O texto da Missa e a pernada que o bispo deu em Roma

Um bispo brasileiro confessou que passou a perna na Congregação para o Culto Divino. Aproveitando-se da confiança que o papa Paulo VI lhe depositou, Dom Clemente Isnard, OSB, conseguiu a aprovação de um Missal cujo texto já havia sido reprovado por Roma. Isso aconteceu durante o Concílio Vaticano II.

Hoje, conforme prometido, o David A. Conceição, do blog Apostolado Tradição em Foco com Roma, vai explicar por que o texto que atualmente os padres brasileiros proferem na Missa precisa ser corrigido.

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Por: David A. Conceição

Com a reforma litúrgica promovida durante o Concílio Vaticano II, as línguas locais (vernáculo) passaram a ser autorizadas para a celebração da Missa, conforme explicamos em nosso post anterior. Assim, se fez necessário traduzir o texto oficial da Missa – contido em um livro chamado Missal – do latim para cada idioma, inclusive o português.

Essas traduções deveriam ser feitas com o máximo cuidado, sendo aprovadas somente após rigorosa avaliação e aprovação da Cúria Romana. Para a definição do Missal brasileiro, o Vaticano contou com a ajuda de Dom Clemente Isnard, OSB. Este, por sua vez, aproveitou-se da ausência de um especialista em língua portuguesa na Congregação para o Culto Divino e fez com que Roma aprovasse um Missal que já havia sido rejeitado antes.

“Apresentei em Roma, e a Congregação para o Culto Divino aprovou nossa versão. Nossa sorte é que no momento não havia na Congregação perito em língua portuguesa. Desta forma obtivemos aprovação da simplificação do Cânon Romano, que tinha sido apresentada pelos franceses e negada… Nós simplesmente havíamos copiado a proposta francesa.”

(ISNARD, Clemente. Conferência pronunciada no Encontro dos Liturgistas do Brasil. in A Sagrada Liturgia — 40 anos depois”, estudos da CNBB no. 87. Editora Paulus, São Paulo, 2003.)

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Graças às manobras de Dom Isnard, o texto do Missal Romano traduzido para o português tem uma série de termos inadequados. O principal deles é quando o sacerdote consagra o vinho e diz (na tradução atual): 

…será derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados.

Mas, lendo a Bíblia, sabemos bem que a expressão que Jesus usou na Santa Ceia foi “por muitos”, e não “por todos”. Então, o correto seria:

…será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados.

Em 2006, a Congregação para o Culto Divino, por meio do Cardeal Arinze, ordenou que os missais de todos os países deveriam dizer “por muitos” e não “por todos”. Todas as Conferências Episcopais do mundo receberam esta orientação, inclusive a CNBB. Esperamos, então, que a nossa nova edição do Missal saia em breve!

Qualquer um que ler a encíclica Sacrossantum Concilium verá que não há possibilidade de não haver latim no Missal traduzido para o vernáculo (idioma local). Porém, o padre que quiser celebrar no Brasil o Novus Ordo (Missa Nova) em latim, só comprando o Missal em Roma. A CNBB não tem nenhum Latim-Português.

Agora, para que vocês possam notar outros exemplos de pontos que precisam ser corrigidos em nosso Missal, vejam algumas comparações:

V. Grátias agámus Dómino Deo nostro. – EM LATIM

V. Demos graças ao Senhor, nosso Deus. – EM PORTUGUÊS

– –

R. Dignum et iustum est – EM LATIM

R. É nosso dever e nossa salvação! – EM PORTUGUÊS

A tradução mais fiel da resposta final do diálogo do prefácio é “É digno e justo”, e não “É nosso dever e nossa salvação”, conforme a tradução atual em português.

Outro ponto de falha relevante:

“Orai irmãos e irmãs, para que esse nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai Todo Poderoso”. – EM PORTUGUÊS

“Orate, fratres, ut meum ac vestrum sacrificium [meu e vosso sacrifício] acceptabile fiat apud Deum Patrem omnipotentem”. – EM LATIM

No sentido morfossintático, “meu e teu sacrifício” dá no mesmo que falar “nosso sacrifício”; mas, do ponto de vista teológico, essa tradução é problemática. O sacerdócio comum dos fiéis está sempre unido com o do sacerdote, mas são sacrifícios diferentes. Então, é importante evidenciar essa diferença, como faz o texto em latim.

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É bom ressaltar que, mesmo que a tradução do Missal brasileiro necessite de melhorias, isso NÃO INVALIDA a Missa. Afinal, as palavras essenciais para a consagração do pão e do vinho estão perfeitamente presentes.

As outras palavras são integrantes. Sendo assim, em tese, as outras palavras podiam ser retiradas sem que isso afetasse a validade da Missa. Contudo, por terem sido pronunciadas por Nosso Senhor ou terem sido incorporadas segundo os testemunhos da Tradição, a Igreja sempre as considerou integrantes, e o padre que não as pronuncia incorre em pecado mortal.

O fato é que não somente Dom Isnard (que Deus tenha misericórdia de sua alma), mas tantos outros Bispos, Padres, Teólogos leigos e religiosos na época do Concílio queriam “inovar” sem a Hermenêutica da Continuidade, ou seja, sem o entendimento de que as reformas litúrgicas e disciplinares deveriam ser feitas tendo sempre em vista a continuidade com a Tradição da Igreja, e não a ruptura. Queriam uma “Nova Igreja”, como muitos católicos até hoje anseiam.

Em relação aos progressistas e a alguns modernistas, não vejo em seus erros iniquidade, nem impiedade. Mas sim um desejo de busca de santidade sem uma boa direção, deixando – aí está o erro – de ouvir o que diz o Magistério em sua TOTALIDADE, não apenas o que lhes agrada.

A Igreja de amanhã seremos nós. Levantemos nossas vozes frente às autoridades eclesiásticas competentes, para demonstrar nossa solicitude para com a Santa Sé e o Papa. Não como revoltados, mas como católicos fiéis ao Santo Padre. Tudo com espírito de submissão às autoridades competentes, e – como disse o Pe. Paulo Ricardo – obedientes, mas não obedientes a homens, e sim OBEDIENTES a FÉ, Obedientia fidei, obediência à fé de sempre.

20 comments to O texto da Missa e a pernada que o bispo deu em Roma

  • Lucas Farias

    Um amigo seminarista, comentou isso no nosso grupo de Crisma, e falou que a mudança será em breve, no que se refere ao ” …será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados. “

  • Ouço muito falar sobre esta nova tradução do nosso Missal, e espero que venha logo para poder conhecê-lo! 😀 Queria aqui fazer um pedido a vocês! Um amigo que entende mais sobre o assunto me disse que (não lembro qual) algumas orações eucarísticas foram feitas especialmente para a Igreja Católica aqui no Brasil! E se não estou enganado as três específicas para as Missas com Crianças estão neste conjunto! Vocês tem algum polst que fala sobre estas orações eucarísticas, e em especial sobre as das Missas com Crianças?!

    Fiquem com Deus!

  • Paulo

    Sinto lhes dizer, mas como seminarista, outro dia, conversando com meu bispo que faz parte da CETEL, a mudança do por todos para por muitos está em estudo na comissão. Foi feito um pedido ao papa Bento XVI para se dar um indulto que desobrigasse o Brasil a mudar essa formulação. O papa negou na hora. Mas já pediram ao papa Francisco a mesma coisa e estão “confiantes”. Além disso, vai demorar bastante para sair a tradução. Pelo que foi-nos dito, traduziu-se: os prefácios, algumas orações eucarísticas (lembrando que é necessário traduzir apenas as quatro primeiras), o próprio do ciclo do natal e do ciclo da páscoa. O trabalho é minucioso. Eles se reúnem poucas vezes, dependem de tradutores, conferem uma por uma das palavras e ainda precisam passar tudo por aprovação da assembleia geral que se reúne uma vez por ano. A terceira edição está em uso nos países de língua inglesa (Irlanda, UK, USA e os agregados que usam os mesmos missais). Nem a Itália utiliza o missal novo… Tenso, não?

  • A Igreja só está de pé porque Deus assim o quer. Qualquer outra instituição que fosse tão mal organizada e insubordinada já teria afundado.

  • Regimario

    Ah, catequista, ler os posts de vocês é um conforto pro meu coração! Sem exageros. Obrigado pelo apostolado de vocês, Deus os conserve assim. Gostaria de dar uma sugestão à vocês. Gostaria que vocês falassem algo sobre os “neoradtrads” que tem surgido, principalmente, nas redes sociais. Não sei se merece a atenção de vocês mas… É que ultimamente tenho andado um pouco angustiado com o que tenho visto nas redes sociais de uns dias pra cá. Explico: desde a última entrevista do Papa, vocês devem saber de qual estou falando, tenho vistos muitos posts sobre “profecias” falando da “apostasia de Roma”, antipapas eleitos irregularmente, perseguição dos verdadeiros fiéis católicos( aqueles que só participam da missa tridentina). Particularmente não creio nestas coisas, porém sei que a Igreja sofre e sofrerá perseguições. Sempre foi e sempre será. Mas da forma que está… Ressuscitaram até as profecias de são Malaquias! Não são bem as profecias que me angústiam. O que me dói no coração e ver o surgimento de uma juventude cujo o único apostolado na Igreja é participar de um grupo tradicionalista e já se acharem apologistas católicos por que chamam alguém de herege nos comentários. Jovens que durante toda vida participaram de duas ou três missas tridentinas, mas já se acham uns Lefevbres(como se isso fosse algo bom!). Jovens que porque viram alguns vídeos do Olavo de Carvalho(o qual admiro muito), se acham no direito de xingar como ele. Enfim, desculpe o desabafo, nem sei se fui bem entendido por vocês. Acho que pela minha idade e experiência não deveria me abalar com essas coisas. Se por um lado temos o relativismo correndo solto na Igreja, por outro vejo crescer um radicalismo cego, que se importa mais com a letra do que com o humano… De qualquer forma obrigado pela atenção e desculpe aí o desabafo! Continuem assim e Deus os abençoe!

  • Alexandre Ferreira

    Rodrigo, só a Oração Eucarística V. As das Missas com Crianças existem em todos os missais. Mas acho que a maioria dos padres não se dão bem com essa Oração. esteticamente eu a acho feia.

  • Alexandre Ferreira

    E aquelas respostas toscas no meio das Orações Eucarísticas??!! Noossinhora, fico pra morrer …
    Aqui na minha Paróquia usamos o missal de Portugal, que é muito mais afinado com o Original em Latim e muito mais bonito esteticamente. Vale ressaltar também que no Apêndice dele há o Ordinário da Missa em língua latina. Muito Bom e Bonito de Verdade!
    A propósito, amo o blog, que Deus os abençoe!

  • Obrigado pela informação Alexandre! Achava que as Orações Eucarísticas da Missa com Crianças só existiam no Missal brasileiro, porque um seminarista me passou esta informação!

    Realmente, as três em si são bem diferentes das demais orações, por isso até que nós criamos um folhetinho com elas três para distribuirmos para a assembleia acompanhar!

    Fique com Deus!

  • Luhana

    É importante elucidar também quanto ao “Dominus vobiscum”, que fielmente traduzido é o “O Senhor esteja convosco”. A resposta naturalmente dada por nós é: “Ele está no meio de nós”, o que é incorreto, pois em latim se responde “Et cum spiritu tuo”, que é “E com teu espirito”. Tal circunstância nos leva não somente a um erro de vocabulário, mas de semântica, o que é mais sério

  • Paulo

    CADA UM DE UM JEITO, AÇÕES DOS BUGNINI, BENELLI – HÉLDERS E ARNS, SUSPEITOS DE SEREM DA KGB – E ISNARDS DA VIDA MAIS, AQUI NÃO NOMEADOS!
    Sabemos que o Concilio Vaticano II foi infiltrado de maçons, comunistas e protestantes e que havia em seu interior, travestidos de hierárquicos, pessoas como D Isnard atentando contra a Igreja, não sendo à toa que o saudoso papa Paulo VI disse que a “Fumaça de satanás havia entrado na Igreja”, e todos os desvios que se proporcionaram no Vaticano II em favor das possibilidades de se terem duplas interpretações de alguns textos, quer sob a ótica católica ou protestante adveio desses traidores, asseclas de Satanás, como D Isnard.
    Aliás, os comunistas são subsidiários dos maçons, por sinal muito afinados aos relativistas protestantes, por sinal muito divididos entre si, e varias seitas tendo ligações fortes com a maçonaria, como pastores acusando Edir Macedo a IURD de o ser.
    Além dessa condenação, há outras para os que atentam contra a Igreja de uma ou outra forma, tentando corromper sua doutrina, como D Isnard merece o abaixo do papa Leão XIII: “OS COMUNISTAS, SOCIALISTAS E NIILISTAS SÃO UMA PESTE MORTAL QUE COMO A SERPENTE SE INTRODUZ POR ENTRE AS ARTICULAÇÕES MAIS ÍNTIMAS DA SOCIEDADE HUMANA, E A COLOCAM NUM PERIGO EXTREMO – Encl. “Quod Apostolici Muneris”.
    Vejam bem acima como está sorridente o perigoso Oswaldo, caçador de hereges!

  • Sávio Breno

    Se na próxima edição, eles traduzirem corretamente pelo menos o “et cum spirito tuo”, o “dignum et justum est”, o “pro multis” e o “meum ac vestrum”; eu já fico contente. Mando celebrar quatro missas em ação de graças, uma por cada tradução! kkkkkkkkk

  • Alexandre

    Caríssimos,

    Infelizmente, esta tradução é muito pouco provável que saia, desde quis ainda há uns 50 anos de influência da Teologia da Libertação, a partir deste ano. Digo isto, pois mais emergente que corrigir os papéis é corrigir a mentalidade dos seminaristas para que não re-errem.

    E isto, deve ser feito principalmente na vida real.

  • Maria Helena

    Gostaria de saber se vocês tem algum artigo sobre a igreja, o espaço da igreja. Andei observando de longe os crismandos da minha paróquia e fiquei horrorizada quando os vi entrar na igreja como se entra no quintal de casa, sem falar no mal comportamento na hora da Santa Missa. Vou preparar um encontro sobre isso. Vocês tem alguma ideia pra trocar?

  • Rodrigo

    Já li um artigo no site da Montfort que afirmava que o trecho do missal: “Ele está no meio de nós”, deveria ser mudado para “Ele está em meio à nós”.
    Procede, produção?

    • Esta é uma saudação onde o padre deseja que Deus esteja com os fiéis, por sua vez os fiéis desejam que Deus esteja também com o celebrante, o padre. Dominus Vobiscum = o Senhor esteja convosco, e o povo responde: et cum spiritu tuo = e com o teu espírito.

    • Jeislane

      Já ouvi dizer que o Papa mandou concertar mas os bispos responsáveis estão “empurrando com a barriga”. Como bem falou Alex Hoffmann, há uma saudação recíproca. Muitos aprovam “Ele está no meio de nós” porque consideram errada a resposta “E com teu espírito”. Alguns já vieram com uma pergunta retórica petulante: “como assim? O povo não tem espírito não, é?”. Desde antes do CVII, no folheto litúrgico, já vinham com uma tradução errada dessa parte dizendo que era “E contigo também”. Por último decidiram criar a própria resposta. Séculos e séculos de liturgia se passaram e ninguém percebeu o “erro”, só a CNBB. Tem algo estranho nisso, não?
      Refletindo sobre “E com teu espírito”, pensei: havendo uma diferença entre a presença do povo para a presença do padre que está em Persona Christi, se dissermos a ele “e contigo também”, numa equivalência a tu, estamos desejando também a Cristo que o Senhor esteja com Ele. Porém quando eu pondo minha intensão no sacerdote e digo “E com teu espírito”, eu tiro Cristo da intensão e me refiro especificamente a pessoa do padre.
      De qualquer forma, se eu não entendo a resposta pelo Espírito Santo inspirada, devo ser obediente a Ele e abandonar-me no sentido que Ele sempre quis que fosse, mesmo que esse sentido não venha ao meu conhecimento.

  • Bruno

    Isso explica muita coisa…

    1. Como é sabido, países com língua em comum são obrigados a ter tradução comum dos livros litúrgicos. Eu, como bom português, sei qual foi a única luta que os bispos lusófonos não brasileiros “conseguiram ganhar” aos irmãos desse lado do Atlântico: para nós, um veado será sempre uma espécie animal irracional, não um irmão preso a um comportamento intrinsecamente desordenado.
    2. Quando saíu a Editio Typica Secunda em Português, ainda em uso, eu tinha cinco anos. Vou fazer trinta. E ainda me lembro das coisas que mudaram:
    a) O Senhor esteja convosco. E com o teu espírito? NÃO!!! Ele está no meio de nós! (Dominus vobiscum – Et cum spiritu tuo, não “Ad nos est”). A lógica é zero. “-Está aí um buraco!” “-Um buraco está aíííííííííí…” (o nosso irmão caiu).
    b) Dêmos graças ao Senhor, nosso Deus. É digno e justo? Não, é nosso dever, é nossa salvação. Aqui lança-se a questão filosófica: não será o mesmo, mas uma frase mais elaborada? Ora, jamais. A dignidade de uma acção, a justeza de uma acção, a obrigatoriedade de uma acção e a finalidade de uma acção são muito diferentes. Dar graças a Deus, em Latim, é algo que fazemos porque Deus merece que lhe dêmos graças e porque é justo, da parte do Homem, dar-lhe graças. Em português damos graças a Deus porque somos obrigados (é nosso dever) para que alcancemos um fim (a salvação… que não se alcança apenas com o dar graças, mas amando os irmãos como a si mesmo e a Deus sobre todas as realidades criadas: “Nem todo o que me diz «Senhor, Senhor…»”).
    3. O “Et pro multis”… Nem falo.
    4. O Pater, que se alterou a primeira frase.

    E estas são as que me lembro.

    Ora, há dez anos que ouço falar que está para sair a Editio Typica Tertia (ET3). Em Portugal, a nova IGMR (da ET3) foi publicada há quase dez anos, senão mesmo dez anos. Entretanto, todos fomos aguardando a ET3. A minha livraria diocesana tem um Missal da ET3 encomendado há dez anos para eu oferecer à minha Paróquia o primeiro que chegar à Diocese (ainda antes da própria Sé). Mas, milagrosamente, o processo parou. Agora percebo porquê.

    Graças a Deus, o nosso Episcopado é muito unido e muito neutro em certas coisas. Não há posições muito extremadas. Assim como muitos apoiantes do Vetus Ordo foram mandados calar (sem, contudo, um único ser suspenso), acho que em termos percentuais devemos ter sido o país fora da América Latina em que foram suspensos a divinis mais TL’s. Aliás, um deles na sequência de dizer que as Aparições da Virgem Santa Maria em Fátima eram uma fraude (temos cá doidos desses). Os nossos bispos querem tudo menos confusões e coisas “fora da caixa”. Daí eu estranhar o porquê da ET3 não andar e, ainda para mais, quando fontes próximas do processo me diziam que as coisas tinham parado em dois pontos: n’O Senhor esteja convosco, e no Cânon.

    Penso que a culpa não será dos nossos bispos, nem dos da CEAST, da CEM, da Guiné-Bissau, de Cabo Verde ou de Timor. Mas de alguns que vocês têm o infortúnio de ter nessas bandas do Atlântico, em funções de peso e que ao invés de pensar nos irmãos e nas suas ovelhas, se gabam de enganar Pedro…

    P.S.: Se quiserem Editio Typicas Secundas com o Novus Ordo em Latim, têm os nossos Missais luso-angolano-moçambicano-sãotomense-guineense-caboverdiano-timorenses. Está lá num apêndice, final, mas está… Aproveitem agora que a Gráfica da Conferência faliu à espera da ET3…

  • João

    Vocês sabem informar quando sairá a nova edição do Missal Romano, que acabará (esparamos!)com estas ambiguidades?

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