Papa Francisco e suas entrevistas: são tantas emoções!

Na última semana se multiplicaram as manchetes nas TVs e Jornais, repercutindo as declarações do Papa Francisco acerca da união homossexual, aborto e uso de contraceptivos. E olha nóis aqui de novo explicando qual foi a do telefone sem fio…

Estaria o Papa relativizando a doutrina católica? Não!!! Como um bom filho da Igreja, o Papa continua defendendo com vigor a Sã Doutrina.

  • Em discurso aos médicos católicos, no dia 20/09/2013, Francisco defendeu a vida das crianças não-nascidas.
  • Em 2010, bateu de frente com a presidente Cristina Kirshner por ser contra a adoção de crianças por duplas gays.
  • Em maio deste ano, Francisco criticou os casais católicos que optam por ter apenas um filho, em nome de uma vida mais confortável.

Como vemos, temos um Papa… CATÓLICO!

papa_ortodoxo

As primeiras páginas dos jornais estampavam: “Em entrevista, Pontífice diz que Igreja está obcecada com aborto, casamento homossexual e contracepção”.  Os católicos entraram em negação.  Diziam que ele não tinha dito isso e que tudo seria conspiração da mídia contra a Igreja etc. As coisas de sempre.  Desta vez, todos os lados estavam certos.  Ele disse isso mesmo, porém, tudo foi colocado fora do contexto, para parecer que o Papa estava desautorizando a nossa eterna luta contra a cultura de morte instalada na sociedade.  É óbvio que não era isso… muito pelo contrário!  Mas que o Papa deixou a bola quicando, deixou…

As matérias que vimos na mídia vieram de uma entrevista que Francisco concedeu a revista jesuíta “Civiltà Cattolica”, na qual fala de muitas coisas interessantes. Entre elas, o trecho a seguir:

Devemos anunciar o Evangelho em todos os caminhos, pregando a boa nova do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo o tipo de doença e de ferida. Em Buenos Aires recebia cartas de pessoas homossexuais, que são “feridos sociais”, porque me dizem que sentem como a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não quer fazer isto. Durante o voo de regresso do Rio de Janeiro disse que se uma pessoa homossexual é de boa vontade e está à procura de Deus, eu não sou ninguém para julgá-la. Dizendo isso, eu disse aquilo que diz o Catecismo. A religião tem o direito de exprimir a própria opinião para serviço das pessoas, mas Deus, na criação, tornou-nos livres: a ingerência espiritual na vida pessoal não é possível. Uma vez uma pessoa, de modo provocatório, perguntou-me se aprovava a homossexualidade. Eu, então, respondi-lhe com uma outra pergunta: “Diz-me: Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova a sua existência com afecto ou rejeita-a, condenando-a?” É necessário sempre considerar a pessoa. Aqui entramos no mistério do homem. Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir da sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais apropriada.

Esta é também a grandeza da confissão: o facto de avaliar caso a caso e de poder discernir qual é a melhor coisa a fazer por uma pessoa que procura Deus e a sua graça. O confessionário não é uma sala de tortura, mas lugar de misericórdia, no qual o Senhor nos estimula a fazer o melhor que pudermos. Penso também na situação de uma mulher que carregou consigo um matrimónio fracassado, no qual chegou a abortar. Depois esta mulher voltou a casar e agora está serena, com cinco filhos. O aborto pesa-lhe muito e está sinceramente arrependida. Gostaria de avançar na vida cristã. O que faz o confessor?

Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto. De resto, o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente.

Os ensinamentos, tanto dogmáticos como morais, não são todos equivalentes. Uma pastoral missionária não está obcecada pela transmissão desarticulada de uma multiplicidade de doutrinas a impor insistentemente. O anúncio de carácter missionário concentra-se no essencial, no necessário, que é também aquilo que mais apaixona e atrai, aquilo que faz arder o coração, como aos discípulos de Emaús. Devemos, pois, encontrar um novo equilíbrio; de outro modo, mesmo o edifício moral da Igreja corre o risco de cair como um castelo de cartas, de perder a frescura e o perfume do Evangelho. A proposta evangélica deve ser mais simples, profunda, irradiante. É desta proposta que vêm depois as consequências morais”.

Marquei as partes “bombásticas” em vermelho.  Este trecho pertence a uma seção da entrevista chamada “Igreja, hospital de campanha?”. Francisco fala sobre atuação pastoral, com foco na misericórdia e ajuda aos mais necessitados.  É uma reflexão belíssima sobre o valor do acolhimento e de como a confissão, se tratada com seriedade, com interesse pela pessoa, pode tocar e mudar mais do que a simples militância anti-aborto, anti-casamento homoafetivo etc.

O que o Papa quis dizer é que precisamos entender o que é o CENTRO DA MENSAGEM EVANGÉLICA: é crer que Jesus Cristo é Deus, que Ele vive, que nos ama e nos salva.

Mas se alguém não entende porque vale a pena aderir com todas as forças à grande História da Salvação, porque vai entender qualquer outra coisa? Aliás, fora do anúncio da Salvação, a doutrina vira um conjunto de regras sem razão de existir. Aí, como o próprio Papa diz, o “edifício moral da Igreja corre o risco de cair como um castelo de cartas”.

Sem querer tirar onda (mas já tirando), o que o Papa disse nessa entrevista nós já dissemos há meses aqui no blog, com outras palavras, em dois posts.

  • Em “Meus crismandos são todos ateus” nós falamos sobre a dinâmica mais adequada para a catequese: começa-se pelo Kerigma (que é como a Igreja chama o anúncio da Salvação), para só depois se discutir doutrina.
  • Em “Um santo triste é um triste santo” apresentamos um texto do Pe. Luigi Giussani que alerta justamente sobre o perigo de reduzir o cristianismo a um código de conduta moral.

A prova de que o Papa não relativizou em nada a moral católica é que ele condena os dois extremos: o confessor rígido demais e o confessor “laxista”, ou seja, aquele “lava as mãos dizendo simplesmente ‘isto não é pecado’ ou coisas semelhantes”.

Fiquem todos tranquilos.  Deus sabe muito bem o Papa que nos colocou neste momento, pra suceder o grandioso Bento XVI. Recomendo fortemente a leitura da íntegra da entrevista (veja aqui), que contém direcionamentos pastorais preciosíssimos, que precisamos realmente aprender a seguir.

Só um comentariozinho… aqui no pé do ouvido: Papa Francisco até agora tem sido fantástico, mas a imprensa está deitando e rolando com as frases dele.  Virou praticamente o rei da bola quicando. Qualquer espirro que sai da boca do Papa tem um peso enorme, e ele bem que poderia ser mais cauteloso e preciso em suas falas.

Não podia rolar um media training (treinamento para falar com a mídia)? A imprensa não é tão boazinha quanto acha o nosso Papitcho…

psicose

30 comments to Papa Francisco e suas entrevistas: são tantas emoções!

  • Daniel

    O Papa só nos deu um sábio conselho: Não se pode viver a moral católica sem antes entendermos a salvação, e conhecermos e experimentarmos o amor de Cristo.

    Muitos que professam a fé católica tentam em vão viver, mas não conseguem por não conhecerem o Senhor. Aí vira o que São Paulo chama de “o julgo da Lei”, onde a fé se reduz a mandamentos que, sem Cristo, não temos forças para viver.

    Mas sim, ele bem podia ser mais cuidadoso com as declarações. Vamos ver com o passar do tempo.

    PS: Pra quem ainda desconfia que o Papa quer mudar um fiozinho que seja de nossa preciosa doutrina:

    http://www.portalecclesia.com/2013/09/santa-se-excomunga-sacerdote.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=facebook

  • Eu discordo de vocês. Não acho que o papa esteja sendo imprudente ao falar. A manipulação da imprensa existe e sempre existirá. E não só com pessoas do meio religioso e católico – mas com personagens de todos os meios.
    Eu acredito que Francisco tenha um dom maravilhoso de falar abertamente e sem receios sobre temas que, enquanto Igreja, por preferirmos nos calar antes de nos posicionar, acabam ficando “nebulosos” no senso comum. E isso sim, deixa “a bola quicando” e muito, dando chance para os mais diversos tipos de interpretação.
    A entrevista para o Fantástico, por exemplo, penso que foi sensacional. Já assisti mais de uma vez. A tranquilidade e a clareza com que o papa tratou de temas “espinhudos” é espetacular.
    Não tentemos evitar o que é inevitável… somos responsáveis pelo que dizemos, não pela forma como seremos interpretados.
    Temos um papa certo, para o momento certo, escolhido e enviado por Deus. Assim como antes foram Bento XVI, João Paulo II e todos os outros.
    Viva a santidade da Igreja!

    • Oi Pe. Glauco! A questão sobre a comunicação do Papa é meramente uma opinião nossa, mas dentro da nossa experiência de comunicação COM A MÍDIA, sabemos da necessidade de tornar alguns pontos muito claros e inequívocos para imepedir a má utilização da informação.

      Exemplo, quando o Papa fala que é filho da Igreja, poderia ter acrescentado um “e eu concordo com a doutrina sem tirar nenhum milímetro” ou coisa parecida. Assim, o jornalista não teria espaço pra tentar reinterpretar o que ele falou. Também poderia tentar evitar palavras como “obcecada”. É muito forte e bota munição na arma da imprensa que quer deturpar as coisas.

      No mais, ele é excelente comunicador e muito carismático, mas tem que aparar algumas arestas e ser claro e inequívoco como Bento XVI normalmente era…

      • Bom…

        1) Ser filho da Igreja significa assumir o que ela prega. Ou não?
        2) Obcecada… é obcecada. A realidade é esta. Não é?

        Além disso, também algumas falas de Bento XVI foram mal interpretadas. Lembra do episódio da entrevista sobre os preservativos, durante o vôo de volta da visita pastoral à Angola.

        Penso (opinião minha) que a questão não é tanto a clareza. A meu tanto Bento XVI quando Francisco são claríssimos. Mas a leitura distorcida que se é feita, em boa parte das vezes de maneira intencional e ideológica.

        Abraços!

        • Concordo em gênero, número e grau, Pe. Glauco. Sobre os dois pontos, sim! O Senhor está certíssimo, assim como o Papa, rs. Como eu disse, nossa MERA OPINIÃO é de que com pouquíssimas alterações e sem tirar nada do que disse, o texto teria tido menos chance de ser distorcido. Embora, como o senhor mesmo falou, sempre vai ter alguma coisinha que vai servir de gancho para a perseguição que se faz à Igreja.

          Abs!!!!

          • Leilah

            Padre Glauco e catequista,

            Grata por vossas sensatas ponderações e permita-me participar um pouco do diálogo, dizendo o seguinte:
            1) O santo padre referiu-se claramente a um contexto de evangelização, de kerigma, de primeiro anúncio da Boa Nova de Jesus. Ou seja falou do que é missão perene da igreja e enorme necessidade do nosso tempo e do nosso mundo tão descristianizado. E em termos de Kerigma, de Evangelização, a prioridade óbvia é o DOGMA e não a MORAL. Em toda a história da fé, desde os primórdios, o dogma é o pai da moral. E a moral cristã é filha direta do dogma. Em outras palavras, é do anúncio da Fé, da presença viva e ressuscitada do Salvador que muda a nossa vida que nasce toda a moralidade cristã, em suma, ela nasce de um afeto profundo Aquele que está no Meio de Nós! Por isso o cristão não é moralista, seu ponto de partida não é uma moral e nem o cristianismo é uma moral. Isso serve para quem insiste no rigor moral e também para quem prega a liberação de toda regra moral. Ambos são moralistas, por elegerem a moral (apertando ou afrouxando o laço moral) como ponto de partida. O ponto de partida e de apoio constante para nós cristãos é a presença viva do Senhor Ressuscitado entre nós e nossa profunda amizade por Ele, por causa de seu Amor Maior que nos envolve e salva primeiro. Por isso a posição do papa é a mais ortodoxa possível: a fé cristã não é uma regra moral, é a graça de uma presença amiga que abraça e salva e que naturalmente gera compromissos ético-morais para muito além da mínima regra moral, levando-nos até a aventura da SANTIDADE, que incluindo a regra moral, vai muito além dela. O que o papa quis garantir é aquele núcleo forte da moral cristã sem o qual toda moral é, como ele disse, um “castelo de cartas” frágil.
            2) E esta é exatamente a mesmíssima posição de Bento 16, que várias vezes insistiu nesse ponto: Cristo não é nem uma doutrina nem um conjunto de regras morais. Ele é uma pessoa viva , presente aqui e agora, salvando e libertando as pessoas e gerando a comunhão delas que é a sua igreja. A doutrina cristã só tem sentido quando é memória afetuosa, grata e viva desse fato real que é Cristo presente no Mundo através do seu corpo que é a igreja. A moral cristã só é libertadora quando é resposta do nosso frágil amor, fortalecido pelo Amor de Cristo que nos salva. Bento 16 insistiu muitíssimo para que recuperássemos a alegria do anúncio de JESUS que é uma presença que dá sentido à vida. E mesmo estatística e percentualmente esse anúncio do Cristo vivo presente na história do mundo ontem e hoje, ocupou a maior parte dos seus escritos e discursos, como havia ocupado grande parte do pontificado anterior.
            3) Mas…exatamente como está fazendo agora, a grande mídia destacou e selecionou o que lhe era conveniente nos discursos dos Papas JP II e Bento 16:tudo aquilo que favorece a caricatura de clérigos obcecados em condenar, a caricatura de uma igreja moralista e intolerante com o mundo moderno. Estão fazendo agora a mesmíssima coisa com o Papa Francisco, só que pelo lado oposto: estão selecionando a dedo, tudo aquilo que possa favorecer a caricatura de um papa que esteja voltando atrás nas escolhas morais da fé cristã.
            4) Contudo eu fiz a conta: o papa Francisco se pronunciou pelo menos 6 vezes contra o aborto em menos de três meses de pontificado. Mais vezes que Bento 16 no mesmo período. E foi ainda mais claro, propositivo e pro-ativo que Bento 16, ao pedir não apenas oposição às leis abortistas, mas proposição de leis pro-vida que garantam estatuto legal e proteção à vida humana desde o seu estágio embrionário. A imprensa, interessada em opor Francisco e Bento 16, noticiou essas e outras falas do papa como sendo críticas “indiretas” (sic)ao aborto.
            5) Mas o fato é que tanto o papa Bento 16 não era obcecado por temas morais, como o papa Francisco não minimiza tais temas. Ambos colocam a vida moral no seu justo e tradicional lugar dentro da igreja, o lugar exato que ela ocupa no CATECISMO DA IGREJA: a terceira parte do catecismo (MANDAMENTOS) depois da primeira parte que é o CREDO (anunciar e encontrar Jesus na fé) e da segunda parte que são os SACRAMENTOS (viver da vida de JESUS! Ser alimentado por sua presença amiga, viva, poderosa e ressuscitada. E então (terceira parte onde estão os mandamentos e portanto a proibição do aborto: onde) gerar os frutos dessa experiência do Encontro com o Cristo através de uma vida nova (a prática dos mandamentos sustentada pela GRAÇA recebida na fé e alimentada pelos sacramentos!)
            6) Assim a igreja (e o papa com ela) sempre esteve consciente que sem CRISTO nada podemos fazer. A igreja nunca foi pelagiana ou rousseauniana, crendo que a pessoa humana e a sociedade sejam capazes de praticar todo o bem com as próprias forças, baseados apenas na consciência moral. Por isso com todo realismo,a Doutrina Social da Igreja, mesmo quando dirigida ao mundo laico, sempre insistiu: sem a experiência de Deus, a moral humana (pessoal e social) não vai longe. Assim, mesmo propondo lúcidos e factíveis caminhos para a justiça e a fraternidade humanas no mundo laico, a igreja nunca iludiu ninguém, mas sempre anunciou e convidou: se Deus não for a base do nosso empenho por justiça, faremos torres de Babel. Só Deus funda a Fraternidade Humana, só Jesus pode salvar a pessoa humana e fazer da vida humana algo justo e digno.
            7) Francisco vem acentuar isso que faz parte da autentica tradição cristã e do anúncio da Boa Nova: a criatura humana não se sustenta só na base da reta consciência moral. Isso não impede que a igreja dialogue, denuncie, proponha, tente influenciar o debate público, as leis e estruturas do mundo, para que este seja mais humano e justo, com base nos argumentos da razão, da lei natural, dos Direitos Humanos (até porque as leis anti-aborto atuais surgiram em um mundo politico-legal laico e é sempre a autêntica laicidade que nós cristãos também defendemos ao defender a vida, como já dizia o grande laicista e ateu Norberto Bobbio pro-vida convicto e um dos grandes pais do conceito de laicidade). Mas essa cobrança do dever moral com base nos ditames da razão humana está longe de ser o melhor que a igreja tem a oferecer ao mundo. Ela segue nas lidas pro-vida buscando ações concretas para influenciar leis e estruturas a favor da vida e da justiça no mundo. Mas com todo o realismo, ela sabe que não basta ao ser humano saber o que é certo para cumprir o que é certo (” a lei nos diz o que é certo, mas não dá poder de cumpri-lo” insistia São Paulo!). Ela sabe que o ser humano é frágil e cheio de medo e insegurança, que é carente crônico e pródigo de uma relação radical com o criador e por isso se equivoca tanto nas escolhas ético-morais. E ela sabe que só o encontro com o Cristo Salvador, presente na história através do seu corpo vivo que somos nós, preenche essa necessidade humana radical de comunhão profunda com o criador, consigo e com os outros. Por isso o papa Francisco, conclama os cristãos a (sem abandonar as lidas politicas pela justiça, pela proteção do embrião, por vida mais justa e digna para todos) centrarem mais ainda seus esforços com prioridade em dar ao mundo a força, a graça , a amizade da presença viva de JESUS CRISTO que preenche essa solidão egoísta que nos faz eliminar a vida como se fosse um mero amontoado de células. Ao dizer que a igreja deve acolher a abortista arrependida, o papa deixa claro que o aborto é grande pecado, pois só se pode arrepender do pecado praticado. Mas ao enfatizar que a grande prioridade é o anuncio da presença viva do Senhor que salva (e não apenas o anuncio da moral que brota não só da razão humana mas sobretudo dessa presença salvadora) o papa coloca os próprios alicerces para que a luta pro-vida tenha frutos copiosos e duradouros: “SEM MIM NADA PODEIS FAZER!”

  • Leo Moreira

    Uma coisa é certa, ele pediu nossa oração desde o primeiro momento, agora entendo porque, está precisando mesmo. Rezemos pelo nosso Papa!
    Quem não ficava mais confortável com a veemência de JPII e a profundidade de BXVI? Agora é rezar para que, ou aprendamos a confiar na boa vontade de nosso Pontífice, mesmo quando ele parece querer provocar debate sobre seus pronunciamentos, ou para que ele adquira rapidamente a manha do jogo, agora que o mundo inteiro presta atenção no que ele diz. Ainda que não cumpra, todos escutam. rs
    Custava ele dizer que a luta é justa e necessária, mas que devemos rever nossos métodos? Ah sei lá, ele podia ajudar. rs
    PAZ E BEM!

  • João Silva

    Concordo plenamente com vocês! É preciso ter muita cautela ao falar. Até em meu trabalho, que tem a devida importância, sou assim, imagine quando se é o papa. Inclusive parece que ele fez um mea culpa e veio esclarecer alguma coisa sobre esta última entrevista. É óbvio para qualquer um que a guerra contra do aborto, contra o gayzismo, contra o comunismo e contra o ateísmo militante é deveras importante, a não ser que queiramos ver o caos instalado na sociedade. E, as vezes, penso que o Santo Padre expressa a docilidade do evangelho sem fazer menções aos combates que também devem ser travados em nome deste mesmo evangelho. Se falaremos que os homossexuais podem ir para o céu, devemos dizer junto que sim podem desde que sejam castos; se falaremos que os ateus podem ir para o céu devemos dizer que serão julgados de acordo com o princípio da ignorância invencível e que tem até o último segundo de sua vida para fazer seu voto de fé verdadeira; se diremos que Deus perdoa até um aborto se houver arrependimento sincero devemos dizer que são excomungados os que o praticam conscientemente; etc. Sim e não cristalinos são necessários para não confundir o rebanho e não deixá-los a mercê dos lobos e dos inimigos. Cristo fazia parábolas o tempo todo, mas não me consta que São Pedro procedesse assim. Rezemos pelo Santo Padre! PAX CHRISTUS!

  • Jecilene

    Eu acho o seguinte, O Papa está corretíssimo, o que ele prega está direcionado a nós católicos, o que a imprensa divulga ou a forma como divulga não importa a nós, devemos dar ouvidos a ele. O problema é que muitos “católicos” aceitam e absolvem qualquer coisa que a mídia fala, muita coisa que, a maioria das vezes, vai de encontro à doutrina da nossa Igreja. Se ele não é direto no que diz ele está imitando a Jesus, pois Jesus, nosso Salvador, falava em parábolas, para que os seus o entendessem, talvez não no momento mas depois. O Papa é claríssimo para quem sabe ouvi-lo, para quem entende a subjetividade das suas palavras, e é sua doçura e HUMILDADE que conquistou o mundo. O bla-bla-bla da imprensa é pura inveja e tentativa de impedir que a Igreja tome seu lugar, já que tudo nesse mundo gira em torno do poder.

    • João Silva

      Jecilene, o que ele prega importa a todos pois é encarregado de alimentar o rebanho, tanto o que de fato possui (católico) como o que pode possuir pelas conversões ao evangelho. A mensagem do evangelho para todos, a parte doce e a salgada. Se não lhe importa a defesa da Igreja saiba que isso é função de todo crismado e o Santo Padre ajudaria muito com declarações mais precisas. O problema é que a mídia, nem sempre inventa do nada, alguma coisa contra a Igreja, na imensa maioria das vezes mais recentes é alimentada por imprecisões vindas da própria Igreja. É questão de se pensar, se naquela sociedade judaica do tempo de Jesus, que já deveriam estar acostumados a uma linguagem difícil pela pregações de profetas e etc. tardaram e muito a compreender parábolas será que a nossa compreenderia?

  • Mas com qual critério podemos “corrigir” ou colocar na boca de um Papa aquilo que “achamos justo”? espero mesmo que poucos catequistas partilhem desta mentalidade! Não acho que o artigo seja menos sensacionalista. A “segurança total” e não abertas a interpretações existem nas seitas. Para o cristianismo a “visio beata” é concedida aos eleitos somente na dimensão “triunfante” e não “peregrina” da Igreja. A mídia que exagera não peca menos que os que “diminuem a força da mensagem”. O artigo deixa a entender que “era melhor que não falasse” e isso me deixa muito triste, porque este site é conhecido pela seriedade doutrinal e pastoral não dado a comentários “tendenciosos” como este. Com frequência penso que nós (pessoas de Igreja somos muito próximos ao modo de ser do filho mais velho da Parábola do “Pai misericordioso”, sempre em casa (rigor doutrinal e moral) mas nunca se sentiu filho, o Pai na verdade era um “patrão”.Era uma relação servil. Este filho fazia o certo pelos motivos errados. Com sinceridade pergunto: Vocês viram estes “obcecados” por campanhas contra aborto fazerem algo contra a mortalidade infantil, cujo número é muito mais expressivo? infelizmente uma “verdade inegociável” se tornou uma bandeira ideológica daqueles que se auto-denominam “soldados” e que alimentam a cultura do confronto e da criação de inimigos. Não existe “aborto” caminhando por ai, não existe “homossexualidade” vagando pelas estradas, existem “pessoas humanas” envolvidas em histórias concretas e as vezes dramáticas, pessoas que pedem salvação para um Cristo que diga “hoje a salvação entrou nessa casa” antes de exigir mudanças.Isso o Papa entendeu, em perfeita sintonia com seu antecessor que também enfrentou problemas em entrevistas como no avião para Portugal e quando tratou da questão do “preservativo” na atual situação de Aids na nação africanas. Papa Francisco atualizou nesta entrevista aquilo que disse Papa Bento XVI: “Nós cremos no amor de Deus — deste modo pode o cristão exprimir a opção fundamental da sua vida. Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo.(Carta Encíclica “Deus caritas est, 1)O Papa foi claro, talvez não tanto como desejariam os papistas.

    • Oi Pe. Adriano, tudo bem? Concordo plenamente com a sua explanação sobre o grande significado pastoral da fala do Papa Francisco. Mas, permita-me corrigir o senhor e esclarecer que não reduzimos as palavras de Francisco. O post tem intenção de esclarecer e propor uma leitura mais aprofundada. Isso está escrito lá, com todas as letras. Não se apegue à nossa opinião sobre o posicionamento dos discursos do Papa Francisco frente à mídia. É uma mera opinião, não é catequese. Com catequese e doutrina, não damos opiniões – falamos o que diz o magistério da Igreja – e nossos leitores sabem disso.

      Mas, sobre comunicação… desculpe, Padre, mas somos especialistas. O trato com a mídia é um assunto secular para o qual a maior parte dos padres não está preparada. Infelizmente. Até por isso, Pe. Adriano, algumas arquidioceses têm feito com sucesso treinamentos para seus sacerdotes e implantado assessorias conduzidas por leigos. Católicos até a raiz dos cabelos, mas leigos que estudaram pra isso. E é com esse critério de especialistas no assunto que reafirmamos: teria sido melhor ser mais explícito, não dizer menos, mas dizer mais… dizer com mais clareza de modo a tornar claramente mentiroso o jornalista que fizesse o que vimos neste caso. Neste assunto, padre, não estamos dando pitaco. Estamos dando opinião especializada. Mas o senhor realmente não é obrigado a concordar, afinal, é apenas uma opinião, mas dizer que fomos sensacionalistas… ou que não temos critério para emitir opiniões acerca de um assunto técnico que dominamos é, no mínimo, um belo pitaco.

      • Cristian Rahmeier

        Vocês conseguem ver que, apesar de especialistas, ter tanto conhecimento sobre comunicação e serem tão capazes de diminuir ruídos na comunicação, houveram tantas interpretações diferentes sobre o que vocês opinaram? Gostaria que vocês me indicassem apenas um artigo, seja qual for, e que não seja capaz de haver, por conta dos mal intencionados, uma dupla interpretação? Acredito que a matéria por vocês escreta acima, por mais bem intencionada que seja, nada contribui para a nossa fé e acredito que deve ser tirada da rede. Houve um ruído tão grande que vocês, apegados às suas próprias conclusões, não conseguem ver. Vocês fazem um trabalho maravilhoso e devem continuar fazendo, mas somos Igreja antes de tudo. Vocês trataram como se pessoas bem intencionadas estivessem informando sobre a Igreja e não houvesse pessoas que tentam destruí-la de todas as formas. Havia alguma culpa Cristo para ser traído por Judas? Teria Cristo comunicado de forma errada aos seus apóstolos? É aí que conhecemos quem é Igreja. Por favor, não caiam nessa.

  • Elias

    Lembro-me de um Maestro, que tive o prazer de conhece-lo, Mas que não direi o seu nome.
    Muito reconhecido na M.P.B., foi chamado para fazer o especial de fim de ano de uma rede de televisão.
    Arranjos feitos, tudo muito lindo.
    Foi aí que começou a grande dor de cabeça.
    A rede de tv sabia que aqueles arranjos iriam ganhar muito dinheiro com os direitos autorais do Maestro.
    Eles propuseram um X valor pelos arranjos. O Maestro não aceitou pois sabia que seria muito prejuízo.
    Como ele não quis vender os direitos autorais, eles decidiram mandar um repórter de um jornal impresso para entrevistá-lo sobre os arranjos.
    O repórter muito bem treinado para sacanear, arrancou do Maestro coisas de sua vida pessoal comprometedoras de seu passado.
    Arruinou a carreira do Maestro após o especial de fim de ano.
    Se fazem isso com o Maestro que não quer vender os direitos de seu trabalho, imaginem contra a Igreja o que são capazes.
    Sejamos sensatos. A mídia está a favor do movimento gay e do marxismo cultural. Não precisa entender muito para saber que querem distorcer e destruir a imagem do Papa. A mídia luta dia e noite contra a Igreja.

  • Anne

    Sinceramente, mesmo quando o Papa é claro como água límpida e cristalina, a mídia deita e rola. É impressionante a capacidade de copiar e colar, traduzir e interpretar errado aquilo que o Papa fala e acho que não devíamos nos preocupar com isso de modo algum porque NUNCA VAI MUDAR. Gente, quando o Papa Francisco foi eleito, passou no Bom Dia Brasil um “vaticanista” dizendo que o Francisco dava claras inclinações que criaria o Concílio Vaticano III (hahahahah) e que o concílio Vaticano II tinha extinguido a missa em latim (hahahahahah). No Fantástico na mesma semana, disse que foi São Francisco de Assis quem “inventou” o lava-pés (haahahahahah).
    Na época de Bento XVI, vocês se lembram quando a mídia disse que ele tinha “liberado” o uso da camisinha! Eu briguei com uma colega de faculdade por causa disso.
    Na própria época de Cristo já tinha os “encardidos” para criar confusão, porque pensar que algum dia isso será diferente? O que importa mesmo é que os católicos entendam a mensagem do Papa, mas, infelizmente, o que vejo é cada vez mais católicos aderindo ao “sedevacantismo” baseados nas notícias que SAEM NA MÍDIA SECULAR!
    Bem, por fim, só uma reflexão que eu fiz uns tempos atrás. Para essa época em que vivemos, Deus nos quis dar Francisco, com a sua espiritualidade. Mas Deus sabia que ele seria tão perseguido (por cristãos e não-cristãos) que permitiu DOIS Papas; um deles só pra rezar pelo outro! Não é a toa que Francisco pede muita oração, ele precisa!

    • Infelizmente você tem toda a razão, Anne! A mídia sempre vai tentar sabotar tudo que a Igreja fala. Até por isso nossa singela opinião (e somente opinião) de que colocar frases mais contundentemente claras pode ajudar a minimizar isso ou, ao menos, melhorar o entendimento dos católicos, que muitas vezes não tem tempo ou até mesmo discernimento suficiente (infelizmente) para fazer as interpretações corretas.

  • Diego Freitas

    Para aqueles que levam a sério o trabalho catequético e doutrinário da Igreja, tem sido ótimo para sair da zona de conforto. Concordo com vocês quando falam que seria importante um “parenteses” ou “aspas”, pois, dependendo, é quase sempre uma Odisseia, pelo menos pra mim, quando sai uma nota de imprensa sobre algum comentário do nosso Amado Papitcho.
    Importante também, estarmos atentos as leituras que Pedro tem feito dos tempos atuais… Às vezes falta as nossas paróquias e movimentos muito desse amor de Cristo ao “EU” das pessoas, que vão a Igreja, muitas das vezes, buscar um olhar amoroso e um abraço acolhedor. E, infelizmente, ao invés, acaba encontrando mais do mundo que o normal.
    Ótimo post como sempre galera!
    Espaço importante para trocarmos nossas idéias como Igreja.

  • Gêneto eugenio

    Como diria Gavião Bueno “Haja Coração”…

  • Tato Diego

    O texto ficou muito bom Alexandre.
    Confesso que de cara achei ERRADO as palavras do Santo Padre principalmente as ditas sobre o casamento gay e aborto.
    Depois de umas Ave Maria consegui entender melhor e vejo que ele é muito sábio.
    O problema é que o MOVIMENTO GAY e PRO-ABORTISTA como movimento político eles detonam a Igreja fazem escarnio com a nossa fé e isso deveria ficar CLARO em suas PALAVRAS porque fica aberto para o proselitismo da mídia em geral e como vocês sabem são poucos aqueles que realmente se interessam em ler a entrevista toda ou ler um documento oficial da Igreja para entender suas palavras. No geral isso ajuda muito mais aos inimigos da Igreja do que propriamente aos gays ou quem fez aborto.

    Rezemos a Santa Virgem para que faço o que você mesmo disse: “ele bem que poderia ser mais cauteloso e preciso em suas falas”.

    Continuem esse trabalho, vocês estão em minhas orações.

    A paz contigo!

  • Na realidade a pessoa quando não é religiosa praticante, quer que sua conduta seja declarada correta com a intenção de impô-la aos demais tentando se eximir de culpa e passar como revolucionária, que a bem da verdade ela não está preocupada com a sua salvação e nem tão pouco com a salvação dos demais. Por isso destorce tudo o que é dito contrário ao seu procedimento habitual.

  • Pessoal do Blog @OCatequista:

    O Fílosofo Brasileiro Olavo de Carvalho deu algumas declarações fortes sobre o Papa Francisco depois das declarações feitas por ele.

    Segue uma delas:

    “O esforço intenso que esse Papa desempenha em lisonjear os inimigos e escandalizar os católicos não parece deixar margem a dúvidas sobre quem é ele e quais as suas intenções.

    Bergoglio está para a Igreja Católica como Barack Hussein Obama está para a nação americana.

    Li a declaração no original. Não há desculpa. Não é a Igreja quem “fala muito desses assuntos”. É o movimento gayzista internacional, que tem todos os megafones à disposição, e perto do qual a voz da Igreja se torna um sussurro inaudível. E, se é para dar aos gayzistas o conforto do silêncio, é preciso conceder o mesmo benefício aos adúlteros, aos masturbadores, etc. que pelo menos pecam em privado e não se arrogam o direito de achincalhar a Igreja em público.

    Esse é o ponto mais importante. Se o Papa tivesse recomendado mais discrição da Igreja ao falar dos pecados sexuais em geral (inclusive o homossexualismo, é claro), tendo em vista a ascensão generalizada de pecados infinitamente mais graves, como o homicídio em massa, o tráfico de pessoas, a prostituição infantil, etc., eu seria o primeiro a aplaudi-lo. Não tem sentido, no mundo atual, achar que o garoto que tocou uma punheta no banheiro vai para o inferno ao lado de Fidel Castro, Pol Pot e Robert Mugabe. Mas o homem concedeu uma trégua especial ao gayzismo e ao abortismo, que são forças políticas mundiais organizadas, sem estendê-la a todos os pecados da carne, mesmo infinitamente menos graves que o aborto, o qual não é um simples pecado da carne e sim um homicídio. É absurdo, é injusto, é um escândalo em toda a linha. ”

    Depois de ler a entrevista do Papa, tive a mesma interpretação que vocês. De que o Papa poderia ter sido mais direto e mais sensato na fala, mas que ele em si não disse nada de errado, muito pelo contrário, deu um grande conselho de como acolher pessoas em situações complexas como o homossexualismo e mulheres que realizam abortos. Podemos dizer que o prof. Olavo exagerou nessas declarações ?

    • João,

      Em termos de ação pastoral (não em matérias doutrinais), é fato que todo e qualquer Papa está passível de críticas. Mas, na minha opinião, o Olavo foi excessivamente ácido. Não é verdade que Francisco quer que fiquemos em silêncio em relação aos pecados sexuais: ele disse apenas que é infrutífero falar dessas coisas de forma moralista, fora de um contexto.

      Eu adorei o modo como o Papa falou essas coisas? Não, não mesmo. Mas o fato é que ele falou coisas acertadas, talvez não do modo mais acertado. Mas o conteúdo está perfeito.

      Por outro lado, entendo o aborrecimento do prof. Olavo, afinal, ele é quem mais nos ajuda a compreender as manobras do movimento gayzista. Assim como as pessoas que doam seu tempo, amor e recursos financeiros para salvar vidas por meio de ações pró-vida… Acho que elas não devem ter ficado muito contentes diante do primeiro impacto dessa entrevista. As palavras do Papa, afinal, podem dar a entender que seu trabalho é coisa de pessoas “obcecadas”. Mas, respirando fundo e lendo uma segunda vez, com calma, dá pra ver na boa que o Papa não os diminui nem desautoriza em nada! O Papa está falando do acolhimento dos confessores a pessoas em situação difícil, está falando das pastorais de caráter MISSIONÁRIO. Atenção a isso!

      Digo pra ter atenção a isso, porque nem todas as ações da Igreja são de caráter missionário. Algumas têm objetivos estritamente apologéticos, e nesse caso é absolutamente necessário denunciar os males causados pelo movimento gayzista e abortista (entre outros males). Não tem meio termo. Veja, o Papa citou com muita propriedade o Catecismo e disse que “A religião tem o direito de exprimir a própria opinião para serviço das pessoas”, ou seja, temos o direito, pelo bem das almas, de ensinar a doutrina católica em sua integridade. E isso inclui, obviamente, o ensino de que os atos homossexuais e o aborto são pecados gravíssimos. Agora, é preciso fazer isso dentro de um contexto.

      Então, em relação ao abortismo e ao gayzismo, de modo algum o Papa propôs uma trégua, uma postura de silêncio. Se não, não teria dito que “A religião tem o direito de exprimir a própria opinião para serviço das pessoas”. Ele simplesmente reflete sobre a forma como as pessoas em situação mais complicada devem ser acolhidas pelas pastorais missionárias e pelos confessores.

      • Leilah

        Oi Dona Catequista. Quatro coisas por gentileza:
        1) Não sei se você teve acesso a um texto do site de Jorge Ferraz (Deus Lo Vult)sobre essa entrevista do papa, mas eu achei muito consistente e creio que valha à pena divulga-lo mais. Eis o link: http://www.deuslovult.org/2013/09/20/o-papa-francisco-e-o-aborto-a-esquizofrenia-da-grande-midia/
        2) Acompanhei também a “fala” de Olavo referida acima e todo o debate havido em torno dela. Pelo contexto parece que era um “chat” com alunos do curso dele ou coisa assim. Em dado momento ele diz: “O que o Papa deveria ter dito é: Falem menos contra a conduta homosexual em si (ou contra qualquer outra conduta sexual) e mais contra o movimento gayzista como poder político.”. E na prática o papa tem falado mesmo isso. Na entrevista no avião do RJ à Roma, ele falou de “lobby gay”, de modo que me parece consciente desse contexto ideológico agressivo e desonesto do gayzismo e cia. De modo que a fala dele, talvez por causa da ênfase no foco missionário/pastoral, tenha falhado mais pelo que deixou de dizer do que pelo que disse em vista do objetivo que tinha: a atenção a cada pecador e o centro da Boa Nova em contexto de primeiro anúncio. Já no contexto da batalha politica em defesa da vida (o que inclui o desmascaramento das ideologias que Olavo faz tão bem) creio que as informações acerca do aborto, do homossexualismo como fato psíquico e também como militância ideológica, etc ainda existem de forma solta e fragmentada. Creio que é ainda tarefa por fazer (salvo engano meu) um apanhado consistente (via livro, via site, via filme e vários outros meios) que mostre desde as origens claramente nazistas/racistas da militância abortista nos EUA, passando por todas as mentiras e manipulações do abortismo e todo o aporte de dinheiro, poder, tráfico de influências, enfim todo esse esforço de dominação ideológica da sociedade com as consequências todas que já se fazem sentir (perda de empregos, opressão da objeção de consciência, criminalização da opinião divergente, favorecimento de algumas linhas de pesquisa cientifica em detrimento de outras etc.). Seria necessário algo de divulgação maciça com campanha midiática em torno dessas produções. Não sei, mas creio que isso ainda é tarefa por fazer, talvez numa união mundial de esforços de todas as forças pro-vida. Se já existe algo assim, ficaria grata por ser informada.

        3) Ainda no final da discussão com Olavo acima referida , li algo assim: “Graças a Deus o Papa agora se explicou direito, reconhecendo implicitamente a impropriedade das expressões que usara na sua entrevista aos jesuítas”. Procurei por toda a rede e não encontrei essa retificação do papa. Saberia me dizer onde está isso?
        4) Por fim só gostaria de dizer que a mídia quase toda divulgou o seguinte: “Papa diz que igreja está obcecada com aborto e homossexualismo”. Mas eu li o artigo todo do papa e ele disse: “não devemos (em contexto de evangelização e cuidado pastoral com cada pecador) ficar obcecados com temas pontuais em detrimento do centro do evangelho que é “Cristo te Salva” sendo isso o começo indispensável da mudança moral. Creio que entre dizer “não devemos fazer” e “estamos fazendo”, há grande diferença. E afinal o risco de fazer a experiência cristã degenerar em moralismo/legalismo é algo presente desde o inicio (basta ver como São Paulo luta contra isso em quase todas as cartas). Nesse sentido todas as palavras do papa caberiam perfeitamente como censura às vertentes de Teologia da Libertação dominantes no Brasil (Boff, Betto e cia) que não passam de puro moralismo social, de projeto pelagiano e rousseauniano de construção do reinado do homem (não de todos! Mas dos ideólogos iluminados!) sem qualquer referência ao mundo novo já presente na história desde a vinda do Verbo feito Carne. O Reino é projeto, não é um dom que já temos experimentado. E por ser projeto é moralismo e preceito, é instância justificadora de julgamentos pesados sobre as ações dos outros. Tanto é assim que o “libertador” Frei Betto, foi denunciado em entrevista/documentário da TV senado por ter boicotado a participação do escritor Rubem Alves, porque o mesmo não era marxista (sic!) (ver em http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/MEMORIAS/434311-RUBEM-ALVES,-O-PROFESSOR-DE-ESPANTOS.html) Essa gente é cheia de preceitos e “dogmas” hiper moralistas (moralismo social). E agora muito safada e oportunisticamente quer pegar carona na liberalidade evangélica do Papa Francisco como se ele estivesse sendo porta-voz de tudo o que eles pregaram esse tempo todo.O L.Boff num cinismo descarado, está se sentindo vingado, enquanto TDL, proclamando em alto e bom som que o papa está resgatando a TDL dele. Enorme e cínica mentira, o atual diálogo do papa e do prefeito da fé com Gustavo Gutierrez vem desde Bento 16 e vem exatamente porque houve perfeito entendimento quanto à ortodoxia da teologia de GG (e tão só da dele) e do testemunho de Dom Romero, com algumas correções de GG e carimbo de Bento 16 fazendo constar que “nada consta”. Agora vem o homem num oportunismo canalha querendo fazer a opinião pública crer que Roma e o papa nada mais tem contra o monte de asneiras que vários TDLS espalham mundo afora. Gustavo Gutierrez só foi aceito após as correções de rumo que fez. Oscar Romero só foi aceito (para a canonização, por Bento 16!) porque suas homilias examinadas uma a uma, por Bento 16 mostraram impecável ortodoxia (até amigo da Opus Dei ele era) e mesmo assim, há preocupação dos dois papas por causa do sequestro ideológico que certos TDLS desonestamente fazem da figura de Dom Romero, usando o nome dele para levantar bandeiras que ele claramente desautorizaria. Enfim, a palavra do papa nos previne de todo moralismo ideológico, seja no campo da moral individual, seja no campo da moral social. E nisso certas TDL tem enorme carapuça a vestir. Abração.

  • Augusto

    <>

    por favor! façam uma postagem sobre Santo Antão 🙂

    Eu acabei de ler sua história! O testemunhe da vida dele é fantástico!

  • Henrique Saint Clair Alves de Oliveira

    João,

    Não acredito que o prof. Olavo de Carvalho exagerou nas suas declarações. até porque o que ele disse está constatado.

    O papa deve sim (com assessoramento especializado) tomar precaução no que fala aos jornalistas tendo em vista o seguinte: Depois de falado e lançado na imprensa o estrago já foi feito. Declarações dúbias e tímidas fazem um verdadeiro estrago no rebanho…

    Me pergunto: “qual o problema em se falar a moral da Igreja abertamente, condenando o que é condenável?” Que medo de magoar a opinião pública (declaradamente anti-católica)?

    Vendo muita coisa que anda acontecendo, por parte do clero da nossa Igreja, sempre me vem o anúncio de Nossa Senhora em La Sallete e no terceiro segredo de Fátima…

  • Henrique Saint Clair Alves de Oliveira

    Catequista,

    Eu fico me perguntando: “Até quando teremos que “interpretar” a correta fala do papa?”

    Porquê, a quê cargas d’águas, ele não se pronuncia explicitamente…porque não explica esse tal “contexto” que, ao meu ver, mais confunde as ovelhas mais frágeis do que ajuda.

    Na minha opinião, tenho certeza que o santo padre não se pronuncia CLARAMENTE de forma proposital. Não creio que ele seja tão inocente assim…

  • Carmen Lucia Koppe

    Esta entrevista do Papa está dando o que falar, foi muito bom vocês esclarecerem, pois eu também fiquei apreensiva. Estaria a Igreja Católica distorcendo o que nos foi ensinado até hoje? Se nós seguimos a Palavra de Deus o Catecismo e ali está claríssimo como devemos agir com esses casos, mas como devemos obediência ao nosso Papa devemos seguir o que ele prega, mas confesso fiquei um pouco decepcionada com as colocações que ele fez e a mídia por sua vez não deixa escapar nada. Então gente vamos seguir o que nos diz a Palavra e ponto final. Abraços

  • Sidnei

    Temos que ir com calma, quem pensa que a cada entrevista que o Papa Francisco dá, e imprensa distorce e nós temos que esclarecer ao restos de nossos irmãos católicos, pelo Papa não ser tão objetivo em seus discursos, homilias e entrevistas, estão muito enganados, mesmo os papa anteriores como Bento XVI e João Paulo II e assim com todo o ensinamentos da Igreja como sua própria histórias são distorcidos a esmo não só pela mídia, como por historiadores, políticos, cientistas, protestantes, comunistas, gayzistas, enfim, uma cambada que não acaba mais, que o que só fazem, e com prazer, é distorcer tudo o quem vem da Igreja e do Papa, e nossa missão, que se torna quase inglória e impossível, é esclarecer a cada dia, cada ponto do que se é distorcido, informado o que é verdade e desmistificando o que é mentira. Eu sei que o trabalho é árduo, eu sei que o Papa Francisco poderia ser mais objetivo em suas falas, mas, mesmo que fosse, a mídia iria distorcer da mesma foram e lá iríamos ter que explicar que não é isto que o Papa falou, que não foi isto que o Papa explicou, e assim vai até a volta de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, é o diabo espalhando o joio no meio do trigo.

  • Joseane

    se eu tivesse lido essa parte da entrevista antes da humanidade/mídia, eu não teria lido nada de demais, teria entendido numa boa, tendo por base o contexto, o verdadeiro significado das suas palavras… maaaas, a mídia expôs de um jeito favorecendo a nos voltarmos contra o Papa, achando se tratar de um progressista…

    Affff! Povo sem personalidade cristã!

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>