Malleus Maleficarum – um manual bizarro, condenado pela Igreja

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Já explicamos em outro post (confira aqui) que a “caça às bruxas” foi um fenômeno tipicamente protestante, tendo sido arrefecido pelo bom sendo dos agentes do Tribunal da Inquisição. Outra calúnia muito comum relacionada a esse tema é a de que os inquisidores teriam utilizado o bizarro livro Malleus Maleficarum (“Martelo das Bruxas”) como base para orientar seus julgamentos. Nunca!

Na verdade, essa obra foi condenada pela Igreja desde a sua publicação, e quem mais fez uso dela como manual para identificar, julgar e punir supostas bruxas foram os puritanos protestantes e tribunais seculares.

O livro foi publicado em 1484 por dois frades dominicanos alemães – Heinrich Kramer e James Sprenger. Em seguida, os autores submeteram o conteúdo à análise do clero da Universidade de Colônia, que reprovaram a ridícula obra. A Igreja Católica, em 1490, colocou o livro no índice dos livros proibidos, por ser incompatível com a sua doutrina sobre demonologia.

Os autores ignoraram a ordem da Igreja, e continuaram a publicar o “Malleus”. Eles eram tão picaretas que inseriram uma falsa nota de aprovação eclesiástica no início do livro. Essa falsa aprovação, somada a ilustrações safadinhas (o livro era cheio de imagens de bruxas peladas) ajudou a obra alcançar grande popularidade, espalhando a superstição e a histeria por grande parte da Europa.

Por fim, o “Malleus” jamais foi utilizado pelos tribunais da Inquisição.

Fonte: Jolly, Raudvere, & Peters(eds.). Witchcraft and magic in Europe: the Middle Ages. p 241 (2002).

Jesus socialista? Conta outra piada!

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Os ideais socialistas de promoção do bem-estar dos pobres, à primeira vista, parecem concordar com alguns princípios cristãos. Um olhar mais atento, porém, deixa evidente que socialismo e cristianismo caminham para pontos completamente divergentes. Sobre isso, o Papa Leão XIII mandou na lata:

Na verdade, embora os socialistas, abusando do próprio Evangelho para enganar mais facilmente os incautos, tenham o costume de distorcê-lo para atender a seus propósitos, tão grande é a discordância entre suas perversas opiniões e a puríssima doutrina de Cristo, que não se poderia imaginar uma maior: “Que união pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunidade entre a luz e as trevas? (2 Cor 6,14)”.

– Encíclica Quod Apostolici Muneris. 1878

O socialismo (que, de forma resumida, seria uma etapa para se chegar ao comunismo) não se reduz a uma teoria econômica, como muitos pensam. É uma FILOSOFIA que engloba toda uma cadeia de valores; uma filosofia que pretende dominar todas as instâncias da vida das pessoas, não só as relações econômicas e de trabalho. Do socialismo brota toda uma cultura anticristã!

“Jesus Cristo foi o primeiro comunista”, papagueiam muitos por aí. Mas o Filho de Deus jamais poderia ser comunista/socialista, pois…

…pregava a solidariedade, não a igualdade.

Jesus pregava o desapego dos bens e a solidariedade voluntária, enquanto o comunismo prevê o confisco da propriedade privada (no caso das ditaduras) ou a redistribuição artificial de renda baseada em altíssimos impostos, sem critérios de mérito (no caso dos países social-democratas).

Para o cristianismo, é natural que haja pessoas com mais bens materiais do que outras. A Doutrina Social da Igreja condena, isso sim, a excessiva acumulação de bens, especialmente quando essa o acumulador nada faz para produzir bens sociais que favoreçam a independência econômica e a dignidade dos mais pobres. Sobre isso, já falamos no post “A Igreja ensina a diferença entre capitalismo e capetalismo“.

A divisão igualitária de bens jamais esteve presente nas pregações de Jesus. Isso fica evidente nesta passagem:

Disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós? (Lc 12,13-14)

…não condenava uma pessoa pelo simples fato de ela ser rica.

Jesus olhava o coração das pessoas, não sua condição social ou material; já o comunismo demoniza os ricos e romantiza a pobreza.

Ao nascer, Jesus receber presentes caros e homenagens de três pessoas ricas: os Reis Magos. E em vários trechos dos Evangelhos vemos Jesus citando respeitosamente Davi, que era um rico e poderoso rei.

É bem verdade que pessoa com muito dinheiro (e poder) tem muito mais facilidade de dar asas a suas maldades e tentações. Também os ricos têm mais possibilidade de se iludir com a aparente segurança e “felicidade” que seus bens lhe dão, e assim muitos podem ter dificuldade para reconhecer sua necessidade de Deus. Foi nesse contexto que Jesus disse: “É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus” (Mc 10,25).

Tanto isso é verdade que muitas pessoas ricas alcançaram a santidade. É o caso da popularíssima Santa Edwiges, que, depois de ter filhos e em acordo com seu marido, fez voto de castidade, mas não fez voto de pobreza: preferiu se manter à frente da administração de seu amplo patrimônio, com o qual ajudava os endividados, construía hospitais e sustentava conventos.

…ensinava que as coisas materiais eram secundárias.

Jesus queria que as pessoas a buscassem o Reino dos Céus acima de tudo. O sustento é algo importante, mas não deve ser a prioridade da vida de uma pessoa: a quem busca a Deus, os bens materiais são dados por acréscimo (Mt 6,33). Já o comunismo leva as pessoas ao materialismo, a buscar um paraíso nesta terra.

Já em seu tempo, Jesus frustrou as expectativas materialistas de muitos de seus seguidores. Depois que Ele multiplicou os pães e peixes, a multidão empolgada queria fazê-lo rei. Mas Ele deu um fora em geral:

Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. (Jo 6, 26-27)

…ensinava a não cobiçar as coisas alheias.

Jesus pregava a paz e a conciliação, mesmo com aqueles que são injustos conosco. Já o comunismo se baseia na luta de classes, promovendo a inveja e o ódio dos pobres contra os ricos.

… era a favor da família e da castidade.

Jesus era submisso a seus pais, e condenava o adultério e o divórcio. Enquanto isso, o comunismo visa enfraquecer (até eliminar) a autoridade dos pais sobre os filhos, debocha da fidelidade conjugal e defende a abolição da família monogâmica – que seria nada mais do que uma estrutura alienante burguesa. A monogamia seria mais uma expressão do conceito de “propriedade privada”, nesse caso, de dominação do homem sobre a mulher  (sobre isso, ver o Manifesto Comunista e os escritos de Engels, Gramsci e Lukacs).

No socialismo, portanto, deve-se promover uma cultura de promiscuidade, a começar pelas crianças e jovens. Para isso, é fundamental enfraquecer a influência da religião e da família sobre o indivíduo, para que cada vez mais as pessoas dependam e confiem, acima de tudo, no Estado. É preciso enfraquecer a família para fortalecer o Estado socialista (o livro “1984”, de George Orwell, mostra bem essa realidade).

Dinheiro da Igreja Católica ajudou EUA a combater os nazistas

capitao_americaPara financiar uma guerra, é preciso muito dinheiro. Nesse sentido, na luta contra as tropas de Hitler, os Aliados puderam contar com milhões de dólares da Santa Sé, injetados nos grandes bancos comerciais dos Estados Unidos.

Aos poucos, cada vez mais desmorona a cortina de mentiras contra o Papa Pio XII, plantadas pelos comunistas da KGB, e espalhadas com prazer por protestantes e ateus. Ora, como a Igreja Católica poderia ser apoiadora do nazismo e ao mesmo tempo realizar extensas transferências de dinheiro para os inimigos desse regime?

A revista “The Historical Journal”, publicada pela Universidade de Cambridge, publicou em dezembro de 2012 um artigo com um longo e detalhado estudo sobre as atividades financeiras do Vaticano durante a Segunda Guerra Mundial. Com base em um conjunto de documentos do Arquivo Nacional Britânico, a historiadora Patricia M. McGoldrick simplesmente provou que a Santa Sé apoiou os Aliados contra os nazistas.

“Nós concluímos a partir dessas contas que, no início da Segunda Guerra Mundial, o Vaticano rapidamente moveu seus valores mobiliários e as reservas de ouro de áreas sob ameaça de ocupação nazista para os Estados Unidos. Isso fez com que os Estados Unidos se tornasse o centro a partir do qual a Igreja administrava as suas finanças no mundo todo.”

– Patricia M. McGoldrick

Além de proteger os bens do Vaticano – afinal,  a Santa Sé era AMEAÇADA por Hitler, e não aliada de Hitler – esses investimentos denotam uma clara estratégia de apoio aos Aliados. Afinal, os documentos também revelam que o dinheiro foi enviado para financiar atividades humanitárias de ajuda às tropas aliadas, além do investimento em empresas envolvidas diretamente na indústria de guerra, como Rolls Royce, Dow Chemical, Westinghouse Electric, Union Carbide e General Electric.

O vídeo abaixo mostra a reação de Hitler diante dessa notícia…

Fontes: L’Osservatore Romano e News.Va

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INTERROMPENDO O SEU BANHO SEMANAL!!!! Estamos aqui reunidos: Waldir Quaresma, Vitor Quintes, Raquel Gompy(Monalisa de Pijamas), Ivan Quaresma (Itinerário de preparação para o Matrimônio) e o Carlos Weslly. Iremos partilhar com vocês músicas(católicas) que fazem parte de nossas vidas e são canal de graça pra nossa salvação! […]

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