Salvadores de beagles, adotem as baratas da minha casa

beagle_barata

Eu assumo: a denúncia que fizeram contra mim é verídica. Eu mato baratas, e mato sem dó. Uso variados métodos: chinelada, inseticida, vassourada e golpe com havaiana de pau. E eu vou continuar matando, sempre que elas invadirem a minha cozinha.

Se algum daqueles vândal… ops, nobres ativistas que resgataram os bichinhos do Instituto Royal ler isso, imagino que se comoverá até às lágrimas (pra quem tá por fora, leia aqui sobre o caso). Caso algum deles deseje, pode vir resgatar as baratas da minha casa, antes que eu as aniquile. Eu telefono quando alguma delas aparecer, aí um voluntário vem e a adota. Que tal?

rato_beagleBem, acho que as musas de Kafka continuarão a tombar sob a minha ira, sem ter quem as socorra. Pelo visto, esses ativistas são bastante seletivos quanto aos bichos que defendem. Afinal, ao contrário dos beagles e coelhos fofinhos, os pobres ratos e camundongos foram deixados pra trás na invasão do Instituto Royal.

Não, eu não gosto que façam testes com animais. Porém, se esses testes beneficiam pessoas doentes e reduzem a possibilidade de danos no uso de medicamentos, então, são um mal menor, necessário para evitar um mal muito maior.

Pra quem diz que existem métodos alternativos que substituem perfeitamente os testes com animais, keep calm e… informe-se melhor. Recomendo o ótimo artigo (ver aqui) de Octávio Menezes de Lima Junior, doutor em Biologia Celular e Molecular.

testes_animaisOs cachorros e gatos, em especial, são muito próximos do coração humano. Eles fazem companhia aos solitários, alegram doentes e crianças, guiam cegos, consolam os tristes, animam os deprimidos. Por isso, o grande afeto dos humanos por eles é belo, bem como o desejo de que não sofram. Porém, usando as palavras do meu amigo, o historiador Paulo Ricardo, “prefiro minha espécie a qualquer outra”.

Às vezes um remédio previamente testado em animais acaba dando problemas depois em humanos, mas o parecer geral é que esses testes são eficazes na maioria dos casos, garantindo a nossa segurança. E os cientistas que fazem esse precioso trabalho estão sendo injuriados e difamados por uma parcela da crasse artística brasileira, que os coloca no nível de sádicos monstruosos.

O roubo dos cães do Instituto Royal afetou testes de medicamentos anticâncer (não, não eram cosméticos). Sobre isso, vejam o comentário do médico Marcelo Marcos Morales, um dos secretários da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal:

“Um trabalho que demorou anos para ser produzido, que tinha resultados promissores para o desenvolvimento do país, foi jogado no lixo. O prejuízo é incalculável para a ciência e para o benefício das pessoas”.

Doutor em biofísica, Morales afirma que os cientistas “também não querem trabalhar com animais”, mas que o método é ainda o mais eficaz para testes de tratamentos médicos e vacinas.

Deixamos de usar animais e vamos testar vacinas em nossas crianças?

Fonte: Folha de São Paulo, 22/10/2013

A ação dos invasores Instituto Royal foi criminosa e bocó. Se houve mesmo maus-tratos, o correto seria lutar por uma fiscalização mais rígida, e não agir como bandoleiros. Não havia qualquer prova de maus-tratos aos animais antes disso, e ainda não há. Sim, algumas cobaias podem ter a saúde comprometida, como reação adversa aos medicamentos. Ninguém acha isso bom, mas seria muito pior se tais reações afetassem um ser humano.

Mas tem gente que não pensa assim. Na matéria mostrada no Fantástico, no último domingo, uma das invasoras do Instituto Royal disse que É A FAVOR DE QUE OS TESTES EM MEDICAMENTOS SEJAM FEITOS EM SERES HUMANOS (!!!). Não sei se é verdade, mas dizem que essas foram as últimas palavras que essa criatura proferiu. Depois disso, se bestializou tanto que só consegue latir…

cobaia_humana

É justo desejar que a ciência evolua a ponto de dispensar os animais dos testes. Mas quem é radicalmente contra os testes em animais deve, por coerência, ser a favor da libertação das cobras mantidas em cativeiro em institutos de pesquisa. E aí, se um dia for picado por uma delas, agonize lentamente e MORRA sem soro antiofídico.

É justo defender o bem dos animais, mas isso já virou palhaçada faz tempo. As pessoas perderam totalmente a noção do que é prioritário, colocando o bem dos animais acima do bem dos irmãos da mesma espécie. Tal inversão de valores não vem do nada, não ocorre por acaso; é planejada e financiada por agentes multinacionais. Isso é feito principalmente por meio da ONG mais hipócrita do mundo, a PETA; ela recebe em seus abrigos animais “carentes”, mas em vez de destiná-los à adoção, os mata (saiba mais aqui).

Deixo vocês com uma das canções mais ácidas e inteligentes dos anos 1980: o “Rock da Cachorra”, de Leo Jaime, na voz de Eduardo Dusek. A letra expressa muito bem o que prega a Igreja: “Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas” (CIC 2418).

Seja mais humano; seja menos canino

Dê guarita pro cachorro mas também dê pro menino

Se não um dia desses você vai amanhecer latindo. Uau! Auuuu!

Troque seu cachorro por uma criança pobre!

70 comments to Salvadores de beagles, adotem as baratas da minha casa

  • Tato Diego

    kkkkkkkkkkkkk… Vocês são hilários! Esse é um assunto pertinente para esclarecer os adolescentes da catequese.

    Postei essa frase no facebook:

    “Um trabalho que demorou anos para ser produzido, que tinha resultados promissores para o desenvolvimento do país, foi jogado no lixo. O prejuízo é incalculável para a ciência e para o benefício das pessoas”.

    Briga Generalizada, até me ameaçaram como se um cachorro fosse um ser divindade –‘
    Fiz um desafio aos vândalos travestidos de “veganos” para pararem de de usar qualquer tipo de antibiótica ou hemopático que já foi testado em um totó ou macaquinho. Acho que não neh?

    Se algum VEGANO estiver vendo esse post me explique, como os ativistas dos animais são campeões de mortes dos animais que “resgatam”:
    http://www.petakillsanimals.com/proof

    Búa Búa, na hora de comer camarão ninguém lembra do coitadinhos.

    A paz contigo!

  • Sidnei

    Eu quero que venha alguém dizer que é a Igreja que é contra a ciência, vou ter que ter sangue de barata para não cair na porrada em um sujeito que venha falar uma porcaria desta. Querem fazer testes em humanos?, vão nas cadeias e procurem os piores bandidos, para cada teste científico que alguns deles, voluntariamente, quiserem se submeter, haverá uma redução na pena, ou, este pessoal aí defensores do cãezinhos que se coloquem no lugar deles então. Se agora para resolver todo e qualquer problemas neste país será por meio da violência, do quebra quebra e da força bruta, estamos a um passo a caminho do caos, diante deste governo de bananas que temos neste país e da impressa que só sabe mostrar a violência dos policias contra os “pacíficos” manifestantes mascarados, e ainda os defendem, o que demonstra que neste país ladrão e bandido sempre tiverem vez, enquanto, que pessoas honestas e trabalhadoras sempre ficaram a margem nesta terra. Ainda bem que nossa passagem aqui por este mundo é só temporária, pois nossa pátria verdadeira esta nos céus, pois esta daqui na terra, parece que não tem mais jeito não.

  • Matheus Andrade

    Desnecessário.
    Esta proposta que começou tão promissora vem cada vez mais perdendo a mão em cada postagem. Uma pena, já que os conteúdo católicos acessíveis a grande parcela média da população são raros.

    A Paz!

    • Matheus,
      Copio e colo aqui o comentário que você postou na nossa Fanpage hoje:

      “Sempre admirei o trabalho de O Catequista, compartilhando conteúdo e incentivando a todos que conheço que usufruam deste conteúdo.

      “Porém nesta vez considero que erraram a mão, produzindo um texto totalmente opinativo e sem qualquer aprofundamento nas questões catequéticas. E meu questionamento é justamente no incentivo de deixar claro este elo entre o ocorrido e o que diz o Catecismos em suas especificidades.

      “A grande questão no Caso Royal nem é totalmente sobre o uso de animais ou não em pesquisas, mas sim das condições em que os animais eram tratados. É deste ponto que questiono, é neste ponto que quero entender o que são os ‘limites razoáveis’ citados do CIC. Para aí eu entender se estou com o pensamento desalinhado com a Igreja e assim me corrigir.”

      Bem, esse post não é totalmente opinativo. Há dois pontos aqui: um opinativo e outro doutrinário.

      1 – Doutrinário:
      de modo geral, a utilização de animais em pesquisas É LÍCITA. O trecho que citamos do Catecismo (CIC 2417) deixa isso bem claro.

      Também não somos “opinativos” em nossa crítica à razão de fundo que leva as pessoas a condenarem em absoluto todo e qualquer teste com animais: partem do princípio de que a vida dos animais tem valor equivalente à vida humana. Ou pior: alguns parecem até mesmo ter mais preocupação com a via dos animais do que com a vida humana. Haja vista uma menina que se identificou como catequista em nossa fanpage, e comentou dizendo que acha certo que os testes sejam realizados EM HUMANOS, porque as pessoas “têm maldade”, e não em animais. Ou seja, pra ela, porque o animal não tem pecado, vale mais do que o ser humano.

      Então, estamos expondo puramente a Sã Doutrina da Igreja quando dissemos:

      É justo defender o bem dos animais, mas isso já virou palhaçada faz tempo. As pessoas perderam totalmente a noção do que é prioritário, colocando o bem dos animais acima do bem dos irmãos da mesma espécie. “Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas” (CIC 2418).


      2 – Opinativo:
      fomos opinativos na questão da análise da invasão do tal instituto. Foi crime ou foi um ato legítimo de caridade com os animais? Com base nas informações que estão sendo divulgadas em vários meios, concluímos que os ativistas não tinham – e ainda não têm – qualquer prova de que os animais eram maltratados.

      Por isso, consideramos que “A ação dos invasores Instituto Royal foi criminosa e bocó”. Afinal, invasão de propriedade privada, seguindo de roubo, é pecado. Isso sem falar nos atos de vandalismo, com laboratórios e carros de polícia destruídos. Acho que nem preciso me estender muito nisso.

      Agora você nos pergunta sobre os “limites razoáveis”
      para essas experiências com animais, citado no Catecismo. Bem, como a Igreja não especifica esses limites razoáveis, só podemos concluir o que seriam utilizando o bom senso. A comunidade científica, ao lado dos leigos e legisladores, deve refletir, debater e estabelecer os justos limites, na LEI. E não um bando de revoltados invadir propriedade privada, determinando anarquicamente que limites são esses.

      Mesmo não especificando quais seriam esses limites, o CIC nos dá os critérios. Não podemos submeter os animais a sofrimentos inúteis, diz o Catecismo, nem desperdiçar suas vidas. Ora, a Igreja sabe que é praticamente impossível que sejam façam testes com animais e, ao mesmo tempo, se garanta que não sofrerão nenhum dano. Pelo contrário: eles muitas vezes são expostos a danos – efeitos colaterais de medicamentos – para que os humanos não os sofram. Então, pelo Catecismo, podemos entender que não são lícitos os testes que submetem os animais a sofrimentos inúteis, mas são lícitos aqueles que, ainda que lhes cause sofrimento, contribuem para curar e salvar vidas humanas.

      Do CIC, podemos concluir que, em respeito a esses animais, os centros de pesquisa devem se esforçar para que os animais sofram o mínimo possível.

      Se os testes com animais resultam em medicamentos mais seguros para os humanos, então o sofrimento deles não foi inútil, não havendo aí pecado. Nem tampouco suas vidas foram desperdiçadas, já que foram úteis para salvar vidas humanas.

      Agora, se o Instituto Royal ultrapassou esse limite razoável, as autoridades é que vão dizer. E que sejam punidos, se for descoberto algo irregular. O Ministério Público disse que estava tudo ok, e que não havia irregularidades. Já a OAB garante que havia maus-tratos. Li os argumentos da OAB, e ao menos na matéria que li, não encontrei nada convincente.

      A Paz!

      • Matheus Andrade

        Querida A Catequista, conheço o Catecismo da Igreja Católica e sei que ele considera lícito o uso de animais para o bem-estar da humanidade. Este ponto não questionei em nenhum momento ou tive qualquer manifestação considerando a equivalência da vida animal à humana.

        Não critico a Igreja ou seus ensinamentos Doutrinários. Minha crítica é somente a vocês enquanto responsáveis pela construção do texto do artigo.

        Sempre me pareceu que a prioridade deste espaço é divulgar e esclarecer sobre os detalhes do Catecismo da Igreja Católica, então não consigo perceber qual a lógica de construir um texto que emite, em quase sua totalidade, apenas opiniões pessoais. Opiniões baseadas em fatos abertos e ainda não concluídos pela sociedade civil. Pelo contrário, vejo nesta atitude, que me parece uma grande precipitação, um grande risco, já que estabelecem a partir do juízo de valor pessoal de vocês, a “visão da igreja” para muitos que aqui buscam formação.

        Na construção textual deste artigo não há qualquer parte formativa, com exceção do box que cita o CIC, mas ainda assim ele fica ali perdido, sem qualquer ligação textual ou citação em todos o parágrafos opinativos que foram construídos.

        Em relação aos “limites razoáveis”, se o Catecismo não deixa evidente quais são os limites razoáveis e se ainda não existe versão oficial dos fatos, já que é preciso aguardar todas averiguações legais do acontecido, continuo achando que erraram muito a mão na produção deste conteúdo. Foi uma artigo precipitado, desnecessário!

        Além disso, dizer que pode-se orientar leigos com base apenas na LEI é um risco maior ainda, já que o campo legislativo é recheado de orientações totalmente contrárias à Doutrina da Igreja.

        Quem não se dá ao trabalho de ler estes comentários, onde vocês tentam amarrar algo sem qualquer ponta solta (já que a opinião de vocês é tão imutável)ou vai replicar este texto em suas esferas de educação religiosa, reproduzirá apenas sua opinião e sem qualquer vínculo explicito catequético.

        Entendam bem, não estou defendendo os invasores, ou dizendo que o Laboratório é vítima. Não estive lá e, como trata-se de algo grave (caso haja maus-tratos, ou caso seja invasão de propriedade… e aí precisamos descobrir qual o mal maior e o mal menor caso sejam as duas coisas) só me resta aguardar pelo posicionamento da sociedade, via órgão oficiais sobre verdadeiramente o que aconteceu. Enquanto isso, acho que corro o risco de deformar ao invés de formar qualquer pessoa que me veja como referência de análise do mundo sob a ótica da Igreja, se eu omitir uma opinião baseada apenas em versões do que aconteceram. Nisso que humildemente acho que vocês erraram.

        Agora apenas pra eu entender algo e a partir de então regrar minha participação, tanto como leitor como divulgador deste blog. Este é um espaço formativo, ou opinativo?

        Obrigado.

        • Oi Matheus. Não vou mais falar sobre o conteúdo do post, pois você já deixou claro que entendeu a mensagem catequética e deixou clara sua opinião acerca da parte em que também emitimos nossa opinião.

          Quero falar sobre a pergunta que fecha este seu comentário.

          Matheus. Não somos um jornal ou um veículo oficial da Igreja. Somos um BLOG e todos os nossos posts têm a pretensão de serem textos de um blog. E o sucesso de O Catequista se deve apenas a isso. Porque textos formais e jornalísticos sobre a Igreja você pode encontrar no site do Vaticano ou em agencias como Zenit.

          O que sempre nos diferenciou foi tratar com humor um assunto normalmente tratado com formalidade. E humor, Matheus, pressupõe opiniões e posicionamentos diversos. Também pressupõe que os leitores possam discordar e, por isso, sempre somos muito diligentes com os comentários. Por isso você pode vir aqui e discordar do que dissemos.

          O que não fazemos e jamais faremos é emitir opiniões sobre doutrina da Igreja. Ninguém pode nos acusar disso. Reproduzimos aqui fielmente o que a Igreja diz. Nossas opiniões são restritas ao contexto.

          E não há como analisar contextos sem chegar a conclusões que muitas vezes passam pela opinião. Desconsiderar o contexto é jogar fatos no vazio e transformar a beleza da doutrina da Igreja em regras. E a proposta do blog é justamente mostrar o contrário. Mostrar o quanto Cristo aposta na nossa liberdade e na nossa inteligência.

          E essa é a outra palavra-chave: inteligência. O parâmetro editorial da maior parte dos jornais do país é o Homer Simpson. Sim… estou falando sério. Boa parte dos jornalistas se pergunta se o Homer Simpson entenderia a matéria antes de publicá-la. Mas nós não. Nos questionamos se estamos sendo claros, mas apostamos na humanidade de cada um dos nossos leitores. E temos a plena certeza de que não sairão simplesmente imprimindo o texto e reproduzindo. Vão ler, opinar e concordar ou não, exatamente como você fez.

          Essa é nossa marca. Propagamos a doutrina da Igreja sem desvios. Exatamente como ela é. Obedecemos ao Santo Padre sem titubear. Mas fazemos tudo isso tentando sempre usar criatividade e humor, aproveitando ao máximo o aquilo que a internet tem de melhor. Além disso, vamos sempre apostar na inteligência dos nossos leitores. Nunca vamos abrir mão disso.

          Somos um blog. E vamos continuar sendo.

          Abraços e muito obrigado!

          • Matheus Andrade

            Ok, boa sorte com sue blog de humor então!

          • Matheus Andrade

            E só pra encerrar minha colaboração vou tentar explicar mais uma vez minha posição, porque até agora ou vocês não entenderam o que eu disse, ou ignoram o ponto exato do que levanto, sabe-se lá o porquê.

            Em nenhum momento questionei a linguagem deste blog, inclusive teci elogio sobre isso dizendo que ele colabora no acesso fácil a grande parcela média da população que não consegue entender muito bem a linguagem do próprio CIC.

            Quando fiz a pergunta final é porque tinha uma visão formativa do Blog, até porque minha Catequista me formou sem dar qualquer opinião pessoal dela ao longo de minha catequese, e olha que ela não precisou ter postura de apresentadora do Jornal Nacional pra conseguir fazer isso e nos tirou muitas risadas ao longo dos anos.

            Entendo a necessidade do humor pra vida e como ele facilita muita coisa, mas não é preciso comprometer qualquer verdade pra se fazer humor, não se precisa usar o Catecismo para defender opiniões pessoais.

            A única questão que estou levantando é a de vocês praticarem um suposto humor em cima de suposições, de tratarem como verdade absoluta e amarrarem o CIC em opiniões estritamente pessoais de vocês. Só isso.

            Se daqui a duas semanas, dois meses ou dois anos a justiça confirmar que um bando de vândalos no afã de defenderem suas concepções de vida invadiram um local privado sem qualquer justificativa, este texto terá um propósito perfeito.

            Mas se nesse mesmo suposto período a justiça disser que os animais eram tratados além do limite razoável, vocês terão feito todo um carnaval, uma piada, indo contra o CIC. E aí meu caro, essa versão da história defendida por vocês, de criminalidade, já terá se espalhado.

            É dessa responsabilidade como veículo de comunicação (sim, você sabe que um blog também é isso) que estou questionando, de como o conteúdo (não a forma) repercute nas pessoas.

            É só disto que venho falando Alexandre. Vocês já definiram no texto que são vândalos criminosos, isso não é fazer humor… e no fim, a justiça pode dizer que estavam privando os animais destes limites ultrapassados que o CIC aborda.

            Entendeu?

          • Matheus, já haviamos entendido seu ponto desde o início. Só não concordamos com ele. E não há problema algum nisso… pense do jeito que quiser. Faça um blog que não emita opiniões, que não use humor… fique a vontade. O nosso é deste jeito aqui e, tenho certeza, tem feito muito bem a muitas pessoas e é isso que continua nos movendo.

            Apenas para esclarecer, não amarramos o CIC a nossa opinião. O que está escrito lá está sendo explicitado sem desvios, como é nossa maneira de agir. Porém, externamos nossa opinião sim e não há nada de errado nisso a não ser o fato de você não concordar.

            Sim, deixemos a justiça julgar. Até por isso, fazemos a ressalva no texto de que estamos lidando apenas com fatos veiculados pela mídia e colocando um julgamento nosso. Julgamos da mesma forma que você julgou. Só que chegamos a uma conclusão diferente.

            E pra terminar, que bom que sua catequista não emitia opiniões. É assim que deve ser na catequese, porque ela tem o objetivo apenas de passar a doutrina. Mas isso aqui, Matheus, é um blog.

            O que queremos aqui é ir além. É entender o que diz a Santa Igreja (sem nenhum milímetro de desvio) e pensar a realidade e tudo o que nos cerca. E é por isso que podemos ter esse tipo de discussão.

            E não somos um blog de humor, mas de religião que usa humor como linguagem. Mas entenda como quiser… você, assim como nós, pode ter e externar a sua opinião. E o fato de não concordarmos, não traz nenhum problema. Ao contrário, gera discussões interessantes. É assim que vemos a vida.

            Ah… e quanto ao risco de se espalhar uma versão dos fatos. Fizemos as ressalvas que achamos pertinentes para esclarecer que estamos julgando apenas com base nos fatos da imprensa (estou me repetindo pra deixar isso claro mais uma vez). Nossos leitores são inteligentes e saberão o que fazer com as informações que encontram aqui. Cristo sempre apostou na liberdade e inteligência das pessoas… queremos fazer isso aqui também.

            Um grande abraço!

          • Matheus Andrade

            Alexandre, não sou eu que não concordo em vocês emitirem opinião, isto é a postura que qualquer pessoa espera de um catequista, é o que a Igreja espera, só isso. Você mesmo confirmou isto elogiando a postura da catequista que tive, dizendo que assim mesmo que deve ser.

            Repito novamente, não tenho qualquer problema com a forma que vocês utilizam no texto, meus questionamentos são direcionados exclusivamente ao conteúdo.

            E veja, meu objetivo não é ter um blog, ou qualquer outra coisa, não me acho capaz e com conteúdo suficiente para tal. Meu único objetivo era de tentar colaborar com algo que criei admiração e acho que faz bem a muita gente, estou do seu lado, não contra. Se quiser aceitar a crítica como ajuda no crescimento, tudo bem, mas está em seu direito só refutar também… sei que isto aqui não é uma democracia, a Igreja não é uma democracia, sabemos!

            Também pouco desconfio da capacidade de discernimento dos leitores daqui, não precisa repetir isso como se eu fosse o Homer. Mas isto não exime vocês de qualquer responsabilidade gerada pelas opiniões pessoais que vocês transmitem.

            Mas a ficha está caindo e então peço desculpas pelo comentários. Só agora percebi que tudo isso é só um erro de concepção e entendimento meu mesmo. Eu imaginava que em um blog chamado “O Catequista” haveria só catequese (mesmo que com uma linguagem mais informal) e por isso sempre o indiquei, principalmente por essa linguagem acessível e mais próxima da realidade.

            Mas a partir do momento em que você esclareceu que aqui também é um espaço de opiniões pessoais e avaliações próprias da realidade, podendo até decretar quem é criminoso ou não, começo a entender melhor seus propósitos e reavaliar minhas indicações, afinal me sinto responsável na formação de alguém se eu indicar um conteúdo para ele dizendo que é catequese, mas que seja na verdade só um blog de opiniões pessoais que também cita o Catecismo. Por mais que ele tenha discernimento, certamente aprendeu que um catequista é alguém que pode confiar sem erro, pois este tem só o objetivo de transmitir Doutrina e não visões particulares do mundo.

            Era por isso que que eu havia feito a pergunta anteriormente sobre formação, ou opinião. Não foi uma provocativa, mas sim para esclarecimento mesmo.

            Recentemente Papa Francisco disse em um encontro que o catequista é alguém que guarda e alimenta a memória de Deus, que guarda-a em si mesmo e sabe despertá-lo nos outros. Desculpe, mas realmente não posso concordar que julgamentos pessoais e notícias da imprensa sejam uma boa base para despertar Deus no outro. E agradeço por respeitarem esta minha opinião.

            Bom trabalho por aí… e um abraço a toda equipe.

    • Tenho algumas questões então pra você Matheus.

      Caso a justiça chegue a conclusão de que os invasores do Instituto Royal agiram como grandes heróis, por que eu tenho que acreditar nas conclusões da justiça?
      Por que tenho que acreditar numa justiça ideologicamente influenciada?
      Por que, depois de ter acesso à informações confiáveis sobre que ocorreu, sabendo que um veredicto humano, mais uma vez, foi falho, devo abdicar da minha posição. posto ser correta?
      O que você colocou nos comentários é muito rousseauniano sabia?
      Muitos vão dar amém ao veredicto, muitos dão amém a veredictos não muito confiáveis. Só por isso estão certos?

      • Matheus Andrade

        Olá Paulo!

        Esta é um conjunto de perguntas muito pertinente que tocou em algo que eu não havia parado pra pensar. Cocei a cabeça aqui… rs

        Acho que apenas segui a lógica do texto publicado, que sustenta sua tese em citações de um biólogo e um médico como fontes de informação extraoficiais. Se há este espaço, acreditei que também deveria ser considerado o posicionamento oficial de quem (supostamente) nos representa.

        Mas diante desta sua consideração, fico um pouco reflexivo quanto a isto. Quanto até que ponto o Médico e o Biólogo também não podem ter sua posição influenciada e comprometida pela indústria farmacêutica, que no mundo só deve perder em faturamento pra bélica.

        Como fazemos pra ter uma certeza de algo se eu não pude estar presente lá? Como fazemos em casos assim?

        Meu conhecimento de Russeau é quase nulo, pode me explicar por que chegou nessa conclusão sobre meu pensamento?

        Muito obrigado.

        • Diego Romany

          Matheus Andrade, se o instituto royal, de fato, TORTURAVA os animais (o que é muito provável que não tenha acontecido), eles DEVEM SIM ser punidos. Entretanto, aqueles laboratórios sérios que realizam testes em animais tem de continuar com suas pesquisas da maneira que seja proveitoso a raça humana.

          E quero ir mais longe com minha opinião, embora pareça pesada:
          Virar um cão ao avesso por TORTURA é diferente de virar um cão ao avesso por CIÊNCIA. No primeiro, o agente faz por PRAZER. No segundo, o agente o faz com FINALIDADE CIENTÍFICA. No primeiro, um cão qualquer irá sofrer dolorosamente. No segundo, o cão é criado em cativeiro e em situações controladas desde o seu nascimento e o procedimento será indolor. (de acordo com as leis).

          • Gêneto eugenio

            Ontem saiu uma nota na imprensa dizendo que nos documentos apreendidos estava descrito que os animais sofreram “maus tratos”…
            Então imaginei, os cientistas faziam seus relatórios assim:10:00 covardemente apliquei um experimento de forma cruel e sem razão no Beagles xy e fiquei dando gargalhada na sua reação.
            Nosso meio de saber algo, fica muito limitado com os veículos que temos de informação; e o problema também das investigações que sem nada na mão de concreto já notícia a torto e a direita(buscando os holofotes). Lidamos então, devido a todos esses problemas, com especulações para formamos nossa opinião.
            O texto do Blog foi muito claro em dizer o que a Igreja pensa e muito claro em seu posicionamento mediante aos fatos pela mídia apresentados, nunca saberemos o que de fato ocorria ou não, o que sei é que sem muitas provas(ou prova nenhuma) invadir qualquer lugar que for mediante as especulações e achismos não dá.

        • Paulo Ricardo

          A concretude da realidade não pode ser comprometida, mas o nosso pensamento pode ser desviado, influenciado e direcionado, de acordo com os interesses e a habilidade de manipulação do emissor da informação. É, principalmente, por causa disso que se diz que informação é poder. Nesse caso em particular, para se chegar ao conhecimento do que aconteceu, de fato, devemos proceder uma análise das mais próximas fontes que conseguirmos ter acesso.
          E é importante se ter em mente que o ato de conhecer é o único desprovido de testemunha. Precisamos ser firmes nos nossos princípios éticos e morais para refletir no mundo a obra de Deus.
          Quando eu disse que o seu pensamento era rousseauniano é porque Rousseau postulava que o pensamento discordante da opinião do estado deveria ser desconsiderado. Na verdade a ideia original era anda mais radical, coisa de comuna, para Rousseau, quem pensava diferente do consenso, representado pelo estado deveria ser eliminado fisicamente do mundo.
          Isso vindo de um cara que vivia as custas dos outros e abandonou 5 filhos à míngua.

        • Matheus, não vou me estender muito, mas pelos sua forma de comentar vejo que você é católico, então eu te faço algumas perguntas:
          – Você é a favor de depredações de bens públicos e privados?
          – Você tem simpatia pelos black blocks?
          – Você acha normal que se resolva coisas via truculência ideológica?
          – Como você lida com a discordância opinativa?
          – Como São Francisco de Assis, tido por aí, pelo título de padroeiro dos animais, agiria nesse caso?Chute uma resposta.
          – Você acha que um bem pode ser extraído de um mal?
          – Você acha que ativistas são a redenção da humanidade?
          – Você crê piamente o que sai na imprensa, não consegue fazer juízo por si próprio?
          Bom, poderia fazer mais, no entanto, fico por aqui. Quem sabe as perguntas te ajudem a refletir.

  • Daniel

    Eu estava aguardando esse artigo loucamente ^^

    O que me deixa mais bolado é que as pessoas se comovem profundamente com beagles sendo usados para experiências benéficas, o que é necessário, mas são poucos os que vão lutar por abrigo e famílias para crianças na rua, ou mais ainda, por aquelas que são diariamente assassinadas no ventre materno.

    Mais da metade dos ativistas pelos animais são milicos de esquerda, e provavelmente, são a favor do aborto. Que sociedade doente =/

  • Maurício Spínola

    Sidnei e Daniel escreveram muito bem em seus comentários.
    Porque esse bando de ativistas não vai lutar contra o aborto, contra a criança que apanha na rua? Como disse Santo Tomás: Uma atitude errada não é justificada, por melhor que seja sua intenção.
    Os testes podem ser feitos, não é errado, é uma atitude certa e bem intencionada, desde que os animais sejam bem tratados e tenha uma finalidade útil e não mera curiosidade mórbida.
    Deus fez os animais para nos servirem, serem de utilidade para nós, mas também devemos bem tratá-los.
    Se eles servirem para em qualquer aspecto para nos proporcionar melhorias na saúde e na vida, como uma simples companhia, estão cumprindo seu papel.
    Por que até agora ninguém perguntou aos ativistas: “Você então prefere que os testes sejam feitos na sua mãe”?

  • Jorge luiz

    O pior de tudo isso Catecista, é que reflete o quão nossa sociedade não se guia ou se instrui pelos princípios católicos, bíblicos ou o que for coisíssima nenhuma, em especial os que batem no peito e se afirmam bons cristãos… Me parece que todos em algum momento admitem negar os princípios bíblicos ou instruções claras do catecismo para poder defender “o que acham certo”, refletindo assim uma clara religião de “enquanto não me afeta, ta bom… “. Famoso relativistivismos. Mas em resumo, sou médico, e já lidei com colegas que fazem pesquisas diárias em animais, inclusive durante o curso de medicina, não sei se sabem, mas a maioria massacrante de estudantes do Brasil e do mundo, aprendem técnicas cirúrgicas em animais… Pois bem, não vou negar que me alguns lugares, existe sim um abuso da condição mínima necessária à esses animais, contudo, em milhares de outros, lhes é dado o cuidado necessário, para que posteriormente sirvam a nós. Seria ridículo ridiculizar isso, afinal utilizar animais para que o homem prossiga existe desde sempre… Se assim não o for, então parem imediatamente de comer churrasco, frango, ovos, parem de ir ao cirurgião, parem de utilizar quaisquer tipo de medicamentos… Isso é ridículo! Poderia passar a tarde toda citando exemplos de coisas que já ajudaram ou ajudam e vão ajudar a vida de qualquer ativista intelectualmente prejudicado que defende que não eh preciso nenhum teste em animais…

  • Sidnei

    Só que faltava, grupo de direitos dos animais e até vegetarianos começar invadir frigoríficos, matadouros e granjas para livrar: gados, frangos e suínos do abate para a alimentação da população. Sou carnívoro até a medula, não dispenso um churrasco, um frango assado e um pernil de porco, e se vierem a começar a encher o saco por causa disto, a aí vai ser guerra.

  • Simone Carvalho

    Olá querida irmã Catequista! Gostaria de pedir por favor que corrija o nome do Dr. MARCELO MORALES (Está Marcos). Parabéns pela matéria, está ótima!

  • Suellen

    O mais engraçado é que ninguém para de comer carne para deixar que os boizinhos/ franguinhos/ porquinhos/ peixinhos sobrevivam… Que dó!
    Sociedade hipócrita, nos vemos por aqui!
    Parabéns, Vivi, por mais esse artigo!

  • Maria Carolina

    Fantástico!!!

  • criviane

    Todas as pessoas dizem q basta estudar, fazer métodos alternativos, mas ninguém dá uma solução, enquanto eles vão estudar métodos alternativos, nossos parentes estão morrendo de câncer, tempo é vida!!! Esses pacientes não têm tempo a perder.

  • Luiz Fernando Assad

    Catequista, FANTÁSTICO esse post! Tive que ouvir lixo saindo da boca dos meus colegas de classe e de pessoas próximas a mim sobre maus tratos com animais a semana inteira. Desconhecia as práticas da PETA e não tinha a mínima noção sobre os testes do Instituto Royal – busquei informação apenas na mídia aberta, ou seja, fundição mental na certa.

    De certa forma, os maus tratos com animais devem ser fiscalizados e, com máxima certeza, penalizados. Há uma linha gigantesca entre maus tratos e testes científicos – por serem criaturas de Deus, amadas por Ele, não devem nunca ser mal tratadas – entretanto, há, como você mesma disse, UMA QUESTÃO DE PRIORIDADE. A hipocrisia desses movimentos pró-minorias, pró-psicopatas, pró-comunistas, pró-assassinas já saiu do controle. A defesa da ordenação de mulheres e do “papa da ruptura” (ri alto quando li essas palavras no jornal – ditas pelo nosso querido Frei Betto – TOP ele, né?) é propagada, inclusive, por professores cristãos meus.

    Estudo em um colégio cristão – Presbiteriano – e o que mais tem são professores (mais detalhadamente, de Ensino Religioso e Sociologia) leitores assíduos de Leonardo Boff e companhia. Meu professor, inclusive, deu uma aula sobre Teologia da Libertação, e soltou a máxima de que o Vaticano não estava interessado em ajudar os pobres. Quando ouvi isso, quase me retirei da sala. Falei tanto, tanto, tanto, que ele ficou vermelho (de vergonha, acredito). Nosso Bananazil se tornou uma festa triste, uma festa sem sabor e que, definitivamente, está na hora de acabar com essa apelação e mimimis eternos. Canso de escrever baboseiras nas provas, por serem cobradas pelo nosso maravilhoso ministério da Educação (Adestramento, seria o mais correto), para entrar em uma Universidade Federal. AEEE Brasil, é noix.

    • Sidnei

      Se em colégios católicos os professores abaixam o porrete na Igreja Católica, imaginem em colégios protestantes, lá se baixa o porrete elevado ao quadrado. Parabéns Luiz por estudar em um colégio protestante, deves ser um mártir diante de tantos ataques a Igreja que pertencemos e que é de CRISTO.

  • Samuel

    Vivi,excelente texto,parabéns.Você não acha que essa defesa desproporcional e irracional aos animais não é causa em grande parte da recusa da mulher ‘moderna’ em ter filhos,canalizando esse instinto primordial feminino para o cuidado de cães e gatos?Gostaria muito de saber a sua opinião,visto que você é mulher e mãe(eu acho hahahahaha).Muito Obrigado.

    • Samuel,
      Estamos nos paganizando. Mesmo os católicos estão se deixando influenciar fortemente pela cultura pagã. E faz parte disso cultuar os animais. Os egípcios, celtas e persas reverenciavam os gatos; os hindus reverenciam as vacas; nós católicos boçalizados idolatramos os gatos e cachorros, equiparando o valor de suas vidas ao da vida humana, ou pior, colocando o bem-estar deles acima do bem-estar de um irmão da mesma espécie.

      Em parte – só em parte – , as mulheres estão reforçando essa idolatria, você tem razão. E não só as jovens, que se recusam a ter filhos ou só os têm tardiamente, mas também as senhoras, que em vez de se dedicar à caridade aos pobres, ao voluntariado na Igreja e na sociedade em geral e aos netos, ficam alisando cães e gatos o dia inteiro. No bairro onde moro, é comum ver senhoras empurrando cães em carrinhos afrescalhados, como se fossem bebês.

      Pessoalmente, me derreto toda com cães e gatos. Eles são mesmo um dom de Deus, fazem muito bem às pessoas. Mas realmente fico chocada com essa inversão de valores. Este não é um tema secundário, como muita gente tem nos acusado no Facebook: é muito triste e preocupante. Numa lista de mães que participo, uma menina contou que no play do prédio dela encontrou uma mãe com um cachorro no colo, enquanto a filha, uma menina de 8 anos, não podia nem chegar perto da mãe, senão o cachorro mordia. A mãe justificou que o cão tinha ciúmes… é isso aí. A prioridade é do cão, não da filha.

  • Lana Lobato

    Como estudante de farmácia, fico imensamente triste com a perda dos estudos no laboratório. São trabalhos que não nascem do dia para a noite, assim como não são feitos com negligência (na maioria das vezes). Existem sim outras formas de avaliações de medicamentos em formas in vitro e formas computacionais, mas isto não substituí de forma sucinta os experimentos in vivo (para os leigos: em animais e humanos). Tudo isso, as particularidades que estes seres possuem. Não estamos falando aqui de religião, crueldade ou coisa do tipo. Mas não sejamos hipócritas, enquanto falamos de forma agressiva sobre os atos experimentais, a primeira dor que sentimos, corremos atrás de medicamentos que provavelmente (uma vez que é uma das etapas de produção de fármacos e medicamentos) passaram por animais, nem que seja camundongos e ratos.
    Aqui é apenas minha sincera e humilde opinião.

  • Maria Helena

    Lógico que seres humanos tem muito mais valor que os animais e isto está na bíblia, no entanto, a questão não é somente o fato de serem cobaias, a questão foi que para isso era-se usado de crueldade para com eles. Somente depois que foi comprovada a crueldade, a justiça permitiu o livre acesso das pessoas para salvá-los. Devemos ter algumas observações como; até onde podemos usufruir do animal? Podemos fazê-lo sofrer? Podemos afirmar que eles não tem direito a vida e nem a dignidade? Sinceramente, concordo que eles são necessários para a evolução da ciência mas onde está a misericórdia por esses indefesos? Chegar ao ponto de tortura… É o tipo de assunto á ser tratado com cautela e compreensão de todos os lados. Lembro-me de São Francisco e de seu amor pelos pequenos, incluindo animais, e chego à conclusão que quem não sentiu nenhuma dose de pena pela crueldade, quem está julgando os seres humanos envolvidos, quem quer vestir a fantasia de católico irrepreensível, provavelmente não é um bom cristão. Devemos seguir a sã doutrina mas também olhar estas coisas com os olhos do coração, pois a igreja é feita por pessoas santas e pecadoras; quantas vezes não vimos modificações em nossa igreja? Isso não demonstra reconhecimento de falhas? Se não concordam, ou se querem rir desses naturalistas xiitas (o que é pior e não é pensamento de um cristão), é melhor não julgar e sim procurar aconselhar com paciência, amor, compaixão… Não é pq somos filhos de Deus que os animais são sinônimo de lixo ou de mero instrumento, eles são vida e criação de Deus.

  • Eu

    Não sou contra ao uso de animais em laboratório, mas dentro do limite. Que sejam usados apenas para benefícios…

    Assim como é dito, e que estamos cientes, no Catecismo:
    “Os animais são criaturas de Deus, que os envolve com sua solicitude providencial. Por sua simples existência, eles o bendizem e lhe dão glória. Também os homens lhes devem carinho. (…) É contrário à dignidade humana, fazer os animais sofrerem inutilmente e desperdiçar suas vidas.” (Catecismo da Igreja Católica, 2416 / 2418)
    Também é dito:
    “Deus confiou os animais à administração daquele que criou à sua imagem. E, portanto, legitimo servir-se dos animais para a alimentação e a confecção das vestes. Podem ser domesticados, para ajudar o homem em seus trabalhos e lazeres. Os experimentos médicos e científicos em animais são práticas moralmente admissíveis, se permanecerem dentro dos limites razoáveis e contribuírem para curar ou salvar vidas humanas.” (Catecismo da Igreja Católica 2417)

    😉

  • Raquel

    O Catequista,você não acha que a equiparação da dignidade dos animais à dos homens (e muitos vezes colocada como superior) é influenciada pelo Espiritismo? Principalmente vindo de artistas globais. Hoje a moda é mantras e energias (usados até em paróquias), e os católicos misturam tudo.

    Do mesmo jeito para animais. Com a história de evoluir o espírito, valorizam mais um cachorro do que uma pessoa com Síndrome de Down. Sou testemunha: ouvi de um rapaz falando do próprio tio, que ele tinha Down porque no passado foi um espírito ruim. Reencarnar em cachorro pra eles deve representar algum tipo de pureza ou sei lá o que. Triste…

    • Raquel,
      Posso estar enganada, mas não acho que aos espíritas tenham influenciado muito nisso. Pelo que sei, a maioria dos espíritas admite o uso de animais para alimentação e para uso em testes de medicamentos, contanto que não sofram inutilmente. Nesse sentido, ensinam o mesmo que a Igreja Católica. Se diferem, de fato, ao dizer que os animais, após muitas reencarnações, podem evoluir a ponto de adquirir um espírito humano. Segundo eles, os animais têm uma alma “rudimentar”, e quando morrem não vão para o “plano espiritual”, mas reencarnam imediatamente em outro bicho. Isso até poderem assumir um espírito humano.

      • Sou crítico do espiritismo, como os leitores aqui já devem ter percebido. Mas a doutrina espírita, nesse ponto em particular é muito clara em priorizar o homem em relação ao bicho.

        Por outro lado, os elementos que você apresenta Raquel, essa coisa de “grobais”, na verdade parece mais com o animismo hindu. Lá vale até metempsicose, veementemente repudiada pelo espiritismo (metempsicose, para quem não sabe é transmigração da alma. É a crença de que quando se morre se reencarna como bicho ou planta). Por conta disso é que na índia existe até um templo, Karni Mata, dedicado aos ratos. Cheio de ratazanas (umas 15 mil), onde as pessoas comem, dormem e bebem com eles. Pelo menos eles acham que estão dormindo com um tio querido ou uma avó…

  • Luís

    Preferia ser torturado e morto num laboratório a ir para casa com um “amiguinho” dos animais. Eu fazia o teste neles. O mundo ficava duplamente melhor.

  • Bom dia.
    A paz do Jesus e o amor de Maria. Venho por meio desta mensagem retratar-me, pelo modo com agi ontem na sua pagina. Mas eu fico indignado, já estamos em uma época em que a ciência já esta avançada. E podemos avançar muito mais! Já se é possível fazer pele humana em laboratório. Você esta me entendendo?
    A Santa Igreja Católica Apostólica Romana, Não é contra os estudos em animais para beneficiar nós humanos. E foi isso o que aconteceu até os dias de Hoje. Mais já temos uma imensurável, quantidade de estudos, temos a capacidade de dar um passo adiante nas pesquisas. Mas para isso acontecer temos que nos desapegar dos métodos ineficazes. Que só visa o lucro, não visa a ajuda e beneficio nosso.
    Eu amo os animais sim. Mais a cima de tudo, eu amo a nós, seres humanos. E temos que parar de fazer testes em animais. Não só pelo fato dos animais sentirem dor ou sofrimento. Mais pelo fato de não ser eficaz o método de experimentação em animais. Isso atrasa a evolução da ciência. E além de proporcionar uma dor imensa nos animais. É muita dor por nada. Dor do lado dos animais, e dor do nosso lado 2 vezes. É uma dor que sofre a pessoa que esta doente e ainda não temos a cura, e sofre as pessoas que Deus deu um coração que sabe amar. E sente a dor do animais…
    Já estamos em uma época, em que é possível fazer pele humana em laboratório. Pele Humana. “HU-MA-NA”
    Quer saber o verdadeiro motivo para continuar esta carnificina? A QUEM INTERESSA QUE A INDUSTRIA DA VIVISSECÇÃO NÃO ACABE?
    A pesquisa com animais vivos “beneficia interesses humanos”: o preço de um camundongo geneticamente modificado, para citar apenas uma espécie usada na vivissecção, pode variar de U$ 100,00 a U$ 15.000,00 dólares a unidade. Os utensílios para o devido manejo de um animal desses não são oferecidos por preços camaradas. Um aparelho para matar, de forma “humanitária”, animais usados na pesquisa, desativando-lhes as enzimas cerebrais, custa algo em torno de U$ 70.000,00 a unidade. Aparelhos para conter ratos, cães, gatos e macacos, podem custar entre U$ 4.500,00 a U$ 8.500,00 a unidade. Os “produtores” de animais também são parte desta cadeia que forma a “dependência da ciência em relação à vivissecção”, sem a qual ela não pode sobreviver hoje, e à qual a vida e a saúde humana estão algemadas. Ou seja, se tortura e mata em nome exclusivamente do lucro, as custas de vida inocente, e saúde humanas.
    olha o que teste em animais proporciona, olha o beneficio para nós… e ainda os bocós que não conhece nada de ciência fica do lado deste, “carcarás sanguinolentos”
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=578995815500326&set=a.403791009687475.91511.400201510046425&type=1&theater

    Me desculpa se eu fui rude com vocês.
    Tenha um bom dia.
    Fica com Deus
    Paz e bem.

    • Carlos,
      Em nenhum momento você foi rude em seus comentários na fanpage. Vejo que suas palavras são movidas por uma intenção muito boa, ainda que tenhamos discordâncias em um ponto ou outro.

      Entendo perfeitamente o seu desejo de que os cientistas se esforcem para criar métodos alternativos para os testes que poupem os animais. Só não estou certa – este é o ponto – de que o uso de animais parte de um interesse estritamente escuso da indústria farmacêutica. Sim, a tecnologia na área biomédica evoluiu incrivelmente, mas isso não quer dizer que não haja limitações.

      De fato, a indústria farmacêutica é bastante controversa. Mas eu teria que me certificar dessa questão de que usam animais quando poderiam usar outros métodos, antes de emitir uma opinião tão incisiva quanto a sua. Por enquanto, não tenho dados suficientes para dizer que são imorais no uso dos bichos em testes.

      Você inseriu em seu comentário um link com a imagem de uma criança deformada, como consequência do uso de medicamentos já testados antes em animais. Como dissemos no nosso artigo, “Às vezes um remédio previamente testado em animais acaba dando problemas depois em humanos, mas o parecer geral é que esses testes são eficazes na maioria dos casos, garantindo a nossa segurança”. Ou seja, esse caso, assim como tantos outros, é profundamente lamentável, mas a ele poderíamos somar milhões de caso de sucesso. E, por enquanto, é essa tecnologia que temos. Espero, assim como você, que as coisas evoluam.

      Abraço!
      A paz do Jesus e o amor de Maria!

  • Estava ansioso por este post!

    Não liguem para os comentários que dizem “entendam bem, não estou defendendo os invasores, ou dizendo que o Laboratório é vítima” (típico de quem fica em cima do muro)… Sigam o que perconiza a Santa Igreja e que o mundo se lasque!

    Um grande abraço e que Deus os abençoe!

    • Matheus Andrade

      Olá Alex, gostaria que esclarecesse por que tipifica meu comentário como de alguém que fica em cima do muro?

      Você leu todo o contexto, você acompanhou o sadio debate? Eu nunca questionei qualquer virgula da Doutrina da Igreja.

      Mais cuidado em seus comentários que envolvam outras pessoas, por gentileza. Ou se preferir, faço uma correção fraterna, é mais caridoso!

      • Uia… Tem até ameaça por parte do revoltado!!!

        Ahhh, meu irmãozinho, tu chega aqui fazendo um auê daqueles, defendendo o snoopy, emitindo, pois, uma opinião (pessoal, é óbvio), e quando alguém emite uma outra opinião (também pessoal, é óbvio novamente) contrária a tua você sai com um “cuidado em seu comentários que envolvam outras pessoas”?!

        Chega reclamando de Deus e do mundo porque o BLOG emite opiniões (repita-se: pessoais), mas emite a sua e reclama quando os outros emitem as deles?!

        E ainda me pede para ser mais caridoso?!

        Caridade não é só para os outros se redimirem não, meu irmãozinho, mas também para nós mesmos!!!

        Chega e diz que “julgamentos pessoais (…)não sejam uma boa base para despertar Deus no outro”, porque são “julgamentos pessoais dos outros”, e não o seu!

        Aí eu te pergunto: PORQUE VOCÊ NÃO VAI REZAR e estudar o Catecismo?!

        Fica com Deus, porque você não sabe nada sobre a minha vida (e jornada espiritual) para me mandar ser mais “caridoso”, pois acho que a “caridade” que você prega é a apatia… Mas caridade também é corrigir o outro!

        Se discordou, discordou… E daí?! São apenas OPINIÕES DISCORDANTE! E NÃO FALTA DE CARIDADE!!!

        • Matheus Andrade

          Alex, se perceber, tentei manter educação e respeito por você na interação. Realmente não te conheço e nem conheço sua jornada e, mesmo que conhecesse, ainda assim não teria qualquer direito de te ameaçar ou de te desrespeitar como está fazendo comigo, afinal você também não conhece minha história para questionar se não seria melhor eu rezar ou estudar o Catecismo.

          Em nenhuma linha defendi a equivalência da vida animal à humana ou questionei uma única vírgula do Catecismo das Igreja. Peço que reproduza aqui onde teve a impressão quem fiz auê defendendo animais, assim me ajudará a me corrigir, já que nunca tive esta intenção.

          Acho que você não compreendeu o ponto central do meu papo com o Alexandre. É muito mais semântica que qualquer outra coisa, apenas isso meu caro.

          Sou um divulgador deste espaço já há algum tempo no meio de formação religiosa que influencio e fiz apenas um questionamento para eu ter uma melhor posição, apenas isto. Leia com calma por gentileza o que foi debatido mais acima.

          Eu sou amplo defensor do desenvolvimento de ideias pessoais, do discernimento e crescimento intelectual para uma fé mais inteligente. Mas desde criança, desde minha Catequese, tinha como entendimento que um Catequista transmite a Doutrina da Igreja sem dar suas opiniões pessoais neste processo. E agora o Alexandre esclareceu que o objetivo do Blog não é totalmente alinhado a esta imagem que me foi construída pela Igreja, apenas isso meu caro.

          Menos agressividade, por favor, somos todos adultos e em busca de crescimento mútuo, não de ataques gratuitos.

          Quando pedi caridade a você foi neste sentido, de amor ao próximo, porque não percebi isto em seu sarcástico comentário citando um trecho que eu havia postado.

          A Paz!

          • A grande questão Matheus, é que você precisa respeitar as discordâncias sem neura, aqui, pelo que percebo, não se está estabelecendo um monólogo, mas um debate de idéias que devem ser respeitadas uma em relação as outras. Você tem de entender isso. Ok?

  • Alex

    Dizem por aí que depois do resgate dos “snoopys” todo mundo foi comemorar numa churrascaria! Saudade do tempo em que cachorro e gato eram somente cachorro e gato!

  • Acho que não fui muito misericordioso no meu comentário! Mas é porque fico indignado com esse povo que defende com unhas e dentes um cachorro, mas que não tá nem aí para um caso de aborto! Ahh, vá…

    Com certeza, estamos numa sociedade doente!

  • Carlos Pantoja Filho

    “Era uma vez um czar naturalista que caçava homens. Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas, ficou muito espantado e achou uma barbaridade”. A “Anedota búlgara” de Drummond descreve perfeitamente esses histéricos que invadiram o Instituto Royal. O mundo está cheio de pessoas que “amam a natureza mas detestam seus semelhantes”, como diria o genial filósofo Luiz Felipe Pondé.

  • Sidnei

    Quando assiste a invasão do Institui Royal e na presença da polícia e a polícia não fez nada logo me venho a cabeça: e se fosse um bando de gente a invadir uma clínica de aborto o que aconteceria?, uma resposta obvia, todos seria tratados como um bandos de fanáticos e autoritários que não respeitam a liberdade dos outros, principalmente, das mulheres de querer abortar ou não o filho que elas trazem no ventre, e ainda por cima, sobraria porrete da polícia para todo mundo. Só para ver como a versão do valores estão de todos com as pernas para o ar em um mundo sem pé e nem cabeça.

  • Gêneto eugenio

    Muito bom!!!
    Sempre tem que ter um mimimi, fazer o quê nesse papo de boteco lê-se(ouve) de tudo rsrsrsrsrsrsrsrs….
    …Acho que a Rachel leu o blog
    http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/36117/Rachel-Sheherazade-fala-sobre-a-invasao-do-Instituto-Royal.html

  • Ótima matéria.
    Cultura é fogo… imagino esses ativistas em países do oriente, onde se comem gatos e cachorros…
    Deus guarde a todos.

  • Jecilene

    Simplesmente incrível! Obrigada pelo esclarecimento! Os links também são muito bons! Parabéns!

    A paz de Jesus e o amor de Maria a todos!

  • Gabriela

    Nossa, gostaria mto de saber o que Jesus tem a dizer sobre isso!!
    Gostaria mto que ele nos desse uma solução para que nenhum animal na terra sofresse por causa da ignorância do homem!!!!

  • Karen

    Queridos dO Catequista!

    Sou veterinária e trabalho com pesquisa. Não trabalho com experimentação animal por opção, mas jamais duvidei da necessidade de que seja feita. O link para o texto do Otávio é perfeito.
    Gostaria de pontuar aqui algumas opiniões do ponto de vista de quem ama os animais a ponto de fazer disso uma escolha de vida e de quem trabalha com pesquisa em laboratório.
    Todos vimos as fotos dos cães roubados do local. Qualquer leigo viu que: não havia animal amputado. Não havia animal queimado. Não havia animal anoréxico. Não havia animal quebrado. Não havia, o que eles foram buscar: um retrato dos maus tratos. O que eu vi nas fotos foi um bando de gente levando beagles gordinhos e fofos para casa. Podiam ao menos pagar pelos bichos, uma vez que é caríssimo obter animais pathogen-free. Se eles morrerem de gripe por não terem imunidade, vamos processar tais indivíduos. Foi cruel tirá-los de um ambiente controlado para um mundo que é cheio de riscos. Estou sendo irônica, mas não muito. Não acredito no amor nem na comoção desse povo que destruiu o instituto.
    – “latidos supostamente de dor”, diz um dos links. Com certeza um dos invasores poderá responder como chegou à esta conclusão. Há cães que vocalizam sem sentir dor, e há os que sentem dor e não vocalizam. Vocalização por vocalização, há ONGs que os invasores apoiam e que o que mais tem é vocalização. Deviam entrar lá e “dar um jeito” já que supostamente, é dor.
    – Quero ver essa mesma galera saindo dos CCZs com cãezinhos sarnentos recém-recolhidos das ruas embaixo do braço.
    – quero ver essa mesma galera levando sopão da meia-noite na praça da Sé, para os moradores de rua.
    – quero ver essa mesma galera assinando documentos se disponibilizando como cobaias humanas e isentando os pesquisadores de responsabilidades caso haja morte ou dano permanente a algum deles.
    – só para constar, vivissecção é feita sob anestesia. Quase impossível abrir o abdômem de um animal sem anestesia ou insensibilização e não levá-lo à morte por choque, o que tiraria o sentido do experimento. Achei melhor explicar, pois tendenciosamente, um dos links dá a entender que isso e tortura são a mesma coisa. Ninguém provou que o instituto usa desta prática.
    – tive que ouvir de um técnico de laboratório que congelaram um cachorro vivo no nitrogênio líquido. Queria saber se a mãe Dinah também foi lá, pois, até onde sei, na pesquisa congelamos cadáveres. Vão reclamar disto também?
    O texto foi muito bem escrito. O Pe. Paulo Ricardo já havia alertado sobre essa “divinização” dos animais, principalmente os de companhia. O que mais me encanta no texto do CIC sobre o assunto é como, em poucas palavras pode haver tanto equilíbrio, sensatez e amor. Isso é inspiração divina. Tem que ser alguém de mente muito estreita para acreditar que este assunto não deveria ser abordado no site. Deus criou os homens e os animais e estabeleceu a relação entre eles. Se o homem esquece, a Igreja está aí para lembrá-lo. E o site faz a sua parte também.
    Agradeço a postagem. Foi muito esclarecedora e pertinente!
    Deus abençoe a Catequista e toda a equipe!

  • Fabio

    Adorei o artigo! muito bom e fechou com chave de ouro kkkkkk essa música foi sensacional kkkk

  • Amanda

    Com certeza é um assunto muito polêmico. Vivemos em um momento em que a sociedade “acorda” para as questões ambientais e isso leva a muitas atitudes e interpretações diferentes. Um coisa é certa: temos sim o dever de proteger a natureza, os animais e evitar que sofram inutilmente, pois assim cumprimos mais perfeitamente a vontade de Deus.

    Precisamos cuidar bem desse planeta que Deus nos deu, para que nele possamos viver com justiça e dignidade. Para isso devem ser aprimoradas as leis e os regulamentos que dão as diretrizes para o uso de animais em experiências. Creio que isso não seja exagero, apenas uma necessidade inclusive da ciência, de se aprimorar e buscar novas metodologias. O que hoje pode parecer inaceitável ou impraticável, a fabricação de medicamentos sem o teste em animais, no futuro pode ser perfeitamente possível e recomendado. Na história da humanidade, em todo progresso da ciência, houve descrença de alguns, que achavam que a coisa nunca ia mudar. As manifestações e o ativismo são a prova de que parte da sociedade reclama por mudanças, e isso faz parte da história humana, estamos aqui para aprender e construir novas alternativas de vida, de produzir, etc.
    Que Deus ilumine os cientistas e todos os que buscam a cura das doenças, para que os experimentos possam ser feitos sem a utilizaçao de animais. Enquanto isso não ocorre que sejam SIM FISCALIZADOS E PUNIDOS os que praticarem abusos e sofrimentos inúteis. Lembrando que é sim, um mal necessário (pelo menos por enquanto), mas que não se deve acomodar e pensar que TEM QUE SER SEMPRE ASSIM. abraços.

  • IDA ROSA

    Acho tudo isso uma discussão inútil…Acho que devemos sim ter discernimento quanto aos nossos atos…Fazermos sofrer qualquer ser, humanos ou não, fica na cosciência de cada um…A dor deles que não podem reclamar, falar ou clamar por misericórdia é torturante…
    Você gostaria de passar por isso?
    É só para reflexão…

    Abraços a todos…

  • Jotacê

    Me preocupo muito mais com bebês ainda não nascidos, que sequer podem emitir um som de protesto quando são destroçados nos ventres maternos, quando abortados.
    É bom refletir sobre isso também.

  • Vinícius de Aguiar

    No YOUCAT, tá escrito que devemos tratar os animais com respeito, ainda que não se pode colocá-los acima do amor humano. Tinha uma parte que falava que não podemos torturá-los ou matá-los sem necessidade. Se os insetos também são animais, então não podemos matar mosquitos nem baratas?

    • Vinícius,
      Matar mosquitos e baratas quase sempre é uma necessidade, não constituindo qualquer pecado. Afinal, dentro de casa, no comércio e em ambientes habitados em geral, eles são uma praga, e oferecem risco de saúde aos humanos.

  • Paulo Macabeu

    Eu tenho uma sugestão que deve agradar a todos: que os cientistas dispensem os bichinhos e passem a usar políticos como cobaias.

    Essa proposta tem pelo menos quatro vantagens.

    Primeira: finalmente os políticos servirão para alguma coisa.

    Segunda: ninguém vai dar pela falta deles, e nem o mais doido dos ecologistas vai querer libertá-los.

    Terceira: teremos o prazer de saber que eles finalmente foram enjaulados.

    Quarta: não há o menor risco de os pesquisadores se afeiçoarem pelos espécimes.

  • Francine

    E se fossem cosméticos, não poderia? Não seria um mal maior vender algo para ser usado na pele humana sem saber quais tipos de alergias o produto pode gerar?

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