A Missa que assistimos é inválida? Aham, Cláudia, senta lá!

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Como muitos de vocês já sabem, o rito da missa atual é diferente do rito antigo. De 1570 a 1969 – ou seja, por 400 anos – toda a Igreja celebrou de acordo com o Rito Tridentino (estabelecido no Concílio de Trento). A missa era toda rezada em latim (exceto o sermão) e não permitia qualquer inculturação.

Durante o papado de Paulo VI, a Igreja entendeu que era necessário reformar a liturgia, para favorecer a participação mais ativa e piedosa dos fiéis. Então, durante o Concílio Vaticano II, o rito da Missa foi simplificado, conservando a sua estrutura essencial. E a língua empregada poderia ser o idioma local, sem, contudo, deixar de lado o latim.

Alguns leitores têm nos cobrado um artigo sobre as comparações entre Missa Nova – aquela que celebramos atualmente – e a Missa Tridentina. Vamos começar retomando uma mensagem que a leitora Mariele nos enviou (já faz um tempinho):

“Venho pedir uma ajuda, sobre um assunto que está me confundindo muito a cabeça.

“O que acontece tem uns amigos meus que são católicos, e (…) vieram com a ideia de que as Missas que participamos hoje estão todas erradas, que a Missa certa é a Tridentina, e que o Concilio Vaticano II, está destruindo a igreja. Como aqui na minha cidade não tem a Missa Trindentina, eles disseram que não vão mais participar da ‘Missa Nova’. Eles estudam um monte de documentos da Igreja, e são contra o Concilio Vaticano II. Gente, será que tem como vocês me explicarem melhor isso?”

Os tais amigos da Mariele estudam um monte de documentos da Igreja e se acham espertos… Esses caras querem saber mais do que os papas? Acham que têm mais razão do que o pastor que Cristo escolheu para guiar o Seu rebanho? Não creem na Santa Igreja Católica, que aprovou o rito atual da Missa? Então não são católicos, são um bando de cismáticos! Não são melhores em nada do que os filhos de Lutero.

O fato é: a Missa Nova é válida, e trouxe mudanças necessárias para um novo momento histórico. Alguns pontos do rito são passíveis de discussão e podem ser melhorados? Talvez… mas ele é válido e santificante. Quem não crê nisso não está em comunhão com a Igreja e, portanto, não está em comunhão com Cristo.

Recentemente, o Pe. Paulo Ricardo realizou uma aula sobre a Missa Nova. Para falar sobre isso, pedimos a ajuda do nosso amigo David A. Conceição, do blog Apostolado Tradição em Foco com Roma.

Fala aí David!

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Por: David A. Conceição

Está acontecendo uma polêmica sobre uma aula do Reverendíssimo Pe Paulo Ricardo sobre a formação da Missa Nova, justamente por conta da linha de interpretação (hermenêutica) forçada de alguns católicos que a dizem de que o rito não presta e que deveria ser jogado no lixo.

Essa ideia contraria o que ensina a teologia sobre a aprovação dos ritos pela Igreja: quem nega a validade dos ritos oficiais peca mortalmente. É isso que determina a Bula Inter Cunctas, publicada em 1418 pelo Papa Martinho V.

Com a reforma litúrgica, em 1969, a Igreja publicou um novo Missal (livro usado na Missa, que define as leituras próprias do celebrante). Algumas autoridades romanas e bispos renomados como o Cardeal Otaviani, Dom Antônio de Castro Mayer e o Cardeal Ratzinger – futuro papa Bento XVI – tiveram restrições a esse Missal. A crítica era em relação à retirada de pontos explícitos da Sã Doutrina, como, por exemplo a palavra sacrifício. O Papa Paulo VI ouviu as queixas e mandou suspender a edição de 1969 para algumas correções.

Com as correções, em 1970, a doutrina do Sacrifício ficou devidamente explicitada no rito, conforme podemos ver nesta oração:

“Orai irmãos e irmãs, para que esse nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai Todo Poderoso”.

“Orate, fratres, ut meum ac vestrum sacrificium [meu e vosso sacrifício] acceptabile fiat apud Deum Patrem omnipotentem”.

topete_ratzingerA nova edição do Missal de 1970 recuperou a essência católica da Missa Tridentina, tendo recebido seu aval pelo então Cardeal Ratzinger. Porém, Dom Marcel Lefebvre, arcebispo francês, continuou a se opor à reforma litúrgica; Ratzinger, então, lhe escreveu:

“Com efeito, o sr. acusa de novo os Livros Litúrgicos da Igreja, com uma severidade que surpreende depois das conversas que nós tivemos. Como pode o sr. qualificar os textos do novo missal de ‘missa ecumênica’? O sr. sabe bem que este missal contém o venerável Cânon Romano; que as outras Orações Eucarísticas falam de uma maneira muito clara do Sacrifício; que a maior parte dos textos provém das tradições litúrgicas antigas. (…)

“Com o consentimento do Santo Padre, eu posso lhe dizer ainda uma vez que toda crítica dos livros litúrgicos não está a priori excluída, que mesmo a expressão do desejo de uma nova revisão é possível, da maneira como o movimento litúrgico anterior ao concílio pôde desejar e preparar a reforma. Mas isso na condição de que a crítica não impeça e nem destrua a obediência, e que não ponha em discussão a legitimidade da liturgia da Igreja.”

– Fonte: Carta de Dom Rifan aos bispos da Fraternidade, 30 de janeiro de 2009

Como foi bem colocado pelo Cardeal Ratzinger, as críticas à Missa Nova podem ser feitas e uma revisão futura pode vir a acontecer, desde que com o espírito católico de obediência e caridade. Mas Dom Lefebvre não pensava assim. Anos depois, ele desobedeceria frontalmente ao Papa, sendo então excomungado. Hoje, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), por ele fundada, NÃO está em plena comunhão com a Igreja.

Alguns fãs de Dom Lefebvre dizem que os protestantes influenciaram fortemente na elaboração do rito da Missa Nova. Não é verdade. O fato é que durante o Concílio Vaticano II, na Comissão da Reforma Litúrgica, seis pastores protestantes foram convidados para estar presentes, como OUVINTES. Porém, a distância entre o protestantismo e o rito da Nova Missa fica evidente nas seguintes declarações de Max Thurian, um monge calvinista que participou da citada comissão:

“Recentemente, uma comissão litúrgica protestante recebeu a tarefa de rever as orações para a Ceia do Senhor. Foi proposto que a segunda Oração Eucarística Católica (inspirada na anáfora de Hipólito) deveria ser adotada. Esta proposta não teve êxito. Pois se considerou que a doutrina implícita nesta oração não correspondia à fé comum dos protestantes. Dois problemas, acima de tudo, estavam no caminho da adoção desta oração: o seu caráter sacrificial foi tido como inaceitável (“oferecemos-lhe o pão da vida e o cálice da salvação”) e a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho implica transubstanciação. ESTE EXEMPLO MOSTRA CLARAMENTE QUE A LITURGIA CATÓLICA CONSERVOU A DOUTRINA TRADICIONAL DO SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO E DA PRESENÇA REAL.”

– Max Thurian, citado em La Croix (Paris), 15 de junho de 1977

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Quanto à missa ser rezada voltada para o povo (Versus Populum), isso já era feito antes do Concílio Vaticano II. Tanto é verdade que o papa Pio XII já rezava assim, e também o Padre Pio, conforme demonstra o vídeo de sua última missa.

É bem verdade que a Missa Nova é empobrecida tanto na teologia como nas rubricas; daí a necessidade de uma “reforma da reforma” litúrgica. Pra isso, será preciso com respeitar os resgates que o Missal de Paulo VI fez, o rito romano medieval e a tradição que nos veio do rito galicano e incorporada ao Missal por São Gregório e São Pio V, conforme a versão de João XXIII. É isso que foi dito na aula do Padre Paulo Ricardo, sem mais, nem menos.

Não se pode negar que, pelo modo como foi feito na reforma dos anos 60/70, o princípio do desenvolvimento harmônico da liturgia NÃO foi respeitado. E hoje, este é o rito ordinário que temos: legítimo, válido, lícito e santificante, e com vários aspectos positivos. Rezemos e trabalhemos para a unificação das formas, em um rito romano com os pontos positivos do novo, somados a toda aquela carga de sacralidade, tradição, e CONTINUIDADE, que só vemos no antigo.

No próximo post, voltaremos falando sobre a tradução brasileira do Missal Romano. É verdade que a nossa tradução precisa ser melhorada? Acompanhem!

63 comments to A Missa que assistimos é inválida? Aham, Cláudia, senta lá!

  • André

    E as Missas que são celebradas em alguns lugares, mas “não tão bem celebradas assim” (tipo, Missa inculturada TL)? São desrespeitosas ou chegam a ser inválidas?

  • David A. Conceição

    André, Salve Maria!

    Para que qualquer Missa seja válida é necessário que o padre diga as palavras essenciais da consagração, que é a forma do sacramento: “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”. Mesmo em português uma vez que a Igreja regularizou o uso da língua vernácula.

    Papa São Pio V declara em De Defectibus Cap. 5, Parte 1: “Se alguém remover ou mudar qualquer coisa na forma da consagração do Corpo e Sangue, e por essa mudança de palavras, não significar a mesma coisa que essas palavras, ela não confecciona o sacramento”.

    São Tomás de Aquino: “É claro que, se qualquer parte substancial da forma sacramental é suprimida, aquele sentido essencial das palavras é destruído; e conseqüentemente o Sacramento é inválido”. (Summa, III, Q, 60, Art. 8).

    Mesmo em uma Missa Afro, por exemplo, o padre usando as palavras corretamente, a Missa é válida, porém sacrílega.

  • Sidnei

    Se a missa que é valida é a missa tridentina, a missa atual não é valida, então as missas que eram celebras antes do Concílio de Trento também não eram válidas, nem mesmo a primeira missa rezada por NOSSO SENHOR que foi a Santa Ceia, vejam como é incoerente este pessoal.

    Agora gostaria que o pessoas aqui do Catequista me respondessem algo, foi colocado aqui que a missa no passado, a dita tridentina, era toda em latim exceto o sermão, então até mesmo a leitura da Bíblia era feita em latim? Se era, poxa que pena, os católicos do passado eram bem defasados com a leitura das Sagradas Escrituras, além de não terem e nem lerem em casa, o único local em que poderiam pelo menos ouvir seria na Igreja, mas nem na Igreja isto acontecia, é por isto que o povo católico ainda hoje em dia com tanta facilidade de ter uma Bíblia e lê-la tem a preguiça de ler, então gostaria que vocês aqui só me tirassem esta dúvida, obrigado.

    • Tradição

      Antes do Concílio de Trento, não existiram outros ritos, a missa tridentina é colocado como de 1500 á 1970 pois no ano de 1500 mais ou menos, o Papa Pio v, codificou a missa, ou seja ordenou que ela não fosse nunca alterada, e ela não apenas foi alterada, como foi criada uma nova, e isso que defendemos, que desagrada a Deus, pois a ordem de um Papa foi passa por cima por outro Papa, e isso não podia acontecer, o fato da missa ser em Latim, exceto a leitura e o evangelho, que são rezados também em português, ou na linguagem do País, enfim, acreditamos, que a missa não é para ser entendida, e sim rezada, ela é a continuação do sacrifício de Cristo e não uma refeição.

      • Harun Salman

        Antes do Concílio de Trento já havia, sim, outros ritos. O cartusiano é um deles. A missa, idealmente, deve ser entendida, para ser perfeitamente rezada. E o que um Papa, em um dado contexto, decide ser mais apropriado, outro Papa, em outro contexto, pode decidir aprimorar. Desde que as modificações não contradigam o depósito da Fé, essas modificações, mesmo se passíveis de crítica, devem ser acatadas, sob pena de criarmos divisões no Corpo Místico de Cristo. Abraço!

        • Tradição

          Pois é meu amigo, mas você acha que pelo fato de a missa hoje ser na linguagem do pais que está sendo celebrada, as pessoas entendem, se entendessem, não teriam perdido o respeito que tinha antes do concílio, Por mais que alguém não conheça a tradição ou não goste, analisando documentos, elas terá a certeza, comparando a igreja antes e depois do concílio, hoje, infelizmente é triste ver a realidade, os padres não usam suas vestes corretas, há pessoas que só faltam ir nua as missas, missas inculturadas, a tão santa missa continuação do sacrifício de cristo, hoje está parecendo uma refeição, como dizem, celebração eucaristica, perde-se completamente o valor.

          • Sidnei

            O fato de a Missa ser rezado no vernáculo não contribuiu para a bagunça que acontece hoje em dia nas missas, o que falta é orientação dos padres e demais leigos mais entendidos sobre este assunto, aos que tem pouca instrução, se a missa é em latim ou vernáculo isto não influencia em nada sobre a bagunça que esta ocorrendo hoje em dia nas missas. Sabes o que o pessoal no passado faziam quando iam a missa e ficavam de bobeira enquanto o padre rezava em direção ao altar e em latim?, muitos saiam iam fumar, outros iam ler o jornal, e somente alguns que entendiam do que se passava naquele momento ficavam para acompanhar de maneira respeitosa e em atitude de oração durante a celebração da missa, isto para demonstrar que se há bagunças nas missas isto não é de hoje, isto parte de pessoas que não entende o que é a missa, por isto se faz necessário urgentemente uma catequese a todas as pessoas para que saibam o que é a missa e o respeito que se deve a ela durante a sua celebração. E a missa deve ser entendida, sim, deve-se dar o entendimento ao povo para que todos saibam o que é a missa, quais as partes dela, o que o povo deve fazer durante a celebração da missa, o que o sacerdote deve fazer, enfim, todos devem saber o que é a missa, seu real significado e para que a missa é realizada, ir para missa por ir, o povo acaba indo apenas indo por tradição, e não por Tradição, apenas por costume, e não com verdadeira fé e eloquência como um bom testemunho o qual um verdadeiro católico deve dar.

          • Tradição

            Concordo com suas idéias, mas Se as pessoas saiam para fumar ou para ler jornal, algo precisa-va ser melhorado e não piorado num concorda, hoje em dia, infelismente a catequese não é dada de forma certa, as crianças não aprendem o nescessário, e por isso acaba que o futuro, as pessoas já crescem sem saber de nada, se padres não tem mais este entendimento, e não se tem mais o compromisso como antes tinham, é dificil cobrar das pessoas hoje.

          • Harun Salman

            A “missa de Paulo VI” é válida, assim como a “missa Tridentina”. Prefiro a segunda, mas participo da primeira, sem problemas. Ninguém aqui no blog defende essas bagunças com a missa. Essas bagunças são celebrações sacrílegas. Acima de Mons. Lefebvre, que eu muito admiro, está o Papa, seja quem for. Repito que inculturação é um processo legítimo e, óbvio, muito do que passa por inculturação, não é mais do que desrespeito ao sacrifício de Cristo. Gostaria que o irmão(ou irmã?) lesse um pouco do blog antes de opinar. E que parasse de espalhar ideias erradas sobre a Igreja de Cristo. Por favor, não se perca para ideias que, sob o nome de catolicismo, pregam somente a divisão do povo católico, com um jansenismo que só faz mal a todos. Temos uma guerra cultural para vencer e atitudes como a sua não ajudam. A Igreja de Cristo é uma só e seu chefe é Francisco, a quem proclamamos obediência. Um abraço!

          • Sidnei

            As missas do passado como as de hoje é que devem ser melhoradas no sentido de uma melhor catequese para que o povo entenda de uma vez por todas o que é a missa, se todos soubesse o que é a missa, acabariam estas palhaçadas de danças e palmas nas missas, pois o próprio povo iria exigir que as missas fosse mais belas, mais solenes, que houvesse mais respeito, seja de que rito for. Outra coisa, o rito tridentino instituído pelo Papa SÃO Pio V chamais foi abolida ou modificada, ela continua de pé e pode ser celebrada por qualquer sacerdote quando a pedido do povo, e nem mediante a isto, pois o sacerdote que acreditar que a missa do rito tridentino é mais eficaz, mais solene, mais digna de ser celebrada ele poderá fazer, se não pode, por exigência do bispo, o bom sacerdote deverá lembrar o seu superior aonde consta, em que documento, a abolição taxativa da celebração neste rito. Quanto a missa instituída pelo Papa Pulo VI a chamada missa nova, celebrada em vernáculo, esta de fato é um novo rito, mas este novo rito não abole o rito anterior e nem o rito anterior proibia a criação de novos ritos entre tantos rito que já há na nossa Igreja. O novo rito instituído por Paulo VI não passou por cima da autoridade do antecessor São Pio V, pois não aboliu e nem modificou a missa vinda deste rito, apenas se criou mais um rito que se tornou mais popular, se há abusos acontecendo nela isto se deve exclusivamente a falta de entendimentos por parte dos fieis a respeito do que é a missa, e de padres que parecem querer aparecer mais na missa do que o próprio SENHOR JESUS CRISTO, eliminando estes abusos, e o povo tendo mais entendimentos sobre o que é a missa, tanto o rito instituído por Paulo VI será tão sagrado, solene e belo quanto ao rito tridentino.

  • David A. Conceição

    Prezado Sidnei,

    De modo algum os católicos ficavam “viajando na maionese” nem para as leituras bíblicas nem para o rito da Missa em si.

    A leitura da Bíblia nunca foi proibida fora da Liturgia como ensinam os mentirosos professores de história, o que a Igreja nunca tolerou foi o livre exame das Sagradas Escrituras. Porque isso só compete ao Magistério.

    E na Missa, os leigos acompanham todo o rito com o missal dos fiéis, bilíngues latim x português. Logo, o padre pronunciava Dominus Vobiscum que a assembléia sabia que o significado era O Senhor esteja convosco .

    • Sidnei

      Tudo bem David, mas o que eu ouvia das pessoas mais velhas é que no passado as pessoas iam a missa e realmente elas ficavam viajando na maionese, muitos não sabiam o que fazer enquanto o padre rezava a missa no altar em latim e de costas para o pessoal (embora este conceito de dizer que os padres rezavam a missa de costas para o pessoal esta errado) então o pessoal se virava rezando o terço, rezando uma ou outra oração em um livro de oração, ou olhavam para o teto para contemplar as pinturas ou imagens, enfim, não se inteiravam tanto na missa como nos dias de hoje, e quando a leitura da Bíblia fora da missa, sabemos que no passado as pessoas não liam tanto a Bíblia como nos dias de hoje, se nos dias de hoje com a facilidade de se ler a Bíblia traduzida para o vernáculo, e a venda a preços módicos em casas paroquias, e até livrarias seculares o povo católico não é muito afoito ao adquirir a Bíblia e lê-la, imagine no passado.

  • Derik Noronha

    Há um padre na minha cidade que na hora da consagração, não diz exatamente o que está no Missal. Vou dar um exemplo: “Na noite em que ia ser entregue, Ele tomou o pão em suas mãos, deu graças e o partiu, e o deu a seus discípulos dizendo…” Esta seria a forma correta. Ele diz: “Naquela santa noite, com seus discípulos naquela sala, ele tomou o pão em suas santas, poderosas e chagadas mãos…” e aí vai. Existe alguma oração eucarística com o texto parecido, ou isso faz da consagração inválida?

    • David A. Conceição

      Derik caro irmão!

      Desconheço qualquer Oração Eucarística do Missal em lingua portuguesa que tenha esse trecho que você mencionou; saberia ver com o padre qual seria a edição que ele usa?

      De qualquer modo, se ele pronunciar as palavras “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue” a Missa será válida.

      • Tradição

        Se alguém, pronunciar, “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”, a consagração é valida, agora, a falta de respeito, a inculturação na missa, não dá pra dizer que é valido.

        • Harun Salman

          A inculturação é um processo legítimo, amplamente usado na evangelização. Houve e há abusos na inculturação e devemos combatê-los. Mas esses abusos, se não alteram a fórmula da consagração, não tornam a missa inválida. No máximo, sacrílega. Abraço!

          • Tradição

            Irmão, a missa, continuação do Sacrifício de cristo, não da pra aceitar de forma alguma inculturação, afinal, quando Jesus era cruxificado, não vimos ninguém fazendo dancinha ou aplaudinho aquilo, é preciso respeito, o que falta nesta ocasição, afinal, a missa para Deus e não para nós.

  • Plinio de Oliveira Lima

    Algo interessante a ser citado é que além da missa “nova” e a missa Tridentina, há outros ritos válidos na Igreja como o Ritual dos monges Cartuxos, ritos orientais, entre outros, o próprio Papa Pio V em sua bula “Quo Primum Tempore” que Todos teriam que aderir ao rito Tridentino : “[…] decretamos e ordenamos que a Missa, no futuro e para sempre, não seja cantada nem rezada de modo diferente do que esta, conforme o Missal publicado por Nós, em todas as Igrejas[…] A não ser que, ou por uma instituição aprovada desde a origem pela Sé Apostólica, ou então em virtude de um costume, a celebração destas Missas nessas mesmas Igrejas tenha um uso ininterrupto superior a 200 anos[…].”

  • Rodrigo Omena

    Amados adorei o post e tenho acessado mais o blog.
    Vi em um filme sobre a ditadura no Brasil , acho que foi Batismo de Sangue , uma cena de uma missa celebrada na prisão pelos religiosos que estavam presos..poderiam comentar sobre isso? Foi correta aquela celebração, pois achei muito bonita aquela cena…
    Um abraço fraterno.

    • David A. Conceição

      Rodrigo, Salve Maria

      Tem a cena desse filme no youtube? Aí poderemos analisar melhor a situação.

      De qualquer forma, vemos na internet muitas fotos de Missas em guerra, montanhas e diversas ocasiões de emergência em que é necessário a recepção dos sacramentos.

      Há instruções sobre celebrações nessas condições, logo, não há problema em suas realizações.

      Abraços

  • Alexandre Ferreira

    Infelizmente deixei de participar das Missas Tridentinas na minha Arquidiocese, aquela gente é doida! Não amam a Igreja, amam uma modalidade da Santa Missa!!

  • Bom post! Recomendo! E como diria um padre amigo meu: quando perceberão que o que importa não é tanto o rito, mas o espírito com o qual é celebrado.

  • Victor Picanço

    É errado dizer que Pio XII e São padre Pio rezavam versus popullum. Eles rezavam ad orientem e isto É MUITO DIFERENTE de rezar versus populum. Tinha a ver com a orientação do altar de algumas igrejas. O conceito “versus populum” simplesmente não existia.

  • Victor Picanço

    Eu, particularmente, prefiro a missa na forma extraordinária (tridentina), pois PARA MIM ela consegue expressar melhor a glória de Deus.
    Mas de modo nenhum a missa ‘nova’ é menos válida, ou menos lícita, e assisto-a sem nenhum problema quando não posso ir à missa tridentina (como nos dias da semana). Acredito que ela é apenas mais limitada, não comunicando toda a grandeza divina. Assim, a missa tridentina tem sido mais adequada para alimentar a minha fé. Há outras pessoas compreendem melhor a missa nova. O mais importante é destacar que é sim possível ser ortodoxo tanto na missa antiga quanto na missa nova.

    Infelizmente, há pessoas que usam (instrumentalizam, como disse o Papa Francisco) a liturgia para atacar a Igreja. Este espírito cismático/desobediente é que deve ser combatido.

  • Alison

    São padre Pio rezavam versus popullum por sua saúde debilitada e não por uma antecipação.
    O altar tradicional em que ele celebrava ainda existe e S. Pe Pio pediu licença para não celebrar a missa Nova e uma forte voz contraria ao CVII…

    • David A. Conceição

      Alison, Salve Maria!

      Sinto muito em te decepcionar. Mas Padre Pio não celebrou a Missa Nova porque ele faleceu sem nunca saber de sua existência.

      Ele pediu dispensa para o missal de 65, em 23 de setembro de 1968 Padre Pio morreu e a Missa Nova foi promulgada no dia 3 de abril de 1969. Até pela lógica de Aristóteles fica fácil de compreender esse ponto.

      E sobre o Concílio Vaticano II, veja o que ele diz na carta que reitera seu apoio ao Papa Paulo VI com as seguintes palavras:

      Eu me uno juntamente com meus irmãos aos seus pés com afeto e respeito, com toda minha devoção à sua agusta pessoa, em ato de fé, amor e obediência à dignidade Daquele a quem estás representando na terra. A Ordem dos Capuchinhos sempre esteve em primeira linha em amor, fidelidade, obediencia e devoção à Santa Sé, portanto eu oro a Deus para que possamos continuar assim em toda a tradição de religiosidade, seriedade e austeridade, pobreza evangélica e fiel observância da Regra e da Constituição, certamente renovando sua vitalidade e espirito de acordo com as orientações do Segundo Concílio Vaticano, de modo a sempre atender às necessidades da Madre Igreja sob o reinado de Vossa Santidade…

      Por saúde debilitada ou por qualquer outro motivo, o fato é que o versus populum foi usado e isso não é nenhum erro ou desvio litúrgico. Caso não saiba, Dom Marcel Lefebvre rezou o missal de 65 e a rubrica pedia o versus populum nos ritos inciais.

      Abraços

  • Acho que esse parágrafo resume bem a questão:

    “Esses caras querem saber mais do que os papas? Acham que têm mais razão do que o pastor que Cristo escolheu para guiar o Seu rebanho? Não creem na Santa Igreja Católica, que aprovou o rito atual da Missa? Então não são católicos, são um bando de cismáticos! Não são melhores em nada do que os filhos de Lutero”.

  • Eu não gosto dos termos “Missa Nova” e “Missa Velha” pois eles parecem dividir o Rito Romano. O Rito é um só e o Mistério que se celebra nos dois é um só também. O Novus Ordo e o Usus Antiquor são apenas as formas de celebrar na Igreja Latina, o Rito Romano: a Morte e Ressureição de Cristo Jesus.

    Quem nega um dos ritos é herege. Ponto. Isso não significa que não possamos criticar algumas coisas seja do NO seja do UA. Mas é necessário confessar a validade de ambas as formas do Rito.

    Que a Santíssima Virgem nos abençoe para celebrar mais dignamente o Mistério Pascal completo que é a Santa Missa (Sacrifício e Ressurreição do Verbo humanado).

  • silvia

    porquê foram convidados 6 pastores protestantes ? A santa ceia para os protestantes é simbólico. Nao acreditam na transubstanciacao.Nossa senhora é uma mulher qualquer. Nao acreditam que Pedro é o primeiro papa. Porque foram convidados? A paz de Cristo

    • Luiz Fernando

      Acredito que tenha sido por que era um concílio ecumênico! Mesmo sendo um concílio para os católicos, para debater algo sobre a fé católica, os protestantes compartilham de algo essencial: acreditam em Jesus Cristo. Claramente, as diferenças doutrinárias são absurdas; porém, eles foram convidados apenas como observadores, e não poderiam dar qualquer opinião sobre o assunto.

    • Os pastores foram convidados para assistir o Conselho, eles só trocavam ideias com os integrantes do Conselho fora das reuniões. Essa “troca de ideias” não é algo errado. Nada me impede de trocar ideias com protestantes, testemunhas de Jeová (esses são mais difíceis), judeus, muçulmanos, pagãos ou quem mais que seja.

  • Jann

    Como e bom ver tanta gente,empenhados em defender a santa obediencia. Num mundo tao cheio de interpletacoes individuais… (fruto do orgulho) Que sao francisco rogue por nos e VIVA A SANTA IGREJA DE CRISTO

  • Antes de tudo, desejo agradecer pelo post. Vocês não fazem a menor ideia do quanto esse assunto me inquietou profundamente nos últimos anos. Quero postar um testemunho:
    Eu tinha acabado de me crismar em 2011. E, como consequência do “redescobrir” a beleza infinita e sacrossanta da Igreja, Esposa de Cristo, estava com ânsia de conhecê-la muito mais profundamente.
    Porém, esbarrei com um grupo desses na internet. Antes, eu lia apenas algumas coisas que defendiam a Igreja dessas acusações da Inquisição, cruzadas etc.
    Porém acabei lendo os textos sobre Missa Tridentina. Eu admito, tenho uma admiração muito grande pela Tradição justamente pelo medo dos excessos e erros de hoje. Porém, instintivamente movida pela graça, acreditava e acredito na Hermeneutica da Continuidade, que não conhecia na época. Meu conhecimento a respeito do assunto era muito limitado. Eu tinha o catecismo, mas ignorava essas questões que até hoje julgo muito “elevadas” intelectualmente.
    E esse grupo me fez muito mal.
    Fiquei por muito tempo, cheia de dúvidas e questionamentos. Mas algo dentro de mim não aceitava aquilo. E entrei em parafuso por certo tempo.
    Quando fui aconselhada a deixar de ler sobre o assunto, e o fiz, pude encontrar minhas respostas e esse post de vcs confirma. Amo minha paróquia por ser guiada por um monsenhor fiel a doutrina e ao missal (ele fala ‘por muitos’).
    Creio que infelizmente muitos católicos, principalmente novatos na caminhada, ou entram em confusão ou abandonam a fé por essas contradições humanas.
    Que Deus nos abençoe e Maria Santíssima nos acompanhe nessa jornada, nos ensine a obedecer e a amar Jesus e Sua Igreja, da qual fazemos parte. E que assim estejamos todos, em unidade.

  • Mariele

    Gente Boa tarde…
    Poderiam mim tirar uma dúvida?
    Se a Missa for celebrada por um Sacerdote excomungado, posso comugar? Essa missa é valida?

    • Mariele,
      Para responder à sua pergunta, pedi ajuda ao David Conceição, do blog Apostolado Tradição em Foco com Roma ( http://www.tradicaoemfococomroma.com/ ). Afinal, eu não tinha conhecimento suficiente sobre isso.

      A missa celebrada por um padre excomungado é válida sim. Mas em anexo é uma missa ilícita, sacrílega, profana, maldita. Se NÃO souber que o padre foi excomungado, o católico que dela participa não peca.

      Também no caso da necessidade de receber o sacramento da confissão em perigo de morte, se não houver um sacerdote decente por perto, é válido se confessar com um excomungado.

  • Mariele

    Muito Obrigado Vivi…
    Outra duvida, é se os Sacerdotes que participam da FSSPX, são todos excomungados, já que o Fundador também é? Pelo fato de eles não obedecerem o Papa?

    • Mariele,
      Não, os sacerdotes da FSSPX não são todos excomungados. Estão em comunhão parcial com a Igreja, porque Bento XVI revogou as excomunhões de quatro de seus bispos. Mas a FSSPX continua sendo uma associação canonicamente irregular. Apesar disso, eles reconhecem a autoridade do Papa e rezam por ele, ou seja, até onde sei, não são sedevacantistas.

      Já o Lefebrve, seu fundador, morreu excomungado, em 1991.

  • denise

    Meu Deus, que confusão. Fico pensando que a religião católica está parecendo a economia global. São tantos estudos e reflexões que confundem a cabeça das pessoas. É muito preocupante ver a igreja católica se dividindo desta maneira. Sou católica apostólica romana, mas estou vendo verdadeiras aberrações dentro da igreja ” modernista”. Por outro lado, assisti algumas missas desta ‘ fraternidade ” e não vi nada demais. Isto é fim dos tempos mesmo. Ninguém sabe quem está certo. Será que Deus está desta briga. Que horror. Que Deus nos proteja. Acho que tudo isto é vaidade e briga pelo poder.

  • Tiago

    Olá Catequistas,
    Estou com a seguinte dúvida: No Domingo não poderei ir à Santa Missa, pois estarei fazendo prova de um concurso público em uma outra cidade, tal prova irá durar o dia todo,desde às 08:00 da manhã até as 12:30, reiniciando as 15:00 e finalizando somente as 19:30. Sei que poderia cumprir o preceito assistindo à Santa Missa de sábado à tarde, mas já tenho que estar no aeroporto às 17:20. Eu só posso ir para a missa das 12:00 de sábado, mas sei que não será válida como de preceito. Gostaria de saber se em casos como esse qual o ensinamento da Igreja? Devo procurar ao chegar em casa no domingo à noite fazer as leituras da Missa?

  • Iohanan

    Para a informação de todos, Bento XVI escreveu no seu livro “Millestones” (Memórias de Minha Vida, 1927-1977), que a reforma litúrgica foi uma ruptura com a tradição, que resultou em efeitos terríveis para a Igreja. Leiam lá.

  • claudio de cicco

    Lembro-me, quando muito jovem, que, no tempo da missa Trridentina, poucos sabiam o que estava se passando no altar, pois o padre celebrava de costas para o povo. Hoje só não acompanha quem não quiser ! A tradição do altar antigo vinha das catacumbas. Observe que tinham forma de túmulo. Jesus instituiu o Santíssimo SAcramento em uma mesa, após a ceia pascal. O novo rito restaura a tradição primitiva do altar em forma de mesa.Neste sentido é mais tradicional que o antigo. Quem assiste a missa antiga faz bem, quem assiste a nova, faz melhor.O resto é ritualismo condenado por Cristo.

  • Plínio

    Catequista, não consegui descobrir qual rito era celebrado antes do rito tridentino. Vocês poderiam me dizer? Deus abençoe!

    • Plínio, antes do estabelecimento do Rito Triodentino, havia um monte de ritos latinos, que foram maaaaais ou meeeeenos unificados sob o rito tridentino (que é o Rito Latino). Houve tb uma reorganização dos ritos orientais. Mas ainda permaneceram muitos ritos.

      Então o rito tridentino foi uma unificação. Mas ainda assim não se tornou a única forma de celebração. Porém, antes dele, cada uma das igrejas particulares tinha sua própria variação do rito.

  • Lucas

    Sobre a excomunhão de Marcel Lefebvre,é verdade que ela foi declarada nula pelo Papa Bento XVI?E sobre Dom Antônio de Castro Mayer?Também foi excomungado?E sua excomunhão foi revogada? Pois, sendo ele o fundador da atual Administração Apostólica São João Maria Vianney,que admiro muito e está em plena comunhão com a Igreja,Aprovada pelo Papa São João Paulo II,estariam os seus membros certos de apoiar o seu fundador??

  • Chinero

    To pagando para ver esse video com a missa rezada de frente para o povo pelo Papa Pio XII e padre Pio.

  • EMERSDON

    Posso tirar uma duvida ?
    Dentro do que vi , das varias pessoas que defendem a Missa Nova alguma pode me dizer se a Bula Quo Primum Tempore tem alguma validade ?

    http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=documentos&subsecao=decretos&artigo=quoprimum&lang=bra

  • Delfim

    Me parece que a defesa pela Missa nova ta que tá. Grande maioria dos católicos, totalmente cegos, brigam por ela. Ora, eu também vou a Missa Nova mas estou a pensar melhor. Se bem que não tem outra por aqui onde moro mas a forma como os Padres se comportam , celebram, e distribuem a Eucaristia, como se fosse bolacha, em breve a Missa nova terá somente carismáticos repousando no espírito.

    E as dancinhas heréticas diabólicas que fazem aqui para entrar com a Bíblia? Pois é, as pessoas partem para a Missa no Domingo para assistir a celebração do Santo Sacrifício, mas chegando lá encontram dançarinas e um Padre que chega atrasado, entra correndo, veste a batina de qualquer jeito e bora adentrar em Jerusalém!

    Para ser bem sincero eu estou com nojo da grande maioria dos Padres pela forma de desrespeito que tratam a Santa Missa.

    Uma coisa é entrar aqui e falar pelos cotovelos e dizer: “quem é conta Missa não esta em comunhão com a Igreja, mas eu pergunto aos senhores especialistas do site. QUe Igreja? Pq agora tem duas. A missa nova é uma igreja nova. A barca de Pedro não está atracada ainda aos dois Pilares de segurança, a Eucaristia e Maria Santíssisma, leiam o sonho de Dom Bosco!

    Ora, se a Missa nova e protestante, isso esta claro e provado, qual seria o rompimento de um fiel que não participa dela? Estaroa rompendo com quem? Com os Protestantes? Pois a Missa de Sempre não tem. Quero assistir a ela. Mas onde está?

    A FSSPX não está fora da Igreja. Ela é a Tradição . A Tradiçao da Igreja, mantida por dois milenios, teve frutos. Santos e quantos Santos, que nunca praticaram um ato de Heresia. É difícil enumerar aqui quantos atos de Heresia são praticados pelos modernistas de agora? Padres, Bispos, etc e tal….Papa João paulo II beijando o alcorão!!! Meu Deus! E agora é santo? Um papa que ensinou o relativismo?

    Bento XVI retirou a ex-comunhão da Fraternidade e ele próprio quis a volta da Missa de Sempre. Uma ex-comunhão que foi em si inválida. Não houve ato cismático, não fundaram nova Igreja, Nunca se apartaram de Roma. Nunca deixaram de rezar pelo Papa.

    O próprio Paulo VI enxergou o desatre feito pelo concílio Vaticano II , dizendo, “por alguma fissura a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus.”. Além do que o concílio foi pastoral e não infalível.

    Penso que nós católicos não demos aqui se apresentar como os tais, conhecedores de tudo etc . Mas sim, devemos brigar pela volta da Missa de Sempre, a verdadeira Missa de Deus. Sem desrespeitar nosso proximo mesmo sendo um católico modernista. Se nós estamos convictos de que pela Graça Deus nos faz pensar e agir assim, vamos tentar ao menos repassar isso ao nosso próximo mas na paz, sem menosprezar ou julgar outros.

    Vi um trecho aqui que negam que a missa nova tenha sido influenciada por protestantes, ora são tantos textos que referenciam alegria deles pelo fato da Igeja ter aceito tal tsuname da Fé. Alguém já se perguntou, porque pastores presentes se a Igreja única é a Católica?

    Bem, eu paro por aqui com minha opinião obtida pelo pouco que sei e li e aprendi ao longo de minha vida.

    Missa Tridentina ou nova? TRIDENTINA

    PALMAS NA MISSA? DEUS ME LIVRE, JAMAIS.
    DANCINHAS DIABÓLICAS NA MISSA ? JAMAIS
    BATERIA INFERNAL NA MISSA? NUNCA
    GRITOS? NUNCA
    COMUNHÃO NA MAO? AI QUE TÁ, SE PRA VC É O CORPO DE CRISTO , SO ACEITE NA BOCA, MAS SE PRA VOCÊ É SIMBOLOGIA COMO É PARA O HEREGE FÁBIO DE MELO, ENTÃO NEM ADIANTA ALGUÉM OPINAR. MAS MESMO ASSIM COMUNHÃO SOMENTE NA BOCA.

    Por outro lado, Nossa Senhora de Fátima advertiu sobre um perigo iminete, a perda da fé, principalmente dos sacerdotes. Que rezassemos por eles. Isso antes do Concílio! A divulgaçao desse conteúdo deveria ter sido divulgada antes do concílio , a pedido de Nossa Senhora. Os Papas da época fizeram? Não ! Por que será?!

    Se alguém aqui por acaso acredita em Nossa Senhora de Fátima, se acredita que realmente e verdade suas mensagens, por favor que me responda uma coisa:

    Quem foi que perdeu a Fé?

    Os Tradicionalistas que preservam a Tradição, a Santa Missa no rito de sempre , distribuem a comunhão na boca, andam de batina 24 horas, presevam 100% os ensinamentos da Igreja de sempre, ou os Padres Fábios de Melo que usam camisas apertadas caríssimas, calças justas., fazem shows, tranto na rua como na Missa.

    Padres que dizem como este e outros que a Eucaristia é simbólico , onde a Igreja sempre ensinou que trata-se do corpo , sangue , alma e divindade e Nosso Senhor Jesus Cristo. Padres que permitem danças heréticas na Missa.

    Padres que chegam correndo para celabrar a Missa , sem nenhuma preparação anterior. ?

    Pense bem , e responda. Qual desses dois tipos de Padres estão fora da Igreja? Qual desses dois tipos de Padres estão espiritualemnte fora da Igreja? Qual desses dois Padres seria inválida uma ex-comunhão? Os que preversam a Santa Eucaristia como corpo , sangue , alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo ou os que jogam na mão como se fosse bolacha?

    A Igreja ensina que quem disser que a Eucaristia não é o corpo , sangue , alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, seja anátema. Alguem poderia me citar um só trecho da FSSPX ou de de qualquer outro Padre que preserva a tradição que tenha falado alguma coisa contra esse dogma?: Sendo assim, Fábio de Melo está excomungado, automaticamente. Mas querem defender que Dom Lefevbre é que foi ex-comungado e foi correto?

    Porque o mesmo Papa que fez sua ex- comunhão não fez de padres modernistas que desmente e não acreditam na Eucaristia?

    Reze o terço profundamente , como toda sua Fé e depois disso reflita sobre essa questão. Eu tenho certeza absoluta , sem nenhuma sombra de dúvidas, que você vai ser esclarecido sobre isso. Absoluta. Peça então a Deus que lhe de clareza.

    Delfim Vasconcelos

    • Sidnei

      Delfim, você tem razão em muitas coisa e outras não. Você julga o Papa João Pulo II de herege e relativista porque beijou o alcorão, você queira que ele fizesse o que?, que rasgasse o alcorão, e depois?, seria você a arcar com as consequências?. Sempre interpretei este gesto do Papa João Paulo II como um sinal de respeito a aqueles que não crê como nós, sobre tudo, neste caso, os muçulmanos. JESUS convida O seguirmos, não nos impõe, e aqueles que não querem segui-lo, devemos respeitar a opção destes, e orar, para que DEUS os iluminem, que possam se abrir a graça de DEUS, e se converterem a CRISTO, e caso isto não aconteça, devemos orar para que DEUS tenha misericórdia de suas almas no juízo final. Quanto dizer que os abusos ocorridos na missa nova é prova de que a missa é invalida, isto é temerário em dizer, eu sei que ocorrem muitos abusos litúrgicos na missa instituída por Paulo VI, mas dizer que estes erros ocorrem porque a própria missa é que dá margem para isto, eu não concordo. O que dá margem sim, é a má interpretação que muitos dão do Concílio do Vaticano II, e assim estendem também a missa instituída por Paulo VI. Se seguir as rubricas da chamada missa nova, verão que não há nada aí que se possa introduzir qualquer abuso litúrgico, pois se estão acontecendo tais abusos, a culpa é somente e somente só das pessoas que organizam estas missas e do presbítero que a preside. Portanto senhor Delfim, parece que o senhor quer se colocar em uma posição acima de todos na Igreja, inclusive do próprio Papa, alegando que eles erram nisto e naquilo, para um bom católico, em primeiro lugar, nunca se deve fazer um mau juízo do Papa, isto não quer dizer que não possamos averiguar algumas posturas do Papa, o qual ele diz o que ele faz, o qual não concordamos, mas, se fizermos isto, seria uma dever em primeiro lugar, analisar de uma forma para que entendamos que tais atitudes e palavras não firam a doutrina da Igreja, como por exemplo, como este gesto do Papa João Paulo II, ao beijar o alcorão, o qual alguns já vão julgando o Santo Padre de relativista e herege, porque não olham de outra maneira, porque não vejam que isto foi um gesto de respeito, mas ao invés disto, já vão jogando pedras, já vão julgando o Papa disto e daquilo, e ainda se dizem católicos. Mas católicos que isto então os protestantes são muito mais.

    • Allan Marquezin

      Resumindo o que disse Sidnei: O problema em si não é a Missa Nova, mas o comportamento de certos sacerdotes que acham que podem fazer o que bem entendem do rito devido má interpretação do concílio.

      O rito da Missa Nova é bem mais simples do que o Tridentino, mas não deixa de ser muito bom.

      Por isso, Delfim, antes de ficar criticando a Missa Nova , estude mais a liturgia da igreja (principalmente a história da missa) e a teologia sacramental e você verá que a Missa Nova não é culpada dessa avacalhação litúrgica.

      Por isso também, pare de atacar S. João Paulo II, representante de Deus na terra por achar que ele não teve pulso firme com o modernismo (na verdade ele teve sim!). Também, beijar o alcorão pode ter sido errado. Mas se isso foi errado o Papa é um ser humano, ele também pode pecar! (São Pedro, o primeiro Papa, negou Jesus três vezes!)

      Mas, se você ainda não quer estudar com humildade os documentos da Igreja e a história da missa de mente aberta e as ações do papado contra o modernismo, não só com escritos pré-prontos de sites cismáticos, São Judas Tadeu, em sua carta, te diz como você se tornará se continuar assim, falando mal do que não conhece direito:
      “Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão.” Jd 1, 10

      Também São Judas diz a você, que já está causando confusão, o que você pode se tornar

      “Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo,os quais vos diziam: No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões; homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito.”
      Jd 1, 17-19

      Você pode estar muito nervoso, mas apenas estou seguindo uma orientação do próprio São Judas em sua carta, de salvar quem está caindo no fogo:

      “Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os,e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne”
      Jd 1,22-23

      Ou seja, Delfim, pare com essa implicância com a Missa Nova sem conhecer a liturgia direito e com o papado e fazer estardalhaço e escândalo, por que Jesus disse que quem não recolhe com ele espalha!!!

      Deus te abençoe
      Salve Maria

  • Nosso Senhor Jesus Cristo beijando o Alcorão?? Alguém consegue imaginar isso?
    O Papa está no lugar de Nosso Senhor Jesus Cristo na terra não é??
    Então como fica?
    Porque eu rezo a São João Paulo II, li sua biografia, admiro-o mas nunca consegui entender que beijasse o Alcorão…

    • Sidnei

      Maria, eu entendi o gesto do Papa São João Paulo II, ao beijar o alcorão, pois foi um gesto de respeito aos muçulmanos. Muitos queriam que ele tivesse feito o que?, rasgado, cuspido no alcorão?, aí sim veriam um banho de sangue que iria correr pelo mundo afora até nos dias de hoje, mas o Papa então fez aquele gesto, não querendo deste aforma afirmar que a fé islâmica esteja correta, mas foi um gesto de respeito por aqueles que não creen como nós, e que somo forçados a ter uma convivência pacifica com estas pessoas, não só com os muçulmanos, mas com: protestantes; judeus; ateus; homossexuais e apor aí afora. E claro que este gesto não foi dogmático ou qualquer coisa que o valha, diante disto, podemos até questionar sobre este gesto do Papa, como você faz aqui, e você tem todo o direito de fazer, mas devemos fazer um pouco de esforço para entender que tal gesto não confronta nossa fé católica, mas é o que representou ser, apenas um gesto de respeito aos muçulmanos.

  • Sidnei, muito obrigada por sua amável e sábia resposta. Sim a ética de Deus revela a dignidade humana:todos são chamados. No entanto em Rom 4 temos algo bem específico sobre o chamamento e a salvação.a minha pergunta continua: Nosso Senhor Jesus Cristo beijaria o Alcorão? O Papa de Roma é a cabeça visível da cabeça invisível da Igreja que é Jesus Cristo. a convivência pacífica inter-religiosa não pode obrigar a um gesto de mentira para supostamente agradar ao a quem se apresenta como algoz; foi por isso que Nosso Senhor Jesus Cristo venceu a morte pela Cruz, porque jamais faltou com a Verdade e muito menos para agradar quem quer que ainda que lhe custasse a vida e coberto de tortura e inenarraveis sofrimentos, como foi o que aconteceu. E além de não ceder em nada quanto à Verdade o Filho do Homem confiou 100% no Pai, jamais duvidou mesmo entregue a tanto sofrimento, a uma agonia de horas pregado naquela Cruz…já pensou nisso bem detalhada e detidamente? Então eu pergunto mais uma vez o Filho do Homem beijaria o Alcorão? Esse gesto é dar falso testemunho da verdade quando a nossa obrigação de Cristãos é dar testemunho da Verdade a todo mundo ainda que isso nos custe a Cruz porque a salvação das almas é o único motivo pelo qual da Encarnação do Verbo Divino, não é? A salvação das almas é o princípio de tudo que um Cristão faz. Se algo não salva mas até confunde, esquece.Está entendendo o que me preocupa no gesto do Papa? Mas quem sou eu para discutir o gesto do Papa?? Pois é, também me admiro da minha persistente ousadia. O Divino Espírito Santo beijaria o Alcorão? Deus Pai beijaria o Alcorão? A Paz só pode ser obtida pela conversão e é nosso dever dar testemunho sempre. O Papa poderia apenas dizer: Nós Cristãos acreditamos de modo diferente e respeitamos o seu modo de acreditar. Tudo que a gente faz tem de perguntar: o que Jesus faria em meu lugar? Acha que os muçulmanos não percebem que é um ato demagógico, estratégico por mais boa intenção que tenha tido? acha que vão respeitar um Chefe da Igreja de Cristo que beija o livro pelo qual não reza nem acredita? Aí mesmo que não vão nos respeitar. Os orientais tem em alta conta um inimigo honrado, mas um que se dobra passando por cima da própria religião é desprezível e não merece respeito algum, porque comparam a si mesmos que dão a vida pela sua religião. Então veja como um gesto assim pode ser muito mais perigoso. Repeito a pergunta: o que faria Jesus no lugar do Papa João Paulo II? A gente não confia 100% em Deus por isso vacila com medo de provocar isto ou aquilo…quem confia em Deus diz a Verdade e entrega o resultado a Deus, se me cortam a cabeça paciência…O que acham?

  • Emerson

    É sério que este site pediu ajuda ao Davi A. Conceição??? E indica o link do Apostolado Tradição em Foco com Roma??? Mas, esse cara aeh é FÃzão do ex-comungado cismático Marcel Lefebvre. Tanto que tem o Marcel como herói e patrono do referido blog! Tá logo na frente isso!

    • Emerson, o David criou propositalmente uma estética tradicionalista no blog dele, para chamar a atenção justamente dos tradicionalistas. Eu sei, fica um tanto confuso, rsrs, mas a citação ao Lefebvre como patrono do blog é um sarcasmo. Tanto que o conteúdo do blog apresenta argumentos numerosos contra as teses dos fãs de Lefebvre. Mas ok, talvez o David não seja muito bom ao fazer ironias…

  • João Pedro Strabelli

    Deixa eu dar minha cara a tapa aqui.

    Acho que o problema não é o rito, a forma do padre falar, algumas inculturações que incluem nas missas, se o ministro que vai dar a comunhão é um pecador pior do que eu (ó a pretensão), se o casal do lado vai ficar prestando atenção mais no celular do que no padre, se aquele leigo que eu conheço vai ficar se mexendo a missa inteira. Se a missa está autorizada, eu tenho mais é que ir humildemente agradecer esse presente de Deus e ir lá. Se eu queria que mudassem algumas coisas? Muitas. Mas, quem sou eu? Vou ficar quieto no meu canto e pedir para Deus. Ele sabe mais do que eu e, se permitiu e autorizou (afinal, o Missal não foi obra de um, mas da Igreja), não vou ser eu que vou lá falar do que não sei.

    Ainda tenho duas observações: se a Missa voltasse a ser em latim, a maioria das pessoas iria a ela como que para ouvir palavras mágicas. Sem brincadeira, isso de ficar escutando o que não entende nada vai levar alguém para o céu?

    E tem gente que não gosta da Missa porque ela, digamos, simplificou e facilitou muito. Não, não dizem desse jeito, que tem jeitos muitos mais argumentados de dizer isso, mas o foco das reclamações é justamente esta simplificação. Mas, Jesus mesmo disse à Santa Brígida que a Nova Lei tornou a vida das pessoas mais fáceis, porque a Lei Antiga era muito mais difícil de se seguir.

    Como não dá para fazer uma Missa própria para cada católico, o jeito é este. Eu lembro, quando era mais novo e participava de um grupo de canto, que uma boa parte das missas do Natal era cantada em latim. Eu gostava muito mais. Mas a maioria das pessoas só começou a entender o que cantava quando saiu a versão em português. Continuo amando canto gregoriano e gostaria muito de ter a possibilidade de participar de alguma liturgia com cantos assim. Mas, entre o meu gosto e mais pessoas entenderem, que mais pessoas entendam.

  • Allison matos

    A missa antiga (tridentina) pode ser celebradas nos dias de hoje em igrejas comuns?

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