Os cristãos e a cirurgia plástica

cirurgia_plastica

A preocupação com a nossa aparência é algo legítimo. Então, a princípio, é justo que um cristão deseje ficar mais bonito. Porém, o demônio age envenenando as coisas boas: na alimentação, insere a gula; no sexo, a luxúria; na retidão moral, o farisaísmo; e, no cuidado com a aparência, o culto ao corpo.

Em relação às cirurgias plásticas, há aquelas reparadoras, que são terapêuticas e ajudam crianças com lábio leporino, mulheres mastectomizadas, pessoas queimadas ou acidentadas etc. A dúvida surge, entretanto, diante das cirurgias realizadas em corpos absolutamente saudáveis, por interesse puramente estético. O que a Igreja diz sobre isso?

Não há nenhum documento do Sagrado Magistério determinando se o católico pode ou não realizar uma cirurgia estética. A Igreja nos dá os critérios para que cada um de nós julgue com liberdade, caso a caso. A moralidade de uma cirurgia plástica deve ser avaliada com base na virtude da TEMPERANÇA (capacidade de moderação, equilíbrio).

“Se a moral apela para o respeito à vida corporal, não faz desta um valor absoluto, insurgindo-se contra uma concepção neopagã que tende a promover o culto do corpo, a tudo sacrificar-lhe, a idolatrar a perfeição física e o êxito esportivo. (…)

“A virtude da temperança manda evitar toda espécie de excesso…”

– Catecismo da Igreja Católica, 2289-2290

Devemos evitar todos os excessos que nos levam a prejudicar o nosso corpo ou a idolatrá-lo. É justo querer se embelezar, mas é pecaminoso ter uma preocupação exagerada com a beleza. Aí entra o problema: mergulhados mentalidade do mundo, muitos cristãos perdem a capacidade de julgar o que é exagerado ou não nesse campo.

Com esse post, queremos ajudar todos a refletir. Não vamos dar respostas categóricas. Nesse caso, cada um sabe a sua história, os seus motivos e, diante de Deus, deverá dar a resposta a si mesmo.

Questão 1 – os riscos

A cirurgia plástica envolve riscos, inclusive de vida. Os riscos são bastante minimizados hoje em dia – especialmente com os melhores médicos e nas melhores clínicas – mas existem e, por suas graves consequências, devem ser considerados.

Refletindo: o sofrimento que o meu problema estético me traz justifica os riscos com essa cirurgia? Se sim, siga em frente.

Questão 2 – a responsabilidade financeira e familiar

silicone_seiosEntre os riscos da cirurgia plástica, está o de infecções. Muita gente raspa o cofrinho e se endivida pra pagar a cirurgia plástica. Se tudo der certo, “ok”: a criatura está mais pobre, mas está se sentido melhor com seu corpo.

O drama começa quando ocorre o pior. É o caso infeliz de uma jovem de Santos-SP que está com o bumbum siliconado infeccionado: ela não tem como custear a retirada da prótese, e tudo o que pode fazer agora é esperar a morte (ver matéria aqui).

Refletindo: E se der EME? Terei como bancar o tratamento, sem prejudicar gravemente as minhas finanças ou as da minha família?

A cirurgia mais popular é aquela que aumenta os seios. O que muitas mulheres não consideram é que o implante tem “data de validade”, não é pra vida toda (saiba mais aqui). A cada dez anos, segundo a agência americana FDA, a mulher siliconada precisa fazer uma nova cirurgia pra substituir a prótese, do contrário, estará sujeita ao risco de rompimento da prótese ou enrijecimento dos tecidos.

Refletindo: Se eu inserir uma prótese, estou seguro de ter dinheiro, depois de dez anos, para substituí-la? Estou ponderando isso ou estou deixando de lado a virtude da temperança, querendo ficar bonito a qualquer custo?

Questão 3 – a real beleza

O vídeo abaixo pertence a uma campanha fantástica da marca Dove. Tem só três minutos, mas é lindo e profundíssimo!!!

Muitos – e não só as mulheres – entram numa neura de se achar fisicamente inadequados por causa de um “defeitinho” ou outro.

A cirurgia plástica com fins estéticos não é pecaminosa em si, especialmente quando corrige um “defeito” estético que causa reais constrangimentos à pessoa. Entretanto, a cirurgia plástica é fonte de pecado quando a sua motivação é o culto ao corpo. Isso acontece quando a pessoa…

…quer se fazer notar pela exuberância de seu corpo e pela “perfeição” de seus traços;

…está dando prioridade à aparência em detrimento da família, quando o justo seria reservar o dinheiro da cirurgia para algo mais prioritário;

…não se conforma com a passagem dos anos e vive perseguindo uma juventude impossível;

…tem um vazio na alma, uma insatisfação, e pensa que vai resolver se mudar a aparência.

Curiosidade: o cirurgião plástico mais famoso do mundo, Dr. Ivo Pitanguy, nunca entrou na faca. Pra quem não sabe, ele trabalhou gratuitamente por décadas na Santa Casa de Misericórdia do Rio, onde coordenou a equipe que já realizou cirurgias plásticas estéticas e reparadoras em milhares de pessoas carentes. Pelo visto, ele está tão ocupado em fazer o bem que não lhe sobra tempo pra se incomodar com suas rugas…

ivo_pitanguyZero Hora O senhor já se submeteu a uma cirurgia plástica?

Pitanguy – Não, porque na realidade eu me tolero. Quando o indivíduo vai se tolerando, vai se deixando, talvez essa seja a melhor cirurgia.

Esse post vale para ambos os sexos, mas terminamos com uma dica especial para as meninas: o culto ao corpo nos leva a cair na armadilha de achar que só seremos atraentes se tivermos um corpo sarado, e se o exibirmos de forma provocante. Mas, pra mostrar a vocês de que essa ideia está totalmente errada, alguns carinhas gravaram um clipe garantido que a VIRTUDE é que nos faz realmente bonitas.

Ói, que fofinhos:

32 comments to Os cristãos e a cirurgia plástica

  • Daniel

    Nossa, mas que artigo excelente!
    Como tem coisas que são dedutíveis quando usamos os valores cristãos, mas que é tão fácil esquecermos nesse oba oba que o mundo nos impõe.

    Algo tão simples, como “Devo botar botox? Fazer silicone? A igreja não diz nada contra…” faz muitos caírem na idolatria ao corpo.

    Vamos usar a razão que Deus nos deu, em conformidade com os valores que Cristo nos ensinou. A vida fica mais bonita e tem sentido assim 🙂

    Parabéns pelo artigo.

  • Muita gente raspa o cofrinho e se endivida pra pagar a cirurgia plástica.

    Muita gente também paga para depilar a laser (o cofrinho), o que também é perigoso, a meu ver (sorry, não resisti a piada).
    Mas esse post foi muito oportuno e também um auxiliar fantástico para ajudar a colocar um pouco de juízo nas cabeças de adoradoras de uma certa senhora que faz dúzias de plásticas só por fazer (até de reconstituição de hímem, também chamada de “me engana que eu gosto”). Aliás, o que você acha de fazer uma continuação do tipo: plásticas de quem queria ser Cinderela e acordou como Godzilla. Isso é muito interessante, porque, na minha mente não consigo dissociar a imagem de certos artistas (em especial mulheres, e mais especificamente uma que foi cônjuge de um grande ídolo de um timeco de futebol aqui do Rio nos idos de 50 e 60) a do Gamera (procurem “Gamera” rapidinho na internet, quem não conhece, e vão ver que tenho uma certa razão).

  • Lembrando uma coisa amados: se der EME, é totalmente possível processar o médico e sua equipe inclusive pelo Código de Defesa do Consumidor, fazendo com que a reaponsabilidade dele seja objetiva (não é preciso provar nem a culpa para pedir a indenização mais danos estéticos e morais).

    • Rosana Both

      É possível processar e há boas chances de procedência (claro, com as devidas provas), porém nem sempre a EME pode ser consertada e nem todo dinheiro pode reparar o dano que a pessoa sofre por uma cirurgia que não deu certo.

    • Fabiano

      Essa moda de processar médico já passou dos limites do bom senso. A maioria das complicações em cirurgias plásticas são infecções secundárias que podem mto bem ser por bactérias da própria microbiota do paciente, caso esse seja imunossuprimido, ou por reação inflamatória ao corpo estranho. Mto anticristão querer tirar dinheiro fácil de um trabalhador só pq ocorreu uma situação TOTALMENTE PREVISTA antes msm do procedimento, e sobre o risco da qual o paciente foi completamente advertido.

  • Helena Soares Vilaca Pereira

    Que matéria linda!! Passarei para meus filhos jovens e meus catequizandos adolescentes que se preocupam mais com as aparências do que com as virtudes excelentes que possuem.

  • Fernanda De Pietro Antunes

    Bom dia!

    Sou católica praticante, participo a mais de 12 anos de movimentos jovens da Igreja, tenho uma família estruturada, trabalho, estudo e no entanto, também tenho próteses de silicone. Nem por isso eu deixo de acreditar no que realmente é importante para minha vida. Provavelmente eu valorizo as mesmas coisas que o autor deste texto, porém nada na minha conduta muda porque eu já fiz uma cirurgia plástica com fins estéticos.
    Hoje em dia eu concordo que as plásticas se massificaram, porém é inadmissível ler este texto e me manter calada. Ok, concordo que existem pessoas que vivem somente em função da beleza, mas por favor, não generalizem esta ideia. Não é porque a pessoa tem silicone, modificou uma parte do corpo ou lipou algo que eu ela muda completamente. Acredito que vocês precisem ampliar um pouco os horizontes e não utilizar apenas estes estereótipos quando pensarem em cirurgias plásticas. Pensem também em pessoas reais, que convivem diariamente com vocês e que também já podem ter passado por um procedimento estético.
    Em relação às questões que vocês levantaram no texto, posso complementar que…
    1) Riscos: Riscos sempre haverão em cirurgias. Assim como sempre haverão na vida. Se pararmos para pensar, até mesmo andar de carro é um risco a nosso corpo e vida.
    2) A responsabilidade financeira e familiar: Quem enfrenta uma cirurgia sempre sabe o quanto pode custar esta atividade. Esta despesa é como qualquer outra. Exemplo: quando se planeja uma viagem sempre se pode gastar mais do que o esperado. Obs: próteses hoje em dia não precisam mais ser trocadas se o corpo não recusá-las com o passar do tempo.
    3) A real beleza: a beleza de verdade está dentro de cada um de nós. Porém, modificar algo no corpo com que não se está satisfeito só pode fazer bem com sua percepção de si mesmo.
    Enfim…
    Desculpem se fui tão agressiva nos comentários, mas acho que vocês foram longe demais no pensamento preconceituoso deste texto…

    Abraços.

    • Fernanda,
      Obrigada pelo comentário sincero, porque nos ajuda a explicar melhor as coisas.
      Em nenhum momento dissemos que quem coloca próteses silicone – ou faz qualquer outra cirurgia plástica – com fins estritamente estéticos está necessariamente agindo mal. Não posso dizer nada sobre o seu caso, porque não a conheço e não sei dos seus motivos. Veja o que dissemos:

      “Não há nenhum documento do Sagrado Magistério determinando se o católico pode ou não realizar uma cirurgia estética. A Igreja nos dá os critérios para que cada um de nós julgue com liberdade, caso a caso.”

      “Com esse post, queremos ajudar todos a refletir. Não vamos dar respostas categóricas. Nesse caso, cada um sabe a sua história, os seus motivos e, diante de Deus, deverá dar a resposta a si mesmo.”

      “A cirurgia plástica com fins estéticos não é pecaminosa em si, especialmente quando corrige um ‘defeito’ estético que causa reais constrangimentos à pessoa. Entretanto, a cirurgia plástica é fonte de pecado quando a sua motivação é o culto ao corpo.”

      Se ler com calma, Fernanda, você notará que não citamos situações nem pessoas específicas. Só Deus, as pessoas que conhecem muito bem a sua história e você mesma é que podem julgar se você colocou silicone por motivos justos ou por culto ao corpo.

      Sobre as suas observações numeradas:

      1) Seu comentário sobre os riscos está corretíssimo. Só observo que o deslocamento no espaço (inclusive via automóvel) é uma necessidade do ser humano. Já a cirurgia plástica por estéticas, umas são realmente necessárias, outras são capricho. Então, creio que você não negará que essa reflexão é justa: “o sofrimento que o meu problema estético me traz justifica os riscos com essa cirurgia?”. Se a resposta for positiva, então a objeção está superada.

      Tenho uma amiga, por exemplo, cujo abdômen se distendeu após a segunda gravidez. O chato era que frequentemente alguém lhe perguntava se estava grávida, e ela se sentiu muito mal com isso, por vários anos. Então, fez uma cirurgia que aproximou os músculos e corrigiu o abdômen. Ela só queria se sentir normal de novo. Me parece razoável.

      2) Acho que você não entendeu esse ponto da responsabilidade financeira, Fernanda. O fato é que há muita gente sendo irresponsável com seus gastos, deixando seus desejos e prazeres dominarem sua vida, sem reflexão. Isso é falta de temperança. Assim, já vi mulheres de classe média baixa que poderiam aplicar o dinheiro da cirurgia plástica na educação dos filhos, mas preferem dar asas à sua vaidade. Ou outras, como essa da matéria que linkamos, que não tinha dinheiro para custear o tratamento do imprevisto: o bumbum infeccionou.

      E muita gente também não se dá conta de que há, sim, a grande possibilidade de que tenha que gastar uma quantia similar em dez anos, para substituir a prótese. Esse é um parecer da FDA, agência responsável nos Estados Unidos pelo controle dos alimentos e dos medicamentos. A matéria também está linkada.

      3) “Porém, modificar algo no corpo com que não se está satisfeito só pode fazer bem com sua percepção de si mesmo”. Concordo, Fernanda. Porém, essa modificação deve estar sempre permeada pela TEMPERANÇA. Este é o critério. A beleza exterior – e não só a interior – é importante, sim. O problema é dar a ela uma importância maior do que ela tem. Aí entra o pecado. Sem temperança, as pessoas começam a endeusar o corpo, desejando não simplesmente ter boa aparência, mas alcançar a perfeição física, conforme está dito no Catecismo.

      E, sem temperança, não há cirurgia que vá fazer a pessoa se sentir bem. Ela só vai mergulhar no mar ilusório da vaidade, e acabar como o Michael Jackson ou aquelas senhoras que a gente vê por aí, deformadas de tanta plástica. E também vemos jovens bonitas insatisfeitas com suas formais naturais, querendo malhar e se turbinar até ficarem mais parecidas com um traveco.

      Por fim, repito: eu não posso dizer nada sobre o seu caso. Você é que sabe se botou silicone por uma razão justa, ou pelo simples desejo de exibir peitões fartos, saltando de decotes provocantes, pra galera admirar. Só você e Deus sabem.

  • paula

    Menos Vivi!!
    Desculpa não conheço a Fernanda mas fiquei a fim de defender a garota!
    Não, a menina nao pôs silicone para “exibir peitoes fartos”.
    Infeliz comentário .

    • Paula, eu não disse que ela pôs silicone para exibir peitões fartos. Leia de novo.
      Eu disse TRÊS VEZES que só ela, as pessoas que a conhecem muito bem e Deus é que podem saber se ela colocou silicone por motivos justos ou não.

  • paula

    Sabe, eu já tinha reparado tua dificuldade com críticas a um tempo. Hoje transbordei , é porque venho acumulando isso. Excedi me também me perdoe. Mas uma voadora no baço com amor não dói não é verdade? Eu desejava que tu trabalhasses isso, acho que serias quase perfeita! Vou acompanhando o blog, ficando com o que é bom até que o Paulo Ricardo me expulse ! Kkk
    Mas uma vez me desculpe o excesso meu e continue o bom trabalho! Bj

  • Mariana

    Leio o blog com frequência e nunca deixei nenhum comentário, mas queria parabenizar “A Catequista” pela paciência. Sao tantas pessoas aqui que parecem que nao lêem o texto todo (ou o comentário), ou leem e nao sabem interpretar (eu culpo a educação básica no Brasil), e ainda criticam o blog ou os autores por coisas que nao foram ditas. De verdade, parabéns pela paciência em responder as pessoas sem apelar, porque eu sei que deve dar muita vontade.
    Continuem o bom trabalho.
    E sei que o foco acaba sendo responder os comentários de quem critica, para consertar algum erro de interpretação, mas de vez em quando tirem um tempo pra responder quem os elogia, assim vocês estimulam as pessoas que mantêm o nivel da discussão elevado.
    Abraços

  • Amanda

    Boa matéria, bem atual. vaidade é importante, mas em excesso é um tremendo problema. é preciso se aceitar mais, como quando não haviam tantos recursos e plásticas. Ou acaso antigamente as mulheres ditas feias não sobreviveriam… rsrs… brincadeiras à parte,parabéns pelo post

  • Renata

    Suas matérias são realmente muito boas, não canso de aprender mais e mais com elas, que realmente ajudam-me a formar grande parte de minhas ideias! Imagino o quão difícil é para essa equipe lidar inúmeras vezes com comentários agressivos, porém, peço que Deus vos dê força para perseverar nessa missão, pois podem ter certeza, de que fazem um trabalho maravilhoso e inspirador.
    Muito obrigada! Deus vos abençoe.

  • Ruan

    Ótima matéria!
    Bom ressaltar também no culto ao corpo que não é necessário cirurgia. Creio que vocês já tem uma publicação sobre isso aqui (a que fala do modo de se vestir ao frequentar a Santa Missa!).
    Enfim continuem com o serviço a Deus e ajudando a catequistas como eu à poder também propagar a fé nas redes sociais.
    Paz e Bem!

  • Ana

    Bom, eu vou fazer uma cirurgia de Rinoplastia e como a Fernanda, não vou mudar em nada o meu jeito de ser por causa da cirurgia, é igual esse tempo quaresmal em que o Pe. de minha paróquia disse: deve-se ter mais cuidado com o que sai da boca, do que com o que entra. É a mesma coisa da cirurgia, tem várias pessoas que fazem cirurgia, e são pessoas do bem, pessoas direitas, e tem gente na Igreja que vai todo dia na Missa, reza o terço, mas depois dana a falar da vida dos outros. Acho que mais perigoso do que a cirurgia que se vá fazer, o importante é cuidar do coração, porque ele é fonte de salvação. Abraço.

  • Lu

    Concordo com a Ana, porque tem gente que vive na Igreja, faz promessa, reza o terço td dia, mas na hra que sai da Igreja, só fica falando da vida alheia, fazendo críticas as pessoas, fazendo fofoca. Eu entendi o post eu li o que vc escreveu mas concordo com a Ana, porque não adianta nd ir na Igreja e não mudar o que ta no coração. Plástica não fala quem é vc, muito menos Igreja.. Igreja também não salva (ela tem o que precisamos para nossa salvação), mas se o coração só tem maldade e não converte de nada vai adiantar viver na Igreja, né? Claro que tem pessoas que fazem cirurgia e mudam o jeito de ser, mas da mesma forma pessoas que ”vivem” dentro da Igreja, que não mudam o jeito de ser, e aí? Então quer fazer cirurgia, ore a Deus para que dê certo, ta aí o segredo, porque nos que deram errado, ás vezes foi porque nem pediram a benção de Deus, o errado não é a cirurgia, o errado é ir sem convidar Jesus, porque se ele ta lá, não tem como dar errado. Mas parabéns pelo post, vc é bem inteligente.

  • Eduarda Kahl

    Muito obrigada por sua contribuição… Excelente artigo!

  • Fran

    Será que fazer escova progressiva seria um pecado? (tenho sonho de ter cabelo liso desde criança…).

    • Júlia

      Fran…
      Já ouvi amigos evangélicos (a até católicos) dizendo que é pecado fazer cirurgia (a não ser que seja exclusivamente terapêutica), pintar o cabelo, alisar, fazer chapinha, usar maquiagem, etc porque isso é fonte de “inveja”. Disseram, por exemplo, que se eu pinto meu cabelo de preto, isso seria “inveja” das pessoas que têm cabelo preto. Se eu uso lente azul, seria “inveja” das pessoas que têm olhos azuis. E eu estaria contrariando a Deus porque “ele não me fez assim”.
      Caraca, quanta controvérsia dentro da Igreja! Já não estou entendendo mais nada D:
      Afinal, qual o limite entre cuidar da aparência e o culto ao corpo?

  • Carol

    Olha.. só acho o seguinte.. ninguém paga as contas de ninguém, e se a pessoa usou o dinheiro da educação dos filhos, ela vai responder por isso, tenho silicone sim, fiz abnominoplastia sim, coloquei gordura no bumbum sim, lipei minhas costas e coxas, minha mãe e eu que somos muito devotas e escutamos muito o Senhor, fizemos plástica, totalmente estéticas, para nossa simples felicidade, e não vejo mau nenhum nisso, o Senhor conhece os corações (inclusive das pessoas que buscam a perfeição) e somente ele saberá julgar elas, não vc e nem ninguém, não é pq talvez fosse uma regra da Igreja (sei que não é) que seja a vontade de Deus, então façamos o seguinte, não julgue, à ninguém, pq se alguém quer ou não fazer cirurgia plástica pelo motivo que for, isso é tão somente problema dela! E ninguém tem nada a ver com isso!

    • Olha… só acho o seguinte… há pessoas que dão piti e se dizem julgadas quando propomos uma REFLEXÃO acerca de um tema que, por acaso, lhes atinge. Por favor, Carol, você poderia apontar, especificamente, em qual parte do nosso texto julgamos algum irmão? Em algum momento sugerimos (ainda que levemente) que pessoas que fazem cirurgia plástica por razões estéticas não são devotas a Cristo? Hein?

      Creio que você está CONFUNDINDO PROPOSTA DE REFLEXÃO COM JULGAMENTO. E você está nos julgando!!!!

      E se as cirurgias plásticas que você vez são problema só seu, se não temos nada a ver com isso – e não temos mesmo – porque raios você veio aqui listá-las? Eu hein…

    • Daniel

      Pare de julgar o blog por julgar então. Se ninguém tem nada a ver com a vida de ninguém, então você não tem nada a ver com a vida de quem escreve esse blog. Vai arranjar uma trouxa de roupa suja pra lavar.

  • Chester Winner

    Ótimo post, reflexão muito rica. Parabéns pela sua doação em evangelizar nos assuntos mais diversos. Deus abençoe.

  • Kate

    Parabenizo pelo post. Excelente assunto e muito atual.
    Compreendo as críticas, mas acredito que são desnecessárias. Ficou muito claro que ninguém está sendo julgado aqui. É apenas uma reflexão.
    Joguei no google uma dúvida (como sempre rs) e esse foi o post que mais me ajudou. Nunca encontrei nada específico ao tema (pq não há) e sempre quis uma orientação clara da igreja. Pronto. Agora sim, tirei minhas dúvidas!
    Obrigada.

  • Ale

    Olá, vou dar um exemplo, mesmo pq cheguei até este artigo para eu decidir sobre uma cirurgia plástica da qual tenho vontade. Uma das coisas que pensei é que existem mulheres ( que eu conheço) que nunca fizeram uma plástica. Porém já destruíram famílias. Já outras, que têm silicone, nunca tiraram o marido de ninguém e são leais com seus companheiros. Gostei do princípio da temperança. Isto vai de cada um. Se for algo feito pra si e não por luxúria, creio que seja válido. Algo que faça a pessoa ter auto estima, se amar.

    • Vou fazer uma outra proposta, ao invés de uma mulher fazer cirurgia plástica, que custa uma boa grana apenas para dar uma arrumada na aparência, ou um homem gasta tempo e uma grana na academia para ficar igual o Schwarzenegger, pegar este dinheiro e doar para alguma entidade católica? Hospital mantido pela Igreja, orfanato, órgãos de ajuda como a Cáritas, a AIS, ou para a própria diocese ao qual pertence? Já pensou? Quanta gente não iria ajudar? Quem sabe, fazendo e pondo este sacrifício nas mãos de Nossa Senhora dizendo: Mãe, eu queria tanto isto, mas doei este valor para a Igreja de Teu Filho, ponho este meu pequenino sacrifício em tuas mãos, pois saberás como usar isto em favor da salvação da alma de alguém. Já pensou, alguém sendo salvo, indo para o Céu porque você preferiu a salvação dele do que sua aparência física e seu ego massageado?
      Não estou falando de maquiagem, arrumar o cabelo, pôr uma roupa descente, afinal, vestir-se com modéstia, pudor e elegância não é nada de extravagante.

  • Vane

    Sou evangelica… achei mto interessante a materia..parabens!!

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