Cristianismo sem cruz é como Buchecha sem Claudinho

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São Pedro, em um belo dia, passou óleo de peroba na cara e fez uma pergunta a Jesus – era uma pergunta, imagino, que todos os demais apóstolos queriam fazer, mas não tinha coragem para isso:

– Eis que nós deixamos tudo para te seguir. Que haverá então para nós? (Mt 19,27)

Estou renunciando a muitas coisas… o que eu ganharei com isso? Que vantagem há em te seguir, ó Cristo? Não era uma pergunta desrespeitosa, nem havia qualquer tom de afronta. Era uma pergunta feita com a sinceridade de uma criança. Por isso Jesus não se ofendeu, e respondeu de modo claro e objetivo:

– Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna.” (Mc 10, 28-30)

Já neste século = ainda nesta vida.

Ou seja, tudo o que você renunciar por amor a Cristo, receberá em troca, ainda nesta vida, graças que lhe darão uma satisfação cem vezes maior do que aquilo que você renunciou. Mas repare: COM PERSEGUIÇÕES. E, depois, a felicidade na vida eterna. Não lhe parece vantajoso? Com Cristo, só lucramos: nunca perdemos nada!

Temos fé nesta promessa? Acreditamos em Jesus? A resposta está nas decisões concretas que tomamos a cada dia.

“Renunciais a Satanás e a todas as suas obras e seduções?” – assim pergunta o bispo aos crismandos, durante a renovação das promessas do batismo, na cerimônia do Crisma. O Joselito pensa consigo: “Ok… Eu não quero mesmo andar por aí ao lado de um sujeito chifrudo que cheira a enxofre! Essa é fácil! Renuncio!”. Você não renunciou a nada, Joselito! Você continua abraçado ao capeta, por meio dos seus pecadinhos de estimação, aqueles que você não quer largar de modo algum.

Para manter amizades ou se enturmar na escola ou na universidade você precisa adotar ideias ou atitudes contrárias à fé cristã? Renuncie! Fique em paz, Deus mesmo será seu amigo, e lhe dará amigos muito melhores.

Para manter seu emprego você precisa colaborar ou ser conivente com atos imorais? Renuncie! Não se preocupe: Jesus sabe que você precisa comer, beber e se vestir. Um pai não dará pedra ao filho que pede pão. Busque primeiro o Reino de Deus, e tudo o mais virá por acréscimo.

Para manter seu namoro você precisa viver em pecado mortal, pois quem você ama não aceita viver um namoro casto? Renuncie! Dê a Jesus a chance de lhe mostrar quanta alegria há em uma vida casta.

No casamento, para manter uma vida de maior conforto, você usa camisinha ou pílula anticoncepcional para evitar filhos? Renuncie! Confie na Providência! Deus não decepciona quem confia nEle e segue Seus mandamentos.

“Não existe cristianismo sem Cruz”, advertiu o Papa Francisco (homilia na Capela Santa Marta, 08/04/2014). Em outras palavras, quem segue a Cristo, necessariamente, sofrerá perseguições e outros sofrimentos. É urgente lembrar isso, em um tempo em que muitos parecem procurar em Cristo e na Igreja somente milagres, bem-estar, graças materiais.

Nesse cenário, proliferam as seitas que pregam um cristianismo a serviço de uma vida de sucesso: “Pare de sofrer”, diz a Teologia da Prosperidade. Mas a mensagem do cristianismo autêntico, o cristianismo da cruz, é bem diferente: “Pare de sofrer em vão“.

Jesus jamais nos prometeu o Paraíso aqui nesta terra. Nesse mundo temos grandes alegrias, mas a maior parte da vida é luta, decepções, lágrimas e perdas (“A vós suspiramos, gemendo e chorando neste VALE DE LÁGRIMAS…”, assim rezamos na Salve-Rainha). E por melhor que uma vida seja, seu desfecho material é um só: o túmulo. Somos pó e ao pó voltaremos – é o que nos lembra a Igreja, a cada Quarta-Feira de Cinzas.

Os que estão em Deus usam o sofrimento como degraus de sua escada para o Céu, e assim mantém a paz e a alegria, mesmo nas tribulações. Já os que estão longe de Cristo se revoltam diante da dor, e assim seu sofrimento é vão, pois não gera nada de bom nem para si, nem para os outros.

Acaso a cruz nas igrejas é mero enfeite? Não! A cruz é o nosso caminho, é o nosso destino! Não entraremos no Céu se não aceitarmos unir a nossa cruz à cruz de Cristo. “A Cruz não é um enfeite para ser colocado no altar, mas o mistério do amor de Deus” (Papa Francisco).

Os Apóstolos diziam aos discípulos: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus” (At 14, 22). MUITOS SOFRIMENTOS – notem bem. Se não aceitarmos fazer penitência nesta vida, teremos (com sorte!) que fazer isso depois, no Purgatório. Ali, penando muito, mas com o coração cheio de esperança, as almas são purificadas, e só chegam ao Céu após quitar a dívida que não pagaram com amor ou dor, quando estavam na terra.

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Finalmente estreamos a temporada 2016 de O Catequista TV! Se você ainda não conhece o nosso canal no Youtube, acesse e inscreva-se já para ficar ligado nas próximas novidades.

O Catequista Entrevista: Tudo sobre namoro e casamento!

Oi Povo Católico!

Finalmente a estreia da temporada 2016 de O Catequista TV! Se você ainda não conhece o nosso canal no Youtube, acesse e inscreva-se já para ficar ligado nas próximas novidades!

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Hoje entrevistamos Tatiana Mesquita, autora do livro “O que você precisa saber antes de dizer sim”! O bate-papo foi divertidíssimo e garanto que muitas das suas dúvidas sobre namoro e casamento serão esclarecidas aqui. Vale muito a pena! Confira o papo aí embaixo e espalhe por aí!

 

Gostou? Você pode encontrar o livro clicando aqui e entrar em contato com as autoras através do Facebook!

 

A Bíblia exalta a mulher recatada e “do lar”. #CholaMais

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Em fevereiro deste ano, a Revista Veja (foto abaixo) trouxe na matéria de capa o tema “gênero neutro”, sobre pessoas que se identificam nem como meninos nem como meninas – e escrevem alunx, amigue etc. As personagens principais eram duas adolescentes; uma lésbica e uma bissexual. Ambas diziam ter a “sexualidade fluída”, ou seja, admitiam a possibilidade de suas preferências sexuais mudarem ao longo da vida.

genero_neutroA chamada da capa sugeria um padrão comportamental para a nova geração de jovens, a chamada “geração Z” (será de “z” zumbis sem cérebro, incapazes até mesmo de entender que se nasceu com pênis é menino, e se nasceu com vagina é menina?). E aí, como a mulherada reagiu? Teve hashtag irônica nas redes sociais… Não?!? Textão no Facebook, das manas dizendo que uma revista de grande circulação não pode fazer apologia a um padrão de comportamento para a juventude… Não?!? Ué…

Três meses depois, a mesma revista publica uma matéria sobre a esposa do vice-presidente Michel Temer. O trecho que afirma que “Michel Temer é um homem de sorte” e o título “Marcela Temer: bela, recatada e “do lar” provocou o choro e o ranger de dentes das feministas. “Isso cria um estereótipo!”, esbravejam. Deixem de bravata!

O modelo feminino que vigora hoje não valoriza e até mesmo menospreza a mulher “do lar”. Donas-de-casa, na maioria das vezes, são vistas como mulheres “sem profissão” e encostadas no marido. A mulher ideal dos nossos tempos é aquela que bate no peito pra dizer que ganha o próprio dinheiro e não precisa de homem pra nada. Tô mentindo?

Basta ver o perfil da maioria das nossas divas pop internacionais, que são o principal modelo das jovens, pra ver que o recato passa looooonge, e muitas delas nem mesmo querem se apresentar como bonitas: vendem a imagem de bizarras (Lady Gaga e Miley Cyrus) e devassas (Nicki Minaj). Por sua vez, Madonna, Britney, Hihanna, JLo e Beyoncé disputam nos red carpets da vida quem aparece mais pelada. Resultado: pergunte a uma menina ou adolescente o que ela deseja ser no futuro, e dificilmente ela falará que sonha em ser dona-de-casa.

Considere também a cansativa modinha de culto à imagem da pintora Frida Kahlo, que mantinha monocelha, bigode e sovaco peludo não por falta de gilette, mas pelo simples orgulho de ser jaburu. Ninguém dá piti quando a mídia exalta o seu casamento com Diego Rivera, em que um competia com o outro quem era mais chifrudo. Era uma história di amô taum linda, zênti, mas taaaaaaum linda, que a Frida até tentou se matar!

Frida é festejada como musa, mulher de verdade. Diego era 21 anos mais velho do que ela, mas a esquerdalha nunca chiou por isso. Por sua vez, Marcela é alvo de zombaria – inclusive por ter um marido bem mais velho. Por que a diferença de tratamento das irmãzinhas? Qual o critério que leva a endeusar uma e fazer da outra objeto de chacota? Já sei: Marcela, minha filha, tire esse sorriso maternal da cara, poste uma foto com pouca roupa no Instagram, vire uma baranga comunista e deprimida, e as miga vão te amar!

Para quem não notou, a matéria da Veja não foi nenhuma ode a Marcela – muito pelo contrário. O texto é propositalmente cafona e afetado, fazendo questão desfiar um vasto rol de peruagens e futilidades. Com que objetivo? Para despertar simpatia é que não poderia servir… O deboche é dissimulado. Não percebeu? Leia a matéria de novo.

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Miga, sua louca, você não entendeu nada e deu chilique à toa! Serviu de inocente útil da esquerda, dando força para um movimento de mordaça , que achincalha todos aqueles que ousem exaltar o perfil de uma mulher “certinha”.

O QUE DIZ A BÍBLIA? O QUE DIZ O PAPA?

E as mulheres cristãs? Sob quais critérios podemos nos guiar para tomar posição nesse bafafá? Vamos olhar para as Escrituras e para as orientações do nosso Papa.

O texto de Provérbios 31 exalta a mulher que governa com eficiência a sua casa, que não é preguiçosa, que é caridosa com os pobres e abandonados, que fala coisas sábias e inteligentes, que tem o espírito forte.

É BELA? Talvez sim, talvez não… Isso não importa muito: “Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada” (Prov 31,30).

É RECATADA? Claro que sim! Não no sentido de ser retraída, mas no sentido de praticar a virtude da castidade. E esse recato se expressa também no cuidado com as roupas que ela veste: “Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade…” (Timóteo 2,9). A postura oposta do recato é a indecência; não teria o menor cabimento a Bíblia aprovar esse tipo de coisa, né, gente?

É “DO LAR”? Sim, certamente é uma dona-de-casa muito dedicada! Ela prioriza o cuidado dos filhos e da casa. Mas também é possível que trabalhe fora, pois comercializa seu trabalho e traz rendimentos para a família: “Tece linha e o vende, fornece cintos ao mercador” (Prov 31,24).

Grande parte das mulheres católicas trabalha fora, como Santa Gianna Beretta, que era médica. Porém, temos que zelar para que o governo da nossa casa e a criação de nossos filhos não seja terceirizada. Como bem notou o Papa Francisco na sua última exortação apostólica, há muitos órfãos de pais vivos! Especialmente pela ausência da presença materna.

“O sentimento de ser órfãos, que hoje experimentam muitas crianças e jovens, é mais profundo do que pensamos. Hoje reconhecemos como plenamente legítimo, e até desejável, que as mulheres queiram estudar, trabalhar, desenvolver as suas capacidades e ter objetivos pessoais. Mas, ao mesmo tempo, não podemos ignorar a necessidade que as crianças têm da presença materna, especialmente nos primeiros meses de vida. (…) O enfraquecimento da presença materna, com as suas qualidades femininas, é um risco grave para a nossa terra.”

Papa Francisco. Amoris Laetitia

Crias de Marx fazem rebú quando alguém exalta a mulher “do lar”, porque é preciso que a mulher só se sinta poderosa e valorizada quando está “na rua”. E assim ele tende a ter menos filhos e a ficar menos tempo com eles. Uma família cada vez menor, com pais e mães que vivem mais na rua do que em casa, é mais fácil de ser esfacelada. No seu túmulo, o esqueleto da senhora Sartre deve estar sacolejando de júbilo!

“Não, eu não acredito que mulher alguma deva ter essa opção. Mulher alguma deveria ser autorizada a ficar em casa e cuidar dos seus filhos. A sociedade deveria ser totalmente diferente. As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se essa opção existir, demasiadas mulheres irão escolhê-la. Isto é uma forma de forçar as mulheres rumo a uma direção.”

Simone de Beauvoir, diálogo com Betty Friedan. Revista The Satuday Review, 1975

Essa Simone não era aquela mesma que pregava “que a liberdade seja a nossa própria substância”? Sim, mas desde que “liberdade” significasse seguir o seu modelo de vida, ou seja: dar pra todo o mundo e arrumar amantes menores de idade para o marido. Liberdade pra ser recatada e “do lar”? Jamé!

Você quer postar hashtag menosprezando o recato feminino e fazer papel de marionete pro fantasma dessa “fofa” marxista? É um direito seu. Eu tô fora.

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Pra descontrair o clima tenso: curtam os clipes abaixo, que eu amoooooo! Beyoncé batendo o cabelão divoso, mandando as mana esfregar o contracheque gordo na cara dos homi, e Ne Yo fissurado nas executivas de salto agulha, que fazem questão de pagar a conta.

Excomunhão: voadora misericordiosa da Igreja

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Se um membro do corpo necrosou, o que o médico faz? Não há outro jeito senão amputá-lo, para que a necrose não se expanda para outros membros e leve o corpo inteiro à morte. É uma medida extrema, triste, mas salvadora. Da mesma forma, quando a Igreja excomunga um dos membros de seu Corpo, […]

Quem se comporta mal na missa merece um raio na cabeça, diz S. J. Crisóstomo

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Risadinhas, conversas paralelas, gente falando no celular, barulho de pacote de biscoito sendo aberto… Como isso atrapalha os fiéis a se concentrarem na Santa Missa! E os anjos que prestam assistência ao altar também se ofendem com a falta de respeito ao culto divino. É o que ensina São João Crisóstomo, considerado um dos […]

Amoris Laetitia – Acolher não é flexibilizar doutrina!

Oi Povo Católicooooo!!!!

O Papa Francisco lançou nesta manhã sua nova exortação apostólica, a “AMORIS LÆTITIA”, que significa “Felicidade do Amor” e é resultado das discussões do Sínodo dos Bispos. Pra variar, podem esperar boatarias diversas nos próximos dias afirmando as mais diversas loucuras doutrinárias com base em frases soltas. Então, veja aqui uma análise completa do […]

Os Papas pecadores e a santidade da Igreja

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Em nossa série sobre os Papas, o historiador Paulo Ricardo Costa já publicou diversos posts sobre os papas vacilões. Sofremos aqui com o relato das trajetórias dos maus papas…

…do período da Pornocracia (confira aqui);

…do “Papa Bórgia” (parte 1, parte 2 e parte 3);

…dos demais papas insensatos da Renascença (Sisto IV, Inocêncio VIII, Júlio […]

Não abandone a Igreja por causa de Judas Iscariotes

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Josafá da Samaria (nosso personagem fictício de hoje) era simpatizante entusiasmado de Jesus de Nazaré. Porém, certo dia, flagrou Judas Iscariotes passando a mão no dimdim destinado ao sustento do grupo e ao socorro dos pobres. Daquele dia em diante, decepcionado, Josafá nunca mais quis saber de seguir o Messias.

Que burro, dá zero pra ele! Josafá […]

Lutero: “As universidades são coisa do Demo”

Um dos momentos mais hilários que tivemos aqui em O Catequista foi quando minha colega de blog Viviane Varela publicou um artigo (veja aqui) em resposta a um “sábio” que disse que o protestantismo foi o responsável pela instituição do ensino universal. Para falar essas asneiras, geralmente essa patuleia se baseia no fato de […]

Em defesa de Madre Teresa… Mais uma vez (Esse Zé Povinho não desiste)

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Povo Católico, que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja sempre convosco!

Vou começar este post propondo um exercício de imaginação. Pense em uma mulher miserável, mendigando pelas ruas com seu filho faminto no colo. Em certo momento do dia, para diante dela o traficante e assassino Pablo Escobar, e lhe dá uma nota […]