Te peguei no flagra comendo doce de Cosme e Damião!

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Todos os anos, no dia 27 de setembro, em diversas regiões do Brasil há uma farta distribuição de um saquinho quase irresistível, recheado com doces de Cosme e Damião. Quem nunca comeu não foi criança, ou então é daqueles protestantes que veem capeta, capeta everywhere. Mas quem é católico não precisa ter grilo com essas coisas!

Alguém aí já viu alguém “recebendo santo” ou entoando hits da Clara Nunes após comer uma maria-mole do saquinho de Cosme e Damião? Eu, nunca.

É bem verdade que a tradição de distribuir docinhos em homenagem aos santos nada tem a ver com o catolicismo, sendo originada na Umbanda. Nessa religião, pelo sincretismo, São Cosme e São Damião formam um trio com Doum: são entidades infantis. Daí a distribuição de guloseimas, para agradar os pequenos. Já no catolicismo, Doum não existe, e São Cosme e Damião nada tinham de crianças: eram irmãos gêmeos, médicos e mártires.

“Deurrrrmilive de comer os doces desses ídolos!”, alguns dizem. Porém, São Paulo desmistifica isso em uma de suas cartas (I Coríntios 8). Naquela comunidade, os cristãos estavam confusos: seria pecado ou não comer carnes que foram sacrificadas em altares de deuses pagãos? A situação era complicada, pois boa parte da carne vendida nos mercados havia sido antes ofertada aos ídolos, assim como a refeição oferecida na casa de um amigo pagão.

São Paulo respondeu que comer essas carnes não fazia nem bem nem mal. Tanto fez quanto tanto faz, pois os ídolos não são NADA! O mesmo pode-se dizer dos doces de Cosme e Damião: não trazem em si nenhum bem nem mal; não há neles nenhuma “mágica” benéfica ou maldição. Portanto, tanto faz comê-los ou não!

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Mas São Paulo bem sabia que nem todos os cristãos tinham o mesmo nível de conhecimento. Por isso, pediu que os cristãos mais esclarecidos evitassem comer carnes ofertadas aos ídolos, para não dar a impressão aos menos esclarecidos de que estavam praticando idolatria (o que de fato não estavam). Entendam: a carne em si nada tinha de mal, o mal estava na cabeça dos outros!

Esse conselho não se aplica aos doces de Cosme e Damião, pois quem os come, em 99% das vezes, nem mesmo pensa em religiosidade. Igualmente, um menino que brinca com um boneco do Thor não está idolatrando uma divindade viking. Outro dado relevante: boa parte das pessoas que dão doces de Cosme e Damião não têm o menor contato com religiões afro! Isso já é parte da cultura brasileira, independente de religião.

Assim, quem come doce de Cosme e Damião com a consciência de que são só doces, e ídolos não existem, não peca. Mas o católico que come esses doces pensando que neles há algum tipo de “magia”, esse peca.

Outro exemplo: quem veste branco nas comemorações do Ano-Novo pensando que isso vai lhe trazer coisas boas, esse peca. Mas quem veste branco pra entrar no clima da festa, pra seguir a tradição, esse não peca. Nesse caso específico, o pecado não está nas coisas nem no ato, mas na consciência com que fazemos as coisas!

O mesmo não se pode aplicar ao ato de jogar flores para Iemanjá: é um ato explícito de homenagem. Ainda que a pessoa não creia no orixá, está sinalizando a todos à sua volta que crê, afinal, ninguém joga flores ao nada – joga para “alguém”. Nesse caso, a tradição cultural não exclui o pecado de idolatria.

Talvez um ato de prudência – que vai da decisão de cada um – seja orientar as crianças a não aceitarem receber esses doces de pessoas estranhas. Mas essa é uma orientação genérica que vale para qualquer alimento, em qualquer época do ano. Se receber doces de pessoas não-católicas, simplesmente faça o sinal da cruz sobre eles, para evitar qualquer contaminação espiritual, e fique em paz.

Agora, misinfi, deem licença, que eu vou comer mais um doce do meu saquinho…

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“Ouvi e compreendei. Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele. Eis o que mancha o homem.” (Mateus 15,11)

“Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem.” (Marcos 7,15)

Este post foi originalmente publicado no dia 28/09/2013.

157 comments to Te peguei no flagra comendo doce de Cosme e Damião!

  • Robson

    Eu entendo que essa é uma festa pagã/religiosa e ñ têm nada de cultural a ñ ser o costume originalmente umbandista e portanto ñ me recordo de nenhum padre incentivar a participação e a comer tais doces. S. Paulo também afirma em 1 Corintios 10:19-23; Que quero afirmar com isto? Que a carne sacrificada ao ídolo são alguma coisa? Não! As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios……….

  • Paulo Thadeu

    Amigos, muito interessante o texto sobre os doces de São Cosme e São Damião, mas, a tradição de distribuir doces às crianças no dia deles não vem da umbanda. Distribuir doces era tradição dos católicos portugueses devotos desses santos, que diziam que os santos médicos fazam isso para agradar as crianças a quem eles curavam. Se a tradição estiver correta, quem começou com esse costume foram os próprios santos e não os umbandistas. Acontece que no Brasil, as pessoas de religiões de matriz africada não conheciam a história dos santos e ao ver os portugueses entregando doces às crianças, associavam os nossos santos irmãos a entidades infantis veneradas por eles. Daí o surgimento do sincretismo religioso, onde eles são confundidos com os Ibejis do candomblé ou da umbanda.
    Outra coisa é que essa não é uma tradição esclusiva dos santos Cosme e Damião. Aqui na Europa é costume em alguns países fazer a mesmo coisa no dia de São Nicolau (6 de dezembro), no dia dos Santos Reis (6 de janeiro), entre outros.

    • Wellington Gama

      Caro Paulo Thadeu ou Administrador do “O Catequista”. Vocês tem:

      -Uma fonte bibliográfica;
      -Romance ou;
      -Qualquer fonte literária.

      Que cite uma passagem ou que embase essa tese da tradição portuguesa?

      Sou católico, devoto de Cosme Damião e gostaria muito de ter o conhecimento da real origem dessa tradição, se matriz africana, Européia ou se os próprios santos em algum momento praticou essas doações. Infelizmente a internet bombardeiam essas três teses, mas nenhuma com fonte comprovada.

      Agradeço a atenção de vocês.

  • Érika L J

    Acho interessante e visão de alguns que “descem o ferro” nos santinhos e nos saquinhos, dizem que não é coisa linda de Deus, trazendo, inclusive, passagens bíblicas para justificarem que esta não é tradição, mas sim, pacto com o Pé Virado. Mas, estas mesmas pessoas, que coisa!, participam de festas de halloween. Por acaso sabem o significado por trás desta “festinha inocente de dia das bruxas”? E nem me venham dizer que não é nada demais, que bruxas não existiram e que o povo era ignorante porque, se for falar de ignorância, dizer que doces é coisa do Demo, me parece, também, muito ignorante. Ah, em tempo: se as pessoas soubessem respeitar a religião alheia, não haveria sincretismo e, menos ainda, esta discriminação boba com algo que é sim cultural – ou será que é nossa cultura, ao invés de brincar dia de Cosme e Damião, ficar se vestindo de bruxa e morto vivo???

    • Vanessa

      A palavra Halloween vem do termo “all hollows eve”, que significa véspera de todos os santos, ou seja o halloween é comemorado no dia 31 de outubro, véspera do dia de todos os santos que é no dia 01 de novembro. E era uma festividade para afastar espíritos ruins que acreditava-se que iam aparecer na véspera desse dia. Dia das bruxas foi uma tradução mal feita pro português, já que não tem a ver com bruxaria. No caso tanto o Halloween quanto a distribuição de doces, apesar de não estarem na bíblia, tem sim origem em religiões cristãs.

  • Etel Monteiro

    Sou do Rio de Janeiro e as famílias tradicionais católicas também tem a “tradição” de dar doces nessa época. Minha família é católica e meus avós se casaram no dia de Cosme e Damião. Foram casados durante 57 anos (até o falecimento da minha avó) e desde o princípio sempre deram doces para as crianças pela tradição e em ação de graças pelo aniversário de casamento. Era uma festa. Hoje, 62 anos depois eu, minha mãe e meu avô ainda distribuimos doces às crianças e familiares. Nossos doces não tem nada a ver com santo, nem umbanda, nem nada. Pelo contrário, são uma comemoração do amor. Do amor a Deus, do amor dos meus avós, do nosso amor em família, do nosso amor a caridade, nosso amor aos Santinhos (que sofrem tanta perseguição coitados!). Como disse, é uma festa!

  • Marlon Aparecido Sapatini Gomes

    Parabéns pelo site, simplesmente ótimo e muito bem bolado.

    Bem, acredito que esse não seja o lugar certo, mas…

    Seria possível fazer um artigo a respeito daquela passagem de S. Lucas onde o Senhor diz: “comei e bebei do que eles tiverem” (10, 7)?

    Podemos negar alguma comida simplesmente por não gostar dela? Ou por estarmos de abstinência em relação a ela? Isso não seria falta de caridade?

    Como conciliar está “ordem” com o jejum e a abstinência?

    Desde já obrigado,

    IN CORDE IESU ET MARIAE SERMPER.

  • Ana Beatriz

    Achei muito divertido a sua publicação! mas ela está incompleta! existe sim a consagração de alimentos e de fato eles podem traz muitos malefícios espirituais! facto est que ninguem vai pro inferno por isso, mas as contaminações espirituais são realidades! vale muito a pena assistir os videos do Pe Duarte de Portugal, e do pe Gabrielle Amorth!!! grandes exorcistas e tem total autoridade para esclarecer muito bem isso!

  • Lucas

    nada a haver isso ai pegava e vou pegar esse ano e nem por isso vou pro inferno
    so Deus decide isso

  • Cassiane Santana

    Se não é prática católica, não deve existir e pronto. Não vivemos de tradição. Tradição por vezes, pode nos levar a pecar.
    Sou católica e sou contra a essas práticas que tem uma mistura umbandista. E se quiserem dizer que é preconceito, por tanto digam. Eu defendo aquilo que conheço.

  • Pedro

    Esse é o versículo que vocês ignoram, ficando apenas com São Paulo, ora, sabemos que usar um versículo e ignorar os outros é algo típico do protestantismo.

    Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:
    Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.
    Atos 15:28,29

    • Sidnei

      Bem, depois de quase um ano, ao ler este comentário e deparar com esta matéria da BBC, a minha opinião, é que estas sacerdotisas das religiões afros de Cuba, tem (o deveria ter, já que se trata de Cuba, país comunista e declaradamente ateu), a liberdade religiosa para exercerem seus cultos. Porém o que vejo na matéria, não é apena a luta por liberdade religiosa, o que vejo na matéria, é a ignorância religiosa de muitas pessoas, que confundem fé católica com religiões afros, o qual uma coisa não tem nada haver com a outra. Uma das entrevistadas disse que a fé católica e a religião afro são dois lados da mesma moeda, nem aqui nem na China, a fé entre as duas religiões são totalmente contrárias uma da outras, só um exemplo, nas religiões afro muitos fazem alguma oferenda ou sacrifícios de animais aos orixás, já na Igreja Católica não há sacrifício de animais algum, o único sacrifício que temos é do próprio Redentor que se torna presente nos altares na Santa Missa. Só este exemplo e muitos mais, já demonstram o qual a diferença gritante entre uma fé e outra, isto demonstra a ignorância religiosa de nosso povo, que não recebem a doutrina católica de forma adequada, muitos padres não falam em suas homilias a respeito das Verdade da Igreja, isto quando não apoiam o que muito dessas mulheres que estão na matéria falaram, pois muito são ligados a T.L. e são relativistas até os ossos, e em condições assim, aí não dá, aí enfraquece toda a catequese, pois estes padres ao invés de ajudar, atrapalham.

  • Renato

    Uma correção: ídolos EXISTEM SIM e estão bem vivos. O que se cultua na Umbanda são demônios disfarçados de santos. Deve-se deixar claro que estamos falando de católicos praticantes para católicos praticantes. Uma pessoa que não está na graça de Deus (católico de IBGE ou pagão) e come um alimento consagrado aos ídolos corre risco sério de contaminação espiritual. E vamos falar sério: quem são os católicos que se preocupam em estar em estado de graça hoje em dia? Queremos comparar a santidade dos primeiros cristãos com os católicos de IBGE de hoje? Muitos correm perigo sim, e deveriam evitar se contaminar. Casos de possessão e enfermidades que tem origem pelo demônio já aconteceram por causa da ingestão desses doces consagrados a demônios. Antes de falar sobre esse tema, deveriam se aprofundar mais no que os padres exorcistas dizem sobre esses assuntos. Precisamos claramente renunciar ao demônio que se esconde por trás dos ídolos, sabendo que eles se escondem sim lá. E andar revestidos da comunhão com Jesus Cristo. Se não, não estamos protegidos. Um estudo mais aprofundado do contexto em que São Paulo falou que podíamos comer esses alimentos é notar que enquanto Paulo começa e termina com questões de consciência e respeito para com os irmãos, o argumento principal deste trecho é outro. Ele claramente diz que devemos fugir da idolatria, e que as coisas sacrificadas aos ídolos são sacrificadas a demônios (1 Coríntios 10:14-20). Afirma claramente que a participação da mesa dos demônios é impossível para aqueles que tem comunhão com Cristo, pois não devemos nos associar aos demônios (1 Coríntios 10:20-22).

    • “O que se cultua na Umbanda são demônios disfarçados de santos.”
      Não, não são. Esse conceito de demonização genérica dos cultos afro, defendido por muitos padres da RCC, é equivocado e preconceituoso. O maior especialista DO MUNDO em Umbanda, convocado vários vezes pelo Vaticano para dar palestras sobre o tema, frei Boaventura, jamais afirmou algo similar a isso (Frei Boaventura também foi Perito na Comissão Teológica do Concílio Vaticano II).

      Tanto a Umbanda como no Candomblé não são unos, não há um padrão homogêneo de doutrina em todos os centros e terreiros. Assim, há diversas “linhas” – como no protestantismo, em que há diversas denominações. Entre essas diversas linhas, há aquelas em que se promove ritos demoníacos, de fato. Mas esse tipo de generalização que você e tantos padres desinformados fazem é completamente sem fundamento, só mostra ignorância. Recomendo Frei Boaventura na veia, só assim pra curar.

      “E vamos falar sério: quem são os católicos que se preocupam em estar em estado de graça hoje em dia?”
      Nesse caso, te garanto: a menor das preocupações dessa pessoa deve ser doces ou outras comidas ofertadas a ídolos. O mal atinge tal criatura negligente de todos os lados, ainda que ela não tenha contato com nenhum objeto ou alimento espiritualmente contaminado. Isso sem falar o risco de morrer repentinamente e dar com as caras lá no inferno.

      Ademais, reforço: o fato de um doce ter vindo da mão de um umbandista, que o distribui em homenagem aos ibejis, não significa que ele seja fonte de contaminação espiritual. Quase toda religião, por mais confusa que seja, tem algo a ser valorizado, tem algo que, ainda que deficitariamente, aproxima os homens da bondade de Deus. No caso dos cultos afro, o culto aos ibejis é um culto que valoriza a pureza infantil, à castidade, à inocência, à doçura, à caridade. Nada tem de demoníaco.

      • Louis

        Sra. Catequista, me permita dizer, que 80% dos casos de possessão é devido a macumba ou magia ou… feito na comida e oferecida a pessoa alvo. Claro está que o demônio possui a pessoa devido a falta do estado de graça ou em raríssimas vezes por Providência Divina a fim de mortificar a alma. Já vi muitos exorcismos e posso lhe dizer com toda segurança. Muito cuidado com comidas oferecidas a “divindades”. Isso é muito sério.

        • Louis, não conheço tais dados (80% dos casos), mas acho plausível. De qualquer forma, a contaminação espiritual via alimentos se dá, na maior parte das vezes, quando a pessoa ingere alimentos que nem imagina terem sido amaldiçoados. Muitas pessoas são contaminadas espiritualmente por alimentos preparados e enfeitiçados por pessoas de sua própria casa, ou de sua convivência cotidiana. Isso não negamos em momento algum.

          No caso dos doces de Cosme e Damião, o que estamos esclarecendo é que não se deve demonizar a procedência desses doces, ainda que tenham sido distribuídos por seguidores de Umbanda. Não é porque veio da Umbanda que é necessariamente coisa do capeta.

          • Louis

            “Os rituais da Umbanda visam evocar o orixá ancestral e toda sua hierarquia composta por Orixás menores, Guias e Protetores.
            Oferendas são a prática de dispor comida ritual e objetos específicos nos templos ou locais ao ar livre, em dias e para fins especiais. As oferendas são agradecimentos aos Guias e Orixás.” (Ramanush)
            Procedência bem duvidosa dos doces…! Esses confeitos fazem parte das oferendas ou seja…
            Não poucas vezes, o Sacerdote ao perguntar o nome do demônio que possui a pessoa, ele se apresenta com nomes dos orixás como por exemplo o “exu”.
            Coincidência!? Os mesmos nomes? E são cerca de 600. Curioso, não? Recomendo ler alguns exorcismos do Padre Amorth e Padre José Fortea, acho que muitas coisas ficarão claras.
            Enfim, fica a dica…

  • Osvaldo José Gomes

    Parabéns! Mais uma vez uma publicação que orienta e equilibra conhecimento com fé.
    Ou temos uma fé equilibrada ou somos fanáticos.
    Vou compartilhar muito a publicação.
    Deus os abençoe!.

  • Kauan

    Será que teria como publicar uma explicação da missa parte por parte da forma que só vcs sabem falar??? Obrigado

  • Rafael

    Boa tarde!!!

    Sei que minha dúvida não faz parte desse post, mas se puderem me responder. Há um tempo a tenho. É quanto a declaração DIGNITATIS HUMANAE

    Tenho uma dúvida. A liberdade religiosa, que tem sua base em documentos na Igreja, principalmente no CVII, ela defender que o ser humano, na sua dignidade humana, não deve ser imposto ou obrigado a seguir tal religião ou defende que o ser humanos tem o direito de escolher tal religião seja ele qual for ?

    Enfim. Esse documento defende que o ser humano ão pode ser forçado a nenhuma fé ou que ele tem direito de escolher a fé que ele deseja ou as duas coisas ?

    Pois vejo muitos pensarem assim: “Essa religião deveria ser proibida…” “Essa pratica devia ser proibida” “Não se pode permitir que tias religiões incompatíveis com o cristianismo sejam criadas na sociedade” Enfim. Esse tipo de pensamento está certo u incoerente com a fé católica ?

    MAis uma vez, obrigado.

    com.br/archives/11439/comment-page-1#comment-471139

    • Matheus França

      Caro Rafael, nunca vi tais tipos de declaração, principalmente não por parte de líderes católicos. Quem as pratica tem total liberdade para fazê-las, ainda que equivocadas e falsas.

      Porém, a liberdade religiosa tem sim suas limitações. Uma religião que tenha em seus ritos, por exemplo, sacrifícios humanos, obviamente deve ser proibida. Não por ser incompatível com a Fé Católica, mas por que tal prática (homicídio) não deve ser aceita em contexto algum, nem mesmo no contexto religioso, ainda que seja assegurada a liberdade.

    • Augusto Paiva

      07 – A Resposta Católica: Todas as religiões são igualmente boas?: https://www.youtube.com/watch?v=1mLZAU6NVsg.

  • Jairo

    Gente! Acho que é hora de separar as coisas. em relação a esses doces eu não tenho nada contra, mas esse negoço de carruru de 7 meninos não é de igreja católica apostólica romana a qual eu faço parte. Não descrimino que gosta e participa do candomblé ou de qualquer outra religião de matriz africana, só não me sirvo das praticas deles, pois a biblia é clara sobre essas coisas. sou da RCC.

  • Addrian

    Parabéns pela matéria!
    Sempre comentava isso com meus amigos: se um individuo é cristão, mas teme “macumbas”, chuta as oferendas em esquinas e etc, o faz por crer que aquilo ira trazer maleficios. E se crê que traz maleficios, não confia em Deus e dá crédito (ainda que seja o do temor) á práticas supersticiosas. Exelente matéria, continuem o trabalho para maior glória de Deus!
    AMDG

  • Mirian Jorge

    Eu sou a única católica da família… Minha família toda é da umbanda e de fato, sempre achei muito triste não poder comer os doces que vi meu familiares comprar e distribuir.

    Uma dúvida: concordo e entendo que os ibejis não são exus e sei da sua mensagem benéfica de paz. Sei que o Senhor manifesta sua bondade do jeito que Ele quiser e que as bênçãos não são exclusivas dos cristãos (embora vivemos em comunhão com a Santa Igreja).

    Pergunta: se os ibejis são entidades, não fazem parte do rito/devoções católicas e não são demônios… O que eles são?

    Cansei de brincar com essas entidades quando criança e sinceramente não vejo prejuízos espirituais, exceto certa confusão de doutrina, quando me converti ao catolicismo.

    Obs: obrigada pelo post! Sempre comi os doces e tinha uma dúvida enorme se era certo ou errado. Principalmente pq vi os rituais de oferta e consagração muitas vezes… Mas era sempre um grande clima de festa!

    Fico triste em saber que católicos pensam que somente nós podemos fazer atos de caridade. Que bom que pelo menos uma vez no ano, pessoas (ainda que de outra religião) pensem no próximo com atos concretos. Sem saber, fazem um grande ato de misericórdia!

    • Matheus França

      Creio que, conforme o que foi dito no artigo, os tais ibejis não existem, não passam de ídolos. Destaco o trecho: “pois os ídolos não são NADA!”.

    • Mirian, o que você não deve jamais é participar junto com sua família da organização dos saquinhos de doces e de sua distribuição. Isso seria um pecado grave de idolatria, já que sua família faz esse ato em homenagem a entidades não-católicas.

      Quanto aos ibeji, na doutrina umbandista, tratam-se de orixás gêmeos, e não incorporam nem falam (tal doutrina não é unânime em todos os centros, pois a mitologia umbandista é extremamente dispersa, contraditória e confusa). Então, quando você diz que brincou com essas entidades, na verdade, você brincou com as entidades (segundo a Umbanda, espíritos de pessoas que morreram) que são ligadas ao grupo de trabalho (falange) dos ibeji.

      Tendo deixando claro esse conceito da Umbanda, vamos ao catolicismo. O que a Igreja afirma que os ibeji e as entidades-mirins ligadas a eles são? Bem, a Igreja não afirma nada. A Igreja se limita a comunicar aquilo que as Escrituras, o Cristo e os Apóstolos lhe revelaram: é pecado grave evocar e buscar comunicação com os mortos. Sendo assim, um católico jamais deve interagir com médiuns incorporados (ou supostamente incorporados) por espíritos, sejam eles espíritos de qualquer tipo – infantis ou não.

  • Tiago

    Olha, me preocupo mto com isso. Pois, com relação aos ídolos tbm concordo. Mas hj em dia temos que ficar de olho na macumba, trabalhos, feitiçarias e etc. Estou lendo livre de cura e libertação e sobre demonologia, anticristo. E todos comentam casos de opressão e pocessao ocorridas através de alimentos consagrados. Principalmente o principal padre exorcista do Vaticano, Pe. Gabriele Amorth.acho q neste caso. Com relação a palavra, falta um pouco de discernimento espiritual e teológico.

  • Matheus França

    Então partiu entrar no mar pra virar os barquinhos de oferenda a Iemanjá no Ano Novo atrás de grana? Hahahaha

  • Carlos

    Gostaria de saber dicas sobre o vestibular de História e Geografia da UERJ com o Paulo Ricardo e Viviane.

  • Sandro

    Nunca tinha ouvido falar desses doces de Cosme e Damião…
    Mas é sempre bom tomar conhecimento dessas questões sobre os riscos que envolvem o paganismo.

  • Alessandro Ferreira

    Parabens pelo otimo texto, mas mesmo assim ficamos pasmos com a ignorancia do que se diz cristão e usa a biblia como argumento para demonizar a religiao alheia. Lembramos que o Brasil é um país laico e sendo assim mais importante que a biblia..é o Codigo Penal e a Constituição do Brasil. Cuidem bem da lingua de vcs pseudo cristãos. Parabens a catequista!!

  • Floriano

    Não se esquecendo que a Igreja comemora no dia 26, hoje dia 27 é o dia de São Vicente de Paulo (lembra dos Vicentinos?) Então também não está tão fora de contexto um católico dar doces as crianças e seus responsáveis neste dia, pois São Vicente fazia o mesmo pelas crianças pobres na França do séc XVII.

  • Os alimentos oferecidos aos deuses pagãos não eram, na verdade, oferecidos a deus algum, pois os deuses pagãos não existem. Por isso São Paulo disse que “Quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no Céu quer na Terra, todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para Quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo Qual são todas as coisas, e nós por Ele.” (1Cor 8, 4-6). Porém, os alimentos oferecidos a entidades espirituais não estão sendo oferecidos ao nada, por isso, estamos tratando de realidades espirituais desconhecidas e não de deuses, a passagem de São Paulo não se aplica à questão dos alimentos consagrados a “entidades” pagãs. Assim, o cristão que come alimentos consagrados a Cosme e Damião segundo o sincretismo pagão, desconhecendo sua conotação umbandista, age inocentemente. Contudo, o cristão que tem conhecimento do contexto espiritual em que são distribuídos tais alimentos e ainda assim os aceita e come, age mal, não somente incentivando uma festa pagã, como também tomando parte nela.

  • Luiz Antônio Pereira

    Acho que São Paulo adverte contra o escândalo do próximo ao julgar improcedente tal ato nos “escolhidos”, seja por ignorância ou hipocrisia, não importa… e isso é sério demais para dizer “tudo bem, comam à vontade”!

    • Sério demais? Jura? Então tá…
      No caso da passagem escrita por São Paulo, ele fala de carnes que foram efetivamente oferecidas a ídolos. Já os doces de São Cosme e São Damião nem sempre são distribuídos por pessoas ligadas a cultos pagãos – e é essa ponderação que fazemos.

      Como já dissemos, a distribuição de doces de Cosme e Damião já se desvinculou em grande parte da sua origem – o culto a entidades pagãs – sendo feito por pessoas que nada têm de umbandistas. Muitas pessoas, católicas devotas de todo coração (e que jamais se envolveram com cultos afro) fazem promessas a São Cosme e Damião, e como agradecimento pelas graças recebidas, distribuem esses doces em nome dos santos católicos. Esse costume já foi absorvido e santificado por muitos católicos, e já um traço da nossa cultura (isso já aconteceu tantas outras vezes na história, a cristianização de hábitos pagãos). Ainda há mesmo quem se escandalize com isso? Ok… Enquanto gastamos nossa mufa com isso, com as bênção da ONU, crianças de quatro anos são incentivadas na escola à prática da masturbação e a “descobrir o corpo do outro”.

      • Luiz Antônio Pereira

        Não fui grosseiro, nem leviano, muito menos sarcástico ou irônico, só quis entender as coisas. Aqui em SC nunca ouvi tal polêmica com esses doces. Não entendo o fuzuê que mereça essa matéria. Mas já que mereceu, não é mais sensato acolher a palavra de São Paulo nessa mesma passagem escolhida na matéria? “Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize”. Não é melhor evitar comer esses doces onde há esse escãndalo alardeado pela matéria do que dizer “Agora, misinfi, deem licença, que eu vou comer mais um doce do meu saquinho…”?

  • Isabelle Goudard

    Esse post foi o post mais sensato que li. Eu sou protestante, e concordo com 99% do que está escrito. Mas preciso discordar de que só protestante ve capeta everywhere. A vertente pentecostal é quem vê capeta por todo lado e li uns blogs de católicos carismáticos que estão na mesma linha. A questão do sinal da cruz também discordo mas isso é uma questão teológica complexa (deixa pra la) mas o texto em si está muito bem elaborado e explicativo. Parabéns!

  • Erismar

    Bom dia, sempre tive em meu coração que essa tradição não tinha origem católica. E nunca fui adepto de dar ou receber esses doces dia 27 de setembro. E agora depois desse post aprendi sobre o assunto. Portanto, o que me assustou foi na minha paróquia esse ano, em duas comunidades no final da missa, avisaram nos avisos para as crianças na saída pegar os doces de Cosme e Damião… juro que fiquei sem entender.

  • Aline

    O que eu penso é que tem muita gente que se acha o próprio Catecismo da Igreja, com todo o conhecimento do mundo para dizer: isso está ok, isso não está. Mas isso se chama soberba! Ainda mais quando a pessoa ironiza quem tenta apresentar outro lado da questão.

    Ai do homem que vai pela cabeça de outro homem, como ensina a Bíblia… Fulano falou, Beltrano disse, eu acho… Nada disso é doutrina oficial católica, logo, não tem o aval da Igreja enquanto guiada pelo Espírito Santo.

    Ah, mas o Bispo X ou o Padre Y eram especialistas e falaram que… Ora, bispo nem padre nenhum são A Igreja nem podem responder isoladamente por ela, muito menos aqueles que apenas se acham entendidos no assunto.

    A Igreja se pronunciou oficialmente a respeito? Acatem. Não se pronunciou? Isso não significa que esteja liberado, apenas que a Igreja não chegou a nenhuma conclusão definitiva a respeito. Portanto, eu é que não vou concluir por mim mesma e, muito menos, ensinar os outros a irem pela minha cabeça…

    O fato básico que deve nos guiar é o seguinte: tal tradição tem origem e significado cristão? Ou tem relação com outras crenças e entidades pagãs? Se for 100% cristão, OK. Se não, não fiquemos achando isso ou aquilo… O que não vem de Cristo não nos convém e ponto final.

    Quero comer doce? Vou no mercado e compro… Qual a dificuldade nisso? Ou por acaso não é igualmente idolatria colocar o desejo humano por algo de procedência duvidosa acima de Deus e do zelo que devemos ter para com aquilo que tanto custou a Cristo conseguir para nós: a libertação do mal…?

    A Igreja sempre ensinou que é nas pequenas pedras que muitos tropeçam e caem, não nas grandes, que todos podem ver…

    E, por falar em tradição, já dizia o velho ditado: Prudência e canja de galinha não faz mal a ninguém…

    • Luiz Antônio Pereira

      Aline, acho que você foi feliz em suas colocações.

      Também li algo por aqui que devemos observar o que de bom há em outras religiões e abraçá-las, pois de alguma forma nos falam de coisas caras aos cristãos, ou que o cristianismo “despaganizou” certos hábitos e isso seria o aval para qualquer um santificar aquilo que gosta, não sendo oriundo da cultura católica, mas de outras manifestações religiosas. Eu acho isso uma temeridade sem tamanho em aconselhar, afinal, o tempo e o aval da Igreja é que fez algo pagão ganhar aspectos e se revestir das virtudes cristãs e não um grupinho qualquer de repente dizer que tais coisas agora são santas e não tem problema algum.

      Creio eu que este seja um lugar de ensino, então que se ensine a coisa verdadeira. Os achismos pessoais guardo para mim, sim? Não há mal algum em debater algum tema que não esteja bem esclarecido. E mesmo em questão de doutrina, se aparece alguém contestando algo, não precisa alvejar de pedras o pobre coitado, com argumentos repletos de ironias e sarcasmos. Somos ou não cristãos? Posso estar errado, mas o sentimento que muitas vezes parece reinar é um ego exacerbado e não um zelo pela sã doutrina.

      Eu já divergi de algumas coisas, mas que respondido adequadamente, mudei de opinião, como uma vez onde o Padre Orlando, numa das minhas primeiras visitas aqui, me mostrou com caridade onde eu estava errado. Mas se divirjo de algo que mereça uma patada, eu até posso concordar, mas censura? Se eu estou questionando algo, quero saber a verdade ou ao menos entender o pensamento alheio. A censura (moderar, para não dizer editar, para não dizer, excluir) aos comentários das pessoas é um ato miserável ao meu ver, pois fica a coisa por aquilo mesmo, o dito pelo não dito, ou quando pior, a pessoa que teve seu comentário deletado, se passa por bobo da corte sendo “calado” na resposta anterior de seu interlocutor.

      Eu não acho que isso aqui seja espaço para debates (desculpem se estou errado) ao modo de melhor argumentar para vencer duelos e de quebra se valer de subterfúgios para encerrar uma questão. Já dizia o velho filósofo que vencer debate não diz quem está com a verdade, apenas quem usou melhor, argumentos.

      Em vez de usar de sarcasmos e perder um irmão que se parece irredutível em seu erro, a caridade pode ganhar mais almas para Cristo. Agora claro, quando querem pintar uma bagunça, não há que se dar respeito algum. Este espaço poderia ser apenas de esclarecimentos… com caridade. Todos estamos a caminho.

  • Bia Del Negro

    Excelente explicação! Sempre comi quando criança, na dúvida fazia o Sinal da Cruz sobre o saquinho. Minha sogra distribui doces, é católica e faz apenas pela tradição e alegria da criançada.

    Minha mãe é catequista e sempre me ensinou estas palavras de São Paulo, que sigo até hoje.

    Parabéns!

  • Bom dia!!!
    Já li muita coisa a respeito deste tema e percebi que tanto enfatizam quanto banalizam.
    Vou relatar aqui, algo que aconteceu comigo e acredite se quiser, eu era recém convertida na época.
    Fui à casa de minha mãe, para pegar minha filha que estava passando uns dias com minha mãe, que é até hoje uma católica daquelas super carola e muito fiel.Me lembro que foi num dia após o tal cosme e damião.Minha mãe havia dado os tais doces inocentes, que muitos defendem.Minha filha tinha uns quatro anos.
    Ao chegarmos em casa ela se disse com sono e a colocamos em nossa cama para descansar um pouco, foi quando uns calafrios gélidos tomaram conta, tanto de mim quanto de meu marido e começamos sentir um mal estar,havia uma presença maligna em nossa casa.De repente nossa filha começou a gemer e o gemido ia ficando cada vez mais parecido com um rosnado, então começamos a orar por ela;acreditem ou não, ela dava saltos de uma altura absurda, de uma forma inacreditável, pois não havia onde se apoiar para subir tão alto.Ela se acalmou e voltou a dormir; mas pasmem , continuamos a sentir tais calafrios e o mesmo mal estar, então falei para meu marido para orarmos novamente, e assim que começamos a orar tanto os sons, quanto os saltos aumentaram mais ainda, até que ela abrandou e dormiu como um anjinho e aquilo tudo passou.
    Toda honra e toda glória seja ao nosso Deus que é O Único Digno de louvor. Sei que vão dizer, mas como algo assim entra numa criança? Entra sim, pois meu pai era de umbanda e me levava pra participar daqueles rituais, onde várias vezes eu era tomada por eles, ainda criança.Vamos parar com essa mania de banalizar tudo e achar que satanás está aí só à passeio.ele veio pra matar, roubar , destruir e roubar almas, principalmente aquelas que se convencem de que tudo é normal e tudo é nada.
    A paz!!!!

  • AH! Eu esqueci de dizer, que minha mãe havia dado os tais doces para minha filha comer.

  • É, eu não esqueci não!!! Muito cuidado com o que lhes é oferecido, orem sempre para que Deus quebre qualquer intento do inimigo de nossas almas, ao receberem algo de presente ou para comer!!!! A paz!!!

  • AMO CLARA NUNES NÃO ENTENDI O TROCADILHO NEM ACHO QUE ESTOU PECANDO AO CANTAR AS MUSICAS DELA.

  • SANTOS OLIVEIRA

    Amigão, acredito que você, deveria conhecer mais a palavra de Deus. Pois os dois médicos, acredito que fizeram bem quando na sua vida terrena. Olha eu sou leigo, mas entendo que os anjos caídos existem e usa a figura dos dois médicos para que as pessoas que não tem uma fé pautada na palavra de Deus, venham a se contamina com esses demônios. É tanta legalidade, que santanás é tido como lenda. Não deixe seus filhos se contaminarem com esses demônios, pois são eles que trazem comportamentos abominaveis a Deus!!!

  • Myrthes

    Queridos(as), a Paz de Jesus a todos. Li vários comentários e gostaria de dar a minha opinião tb. Reparei que há uma preocupação sobre a origem ou não cristã desta distribuição de doces no dia de São Vicente de Paulo (dia 27-set). Creio Q o melhor aqui seria refletirmos o Q essa festa representa HOJE, pois dependente da sua origem, sabemos Q hoje representa ou foi transformada em uma festa pagã, creio Q com até mais ênfase na cidade onde moro, no Rio de Janeiro. Não nos deixemos enganar! Sejamos católicos de verdade, sejamos mais zelosos com as coisas do Nosso Senhor e passemos isso para nossas crianças. Sabemos que tem muitas pessoas Q distribuem pq vão na onda, sem maldade, mas acabam, querendo ou não, estão participando de uma crença Q não é nossa. Mesmo Q a origem tenha sido cristã, não temos como afirmar isso, é necessário esclarecer Q HOJE É COMPROVADAMENTE SABIDO Q NÃO É UMA FESTA CATÓLICA e isso é o Q importa, pensemos no hoje! Infelizmente o sincretismo religioso torvou e leva muitos ao engano. Espero ter contribuído! E desejo Q Deus na Sua infinita misericórdia dê discernimento a todos, respeitando o tempo de cada um. Busquemos sempre a Verdade e essa está não somente na Sagrada Escritura mas também no Apostolado da Igreja Católica Apostólica Romana. Amém!

  • Deivesson

    Acho graça nisso tudo, ainda o povo se preocupa com esteriótipo e esquecem do seu íntimo. Que adianta não comer: carne de porco, doce de ídolos; guardar sábados, andar com seus livros santos embaixo do braço, etc e o coração está cheio de imundices!!??
    Tem muito que se evoluir mesmo!!

    • Diego, eu não sei quem escreveu esse artigo que você está indicando. Mas fica aí o link, para quem quiser ver outra opinião. Nós, no entanto, preferimos ficar com o parecer de Frei Boaventura, que estudou a fundo a Umbanda e o espiritismo no Brasil, e que além de ser um grande teólogo, era bispo.

  • Natália

    Eu ainda tenho muitas dúvidas quanto a Umbanda, orixás e tudo o mais, não consigo compreender.
    As vezes não dou bola, as vezes tenho medinho, meio confuso.
    As vezes tenho a impressão que as coisas dão “certo” quando alguém faz oferta, porque ela agradece às entidades. Enfim… Deve ter saído coisas ruins sim da minha boca.
    Então antes que saia mais, queria entender melhor.
    Vi em algum lugar que alguém do blog já foi umbandista.

    Abraços

    • Natália

      Deleta gente, achei um post de vocês rsrs

    • Oi, Natália! Eu nasci em família umbandista. Desde bem pequena frequentava terreiros. Até me converter ao catolicismo, aos 15 anos. Aos poucos, toda a minha família também se converteu, alguns para o catolicismo, outros para o protestantismo.

      A umbanda é um assunto bem complexo, e posso mesmo dizer que muitos umbandistas não compreendem bem a sua religião (não é muito diferente de muitos de nós católicos, não é mesmo? rs). Quem estudou a umbanda e fez um bom trabalho de campo foi o grande Frei Boaventura. Recomendo que você leia os livros dele, especialmente “A Umbanda no Brasil”. Ele não chega a exaurir o tema, na verdade fica faltando abordar muita coisa, mas já é um bom começo pro seu estudo.

  • Cristiano santos

    Desculpa, mas quem escreveu esse texto não sabe o que está falando. Nunca correu atrás de doce. Toda criança que corre atrás de doce, acaba indo parar dentro de um centro de macumba. Lá dentro tem contato com entidades, brinca e se submete as contaminações daquele lugar. Eu já fui parar por diversas vezes nesses lugares, e lá dentro vi manifestações não apenas de exus mirins, mas vi pomba gira, zé pilintra e outras demais manifestações. É preciso ter propriedade antes de sair por aí dizendo o que acha.

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