho por muitas vezes orar somente quando preciso. Peço a Deus que me perdoe por todas as vezes que deixei de agradecer pelas bênçãos que já recebi.

  • Rita de Cassia

    sou muito devota de Santa Rita….a mim foi dada a honra de ter o nome dela….dei a ela e a Deus a direção da minha vida…e sou grata por tudo o que tenho…meus dois filhos e meu marido..saúde…obrigada.

  • Pedro Lima

    Por favor,

    Corrijam no texto o “interseção” (de matemática) por “intercessão” (de interceder, a forma correta para o caso). Há outro erro: troquem o “desfilando” por “destilando”. Cai muito melhor para a frase e dá um sentido mais adequado.

  • Rodrigo

    Aaaaaah Santa Rita!!! Como é cheia de dor a sua história! Com um belo final e a ação do Espírito Santo através dela persiste em nossas vidas!

    Santa Rita de Cássia, ora pro nobis!

  • Célia

    Santa Rita interceda por mim hoje

  • Simária

    Muito linda a história de Santa Rita de Cássia. Comecei pesquisar por curiosidade, depois que uma colega me passou a novena desta santa. Queria saber mais detalhes de sua vida. Identifiquei alguns pontos em comum com alguns fatos que já aconteceram e outros que ainda acontecem em minha vida. Vou fazer a novena com muito mais fé agora.

    E ao contrário que algumas pessoas falam quem apela para os santos é porque não tem fé em Deus é mentira. Os santos e santas nos dão sublimes exemplos de devoção a Deus e sua mãe imaculada Virgem Maria.

    Que sejamos sempre cobertos, protegidos e orientados pelo Espirito Santo! A benção de todos os santos e santas!

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